ATLASUR VI PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles e Pierre Vincent   
Thursday, 15 May 2008 14:41

 

 

Em 2006 não se realizou o tradicional exercício Unitas na costa atlântica da América do Sul. Razões de cunho político e as sempre presentes restrições de meios e de recursos fizeram com que este exercício passasse para o ano seguinte. Em compensação, 2006 foi ano de AtlaSur, o exercício conjunto transatlântico que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e África do Sul. Alide foi ao Uruguai pra documentar este evento e conhecer um pouco mais sobre o nosso novo parceiro tecnológico/militar na África.

Introdução

 

Nossa aventura desta vez começou no Porto de Itajaí, um dos maiores e mais importantes do sul do Brasil. O Porto se localiza na foz do Rio Itajaí, na margem direita, entre as cidades de Itajaí e Navegantes. Uma grande parcela das exportações brasileiras de carne e de frango parte daqui. Em função do forte crescimento da demanda, um segundo porto está sendo construído na margem oposta, um pouco mais rio acima. Aqui as surpresas seriam muitas, começando pelo próprio aeroporto onde pudemos ver e fotografar a chegada e o pouso de dois helicópteros Esquilo, do HU-5 de Rio Grande, que estavam na cidade transportando uma comissão de inspeção para o 5º Distrito Naval.

Com a chegada do nosso fotógrafo, partimos imediatamente para a estação do ferry que liga as duas margens do rio. Para nossa surpresa a F-42 estava atracada, imponente, bem ao lado da estação de chegada, no lado de Itajaí. O “Porto Turístico” é um píer antigo, todo recuperado. A Constituição havia acabado de participar da Fraterno XXV na Argentina e, entre os dois eventos, a Marinha julgou que Itajaí seria um bom lugar para que a tripulação pudesse descansar em terra ao mesmo tempo que gerava um evento de relações públicas com a visita da fragata numa cidade longe da base da Marinha no Rio de Janeiro.

A partida de Itajaí se deu no dia 25 de outubro às 15h00. Mas antes disso, naquele mesmo dia, assim que o sol nasceu, nós já estávamos dentro da lancha do prático buscando os melhores ângulos da Constituição sob a luz amarelada do sol nascente.

 

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Portaló da ConstituiçãoA Fragata Constituição atracada ao Porto de ItajaíA Fragata Constituição atracada ao Porto de ItajaíA Fragata Constituição atracada ao Porto de Itajaí
Última noite no Porto de ItajaíÚltima noite no Porto de ItajaíAlgumas horas antes de desatracar rumo ao UruguaiAlgumas horas antes de desatracar rumo ao Uruguai
Lancha da Constituição dirige-se à proa para reparos ainda no Porto de ItajaíIçamento da lancha de boresteIçamento da lancha de boresteTripulantes da lancha preparam-se para serem içados

No fim da manhã houve um briefing para os oficiais do navio com a presença do CMG Sabóia, Comandante do GT brasileiro, e do CF Dias capitão da Fragata Constituição. Nesta apresentação foram debatidos todos os eventos previstos da partida até a conclusão da Atlasur. Durante seus dias no porto, houve visitação pública ao navio e, como de costume, ocorreu um “Sabotex”, ou, em outras palavras, a tentativa de pessoal da Marinha de introduzir uma “bomba” a bordo. Este exercício testa a capacidade da guarnição do navio de manter a segurança, a despeito da presença de grandes números de civis a bordo.

Briefing na Praça d'ArmasRebocador coloca a Constituição com a proa apontada para a saída do canalTripulante na asa de boreste acompanha as marcações na navegação pelo canalA Fragata deixa o canal e ganha o mar

 

O trecho até o Uruguai

A distância a ser percorrida até a fronteira marítima com o Uruguai, cerca de 500 milhas náuticas, era relativamente curta por isso, seguimos em baixa velocidade de maneira a chegarmos no rendezvous point “Tango”, na entrada das águas territoriais uruguaias, na exata hora marcada.

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Ainda antes de chegar em águas uruguaias um mar um pouco mais agitado faz a proa bater com força na superfície do marAinda antes de chegar em águas uruguaias um mar um pouco mais agitado faz a proa bater com força na superfície do marSilhueta da Constituição durante a realização de QRPBPopa da Constituição vista pelo Super Lynx durante a realização de QRPB
A Constituição ainda antes de chegar em águas uruguaiasA Constituição ainda antes de chegar em águas uruguaiasA Constituição ainda antes de chegar em águas uruguaiasA Constituição ainda antes de chegar em águas uruguaias

Durante esse período a tripulação aproveitou para ir se “aquecendo” para chegar na Atlasur totalmente preparada.Os pilotos do Lince fizeram seus QRPBs diurno, e mais tarde, noturno. Houve também um exercício de homem ao mar, com saco plástico fazendo o papel de náufrago, apenas para testar a manobra do navio nestas situações. A cerca de seis milhas náuticas de Rio Grande, foi a vez de praticarmos um ataque coordenado navio-helicóptero, ainda dentro do espaço territorial brasileiro.

