LAAD 07 - Latin American Aero and Defence PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles e Roberto Colistete Junior   
Thursday, 15 May 2008 08:27

 

 

 A Feira

 Durante quatro dias, entre 17 e 20 de abril, foi a vez do Rio de Janeiro sediar uma das mais relevantes feiras de Aviação/Defesa do mundo. A exposição LAAD - Latin American Aero & Defence 2007 – foi realizada uma vez mais no Pavilhão 4 do Centro de Exposições RioCentro. No mesmo período, de maneira complementar e anexa à LAAD, ocorreu também a primeira edição da Aviation Expo 07, feira focada nos setores da aviação civil e que contou com o total apoio da ANAC. Em paralelo à Exibição, três eventos reuniram no Pavilhão de Congressos do Rio Centro (Pavilhão 5), para debates, profissionais oriundos das áreas de Aviação Civil, Logística Militar e Defesa.

 Na sua sexta edição a LAAD já se firmou, da mesma maneira que a FIDAE no Chile, como um evento obrigatório para os fabricantes internacionais e as forças militares da região. No entanto, comitivas de bem além da América Latina foram vistas explorando os corredores nesta edição. Militares indonésios, sul-africanos e marroquinos, entre muitos de outras nacionalidades, aparentemente já descobriram a utilidade e relevância da LAAD. A versão desse ano apresentou o retorno de grandes players tradicionais da indústria como Dassault, Boeing, Lockheed, Elbit e obviamente as locais Embraer e Avibrás. Empresas de menor porte, ou bastante especialistas em nichos pontuais apareceram sob o guarda-chuva dos stands nacionais, americano, russo e indiano. Diferente da FIDAE chilena, que se foca unicamente na seara aeroespacial, a LAAD apresenta novas tecnologias, serviços e produtos para as áreas naval, terrestre e aérea. O amplo espaço de 22.723 m² foi dividido entre 300 expositores, separados por 18 ruas de acesso.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Vista geral da feiraVista geral da feiraEstande da AgraleEstande da Raytheon
Foguete da empresa AresArmamentos da RafaelMaquete do Bell 429Maquete do Bell V-22
Maquete do Bell HueyMísseis da DenelMísseis da DenelMaquete do estande da Rolls Royce
Maquetes de armamentos da RaytheonMísseis da RaytheonEstande da EADS alemãMaquete do EADS CASA 295
Maquete do Airbus A310 MRTTMaquete do Airbus A310 MRTTMaquete de helicóptero da EADSMaquete de um Cougar no estande da EADS
Maquete de um LHD Classe Mistral no estande da DCNSMaquete de um LHD Classe Mistral no estande da DCNSMaquetes do míssil MicaMaquetes da família Exocet
Maquete do míssil anti-navio OTOMATMaquete do míssil anti-navio italiano Marte, nas versões Mk2N (lançado de navio) e Mk2S (lançado de helicóptero) Maquete do lançador de ASTROS IILançador de granadas automático LAG 40, da General Dynamics
 

 

 

 Uma LAAD ainda "terrestre"

 Uma das maiores “promessas” anunciadas para esta edição, a transferência do evento para algum lugar com uma pista capaz de receber aeronaves de diversos tipos e permitir a sua exibição em vôo, acabou não se materializando. Na cidade do Rio de Janeiro os aeródromos são poucos e remotos. O aeroporto de Jacarepaguá e o Campo dos Afonsos têm pistas curtas demais e restrições às operações aéreas. A grande e espaçosa Base Aérea de Santa Cruz fica muito longe das áreas mais centrais da cidade, localizando-se no extremo oeste do município (a aproximadamente 60 km do centro da cidade), o que geraria problemas no deslocamento de e para o evento. Os dois aeroportos comerciais da cidade, Tom Jobim – Galeão e Santos Dumont, estão entre os mais movimentados do país, e a realização de um evento de grande porte nesses locais esbarraria em diversas restrições devido ao tráfego aéreo na região. O mais central deles, o Santos Dumont, por sua vez, não dispõe de espaço e de áreas para receber os stands dos expositores. Além disso, suas duas pistas são curtas demais (1.323 metros na principal e 1.260 metros na auxiliar), o que tornaria a operação crítica, ou mesmo inviável, para um grande número de aeronaves. A opção da organização, quando começou a divulgar a LAAD 2007, era o Aeroporto Internacional do Galeão – Tom Jobim, distante 17 Km do centro da cidade. Havia a opção da Base Aérea do Galeão, localizada ao lado da cabeceira 33 e com um grande pátio e mais de 30.000m2 de hangares à disposição. Mas, além do problema do tráfego aéreo, seria preciso desalojar todas as unidades aéreas e de apoio de suas “casas” e arrumar espaço suficiente para o estacionamento de carros dos visitantes. Essas foram provavelmente as razões que inviabilizaram a realização do evento naquele local. Portanto, uma vez mais a LAAD foi realizada no RioCentro, e novamente sem contar com exibições em vôo e aeronaves para exibição estática, uma característica intrínseca das mais tradicionais feiras do gênero no mundo.  

 

 A LAAD 2007 em números

 O comentário geral durante a feira era de que ela havia encolhido com relação à edição anterior. O que se mostrou apenas aparente, não tendo se refletido nos números. O principal motivo foi a redução no investimento de grandes players como Gripen e Dassault, sentida mais diretamente no tamanho e atrações de seus estandes. Ambas haviam trazido simuladores de seus jatos concorrentes ao reequipamento da Força Aérea Brasileira (JAS-39 Gripen e Mirage 2000, respectivamente) para a edição 2005, ao passo que nessa edição de 2007 tiveram como principais atrações a presença de maquetes. Isso se deve em grande parte às idas e vindas do programa F-X. Segundo Lasse Jansson, Communications Manager da Gripen International, a empresa tem grande confiança de que pode se sair vencedora numa próxima disputa para compra de caças para a FAB, mas as incertezas sobre quando e como se dará o novo F-X fizeram a fabricante optar por cortar os gastos com divulgação do produto. Apesar dessa retração na área de alguns estandes, o número total de exibidores cresceu com relação ao evento de dois anos atrás, somando um total de 320 divididos entre quase 30 países. Foram aproximadamente 14.000 visitantes e 42 delegações oficiais; mais de 1.500 reuniões entre delegados visitantes e expositores, e a presença de imprensa, especializada e geral, de pelo menos 14 países.

 Delegações Oficiais  

África do Sul ColômbiaHondurasParaguai
AlemanhaEquadorÍndiaPeru
AngolaEspanhaItáliaReino Unido
ArgentinaEUAJordâniaRepública Dominicana
BangladeshEgitoMalásia São Tomé e Príncipe
BolíviaEl SalvadorMéxicoSuécia
Botsuana FrançaMoçambiqueSuriname
BrasilGuatemalaNamíbiaTailândia
CanadáGuianaNicaráguaUruguai
ChileGuiné BissauNigéria 
ChinaHolandaPaquistão 

 

 Expositores - Origem

África do Sul GréciaRússia
AlemanhaHolandaSérvia
Austrália ÍndiaSuécia
ÁustriaIrãSuíça
BélgicaIsraelUcrânia
BrasilItália 
BulgáriaMéxico 
CanadáPolônia 
EspanhaPortugal 
EUAReino Unido 
FrançaRepública Tcheca  

 

 Os eventos paralelos

 Uma grande e interessante fonte de atenções nesta LAAD foi a ocorrência de eventos paralelos à exibição principal. Debates e seminários sobre aviação civil, Defesa e homeland security reuniram brasileiros e estrangeiros das áreas envolvidas, especialistas e militares para a discussão de temas como o reaparelhamento da Marinha do Brasil, a experiência da implantação da logística combinada em face da criação do Ministério da Defesa e a expansão do transporte aéreo na América Latina.

 Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, o Contra-Almirante Elis Treidler Oberg falou sobre o tema na palestra dedicada à área naval. Nela foi discutida a importância do Poder Naval para o desenvolvimento nacional e a necessidade de manter as Forças Armadas bem equipadas para garantir a soberania nacional. O Almirante apresentou a concepção de que é necessário “possuir meios capazes, não de derrotar qualquer adversário, mas de impôr um custo elevado a uma eventual opção militar, dissuadindo agressões e incentivando a solução pacífica das controvérsias”. Sobre o reaparelhamento da Marinha, foram divulgados dados dando conta de que boa parte da capacidade operativa da força estará obsoleta até 2025, configurando a urgência na substituição dos meios mais antigos. Foram destacados os investimentos da arma na aquisição de equipamentos de comunicações, guerra eletrônica, sistema de armas e viaturas operativas para o Corpo de Fuzileiros Navais. O programa prevê ainda a modernização e aquisição de submarinos, embarcações de patrulha, apoio e aviões. Nas palavras do Almirante, “vamos manter a capacitação atual, avançar em termos de projetos de tecnologia e modernizar os já existentes”. Ele também enfatizou a necessidade de maior integração da Marinha com o Exército e a Força Aérea. Atualmente existe uma sólida integração com a FAB, na formação de pilotos para a Aviação Naval, que a Marinha considera fundamental.

 Em vista dos últimos acontecimentos no setor aéreo brasileiro, também foram de muita pertinência as dicussões sobre as soluções que podem ser implementadas para livrar o segmento do caos que se instalou desde o acidente com o 737-800 da GOL em setembro de 2006, levantadas durante o seminário de aviação civil. Especialistas falaram sobre os problemas que permeiam o transporte aéreo no Brasil, com o intuito de se chegar a um denominador comum nas saídas que devem ser utilizadas para recuperar o setor. Hoje o Brasil é responsável por 6% do fluxo mundial de aeronaves e é o 16º em circulação aérea no mundo. Estudos de 2005 feitos pelo Instituto de Tecnologia Avançada (ITA) já apontavam a concentração do uso do espaço aéreo em poucos aeroportos do país, com os de São Paulo (Guarulhos e Congonhas), que acomodam por ano 6 milhões de passageiros a mais do que seu limite, e um aumento de 10% ao ano nas viagens de avião. Segundo o professor do ITA, Cláudio Jorge Alves, um dos palestrantes, a solução a curto prazo para o recentes problemas da aviação civil no país seria o gerenciamento de demanda, mas que sem investimentos em modernização e ampliação da infra-estrutura aeroportuária, pessoal, modernização de equipamentos e também nas próprias companhias, fica inviável o gerenciamento do crescimento dessa demanda. O professor também ressaltou a importância da intermodalidade, da integração de vários meios de transporte ligando os aeroportos às regiões contíguas, como parte da solução do transporte aéreo no país.

 

 Uma região em transformação militar

 A despeito dos eternos contingenciamentos de verbas característicos de nossa região, o mercado de Defesa na América Latina sofreu significativas mudanças desde a última edição da LAAD. A Venezuela “Bolivariana” de Hugo Chaves, deflagrou um longamente adiado e revolucionário processo de atualização de meios de suas três armas. O Chile também, aproveitando a alta histórica do preço do cobre no mercado de commodities global, foi às compras. O Brasil finalmente demonstra que pode seguir por este caminho também em breve. No entanto durante a Feira nenhuma grande compra brasileira foi anunciada, a despeito dos vários programas em análise neste momento.

 Na Marinha do Brasil a compra do navio logístico britânico H.M.S. Sir Galahad foi informalmente confirmada à ALIDE pelo Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha, o navio devendo chegar ao Brasil em finais de 2007. Nesta mesma ocasião, o Almirante Moura Neto também comentou que a possível vinda de novas fragatas, sejam elas da classe Bremen (Alemanha) ou OHP (dos EUA) ainda não é um tema “quente” neste momento.    

 O ex-H.M.S. Sir Galahad substituirá o veterano Navio Transporte de Tropas Ary Parreiras na Marinha. O programa já anunciado de modernização dos cinco submarinos de projeto alemão, modelo U-209, e a compra de um novo e moderno U-214, ainda aguardam a assinatura de seu contrato comercial.

 Na FAB, o Programa FX foi identificado oficialmente pelo Brig. Pertusi, chefe da 3ª Subchefia do Estado Maior da Aeronáutica, em sua palestra no Seminário de Defesa, como sendo a “prioridade número um” da força a partir de agora. Diferentemente da outra vez, agora a compra do novo caça será “direta”, sem um processo aberto de propostas enviadas pelos interessados. 

 

 Os russos

 Como sempre, a presença da empresa Rosoboronexport, organização estatal russa para a promoção de vendas de material de defesa no mercado internacional, foi ainda maior do que em edições anteriores, uma exceção no pavilhão do Riocentro esse ano, impulsionada obviamente no sucesso das vendas de caças, helicópteros, submarinos e fuzis, para a Venezuela. Como sempre, as principais indústrias de defesa como a Sukhoi e a Irkut, também tinham seus próprios stands ao lado do stand da Rosoboron. Segundo o Sr. Dmitri Morozov, porta voz da holding russa nesta edição da LAAD, eles tiveram a oportunidade de receber visitas de muitas comitivas de altíssimo nível, chefiadas por ministros da defesa e comandantes de força,  dos mais diversos países. Passaram por lá VIPs do Brasil, do Peru, Argentina, Colômbia e Nicarágua, além de outros representantes de praticamente todos os países da região. Para o Sr. Morozov esta sexta participação russa na LAAD “servirá para alavancar uma onda de novas oportunidades de negócios numa região ainda cheia de grandes possibilidades. A feira é o lugar ideal para travar o primeiro contato e também para abrir novas portas dentro dos clientes, estabelecendo contatos de alto nível também na esfera técnica".

Maquete de um Su-35Maquetes: Su-39 e Mi-171Maquetes à frente do estande russoMaquete de um Mi-171 configurado para ataque
 

 

 Segundo o porta-voz russo o primeiro item no interesse das diversas nações visitantes sempre é o dos helicópteros, conhecidos por sua robustez, durabilidade e simplicidade de manutenção, sendo seguido pelas aeronaves e sistemas de mísseis apresentados nesta feira. O segmento naval, mesmo possuindo produtos de comprovada capacidade, é uma área inteira ainda por ser explorada no nosso continente, apesar da Venezuela ter optado recentemente pela aquisição de sete novos submarinos da classe Amur (classe Lada na Rússia). Devido aos contratos anunciados para o re-equipamento da força de submarinos da Marinha do Brasil ainda não terem sido assinados em definitivo, os russos aproveitaram a oportunidade para trazer, com grande destaque nesta edição da LAAD, os produtos e soluções do bureau Rubin, o centro técnico responsável pelo novo projeto desta nova família de submarino convencional.

