Unitas XLIX - Um ponto de inflexão na geopolítica do Atlântico Sul? PDF Print E-mail
Friday, 11 July 2008 21:00

 Texto: Felipe Salles

Unitas XLIX - Um ponto de inflexão na geopolítica do Atlântico Sul?

Na véspera de completar meio século de existência, o exercício naval mais tradicional da nossa região é realizado com a presença de um porta-aviões nuclear americano e diante de uma série de alterações geopolíticas regionais importantes, como a expansão do número de governos “progressistas” no nosso continente e a descoberta de imensas jazidas novas de petróleo leve na costa do Brasil.

Introdução

Nos últimos 100 anos, a América do Sul, quando comparada com as demais áreas do mundo, apresentou uma geopolítica surpreendentemente pacífica e a quase absoluta falta de conflitos militares de porte relevante entre nossos vizinhos. Neste período, provavelmente, a endêmica falta de verbas, conjugada com um foco maior na segurança interna, tenham sido as razões maiores por tão longo período de paz regional.

No escopo global, no entanto, os fatos conflitaram de frente com o tal “Final da História” preconizado em 1992 pelo pensador americano Francis Fukuyama. O novo mundo uni-polar, surgido após o fim da Guerra Fria e da desintegração da URSS, acabou se verificando muito mais instável do que o previsto.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Submarinos Tupi em primeiro plano e Tikuna ao fundoSubmarino ARA SaltaUSCG Northland

ARA Gomes Roca e ARA Almte Brown

Com a chegada ao poder de Hugo Chavez, na Venezuela, esta “instabilidade pós-moderna” deu suas caras aqui pela América do Sul. Em paralelo, um processo de evidente frustração popular com as “insuficientes” melhorias econômicas geradas pelo período do Neo-Liberalismo e das políticas inspiradas no Consenso de Washington, culminou por colocar, quase que simultaneamente, nos cargos máximos de Bolívia, Equador e Nicarágua políticos de posições mais à esquerda que os centro-esquerdistas Lula, Michele Bachelet (Chile) e o casal Kirchener na Argentina.

 Fragata Niterói se preparando para suspender Fragata Niterói se preparando para suspender Fragata Niterói se preparando para suspenderNavios da US Navy

Hugo Chavez, alegando estar “ameaçado” pelos Neo-Conservadores do governo Bush partiu para o ataque (verbal) contra os EUA, apontando-se como herdeiro único de Fidel Castro e do Socialismo no Ocidente. Esta onda de anti-americanismo oficial, especialmente por ser financiada pelo petróleo (em preços recordes) da Venezuela, sem dúvida, criou um elemento novo, incômodo e particularmente difícil de ser contornado pela política exterior americana. Tudo isso num momento em que suas atenções já se encontravam distraídas em outras áreas, como, Iraque, Afeganistão, Irã, China e outros pontos de “stress geopolítico” um tanto mais quente que o nosso continente.

Sub-oficial brasileiro com sub-oficial americano em intercâmbioUSS FarragutFragata Niterói a caminhoFragata Bosísio

Rompendo com a complacência tradicional da região, Chavez optou por modernizar suas forças armadas em bloco, aproveitando-se dos altos preços momentâneos do ouro negro. Com grande visibilidade e bastante teatro, foram adquiridos radares chineses e helicópteros russos Mil Mi-35, Mi-26 e Mi-17. Em seguida, foi anunciada a aquisição de uma fábrica para fuzis de assalto e projetis do modelo AK-103, estando previstos nada menos que 100.000 unidades da arma no contrato inicial. Da Espanha ele tentou comprar navios de patrulha e aeronaves cargueiras militares CASA C-295 de porte médio e patrulheiros marítimos CASA C-235-MP Persuader, mas um bloqueio político-econômico à transferência de tecnologias americanas presentes nas aeronaves gerou o cancelamento sumário deste contrato. Os AMX e Super Tucanos que a Venezuela desejava comprar do Brasil, igualmente, foram embargados por pressões americanas o que empurrou Chavez a comprar seus novos aviões novos na Rússia. De início foram encomendados 24 unidades do caça multi-função Su-30MK2, uma classe de avião militar nunca vista por estas paragens. As compras venezuelanas acabaram empurrando outros países a tratarem de se reequipar, num fenômeno que a imprensa em geral não deixou de chamar de “corrida armamentista”, ainda que seus números totais tenham ficado muito aquém de outros processos semelhantes em curso no Oriente Médio, subcontinente indiano e sudeste asiático. Finalmente um ataque colombiano contra uma base da FARC em território equatoriano por pouco não botou os dois países mais a Venezuela numa ruptura muito severa das relações internacionais, o que facilmente poderia ter degringolado para um conflito real.