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Oficial na asa de boreste dá comandos à manobra de olho na bóiaVigia no tijupá acompanha a posição da bóiaOficial e praça do passadiço observam a bóiaBóia usada para adestramento de manobras em casos de homem ao mar
Tripulantes inflam balão meteorológicoBalão meteorológico prestes a ser lançadoBalão meteorológicoAntena receptora dos sinais transmitidos pelo sensor preso ao balão meteorológico

Às 14:52 os motores do Super Lynx “4004” foram acionados. O rotor engrasou às 14:57. e com o a informação do navio de que o “caturro era de 1° e balanço de também de 1°” os ângulos de balanço do navio no eixo longitudinal e lateral, ele decolou na sua missão de esclarecimento do setor “5”, um círculo de 30 milhas náuticas ao redor do navio. Após decolar, foi feito um rápido exercício de ”fixo MAGE”, onde, sem acionar seu radar, o helicóptero trata de identificar todas as fontes de energia eletromagnética (radar) na área. Com o radar ligado, o 4004 identificou rapidamente o mercante (“Kilo Mike”) Toki Arrow, da empresa Gearbulk, e onze pesqueiros (“Kilo Uniform”) na área ao redor da fragata.

Para efeito do treinamento, o piloto escolheu um “alvo” e transmitiu suas coordenadas precisas para o COC do navio. O Cheop da Constituição determinou uma hora, minuto e segundo para o impacto e o helicóptero se reposicionou de maneira que seu “míssil” Sea Skua se dirigisse ao alvo como cerca de 90° da trajetória do Exocet que, virtualmente, seria disparado pelo navio. Esta estratégia visa anular o processo de defesa natural do navio contra ataques desta natureza. Ao perceber que um míssil está seguindo na sua direção, o navio alvo busca aproar em direção à origem do míssil de forma a reduzir o tamanho do alvo. Porém, no caso do ataque coordenado, essa manobra não faz mais do que colocar uma das laterais no navio plenamente exposta ao ataque do segundo míssil. Pra que tudo funcione perfeitamente, tanto navio quanto helicóptero, tem que calcular com precisão o tempo de vôo do seu míssil até o alvo, para que o lançamento dos dois mísseis, mesmo ocorrendo em horários diferentes, gere um impacto simultâneo e catastrófico no mesmo alvo. Dois outros exercícios de esclarecimento com ataque coordenado, contra alvos distintos, foram realizados neste mesmo vôo. Ao fim do exercício o Super Lynx pousou de volta no convôo da F-42 às 16:45.

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Super Lynx aproximando-se para pouso no final da tarde, durante QRPBSuper Lynx aproximando-se para pouso no final da tarde, durante QRPBSuper Lynx aproximando-se para pouso no final da tarde, durante QRPBSuper Lynx aproximando-se para pouso no final da tarde, durante QRPB
Já no crepúsculo, equipe de convôo desapeia a aeronave para mais uma decolagemOperações de QRPB durante a noite. Muita atenção em condições potencialmente perigosasOperações de QRPB durante a noite. Muita atenção em condições potencialmente perigosasOperações de QRPB durante a noite. Muita atenção em condições potencialmente perigosas
Tripulante do Super Lynx confere no visual a posição de contatos plotadosMercante usado durante missão de esclarecimentoApenas mar no horizonte enquanto o helicóptero realiza um wingoverO helicóptero assume rumo paralelamente oposto ao da Constituição durante a aproximação para pouso

Para proteger o conteúdo das informações transmitidas pela fonia, os pilotos do helicóptero sempre dão as posições dos seus contatos identificados sempre em relação a um ponto arbitrário da carta náutica. Este ponto é sempre re-definido a cada novo briefing pré-decolagem. Desta forma um ponto “azul 2.34, preto 3.11” sem informar a origem do “grid” não denuncia absolutamente nada de relevante ao inimigo. Este processo é bem simplificado pois o sistema de detecção do Super Lynx, após receber o input da origem do “grid” para aquela missão, fornece para os tripulantes as posições relativas automaticamente.

