HMS Spartan no Rio de Janeiro PDF Print E-mail
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Sunday, 09 November 2008 22:26
 
 

 

HMS Spartan visita o Rio de Janeiro

O HMS Spartan, (S105), submarino nuclear da Classe Swiftsure da Royal Navy, partiu em 2005 para sua última comissão e permanecerá no mar, efetuando treinamento de operações marítimas,até dezembro de 2005. Em janeiro de 2006 ele será retirado de serviço.

Close da Vela do submarino Close da Vela do submarino Close da Vela do submarino Close da junção entre a Vela e o Hangar do DSRV

Segunda feira, 08 de Agosto. O submarino Inglês HMS Spartan chega silenciosamente ao Rio de Janeiro. A parada no Brasil não foi apenas para descanso da tripulação. Aqui o HMS Spartan encontrou o RFA (Royal Fleet Auxiliary Ship) Diligence, um NaApLog (navio de apoio logístico) com tripulação civil, que presta suporte à frota da Royal Navy pelo mundo. Nessa escala foram transferidos víveres para a longa jornada que o HMS Spartan terá pela frente, em direção ao Oceano Indico. Entre as atividades de preparo para essa longa missão foi a substituição do um conjunto de "cânisters" (filtros de carvão ativado) que retém o gás carbônico (CO2),purificando o ar durante os longos períodos submersos.

Close dos periscópios Vista de todos periscópios e antenas  RFA DiligenceRFA Diligence na Baia de Guanabara RFA Diligence com o HMS Spartan RFA Diligence com o HMS Spartan 

Nessa visita ao HMS Spartan fomos recebidos pelo próprio Comandante Paul Halton e pelo Adido naval Britânico em Brasilia Comandante Richard Harrison. Caminhar pelo interior de um submarino nuclear é uma experiência fascinante, suas instalações são muito confortáveis para um submarino. Apesar de sua idade avançada, 28 anos, ele ainda é uma fabulosa arma de dissuasão, impondo respeito em qualquer cenário. É no compartimento de Comando e Manobra, que o comandante pode usufruir de toda a tecnologia que o submarino carrega. Pode-se observar os dois periscópios, de navegação e de ataque, os consoles dos sonares, radar e equipamentos de comunicação.
Close dos filtros  Comandante Paul Halton Crianças da Associação Beneficente São Martinho entrando no submarino pela 1ª vez- Notar o interior do hangar do DSRV Membro da tripulação em frente ao painel de controle  do submarinoVisão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan

 

Aproveitando sua estadia no Rio, alguns eventos sociais foram agendados pelo Consulado Britânico, dentre eles a visita de crianças da Associação Beneficente São Martinho, que puderam ter o privilégio de ver de perto um submarino nuclear.

Durante a sua saída do Rio de Janeiro, o HMS Spartan foi acompanhado do supply-boat TS Valente, que executou fora da Baia de Guanabara, uma faina com o submarino para a conexão de um equipamento sonar-rebocado.

Agora em sua última comissão o HMS Spartan está pronto para se defrontar com todos os desafios que aparecerem em seu caminho.

Controle de subida e descida dos periscópios Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Close do periscópio Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Visão geral dos equipamentos da sala de Comando e Manobra do HMS Spartan Close do periscópio
 
Histórico 
Lançado em 7 de abril de 1978 por Lady Lygo, esposa do Almirante Sir Raymond Lygo. O navio foi construído pela Vickers-Armstrong (agora divisão da BAE Systems).Tendo sido comissionado em 1979.
HMS Spartan recebeu a ordem de partir para as Ilhas Falklands dois dias após a invasão Argentina em 30 de março de 1982. O HMS Spartan foi o primeiro navio a chegar nas ilhas e iniciou a patrulha na zona de exclusão marítima de 200mn ao redor das ilhas, imposta pelos britânicos. Logo no início localizou um mercante argentino minando o porto de Port Stanley, mas recebeu ordens para não atacar. Essa ordem veio pois os britânicos não queriam iniciar a guerra antes de suas forças estarem prontas. Seu “silêncio” só poderia ser quebrado caso o Porta-aviões 25 de Mayo fosse localizado. Ao contrário do HMS Conqueror, que abriu fogo contra o Cruzador General Belgranocom a morte de 323 de seus tripulantes, o HMS Spartan mostrou seu valor efetuando missões de reconhecimento para a Força Tarefa, inclusive nos movimentos do porta-aviões inimigo.
 