Super Lynx do HA-1 chegando para pouso à bordo da Fragata NiteróiSuper Lynx do HA-1 chegando para pouso à bordo da Fragata NiteróiSuper Lynx do HA-1 chegando para pouso à bordo da Fragata NiteróiEquipe de convôo pronta para o recebimento da aeronave

Durante todo este processo o preço do barril de petróleo disparou, praticamente dobrando seu valor em dólares. Numa descoberta espetacular, a Petrobrás veio anunciando uma grande seqüência de achados de poços de petróleo de boa qualidade, localizados ao largo da costa dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Estas reservas, estimadas em mais de 50 bilhões de barris de petróleo, fariam do Brasil um exportador de petróleo muito menos “complicado” do que são hoje os países do Oriente Médio, da África equatorial e especialmente da Venezuela, que a despeito de todas suas divergências públicas com os americanos, ainda responde, sozinha, por cerca de dez por cento das compras de petróleo estrangeiro dos EUA.

A “Resposta” Americana

A combinação de todos estes fatores listados acima, operou para fazer da América do Sul num dos pontos-chaves da política internacional dos Estados Unidos para as próximas décadas. A resposta mais evidente desta mudança de interesse dos EUA foi a recriação a partir de setembro de 2008 da 4ª Frota da Marinha Americana, a ser baseada em Mayport, no estado da Flórida. Atualmente a unidade elevada ligada ao Southcom (ou, por extenso: US Southern Command – Comando Sul) era o DESRON 40, ou, o 40º Esquadrão de Escoltas da US Navy.

OLP sinaliza para a aeronave O Super Lynx 4014 realiza alguns pousos e decolagens para aferir adestramento aos pilotos no pouso à bordo.SLynx pousado e peiado aguardando reabastecimentoTroca de pilotos para dar prosseguimento ao QRPB- Qualificação e re-qualificação de pouso à bordo

Esta unidade realiza um papel semelhante, nos EUA, ao dos nossos Esquadrões de Escolta, aprestando os meios e os tripulantes para que estes possam ser levados aos teatros de operações, geralmente no Atlântico e no Mediterrâneo, em deployment com os Carrier Strike Groups americanos que operam regularmente por lá.

Desta vez coube ao “Commodore” comandando o DESRON 40 a função de representar a US Navy nos principais exercícios da nossa região a UNITAS e Panamax.Um Commodore não é uma patente, mas um título atribuído a um CMG mais antigo, normalmente no comando de múltiplos navios de um esquadrão de Destróier/Cruzadores ou Anfíbio na US Navy. No sistema hierárquico da Marinha do Brasil não existe nada semelhante a um Commodore.

Fragata BosísioDestroyer argentino ARA Almte Brown cruzando a frente da Fragata Bosísio durante manobras táticasARA Almte BrownARA Almte Brown

Na UNITAS 08 o Commodore Laco teve a rara oportunidade de acompanhar um Grupo de Ataque de Navio aeródromo (Carrier Strike Group) até as costas da América do Sul. O Southcom aproveitou a necessidade da transferência do USS George Washington de sua base nos EUA para sua nova casa em Yokosuka, no Japão, para exercitá-lo junto aos aliados na região. A circunavegação do nosso continente é o caminho mais curto até o oriente para os Porta-Aviões da Classe Nimitz, por serem grandes demais para cruzar o Canal do Panamá. Lastimadamente, o NAe São Paulo e os A/F-1 Skyhawk do Esquadrão VF-1 da Marinha do Brasil não se encontravam plenamente operacionais neste período para aproveitarmos a oportunidade para aumentar, ainda mais, a interoperabilidade entre as marinhas das duas nações.