A contribuição dos Grumecs

Um destacamento de três Mergulhadores de Combate da MB estava abordo da Constituição após ter participado com seus congêneres argentinos da Fraterno XXV. Tendo em vista esta facilidade foi determinado que o Capitão Tenente e os dois sargentos aproveitassem esse trecho de traslado para duas atividades, primeiro um adestramento de operação de “Fast Rope” junto com os pilotos do AH-1 e que pudessem dar uma demonstração de procedimentos padrão dos GruMecs para tomada de navio no mar. Cada navio da MB tem abordo um grupo incumbido da de exercer um Grupo de Vistoria e Inspeção/Grupo de Presa (GVI/GP) são compostos de tripulantes das diversas áreas do navio que recebem treinamento adequado para poder em pleno mar aberto,sair nas lanchas do navio e subir pelas escadas “quebra peito” dos navios suspeitos. Eles procuram verificar se este navio se encontra transportando alguma pessoa ou carga em desacordo com as convenções internacionais ou de situações de bloqueio naval. Após uma apresentação conceitual, os Grumecs deram uma série de dicas de segurança. Eles também demonstraram a forma de entrada em compartimento fechado e a de imobilização de um tripulante que “se recusava a cooperar” com os membros do GVIP/GP). As tomadas de compartimento foram simuladas com graus crescente de dificuldade, visando salientar as práticas mais seguras e eficazes para a tripulação do navio. No dia seguinte, ocorreram os exercícios em convés aberto, onde os ‘Mecs assumiram o papel de vilões e se esconderam para desafiar os membros da tripulação da Constituição.

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Adestramento da equipe de GVIAdestramento da equipe de GVIAdestramento da equipe de GVIAdestramento da equipe de GVI

 

Um “Tango” na fronteira com o Uruguai

Chegamos no ponto “Tango” exatamente na hora marcada, no dia 28 as 19h00, e lá encontramos a fragata uruguaia de fabricação francesa, a ROU Montevideo. A MEKO SAS Isandlwana que também deveria estar ali não se materializou, e nem entrou em contato pelo rádio como estava previsto, sendo que apenas a encontraríamos na manhã do dia seguinte, já na área de fundeio. Naquele mesmo dia, às 12h00, o navio logístico uruguaio, ROU General Artigas tinha encontrado a corveta MEKO 140 argentina, ARA Robinson, no Ponto “Victor”, muito mais ao sul. Ambos estes encontros foram precedidos por uma série de experiências de comunicação, já usando as freqüências estipuladas para a Atlasur.

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ROU Montevideo recepciona a Constituição no ponto TangoComandante do 1º Esquadrão de Escoltas e Comandante do Navio acompanham o rendezvousDepois de realizar um arco pela popa da Constituição, o Montevideo assume a dianteira na formaçãoRadar de navegação ilustra a Baía de Maldonado e a disposição das embarcações participantes do exercício

Uma curiosidade operacional, na saída das águas territoriais brasileiras ocorreu a mudança dos callsigns das aeronaves da Marinha do Brasil, os Super Lynx deixam de ser “Lince” para virar “Rodeo”. Os SH-3, por sua vez, passam de Guerreiro para October e os Esquilos do HU-1 sofrem uma mudança menos radical, de “Águia” transformam-se em “Eagle”.

Organizando um exercício militar multinacional

A estrutura hierárquica da Atlasur é sempre comandada por um almirante do país anfitrião. A instância máxima hierárquica é o Grupo Tarefa (GT) 19 liderado pelo Contra-Almirante Hugo Viglietti, da Armada Uruguaia. As Forças Tarefas dos diversos países são identificadas pelos números abaixo (sempre em ordem alfabética):
19.0 Argentina
19.1 Brasil
19.2 África do Sul (South Africa)
19.3 Uruguai

Cada navio era um Task Unit, ou Unidade Tarefa, identificando-se com um sufixo do código da Força Tarefa. Por exemplo, o Isandlwana foi identificado na documentação como o TU “19.2.1”

Em direção ao nosso ponto de fundeio, na baia de Maldonado, durante toda a madrugada houve exercícios de manobras táticas, de comunicação por sinais e a “Pubex”, ou , Publications Exercise. Este exercício testa o conhecimento das várias regras da Atlasur pelos tripulantes dos COCs, assim como, sua agilidade na consulta aos manuais de regras do exercício. Às 7h00 do dia 29 iniciou-se o fundeio de todos os participantes em frente à costa da cidade de Maldonado. O dia estava fechado com uma chuva insistente e fria. A reunião final pré-exercício ocorreu a bordo do General Artigas e os uruguaios enviaram a cada um dos navios fundeados, um barco para transportar os comandantes e oficiais que tomariam parte nas diversas reuniões: pela manhã as Communications Conferences e o Air Planning Meeting, Pela tarde, depois do almoço, foi a vez da reunião dos Chefes de Operações, o “Pre-Fire Briefing” e os vários encontros preparatórios para o Free-Play (combate simulado). Durante todo o dia o mar apresentou-se batido, fazendo com que o a segurança do pessoal durante a faina de embarque e o desembarque nas lanchas fosse uma preocupação adicional em cada um dos navios.

