ADEREX: Uma prova prática para 1300 "alunos" PDF Print E-mail
Wednesday, 12 November 2008 15:46

 

ADEREX: Uma prova prática para 1300 "alunos" 

  Treinamento é uma constante no dia-a-dia da Marinha do Brasil. Durante 08 dias um Grupo Tarefa composto pelo navio-tanque Marajó, as fragatas Independência, Niteroi e Bosísio, o contratorpedeiro Pará e a corveta Jaceguai, suspendeu do Rio de Janeiro, seguiu para o norte até Vitória e voltou ao Rio. A bordo, mais de 1300 militares. Aderex é o nome dado aos exercícios de adestramento da Marinha do Brasil. Neste início de ano, a ALIDE acompanhou a tripulação da fragata Bosísio no primeiro destes eventos em 2006.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Chegada Contra-Almirante Antonio Alberto Marinho Nigro recebendo o COMENCH,Vice-Almirante Álvaro Luiz Pinto,  à bordo da fragata Niterói.Vice-Almirante Álvaro Luiz Pinto cumprimenta os oficiais da fragata Niterói, tendo ao seu lado o Capitão-de-Fragata ricardo Alvesfragata Bosísio suspendendo da BNRJ

  Este foi o primeiro exercício realizado sob o comando do novo Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Álvaro Luiz Pinto. Por isso, esta Aderex, naturalmente, acabou por assumir o formato de uma apresentação formal das competências e habilidades da Esquadra para o seu novo Comandante. O exercício foi coordenado pelo ComDiv-2. Também embarcaram o ComDiv-1. A partida da Base Naval do Rio de Janeiro foi bem cedo na manhã da quarta-feira, 15 de março. A corveta Jaceguai suspendeu primeiro, seguida pelas fragatas Independência e Bosísio. Depois vieram o CT Pará, a fragata Niterói e finalmente o NT Marajó. 

CT Pará na BNRJfragata Niterói - Nau Capitânea na BNRJfragata Niterói suspendendo da BNRJCT Pará suspendendo da BNRJ
Nau Capitânea fragata Niterói, passando embaixo da Ponte RioxNiteróiPonte RioxNiterói vista a partir do convôo da fragata Bosísio Ponte RioxNiterói vista a partir do convôo da fragata Bosísio NT Marajó

 Uma saída do porto sob ameaça submarina: a importância da minagem defensiva

  Minas são armamentos geralmente lembrados como armas para a imobilização de frotas no mar ou nos portos, mas, no entanto, elas podem e serão usadas de maneira defensiva em uma situação de guerra real. A força sob ataque semeia minas de diversas naturezas na boca do seu porto e, com seus caça-minas, abre canais estreitos para permitir a entrada e saída de seus navios. O inimigo, sem saber a localização destes canais, fica forçado a evitar aárea como um todo. Neste cenário, quatro "canais" foram criados saindo da boca da baia da Guanabara, os navios do Grupo Tarefa se dividiram e cada um saiu por um deles. Em algum lugar no lado de fora do campo de minas se encontrava um submarino inimigo que aguardava a saída do seu alvo, o NT Marajó . 

NT MarajóCT ParáCT Parácorveta Jaceguai

  O NT Marajó representa o típico "alvo de maior valor", o navio que, se afundado, causaria uma grande perda de capacidade operacional ao Grupo Tarefa. Sem dispor do combustível adicional transportado pelo NT Marajó, muito em breve todas as escoltas terão de retornar ao porto, restringindo, indiretamente, suas velocidades máximas de cruzeiro em função da questão consumo de combustível. 

   Para simplificar a execução do exercício, toda a região da boca da Baía da Guanabara com profundidade menor que 50m foi determinada como sendo área minada. Quatro canais virtuais, com quatro milhas náuticas de comprimento e apenas 400 jardas de largura, foram dispostos em forma de leque e na sua saída foram criadas doze zonas de patrulha anti-submarina. Cada uma delas formando um quadrado com cinco milhas náuticas de lado, identificadas de "A" a "L" e dispostas em duas linhas paralelas, seis no interior e seis do lado de fora. Como operamos com apenas cinco escoltas neste exercício, algumas zonas de patrulha mais externas ficaram desguarnecidas. Desta vez coube ao S-30 Tupi realizar o papel de "bandido" e, para isso, ele deixou a Baía de Guanabara um dia antes dos demais navios. Cada escolta se movia constantemente dentro da zona que lhes foi atribuída, seguindo rumos aleatórios e variando a velocidade continuamente como forma de confundir o os sensores acústicos do predador.

