Impasse adia decisão sobre caças da FAB para 2010 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 10 December 2009 13:18

Versão oficial indica atraso na entrega de trabalho técnico da Força Aérea Apontada como favorita, francesa Dassault não teria concordado com queda de preço; FAB e Embraer prefeririam opção sueca

 

Sem conseguir chegar a uma conclusão sobre o pacote e o modelo de avião de caça preferidos para renovar a frota da FAB (Força Aérea Brasileira), o governo empurrou para o próximo ano a decisão e o anúncio sobre o vitorioso.

Os militares estão ansiosos, porque 2010 será um ano eleitoral e o último do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que sempre pode contaminar ou invalidar uma decisão desse porte. A Folha apurou, porém, que não há hipótese de o programa, chamado de FX-2, ser anulado.

A intenção do governo é comprar 36 caças e adquirir tecnologia para que o Brasil venha a fabricar peças do avião e possa até, futuramente, exportá-las para, por exemplo, a América Latina e a África.

Estão em disputa o Rafale, da francesa Dassault, o Gripen NG, da sueca Saab, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing. São aviões de última geração e com vida útil estimada entre 30 e 35 anos. O negócio pode chegar a R$ 10 bilhões.

A versão oficial para adiar o anúncio do vencedor é que a FAB não concluiu o seu trabalho técnico. A avaliação, porém, já foi até submetida ao Alto Comando da Aeronáutica na última semana de novembro.
Em seguida, o comandante, brigadeiro Juniti Saito, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, viajaram juntos para a Ucrânia, onde certamente discutiram o resultado.

Há duas versões para a indefinição. A primeira é que a área política do governo preferia o Rafale, mas o presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu a Lula o que a Dassault não aceitou cumprir: forte redução de preços e melhora no "offset", sistema pelo qual o país vendedor se compromete a adquirir produtos, investir em pesquisa e desenvolver tecnologia no país comprador.

A segunda versão é que a cúpula da FAB, a Embraer e brigadeiros com acesso ao Planalto prefeririam o pacote sueco, com a participação de técnicos brasileiros na fase final do projeto e na construção do caça.
A Embraer fez inclusive um parecer para a FAB, porque é beneficiada duplamente pelo pacote: pela transferência de tecnologia e porque os três países se comprometeram a adquirir aviões brasileiros no pacote de contrapartidas.

 Fonte: ELIANE CANTANHÊDE COLUNISTA DA FOLHA

 

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