Submarinos australianos serão construídos pela DCNS no estaleiro em Adelaide PDF Print E-mail
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Tuesday, 26 April 2016 23:08

Créditos da imagem: DCNS

Nota de ALIDE: Em sua cobertura do Salão Pacific 2013, ALIDE mostrou aos seus leitores com exclusividade a surpreendente presença de uma maquete do submarino francês de propulsão nuclear Barracuda. Trouxemos também a informação obtida dentro da própria DCNS de que em vez de mais um Scorpene melhorado, a empresa estava propondo na Austrália o casco deste grande submarino com uma propulsão alternativa diesel-elétrica. Vejam aqui essa nossa cobertura:

Pacific 2013: Oportunidades bilionárias na Austrália

Por Anna Henderson

O muito aguardado contrato de $50 bilhões de dólares australianos foi decidido no febril período pré- eleitoral e garante que os 12 novos submarinos serão construídos no estaleiro Osborne em Adelaide.

O Primeiro Ministro Malcolm Turnbull voou até Adelaide para realizar o anúncio oficial, confirmando que a empresa francesa DCNS havia ganhado concorrência para a construção de uma versão modificada de seu submarino de propulsão nuclear (classe Suffren/”Barracuda”). Esta nova versão convencional será conhecida como “Shortfin Barracuda, um peixe agressivo dos mares australianos”.

Ele estava acompanhado pela Ministra da Defesa Marise Payne e o político local Christopher Pyne.

Turnbull reforçou que os doze submarinos seriam construídos em Adelaide e que o projeto criaria 2,800 empregos na Austrália.

"Este é um grande dia para a nossa marinha, um grande dia para a economia australiana do século XXI, um grande dia para os empregos do futuro," disse o Sr Turnbull.

"Construído na Austrália, empregos australianos, aço australiano, aqui mesmo onde nós nos encontramos."

O porta-voz para a Defesa do Partido Trabalhista Stephen Conroy descreveu a decisão como uma “real vitória para o povo de  Adelaide" mas disse que isso aconteceu após três anos de “falsas promessas” dp Partido Liberal.

O Senador Conroy alega que a pressão dos Trabalhistas obrigou o governo a se comprometer, ele ainda questionou se realmente todos os doze submarinos seriam fabricados na Austrália.

O governo confirmou que enquanto a construção da maior parte dos submarinos ocorreria em Adelaide, alguns componentes virão de outras partes do país e dos EUA.

Turnbull evitou ainda responder perguntas sobre a exata percentagem da construção que será realizada na Austrália, alegando que estas negociações ainda não estavam concluídas.

O anúncio foi feito poucos dias após o governo comunicar que Adelaide seria o local do início da construção de doze novos Navios-Patrulha Oceânicos em 2018, antes de ser dada a partida na construção de uma nova classe de fragatas a partir de 2020.

Falando a um programa de televisão, a senadora Payne minimizou a informação publicada na imprensa francesa de que este contrato garantiria o emprego de 4000 empregados da DCNS na França.

"Para começar, existe um certo entusiasmo na tradução do artigo do francês para o inglês, muito provavelmente do francês para o ‘australiano’ isso seria ainda pior," ela disse.

"Mas o mais importante aspecto disso é que nossa modelagem e nossos planos clatamente nos mostram que se trata de 1100 empregos no processo de construção naval com potencialmente outros 750 empregos na cadeia logística, isso sem considerar o impacto do programa de novas fragatas e navios-patrulha anunciados na semana passada."

A senadora Payne disse que cada um dos estados e territórios já ambicionavam fazer parte do projeto.

"Este, sem dúvida alguma, vai ser um projeto nacional. Ele será o ponto seminal em nossa habilidade de adquirir plataformas navais-chave para a segurança nacional da Austrália," disse ela.

Tóquio questiona a decisão dos submarinos

O Japão e a Alemanha mandaram as propostas eliminadas na concorrência, e Tóquio já expressou sua insatisfação com a decisão do governo australiano e solicitou uma explicação.

Os requerimentos australianos para os submarinos explicados

Com o anúncio do vencedor da concorrência  para os novos submarinos a atenção se desloca para a maneira pela qual a DCNS atenderá aos requerimentos de grande autonomia.

Turnbull, indagado sobre potenciais consequências negativas desta escolha, disse que a Austrália e o Japão permanecem comprometidos ao sua "parceria estratégica especial".

Ele comentou que às 7.30 ele havia conversado com (o primeiro ministro japonês) Abe sobre a decisão.

Enquanto Tony Abbott era o primeiro ministro, ele havia assumido um acordo com o primeiro ministro japonês Shinzo Abe.

Abbott publicou uma nota na terça-feira que dizia que ele tinha confiança de que a relação com o Japão era “forte o suficiente para resistir à esta frustração" em relação a esta decisão.

A empresa construtora Thyssenkrupp Marine Systems também soltou uma nota onde o presidente da sua subsidiária australiana, John White, disse que a companhia respeitava a decisão do governo.

"Estamos naturalmente desapontados mas estamos prontos para apoiar o future programa de submarnos da Austrália com nossa incomparável experiência, tecnologia de ponta e comprovado sucesso na construção de submarinos no próprio país dos clientes. " disse o Dr White.

Ele disse que a TKMS permanecia “comprometida com a essência” dos programas de construção naval australianos, com a transição de sua "indústria de construção naval para um patamar de capacidade e competitividade de nível mundial, capaz até mesmo de exportação”.

A senadora Payne disse que a segurança nacional foi a motivação primária por trás da decisão tomada, a que se chegou após um processo de avaliação competitiva de 15 meses.

"Isso bem reflete o fato de sermos uma nação baseada no comércio marítimo e que tanto as nossas seguranças econômica quanto nacional estão ligadas ao ambiente marítimo regional," disse ela.

"Esta decisão deriva de a DCNS ter demonstrado ter a capacidade de melhor atender todos os nossos requerimentos peculiares. Estes incluíram sensores de capacidade superior, características stealth, assim como alcance e autonomia similar aos submarinos da classe Collins."

 

A empresa francesa já construiu mais de 100 submarinos para nove marinhas diferentes.

 

Link para o artigo original em inglês.

Last Updated on Tuesday, 26 April 2016 23:39
 

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