Maquete do Sukhoi S-80Maquete do Sukhoi S-80Maquete do Su-35Maquete do Su-35
 

 

 Com surpreendente discrição os folhetos distribuídos no stand da Sukhoi mostravam que a mais nova versão da família Flanker já estava sendo oferecida aos clientes. O novo Su-35 deve voar pela primeira vez em agosto deste ano e traz muitas melhorias em cima do projeto anterior de mesmo nome. Fabricado pela fábrica KnAAPO de Komsomolsk, no extremo oriente russo, o novo Su-35 agrega tecnologias e aviônicos de ponta oriundos das mais recentes versões do Su-30, a versão biplace do Flanker. Adicionou-se também um novo e mais potente motor, novo radar e novas armas ar-ar e ar-superfície. O novo sistema de controle eletrônico de vôo deste avião dispensa por completo a necessidade dos canards, detalhe este que, segundo algumas fontes, reduziria o peso vazio da aeronave em quase uma tonelada. Outras áreas estruturais passaram a ser feitas de materiais compostos, reduzindo ainda mais o peso e melhorando a performance em vôo e a carga transportada de armamentos. O Su-35, a despeito de ter um alcance superlativo, também será capaz de utilizar tanques externos subalares expandindo ainda mais seu alcance. O painel totalmente digitalizado conta com duas telas LCD de grandes dimensões para facilitar a interface homem-máquina no meio do combate aéreo. Uma grande surpresa foi a revelação de que ele também utiliza o LINK 16, sistema de transmissão de dados via datalink padrão da OTAN, numa situação inimaginável até alguns poucos anos atrás. A maquete do Su-35 apresentada durante a LAAD estava "configurada" com dois pods de jamming Sorbtsiya nas pontas das asas, dois R-73, dois R-77, dois Kh-31, dois misseis anti-navio de longo alcance sob as asas (não identificados nos folhetos distribuídos) e um outro, entre as entradas de ar, identificado simplesmente como "Míssil de Longo Alcance".

Maquete de submarino russo da classe KiloMaquete de submarino russoMaquete de submarino russo da classe AmurVista de parte do estande russo
 

 

 O novo modelo será o primeiro a usar as turbinas 117S, derivadas de maior potência da família AL-31F utilizada nos Su-27 e Su-30. A nova versão aumenta a potência dos 12,5 toneladas para um novo patamar, na casa de 14,5 toneladas, além de também ampliar os tempos de vida dos seus vários componentes mecânicos e reduzir o seu consumo de combustível. A versão 117S é direcionada para clientes de exportação.

Vista de parte do estande russo
Vista de parte do estande russo
 

 

 O Su-35 original tinha sido produzido para atender as demandas da Força Aérea Soviética, tendo sido fabricadas apenas doze unidades de pré-série. A crise econômica verificada na Rússia após a queda do comunismo impediu que a Força Aérea Russa pudesse comprar este modelo em quantidades significativas. Mas os tempos agora são outros e a demanda de atualização da força de caças monoplaces da Força Aérea Russa são concretas e prementes. Este modelo disputou o malfadado concurso FX para seleção do novo caça multi-função da FAB. Ele conseguiu até mesmo se destacar bastante, a despeito da falta de tradição de utilização de material militar russo pelo Brasil. Além do Brasil, a Venezuela e outras nações também já demonstraram interesse explícito pelo novo modelo. A linha de produção de série deve estar pronta perto de 2010-2011.

 

 Brahmos

 Símbolo da imensa aproximação tecnológica entre Índia e Rússia no setor de defesa, esta empresa une sistemas novos e aviônicos de origem indiana a um míssil originariamente russo para criar uma solução padronizada multiplataforma, o míssil Brahmos, que já está operacional em suas versões lançadas desde navios e de veículos terrestres. A seguir virá a versão lançada de aeronaves, inicialmente os Su-30MKI da Força Aérea Indiana e os aviões de patrulha naval Il-38 em sua versão modernizada com o sistema “Sea Dragon”. A escolha do Flanker leva em conta que ele é um grande e pesado caça compatível com o porte do Brahmos, e que existe uma grande frota de aviões desta família em serviço pelo mundo. A versão aero-lançada terá um alcance de mais de 300Km e usará um motor foguete no primeiro estágio (“booster”) menor, mais simples e mais leve que o presente nas demais versões. A integração dos sistemas de designação do alvo do míssil com os aviônicos das aeronaves lançadoras será o maior desafio desta nova versão.

Na LAAD o Joint Managing Director da empresa, Alexander Maksichev, comentou que a Marinha Indiana já estipulou que o Brahmos será a arma padrão de todos os novos navios de combate a entrar em operação no futuro, incluindo aí os novos destróieres da classe Kolkata (Type 15A). Neste caso serão três navios, cada um com uma carga de 16 mísseis. Os cinco destróieres da Classe Rajput (Kashin II modificados) também receberão os quatro lançadores duplos para o Brahmos em seu programa de modernização. O Brahmos visa se tornar o míssil “padrão”, capaz de atacar com a mesma eficiência alvos na superfície do mar ou em terra.  A imprensa indiana noticiou recentemente que a empresa já estaria pronta para testar a versão do míssil adequado para lançamento desde submarinos, segundo o presidente da empresa eles aguardavam apenas a disponibilidade de um submarino da classe “Kilo” da Marinha Indiana para que pudessem ser feitas nele as modificações necessárias para o lançamento do Brahmos debaixo do mar.

Maquete do veículo lançador do BrahmosMaquete de um destróier equipado com BrahmosMaquete de um fragata equipada com o BrahmosVista geral do estande da Brahmos
Maquete de um Il-38SD indiano equipado com o BrahmosMaquete de um Il-38SD equipado com o BrahmosMaquetes no estande da BrahmosMaquete do míssil Brahmos
 

 

Até hoje já foram realizados 14 lançamentos de teste neste programa, inclusive alguns no deserto próximo à fronteira do Paquistão sob um calor de 53°C, exibindo a capacidade da arma de ser operacional mesmo sob condições meteorológicas extremas. Durante a primeira visita à Índia de um Comandante do Exército Brasileiro, o General Francisco Albuquerque visitou, em 5 de dezembro de 2006, a sede da Brahmos e assim incluiu o nome do Brasil como um dos potenciais interessados neste sistema [http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1284291-EI306,00.html]. A empresa russo-indiana acredita que exista um mercado potencial para dezenas de milhares de mísseis da classe do Brahmos pelo mundo, incluindo aí os mísseis antinavio russos P-15 e P-20 (ou SS-N-2 “Styx” segundo o ASCC). Com uma política comercial bem agressiva, no ano passado eles estiveram na feira Euronaval, realizada na França. Neste ano, além da LAAD, a Brahmos pretende ainda participar da feira Asian Aerospace em Hong Kong, na China, e também da feira LIMA 2007 em Langkawi, na Malásia. 

