A bordo do Navio Patrulha com a ALIDE! PDF Print E-mail
Tuesday, 25 March 2008 21:49

 

A missão de Patrulha na Marinha do Brasil

 No último ano, finalmente começou a ser debatido adequadamente a importância estratégica e econômica da defesa da nossa costa marítima. Foi a Marinha do Brasil quem melhor qualificou esta área com extensão de mais de 4,5 milhões de Km2, composta da nossa Zona Econômica Exclusiva e da Plataforma Continental, como uma nova “Amazônia Azul”. Ao longo de nossos mais de 8.000km de costas, existem imensas riquezas que devem ser utilizadas de maneira consciente e responsável para benefício de todos os brasileiros.

Nesta região, cabe à Marinha do Brasil a tarefa árdua de coibir a atuação pessoas ou grupos que se dediquem a atividades criminosas ou que ameacem a segurança nacional, como: piratas, traficantes de armas e de drogas, assim como pesqueiros em atividade ou situação irregular. A estas atividades fundamentais se soma a importantíssima função de resgate de tripulações de navios acidentados ou afundados. Atualmente 95% do comércio exterior do Brasil se dá via marítima, e mais de 80% das nossas reservas de petróleo identificadas estão localizadas sob o mar, especialmente na Bacia de Campos, gerando uma atividade de 22 bilhões de dólares por ano, em cerca de 2 milhões de barris de petróleo por dia. Ser capaz de garantir a produção contínua e a segurança e integridade física dos navios e das 33 plataformas de petróleo nesta região, é crucial para a independência e segurança nacional.

Dentro deste espírito, em 06 de Julho de 2004, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto criando a Patrulha Naval da Marinha, regulamentando e autorizando a Marinha do Brasil a apresar navios irregulares em águas brasileiras, permitindo ainda, abrir fogo contra embarcações que tentem fugir.

Clique aqui para ler o Decreto

 

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.

Atualmente, para a função de patrulha oceânica a MB conta com 16 unidades de Navio Patrulha. Destes, quatro são da classe Bracuí (ex-Marinha Britânica classe River) e estão com o 5o Distrito Naval, baseados em Rio Grande , no sul do país. As outras doze unidades são novas, da Classe Grajaú, um projeto da Vosper QAF Pte. de Cingapura, a fabricação destes navios acabou dividida entre o estaleiro Mauá, o Arsenal de Marinha, INACE (em Fortaleza) e o Estaleiro alemão Peenewerft. Entregues entre 1993 e 2000 estes NPa operam a partir de Belém, Natal, Salvador e Rio de Janeiro. 

Para compreender a escala, extensão e importância das atividades de patrulha da Marinha na área da Bacia de Campos, a ALIDE visitou o 1o. Distrito Naval para entrevistar o Capitão-de-Mar-e-Guerra Carlos Alberto Tormento, Comandante do Grupamento Naval do Sudeste, subordinado ao 1o. DN. Em seguida, saímos em patrulha a bordo do NPa Gurupi na Operação Marlin XXII, realizada ao largo da costa do Rio de Janeiro, venha conosco nesta aventura.

 Operação Marlin XXII

    Em função da descoberta de novos campos de petróleo dentro da Bacia de Campos, faz se necessário a presença constante de navios patrulha da MB na região, dando apoio e segurança as operações de petroleiros, navios de apoio, as plataformas e aos barcos de pesca que navegam entre 60 e 100 milhas da costa. As atividades dentro da Bacia de Campos não param nunca e é muito importante que barcos não autorizados, fiquem afastados em nome da segurança. Existem inúmeras ligações, cabos e tubulações entre as plataformas e os poços de petróleo, que correm o risco de serem danificados ou até se romperem causando vazamento, e com isso um acidente ecológico de grandes proporcões na região. Mergulhadores diariamente estão trabalhando embaixo das plataformas e quando redes e linhas de pesca são lançadas pelos barcos, sua segurança é posta em risco. Os peixes são atraídos pelas cracas que se formam nas estruturas das plataformas e para os pescadores, quanto mais perto, maiores são as chances de sucesso. Infelizmente, esta atividade põe em risco a segurança das operações nas plataformas. A Petrobras tem projetos em andamento, de construções de armações para serem lançadas fora da área das plataformas, visando a criação de viveiros de peixes e com isso afastar definitivamente os pescadores da Bacia de Campos.    

