ROU Gen Artigas - A Estréia do 6° General PDF Print E-mail
Thursday, 27 March 2008 20:43

  

A Estréia do Sexto General - A bordo do Gen Artigas (ROU 04)
Devido ao lançamento dos SeaWolf na véspera, tivemos de acomodar num só dia a visita ao ROU Artigas e ao ARA Almirante Brown. Para isso, novamente fizemos os dois vôos bem cedo desde a Rademaker e chegamos em tempo para tomar café da manhã na Praça d’Armas com os oficiais do navio. Fomos recebidos pelo Oficial de Logística CC Álvaro Rey e pelo imediato CF Otto Gossweiler.
Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
ROU Artigas  deslocando-se para o exercício.ROU Artigas  deslocando-se para o exercício.Manobras táticasManobras táticas
A Marinha do Uruguai participou de todas as UNITAS até hoje e como é uma força enxuta, é fácil encontrar oficiais e praças com quatro ou mais passagens por este exercício. A despeito do seu pequeno território, o Uruguai é um dos mais destacados contribuidores para as missões de paz da ONU. Apenas para a atual missão no Congo, o Exército Uruguaio enviou 2500 homens. Para se ter uma medida para avaliação, esse número é o dobro do comprometimento humano dos brasileiros no Haiti. Uma missão inusitada no Congo é a de patrulha fluvial, onde as lanchas que eles usam tiveram de ser levadas para lá de avião. Segundo os CC Rey do Artigas: “É justamente nossa complexa e rica matriz étnica, que faz com que nós sul-americanos sejamos muito eficazes como soldados de forças de paz. Por aqui não temos graves problemas raciais, religiosos ou econômicos que nos conflitem com os povos locais.”
Visão da equipe de operações aéreasOLP uruguaioPraça D'ArmasBeliches dos sub-oficiais
Justamente para apoiar esta presença de militares uruguaios no exterior é que foi adquirido este novo navio logístico. O General Artigas é a mais recente adição à frota da Marinha do Uruguai tendo sido vendido por meros US$700.000, ou seja, praticamente doado. Em sua vida anterior, ele foi o Freiburg (A1413), um dos oito Supply Tenders da Classe Luneburg (Type 701), na Marinha alemã. Os navios da classe incluíam o Luneburg, o Glucksburg, o Meersburg e o Nienburg . O Freiburg foi fabricado no Estaleiro Blohm+Voss, em Hamburgo e entregue à Marinha Alemã em 27 de maio de 1968. Todos estes navios foram comissionados no ano de 1968 sendo construídos para apoiar a frota de oito fragatas da classe Bremen (F122). Estes navios transportavam desde víveres secos e congelados até 224 torpedos e mísseis Exocet. O navio conta com um avançado conjunto de guinchos, gruas, elevadores e transportadores de pallets que permitem a transferência destas cargas de qualquer um dos seus compartimentos de carga para os demais navios sem que seja necessário estar no porto. Um destes elevadores pesados sobe até o ponto mais alto exterior do convés para ser finalmente transportado pelo guincho principal para outros navios. Durante um overhaul profundo em 1982 o Freiburg foi alongado em mais 14 metros, sendo o único navio desta classe que sofreu essa modificação. Um de seus gêmeos com o casco mais curto foi vendido ao Egito, dois foram para a Colômbia e dois para a Grécia. O General Artigas é capaz de transportar nos seus tanques, ao mesmo tempo, 700.000 litros de óleo diesel e 205.000 litros de Jet-A1 para os helicópteros. De carga, sua capacidade alcança as 300 toneladas, mas parte do espaço de porões será sacrificada em breve pela conversão de um dos compartimentos de carga em camarotes para acomodar mais de 230 fuzileiros navais de cada vez.
Presença feminina à bordo.Um dos membros da equipe da cozinha fazendo pãoPreparando o almoçoRefeitório dos sub-oficiais
A velocidade máxima do Artigas está determinada em 17 nós, mas em serviço uruguaio o máximo experimentado até hoje foi 15 nós. Os sistemas de ar-condicionado foram modernizados e melhorados pela marinha alemã para a execução de uma missão na costa do Marrocos, sendo esta a primeira vez que este navio operava em uma região mais quente do que os mares do norte europeu. Este é o sexto navio uruguaio a ostentar o nome de General Artigas, e esperam que ele ainda deva ter entre 11 e 15 anos de operação econômica pela frente. O imediato comentou que “Este navio é bastante econômico, seus dois motores gastam apenas entre 10 e 12000 litros de diesel por dia navegado”. O complemento normal do Artigas é de 15 oficiais e 92 praças. Durante a UNITAS estavam com 10 oficiais adicionais de Estado Maior e apenas 77 praças.
Espaço que era destinado ao armazenamento dos misseis Exocet pela marinha alemãGruaEspaço para cargas em PalletsEquipamento para transportes de Pallets
Embora os uruguaios tenham sua força aeronaval há 80 anos, e que ao fim da II Grande Guerra era provavelmente a mais avançada do continente, este é apenas o primeiro navio da frota capaz de operar helicópteros para pouso e decolagem. Ao chegar da Europa o navio foi direto para a Região dos Lagos na costa do Rio de Janeiro para começar o processo de qualificação do seu convôo para uso dos helicópteros uruguaios. Para isso, um número de elementos mais altos do que uns poucos centímetros foram cortados e uma nova marcação de pouso foi pintada conforme os padrões adotados pela MB. Coube à Marinha do Brasil auxiliar a do Uruguai neste esforço, inclusive, a MB doou um Helibras HB-355 Esquilo bi-turbina para operação embarcado no Artigas. Aguarda-se apenas os trâmites burocráticos para a entrega da aeronave. A relação entre as duas marinhas é forte e antiga. Os pilotos de asa fixa da Armada Uruguaia fazem sua conversão para helicópteros na Base Aero-Naval de São Pedro d’Aldeia, enquanto vários pilotos da MB se formaram como pilotos de asa fixa no Uruguai. “Para as nossas marinhas, o Mercosul existe muitos anos antes do início do acordo comercial!” disse satisfeito o Capitão de Corveta Álvaro Rey.
Todo espaço disponivel é utilizadoVisão frontalCompartimento de cargaCompartimento de carga aberto
A maioria dos compartimentos ainda está identificada por placas em alemão, isso só virará espanhol com o passar do tempo. O navio conta com dois reparos duplo de canhões de 40mm, um na popa e outro na proa, o que não é pouco uma vez que não se espera que um navio deste tipo navegue sem estar devidamente escoltado. A ligação da Marinha Uruguaia com a Deutsche Marine alemã já vem de alguns anos. Recentemente eles receberam uma série de navios caça-minas que anteriormente pertenceram à Marinha da Alemanha Oriental, antes da fusão.
Capitão de Fragata Otto Gossweiler e Capitão de Corveta Álvaro Rey PassadiçoPassadiçoConvôo
Comando de disparo do reparo duplo de 40mmEsquilo do HU-1 pronto para decolarEsquilo do HU-1 decolando em direção ao Destroyer  ARA Almte. Brown

  Logo após o almoço chegou o Esquilo para nos levar para o destructor argentino ARA Almirante Brown.

Last Updated on Tuesday, 17 March 2009 10:44
 

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