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A lancha da Constituição afasta-se para buscar os oficiais no Gen. ArtigasJá com os oficiais à bordo a lancha inicia seu trajedo de volta à ConstituiçãoComandante Dias observa atentamente o navio sob sua responsabilidadeConstituição fundeada na Baía de Maldonado
Um apropriado jogo de tabuleiro para passar o tempo no dia em que ficamos dundeados em MaldonadoOutro apropriado jogo para distrair durante um dia de fundeioOficiais disputam uma partida de videogame durante o tempo livrePraças exibem suas

A Isandlwana, atrasou-se na sua viagem, e o comandante optou por vir direto para este ponto. Os navios foram dispostos em três grupos separados. Os navios estrangeiros ficaram juntos, o navio africano posicionado entre nós e a costa e o ARA Robinson um pouco mais para o oeste. Mais perto da costa, estava um grupo de navios uruguaios perfazendo um circulo. O Artigas, Montevideo,Temerário, Fortuna e Audaz. Isolado no extremo leste da praia, o ROU Maldonado, completava a frota que participaria da Atlasur IV. Ainda neste dia, foram trocados os oficiais que seriam observadores embarcados nos navios de outras marinhas, os “shipriders”. Desta vez, por falta de espaço para acomodação abordo, apenas a Isandlwana ficou sem receber visitantes.

Finalmente: Atlasur!

Às 7 da manhã, no dia 30, partimos da Baía de Maldonado para o nosso primeiro exercício, o cruzamento de um canal varrido em uma área pretensamente minada. O mar estava a 15°C sob nevoeiro e chuvisco, a temperatura do ar também era de 15 °, com 95% de umidade. O ROU Artigas suspendeu primeiro, seguido de perto pela Isandlwana e por nós. Navegávamos no rumo 180° com “máquinas adiante 1/3”. Como de praxe, durante esta faina, o nosso canhão e o lançador Boroc adiante do passadiço apontavam para 45°, numa posição de saudação para saída de porto. A visibilidade neste momento não passava de 500m e a ARA Robinson, que nos seguia na “formatura uno”, mais parecia um navio fantasma. A boreste uma foca preguiçosa rolava na água, nos acompanhado na partida. Ao entrar em formatura, a fragata africana exibiu pela primeira vez, para nós, o funcionamento do seu propulsor waterjet levantando uma verdadeira parede de água na popa. Um pouco depois, a coluna com os dez navios indo para o sul foi praticamente desorganizada com a passagem do Monte Rosa, um porta containers das linhas alemãs Hamburg Süd, fabricado em 2005. Devido ao seu grande tamanho (mais de 4100 TEU) e velocidade, os navios que vinham no final da fila tiveram que mudar seu rumo para deixa-lo passar.

O exercício varre-minas se deu na área identificada como “Flores” e participavam além da Constituição, da SAS Isandlwana, da ARA Robinson. Dos uruguaios, o ROU Montevideo, ROU Artigas, o ROU Audaz, o ROU Temerário e o ROU Fortuna. A precisão da navegação aqui é crucial, pois qualquer navio que venha a sair fora do canal criado pelo navio varredor pode acertar uma mina e ir parar no fundo do mar. Em seguida, a caminho do ponto “Delta” foram realizados os QRPBs, exercício onde as tripulações dos helicópteros embarcados praticam suas habilidades para operar nos convôo das escoltas. Para os Uruguaios, este foi um momento histórico, pois, aqui se deu a primeira operação de aeronave uruguaia embarcada em navio uruguaio. O Helicóptero Helibrás UH-13, doado alguns dias antes pelo Brasil, operou pela primeira vez no convôo do Gen. Artigas.

Aproveitando a realização do “Atlagen 2M”, o exercício de manobras táticas, o Alouette argentino foi lançado para realizar a primeira oportunidade de Fotex, naquele ponto nossa chance de fazer nossa próprias fotos aéreas ainda não tinha sido confirmada.... Os navios assumiram suas posições na formatura e para que as fotos ficassem mais bonitas foi dada a ordem de que ninguém deveria ficar nos conveses abertos. Entre 11h30 e 14h00 o helicóptero ficou orbitando os navios, enquanto eles mudavam de posição no mar.

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ROU Montevideo e SAS IsandlwanaSAS Isandlwana seguida pelos 3 varredores uruguaiosSAS Isandlwana seguida pelo ROU Montevideo, varredores, rebocador e um barco de patrulhaGen. Artigas seguido pela ARA Robinson e SAS Isandlwana
ROU Montevideo acompanhado pela ARA RobinsonROU Montevideo acompanhado pela ARA RobinsonConstituição, Gen. Artigas e IsandlwanaRobinson com a Constituição ao fundo
Robinson, Gen. Artigas e AudazConstituição e MontevideoConstituição e RobinsonConstituição e Montevideo
Constituição e AudazMontevideo e Gen. ArtigasConstituição, Gen. Artigas e IsandlwanaConstituição, Gen. Artigas, Isandlwana, Montevideo e Robinson

 

AtlexASUW Trânsito sob ameaça de superfície

Às 14h00, o Montevideo abandonou o grupo para se reposicionar e cumprir o “papel de vilão” logo mais tarde. Entre 14h00 e 19h00, a Robinson, Isandlwana, Constituição e o Artigas praticaram o “light-line” entre si.

