Fuzileiros se preparam para Haiti- Parte 2 PDF Print E-mail
Tuesday, 25 March 2008 20:47

 

Parte 2

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Orelhões podem ser usados pelas tropas para o contato com as suas famílias. Além disso, existem micros com acesso à Internet e com programas tipo 'Skipe',  para aqueles que são mais íntimos da informática. As boas e velhas cartas circulam por correio diplomático ou nos aviões cargueiros quinzenais da FAB, o que for mais rápido. Embora a infra-estrutura seja boa e esteja pronta, existe muito trabalho para mantê-la funcional.

Da experiência vivida nestes primeiros três meses de participação na MINUSTAH, algumas lições já foram aprendidas. Em prol de uma maior mobilidade, o novo contingente trocará seus dois cantis de água, tradicionalmente presos na cintura, por um novo "cantil costal" de dois ou três litros. Inovador, ele é vestido como um colete e conta com um canudo flexível permanentemente posicionado próximo à boca do soldado. (Veja foto abaixo).

Os veículos que já estão no Haiti continuarão a ser utilizados, pois estão em bom estado de uso. Além da adição de holofotes direcionáveis, os montantes das metralhadoras e 'minimi' destes jipes e caminhões estão sendo modificados localmente, para dar mais flexibilidade no emprego e facilitar o acesso ao veículo.

Concebidos para operar nas praias e nos campos, o uniforme do Fuzileiro passa a incluir joelheiras para proteger as suas pernas do impacto contra superfícies pavimentadas e asfaltadas, características da operação urbana que se verifica lá.

O período no campo de adestramento foi dividido em duas grandes atividades, três dias de oficinas teóricas enfatizando detalhadamente cada um dos procedimentos padrão a serem executados pelas tropas. E em seguida, quatro dias de exercícios simulados aplicando estes procedimentos num cenário muito próximo do real. Como uma contrapartida pelo tanto que os exercícios dificultaram a vida dos moradores de Itaóca foi montada uma pequena operação de assistência social na comunidade carente de Vila do Gomes no município de Itapemirim onde fica a praia de Itaóca. Dez adultos e dez crianças foram atendidos e assistidos pelos médicos do Grupamento, embora no Caribe sua função deva estar restrita a cuidar da saúde da tropa.

Na MINUSTAH não existe folga fora do quartel, simplesmente não existe qualquer lugar para se divertir ou passear. Mesmo uma ida à praia envolveria escolta, por isso se diz que os brasileiros só saem do quartel em patrulha e que todos "usam camuflado 24 horas".

Os ensinamentos da operação no Haiti já estão sendo incorporados ao planejamento de longo prazo do Fuzileiros. Um destes é de que todos os veículos blindados dos Fuzileiros são sobre lagartas e foram considerados pesados demais e em geral menos apropriados para esta missão do que os blindados Urutu do Exército. Como os veículos de transporte de tropas M-113 estão chegando ao final de suas vidas úteis, a área de Material dos FN está começando a olhar com maior atenção para novos modelos de veículos blindados, tanto os com pneus, quanto os de lagartas. 

O Comandante Queiroz, antes desta comissão, estava lotado na Secretaria de Política Estratégica e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, na Divisão de Organismos Internacionais. Sua experiência internacional inclui: duas missões como observador, em 91 na ONUCA, na América Central, e na UNOSAL, em El Salvador em 92.   

Agradecemos ao Comandante  Queiroz e Comandante  Mesquita, seu oficial de RP, a atenção que possibilitou  essa reportagem sobre a preparação dos Fuzileiros para a Missão de  Paz, no Haiti, no Campo de Adestramento de Itaóca(ES).

 

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Last Updated on Tuesday, 25 March 2008 20:57
 

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