Colômbia recorre à ONU contra Chávez PDF Print E-mail
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Friday, 13 November 2009 13:25

 

A Colômbia levou na quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU uma queixa contra supostas ameaças de guerra feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que teria orientado seu Exército a se preparar para um conflito armado.

A ordem de Chávez aos militares foi dada no programa dominical de rádio e TV do presidente. Bogotá respondeu com uma carta ao Conselho de Segurança da ONU “sobre as ameaças da Venezuela de usar a força contra a Colômbia”, segundo nota da chancelaria local, que esclarece que o texto deve ser distribuído a todos os membros do Conselho.

– Entregamos uma carta explicando em detalhe as preocupações da Colômbia a respeito de comentários do presidente Chávez e outras questões delicadas", disse o chanceler Jaime Bermudez. – Sempre dissemos que a porta está aberta ao diálogo (...), ainda não tivemos qualquer contato.

Desde a conclamação de domingo aos militares, Chávez abrandou sua retórica, alegando que a imprensa manipulou suas palavras.

– Os militares venezuelanos são pacifistas e nos preparamos para a guerra para assegurar a paz, foi isso o que eu disse domingo – disse Chávez, durante um ato público com atletas venezuelanos.

A crise diplomática já levou a uma forte redução do comércio bilateral entre os dois países, que movimentou mais de US$ 7 bilhões no ano passado.

Tanto Chávez quanto o presidente colombiano, Alvaro Uribe, aparentemente, tendem a se beneficiar com a troca de acusações diante da opinião pública de seus respectivos países. Uribe é o maior aliado dos EUA na América do Sul, e tem como vizinhos dois dos governos mais críticos a Washington: o de Chávez e o do equatoriano Rafael Correa.

Combate às Farc

O governo colombiano anunciou quinta-feira que enviará 2.500 homens para o sudoeste do país, região na qual nove militares foram mortos na última terça-feira em confrontos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O envio de tropas é um dos 14 itens de um plano de combate à organização elaborado por um conselho de segurança chefiado pelo ministro da Defesa, Gabriel Silva, e pelos principais comandantes das Forças Armadas. Entre as medidas está o pagamento de uma recompensa de até dois bilhões de pesos (cerca de US$ 1 milhão) pela captura dos dois mais importantes chefes das Farc na região – Miguel Ángel Pascua Santos, conhecido como Sargento Pascua; e Édgar López Gómez, o Pacho Chino.

Fonte: Jornal do Brasil - DA REDAÇÃO

 

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