Maquete de um Su-30 indiano
Informações sobre o Brahmos
 

 

 Helicópteros

 Única montadora de helicópteros da América Latina, a Helibras, subsidiária do grupo Eurocopter, ocupou quase que sozinha o espaço externo localizado em frente à entrada da Feira, apresentando seus modelos com grande destaque. Havia no gramado do Riocentro vários modelos da empresa, cedidos por diferentes operadores para participarem do evento. Entre eles havia um EC-130 privado, o CH-34 8736 da FAB, três Esquilos e um dos dois EC135 LUH adquiridos pela Receita Federal, cuja cerimônia de entrega ocorreu na quarta feira dia 18 de abril, durante a LAAD, com a presença do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Os Esquilos presentes eram o PR-EPC, um AS350B3 da Polícia Civil do Rio de Janeiro; o HA-1 1024, AS550A2 do Exército Brasileiro; e o N7050, HB350 da Marinha do Brasil. Curiosamente, o N7050 foi o primeiro Esquilo entregue pela Helibras para a Marinha, sendo também o primeiro entregue pela empresa no Brasil, no final da década de 70. Ele também foi a primeira unidade modernizada com novo painel e novos sistemas, e está sendo transferida do esquadrão HU-1 para outra unidade. Do outro lado do gramado um bem produzido cercado protegia um Super Lynx da Marinha do Brasil, o N4003, cedido para fazer parte da mostra da ítalo-britânica Agusta-Westland. A gigante fabricante de helicópteros, formada pela recente fusão da inglesa Westland com a italiana Agusta, investiu mais no tamanho do seu stand dentro do pavilhão. Com uma parte de seu “staff” internacional presente na Feira, além de seu representante brasileiro, comandante Roberto Duha (veja aqui entrevista com ele), a companhia se fez mostrar presente com a vontade de aumentar sua participação no mercado brasileiro, onde ela está presente no segmento executivo e militar. Além do Super Lynx do lado de fora do evento, também havia um Agusta A-109 “pousado” no interior do seu estande, demonstrando a seriedade com que a empresa investiu na feira. Uma interessante surpresa foi a presença da fabricante americana Enstrom Helicopters, que levou para a LAAD um de seus modelos à turbina, um Enstrom 480B.

Agusta A-109 no estande da Agusta Westland - Grupo FinmeccanicaMaquetes no estande da Agusta WestlandMaquete do Future LynxSuper Lynx da Marinha
Super Lynx da MarinhaEC-135 da Receita FederalEC-135 da Receita FederalHelicópteros na área externa
Esquilo da Polícia Civil do Rio de JaneiroSuper Puma da FABEsquilo da MarinhaEsquilo do Exército
Enstrom 480BEsquilo da Polícia CivilEstande da Agusta WestlandPainel do A-109
EC-135 da Receita FederalEC-135 da Receita FederalEC-135 da Receita FederalEC-135 da Receita Federal
 

 

 Boeing e Lockheed

 Tradicionais fornecedores da América Latina, os grandes fabricantes americanos não poderiam estar de fora desta feira. Boeing e Lockheed, especialmente depois de uma década de “mergers” e aquisições de seus rivais menores, são hoje entidades gigantescas que disputam dente a dente cada contrato do Pentágono. Pelo lado da Boeing, poucas novidades além da recente venda de 24 F-18F para a Austrália e uma grande ênfase nas munições ar-terra e ar-mar como o Harpoon.

 Já do outro lado do corredor a Lockheed apresentava várias maquetes de navios, enfatizando a crescente importância dos sistemas embarcados para esta que, já há algum tempo, é especialista em aeronaves e sistemas aeroespaciais. Numa conversa rápida com a ALIDE, Ronald T. Covais, Presidente para as Américas da Lockheed Martin Corporation, comentou sobre a importância que esta feira tem para a sua empresa: “A LAAD é como Paris, Farnborough, Dubai, Cingapura, todos são eventos importantes, não há como ficarmos de fora. Temos participado aqui desde o início e pretendemos voltar. As feiras são o lugar perfeito para criarmos e ampliarmos relações comerciais com os clientes. Aqui formamos novas parcerias, exibimos nossos produtos e encontramos a imprensa. A América do Sul tem um mercado ativo, como provamos ao vender os F-16C para o Chile recentemente. A FIDAE, que também participamos, é essencialmente um show aéreo. Já aqui no Rio apresentamos muitos segmentos que vão bem além da aviação. E, além disso, a cada edição a LAAD é um pouquinho diferente, oferecendo mais oportunidades para os exibidores”. Ele continua: “A região é propícia para a oferta de pacotes de atualização das aeronaves e demais sistemas militares que já estão em uso. Diferente de outras partes do mundo, as aquisições de defesa aqui não são movidas por ameaças reais dos vizinhos, mas pela necessidade de manutenção do passo com a mudança tecnológica”. Perguntado sobre a Fuerza Aérea Colombiana e se ele acreditava que esta seria a próxima cliente na região para o F-16, ele acrescentou: “Os caças em uso na Colômbia são bem antigos, sem dúvida está chegando a hora de sua substituição. Já há uns 3 ou 4 anos que os governos dos EUA e a Colômbia discutem o tema dos novos caças, nesta situação nosso papel tem sido exclusivamente de responder aos questionamentos técnicos colocados pelos colombianos ao governo americano. O F-16 é o avião de combate mais comprovado em produção no mundo e tenho certeza que isso os colombianos já sabem. Quando chegar a hora o requerimento será levado via os canais competentes e estaremos prontos a fornecer o avião”. Sobre o programa FX no Brasil, Ron Covais comentou que “achamos que a reabertura desta concorrência ainda deve levar alguns anos, mas estamos atentos”. Sobre a possibilidade dos americanos ofertarem os S-3B Viking para a Marinha do Brasil e para a FAB, ele falou que “este programa é tratado governo a governo, a Lockheed não tendo nada a ver com a sua comercialização na América Latina”.

Estande da LockheedMaquete do Ia-63 PampaMaquete do Boeing F/A-18E Super HornetMaquete do Boeing KC-767
Maquete do Boeing KC-767Estande da BoeingEstande da LockheedEstande da Lockheed
 

 

 Embraer e seu novo C-390

 Exatamente no meio da LAAD a Embraer convocou a imprensa em São Paulo no dia 18 para anunciar a mudança da sua presidência. Após 12 anos no comando da gigante brasileira, ocupando a presidência desde 1995, Mauricio Botelho passou no dia 23 de abril as rédeas da empresa para o engenheiro Frederico Fleury Curado. Prata da casa, Curado fez uma carreira técnica e administrativa brilhante coroada com a vice-presidência de Aviação Comercial, a área mais importante e mais rentável da Embraer. Apesar da saída da presidência, Botelho segue ativo como presidente do conselho de administração da empresa.