fragata Bosísiofragata Bosísiofragata Bosísiofragata Independência

  O submarino se posiciona antecipadamente para preparar sua armadilha. Ele pode tanto estar apoiado no fundo do mar, quanto com os motores girando a baixa velocidade, apenas para se manter no mesmo ponto, compensando o fluxo das correntes. Este exercício acontece em uma área onde a plataforma continental restringe a profundidade de operação do submarino. Esta opção tem um sentido "didático", pois aumenta a probabilidade de haver "conflito" entre os navios do GT e o submarino. Numa situação normal de guerra, caso uma das escoltas identifique o sinal do submarino, quem tiver mais próximo disparará um torpedo para forçar o alvo a se revelar em sua movimentação e fuga.  Durante a Guerra das Malvinas/Falklands a existência de um único submarino argentino fez com que a esquadra britânica disparasse 80% de seu complemento de torpedos sem qualquer sucesso. Depois deste conflito, o número de torpedos carregados por navio aumentou em 50% nas escoltas ocidentais. O submarino, ainda hoje, é uma arma formidável. Ele opera normalmente até uma lâmina de 30 metros de profundidade, acima deste limite apenas em caso de necessidade extrema e da experiência do comandante. 

fragatas Independência e NiteróiGTCT Pará e fragata IndependênciaGT

  Seguindo ordens do comando do GT, a corveta Jaceguai trocou para outra zona de patrulha, a "Charlie". Visando confundir ainda mais o cenário para o submarino, ela executa uma patrulha circular na direção horária. Neste exercício, dois SH-3 do HS-1 de São Pedro d'Aldeia se juntam a nós, cada um cobrindo sua zona de busca, um mais a leste das escoltas e o outro bem para oeste das escoltas.  A fragata Niterói alerta um contato de submarino às 11:40, e a fragata Bosísio se dirige para o canto nordeste de nossa zona de busca, ficando mais próximo do local onde possivelmente está o submarino inimigo. Operando na zona "Kilo", exatamente a leste de nós, o CT Pará espelha nosso movimento e também se aproxima do provável alvo, pronto para a possível formação de um grupo de busca.  Mas logo fica evidente que o alvo identificado não passa de um pesqueiro, e a busca continua.

 Às 12:45 o Sea King "Guerreiro 11" acusa a visualização do periscópio do submarino Tupi,  aproveitando a superfície lisa do mar naquele momento. "Alerta Submarino Vermelho"! O contato está a nove milhas náuticas da área "K", e o SH-3 fez um "ataque" com cargas de profundidade. Neste ponto, devido à falta de combustível, o helicóptero interrompeu a caçada e retorna para São Pedro. Não houve confirmação da destruição do submarino, mas, felizmente, o NT Marajó por ter saído da Baía pelo canto exatamente oposto da área de exercício, ficou em segurança. O navio tanque optou pelo último canal à esquerda. A mensagem"Alerta Submarino Amarelo" indica o fim do exercício e que o submarino mão mais é uma ameaça. Às 13:00, o exercício foi encerrado e o GT se reorganizou assumindo uma formatura em leque ao redor do navio tanque. Dispostos em três arcos com 11 setores no total (3+4+4), os setores internos não foram ocupados por escoltas e sim por um dos Sea King.

Operações aéreas

   A cada novo exercício embarcado, os helicópteros da Marinha e seus pilotos tem que executar uma nova Qualificação e Requalificação de Pouso Abordo - QRPB. Isto é uma seqüência de pousos e decolagens, onde cada um dos pilotos comanda a aeronave para se reacostumar com a operação de helicópteros nos convôos dos navios. Os três Super Lynx do HA-1 e o Esquilo do HU-1 deixam seus mecânicos e pilotos extras e imediatamente começam suas sessões de treino. Desta vez a fragata Bosísio não recebeu nenhum helicóptero apenas o CT Pará ficou com o Lince 4009, a Independência e a Niterói com os Lince 4001 e o 4014.  O único Esquilo nesta comissão era o 7064, um UH-13 bimotor, e ele estava baseado na corveta Jaceguai. 

Neste momento foi realizado na fragata Niterói um exercício de abordagem por mergulhadores do GRUMEC, usando o método de "Fast Rope" a partir de um SuperPuma do esquadrão HU-2. Este procedimento é a forma mais rápida e segura de realizar uma inspeção de navio suspeito para eventualmente assumir o seu controle caso se verifique que ele transporta cargas proibidas ou que seja verificado que as intenções da sua tripulação não sejam exatamente aquelas declaradas pelo rádio.

Super Lynx vem para pouso na F-48QRPB na BosísioO Orientador auxilia a tripulação no pousoO Orientador auxilia a tripulação no pouso
o arpão prende o Super Lynx no convôoPronto para decolar!QRPB na BosísioExercício de Fast Rope sobre a fragata Niterói
distendendo o mangote de combustível para o HIFR do Super PumaChega nosso Mangote sendo içadoMangote sendo içado


