FIDAE 2008 - Um palco para grandes negócios PDF Print E-mail
Written by Wellington Góes   
Wednesday, 14 May 2008 23:50

 

 

 

FIDAE 2008 - Um palco para grandes negócios

Mais uma vez, a feira de aviação mais importante da América Latina foi realizada em Santiago no Chile. A FIDAE completou 28 anos de apresentações. Desde a sua primeira exibição em 1980 na Base Aérea de Los Cerillos, a feira se tornou a mais importante feira da aviação militar do hemisfério sul e uma das mais importantes de mundo.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Estande da CBCExposição de produtos da IBQExposição de produtos da IBQMaquete de uma bomba brasileira da IBQ

Na sua 15ª edição, a segunda no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez, a Feira Internacional Del Aire y Del Espacio de 2008 deu inicio no dia 31 de março, contando com a presença da Presidente Michelle Bachelet, e se estendendo até o dia 06 de abril.

decolagem do A-380 da Airbusdecolagem do A-380 da Airbusdecolagem do A-380 da Airbuspassagem em baixa altura e velocidade do A-380

Várias exibições aéreas ou estáticas ocorreram, desde o mais imponente e ilustre visitante, o maior avião de passageiros da história da aviação comercial, o debutante de FIDAE, o Airbus A-380, que gerou suspiros com as suas impressionantes exibições aéreas, com decolagens curtas e manobras arrojadas, até o pequeno e sofisticado Cirrus.

Estande da Boeing (B-787 LAN)Estande da Boeing (B-787 LAN)Estande da Republica ChecaEstande da SCHIEBEL

Não menos importante foram as apresentações aéreas dos poderosos aviões norte-americanos B-1B e F-15E, além do novos F-16C block 50 e dos MLU da FACh, bem como os sempre presentes A-37 Dragonfly e F-5E Tiger III.

UAV Camcopter S-100Um A-380, um B-1B e um KC-135Vista panorâmica da FIDAEVista panorâmica da FIDAE

Outras apresentações de equipamentos ocorreram na feira, como o mais novo carro de combate do Ejercito del Chile que estava presente, o imponente e poderoso Leopard 2A4, além dos blindados e utilitários para os setores de segurança e defesa.

Os Norte Americanos

Os Estados Unidos da América estiveram em peso nessa FIDAE, eles montaram o maior estande em exibição, vieram com o maior número de aeronaves, seja militar ou civil, e deram um show nas exibições aéreas de seus B-1B e F-15E Eagle, além de uma decolagem ou outra de aviões como o KC-135 e KC-10.

A USAF foi com, nada mais nada menos, 14 aviões:

03 KC-135; 01 KC-130; 01 C-130J; 01 KC-10; 01 C-17; 03 F-15E; 03 F-16C e 01 UCAV Predator.

Deriva dos aviões C-295, KC-135 e C-17KC-10 da USAFmilitares americanos no KC-10 da USAFcockpit do KC-10 da USAF

Houve exibições privadas para as aeronaves civis como o Cessna Encore Plus e Hawker 390 Premier I, o helicóptero Bell 412, o modelo civil do novo helicóptero médio da FACh que adquiriu 12 unidades e devido esta aquisição teve a presença do presidente e CEO da Bell, o Sr. Dick Millman.

interior do KC-10 da USAFKC-135 da USAFcockpit do KC-135 da USAFinterior do KC-135 da USAF

Quanto aos estandes, não houve igual. Os americanos eram os maiores e mais bonitos, A Lockheed Martin veio com maquetes do F-16 C Block 50 chileno, do C-130J, do Pampa (da fábrica argentina LMAASA) e T-50 (caça coreano com a sua participação), sendo estes dois últimos com a apresentação do radar AN/APG-66, além de uma maquete em tamanho real.

acento do operador de REVO do KC-135 da USAFjanela do operador de REVO do KC-135 da USAFcalda do KC-135 da USAFKC-135 da USAF no pátio de vôo

Impressionante também foi o estande da BOEING, este demonstrava a alegria de ter a LAN como uma futura operadora de seu novo produto, o BOEING 787 Dream Liner, este com uma maquete em tamanho real de parte de sua fuselagem, a decepção ficou por conta das poucas informações sobre o seguimento de aviação militar, apenas com a maquete de seu F/A-18 E Super Hornet, do CH-47 Chinook, do míssil antinavio Harpoon, e do kit de bombas JDAM.

C-130J da USAFC-130J da USAFC-130J da USAFC-130J da USAF

Como relatado acima, a BELL HELICOPTER não deixou de se apresentar na feira, com um bonito estande repleto de maquetes de seus produtos com asas rotativas, além de aeronaves em exibições aéreas.

Cockpit do C-130J da USAFinterior do C-130J da USAFrampa e interior do C-130J da USAFC-17 da USAF
Calda do C-17 da USAFC-17 da USAFC-17 da USAFDois KC-135 da USAF

Aeronaves da BELL:

01 Bell 412; 01 Bell 407

Outra exibição sempre interessante foi a apresentação de um pequeno motor da Pratt & Whitney em cortes e das maquetes da linha de aeronaves civis da CESSNA TEXTRON COMPANY, esta última com as exibições de suas aeronaves executivas, em especial o pequeno notável Cirrus.