A Edição 49 da UNITAS

Nas palavras do Comandante José Augusto, do Comando da Primeira Divisão da Esquadra, unidade da Marinha do Brasil incumbida de organizar a UNITAS XLIX, este exercício foi: “Desde o seu início, muito ambicioso. Decidimos concentrar em apenas sete dias uma quantidade considerável de exercícios navais. Os treinamentos básicos ocorreram nos primeiros quatro dias e um exercício de confronto de forças de significativa dificuldade de foi executado nos últimos três.”

SLynx sendo hangarado à bordo da Fragata NiteróiSLynx sendo hangarado à bordo da Fragata NiteróiARA Almte BrownFennec peiado no convôo do ARA Almte Brown

Os exercícios básicos do “Work-up Phase”, prepararam as tripulações para que estivessem afiadas para as suas tarefas dentro do “Final Battle Problem”, ao final do exercício. Para que todos os eventos planejados fossem cumpridos dentro do tempo alocado, tudo tinha que dar certo. “Eram navios de três marinhas diferentes, que não operam juntos regularmente, e que teriam que aprender a operar juntos num tempo mínimo. Isso só foi possível porque as marinhas do mundo todo compartilham uma cultura comum. Ao contrário, neste tempo tão curto, isso não seria possível alcançar entre a Marinha do Brasil, o Exército e a FAB”, complementou o Comandante José Augusto.

ARA Almte Brown passando por bombordo a Fragata NiteróiARA Almte Brown passando por bombordo a Fragata NiteróiFennec argentinoFim do dia com o ARA Patagônia em faina de replenishment com a corveta ARA Gomez Roca

A UNITAS ocorre sob os mesmos preceitos há quase cinqüenta anos. Hoje existe o documento BI (Basic Instruction) 2050 que normatiza todos os procedimentos a serem usados em operações navais entre as nações americanas. Segundo o Comandante José Augusto; “Neste BI está estipulado que os exercícios básicos devem se suceder em ordem de dificuldade crescente. Por exemplo, começamos com exercícios de light-line (transferência de carga leve) e ‘leapfrogs' (aproximações e separações entre navios em movimento.) durante o dia passando, em seguida, para estes mesmos exercícios realizados à noite. A etapa seguinte é a da operação de transferência de óleo no mar (TOM, ou “RAS” – Replenishment at Sea, em inglês) de dia, e depois, à noite. Cada fase sendo um pouco mais exigente e arriscada que a anterior.”

Fragata NiteróiARA PatagôniaUSS FarragutManobras táticas

Da mesma forma ocorrem os exercícios de abordagem e de inspeção. Primeiramente ocorre o VBSS de navios ainda no porto. O passo seguinte é o VBSS nos exercícios básicos e finalmente são realizadas abordagens e inspeções durante o Final Battle Problem, de dia e de noite.

A chegada dos convidados

Os navios estrangeiros chegaram ao Rio no dia 21 de Abril. Para executar a segurança dos navios estrangeiros a MB colocou o navio patrulha Guajará (P-44) e quatro lanchas da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, para manter à distância quaisquer lanchas particulares e barcos à vela que porventura resolvessem chegar perto demais dos navios estrangeiros. O USS George Washington entrou pelo canal dragado que passa entre a Ilha Cotunduba e a encosta do Pão de Açúcar às xx horas. Em seguida, entraram pelo outro lado da ilha os navios argentinos, o “destructor” ARA Almirante Brown (D10), seguido pela corveta Meko 140, Gomez Roca (P46) e pelo submarino U209 ARA Salta (S-31). Na hora do almoço finalmente entraram o destróier da classe Arleigh Burke Flight IIA, o USS Farragut (99), seguido pela fragata USS Kauffman (59) da classe Oliver Hazzard Perry, e do “cutter” da Guarda Costeira Americana, USCGS Northland (WMEC-904). O navio tanque argentino Patagônia, que deveria ter chegado neste dia, teve alguns problemas técnicos inesperados e, por isso, apenas se juntou ao GT da UNITAS já no meio do evento, após a partida dos demais navios do Rio de Janeiro. Com a exceção do USS George Washington que é alto demais para passar debaixo da Ponte Rio-Niterói, todos os demais navios foram acomodados na Base Naval do Rio de Janeiro, localizada na Ilha de Mocanguê em Niterói.