   Concluído o exercício Fast Rope, o Super Puma se dirigiu para a Bosísio para realizar um HIFR, sigla em inglês para o procedimento de reabastecimento de helicóptero em vôo  (Helicopter In-Flight Refueling). Por três vezes o Super Puma se aproximou baixou seu guincho no convôo da Type 22 e içou a mangueira de combustível até a porta aberta na sua lateral. O fiel pegava a ponta da mangueira e a conectava com o bocal de combustível na parte frontal do casulo do trem de pouso direito do UH-14. Para controlar esta operação o Orientador, com seu colete e capacete amarelos, se deslocou para o convés acima do hangar de forma a ficar sempre à vista dos pilotos do SuperPuma. Erguida a mangueira, o grande helicóptero se desloca para a esquerda para diminuir o risco de colisão com as antenas e a superestrutura da escolta. Encerrada a transferência de combustível, o UH-14 retorna para cima do convôo e baixa o guincho com a mangueira, ou"mangote" como é chamado no mar. Toda vez que o pessoal do convôo tocava no guinch, ou no cabo de aço da aeronave, eles antes encostavam uma vara metálica aterrada na grelha do convôo. Isso para evitar que uma descarga de eletricidade estática, acumulada no atrito das hélices com a atmosfera, possa ameaçar a vida dos marinheiros. O HIFR permite que helicópteros grandes que não consguiriam pousar numa escolta possam aumentar sensivelmente seu tempo de operação mesmo sem exigir a presença de um navio com convôo grande como o NAe, os NDD ou o NDCC. 

Desce o guincho ao convôo da BosísioO helicóptero fica estacionário ao lado da fragataPara esta manobra o Orientador deixa o convôo e fica no convés superior perto do lançador do Sea Wolf de réO mangote chega ao helicóptero
o guincho suporta o peso do mangote e o File pode com facilidade conectá-lo no bocal do tanque do UH-14  Baixando mangoteRecolher o mangote é uma questão de segurança.Navegando para leste com o poente trás de nós
preparando os pesos para o exercício de transferência de carga com o Super PumaLá vem o PégasoUm hover baixíssimo para que os praças pendurem o cabo no gancho debaixo da cabine.Um hover baixíssimo para que os praças pendurem o cabo no gancho debaixo da cabine.
Voltando com a carga após um circuito.Voltando com a carga após um circuito.Soltando a cargaUm belo fim de dia

  Em seguida, o SuperPuma realizou na fragata Bosísio três seqüências de apanhar e largar cargas penduradas sob sua fuselagem. Oito discos de aço pesando 25kg cada um foram amarrados num cabo robusto e dependurados sob o helicóptero, pairando acima do convôo  , sem que ele tivesse que pousar. Em seguida ele se erguia para  bombordo e para frente, curvando para a esquerda e fazendo um circuito à ré da embarcação, voltando em seguida para deixar a sua carga no convôo. Encerrada esta etapa o UH-14 retornou para sua base em São Pedro d'Aldeia. 

No dia seguinte por volta das 15h30 o Esquilo Bi-turbina também veio à Bosísio realizar seus circuitos de erguer e largar cargas dependuradas no gancho central. Só, que, naturalmente desta vez o peso transportado era bem menor, apenas 50 Kg.

Tiro contra granada iluminativa

  A primeira noite a bordo foi literalmente pirotécnica, pois tivemos tiros contra as granadas iluminativas (GIL) pelos dois bordos. Os navios assumiram uma formatura em coluna, com a Niterói sendo seguida pelo Pará, Independência, Jaceguai e, fechando a fila, a Bosísio. Coube às duas fragatas classe Niterói o lançamento das granadas iluminativas. Em postos de combate, a tripulação toda se veste com capacetes de aço, capuz sobre o rosto e cabelo e luvas protetoras até o cotovelo.

Metralhadora 20mm pronta para exercício de tiro contra GILMetralhadora 20mm pronta para exercício de tiro contra GILuma noite enluarada com nuvens esparsasOs projéteis traçamtes acertam a GIL na mosca

  As fragatas Type 22 "Batch 1" como a  Bosísio não dispõem de canhão de apoio de fogo na proa como os de 4,5 polegadas das Niterói. Por isso utilizamos apenas as duas metralhadoras GAM-BO de 20mm, capazes de atingir uma cadência de 1000 tiros por minuto. A primeira salva foi para boreste, seguida de uma outra para bombordo. Os dois canhões Bofors L/70 de 40 mm nos seus reparos singelos são novos e anteriormente eram parte das fragatas classe Niterói antes de sua modernização. Eles não foram usados desta vez por não ainda não estarem plenamente operacionais, aguardando pequenos detalhes na instalação elétrica e na conexão com os sistemas de tiro do Centro de Operações de Combate, localizado alguns pisos abaixo. Apenas alguns dos 12 projéteis disparados para cada lado eram traçantes, o bastante para confirmar que a pontaria da fragata Bosísio foi bastante precisa.

  Ainda naquela noite foi realizado um exercício de Guerra Eletrônica no qual todos os navios com a exceção do Marajó entraram em formação ao redor da Bosísio e, cada um numa seqüência pré-determinada, tinha de emitir por alguns segundos com um dos seus radares para ver qual dos demais navios identificava a transmissão no menor tempo possível.