Estande da Cessna TextronCorte no motor PW 207 da Pratt & WhitneyMaquete de um Bell Huey IIMaquete de um Bell Huey II
Maquetes das aeronaves civis da Bell TextronMaquete do F/A-18E Super Honet da BoeingMaquetes do Boeing CH-47 Chinook e RGM 84L Harpoon
F-15E Strik Eagle da USAF no pátio de vôoF-15E Strik Eagle da USAF no pátio de vôoHangar da FACh cedido à USAFUm UAV Predator e um B-1B da USAF

Aeronaves da Cessna:

01 Citation Encore Plus; 01 Cessna 128 Q; 01 Cirrus SR-20; 01 Cirrus SR-22 GTS; 01 Sovereign; 01 Evacam

A Gulfstream também esteve presente com as suas aeronaves executivas:

01 G-150; 01 G-550;

Um UAV Predator e um B-1B da USAFB-1B da USAFF-16C da USAFVista panorâmica da FIDAE

 

Os Israelenses

As empresas israelenses do setor de defesa vêm ganhando espaço no mercado latino-americano principalmente em setores voltados para as áreas de inteligência e sistemas integrados, além de armamentos e no uso de UAV's. Durante a feira essas empresas ocuparam um pavilhão inteiro de um dos estandes, apresentado os seus produtos, desde de equipamentos individuais da Elbit para o soldado do futuro, bem como o uso de pequenos UAV's Skylark I e II, passando por sistemas C4I de modernizações para helicópteros e da apresentação do novo Hermes 450 da Rafael além das maquetes em tamanho real dos mísseis Python 5, Derby, Spice 2000, o conjunto de pods designadores Litening/Reccelite e do Sky Shield, além do pequeno UAV Skylite.

Hermes 450 da ElbitMaquete de míssil antinavio Delilah da IMIMaquete de foguete de artilharia LORA da IAIMaquete de um Foker-50 equipado com radar EL/M 2055D da IAI

A IAI esteve presente com a apresentação de um conjunto de radares como o terrestre EL/M 2226 ACRS, o aero-transportavel de abertura sintética EL/M 2055 D para aeronaves tripuladas e para UAV's com o EL/I 3360, além de uma maquete do foguete para artilharia de longo alcance o LORA (Long Range Artillery).

Maquete do Sky Shield da RAFAELMaquete da Spice 2000 da RAFAELMaquete dos mísseis Python 5 e Derby da RAFAELPod designadores Reccelite e Litening da RAFAEL
Estande da ElbitMaquete do Skylark I da ElbitMaquete do Skylark II da ElbitMaquete do sistema radar EL/M 2226 ACSR da IAI

A pequena e nova IMI também esteve presente durante a feira apresentando a maquete do míssil antinavio, para uso em helicóptero, Delilah, que mais parece um torpedo, mas que segundo a empresa, voa.

Os Russos

Como os israelenses, os russos vêm ganhando espaço na América-Latina com equipamentos rústicos apropriados aos ambientes hostis da região, além de preços realmente convidativos; e suas empresas tuteladas pela Rosoboronexport, apresentaram seus produtos aeronáuticos em maquetes. Infelizmente, a Mil Mi e a Hazan apresentaram as maquetes dos diversos tipos de Mi-17, desde o de passageiros, passando pelo de transporte, chegando ao de transporte armado. O novo Mi – 38, o sempre comentado Mi-35, e dos pequenos, um tripulado o outro não, o Achat e o Mi-34 UIV.

Estande russo da RosoboronexportMaquetes de versões do Mi-17Maquetes de helicopteros russos da KazanMaquete do Mi-17 da Kazan

Os representantes dos helicópteros Mi-17 se mostraram bem confiantes durante a feira de uma provável negociação com as forças armadas chilenas de alguns aparelhos, contudo, ainda há muitas dúvidas sobre a real opção chilena visto que a FACh acabara de fechar um contrato com a empresa americana Bell. Como são aparelhos de categorias diferentes o interesse, pelo menos da parte russa, ainda persiste. Mas o foco russo, nesse momento, é a concorrência brasileira para a FAB, concorrência essa voltada à compra de 12 helicópteros de ataque e 12 de transporte, e a Mil Mi se mostrou bem satisfeita de ser uma das finalistas deste certame. Segundo os seus representantes, os aparelhos propostos são muito semelhantes ao já comprado pelas forças armadas venezuelanas. Entretanto, se forem selecionados deverão contar com alguns equipamentos diferenciados de acordo com o desejado pela FAB.

Maquete do Ahcat da KazanMaquete do Mi-38Maquetes de helicopteros russosMaquete do Yak-130

Sobre essa concorrência, os russos afirmaram que até então não tinham sido informados sobre quando seriam os vôos de testes, nem muito menos se os testes seriam apenas no modelo Mi-35. Mesmo assim as perspectivas são boas segundo o representante.

Maquete do Su-35Maquete do Su-30 MKMaquete do Su-30 MK e Yak-130Maquete do míssil Moskit-E

Quanto à possibilidade de não ser concretizada a compra de helicópteros de transporte, ainda na mesma concorrência, os russos foram bastante evasivos quanto a qualquer contra-proposta para tentar reverter à possibilidade de aquisição de helicópteros franceses. Em princípio não existe nada nesse sentido.