A Marinha do Brasil, como anfitriã trouxe para a UNITAS a fragata Greenhalgh (F-46), Bosísio (F-48) e Niterói (F-40). A Bosísio levava o Esquilo Bi número 7062, e a Niterói e a Greenhalgh, embarcaram, respectivamente, os SuperLynx número 4014 e 4009. O Tupi (S-30) foi o submarino brasileiro neste exercício.

Os argentinos planejavam trazer a Meko 360 “ La Argentina ” (D11) e o submarino TR-1700 Santa Cruz, porém, na última hora, acabaram tendo que trocar estes navios pelo Almirante Brown e pelo Salta.

O primeiro dia

Dentro da tradição marinheira, tanto a seqüência de partida do porto, quanto a de chegada sempre é definida pela ordem hierárquica dos comandantes de força e de navio que estão a bordo de cada navio. Os comandantes mais antigos saem por último e atracam primeiro. Nesta quinta feira, 24 de maio, coube à Niterói, navio em que viajávamos, sair primeiro, o que nos colocou numa posição privilegiada para acompanhar toda a faina de desatracação dos demais navios.

Sala dos Sub-Oficial da Fragata NiteróiTurbina OlympusSub-Oficial dá a partida na turbina OlympusSala

Às 7h30 da manhã, com o portaló erguido, fomos desatracados com o auxílio de um rebocador, nos afastando de ré do píer interior da Base Naval de Mocanguê onde nos encontrávamos. A USCGC Northland amarrada a contrabordo da USS Kauffman se seguiu a nós trinta minutos depois. Passamos por debaixo da Ponte Rio-Niterói e diminuímos o ritmo na altura da Fortaleza de Santa Cruz para esperar os demais navios nos alcançarem.

CCMCCMChemaq da Fragata Niterói no CCMCCM - Painel elétrico
Corredor da Fragata NiteróiMCPsEngrenagensRancho dos praças e marinheiros

Como sempre, na saída do porto se realiza um exercício de “canal varrido, onde um navio menor, neste caso o NPa Guajará. que escoltava cada navio da UNITAS por sobre um canal de aproximadamente 4,5 milhas náuticas de comprimento, aberto num hipotético campo minado. Este é um exercício que testa as habilidades de navegação da equipe do passadiço. Para completar corretamente esta tarefa, o navio avaliado não pode se distanciar da “trilha” definida pelo navio guia (o “Lead Through Vessel”), sob risco de atingir uma “mina e afundar”. Por uma razão fortuita, naquele momento em que saíamos da Baía da Guanabara, entrou uma série de ondas muito grandes que causaram muitos problemas em vários navios que circulavam dentro da Baía, inclusive quebrando a porta frontal e provocando pânico e ferimentos nos passageiros de um catamarã comercial que realizava a rota Charitas-Praça XV.

Rancho dos Sub-OficiaisLançador do AspideAspideControle de lançamento à distância do Aspide

Como a fragata Niterói tem um deslocamento muito superior ao do catamarã, ela pouco sofreu, mas, restritos na nossa liberdade de movimento pelo exercício de canal varrido, ficamos em uma posição em que as vagas nos acertavam bem de través, causando uma desconfortável oscilação lateral lenta de cerca de 15 graus para cada bordo.

Lançador de ChaffsPainel de controle de lançamento de ChaffsTubo do lançadorSub-Oficial com um Chaff de manejo

Ao chegar no “ponto final” do canal imaginário, os navios brasileiros com helicópteros orgânicos iniciaram a recepção das aeronaves, que, em seguida, realizaram os vôos de qualificação e re-qualificação de pouso a bordo, etapa crucial para que as demais missões dos helicópteros possam ser realizadas.

Entrada para o lançador do BorocPainel de lançamento do BorocBorocPainel de controle de tiro do canhão Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm)
Paiol do Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm)Paiol do Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm)Controle de tiro secundario do Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm)Munição do canhão  Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm)

A Niterói ocupou as áreas “L”, “K” e “I” do retângulo designado para essa atividade a cerca de 240 milhas náuticas ao sul da boca da Bahia da Guanabara. Esta etapa demorou até às 15h30 da tarde. Com o QRPB dos brasileiros em curso, foi efetuado um cross-deck entre americanos e argentinos. O Sikorsky SH-60B da Kauffman fez vários pousos e decolagens do convôo do Almirante Brown e o Eurocopter AS-555 Fennec argentino, callsign “Francês”, realizou seus circuitos tanto no Farragut, quanto na Kauffman. Ainda no primeiro dia, houve os primeiros ‘leapfrogs' e à noite os navios já estavam realizando as primeiras transferências de carga leve entre si.