Praça D'Armas Prático deixando o sub - notar o conector do sonar rebocado à direita do marinheiro Iniciando a saída do Rio de Janeiro HMS Spartan saindo lentamente
 Close da pôpa com os tripulantes preparando o cabo para conectar o sonar rebocado Últimos ajustes ainda dentro da Baia de Guanabara Últimos ajustes ainda dentro da Baia de Guanabara TS Valente acompanhando o submarino
Em 1999 o HMS Spartan foi equipado com mísseis de cruzeiro Tomahawk TLAM-C (Tactical Land Attack Missile - Conventional) Block IIIC. A sua sala de torpedos é enorme, compatível com a grande quantidade de mísseis de cruzeiro e anti-navios carregados à bordo. No conflito de Kosovo, num momento em que o clima se tornou muito ruim, o HMS Splendid com seus mísseis Tomahawk era a única unidade européia capaz de sustentar o bombardeio das posições sérvias. Foi estimado que a conversão dos submarinos ingleses para uso dos Tomahawk teria custado algo na faixa de 300 milhões de Libras. Além dos Tomahawk, o HMS Spartan também pode disparar mísseis UGM-84B Sub Harpoon Block 1C contra alvos de superfície localizados a até 130 km de distância 

O armamento principal do HMS Spartan contra outros submarinos são os modernos torpedos guiados por fio, Spearfish, porém ainda podem lançar os antigos torpedos Tigerfish caso seja necessário.

TS Valente acompanhando o submarino TS Valente acompanhando o submarino HMS Spartan com o centro do Rio de Janeiro ao fundo Aumentando a velocidade com o Pão de Açucar do lado 

A Classe Swiftsure é a Classe de submarinos de ataque nuclear(SSN) mais antiga em serviço na Royal Navy. Originalmente 6 navios foram construídos, porém o HMS Swiftsurefoi descomissionado em 1992 após um grave acidente. O HMS Splendid foi retirado de serviço em 2004 devido aos cortes no orçamento. Toda Classe deverá ser retirada de serviço até o fim da primeira década do século 21. Mesmo sendo veteranos os Swiftsure podem se orgulhar de poder dar a volta ao mundo sem que seja necessário vir à superfície para qualquer razão.

 Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico

 Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico Sequência da saída do HMS Spartan da Baia de Guanabara  deixando o Rio de Janeiro rumo ao Oceano Indico

          O Comandante

Classe Swiftsure está sendo paulatinamente substituída pela novíssima Classe Astute.

Nascido em 1967, Paul Halton entrou na Marinha Britânica como graduado do Naval College em 1985 após ganhar uma bolsa Seu treinamento, o Fleet Time, ocorreu no HMS Sirius durante 1987 antes do curso de OOW e sua qualificação como submarinista.

Seu primeiro posto foi como Casing Officer no HMS Trafalgar. Ao fim do seu treinamento de navegação em 1991, retornou a Frota de superficie como navegador da fragata (T.22) HMS Beaver durante 18 meses em que o navio chegou a participar de uma comissão no Oriente Médio. Uma comissão no HMS Tireless (Trafalgar Class) e um período de treinamento de staff no Royal Navy College Greenwich ocorreram em seguida. Cumpriu Curso Avançado de Guerra Submarina e em 1994 recebeu a “Howard Johnson Memorial Sword” como o melhor aluno daquele ano, passando outros 14 meses no staff da Escola de Submarinos da Marinha Britanica. Entre 1995 e 1998 serviu como Oficial de Operações no HMS Sovereign, assim que este submarino emergiu de uma extensa reforma no Estaleiro Rosyth. Passou pelo duro curso de formação de Comandantes de Submarino da Royal Navy, o "Perisher", em 1999 e foi designado imediato do HMS Splendid (Swiftsure Class). Com três anos na função de Conselheiro de Navegação de Submarinos trabalhando junto ao Flag Officer Submarines e posteriarmente ao Comandante em Chefe da Frota, recentemente ele alcançou o ápice da sua carreira com o comando de um dos submarinos da frota oceânica da Royal Navy.Deslocamento: 4.400t e 4.900t submerso

Especificações Técnicas 

Comprimento: 83m

Boca: 9,8m

Calado: 8,5m

Reator Nuclear: 1 Pressurised water-cooled

Maquinas: 2 General Electric geared Steam Turbines 15000 shp; 1 Paxman auxiliary diesel; 4000 hp; 1 shaft. W.H. Allen turbo-generator sets.

Elétrica: 112 cell emergency battery with diesel generator and electric motor for emergency drive.

External Gear: Control gear by MacTaggart, Scott & Co Ltd for: attack and search periscopes, snort induction and exhaust, radar and EW masts, ALK buoy. The forward hydroplanes house within the casing.

Radar: Search: Type 1006.

Sonar: Types 2001, 2007, 183 and 2024 or 2026 towed array.

Tripulação: 13 oficiais e 103 praças

Armamento: 5 tubos capazes de lançar Torpedos Spearfish e Tigerfish, mísseis anti-navio Sub-Harpoon e mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Submarinos da Classe Swiftsure:

S126 Swiftsure (retirado de serviço em 2002)
S104 Spectre (em serviço)
S105 Spartan (em serviço)
S106 Splendid (retirado de serviço em 2004)
S108 Sovereign (em serviço)                                                                                                            S109 Superb (em serviço) 

 
Last Updated on Monday, 16 March 2009 22:47
 

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