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Tripulantes se preparam para a realização de Light LineTripulantes aguardando a realização de Light LineTripulantes iniciam a transferência de carga leveTripulante do Gen. Artigas prepara-se apra o disparo da linha guia
A carga chega ao Genereal ArtigasO apito é a referência sonora durante a realização da transferência de cargaOficiais do Gen. Artigas e o Oficial da MB que estava como shiprider prestam continência à ConstituiçãoLinha guia entre o Gen. Artigas e a Constituição
ARA Robinson fundeada na Baía de MaldonadoARA RobinsonBem visível nesta foto o hangar móvel da ARA RobinsonBem visível nesta foto o hangar móvel da ARA Robinson
Robinson batendo proa num mar não muito agitadoARA RobinsonARA Robinson com o ROU Artigas ao ladoARA Robinson ao lado da SAS Isandlwana

O ápice deste primeiro dia, ocorreu na área “Salto”, o exercício de tráfego sob ameaça de superfície. Junto com o ROU Montevideo, estavam o Audaz e o XV de Noviembre fazendo o papel de Navios Patrulha (NaPa) armados de mísseis. Sendo justamente o Audaz que começou o ataque, disparando dois mísseis Exocet virtuais de surpresa contra a ARA Robinson, e afundando ela imediatamente. Em resposta, a Constituição que vinha escoltando o Alvo de Maior Valor, o Artigas, lançou sem sucesso dois mísseis contra um contato de superfície. Imediatamente mais dois foram lançados, agora afundando o Audaz. Uma nova salva de dois mísseis anti-navio acertou o Artigas, desta vez disparados pelo XV de Noviembre. A Islandwana chegou a disparar quatro de seus oito mísseis anti-navio, mas não obteve qualquer acerto. Antes do fim do exercício, a Constituição ainda teve oportunidade de afundar o Montevideo com tiros do seu canhão de proa. Mas, no final, a perda do AMV, mesmo com a frota inimiga devastada, deu a vitória do exercício para as lanchas patrulheiras inimigas. O resultado deste exercício, certamente, será destrinchado por todas as marinhas, conjuntamente e individualmente, para que se possa extrair o máximo de lições, e assim, evitar que este cenário se repita numa situação real de conflito. Um elemento previsto, no entanto, acabou faltou neste exercício. O avião patrulha Beechcraft B200T do Escuadrón Antisubmarino e de Exploración, da Armada do Uruguay que deveria estar auxiliando a proteger o Artigas, acabou por não decolar por problemas técnicas. Este B200T operado desde a Base Aero Naval 2 Capitán Curbelo, é uma versão especializada do popular avião executivo King Air.

O FreePlay

Após isso foi a vez dos navios se separarem para a realização do Free Play, o exercício de combate simulado da Atlasur. Entre 2h30 e 3h00 na madrugada seguinte, se formaram os dois grupos oponentes: o Blue Force, comandado pelo CMG Sabóia e o Orange Force, comandado pelo Capitão Wiesner da Marinha Sul-aficana.

O cenário proposto envolve um pais, “Marrom”, cujo governo está sendo progressivamente desestabilizado por elementos baseados no seu vizinho, o País Laranja. A ameaça de um colapso do governo de Marrom, fustigado por insurgentes e guerrilheiros, fez com que o País Azul, também seu vizinho, obtivesse da ONU o direito de montar uma linha de barreira (“naval blocade”) para evitar que armas e instrutores militares de Laranja cheguem ao país Marrom. O retângulo, no mar, designado para delimitar este exercício, foi batizado de Área “Colônia”.

Do lado Azul estavam a Constituição, Montevideo, Audaz e o 15 de Noviembre. As Forças Laranjas eram compostas pela Isandlwana, Robinson, Gen. Artigas. O Fortuna, o Maldonado e o Temerário, faziam o papel de navios do país marrom, que tentariam se encontrar com as forças do País Laranja para executar a recepção de materiais bélicos e supervisores militares. Para realizar sua missão a Força Azul criou uma linha de barragem de pouco mais de 115 milhas náuticas de comprimento, posicionada 15 milhas náuticas de distancia da costa uruguaia. A aeronave B200T que deveria participar também não participou deste exercício, sendo simulada pelos juízes do exercício. O Super Lynx embarcado na Constituição foi a única aeronave real disponível para a Força Azul e, como era de se esperar, ela faria toda a diferença.