Um imprevisto vôo noturno

Nesta noite tivemos a primeira oportunidade de realizar um vôo diferente, o SuperLynx do nosso navio havia apresentado um defeito intermitente no display do radar Seaspray 3000, um tubo de raios catódicos monocromático verde onde são exibidos todas informações do sistema de guerra ASuW e de MAGE do helicóptero. Estávamos navegando para oeste, paralelos à costa do Rio de Janeiro, mais ou menos na altura de Cabo Frio quando foi tomada a decisão de mandar o AH-11A à Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, para trocar a peça danificada. Decolamos às 18h45 e levamos exatamente meia hora para chegar ao nosso destino. O SuperLynx voou sobre o mar a 1000 pés de altitude e 110 nós de velocidade, no meio da noite, sem qualquer referência visual, para cobrir a aproximada distância de 50 milhas náuticas que nos separavam da base. O Departamento de Aviônica e Armamento (DAA) do esquadrão HÁ-1 já estava preparado e assim que pousamos um técnico apareceu com a peça nos braços para sua substituição. O componente defeituoso seria posteriormente avaliado pelo DAA, e se possível, consertado ali mesmo, caso o problema fosse maior, ela seria então encaminhada aos órgãos apropriados para ser recuperada. Todo o processo de reparo foi surpreendentemente rápido, nos permitindo decolar às 19:45. Na volta usamos as informações do receptor GPS e do Computador Tático de Navegação RNS 252 para retornar em segurança ao navio, que se escondia no breu da noite oceânica. Às 20h30 já nos encontrávamos pousados em segurança no convôo da fragata Niterói.

Mapa da área do exercício Unitas 49SLynx peiado no convôo da Fragata NiteróiEquipe de manutenção do Esquadrão HA-1 realizando a troca do display em São Pedro D'AldeiaEquipe de manutenção do Esquadrão HA-1 realizando a troca do display em São Pedro D'Aldeia

Em seguida a uma troca de tripulação o AH-11A da Niterói decolou novamente para tomar parte no exercício de designação de alvos além do horizonte (OTH-T Surfex), o SH-60 deveria ter participado também, mas acabou passando por dificuldades técnicas que o impediram de voar. Do lado “inimigo” ficaram a Niterói e a Gomes Roca, os demais navios formavam o GT que foi ameaçado pelos dois.

Como é padrão, as horas da madrugada são reservadas aos exercícios entre COCs. Os “CCC-9-SF”, por exemplo, são típicos exercícios virtuais. Aqui é onde se emitem e recebem ordens codificadas de mudanças de rumo, velocidade e posição na navegação, mas, por ser um exercício “non-maneuvering” elas não são seguidas pelo passadiço. Também é a hora dos exercícios de detecção de sinais onde, um após o outro, os navios emitem com seus radares para que os demais tentem, com seus sistemas de Medidas de Apoio de Guerra Eletrônica, reconhecer a emissão, o equipamento usado e navio que o gerou, sempre no menor tempo possível.

Na manhã do dia 26, enquanto o GT cruzava a área “Cosmos”, houve um exercício de seis horas de duração onde se simulava a transferência de óleo no mar sob ameaça de dos dois submarinos participantes do exercício. Este foi um “Dry-RAS”, ou seja não havendo efetiva transferência de óleo, e sim apenas a ligação por cabos de aço entre dois navios que navegavam em paralelo. Este foi nosso dia a bordo do Farragut e toda esta tarde foi dedicada aos exercícios de VBSS, ou seja, técnicas de abordagem de navios suspeitos para inspeção. O Farragut foi pareado com a Greenhalgh para este exercício.

Foi apenas às 9h00 da manhã, um dia inteiro após os demais navios, que o USS George Washington levantou ferros para finalmente deixar a Baía da Guanabara.