O NPa Gurupi P-47, sob o comando do GrupNSE, subordinado ao 1º Distrito Naval - RJ, suspendeu no último dia 21 de Novembro do Rio de Janeiro com destino a área da Bacia de Campos afim de cumprir mais uma missão de patrulha naquela região, seu comandante atual é o Capitão-Tenente Leonardo Barreira.

O NPa Gurupi foi construido na Alemanha no estaleiro Peene-werft GmBH Wolgast, seguindo projeto do estaleiro Vosper Naval Systems Pte. Ltd., tendo sido lançado em 06/09/1995 e comissionado em 15/12/1995. O projeto surpreende por seu design, em que a primeira vista, não se tem noção de quão confortável é este pequeno navio. Apesar de seu tamanho, ele é muito bem equipado para o tipo de missão que se destina. Tendo a bordo uma tripulação de 29 homens, sendo 4 oficiais, o “Gurupi” segue para mais uma jornada.

 A ALIDE à bordo do NPa Gurupi da Marinha do Brasil. 

Amanhece e já estamos na área determinada para o inicio da operação. Tendo sob seu comando uma tripulação bem treinada, o Cmte. Barreira leva o Gurupi para um determinado ponto dentro da Bacia de Campos, para encontro com o helicóptero designado para fazer o esclarecimento de uma área à ser determinada pelo Cmte. Mas, logo no inicio já avistamos pelo radar, uma embarcação a menos de 500 metros de uma plataforma. Interessante notar que apesar do contato radar, pela distância não dá para precisar através da tela, que tipo de embarcação é, mas com o treinamento, o observador no passadiço não só enxerga a embarcação, como diz ao Cmte. o tipo e a distância em que se encontra. Inicia-se então o procedimento para contactar o pesqueiro, praticamente no mesmo instante em que o helicóptero se aproxima do navio. O Cmte. Barreira designa uma área para que o helicóptero faça a patrulha, otimizando sobremaneira a função do navio. Já em contato rádio com o pesqueiro, o Cmte. ordena que o mesmo pare as máquinas, e se prepare para ser abordado pelo NPa.

O Cmte Barreira designa um membro da tripulação para proceder a checagem dos documentos, material de salvatagem, primeiros socorros e extinção de incêndio, todos equipamentos obrigatórios para embarcações. Tudo checado, docs. e equipamentos ok, o pesqueiro é orientado a se dirigir para a Delegacia da Capitania dos Portos em Macaé , para ser autuado uma vez que foi flagrado pescando num raio inferior a 500 metros da plataforma. O navio informará a Delegacia em Macaé os dados sobre a embarcação e a infração cometida.

O navio então se posiciona em novo rumo, desta vez para o ponto de encontro com a aeronave. O exercício será para qualificação da tripulação tanto do helicóptero quanto da tripulação do navio. Todos os envolvidos já estão prontos com seus coletes coloridos sendo o amarelo o OLP (oficial de lançamento e pouso), 2ºTenente Mercês, o vermelho o Lider (combate à incêndio), 3ºSG-TL Meireles, o azul aos auxiliares do Lider e branco do enfermeiro, CB-EF Charlston. O oficial responsável em coordenar com a aeronave, será o OLP, ele coordenará todo o procedimento de aproximação com o navio. Ele e sua equipe já estavam prontos aguardando contato com a aeronave. O helicóptero é um Esquilo bi-turbina AS355-F2 HU-13- 7069 do Esquadrão HU-1 da base de São Pedro D'Aldeia e após contato rádio com o navio, faz a sua primeira passagem, preparando-se para hoverar sobre a pôpa do navio. Aproximação feita, aeronave paira sobre o navio e executa a faina. Neste caso, o helicóptero desce através de cabo, um malote . A tripulação do navio, sob orientação do OLP, retira o malote e após alguns segundos o mesmo é preso ao cabo e a tripulação do helicóptero recolhe o malote de volta a aeronave. Este procedimento é repetido mais 3 vezes, quando então a aeronave retorna à sua base.