 No dia seguinte, 19 de abril, Luiz Carlos Aguiar, VP para o mercado de Defesa e Governo realizou uma coletiva no Riocentro para apresentar o novo projeto de aeronave de transporte tático da empresa, por enquanto chamado de “C-390”. Ao seu lado estavam Paulo Gastão Silva, gerente de planejamento estratégico para o mercado de Defesa e Governo, e Anastácio Katsanos, diretor de inteligência de mercado para o mercado de Defesa e Governo. Ainda nas suas etapas mais iniciais e sem um grupo de empresas parceiras ainda definido, o novo avião finalmente era revelado à imprensa. O primeiro vazamento sobre este programa apareceu numa nota da revista britânica “Flight”, no dia 13 de novembro de 2006. Naquele artigo, no entanto, a sua ligação com a exitosa família E-Jet (E-170/190) aparentava ser mínima. Nesta coletiva, no entanto, os rumores foram contrariados e o novo cargueiro seria, essencialmente, um E-190 com uma nova fuselagem com porta traseira projetada especialmente para o uso militar. Idealmente este novo avião compartilharia com sua versão civil o mesmo cockpit digital, asas, motores, e empenagem horizontal e vertical. As outras diferenças além da fuselagem seriam a compatibilidade com o sistema de visão noturna e alguns sistemas de cabine a menos. Tal comunalidade contribuiria para reduzir os custos de seu desenvolvimento, montante adiantado por Botelho como sendo na casa de US$500 milhões. A captação de recursos para cobrir esses custos ainda está em andamento, e a empresa já mantém conversas com clientes, fornecedores e países-clientes. Com uma capacidade de carga prevista para 19 toneladas o C-390 seria praticamente do tamanho do Lockheed C-130 (21 tons), o maior sucesso neste segmento desde o fim da 2a Grande Guerra.  Posicionado num nicho bem acima dos turbohélice Casa C-295 (9,25 tons) e Alenia C-27J Spartan (11,5 ton) o novo modelo aposta na tecnologia moderna e na eficiência de consumo de um projeto novo para conseguir uma forte redução nos seus custos operacionais. A empresa ainda tem previsões bastante conservadoras com relação ao novo projeto, que segundo os executivos presentes na coletiva ainda não tem seu futuro definitivamente confirmado. Ela pretende posicioná-lo no segmento de 5 a 25 toneladas, que possui atualmente um mercado global de 2802 aeronaves. A aposta da empresa é no mercado de reposição de frota, que segundo estudos dela tem um nicho potencial de 695 aeronaves divididas por 77 países. A versão atualizada do Hércules o C-130J não conseguiu se posicionar como o substituto natural das centenas de C-130E/H em operação atualmente no mundo e, além destes modelos ocidentais a Embraer identificou também usuários de aeronaves ex-soviéticas como o An-12 (20 tons), An-72 (10tons). Esse número de 695 aeronaves já contempla uma relação também muito conservadora dos concorrentes do novo jato, que inclui modelos de porte bem maior. São eles o A400M da EADS, o C-130J da Lockheed, o C-27 Spartan da Alenia, o Antonov An-72/74 e, principalmente, as inúmeras modernizações para a família C-130. Também foram excluídas da conta as nações que recentemente tomaram a decisão de substituir a sua frota e que não teriam demanda a partir de 2011/2012, anos em que o novo avião da Embraer estaria sendo entregue ao mercado. E, de olho no potencial uso por empresas civis, tendência adiantada pelo sucesso dos cargueiros russos e ucranianos na movimentação de cargas grandes, o C-390 inovará ao ser certificado sob as normas civis FAR 25, uma exigência que tem se tornado comum também para pedidos de operadores militares.

Executivos da EMBRAER na apresentação do C-390Apresentação do C-390Apresentação do C-390Apresentação do C-390
Apresentação do C-390Apresentação do C-390Apresentação do C-390Apresentação do C-390
 

 

 Os novos brasileiros

 A indústria de defesa do Brasil, que chegou a conquistar muitos mercados no exterior na década de 80, não conseguiu resistir aos novos desafios apresentados nas duas décadas seguintes. Nomes marcantes, como Bernardini e Engesa, caíram vítimas dos reduzidos orçamentos militares nacionais e da falta de compreensão geopolítica dos governos que se seguiram ao Governo Collor. A falta de contratos gerou uma incapacidade contínua de financiar o esforço de pesquisa e tecnologia indispensável para a criação de novos produtos e sistemas de defesa. No mercado exterior notou-se uma maior pressão política das grandes potências para limitar as vendas das empresas brasileiras, e o governo brasileiro não teve nem foco nem capacidade política para contrapor-se a estas pressões. Aparentemente produtos de defesa eram um tema delicado demais para as suscetibilidades geopolíticas dos novos governos, e o risco do país ser visto internacionalmente como um “mercador da morte” era um fardo pesado demais para as novas administrações tão preocupadas com a inflação galopante e a sua crescente dependência financeira externa. A derrota do Iraque, nosso principal cliente militar externo, ao fim da 1a Guerra do Golfo produziu um calote de grande porte que colocou a nossa jovem indústria em coma. A Embraer sobreviveu a este período, pois há quase 10 anos já tinha seu foco nos transportes civis, minimizando sua exposição. A Avibras teve que suplementar e até substituir algumas de suas linhas de explosivos com a produção de tintas para clientes industriais.

 Durante todo esse período o CTA seguiu em sua função de gerador de tecnologia, implementando um programa para a capacitação de empresas nacionais nas tecnologias e processos industriais do setor de defesa. Empresas como a Britanite, localizada em Quatro Barras no Paraná se aproveitaram desta oportunidade para ampliar sua área de atividades dos explosivos de mineração para a área de bombas aerolançadas e das munições de cano. A empresa, no mercado há 45 anos, é a divisão química do grupo nacional CR Almeida, sendo responsável por cerca de 5% do faturamento do grupo e dominando atualmente 45% do mercado nacional de explosivos. Já na década de 80 foi tomada a decisão dela entrar no mercado de defesa. Todo o know-how tecnológico específico, assim como as certificações posteriores ficaram a cargo do CTA, sem qualquer ônus para a empresa. A fabricação das bombas de “Baixo Arrasto, Fins Gerais” (BAFG), equivalente nacional das americanas Mk82, Mk.83 e Mk.84 é industrialmente bastante simples.

 Normalmente as primeiras atividades neste setor de defesa começam pela revalidação dos explosivos e motores-foguetes, que naturalmente perdem suas características de estabilidade química com o passar do tempo. Esta instabilidade pode causar explosões durante o período de armazenamento e transporte da munição, um acidente que sem dúvida seria algo catastrófico e muito perigoso. Cada material explosivo tem um período normal de vida útil. O TNT, por exemplo, deve durar cerca de 30 anos; já o RDX deve ser trocado a cada cinco anos. As espoletas detonadoras também sofrem o efeito do tempo e devem ser recuperadas ou substituídas regularmente. “Curiosamente, as modernas e precisas espoletas eletrônicas são aquelas mais suscetíveis a contramedidas eletromagnéticas. Isto tem renovado o interesse do mercado pelas espoletas mais rústicas, que, por isso mesmo, são virtualmente indefensáveis”, pontuou o Sr. Florival Trinkel, diretor industrial da Britanite. Para a empresa, a LAAD é uma oportunidade única para entrarem em contato direto com clientes da América do Sul, África e do da Ásia.

 A previsão da empresa é de fabricar entre 2006 e 2007 cerca de 3.000 bombas aerotransportadas e 6.000 espoletas mecânicas a cada ano. Em paralelo eles devem fabricar 10.000 foguetes ar-terra por ano, além de flares pirotécnicos para auxiliar em missões de resgate.