TOM com oposição aérea

 Entre 07h e 11h toda a atenção estava focada num ataque aéreo contra o GT. A FAB operava o "Curioso", um P-95 de esclarecimento marítimo que daria as coordenadas para o ataque de um elemento de caças AMX, os "Fantasmas". A defesa contra este tipo de ataque  é uma atividade muito tensa mas, sem dúvida alguma, anticlimática. Durante as três longas horas o máximo que se percebe é o Bandeirulha orbitando no limite de seus sensores, sempre muito longe do arco de engajamento dos mísseis Sea Wolf e Aspide das fragatas. 

   Finalmente, perto do final da janela do exercício foi informado aos navios do GT que este exercício tinha sido alongado em mais uma hora, sendo encerrado às 12h.

Tela de radar no escuro do COC da BosísioLançadores sextuplos de SeaWolfO casulo cinza no topo do mastro dianteiro esconde os radares 967 e 966A antena cinza clara na frente da Bosisio é do radar 910


   O radar diretor de tiro do Sea Wolf, o Type 910 fica posicionado acima do passadiço e opera na banda X com um feixe muito estreito (+-1,5°). Porém, sem os radares Type 968 e 967, ele nunca encontraria sozinho o alvo no céu. O radar Doppler 967 fica posicionado de costas para o 968 e ambos são montados sobre um suporte giro-estabilizado no alto do mastro frontal da Type 22. Enquanto o 968 opera na banda S e faz a busca combinada aérea e de superfície e o 967, na banda L, por sua vez só reconhece alvos em movimento que se dirijam para o navio. Durante todo este exercício, o Comandante da fragata Bosísio, Capitão-de-Fragata Dantas, ocupou seu posto no COC. Por duas vezes, alvos foram identificados com possibilidade de ser a vaga atacante, porém logo se percebia que estes contatos eram errôneos.  Subitamente o Radar 967 "abriu" e as "baterias foram desmascaradas"...

  Na escuridão do COC um dos operadores informa o deslocamento dos Fantasmas: - Contato! As primeiras distancias relatadas em voz alta são em milhas, logo o operador passa a usar jardas, o caça se aproxima rapidamente para o ataque contra o GT. A cada trinta segundos uima nova distância, cada vez menor...subitamente a informação crucial:"Trecado!" Mais distâncias, sempre reduzindo, finalmente, como que num espasmo coletivo de alívio, a tensão é substituida pela esperança: "Sallva! Salva!" Cada "salva" é um lançamento simultâneo de dois mísseis Sea Wolf.

  Sozinho, o sistema de tiro do Sea Wolf decidiu o momento e o número de mísseis a serem lançados contra os caças "inimigos". No final, foram consumidos "cinco gatos", como são apelidados os SeaWolf, duas salvas duplas e um quinto míssil em seguida. Os Exocet são apelidados de "Bruxos" e os ASROC do Pará, são conhecidos como Basset"... 

   Por estarmos do lado oposto do quadrante por onde os aviões chegaram, se estivéssemos no passadiço não conseguiríamos nem contato visual com eles. Durante o exercício de transferência de óleo no mar (TOM), o NT Marajó passou combustível para a corveta Jaceguai e para a recém chegada corveta Frontin. Para a fragata Bosísio coube o papel de "guarda" seguindo o navio tanque e o CT Pará, a uma certa distância, para poder recuperar qualquer tripulante que por ventura caísse no mar durante esta manobra. Para aumentar o realismo, um "Óscar", (boneco do tamanho e peso aproximado de um ser humano), foi lançado do bordo direito do CT Pará para que nós o recolhêssemos. Como a distância estava pequena, imediatamente paralisamos as máquinas. A nossa lancha é de borracha com casco rígido e motor de popa, sendo tripulada por dois mergulhadores do GRUMEC. Um guindaste ergueu a lancha do convés e lentamente baixou-a pelo costado de bombordo até a superfície do mar calmo. Enquanto isso, todos os marinheiros nos conveses de vante procuravam pelo "Óscar" na superfície do mar. Logo o primeiro marinheiro começou a apontar conforme reza o procedimento normal destes casos, cada novo tripulante que também achava o acidentado passava a apontar também, logo todos estavam apontando em gestos repetitivos.

Light line com fragata classe NiteroiTimes em ambas as fragatas ocupam os convêses para realizar Light-LineMissão realizada a contentoO responsável pelo fuzil que dispara a
N/T G-27 Marajó Aproximando-nos para TOMOs suportes dos mangotes são a característica mais notável do Posicionados para TOM
Pronto para disparar a Passados os cabos de aço desce  o mangote para o TOMPassados os cabos de aço desce  o mangote para o TOMContato!

  A lancha contornou a proa da Fragata e seguindo o direcionamento dos marinheiros, logo encontrou no seu alvo. Um dos mergulhadores pulou na água e o outro o auxiliou a erguer o boneco para dentro do bote de borracha.