Na área dos mísseis, foram apresentados ao grande público através da Tactical Missiles Corporation, que conglomerava as empresas russas do setor, a Novator que levou as maquetes dos mísseis anti-submarino 91PE1 e 91PTE2, o primeiro pra uso em submarino e o segundo pra uso em navios, o míssil 3M-54E/TE de cruzeiro antinavio e o 3M-14E/TE de ataque terrestre/naval de cruzeiro, além do mundialmente conhecido MOSKIT-E (3M-80E) e seus sistemas de lançamento terrestre Bal-E Kh-35E( 3M-24E), os mísseis táticos guiados ar-superfície Kh-25MSE/MAE, Kh-31PK e o Kh-35E tático antinavio, a Raduga apresentou o X-58E anti-radar e o X-59MK, um míssil tático ar-superfície, a Vympel levou o R-73E ar-ar WVR, o RVV-AE ar-ar BVR, o R-27EP1 ar-ar BVR e o Kh-29 TE ar-superfície (o Maverik russo). E não podíamos deixar de lembrar do TOR-M1.

Maquete de mísseis russosMaquetes de mísseis russos 3M-54E e 3M-14EMaquetes de mísseis russos 91PE1 e 91PTE2Folder de mísseis russos

Nesse segmento, os russos confirmaram a aquisição por parte da Força Aérea Brasileira, de um segundo lote de missas superfície-ar Igla, uma parte complementando o modelo 9K38 para as brigadas já existentes e outra parte do novo modelo S, para a criação de pelo menos mais duas brigadas de defesa aérea.

Maquete de mísseis russosMaquete de mísseis russos da RadugaMaquete do sistema de mísseis costeiros Bal-EMaquete do russo TOR-M1

As maquetes dos blindados BMP-3 e BTR-90 também estiveram presentes, além da confirmação do interesse na negociação de uma fábrica ou uma parceria local para blindados, estes ainda sem saber quais modelos poderiam ser oferecidos e que muito provavelmente será no Rio Grande do Sul, contudo ainda não foi confirmado, pois os trabalhos são muito preliminares e nada de concreto foi decidido.

As empresas dos conglomerados russos também estiveram presentes à feira, a UAC – United Aircraft Corporations esteve presente negociando com possíveis compradores e de quebra apresentando as maquetes do Be-2000, do Su-30MK e do Yak-130. A Sukhoy/Knaapo apresentou em separado a maquete do novo Su-35BM e em uma apresentação computadorizada das capacidades do novo caça em uma tela LCD de 42”, deixando o estande sempre movimentado por gente do setor ou curiosos impressionados com o caça. E sobre esse caça, os representantes russos estavam bastante confiantes numa futura venda de mais aparelhos da família Sukhoy, mais precisamente para a Venezuela, que deverá comprar ainda no mês de maio desse ano mais alguns caças, algo em torno de 24 Su-35, lembrando que ainda estão em processo de negociação, mas nada de concreto ainda existe.

Estande da ANTONOVFolder da ANTONOVMaquete de um AN-74Maquete do Sukhoy SuperJet 100 no estande da Finmeccanica

Logo ao lado do estande russo, estavam os ucranianos, apresentando os aviões Antonov, e com uma maquete do An-74 e um pouco mais à frente o estande indiano apresentando o sistema de ataque naval Brahmos, pois, segundo os seus idealizadores é isso que o míssil é: um sistema e não um mero míssil.

Os Suecos

Sempre bem estruturados, expuseram vários equipamentos de combate. Através da SAAB, apresentaram seus sistemas de Comando e Controle, em especial o radar Erieye. Veículos não tripulados bem como aviões, helicópteros e submarinos, os sistemas de defesa antiaéreos BAMSE MSAM e RBS 70 MANPADS (este com um simulador), sistemas anticarro BILL 2, Lança Rojão AT4, Carl Gustaf e NLAW.

Sistema BAMSE MSAM da SAABRBS 70 MANPADS da SAABBILL 2 da SAABEstande SAAB
Carl Gustaf da SAABBILL 2 da SAABEstande SAABErieye da SAAB

O destaque do estande foi o simulador de vôo do GRIPEN. Não como os anteriormente montados em outras feiras, algo mais modesto, mas isso não era o que realmente importava para os seus expositores, e em parte estavam certos, mas sim a nova e grande proposta para o novo GRIPEN NG, que ainda naquela data seria apresentada ao público com as significativas melhorias nos sistemas e no envelope de vôo, dentre elas a adoção de um novo radar AESA, mudanças estruturais no trem de pouso que viabilizaria um aumento de combustível conseqüentemente mais autonomia de vôo sem a necessidade usar tanques conformais (CFT) e um motor mais potente.

Os Italianos

A Itália se fez presente na FIDAE 2008 com o grande conglomerado FINMECCANICA, apresentando desde sistemas de comando e controle, sistemas e meios navais como a maquete da nova fragata multifunção franco-italiana FRENM, a parceria com a russa Sukhoy no projeto do Super Jet 100, as maquetes dos aviões treinadores M-339 e 311, passando pelas maquetes dos helicópteros da família AgustaWestland, como os famosos AW-101 Merlin, AW- Lynx, do novo AW-139 e do concorrente para helicóptero de ataque da FAB, o AW-129 Mangusta, e finalizando com a apresentação de uma maquete em tamanho real do M-346, este festejando a parceria com os donos da festa e que, muito provavelmente serão os novos compradores do modelo, uma vez que já é fornecido aos Carabineiros do Chile, o AgustaWestland – 109 Power, também exposto no pátio da feira.