 Segundo o Sr. Trinkel, os fabricantes europeus não logram mais ser competitivos economicamente nas munições mais simples, devido principalmente ao grande numero de fabricantes neste ramo. Por isso cada vez mais se vê situações onde a munição é fornecida ao cliente sem o material explosivo, que só é inserido no seu interior por empresas locais como a Britanite. Estratégias como esta reduzem fortemente os pesos, custos e os riscos de transporte de bombas e munições, beneficiando o cliente final.

 O governo brasileiro acompanha cada um dos contratos de fornecimento de munições das empresas nacionais. A principal preocupação é sempre evitar que vendas de armamento para um determinado país indisponham o Brasil com os vizinhos daquele país. A despeito de ambicionar expandir suas exportações neste segmento, o país busca ao máximo preservar o equilíbrio estratégico regional pelo mundo afora.

 Outro exemplo da contribuição do CTA para a consolidação e desenvolvimento da indústria está no caso da empresa Flight Solutions de São José dos Campos, uma joint venture criada pela associação das empresas brasileiras ACS – Advanced Composites Solutions, que trabalhava com materiais compostos avançados, e Flight Tecnologies, que criava sistemas de controle de vôo digitais. A Flight Solutions veio à LAAD apresentando três conceitos de UAVs de diferente porte - os FS-1, 2 e 3 -, além de um avião de treinamento leve fabricado em material composto. O treinador, segundo seus criadores, poderia substituir os valentes Neiva T-25 Universal na Academia da Força Aérea.

 Em exibição, havia apenas um protótipo inicial do FS-1, UAV já envolvido em testes operacionais de vôo. O FS-1 é um projeto iniciado pela UFMG, que desenvolveu o seu projeto aerodinâmico. A fabricação desta primeira célula foi concluída em dezembro de 2006, seu primeiro vôo ocorrendo em março deste ano. No local destinado aos sensores foi acomodada uma simples câmera digital de vídeo, com capacidade de direcionamento da lente (“pan”, “tilt” e “zoom”). Um segundo protótipo está em construção em São José para se juntar ao programa de avaliação e de testes. O envolvimento da Flight Tecnologies neste setor se iniciou por ela trabalhar no programa de VANT (Veículo Aéreo Não-Tripulado) do CTA.

 Após a feira se inicia a segunda série de testes de vôo. Este protótipo ainda usa um piloto automático comercial para UAVs da Micropilot americana, fato que limita sua possibilidade de emprego em missões militares. Também neste ponto começarão a ser testados os pousos e as decolagens autônomas do UAV. O modelo exposto na LAAD tinha um robusto trem de pouso triciclo fixo, mas seus diretores explicam que estão em estudos também, aguardando apenas um cliente para estas funcionalidades, um sistema de lançamento por catapulta e de recuperação por pára-quedas.O novo sistema de controle automatizado de vôo da Flight Tecnologies será instalado em seguida. Este software foi todo escrito em linguagem C++, um padrão universalmente utilizado no mercado de informática civil. A empresa já contactou uma série de outros fornecedores de carga paga para o UAV. Cada cliente terá uma ampla opção de escolha de “payloads” para atender a um grande numero de aplicações possíveis. No FS-1 os sistemas de imagens, e sensores aerotransportados, devem pesar no Maximo 30kg.

 Um elemento importante que já foi totalmente desenvolvido internamente neste programa é a estação de solo, um PC ligado a links de dados que permitem ao “piloto” do UAV o controle total da missão assim como a recepção em tempo real dos dados capturados pela aeronave robô. O projeto da interface homem-máquina foi simplificado, neste caso, por aproveitar o cockpit já desenhado para o treinador de material composto da empresa.

 Segundo Leandro Maia, diretor da Flight Solutions, a expectativa da empresa e da indústria é que nos próximos 10 anos a demanda por UAVs desta classe no mercado civil seja muito maior do que a militar. Mas, no entanto, ainda falta regulamentação, aplicativos e sistemas de precisão para que esta área civil decole para atingir todo seu potencial.  Por exemplo, atualmente, diferente das aeronaves tripuladas, os UAVS não são certificados por entidades como o CTA e para entrar em espaço aéreo controlado é indispensável ser emitido um NOTAM antecipadamente. Hoje o UAV não chegou ainda a ser mais uma aeronave dividindo o espaço aéreo, eles são, essencialmente, um risco à aeronavegação. A agricultura de precisão promete ser uma destas áreas de expansão das operações de UAVs. Agricultura de precisão é um termo que define o uso intensivo de tratores, colheitadeiras e outras máquinas controladas por sistemas de navegação digital, inclusive por sinais de navegação emitidos pelos satélites GPS. A “precisão” faz com que se remova a ineficiência no processo de colheita, adubagem e de plantio, a economia deste progresso facilmente paga os equipamentos mais “inteligentes” que são obviamente mais caros que os tradicionais. Neste cenário os UAVs prestam um papel importante identificando do ar, com grande precisão e agilidade, as características dos solos, as áreas em que existam falhas no plantio ou que estejam sendo vitimadas por pragas. A automação da pulverização aérea por UAVs ainda não é viável pois seria necessário uma plataforma bem maior das que se desenvolvem hoje em dia no país.

 Esta foi a primeira participação da empresa em uma feira como esta e ficaram satisfeitos ao receber visitas de pessoal das diversas forças policiais, alem das forças armadas, sempre querendo saber sobre a possibilidade de vôos de demonstração. Pela FAB o stand foi visitado pelo Brigadeiro Saito, atual comandante da Aeronáutica, e também pelo Brigadeiro Rolla do CTA. Do Exército foram realizadas várias visitas técnicas por pessoal da artilharia e também do C-TEX.

 Neste momento a empresa está avaliando com os seus parceiros da UFMG a possibilidade de montarem uma fábrica de sensores (payloads) feitos exclusivamente para o uso em UAVs. Se isso realmente ocorrer o Brasil entrará numa área de altíssima tecnologia e ótimas perspectivas para exportação. [http://www.flightsolutions.com.br/

 

 Dentre as várias empresas muito conhecidas presentes na LAAD, uma chamou a atenção pelo inusitado. Dificilmente alguém acharia normal a presença de um estande da Volkswagen numa feira da indústria de defesa, e por isso mesmo houve certa surpresa em ver a tradicional montadora de carros de passeio, ônibus e caminhões marcando presença com dois caminhões camuflados estacionados dentro do seu espaço. O mais novo “player” do mercado militar estava apresentando ao público especializado o seu novo produto, um caminhão de múltiplo emprego voltado para o segmento de forças armadas. O Volkswagen modelo 15.210 4x4 é fruto de um requerimento do Exército Brasileiro para a aquisição de um caminhão na faixa de 5 toneladas capaz de trafegar em qualquer terreno. A empresa utilizou uma plataforma já existente, o modelo 15.180 encontrado no mercado civil, e o adaptou completamente para as exigências militares. Com a desistência dos outros concorrentes, o EB promoveu então a avaliação do veículo para, após a aprovação final nos testes de homologação, definir pela aquisição definitiva. O lote piloto, composto por 14 unidades, começou a ser entregue em dezembro de 2006, e em abril de 2007 oito deles foram destacados para a AMAN (Academia das Agulhas Negras) a fim passarem por uma avaliação de padronização, que irá permitir a compra direta dos caminhões em função da ausência de concorrentes. A quantidade de veículos a ser adquirida pelo EB deve alcançar números substanciais nos próximos anos.