  Após os rápidos exames padrão, ainda na lancha, esta retornou para o lado da Bosísio, para ser recolhida. Para que as pessoas a bordo da lancha não caiam durante sua movimentação no guincho, existem várias cordas com nós, presas no cabo de aço produzindo um ponto de apoio firme. No convés, médico e os enfermeiros, aguardavam para prestar os primeiros socorros ao "acidentado". O procedimento é o mesmo, independentemente da hora do dia e do estado do mar.

Todos apontam para o A lancha de resgate a caminhoResgate
Erguendo a lancha de volta para o convésTrazendo o Medico e infermeiros realizam proimeiros socorros.os mergulhadores que realizaram o resgate
Recolocando a lancha no seu lugarRecolocando a lancha no seu lugarRecolocando a lancha no seu lugarcompartimento de sinalização com bandeiras

   A importância das manobras táticas

  Um navio de combate navegando sozinho no mar é limitado exclusivamente pelas suas características individuais. Uma Força Tarefa ou Grupo Tarefa, no entanto, somam as melhores características de cada um dos navios que a compõem. Especialmente no que se refere a sensores e armamentos isso se faz evidente. O Navio Tanque, por exemplo, embora desarmado e geralmente mais lento, oferece uma autonomia quase que ilimitada para suas escoltas, além da permitir-lhes a liberdade de navegar na sua máxima velocidade a despeito do elevado consumo de combustível que isso provoca. Navios com suítes avançadas de defesa aérea podem acomodar todos os navios do GT sob seu guarda-chuva de proteção contra ataques aéreos. Para que o Grupo tarefa funcione como uma unidade integrada os vários navios precisam ser capazes de navegar juntos, e esse é o objetivo principal dos constantes treinamentos de manobras táticas. Cada navio tem seu próprio comando e estes são subordinados ao Comando do GT. Cabe ao Comando do GT ordenar a mudança de formatura. Existem inúmeras permutações possíveis, cada uma mais adequada para um tipo de situação tática, ameaça aérea, ameaça de superfície, ameaça submarina...

O GT em formatura para fotoO GT em formatura para fotoO GT visto do arA silhueta elegante de uma das fragatas classe Niterói


   Normalmente os alvos de maior valor como um Navio Aeródromo ou, neste caso, o Navio Tanque, ficam no centro com as diversas escoltas criando várias camadas de proteção concêntricas ao seu redor. As características dos sensores e dos armamentos de cada navio definem qual posição da formatura este navio deve ocupar. Navios com radares melhores ficam a princípio nos flancos dianteiros e traseiros para que tenham visão desobstruída para além das bordas do GT. Escoltas com menor capacidade, por isso mesmo, recebem áreas de responsabilidade de menor tamanho e menos críticas. Como o cenário tático se alterna com fluidez durante a guerra, estas posições se alternam várias vezes ao dia ou, em alguns casos, por hora. Apenas o navio guia tem a preocupação de navegar, os demais, devem unicamente se preocupar em manter suas posições relativas a ele. Visando confundir qualquer navio ou submarino que esteja observando o movimento do GT com seus sensores, o papel de navio guia é alternado constantemente ao longo da comissão. 

   Todas as formaturas estão sempre definidas claramente nos manuais que são entregues antes da partida, algumas têm nomes padrão da OTAN. Porém, estes nomes podem ser trocados antes da partida para minimizar o risco de interceptação das comunicações por rádio.  Cada mudança de formatura e/ou mudança de posição do navio dentro da formatura envolve um risco real de colisão e por isso devem ser praticados regularmente com grande atenção. Cada navio tem sua própria característica de aceleração e de curva. Navegando num espaço restrito ao mesmo momento em que todos os demais também se movem, os oficiais do passadiço precisam conhecer profundamente seus navios para não causar uma colisão de resultados terríveis. Um navio guina no mar como  um carro faz curvas sobre o gelo, as vezes não basta apenas girar o leme pois a inércia vai modificar bastante o raio de curvatura do navio, levando o navio para o outro lado.

Mais do que descanso no Porto

  Durante os dois dias que passamos atracados no Porto de Vitória, os navios ficaram abertos à visitação pública. Infelizmente o tempo chuvoso não colaborou para que as pessoas saíssem de casa em grandes números. O período no porto também permitiu a realização de um exercício "Sabotex", onde, entre os inúmeros visitantes civis, havia militares a paisana que tentaram entrar nos navios com um pacote contendo uma "bomba" simulada. O objetivo do exercício é garantir a segurança dos navios mesmo com um fluxo grande de estranhos circulando a bordo. As áreas com acesso franqueado ao público, como sempre, eram apenas o Convôo, o Hangar e os passadiços exteriores. As visitas iniciavam às 13h e se encerravam às 17h. Desta vez os helicópteros passaram o fim de semana embarcados nos navios. O Super Lynx 4009 peado no convôo do CT Pará atraiu muitos curiosos que olhavam para tudo com a máxima atenção, alguns chegaram a sentar na cabine de comando e tiraram fotos segurando no manche. 

