Exército Argentino - Exercício Reconquista PDF Print E-mail
Written by Santiago Rivas e Juan Carlos Cicalesi   
Thursday, 15 May 2008 12:57

 

 

Exército Argentino Exercício Reconquista

Dentro do seu plano anual de capacitação operacional, o Exército Argentino realizou o “Ejercício Reconquista” entre os dias 16 de junho e 5 de julho de 2006. As diversas unidades envolvidas deixaram suas bases normais em direção às zonas de reunião nos campos de instrução de Mayo e de Magdalena, ambos na província (estado) de Buenos Aires. O Chefe do Estado Maior do Exército, Teniente General Roberto Bendini , esteve presente, assim como outras autoridades do Exército e da Armada (Marinha) Argentina.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Caminhão Pinzhauer 4x4 com equipamentos de comunicaçãoUtilitário Isuzu Trooper 4x4 do comando do regimentoBlindado TAM VCPC (posto de comando) de onde foi coordenado o exercícioBlindado TAM VCTP convertido em ambulância

O s militares participantes eram essencialmente do Comando de Educación y Doctrina, da Escuela Superior de Guerra, do Colegio Militar de la Nación, da Escuela de Suboficiales del Ejército Sargento Cabral, d o Comando de Comunicaciones e Informática, d o Comando de Aviación de Ejército, da Escuela de las Armas e do Hospital Militar Campo de Mayo. Havia também alunos, oficiais do Exército Italiano, Brasileiro e Peruano. Em conjunto o efetivo envolvido no exercício totalizava cerca de 2700 homens. Na Guarnición Militar Campo de Mayo se desenvolveram as distintas fases de planejamento, enquanto a fase de Execução, ocorreu no terreno do Regimiento de Caballería de Tanques 8 (RCT 8) , onde posteriormente se procedeu um reconhecimento do terreno e os testes da rede de comunicações. Os alunos do primeiro ano da Escuela de Guerra realizaram planejamentos no nível de unidade , que são os elementos que executam a manobra nas aulas. I sto lhes permite ir ao campo para conduzir os elementos reais, tropas e veículos, ou seja, não apenas planejam, mas, também, executam o planejado. Os alunos do segundo ano que trabalham nos comandos que compõem a grande Unidade de Batalha realizaram no próprio terreno o planejamento que poderia ser confortavelmente feito em sala de aula, participando de todos os inconvenientes, experiências e aprendizados que isso promove. O fato de poder trabalhar com distintas unidades permite que cadetes e aspirantes possam conviver com soldados, oficiais y suboficiais das distintas unidades.

Hummer com lançador de míssil TOWHummer com lançador de granadas de 40mm Mk-19Hummer com metralhadora MAG 7,62mmTripulação de um Hammer observa o disparo de um míssil TOW lançado de outro veículo

Este exercício é o encadeamento dos objetivos de todas as escolas , que permite a todos os alunos participantes aplicar as funções que lhe tocam. Por exemplo, a um cadete do Colégio Militar corresponde aprender a disparar ou a ser o chefe de um tanque e ele participa cobrindo estes postos como um tripulante orgânico. Isso tem seus riscos e sua complexidade, porque é necessário gerenciar distintas unidades de distintas escolas e obtendo uma harmonia durante o exercício. É muito complicada a coordenação , dado que os componentes de uma tripulação não eram os orgânicos e originavam-se dos distintos institutos de formação identificados acima , mas os ganhos na formação desses militares são também de grande monta.

Hummer logo após ter lançado seu míssil TOWBlindado TAM VCTP avança pelo terrenoHummer avança após ter lançado seu míssil TOWBlindados TAM VCTP avançam no terreno

Para viabilizar este exercício participaram dele também uma grande quantidade de meios e tropas pertencentes ao RCT 8, ao Regimiento de Infantería Mecanizado 7 (RIMec 7), ao Escuadrón de Exploración de Caballería Blindado 1 e ao Escuadrón de Comunicaciones Bl 1, todos pertencentes à Primera Brigada de Caballería Blindada, com sede na cidade de Tandil, Provincia de Buenos Aires. Também foi prevista a presença da FOE (Fuerza de Operaciones Especiales) , composta por aproximadamente 1000 efetivos do Regimiento de Asalto Aéreo e da Compañía de Comandos 601, cujas operações, infelizmente, ficaram prejudicadas devido às más condições climáticas que impediram a realização das atividades aéreas previstas.