Com “postos de vôo” tocado antes das 6 horas da manhã, e com um dia cheio pela frente, os tripulantes do DAE "brifaram" a equipe de convôo para a realização do adestramento de infiltração de tropas por meio de rapel, a primeira vez que este tipo de atividade seria realizada com a embarcação em movimento, objetivo do primeiro vôo daquela manhã.

O adestramento da técnica do rapel fazia-se necessário uma vez que estava previsto no exercício a abordagem do Maldonado desde o helicóptero e as características da embarcação não pareciam ser apropriadas ao uso do fast rope. Alguns obstáculos verticais do mastro provavelmente impediriam a aproximação do helicóptero na altitude necessária para o uso deste último método, muito mais rápido e, portanto, mais seguro, tanto para as tropas como para a aeronave. O rapel, por sua vez, permite que a aeronave permaneça pairada com uma maior separação vertical da embarcação a ser abordada.

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Movimento intenso em volta do helicóptero entre um vôo e outroInstantes antes da decolagem para mais um desembarque por fast-ropeAeronave prepara-se para decolar para realização de fast-ropeO Super Lynx decola para mais um fast-rope
Portas abertas e cabo preso ao guincho, o helicóptero decola para fast-ropeSuper Lynx afasta-se do navio para adestramento com fast-ropeO flare realizado para desacelerar a aeronave antes do desembarqueMembros do Grumec avaliam a aproximação do helicóptero
Super Lynx pairando sobre o convôo da ConstituiçãoCombatente auportado apenas pelas mãos desliza em direção ao convôoO segundo combatente atinge o convôo enquanto o primeiro já procura uma posiçãoEm questão de poucos segundos a equipe do Grumec está à bordo
Tripulantes do Super Lynx e membros do Grumec posam para foto após o exercícioAeronave acelera para outro circuito de aproximação e desembarqueAeronave paira em altitude mais elevada para o desembarque pela técnica do rapelMembro do Grumec realiza uma descida invertida pelo rapel

As embarcações considerados alvos primários para essa missão, o Maldonado e o Temerário, apresentam características próprias o que aumentam mais ainda o grau de dificuldade em virtude de suas dimensões reduzidas. A intensidade do eco-radar produzido por um navio não está relacionada de maneira linear com o seu tamanho. Outros fatores, como materiais e a forma da construção, contribuem de maneira significativa, mas em geral, quanto menor a embarcação, mais difícil sua detecção.

Com essas e outras importantes considerações em mente a aeronave foi lançada para um primeiro vôo de esclarecimento às 07h24. Neste momento, os integrantes da Força Azul podiam apenas especular quanto à tática a ser empregada pela Força Laranja. O Montevideo, também da Força Azul e que ocupava a próxima posição na linha de barragem, foi sobrevoado sete minutos após a decolagem do Super Lynx. Cerca de dez minutos depois, um dos contatos do MAGE era visualmente identificado como um pesqueiro. Com os olhos atentos a qualquer diferença no horizonte que denunciasse uma embarcação, os tripulantes da aeronave avistaram um pequeno contato com pouco mais de 30 minutos de vôo. Com atenção às características visuais e indicativas do navio, o contato foi positivamente como sendo o ROU Temerário, indicativo “31”. Foi solicitado ao fotógrafo a bordo do Super Lynx uma foto que demonstrasse com clareza o indicativo do Temerário para que não houvesse nenhuma dúvida da identificação. Às 8h11 foi transmitida ao comando da Força Azul a confirmação da identidade, posição, rumo e velocidade da embarcação. Menos de uma hora depois a Força Azul recebia a confirmação da identificação e localização de “Thunder”, nome código atribuído ao ROU Maldonado, bem como seu rumo e velocidade. Com a missão superando as expectativas, a aeronave pousou às 09h29 para nova decolagem 27 minutos depois. A segunda missão, que durou pouco menos de duas horas, teve como objetivo manter atualizada a posição do Maldonado.