 O VW Worker 15.210 4x4 foi desenhado especialmente para o uso militar (transformação em 4x4 e acréscimo de itens como suspensão reforçada, quebra-mato e farol militar), aproveitando-se uma plataforma já existente em larga escala no mercado nacional. O modelo cumpriu as exigências do EB e, antes de ser mandado para a avaliação por ele, teve de passar pelos critérios de homologação da própria fábrica. Em seguida ele passou pela homologação do Exército, que incluiu testes balísticos, transporte de equipamentos e transposição de terrenos difíceis e obstáculos, tendo percorrido aproximadamente 34.000 quilômetros em operação com o EB em todo o país, num processo que teve início no começo de 2005 e terminou em meados de 2006. A designação oficial para ele no Exército é VOP2 5QT, o que significa que ele é um veículo operacional militarizado capaz de transportar 5 toneladas em qualquer tipo de terreno. Ele também pode ser transportado via aérea, dentro de um C-130. Na esteira do Exército, o 15.210 também ganhou uma licitação da Aeronáutica em novembro de 2006, e as duas primeiras viaturas foram entregues para avaliação em abril de 2007. A homologação do Exército permite que o novo caminhão seja aceito em vários países do mundo, e a Volkswagen já tem uma unidade fazendo demonstrações no México.

VW 15.210VW 15.210Estande da Flight SolutionsUAV da Flight Solutions
 

 

 A Mectron

 Atualmente a principal desenvolvedora e produtora de mísseis para as Forças Armadas Brasileiras, a Mectron também participou da LAAD mostrando seus principais produtos. Algumas informações detalhadas sobre eles:

- MAA-1A Piranha (míssil ar-ar de curto alcance) - Primeiro míssil ar-ar de fabricação nacional, o Piranha é equivalente aos veteranos AIM-9L e Python III. Possui cabeça de busca IR (Infra-Red, infra-vermelho) projetada e construída pela Mectron, usando um detector infravermelho de origem sul-africana de banda simples, com ângulo de visada de 38 graus, podendo ser apontado pela mira no capacete (HMS - Helmet Mounted Sight ou HMD - Helmet Mounted Display), tem modo LOBL (Lock-On Before Launch) e também é all-aspect (capaz de travar alvos vindo em direção contrária ao do avião lançador). É equipado com um motor de um estágio e uma câmara que queima por aproximadamente dois segundos, e sua agilidade se situa entre 45 e 50 Gs de aceleração. Todos os seus subsistemas, como o motor-foguete, atuadores mecânicos, autodiretor, espoleta de proximidade a laser e computador de bordo, foram projetados e construídos no Brasil. A FAB já recebeu alguns lotes, e alguns ainda estão em produção na Mectron, que manterá sua fabricação até a entrada em serviço do MAA-1B. Ele é compatível com os F-5 (antigos e modernizados), com os A-1 (atualmente e após a modernização), e com os A-29A/B. A FAB não solicitou a sua compatibilização com os F-2000 (Mirage 2000C/D).

- MAA-1B (míssil ar-ar de curto alcance) - Baseado no MAA-1A, o MAA-1B agrega uma série de novidades com relação ao míssil original, a começar pela aparência, modificada com a adição de mais superfícies de controle na seção dianteira. É considerado um míssil de quarta geração, equivalente ao AIM-9M e ao Python IV. Ele teve um período de desenvolvimento bem mais rápido, em função das lições aprendidas com o MAA-1A. Possui cabeça de busca IR nacional com capacidade all-aspect de banda dupla (duas faixas do espectro infra-vermelho, com grande capacidade de distinguir alvos reais e "flares"), com ângulo de visada de 90 graus e capacidade off-boresight cobrindo todo o hemisfério dianteiro, podendo ser apontado pela mira no capacete (HMS ou HMD). O novo motor de dois estágios e uma câmara que queima por aproximadamente seis segundos garantem um alcance cinemático maior que o do MAA-1A, além de apresentar uma redução da emissão de fumaça comparando-se com o seu antecessor. As novas superfícies de controle, com torque maior, dão ao MAA-1B uma agilidade de 60 G de aceleração. Para usar o míssil em sua plenitude nos F-5M da FAB, será necessário que a Elbit e a Embraer modifiquem o software de interface do míssil com o avião, em função das melhorias que ele possui em relação ao MAA-1A. A previsão é de que o MAA-1B esteja pronto em 2008, e entrando em operação nos esquadrões da FAB no final desse mesmo ano, ou início de 2009.

- MAR-1 (míssil anti-radiação ar-solo) - O MAR-1 tem sido foco de rumores nos meios especializados já há muitos anos. A confirmação da sua existência veio há pouco tempo, e atualmente o míssil já não é tão secreto. Seu desenvolcimento está adiantado e todos os sistemas já foram selecionados e testados em solo, sendo alguns já testados em vôo. Seu primeiro vetor operacional será o A-1M. Na realidade os A-1 não modernizados também poderiam utilizar o míssil, mas apenas mediante algumas modificações de interface. A previsão é que o MAR-1 inicie sua vida operacional ao mesmo tempo em que o A-1M comece a voar de fato na FAB, portanto é possível que ele seja nativamente capaz de operar o míssil após a modernização.

- MSS-1.2 (míssil superfície-superfície anti-carro) - Teve todo o seu ciclo de desenvolvimento e pós produção finalizados, estando a Mectron aguardando somente uma resposta do Exército Brasileiro para a encomenda de um lote de produção em larga escala. Em testes realizados pelo Exército, com altos índices de acerto alcançados, ele foi capaz de atingir precisão de 50 cm para um alvo a 2 km, em desfile transversal a 40 km/h. Para alvos parados, o alcance chega a 3 km, com precisão inferior a 30 cm.

- Radar SCP-01 - Também teve seu desenvolvimento encerrado pela Mectron. Alguns exemplares já foram finalizados e entregues à FAB, bem como o restante do lote encontra-se em produção para ser enviado à FAB. Os radares SCP-01 ficarão armazenados à espera da finalização da modernização dos AMX-M por parte da Embraer/Elbit.

Seção dianteira do MAA-1A PiranhaMSS 1.2 e MAA-1AMSS 1.2 e MAA-1A MSS 1.2 e MAA-1A
 

 

 

 Conclusão

 O Diretor da LAAD, Sérgio Jardim, comentou que a administradora da feira, a empresa inglesa Reed Exhibitions, ficou muito satisfeita com os resultados alcançados neste ano.

 “Em 2007 tivemos crescimento em vários parâmetros de avaliação. O número de visitantes, de expositores e a área comercializada, todos cresceram. A área efetivamente vendida no salão de exposições saltou 16% de 2005 para esta edição. O número de visitantes aumentou cerca de 20% e o número de expositores, por sua vez, saltou de 301 para 320 neste período. Ainda que as aquisições de material militar pelas forças armadas brasileiras estejam abaixo das expectativas dos vendedores, essa demanda não desapareceu. Em algum momento, estas compras terão que ser realizadas. A compra dos Mirage 2000C é um exemplo: ela não sepultou o requerimento do FX na FAB, apenas o adiou”, pontuou Sérgio.