Blindados TAM VCTP avançam sobre terreno lamacentoBlindados TAM VCTP avançam sobre terreno lamacentoBlindados TAM VCTP avançam sobre terreno lamacentoBlindados TAM VCTP avançam sobre terreno lamacento

A fase final do exercício ocorreu no campo de instrução da Guarnición de Ejército “Magdalena”, dentro do perímetro do RCT 8, na localidade de Magdalena, uns 100 quilômetros ao sul da Capital Federal. Das unidades participantes, o RIMec 7 trouxe seus veículos blindados VCTP (Vehículo de Combate de Transporte de Personal) e VCTM (Vehículo de Combate de Transporte de Mortero), e o RCT 8, os tanques TAM, com seus condutores . O resto das tripulações era compost o pelos cadetes do Colegio Militar e pelos aspirantes da Escuela de Suboficiales. Cabe destacar que em todo momento apenas se utilizou munição real e que ela foi disparada contra alvos preestabelecidos posicionados a diferentes distâncias , de acordo com o tipo da arma empregada.

O deslocamento da infantaria feito por meio dos blindados TAM VCTPBlindado TAM VCTM se posicionando para atacar com morteiros de 120mmMomento em que um Hummer faz o lançamento de um míssil TOWPickup Chevrolet 1008 com equipamentos de comunicação

 

A Situação tática e o Posto de Comando da Brigada

O exercício consistiu basicamente em uma situação de conflito entre dois países fictícios, Azul e Vermelho. O Corpo de Exército que estava no Campo de Mayo, com duas Brigadas, além da presente (participante no terreno), deveria efetuar uma “ação retardante”, que consiste em ceder lentamente terreno próprio para desgastar o inimigo e atrasar seu avanço neste processo. Foi simulada uma operação anfíbia inimiga a partir do Río de la Plata, distante aproximadamente uns dez quilômetros do campo de Magdalena. Os alunos tiveram que planejar um contra-ataque apenas com os elementos que estavam disponíveis no terreno. Uma Brigada Blindada, neste caso diminuída, dado que faltavam dois Regimentos de tanques, o Grupo de Artilharía Blindado 1 e o Escuadrón de Ingenieros Blindados 1.

O exercício consistiu basicamente em uma situação de conflito entre dois países fictícios, Azul e Vermelho. O Corpo de Exército que estava no Campo de Mayo, com duas Brigadas, além da presente (participante no terreno), deveria efetuar uma “ação retardante”, que consiste em ceder lentamente terreno próprio para desgastar o inimigo e atrasar seu avanço neste processo. Foi simulada uma operação anfíbia inimiga a partir do Río de la Plata, distante aproximadamente uns dez quilômetros do campo de Magdalena. Os alunos tiveram que planejar um contra-ataque apenas com os elementos que estavam disponíveis no terreno. Uma Brigada Blindada, neste caso diminuída, dado que faltavam dois Regimentos de tanques, o Grupo de Artilharía Blindado 1 e o Escuadrón de Ingenieros Blindados 1.

Seqüência de disparo do canhão de 105mm de um blindado TAMSeqüência de disparo do canhão de 105mm de um blindado TAMSeqüência de disparo do canhão de 105mm de um blindado TAMSeqüência de disparo do canhão de 105mm de um blindado TAM

Desde seu posto de comando, o Comandante da Brigada dispunha de um órgão de assessoramento e de assistência pessoal com oficiais de distintas áreas , que dividiam o problema militar proposto e se empenhavam em encontrar um número de soluções que fossem aptas, factíveis e aceitáveis, de maneira que o Comandante pudesse decidir qual delas era a mais conveniente para ser adotada. A divisão do problema militar sempre se dá por áreas particulares: Inteligência, que estuda tudo relacionado ao ambiente geográfico, às condições meteorológicas e às atividades do inimigo . N este o caso usou-se um mapa escala 1/100.000 onde foram identificadas cada uma das avenidas de aproximação, ou seja, os principais caminhos, os obstáculos etc. Outra área importante é a de Pessoal, que se encarrega do estado e bem estar dos efetivos. Materiais é a área encarregada de resolver os problemas logísticos e de abastecimento . E, por ultimo , Operações, que tem a missão de realmente visualizar a manobra, sendo os responsáveis por essa área os que propõem as ações a serem seguidas. Para acomodar este pessoal existem quatro caminhões perfeitamente climatizados e interconectados entre si através de um reboque, localizado na parte central, que faz o papel de sala de situação . É ali que o Comandante de Brigada reúne seu Estado Maior para receber informações e emitir suas ordens. Em cada caminhão (Reo M-109 A1 Taller [Oficina] repotencializado) se encontra cada uma das áreas. O Comandante de Brigada e o Chefe de Estado Maior se concentram na tenda de situação existente atrás dos caminhões, onde eles vão tomando as decisões, em função da evolução da situação tática.

No Posto de Comando são conduzidas as operações da Brigada, espalhados pelo terreno, cada Regimiento ocupando o que se chama de zona de reunião.