M-346 da AleniaAermacchiM-346 da AleniaAermacchiCockpit dianteiro do M-346 da AleniaAermacchiCockpit traseiro do M-346 da AleniaAermacchi
M-346 da AleniaAermacchiM-346 da AleniaAermacchiM-346 da AleniaAermacchiAW-109 Power dos Carabineros del Chile
Maquetes dos helicópteros da AgustaWestlandMaquetes dos helicópteros da AgustaWestlandMaquetes dos treinadores da Finmeccanica

As aeronaves Italianas:

01 AW-109 Power dos Carabineiros del Chile; 01 M-346 AleniaAermacchi.

Os Europeus

O poderoso grupo europeu EADS montou um grande estande desde a maior indústria aeronáutica comercial, a AIRBUS com as maquetes do A-380 este contando ainda com um avião ao vivo e a cores, A-340-600 e do futuro A-350XX, a EADS Defence & Security com um UAV de decolagem e pouso vertical, sistemas de defesa antiaéreo, maquete do novo Puma do Exercito Alemão.

A-310 da LuftwaffeAirbus A-380Airbus A-380C-105(C-295) Amazonas da FAB

O A-380, maior avião de passageiros da história, foi a grande vedete da EADS AIRBUS. Com suas apresentações diárias, impressionou a todos ali presentes. O avião era manchete em todos os jornais locais e o principal atrativo desse ano, não sendo poucos os que queriam adentrar no gigante, mas infelizmente devido ao aparelho em questão não contar com configuração padrão de passageiros, pois contava apenas algumas poucas poltronas e muitos tanques com água para simular o peso operacional, evitando assim qualquer problema de estabilidade em vôo, muitos não puderam voar ou pelo menos conhecer o interior da aeronave, apenas limitado aos convidados da Airbus.

Cockpit do C-295 da FABRampa e interior do C-295 da FABInterior do C-295 da FABEC-130 B4 da Eurocopter

A convite da EADS Casa, a Força Aérea Brasileira apresentou aos visitantes o substituto do Buffalo no serviço de transporte médio, o novo C-295 (chamado na FAB de C-105 Amazonas), além de festejar a mais nova venda da versão de Patrulha Marítima, o C-295 com o sistema FITS.

EC-145 da EurocopterMaquete do UVA espanhol ALO PT 01Maquete do UVA da EADS Defence & SecurityDrone espanhol DIANA

Ainda bastante festiva, a EADS trouxe ao Chile, um A-310 da força aérea Alemã, que, para desgosto da Boing, ficou ao lado dos aviões da USAF, enfatizando a expressiva vitória na concorrência aberta por aquela Força e derrotando assim a sua principal adversária na aviação mundial.

Mowag Piraña 6x6 do Ejercito del ChileMowag Piraña 6x6 do Ejercito del ChileMaquete do blindado alemão Puma da EADSMowag Piraña 6x6 do Ejercito del Uruguay

Aeronaves da EADS:

01 A-380 da Airbus; 01 A-310 da Luftwaffe; 01 C-295 da Força Aérea Brasileira;

A EUROCOPTER se fez presente com a apresentação de seus produtos, um EC-145 Dauphin, um EC-135, e dois novos EC-130 B4, um em exibição estática e outro fazendo evoluções que impressionaram pela agilidade e controle, além de ser um helicóptero extremamente silencioso.

Mowag Piraña 6x6 do Ejercito del UruguayVista interna de um Piraña 6x6 do Ejercito del UruguayPiranã 6x6 do Ejercito del UruguayMaquete do VBL-Milan 4x4 da Panhard

Aeronaves da EUROCOPTER:

01 EC-145 Dauphin; 01 EC-135; 02 EC-130 B4.

A MBDA mostrou o sistema Aspide/Albatros e o míssil Mica.

A Thales francesa apresentou alguns sistemas para os setores espaciais e aviação comercial.

Fora a EADS Casa, os espanhóis da INTA apresentaram um drone (alvo aéreo) DIANA e sistemas espaciais, e da Instalaza S/A o seu lança-rojão.

A TURBOMECA apresentou seu UAV de dois motores, em cortes e sua bomba guiada AASM-250.

Os Austríacos apresentaram o Schiebel, um UAV de decolagem e pouso vertical, e a mais famosa família de pistolas da atualidade, as pistolas Glock.

Maquete do míssil MBDA Aspide 2000Maquete do míssil MBDA Aspide 2000Maquete do míssil MBDA Aspide 2000Maquete do míssil MBDA MICA

Os Checos também se fizeram presentes apresentando suas soluções para as áreas de Defesa e Segurança Pública, além de alternativas para treinadores/caças leves de ataque com o L-159.

O britânicos estiveram presentes, a bem da verdade, bem menos que na última FIDAE 2006, mas mesmo assim vieram com suas aeronaves civis da HAWKER e com um E-3 Sentry, aeronave que levantou suspeitas na imprensa local, pois muito se comenta a respeito da aposentadoria do único B-707 Condor da FACh, e que provavelmente o mesmo tipo de vetor esteja no interesse da Força.

E-3 Sentry da RAFE-3 Sentry da RAFE-3 Sentry da RAFE-3 Sentry da RAF

Aeronaves da HAWKER:

01 Hawker 400 XP; 01 Hawker 390 Premier I

Aeronaves da RAF:

01 E-3 Sentry.

Os Sul Coreanos

Esses vieram surpreendendo a todos, apresentaram os seus produtos em vários segmentos, desde parcerias comerciais com a AIRBUS, BOEING e BELL TEXTRON nos projetos A-350, B-787 e Bell 429, até em projetos de C4I.