Na parte da tarde, o Cmte. Barreira coordena junto ao seu Imediato Capitão-Tenente Esteves que leve o NPa para uma área isolada para treinamento de tiro real. O responsável pelas metralhadoras CB-AM De Carvalho dá o OK ao Cmte. Barreira, de que as duas estão prontas, o mesmo acontece com a equipe responsável pelo canhão. Ao chegar no ponto determinado pelo Cmte., são lançados a água balões coloridos apenas para direcionamento dos tiros. Após se afastar dos “alvos”, o NPa inicia seu treinamento. E temos uma agradável surpresa, após vários treinos, surge a prova real para o cozinheiro do NPa. O CB-CO Fernandes finalmente fará disparos de tiro real com a metralhadora BMARC-Oerlikon GAM BO1 de 20mm. Para grata surpresa do Cmte., nosso cozinheiro-artilheiro manda bem e se os alvos fossem reais ele teria um ótimo aproveitamento. Tem início então o treinamento com o canhão de 40mm Bofors L/70. O resultado é o mesmo, mostrando o elevado grau de preparo da tripulação do NPa.

Terminado os exercícios, voltamos para área de patrulha, aonde o observador, de prontidão com seu binóculo consegue ver mais um pesqueiro próximo a uma plataforma de petróleo. O Cmte. inicia então o procedimento para a aproximação junto ao pesqueiro. Tentativas de contato rádio são feitas, porém sem resposta por parte do pesqueiro. Com uma veloc maior do que do pesqueiro, aos poucos vamos nos aproximando, e nada de resposta via rádio. Parece que o pesqueiro tenta se passar despercebido, mas quando nos aproximamos a usamos o apito do navio, ele finalmente responde ao rádio. Imediatamente o Cmte. ordena que ele pare as máquinas para a abordagem. Nos aproximamos e após checagens de rotina, tudo ok. Segundo o mestre do pesqueiro, ele não ouviu o rádio e nem percebeu nossa presença, como também não percebeu que estava a menos de 500 metros da plataforma de petróleo. O Cmte. então, em função dessa desatenção dele, o manda para Macaé se apresentar a delegacia para ser autuado. A noite vem chegando e o NPa muda de prôa para voltar a sua área de patrulha. Com o cair da noite, nada mais é detectado pelo radar que mereça o desvio do NPa do seu rumo. Hora do jantar e observamos que apesar do orçamento apertado, a alimentação é variada e de excelente qualidade. Os tripulantes do navio fazem 4 refeições diárias e interessante ressaltar que não é só o cozinheiro quem faz as refeições, outros membros da tripulação o ajudam e fazem um rodízio na cozinha. O Cmte. Barreira tem uma tripulação muito unida e muito "safa".

Após uma noite tranquila, sem nenhuma anormalidade, começamos o dia com outra área para patrulhar. Nos dirigimos para o ponto de encontro com o helicóptero. No horário marcado, o helicóptero Esquilo 7069 do HU-1, se aproxima outra vez do NPa, hoje porém, sem nenhum tipo de exercício, ou seja, ele vai direto para a área que o Cmte.Barreira designa para efetuar o esclarecimento. Após 25 minutos a aeronave se aproxima do NPa e passa a informação de contato visual com barco pesqueiro junto a plataforma, dentro da área proibida. A aeronave passa todos os detalhes da embarcação para o NPa, como nome, nº de identificação e a cidade aonde o barco é registrado e mais uma vez após seu trabalho concluído, o 7069 retorna à sua base. O Cmte. Barreira inicia então procedimento para aproximação junto a embarcação relatada pelo helicóptero. A embarcação se encontra bem distante do NPa, mas não tem como ela fugir. O Cmte. coloca o Gurupi na rota de interceptação junto a embarcação e tenta em vão fazer contato rádio com a mesma. Após alguns minutos a embarcação aumenta a sua velocidade, obrigando o Gurupi a ir mais rápido para realizar a abordagem. Mesmo nos aproximando em alta velocidade, a embarcação pesqueira não responde ao rádio e nem ao apito do navio. Quando estamos a 1 milha aproximadamente, finalmente o mestre na embarcação, talvez percebendo de que nada adiantaria seu silêncio, resolve responder ao rádio, o que de imediato acarreta na ordem de que ele guine a embarcação e rume em direção ao NPa. Perguntado pelo Cmte. sobre o porque não respondeu ao rádio, o mestre do pesqueiro informou que não estava ouvindo e que não percebeu que estava perto da plataforma, mas percebeu que, pasmem,o “avião” da Marinha tinha passado por ele e dados várias voltas ao seu redor. Após as verificações de rotina, constata-se que a embarcação de Cabo Frio está ok. O Cmte. Barreira então informa que o mesmo terá até 8 dias para se apresentar a agência de Cabo Frio para ser autuado. O navio informa via rádio as informações da embarcação e a infração cometida para a agência de Cabo Frio. Isto feito, nos dirigimos agora para rota estipulada de patrulha, aguardando a chegada de mais uma noite. 