Sistema móvel de comando e controle desenvolvido pelo Exército BrasileiroMaquete de uma fragata F100 da NavantiaMaquete de uma fragata F310 da NavantiaMaquete do Buque de Aprovisionamiento de Combate/BAC Cantabria, no estande da Navantia
Maquete do BPE - Buque de Proyección Estrategica, no estande da NavantiaMíssil Bill e seu lançador, no estande da SAABMaquetes do navio patrulha Vigilante (em primeiro plano) e da corveta BR 70, no estande da EMGEPRONMaquete do navio patrulha da Classe Grajaú, no estande da EMGEPRON
Maquete da fragata modernizada F43 Liberal, da classe Niterói, com a maquete da corveta Barroso ao fundoMaquete da fragata modernizada F43 Liberal, da classe Niterói, com a maquete da corveta Barroso ao fundoMaquete mostrando sistemas internos de um submarinoMaquete do carro de combate Leopard 2
Maquete da ponte móvel Leguan, da Krauss-MaffeiHelicóptero UAV no estande da SchiebelTorpedo DM2 A4Maquete de um submarino IKL 214
Armamento pesado da FN HerstalArmamento pesado da FN HerstalArmamento pesado da FN HerstalEstande da Imbrafiltro
Maquete do ScorpeneSistemas de bordo para submarino da DCNSSubmarinos da DCNSO jipe Marruá, da Agrale
Jipe Marruá, da AgraleEstande da EADS CASAEstande da Sikorsky-Pratt WhitneyEstande da Land Rover
 

 

 Para o Diretor da LAAD, um dos grandes beneficiados desta feira foi justamente a indústria de defesa nacional que pode, de forma muito simples e eficaz, ter acesso às maiores empresas do ramo no mundo, sem ter que viajar para fora do país.

 Sobre a concorrência com a FIDAE ele respondeu que “As duas feiras tem características próprias e são realizadas em anos não coincidentes. A FIDAE é muito mais aberta que a LAAD, gerando uma grande de visitação do público leigo, fato que embora muito plástico pouco agrega para os objetivos comerciais dos fabricantes que tomam parte do evento. A nossa empresa, a Reed, administra outras feiras de defesa e de aviação em outros países e nenhuma destas se realiza ao lado de pistas para fly-in de aeronaves”.

 “Nós até estudamos esta hipótese há alguns anos atrás, mas não existe no Rio de Janeiro nenhum local adequado para a realização de uma feira como a FIDAE, ou as pistas são curtas ou o espaço aéreo é congestionado ou ainda não existe infraestrutura para abrigar os stands dos expositores”, disse Sérgio.

Radar de defesa anti-aérea SABER 60, desenvolvido pelo Exército Brasileiro e produzido pela OrbisatFragata F310 da NavantiaFragata F310 da NavantiaMaquetes dos mísseis FOG-MPM e Astros TM, da Avibrás
Conjunto para treinamento de situações de combate da SAABMíssil anti-carro Bill com o seu lançador, da SAABTerminal do SICONTA, da EMGEPRON
Estande da RafaelFamília de mísseis e lançadores da ALENIA MarconiRadar de defesa anti-aérea SABER 60, desenvolvido pelo Exército Brasileiro e produzido pela OrbisatRadar de defesa anti-aérea SABER 60, desenvolvido pelo Exército Brasileiro e produzido pela Orbisat
Reboque com sistemas de comando e controle do Exército BrasileiroReboque com sistemas de comando e controle do Exército BrasileiroFragata F310 da NavantiaMaquetes no estande da EMBRAER
Estande da Land RoverEstande da Land RoverEstande da MTUEntrada do estande da EMBRAER
Sistema do míssil RBS 70 da SAABRadar de defesa anti-aérea SABER 60, desenvolvido pelo Exército Brasileiro e produzido pela OrbisatMaquete do Rafale no estande da DassaultMaquete do Rafale no estande da Dassault
Maquete do Rafale no estande da DassaultMaquete do Rafale no estande da DassaultMaquete do Mirage 2000C nas cores da FAB, no estande da DassaultEstande da Índia
 

 

 Também nesta LAAD pela primeira vez instituiu-se aqui o conceito de “delegação oficial” das Forças Armadas brasileiras na feira. Foi um grupo de trinta oficiais das três armas, dez de cada uma - Exército, Marinha e Aeronáutica, formado exclusivamente de pessoas diretamente ligadas aos setores de aquisição e compras destes órgãos. Esta delegação, em nome do Brasil, visitou os estandes e teve reuniões detalhadas com os expositores participantes.

 Segundo Sérgio, a interrupção da participação da indústria iraniana na feira foi resultado de uma instrução direta desde a sede da Reed em Londres. A intenção do Governo do Reino Unido é a de atender ao disposto numa recente sanção da ONU (http://www.un.org/News/Press/docs//2006/sc8928.doc.htm ) contra o comércio de material passível de uso em armas nucleares, ainda aplicado que indiretamente contra a iniciativa de exportação de armas convencionais pelas indústrias iranianas.

Estande da AvibrásEstande da SAABEstande da DenelEstande da Elbit
Estande da ThalesEstande da BellEstande da MBDAEstande da DCNS
Estande da Rohde&SchwarzEstande da EADS alemãMaquete do Rafale no estande da DassaultMaquete do Rafale no estande da Dassault
Estande da ÍndiaMaquete da versão biplace do caça indiano LCAMaquete do míssil Lakshya no estande da ÍndiaArmamento pesado da FN Herstal
Armamento pesado da FN HerstalArmamento pesado da FN HerstalEstande da ImbrafiltroEstande da Raytheon
Maquete do projeto da corveta BR 70 da EMGEPRONTorreta FLIR Agile 2 da Thales-ARESImagem da LAAD 2007 vista pelo FLIR Agile 2 da Thales-ARESMaquete do projeto do navio patrulha Vigilante, da EMGEPRON
Radar RBE-2 AESA do RafalePod RecceLite da RafaelFamília de mísseis da RaytheonMíssil Bill da SAAB
 

 

 Para o futuro a tendência é que os eventos paralelos, atualmente anexos à LAAD, evoluam para eventos próprios e independentes. No ano de 2008 a Reed irá realizar em São Paulo a HeliTech, evento que ocorreu nestas condições em 2005 aqui no RioCentro. E a Aviation Expo, que ocupou um espaço de 1.000m2, já demonstrou ter fôlego e interesse comercial para se sustentar sozinha já na sua próxima realização. Outra novidade este ano foi a realização dos encontros bilaterais entre a indústria de defesa nacional e seus pares de outros países. Quatro reuniões ocorreram colocando os membros da ABIMDE de frente com os representantes da indústria polonesa, que inclusive trouxe seu Ministro da Defesa, e com os de França, China e Índia. Esta oportunidade de conhecimento mútuo entre indústrias é uma das principais oportunidades geradas por uma feira como a LAAD. Um exemplo disso foi a assinatura durante a Feira de um Protocolo de Intenções entre a brasileira Imbel e a sul-africana Rippel Effect para a produção no Brasil de sistemas lançadores múltiplos de granadas de 40mm.

 A próxima LAAD já está confirmada para ser realizada entre os dias 14 e 19 de abril de 2009, e as vendas de espaço já começam agora mesmo.

 

 

 

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