Comandante Capitão-deFragata  Dantas e seu Imediato Capitão-de-Corveta  Rocha, Capitão e imediato da Bosísio na partida em postos de combate.Passadiço durante a saída em postos de combate do canal do Porto de VitoriaPassadiço durante a saída em postos de combate do canal do Porto de VitoriaA terceira ponte denota o fim do canal do Porto de Vitória
O canal do Porto de Vitória é muito estreito e exige uma navegação muito delicada.CT Pará cruza o canal do Porto de VitóriaFragatas Niteroi e Indepêndencia ainda no porto  de Vitória aguardando sua hora de partida.CC Rocha coordena a partida da Bosísio

  Na manhã de segunda, uma nova partida para o mar, desta vez em postos de combate. Um após o outro, os navios passaram através do estreito canal que, serpenteando entre pedras e morros, conduz do Porto ao Oceano Atlântico. De um lado a ilha de Vitória e do outro as praias de Vila Velha, no continente. Em Vila Velha fica a Escola de Aprendizes Marinheiros do Espírito Santo. O último marco desta saída foi passar por baixo da terceira ponte que descreve um imenso arco sobre o canal. Do lado de fora do canal percebe-se o grande número de navios de carga civil que aguardam seu lugar para entrar no porto ou para se carregar de minério de ferro no Porto de Tubarão, localizado mais ao norte na região da Grande Vitória. Os primeiros navios a sair diminuem seu ritmo para permitir que os seguintes os alcancem e que possam entrar em formatura. 

Ataque coordenado "helo-ship"

  Uma pratica universal na moderna guerra naval consiste em atacar um outro navio simultaneamente com vários mísseis antinavio, lançados de distintos pontos, de maneira a sobrepujar as defesas de ponto do alvo e aumentar a probabilidade de sua destruição. A combinação helicóptero/navio é particularmente eficiente nesta forma de ataque. A primeira reação de um navio ao identificar o lançamento de um míssil contra ele está em guinar para apontar a proa ou a popa para o míssil e assim diminuir o tamanho do alvo. No entanto, se os mísseis vêm de ângulos distintos, ao guinar sempre haverá pelo menos um míssil se dirigindo perpendicularmente para o costado do alvo. Os mísseis Sea Skua dos Super Lynx são mísseis antinavios leves e a priori mais adequados para afundar lanchas de patrulha ou escoltas pequenas como corvetas. Porém, usados em conjunto com os mísseis antinavio MM38 Exocet da T.22 podem vir a destruir, danificar ou imobilizar alvos de maior porte. Na proa da Bosísio estão localizados dois conteineres de lançamento de Exocet. Em caso de crise, contudo, é possível adicionar sem maiores dificuldades mais duas unidades nesta posição, aumentando bastante a letalidade do navio.

  No meio da madrugada de quinta para sexta feira, entre 0h30min e 2h, os Super Lynx decolaram da Niterói e da Independência para realizar suas missões de ataque coordenado navio-helicóptero.

 Um convidado inusitado

  O planejamento original desta Aderex previa a participação de duas corvetas, a V-31  Jaceguai e a V-30 Inhaúma. No entanto, por razões diversas a V-30 acabou não suspendendo com o GT. No meio do segundo dia, porém, a corveta V-33 Frontin foi adicionada aos exercícios. Esta corveta estava terminando o CIASA após seu PMG e, desta inspeção, ela e sua tripulação passariam a estar aptos para operar em Grupo Tarefa. 

   Foi avaliado pela Esquadra que este exercício ofereceria aos oficiais e praças da V-33 exatamente os desafios que eles precisavam suplantar para mostrar que estavam prontos para seu pleno emprego na Esquadra. Inicialmente se esperava que a participação da Frontin seria pontual e limitada a alguns poucos exercícios, porém eles se mostraram um participante presente e ativo até a conclusão da Aderex. 
 

  Exercício de lançamento de cargas de profundidade

  Na manhã da terça-feira despertamos bem cedo, antes mesmo do início do café da manhã, para acompanharmos o Lynx 09 que pernoitou na Bosísio de volta para o CT Pará onde carregariam no nosso helicóptero a carga de profundidade a ser lançada  logo mais tarde junto com os outros dois AH-11A. A decolagem foi tranqüila e o dia estava lindo e sem nuvens. O sol nascente dava uma cor especial ao helicóptero. Pousamos no CT Pará e, enquanto aguardávamos o carregamento da arma, finalmente pudemos tomar nosso café da manhã. 

   No fundo do hangar da Pará existe um paiol onde os torpedos e as cargas de profundidade ficam armazenados. Para trazer a carga para o helicóptero que estava apeado no convôo, ela é colocada num carrinho amarelo baixo com rodas de borracha sólida. A carga de profundidade que foi trazida para o convôo era real,  por isso era prateada e não pintada de azul como o armamento de manejo normalmente visto nas fotos de aeronaves militares brasileiras. No nariz da Carga existe um seletor que permite determinar a que profundidade a carga deve explodir, seguindo as informações do COC este valor é inserido ainda no navio. 