Estande coreano da DoosanMaquetes de blindados coreanos da DoosanMaquetes de blindados coreanos sobre lagartas da DoosanMaquetes de blindados coreanos sobre rodas da Doosan

Sua principal indústria aeroespacial, a KAI – Korea Aerospace Industries Ltda. apresentou os três novos projetos, o A/T-50 Golden Eagle, o KT-1 MAT treinador avançado que ganhou a última concorrência na Turquia pra esse tipo de aeronave, e o projeto do novo helicóptero utilitário, o KUH – Korean Utility Helicopter, um helicóptero médio situado em capacidade entre o Bell UH-1H e o Sikosky UH-60 Black Hawk. Outro produto exposto na Feira foi o UAV Night Intruder 300.

Estande da KAI com a maquete do A-50 Golden EagleEstande da KAI com as maquetes do KT-1C e UAV Intruder 300Estande da KAI com a maquete do T-50 Golden EagleMaquete do AT-50 no estande da Lockheed Martin

A Doosan Infracore apresentou um conjunto de três blindados sobre rodas, o Barracuda 4x4, o New Black Fox 6x6 e o Black Fox 8x8, estes dos últimos são projetos muito parecidos com o proposto na nova família de blindados do Exercito Brasileiro, o Urutu III. A Doosan apresentou também mais três alternativas para blindados sobre lagartas, uma família baseada no K21, o K21 Nex Infantry Fighting Vehicle – (K21-NIFV), o K21 Bi Ho um veículo antiaéreo armado com dois canhões de 30 mm e o K21 Chun Ma armado com quatro mísseis terra-ar.

A LIG Next 1 apresentou o seus sistema de defesa antiaérea de curto alcance, que alias é muito parecido com os sistema franceses Mistral.

Os Argentinos

Em parceria com os americanos, os argentinos levaram o AT-63 Pampa para exibição estática, infelizmente nada mais que isso. Mas o pequeno treinador ainda pretende se firmar no mercado, e devido a essa pretensão, o governo argentino compareceu através da ministra da defesa, a Srª Nilda Garré, para manter conversações com prováveis clientes.

Bell Huey II do Ejercito del ArgentinaBell Huey II do Ejercito del ArgentinaCockpit do Bell Huey II da FAACockpit do Bell Huey II da FAA

Houve também conversas sobre uma futura cooperação entre a indústria argentina e a chilena, dentre as possibilidades levantadas estão a compra/montagem, por parte da Argentina, de alguns treinadores primários chilenos T-35 Pillan, em substituição aos veneráveis Mentor, e a construção de um futuro avião para atender ao mercado da aviação regional que deverá ter a participação da Embraer. Outra atividade da ministra foi inspecionar o helicóptero Bell Huey II, um UH-1H modernizado nas instalações do exercito argentino, e que chegou a Feira cruzando em vôo a Cordilheira dos Andes.

Interior do Bell Huey II da FAAAT-63 Pampa da FAAAT-63 Pampa da FAAMaquete do AT-63 Pampa no estande da Lockheed Martin

Aeronaves argentinas:

01 AT-63 Pampa da FAA; 01 Bell UH-1H Huey II do EA.

Os Donos da Festa

A Fuerza Aérea Chilena trouxe à festa por ela organizada, várias aeronaves de seu inventário, bastante renovado por sinal. A aposentadoria das aeronaves Mirage 5 Elkan e Pantera deu lugar aos novos e elegantes F-16 Block 50 e AMLU, e esses não se estiveram apenas em exibições estáticas. Os dois tipos de vetores abrilhantaram a festa com apresentações aéreas de tirar o fôlego, manobras arrojadas e bem elaboradas fizeram a festa de quem curte aeronaves militares de alta performance, e aqui para nós, deixar um pouco de inveja (boa por sinal) da atual situação operacional desta que sem dúvida é mais bem estruturada Força Aérea da América do Sul.

AS-365 Dauphin da Armada do ChileAS-365 Dauphin da Armada do ChilePilatus PC-7 Turbo Triner da Armada do ChileLeopard 2A4

Como estávamos em sua casa, a FACh fez ao ar os sempre bravos A-37 Dragonfly e F-5 Tiger III, o valente DHC-6 Twin, o Boeing 737-58N VIP e o Casa C-212. Era impossível não notar o imponente Boeing-707 Condor, estacionado no canto da táxiway e um Mirage Pantera, ambos já aposentados. Na exposição estática havia um F-5 Tiger III, um A-37 Dragonfly, um A-36 Halcon, um Casa C-212, um T-35 Pillan, um Black Hawk S-70A, um Cessna Citation CJ-1, um Gulfstream G-IV e um Super King Air.

Mirage Pantera da FAChDHC-6 Twin da FACh no pátio de vôoMD-369 Defender do Ejercito del ChileCN-235 do Ejercito del Chile

A aviação do Ejercito del Chile esteve presente com a exibição de um Super Puma, um MD-369 Defender, um CN-235 com uma maquete de uma configuração interna e um C-212, além de um Hummer.

A aviação naval chilena esteve presente com um Pilatus PC-7 e um Eurocopter Dauphin.

CN-235 do Ejercito del ChileMaquete de configuração para passageiros do CN-235AS-332 Super Puma do Ejercito del ChileSikosky S-70A Black Hawk da FACh

Os estandes chilenos também estavam muito movimentados, o da ENAER, por exemplo, apresentava suas atividades no ramo aeronáutico com a produção de partes da fuselagem de aeronaves como o da família 145 da Embraer, dos serviços de manutenção nos C-130 Hercules, e de uma proposta de modernização dos Cessnas A-37 Dragonfly para a FACh do seu mais nobre produto, o T-35 Pillan, e de um UAV de grande porte chamado de Titan, ambos estacionados em frente ao estande, este último um desenvolvimento em parceria com uma empresa israelense.

