Boeing na ofensiva PDF Print E-mail
Wednesday, 16 September 2009 14:08

 

A gigante norte-americana da aviação Boeing garantiu ontem que apresentará até a próxima sexta-feira uma oferta “bastante competitiva” para que seu caça F/A 18 Super Hornet seja o vencedor da concorrência F-X2 , que prevê para a compra de 36 aparelhos para a Força Aérea Brasileira (FAB). Falando à imprensa depois do primeiro de dois dias de conferências com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente da empresa responsável pelo programa F/A 18, Bob Gower, reafirmou o compromisso de transferir tecnologia referente a “tudo que está na proposta”. E assegurou que a Boeing oferece um preço “muito menor” que o da rival francesa Dassault, favorita do Planalto com o Rafale, num pacote estimado em cerca de 5 bilhões de euros.

“Estamos confiantes que a nossa oferta representa a solução de melhor valor para o Brasil, proporcionando a mais avançada tecnologia disponível, superior e comprovado sistema de apoio logístico e preço que é consideravelmente mais baixo que o apresentado pelo Rafale”, disse Gower. Ele e o vice-presidente de Suprimentos Globais da divisão militar da empresa, Ron Shelley, reuniram-se com 140 potenciais parceiros. “Nosso objetivo é montar uma rede de fornecedores que representem o que há de melhor na indústria, e vislumbramos oportunidades promissoras no Brasil”, disse Shelley. “As oportunidades para as empresas do maior país da América Latina vão muito além da concorrência F-X2.”

Os executivos reiteraram a disposição da empresa de, caso vença a disputa, acertar a montagem de 24 dos 36 aviões na fábrica da Embraer, em São José dos Campos (SP). A Dassault faz proposta semelhante em relação ao Rafale, e a sueca Saab oferece montar no Brasil todos as 36 unidades do caça Gripen — que, ao contrário dos concorrentes, está ainda em desenvolvimento.

A concorrência F-X2, que se desenrola há 10 anos, deve ser decidida até o fim deste mês, quando a FAB entregará seu parecer sobre os três concorrentes ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que levará a decisão final para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No último dia 7, durante a visita do colega francês, Nicolas Sarkozy, Lula firmou comunicado conjunto que mencionava a “decisão política” de abrir negociações com a Dassault para a compra do Rafale. Diante das dúvidas causadas pela declaração, as empresas ganharam prazo até sexta-feira para reformular e detalhar melhor a proposta final.

Fonte: Correio Braziliense

Last Updated on Wednesday, 16 September 2009 16:03
 

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