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Um pesqueiro que foi identificado durante o freeplayA tripulação do pesqueiro acena para o helicóptero brasileiroContato positivamente identificado como ROU TemerárioFica evidente que a tática do time laranja era realizar o rendezvous o mais rápido possível
Contato positivamente confirmado como ROU MaldonadoTripulantes do Maldonado observam o Super Lynx e sabem que sua missão provavelmente acabouMaldonado, a exemplo do Temerário, usando de grande velocidade para tentar cumprir logo sua missãoA sombra do Super Lynx no Maldonado enquanto a tripulação trabalha sua identificação
Super Lynx já no convôo  antes das primeiras luzes do sol surgirem no horizonteJá tendo realizado um vôo na manhã a aeronave é abastecida para mais um dia cheioMembros do Destacamento Aéreo Embarcado trabalham em uma paneO sol se põe após um dia com muitas horas de vôo

Na manhã do dia 2, quinta-feira , o exercício foi reabastecimento simulado com oposição de superfície. Os navios Robinson, Constituição, Gen. Artigas e Montevideo executaram a aproximação para faina de reabastecimento sob ameaça da do ataque da Isandlwana e do Audaz, identificados como “Hotel” e “Papa”, respectivamente. A decolagem do Super Lynx foi feita às 6h50 e somente às 8h05 foram localizados alguns contatos que poderiam ser o que ele estava procurando. Eram cinco contatos próximos e, em decorrência da separação que tivemos que manter das embarcações hostis, para evitar seus sistemas de defesa aérea, a identificação visual foi um pouco mais trabalhosa. Os dois navios estavam misturados ao tráfego comercial, de modo a não aparecerem no radar isoladamente ou até mesmo mascarar seus ecos entre alguns grandes mercantes que estavam na área. Apenas às 8h22 os contatos foram positivamente identificados e foi solicitada autorização para ataque. O Super Lynx, que decolara armado com 3 ASM Sea Skua fictícios, disparou 2 deles contra o alvo “Hotel” a pouco mais de 8 milhas náuticas de distância e o míssil restante contra “Papa”, 9 minutos depois, a cerca de 7 milhas de distância. O pouso ocorreu às 09h16 e, após um abastecimento sem corte completo dos motores, o Rodeo estava novamente no ar às 9h39 para um ataque coordenado com a Constituição.

Depois de 25 minutos de vôo já estávamos em contato visual com “Hotel” (Isandlwana), que usando sua grande velocidade aproximara-se a apenas 50 milhas náuticas do grupo que realizava o reabastecimento. No ataque coordenado com a Constituição, foram disparados um Sea Skua pelo Super Lynx e dois Exocet pela Fragata contra “Papa” e, cerca de quinze minutos depois, dois Sea Skuas pelo helicóptero e 2 Exocet pelo navio contra “Hotel”. O segundo vôo mostrou-se bem mais tenso que o primeiro. Os dois alvos haviam usado de muita velocidade para um reposicionamento e sua identificação foi significativamente mais trabalhosa. Contudo, após um excelente trabalho, a tripulação do Lince comemorou com satisfação cantarolando em ritmo de funk carioca "você pode correr, mas não pode se esconder. É o bonde do Lince!"

Na segunda, dia 31 de outubro, a partir das 08h00 foi exercitado um TOM seco (Dry RAS), sem transferência real de combustível. O Artigas simulou reabastecer os navios, brasileiro, sul-africano argentino e também o Montevideo. Esta operação foi seguida por duas horas e meia de “cross deck/vertrep”, ou seja, pouso, decolagem e transferência de carga por helicóptero, entre navios de marinhas distintas, cujo objetivo é padronizar procedimentos de modo que as marinhas tenham maior segurança para operações conjuntas em situações reais de crise.

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Equipe de convôo do Artigas presta continência junto com o PetrelPetrel aproximando-se do convôo da ConstituiçãoPetrel aproximando-se do convôo da ConstituiçãoPetrel apeiado ao convôo da Constituição
A Constituição manobra  com o Petrel no convôoOficial mais antigo à bordo junto com tripulantes do PetrelPetrel decola rumo ao Gen. ArtigasPetrel afasta-se
Alouette III toma distância para procedimento de pouso na ConstituiçãoCom sua curiosa configuração de 3 assentos o Alouette III aguarda a permissão para nova decolagemAlouette III aguardando nova decolagemAlouette III finaliza o exercício de crossdeck com a Constituição
Alouette III aproximando-se por bombordo para pouso na ConstituiçãoJá no convôo, aguardando autorização para decolagemTripulante argentino saúda equipe de convôo da ConstituiçãoAlouette III afasta-se da Constituição
Super Lynx decola para a realização de crossdeckSuper Lynx decola para a realização de crossdeckSuper Lynx retorna após croosdeck e VERTREP com outros navios do exercícioTripulantes do Super Lynx exibem bandeira e garrafa de vinho presenteados pelos Uruguaios

 

Tiro Real

No dia 31, entre as 14h00 e as 17h00 houve o exercício AtlexGun 01 de tiro rebocado na área Paysandú. Os navios se puseram em coluna com o rebocador arrastando o alvo flutuante numa rota paralela à nossa, mas deslocado para boreste. Cada um dos lideres da coluna saia da formatura ao descrever uma curva de 180° à direita e passava atirando contra o alvo a bombordo. Depois disso ele re-adentrava a formatura na ré da coluna e o novo líder entrava em posição para disparar seus tiros. Pela primeira vez tive a oportunidade de filmar os tiros do canhão Vickers de 4,5 pol de uma posição privilegiada, o extremo dianteiro do corredor externo que contorna a câmara do Almirante por bombordo. O ruído foi intenso, mas foi o deslocamento de ar do tiro foi o que mais impressionou na hora. A pólvora queimada tinha um cheiro acre que deixava um gosto amargo na boca ao se inspirar os gases expelidos durante do tiro. Foram 20 tiros dados em uma alta cadência, já que toda a remuniciação do canhão se dá de forma automática.