Começa a Ação

Os elementos da Grande Unidade de Combate mantém contato com o inimigo ao sul da cidade de Magdalena, caracterizando-se assím a situação inicial. Imediatamente, diante da materialização da ameaça no leste desde o Río de la Plata, o Comandante de Brigada ordenou às unidades dependentes de sua Brigada que ocupassem posições de espera . O RIMec 7 se estableceu em um caminho secundário, cinco quilômetros ao sul ao longo da estrada Ruta 11. Também de posicionaram, o RCT 8, com o Esc Expl. C Bl 1 adiante, além do Comando de Brigada e dos elementos de artilharia (na ocasião participou uma bateria do Colegio Militar, com quatro canhões Bofors de 75mm mod. argentino 1935). Primeiro, foi ordenado ao Escuadrón de Exploración que iniciasse o avanço para executar exploração e para tomar contato com o inimigo que ameaçava o flanco oeste.

Seqüência de disparo do morteiro de 120mm de um blindado TAM VCTM

Confirmado o desembarque anfíbio do inimigo, comprovou-se a aproximação de uns 20 veículos anfíbios blindados do oeste. A Brigada adotou posições de bloqueio e imediatamente ocorreu o contacto com as tropas inimigas pelo flanco oeste do dispositivo. Por lá avançou una seção do Escuadrón de Exploración , que abriu fogo com as suas metralhadoras MAG de 7,62 e com as metralhadoras/lança-granadas MK-19 de 40mm montados nos veículos Hummer 1025 A2. Em seguida, outra seção composta por dois Hummer 1025 A2 Modified, equipados com mísseis filoguiados Tow 2A, executou um lançamento a uma distancia de 3750 metros, impactando os alvos designados. Ante o continuo avanço do inimigo, o Cmte. de Brigada ordenou o deslocamento do RIMec 7 para o sul do Posto de Comando, de maneira a ocupar uma posição de bloqueio na linha ordenada. Esta unidade se compunha de 27 VCTP (armados com um canhão de 20mm e duas metralhadoras MAG de 7,62mm), 4 VCTM (com morteiro de 120mm) e um VCPC do Escuadrón de Comunicaciones Blindado 1. Paralelamente o Comandante de Brigada ordenou à bateria de artilharia que começasse o fogo de neutralização para apoiar o deslocamento das duas Companhias do RIMec 7 para ambos flancos, seguindo com o desembarque dos efetivos que imediatamente foram apoiados pelo fogo dos canhões de 20mm dos VCTP , que dispararam em alvos situados a 2200 metros. O Cmte. de Brigada dirigiu as operações desde seu VCPC ( Veículo de Combate Posto de Comando ), apoiado nas comunicações por todo o Esc. Com. Bl. 1. Foram utilizados diversos veículos que compunham esta unidade incluindo, nesta ocasião, além do VCPC, um dos dois M-577 disponíveis, um caminhão tático 4x4 Pinzhauer e vários do tipo MB Unimog 416 equipados com equipamentos de comunicações Tadiran, além de uma camioneta Chevrolet 1008. Posteriormente, como medida de precaução antes de se iniciar o fogo de morteiro, todos os efetivos do RIMec 7 reembarcaram e os veículos rapidamente partiram para ocupar novas posições.

O Regimiento de Tanques 8 solicitou fogo de morteiros e a seção de morteiros pesados (Brand AM-50) dos VCTM preparou o fogo de neutralização. O RCT8 avançou em dois eixos (leste e oeste), ingressando no campo de combate sob o comando de seu chefe orgânico, Ten. Coronel Pallejá, secundado por um Capitão aluno da Escuela Superior de Guerra. Seu objetivo era atacar o inimigo blindado que avançava desde o leste. Uma vez retirados todos os VCTP, começou o fogo dos morteiros pesados realizando tiros a uma distância de 4000 metros aproximadamente, numa cadência de um disparo por peça.

Ao mesmo tempo, o RCT 8 assumiu posições de tiro com dois de seus Escuadrones, o “B” e o “C”, compostos por um total de 32 tanques TAM, que com seus canhões de 105mm abriram fogo contra alvos situados a 2000 metros. Foram realizados dois disparos por cada tanque , destruindo os alvos. Neste ponto foi ordenado o “alto el Fuego”, e todos os veículos ergueram suas bandeiras vermelhas, ao mesmo tempo em que elevavam seus canhões à sua inclinação máxima, indicando de que o fogo estava suspenso. Assim foi concluído um exercício de uma escala muito poucas vezes vista no Ejército Argentino, tanto pela sua composição variada de meios como pela grande quantidade de meios envolvidos. 

Tradução: Felipe Salles

 

 

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