No dia seguinte, nossa permanência a bordo chega ao fim. Deixamos o NPa Gurupi com a certeza de que conseguimos vivenciar o dia a dia de uma missão de patrulha e constatar que o nivel de preparo da tripulação é alto e que todos,sem exceção, cuidam do NPa com muito carinho e atenção, fazendo com isso, que ele esteja sempre em excelentes condições de trabalho. 

     Bravo Zulu Gurupi – “O Xerife dos Mares”

Entrevista com o Comandante do GrupNSE

O Capitão de Mar e Guerra Carlos Alberto Tormento é o comandante do GrupNSE, subordinado ao 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro. Em sua carreira na Marinha do Brasil, o CMG Tormento serviu no CT Sta. Catarina, Fragata Defensora, NE Custódio de Melo, Fragata Liberal, NV Albardão em Salvador, Corveta Inhaúma e como Comandante da Corveta Júlio de Noronha.   

ALIDE:  O Grupamento Naval do Sudeste conta hoje com 4 navios de patrulha. São o P-44 Guajará, o P-45 Guaporé, o P-46 Gurupá e o P-47 Gurupi. O senhor acha que a área de cobertura destinada ao seu grupamento, é muito acima da capacidade de sua dotação?

 CMG Tormento: Eu diria que muito acima não é, mas é acima. A área realmente é muito grande por que temos o litoral do Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Eu diria que talvez 6 NPas fosse um número ideal, pois temos que considerar que os navios precisam fazer manutenção preventiva dos equipamentos e  revisão dos motores, então, eventualmente nós temos um parado e ás vezes até dois. Mas eles tem dado conta do recado, e as tarefas que tem sido atribuídas nós temos conseguido concluir, mas ás vezes, fica um pouco puxado e nós temos que nos ajustar para atender a demanda. Importante notar que nós estamos observando que a demanda vai aumentar com a instalação de novas plataformas na Bacia de Campos.

ALIDE: Os NPas que a MB possui foram fabricados na Alemanha e no Brasil. O senhor tem sob seu comando NPas construídos no Brasil e na Alemanha?

 CMG Tormento: Todos os NPas sob meu comando foram fabricados na Alemanha.

ALIDE: Existem muitas diferenças entre os que foram fabricados na Alemanha e os que foram fabricados aqui no Brasil?

CMG Tormento: As diferenças que existem são muito pequenas. Eu na experiência que tive ao fazer parte da comissão de recebimento da Corveta “Inhaúma”, a primeira a ser construída e depois comandando a Corveta “Júlio de Noronha”, construída no estaleiro Verolme,  aprendi que mesmo o projeto sendo idêntico, existe o detalhamento do projeto que é projetado pelo próprio estaleiro construtor, então as vezes existem pequenas diferenças, porém, nada de grande monta. Os equipamentos são idênticos em todos os NPas e o desempenho deles é o mesmo.

ALIDE:  Quando da aprovação do projeto dos NPas, pensou-se em equipa-los com o RADAMEC 1000N, mas na prática, isto acabou não se confirmando. Hoje, ter um sensor passivo no NPa seria necessário?

CMG Tormento: Necessário eu acredito que não. A tarefa do NPa é mais de presença. O que interessa é ele estar presente na área determinada para coibir qualquer tipo de irregularidade. Nós sabemos que determinados tipos de pesqueiros, por exemplo, já sabem quando o NPa estará em patrulha e com isso eles evitam ir lá. Só este fato, já faz com que parte da tarefa do NPa esteja cumprida. Eu sou extremamente favorável ao sensor passivo, pois ele agrega muito poder a plataforma que o utiliza, mas, a não ser que se conseguisse baixar custos, não vejo benefício na aquisição.