Já na noite do dia 1º de novembro, dando continuidade aos exercício de tiro real, tomou lugar o tiro noturno contra granada iluminativa - GIL. Os navios foram dispostos em forma de coluna e coube à Constituição, posicionada no centro, disparar as granadas iluminativas para que todos pudessem ter um alvo em que atirar. Um tiro para boreste seguido depois por dois para bombordo. A granada iluminativa (GIL) inclui um pára-quedas que se abre no ponto mais alto do tiro fazendo com que o flare venha caindo lentamente até a superfície do mar. Esse tipo de tiro só é feito à noite, pois, com a luz do sol não seria possível aferir a pontaria das armas de cano leves dos navios. Os canhões anti-aéreos são equipados com projetis traçantes para que suas trajetórias sejam claramente visíveis. Neste exercício é plenamente perceptível a precisão superior dos canhões automáticos sobre aqueles controlados por seres humanos. Os canhões automáticos são guiados pelos radares do navio e controlados desde o COC, sem que seja necessário expor qualquer membro da tripulação ao risco de ter que ficar no convés ou mesmo dentro dos reparos. Para fotografar e observar esta faina nós optamos por ficar no “tijupá”, um local sem teto no mastro de vante logo a cima do Passadiço. Daí a visibilidade para os dois bordos e pra frente eram perfeitos. É justamente no tijupá que foi instalada a alça optrônica automática durante o MODFRAG.

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Bandeiras sinalizam navio em exercício de tiro realTriuplação em postos de combate com os equipamentos de proteçãoAntes do tiro contra o alvo, 5 tiros de PAC por boresteUm dos 20 tiros por bombordo contra o alvo rebocado
Estojos deflagrados aguardam recolhimento no convés de proaTraçantes do Bofors 40mm sobem em direção à Granada IluminativaTraçantes de outros dois navios sobem contra a GilTraçantes de outros dois navios sobem contra a Gil

 

A Volta para o Porto de Montevideo

Passamos a noite, fundeados do lado de fora do porto, aguardando nossa autorização para entrar. O canal dragado é longo e marcado por pares de bóias. Ele vem do leste, paralelo à costa até se curvar para a boca da baía. O Porto de Montevideo (Google Earth: 34°53'42.47"S 56°12'43.07"W) fica ao lado direito da entrada da Baia que leva este nome. São três piers, ou “muelles”, como são chamados em espanhol, largos onde se acomodam os navios. O primeiro é exclusivo para a Armada Uruguaia, o outros dois perfazem o porto comercial, recebendo embarcações de todas as partes do mundo. Além dos navios militares, havia, no dia em que chegamos, dois pesqueiros chineses, um graneleiro iraniano além de diversos outros navios. A Constituição ficou na ponta do terceiro píer. A Islandwana no trecho horizontal após os píers e a Robinson na lateral do segundo píer. A Atlasur ainda seguiu por três dias com os diversos debriefings e os eventos sociais em cada um dos navios e os jogos esportivos entre as tripulações. Como curiosidade, abordo do navio sul-africano havia um oficial da Marinha da Namíbia, que por ter estudado no Brasil, conhecia muitos dos oficiais da Constituição. Quem sabe, se no futuro, navios da Marinha da Namíbia também haverão de participar de uma Atlasur? Mas para conhecer a evolução, ao longo dos anos, deste exercício e todos os detalhes destes meios navais empregados, não perca a segunda parte desta aventura.

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Tripulação realiza a salva de 21 tiros saudando o portoOficiais ansiosos aguardam o fim da missãoBarco de Patrulha Rio Negro dá as boas vindas à ConstituiçãoNovamente em área portuária a missão chega ao fim
Tripulantes posicionam o portalóOficiais em postos de continência para recebimento de adidos e oficiaisOficiais em postos de continência para recebimento de adidos e oficiaisOficiais em postos de continência para recebimento de adidos e oficiais
Oficiais em postos de continência para recebimento de adidos e oficiaisMembros das 4 marinhas confraternizam no coquetel oferecido pela ConstituiçãoComandante Sabóia realiza breve discurso para marcar o eventoUm brinde ao sucesso da Atlasur VI e à cooperação entre as 4 nações

Continua........

 

 

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