   Infelizmente, um problema no cabide de armamento montado no 09 não permitiu prender a carga de profundidade na aeronave. Prova que mesmo com todas as precauções e cheques realizados no esquadrão antes do embarque, imprevistos acontecem no mundo real. Os demais Super Lynx que já estavam voando fizeram seus lançamentos na hora marcada e um deles foi chamado ao Pará para nos ceder seu cabide de armamento.  Nosso Lynx teve suas pás de hélice dobradas e foi rapidamente hangarado, abrindo-se assim espaço para o pouso do outro helicóptero. A retirada do cabide novo e sua inserção no 4009 foi rápida e logo embarcamos no nosso helicóptero para o lançamento, que ocorreu um pouco tarde, mas, sem qualquer problema. Infelizmente, os passageiros dentro do helicóptero que lança a carga não conseguem ver claramente sua explosão na água.

Tripulantes do CT Pará levam a Carga de Profundidade do paiol para o convôoA cor cinza denota armamento de emprego realChega o Super Lynx 14 para nos ceder o seu cabide de armamentoA extração do AH-11A do hangar do Pará é feito manualmente pois ele não conta com os guinchos elétricos das fragatas.
Após a partida do 14 nosso helicóptero é Esticando as hélices do Super LynxNuma antiga tradição militar os tripulantes mandam com a carga de profundidade, para o fundo do mar, algumas lembranças não muito agradáveis ...

 A bordo da F-48 Bosísio

  A Fragata Bosísio, originalmente batizada HMS Brazen (F-91), é uma das quatro fragatas Type 22 Batch 1 compradas pela Marinha à Royal Navy inglesa em novembro de 1994. Embora ela tenha sido a terceira a ser recebida em 30 de agosto de 1996, foi a última a ser construída, sendo entregue em 2 de julho de 1982, pouco após o fim da Guerra das Malvinas. 

   A HMS Brazen realizou comissões no Golfo Pérsico, nos mares Mediterrâneo e Adriático, no Oceano Índico e, por diversas vezes, operou no Atlântico Sul. Durante seus anos na Royal Navy ela participou do conflito no Líbano em 1983, na primeira Guerra do Golfo, entre 1990 e 91, e no bloqueio naval da OTAN aos sérvios durante a Guerra Civil na Bósnia, sua última comissão antes de ser recebida pela Marinha do Brasil. Comparada com os modelos iniciais da sua classe, a Bosísio apresenta algumas pequenas diferenças como um convôo quadrado, sem recorte e um passadiço mais amplo com a frente reta. As fragatas Type 22 Batch 1 não tinham canhão na proa e eram focadas na guerra anti-submarina. Seu armamento antiaéreo era o míssil de defesa de ponto Sea Wolf. Na esquadra inglesa a defesa anti-aérea era trabalho para os destróieres T.42.


Interior do paiol de pronto-uso de vante  onde ficam os  Sea Wolf
 
Praça demonstra o transporte dos míssis para fora do paiol.No fundo do paiol está o elevador dos mísseisCaixa para desativar o movimento do lançador de Sea Wolf por segurança
Interior do lançador do Sea WolfRampa para municiar o lançador com o missil Sea WolfMissil Sea Wolf de manejoMissil Sea Wolf de manejo
Tripulação miniciando o lançador com um missil Sea Wolf de manejoTripulação miniciando o lançador com um missil Sea Wolf de manejoTripulação checando os últimos detalhesMiisil Sea Wolf já dentro do lançador


   Durante a nossa volta pudemos acompanhar bem de perto os exercícios de carregamento e descarregamento de míssil Sea Wolf e do Torpedo Mk-46. As Type 22 contam com dois paióis de mísseis Sea Wolf, um a ré, na lateral do hangar de helicópteros e outro localizado a vante. Ambos contam com elevadores estreitos que ligam os pisos inferiores aos conveses onde se encontram os dois lançadores. Neste nível superior ficam localizados os paióis de pronto uso, de onde os mísseis são retirados para serem montados nos lançadores. Adicionalmente, numa situação de crise, a fragata deixaria o porto já com doze mísseis montados nos lançadores, seis em cada um. Para evitar acidentes, ao lado da porta externa do paiol de pronto uso existe um  painel com um botão que desativa a movimentação do lançador e o lançamento de mísseis, enquanto o processo de recarregamento estiver em curso. 

Torpedo sendo retirado do elevadorTorpedo alinhado com o lançadorTorpedo alinhado com o lançadorLenvando o Torpedo até o lançador
Torpedo sendo colocado dentro do lançadorTanque de pressão/fundo do tubo do lançador de torpedosAtarrachando o fundo do lançadorPerigo! Tubo carregado!