ALIDE: A utilização de NVG (Night Vision Goggles) é viável para os NPas nas operações noturnas?

CMG Tormento: Os NaPas possuem um NVG a bordo, e eventualmente quando da necessidade de se embarcar fuzileiros eles levam seus NVG. 

ALIDE: No caso de uma situação de conflito, como os NPas atuariam na patrulha e defesa de nossa costa?

CMG Tormento: Com certeza eles atuariam em conjunto com os outros meios da esquadra, com os helicópteros, com as lanchas que atuam numa faixa mais próxima da costa e com a própria lancha orgânica do NPa que com sua velocidade,  aumenta muito sua versatilidade.

ALIDE: Alguma vez os NPas receberam algum pedido de apoio por parte das plataformas, com relação a pesqueiros ou outro tipo de ameaça?

CMG Tormento: Com relação a pesqueiros é muito comum. Eles se arriscam e às vezes chegam até a se amarrar no pé da plataforma, colocando em risco o funcionamento da mesma e a segurança da própria embarcação. Nenhum outro tipo de ameaça foi relatado até agora.

ALIDE: Qual a capacidade máxima de permanência do NPa na área de patrulha, sem a necessidade de retorno para reabastecimento?

CMG Tormento: Saindo com os tanques completos e abastecido de víveres, o NPa pode ficar até 10 dias no mar em patrulha, mas convém ressaltar, que esta estimativa pode ser trabalhada pelo comandante do NPa, utilizando meios como, redução de velocidade e utilização de um motor por turno, mas o tipo de mar encontrado também tem que ser levado em consideração.  A água potável não é um problema para os NPas, pois os mesmos possuem o sistema de osmose reversa, produzindo sua própria água potável. 

ALIDE: O senhor poderia nos dizer se existe algum projeto para a construção  de novos Npas ou sua modernização?

CMG Tormento:  Essa pergunta não é bem para mim, mas, que eu saiba no momento existe um programa de reaparelhamento da Marinha, que prevê a construção de mais NPas, porém, no momento  a prioridade é concluir o ModFrag, o término da Corveta Barroso e do submarino Tikuna. Como os Npas estão dando conta do recado, acredito que por enquanto não. Necessário é, mas não será por agora.

A ALIDE, gostaria de agradecer sua gentileza em nos conceder esta entrevista e a oportunidade de podermos estar a bordo do Npa Gurupi na Operação Marlim XXII, colhendo informações sobre a atividade dos NPas sob seu comando.

Muito obrigado!

Nossos agradecimentos à: 

Almirante Pimentel – Comandante do 1º Distrito Naval

Capitão-de-Mar-e-Guerra Peixoto – Chefe do Estado Maior do 1º Dist. Naval

Capitão-de-Mar-e-Guerra Tormento – Comandante do GrupNSE

Capitão-Tenente Barreira - Comandante do NPa “Gurupi” , seus oficiais e toda sua guarnição por sua gentil prontidão, sem a qual não teriamos conseguido fazer esta matéria.

 

 Caracteristicas do P-47 Gurupi

Deslocamento: 197 ton (padrão), 217 ton (carregado).
Dimensões: 46.5 m de comprimento, 7.5 m de boca e 2.3 m de calado.
Propulsão: 2 motores diesel MTU 16V 396 TB94 de 2.740 bhp cada, acoplados a 2 eixos com hélices de três pás e passo fixo.

Combustivel: 23 tons.

Eletricidade: 3 geradores no total de 300 Kw.

Velocidade: máxima de 26.5 nós e máxima mantida de 22 nós.

Raio de ação: 2.200 milhas náuticas à 12 nós (18 dias).
Armamento: 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm; 2 metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1 de 20mm em dois reparos singelos.
Sensores: 1 radar de navegação Decca 1290A, banda I. Equipado com GMDSS - Global Marine Distress and Safety e equipamento de visão noturna.
Equipamentos: 1 lancha de casco semi-rigido (RHIB), com capacidade para 10 homens e 1 bote inflável para seis homens, usados para salvamentos e abordagens. Um guindaste eletro-hidraulico com capacidade para 620kg.

Código Internacional de Chamada: PWGF

Tripulação: 29 homens, sendo 4 oficiais e 25 praças.

 

Obs:Características da época da incorporação.

 

 

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