Aeronaves da FAChC-212 da FACh no pátio de vôoCockpit do C-212-300 da FAChBoeing 707 AEW&C Condor da FACh

Mas o que casou maior impressão foi justamente a assinatura de um MoU (Memorando de Entendimento) entre a ENAER e a italiana Finmeccanica para a fabricação e venda dos aviões M-346, um avião de instrução avançada de nova geração e um M-311 avião de instrução básica-avançada para toda América Latina. Muito se comentou pela Feira de uma provável aquisição do primeiro aparelho por parte da FACh, em substituição aos veteranos A-37. A Presidente Michele Bachelet visitou o estande.

Fuzís e pistola FAMAEFolder da FAMAEEstande do Ejercito del ChileArmamentos da FAMAE

Os estandes do exercito chileno e da empresa estatal FAMAE estiveram bem movimentados, apresentando os avanços na fabricação e reparo de armamento e proteção individual, como a fabricação de coletes, capacetes, uniformes, reparos de fuzis e pistolas bem como da fabricação sob licença dos fuzis SIG 5,56 mm, além de alternativas para manutenção e modernizações de veículos blindados, dentre eles, o novo Carro de Combate do Ejercito del Chile, o Leopard 2A4, os blindados 6x6 Piraña, do mesmo exercito e os novos blindados adquiridos pelo exercito uruguaio, os três expostos na frente do estande. O blindado uruguaio já ostentava a pintura da ONU para ser imediatamente usado, muito provavelmente, no Haiti.

Hangar dos Halcones da FAChExtras 300 dos HalconesExtras 300 dos HalconesExtra 300 e o caminhão dos Halcones

A marinha chilena e a sua empresa estatal, a ASMAR, estiveram presentes exibindo os avanços nas suas tecnologias navais desde a construção de novos meios como os projetos dos Patrulheiros Marítimos Multifunção (PMM) e o de Zona Marítima, da lancha rápida classe Protector, além de outras de menor porte.

Outro projeto importante apresentado pela marinha chilena em parceria com a empresa MRS S/A foi o demonstrador de tecnologias Mantarraya, um projeto de UAV que deverá ser usado pela marinha local, nada muito diferente do encontrado mundo a fora. Lançado por uma catapulta e recebido ou pousado por um pára-quedas, ainda se encontra em estágio de desenvolvimento, e possivelmente receberá alguma modificação, mas já é um importante passo nessa nova tecnologia de defesa.

T-35 Pillán da FAChA-37 Dragonfly da FAChA-37 Dragonfly da FAChCockpit do A-37 Dragonfly da FACh

E nos últimos dias da FIDAE, o destaque foram as belíssimas apresentações dos Extras 300 dos Halcones, com manobras arrojadas. Impressionante a manobrabilidade e perícia dos acrobatas locais que fizeram a festa dos amantes da aviação. Realmente algo muito bonito de se ver.

F-5E Tiger III da FAChF-5E Tiger III da FAChF-5E Tiger III da FAChUm A-29 da FAB e um F-5 Tiger III da FACh no pátio de vôo
A-36 Halcon da FAChA-36 Halcon da FAChblindado SABIEX do Ejercito del Chileinterior do blindado SABIEX do Ejercito del Chile

Aeronaves da FACh:

01 B-707 Condor (retirado de serviço); 01 Mirage Pantera (retirado de serviço); 02 F-16 (um AMLU e outro Block 50);

02 F-5E Tiger III; 01 A-36 Halcon; 02 A-37 Dragonfly; 02 T-35 Pillan; 02 Casa C-212 Aviocar; 01 DHC-6 Twin;

01 C-130H Hercules; 01 Gulfstream G-IV; 01 Super King Air; 01 Cessna Citation CJ-1; 01 S-70 Black Hawk.

Aeronaves do Exercito Chileno:

01 Aerospatiale AS-332 Super Puma; 01 MD 369 Defender; 01 Casa CN-235; 01 Casa C-212 Aviocar.

Aeronaves Navais do Chile;

01 Pilatus PC-7 Turbo Trainer; 01 Aerospatiale AS-365 Dauphin.

A participação Brasileira

O Brasil, possuindo a maior força aérea e a maior indústria de material de defesa da América do Sul não podia ficar de fora dessa Feira, e assim, também foi um dos destaques das exibições, sejam elas estáticas em estandes ou aéreas.

Começamos com a participação da EMBRAER, a maior indústria aeronáutica da América-Latina, que nada menos possuía um chalé bem próximo à cabeceira da pista auxiliar, aonde eram feitas as exibições aéreas, chalé esse que se mostrou bastante movimentado principalmente por futuros clientes comerciais de todos os segmentos em que a empresa atua desde comercial, executiva e defesa.

A chegada da Esquadrilha da Fumaça na FIDAE 2008Esquadrilha da Fumaça chegando na FIDAEVisão da FIDAE na chega da FumaçaEsquadrilha da Fumaça taxiando na sua chegada

Na área comercial, a empresa manteve contato com alguns representantes de empresa regionais do Chile e da América-Latina como um todo, algo muito discreto, diga-se de passagem, até mesmo para não melindrar futuros clientes.