   Da mesma forma os torpedos Mk. 46 são armazenados no paiol de ré e sobem num elevador próprio para o convés externo onde estão localizados os tubos lançadores. O piso entre o elevador é interrompido por obstáculos que obrigam o uso de plataformas metálicas removíveis que criam uma pista totalmente desobstruída para o carrinho que transporta o torpedo. Estas plataformas ficam armazenadas e na hora do emprego são dispostas manualmente no piso. Para este exercício foi retirado o torpedo de manejo que se encontrava dentro do tubo, levado ao elevador e o mesmo torpedo voltando a ser instalado dentro dos tubos. Para ter acesso ao seu interior, a parte esférica da traseira do tubo, é desatarraxada, removida e armazenada num apoio específico para ela, localizado na parede externa da superestrutura. Este componente é um tanque de alta pressão responsável pelo lançamento do torpedo. Em seguida, uma peça retangular que mantém o torpedo firme na sua posição sai deslizando para trás nos trilhos. Após isso, o carrinho é posicionado na saída do tubo e o torpedo é extraído lentamente para dentro de um elevador móvel, sustentado por cabos de aço. Um guincho manual permite baixar e erguer o torpedo no carrinho. Uma vez preso o torpedo no carrinho, tanto os apoios laterais quanto o guincho são destacados para maior mobilidade do carrinho. O processo de  carregamento do torpedo é exatamente o inverso da sua remoção dos tubos. 

Tiro sobre alvo de superfície

  As duas Classe Niterói, o CT Pará e as corvetas dispararam contra um alvo rebocado pelo rebocador de alto-mar Tridente R-22. O alvo é um flutuador com refletores de radar para representar um alvo de maior tamanho para os radares e sistemas de guerra naval das escoltas. A Bosísio não participou ativamente deste exercício por não ter um canhão de proa.

Conclusão

  Este exercício teve uma duração mais curta que o normal, porém, mantendo um número alto de eventos. Tanto a perna de ida para Vitória quanto a de retorno para o Rio duraram, cada uma, apenas dois dias e meio.

  Excepcionalmente na conclusão desta Aderex, antes de entrarmos na Baía da Guanabara o NT Marajó, a fragata Independência e a corveta Jaceguai se destacaram dos demais navios e seguiram para realizar um exercício Passex com os dois navios escola da marinha francesa o porta-helicópteros Jeanne d'Arc e a fragata Georges Leygues que nos visitavam em sua viagem anual de instrução de guardas marinha.

As duas mesas na Praça D'Armas da Bosisio é uma das pequenas diferençcas para sua irmã a RademakerQuase entrando na Baía da Guanabara de voltaA bandeira de faina da Bosísio Uma das Classe Niterói, contra o por do sol, ja devidamente ancorada na Base Naval do Rio de Janeiro

 Caracteristícas F-48 Bosísio

Batimento de Quilha: 18 de agosto de 1978 
Lançamento: 4 de março de 1980 
Incorporação (RN): 2 de julho de 1982
Baixa (RN):  30 de agosto de 1996 Incorporação (MB): 30 de agosto de 1996 

Deslocamento: 3.900 ton (padrão), 4.400 ton (carregado). 
Dimensões: 131.2 m de comprimento, 14.8 m de boca e 6.0 m de calado. 
Propulsão: COGOG (Combined Gas or Gas) com 2 turbinas a gás Rolls-Royce Olympus TM3B de 27.300  shp cada; 2 turbinas a gás Rolls-Royce Tyne RM1A de 4.100 shp cada, acopladas a dois eixos com hélices passo variável.

Eletricidade: 4 geradores diesel Paxman Ventura 12PA 200CZ de 1.000 kw cada.

Velocidade: máxima de 29 nós (turbinas Olympus), cruzeiro de 18 nós (turbinas Tyne).

Raio de ação: 1.200 milhas náuticas a 29 nós (turbinas Olympus) ou 4.500 a 18 nós (com turbinas Tyne).

Armamento: 4 lançadores de mísseis superfície-superfície MM 38 Exocet; 2 lançadores sêxtuplos de mísseis antiaéreos de defesa de ponto Sea Wolf GWS 25 Mod. 0; 2 metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1 de 20 mm em dois reparos singelos e 2 lançadores triplos STWS Mk 2 de torpedos A/S de 324mm. 
Sensores: 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) Marconi Type 967-968; 1 radar de navegação Kelvin-Hughes Type 1006; 2 radares de direção de tiro Marconi Type 910 (GWS 25 Mod.0); 2 ofuscadores laser tipo do tipo DEC; CME Racal Type 670; MAGE MEL UAA-1; 4 lançadores sêxtuplos de chaffs/flares SRBOC Mk 137; sonar de casco Ferranti-Thomson Type 2050, telefone submarino Type 2008 e engodo rebocavel para torpedos Graseby Type 182.

Sistema de Dados Táticos: CAAIS, com Link 11 e 14. 
Aeronaves: 2 helicópteros Westland AH-11A Super Lynx.

Tripulação: 213 homens, sendo 19 oficiais e 194 praças. 
 
 
 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.