Jobim lança dúvidas sobre proposta francesa PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 09 October 2009 14:13

 

 

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, colocou dúvidas ontem sobre a promessa feita pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de que a Dassault está comprometida com a transferência de 100% de tecnologia se vencer a licitação para fornecer caças para a Força Aérea Brasileira. Ele lembrou que a Dassault é uma empresa privada e que o governo francês tem apenas ações preferenciais do grupo, sem direito a voto.

No entanto, Jobim voltou a admitir a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela proposta francesa. Segundo o ministro, isso ocorre em função da “parceria estratégica” firmada entre os dois governos. Ao lembrar que a Dassault não é uma empresa estatal, contudo, o ministro ressaltou que somente a abertura das propostas irá permitir verificar se a promessa de Sarkozy será cumprida.

– Temos a afirmação do presidente Sarkozy de transferência irrestrita de tecnologia. Quero ver o que significa irrestrita na proposta que a Dassault faz, porque, observem bem, a empresa é privada, não é estatal. As ações que o governo francês tem são preferenciais, sem direito a voto – alertou, após participar da abertura da 10ª Convenção Nacional da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Jobim reiterou, também, que a Aeronáutica avaliará vários aspectos das propostas, mas que a parte referente à transferência tecnológica será mesmo a mais fundamental para a escolha da proposta vencedora.

Financiamento

A respeito da estratégia nacional de defesa, aprovada no ano passado, Jobim informou que deverá fechar dentro de dois meses a conta a respeito do volume de investimentos que serão necessários para tirar o programa do papel. O ministro adiantou, porém, que o montante não vai superar o equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto anual.

– Estamos levantando um estudo para fazer o cronograma físico e financeiro de todo o projeto – disse Jobim. O plano prevê ações, ao longo de 20 anos, de modernização e ampliação dos elementos que compõem a defesa do território brasileiro, na esfera da Forças Armadas. Defendendo a adoção de um planejamento de longo prazo, Jobim disse que o plano é “arrogante” tendo em vista que serve para acabar com o “complexo de vira-latas” do Brasil.

Fonte: Jornal do Brasil

Last Updated on Tuesday, 03 November 2009 14:15
 

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