Na área executiva os novos projetos da família Midsize foram comemorados com a confirmação, por parte da direção da empresa, da seqüência dos trabalhos nos futuros MSJ e MLJ, que deverão entrar em serviço em 2012 e 2013 respectivamente. Ainda nesta área muito se comentava dos êxitos em vendas da família Phenom, 100 e 300, do Legacy 600 e do novo Lineage 1000, este muito cogitado como futuro avião presidencial argentino. E essa comemoração não é para menos: a empresa acredita que os jatos executivos midsize e midlight representarão até 21 % dos negócios da empresa em 10 anos, algo em torno de US$ 4,5 bilhões de dólares num mercado de aproximadamente 13.150 aeronaves do tipo em todo mundo.

C-130H da FAB chegando com a FumaçaOs T-27 Tucano da Equadrilha da Fumaça no pátio de vôoOs T-27 Tucano da Equadrilha da Fumaça no pátio de vôoOs T-27 Tucano da Equadrilha da Fumaça taxiando para o vôo

Mas o principal interesse da EMBRAER na FIDAE foi a aviação de defesa com os aviões EMB-314 Super Tucano, EMB-145 AEW&C e RS/AGS, e do novo projeto C-390. Os dois Super Tucanos apresentados, os do Esquadrão Grifo da FAB, com sede em Porto Velho, apoiados pelos C-105 Amazonas, citados acima no artigo. Como o interesse era apresentar as performances do aparelho para futuros clientes todos os custos de operação estiveram a cargo da empresa.

Apresentação da FumaçaApresentação da FumaçaApresentação da FumaçaFumaça homenageando os Halcones

Pelo menos quatro clientes tiveram apresentações particulares, ou seja, fora do perímetro da Feira. Essas apresentações consistiram de foram vôos feitos por oficiais das forças aéreas do Chile, da Guatemala, do México e da Índia e alguns frutos já foram colhidos, como a confirmação de venda à Força Aérea Guatemalteca e mais recentemente à Força Aérea do Chile.

Outra aeronave que merece destaque é o novo projeto de cargueiro militar C-390. Muitas forças aéreas estão começando a pensar em modernizar ou substituir seus meios de transporte tático pois muitos aparelhos estão velhos e usados até o seus limites operacionais, e pensando nesse mercado, a EMBRAER está empenhada em fortalecer a sua proposta desse projeto, inclusive buscando parcerias com empresas de outros países como a chilena ENAER e assim possibilitar futuros clientes. E para que fosse possível uma visualização do futuro avião, eram disponibilizados ao público, montagens computadorizadas em folders, além de uma maquete dentro do chalé da empresa e com uma peculiaridade: mostrava nas pontas das asas a futura cesta para a operação REVO de outras aeronaves, mostrando assim uma faceta de sua polivalência.

Fumaça homenageando os HalconesApresentação da FumaçaC-99 (EMB-145) da FAB no pátio de vôoC-99 (EMB-145) da FAB no pátio de vôo

Outra possibilidade foi levantada durante a Feira, embora mais tímida que as anteriores. A FACh esta interessada em substituir o seu avião Boeing-707 Condor, um aparelho de função AEW&C. Apesar de a EMBRAER e a FAB não terem levado ao Chile o EMB-145 AEW&C (R-99A) muito se comentou de um provável interesse por parte dos chilenos numa futura participação brasileira nessa concorrência que deverá ter a participação de aeronaves como o E-3 Sentry e E-2 Hawkeye, ambos americanos.

Aeronaves levadas pela EMBRAER:

02 EMB-314 Super Tucano da Força Aérea Brasileira.

Mas não só de EMBRAER vive a indústria brasileira de alta tecnologia, outras empresas estiveram presente pela primeira vez é o caso da ORBISAT, ARES, CONDOR, CBC, GRUPO INBRA FILTRO, IBQ, EQUIPAER e da Reed Exhibitions Brasil, apresentando e acertando a participação de muitas empresas ali presentes na próxima LAAD, que se realizará no Rio de Janeiro em abril de 2009.

C-99 (EMB-145) da FAB no pátio de vôoC-99A da FABA-29 da FAB em exibição estáticaA-29 da FAB no pátio de vôo

As empresas ARES e ORBISAT, estavam apresentando sua parceria no projeto de integração de plataformas estabilizadoras com o radar SABER M60, mais precisamente para uso embarcado em navios. Em particular a ARES apresentava sua longa e larga experiência em sistemas navais, como por exemplo simuladores de periscópio e tubos de torpedos, sistemas terrestres como periscópio para blindados e equipamentos óticos, sistemas aéreos como lança foguetes, equipamentos aerodinâmicos para bombas de queda livre e munições para treinamentos. Já a ORBISAT apresentava também seu radar de InSAR de abertura sintética pra uso em qualquer plataforma aérea tripulada.

A-29 da FAB taxiando para uma de demonstração vôoA-29 da FAB taxiando para uma de demonstração vôoMaquete do EMB-145 AEW&CMaquete do C-390 da Embraer

A CONDOR apresentou suas linhas de armamentos e munições não letais, o GRUPO INBRA FILTRO exibiu seus produtos de blindagem seja ela aeronáutica, segurança pública ou veículos blindados, o primeiro seguimento mostrando a eficiência das blindagens de portas de aviões comerciais ou militares como o Super Tucano, o segundo para uso policial de coletes e escudos , e o terceiro na produção do VBL 4x4, um blindado ligeiro multiuso em parceria com a AGRALE. A CBC apresentou a sua linha de munições para treinamentos e de uso real para todos os calibres, a IBQ o seu catálogo com opções de foguetes, detonadores de bomba, bombas de vários tamanhos e funções, e produtos químicos. A EQUIPAER levou os seus lançadores de foguetes e bombas, além de casulos aerotransportáveis para alvos.

A Força Aérea Brasileira se fez presente muito além das suas aeronaves. Mostrou ao público militar através da Subdiretoria de Abastecimento da Aeronáutica e da Base Aérea de São Paulo, a sua proposta para módulos alimentares, o RODOMAPRE, nada mais que uma versão automotriz, montada sobre qualquer tipo de caminhão do MAPRE (Modulo de Alimentação a Pontos Remotos).

E falando em FAB nada mais justo do que relatarmos a sua participação na Feira, contando inclusive com a participação do Comandante Saito. A FAB esteve presente, revezando-se no decorrer da Feria, com nada menos de 16 aeronaves, dois C-130H Hercules (um acompanhando a Fumaça), dois C-99A, um C-99B, um C-105 Amazonas (pela EADS CASA), dois A-29 Super Tucano (pela EMBRAER) e oito T-27 Tucano da Esquadrilha de Demonstração Aérea – EDA (Esquadria da Fumaça).

Lógico que a nossa brasileiríssima Fumaça, esteve entusiasmando a todos, desde sua chega no dia 4 (quinta-feira) de abril, pela manhã, e que durante o decorrer da feira cativou o povo chileno com demonstração precisas e bem sincronizadas, além de mostrar a simpatia que lhe é costumeira, enfatizando os laços de amizade entre o povo brasileiro e o chileno e de uma fraternidade particular com os Halcones, os donos da festa.

As aeronaves da FAB:

02 Hercules C-130H; 02 EMB-145 C-99A; 01 EMB-135 Legacy C-99B; 08 EMB-312 Tucano T-27

As Frustrações

Muito se esperava da FIDAE este ano, inclusive a participação do mais novo, poderoso, e porque não dizer, o mais caro caça da história, o caça norte-americano F-22 Raptor, que infelizmente não apareceu. Até mesmo o nosso caça de ataque AMX estava contado para se apresentar estaticamente, contudo também não compareceu. Esperava-se pelo menos, para a mídia brasileira, a presença dos caças que deverão participar da nova re-edição do F-X brasileiro, como por exemplo pela Dassault era esperado a participação do Rafale ou pelo menos dos Mirage-2000C. Infelizmente nem estande a empresa montou. Da Sukhoi esperava-se pelo menos os polêmicos Su-30 MKV venezuelanos. Da Lockheed Martin pelo menos uma maquete em tamanho real do novo F-35, da Boeing o substituto dos Tomcat, os F/A-18 E/F Super Hornet, e da SAAB mais detalhes sobre o futuro Gripen NG que fora apresentado há poucos dias em outro evento.

Conclusão

Os gastos militares nos últimos anos na América-Latina para reaparelhamento dos equipamentos há muito tempo obsoletos, voltou a reaquecer o interesse da indústria de defesa mundial nos países latino-americanos. Pensando nesse boom, os organizadores da feira estão procurando diversificar mais as exposições, o que dá um caráter mais amplo do que a FIDAE representava há bem pouco tempo atrás, até como uma forma de mantê-la sempre atualizada e hoje ela tem uma visão mais como uma Feira de Defesa propriamente dita, até mesmo para não deixa-la morrer, como anunciado nos últimos tempos.

Nos seus estandes podiam-se encontrar vários equipamentos para diversos ramos de defesa, desde sistemas navais, passando por sistemas terrestres de combate, chegando até a mais nova febre no uso de sensoriamento remoto, os UAV's, e, diga-se de passagem, muitos foram apresentados, do menor ao maior, contando inclusive com o Hermes 450 israelense e o Predator americano, ou seja, a tendência do futuro está se tornando uma realidade do presente e essa realidade poderá punir severamente quem fechar os olhos para isso.

A FIDAE está espantando o fantasma de um passado próximo. Isso mostra o reflexo da expansão e da pluralidade no mundo desse setor. Países como Índia, Coréia do Sul e Israel que até bem pouco tempo atrás eram meros importadores, hoje estão disputando em pé de igualdade com os tradicionais fornecedores bélicos e até mesmo a Rússia acabou ampliando a sua participação em países importadores de equipamentos ocidentais. Ou seja, o mundo mudou, e quem não estiver preparado para enfrentar a globalização, também neste setor, se tornará um simples importador, e pensando nisso a feira vem refletir a tentativa de sobrevivência desta indústria nos países do Cone-Sul, buscando fortalecer parcerias em projetos de interesses mútuos, e assim manter as posições nesse mercado.

Esse ano a feira teve seus altos e baixos, mas com certeza ainda estará atuando por muito tempo, até porque é considerado por todo povo chileno como uma feira que representa o interesse do Estado Nacional Chileno, movimentando a economia local e assim deixando de ser uma simples feira aeronáutica da força aérea chilena.

A Feira Internacional del Aire y del Espacio, continuará sendo a principal feira aeronáutica da América-Latina, apesar de ampliar um pouco o foco para outros setores, ainda sim o setor visado será o aeroespacial, até mesmo para não fugir as sua origens, e hoje, com o mercado reaquecido, o governo chileno confia no fortalecimento da FIDAE para os próximos anos.

Resta-nos saber como será a LAAD 2009, contatos foram feitos, a diretoria da organização esteve presente e se mostrou bem otimista, acreditamos que não seja pra menos devido ao que foi visto na FIDAE 2008, então esperamos até lá, e com certeza também estaremos trazendo todos os acontecimentos pertinentes dos interesses aos nossos leitores. Até lá.

 

Last Updated on Thursday, 15 May 2008 08:23
 

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