Às 17h pousou o nosso helicóptero para a volta à Niterói, bem em tempo para acompanharmos os exercícios 25-180 e 25-190, que, sem dúvida, formaram uma bela novidade, tanto para brasileiros quanto para argentinos. No primeiro, realizado entre 19h e 21h, um EA-6B Prowler utilizou seus sistemas de interferimento para atrapalhar os radares e a comunicação entre os navios escolta do GT. Não houve em nenhum momento uma saturação eletromagnética que “acendesse” toda a tela de radar destes navios. Vários ataques distintos, sempre de curta duração foram experimentados nesta ocasião, inclusive com o lançamento de chaff. Em cada um, os operadores dos COC tinham que correr para tentar driblar as ações do avião de guerra eletrônica e restaurar a efetividade operacional dos seus radares. No evento seguinte, um F-18 foi utilizado para simular o perfil de ataque de um hipotético míssil antinavio disparado à distância contra o GT. Ele realizou pelo menos seis passadas, sempre voando abaixo dos 500 pés (+- 170 metros ). Enquanto isso, pela fonia, se ouviu repetidamente: “trecado! Solução de tiro! Lançado armamento!” Naturalmente, por questão de segurança, as reações dos navios a este “ataque” foram meramente “virtuais”. Às 20h, finalmente, o George Washington se juntou ao GT. Do outro lado estavam a corveta Frontin e a fragata Liberal assumindo o papel de “Opposing Force” visando atacar sumariamente os demais navios num exercício de transito sob ameaça de superfície que durou das dez da noite até as 06h da manhã do dia 26. No fim da noite o GW acabou sendo atingido por “dois Exocets” da corveta Frontin, que operou aqui adiantada, como se fosse um “super-navio patrulha” e pela fragata Liberal, que também disparou outros “quatro Exocet” contra outros navios do Grupo Tarefa. Pra coordenar seu ataque, os dois navios se comunicaram exclusivamente via satélite (usando telefone comercial Intelsat) o que os permitiu pegar o GT de surpresa.

A “Work-Up Phase”

Mal deu às 7h00 da manhã e lá estávamos nós, decolando, uma vez mais, da Niterói para nosso próximo destino, o “cutter” Northland. A manhã deste dia foi essencialmente dedicada ao exercício de tiro contra os alvos não-tripulados. Desta vez o “Dronex” não foi concluído com um “Missilex”, diferente dos dois anos anteriores, nenhuma marinha demonstrou o interesse de disparar um míssil antiaéreo contra o alvo a jato. Em função de resultados muito favoráveis obtidos recentemente pela fragata Independência, havia uma grande expectativa da Marinha do Brasil em relação à performance da Niterói. Isso especialmente após a decisão de se o usar do canhão principal de 4,5 polegadas e não os dois reparos Trinity na função antiaérea. O “drone” fez três corridas transversais ao redor da Niterói, que disparou contra ele cinco tiros em cada uma. Os tiros não somente atenderam, como superaram cada uma destas expectativas iniciais, confirmando-se que as fragatas Niterói, pós ModFrag, são realmente uma plataforma de tiros exemplar. O Farragut também usou sua bateria principal contra o drone, e os navios argentinos dispararam apenas com os canhões de 40mm.

Tiro noturno contra granada iluminativaPreparação para exercício DRONEXUSS Farragut com os Drones no convôo prontos para o lançamentoUSS Kalffman
USS Farragut efetuando disparos contra o DroneDroneDrone

Com o exercício encerrado, o Northland e o Farragut, que lançou os drones, foram destacados do grupo para a faina de recuperação dos drones BQM-74, após estes caírem no mar por falta de combustível. De nossa posição privilegiada, no navio da Guarda Costeira americana, pudemos acompanhar todo este complexo processo bem de perto. Entre 14h e 19h houve um exercício de transito sobre ameaça aérea com os navios novamente realizando “Dry-RAS” por uma segunda vez. A presença do porta-aviões gerou muito atenção para este evento uma vez que dois F-18 foram os atacantes e outros F-18 realizaram o Combat Air Patrol (CAP). A área do CAP é um anel exterior à área de atuação dos mísseis anti aéreos de longo alcance dos destróieres da Classe Arleigh Burke.

SH-60F do GWNavios em form- unoCorveta ARA Gomez RocaARA Almte Brown e a Fragata Greenhalgh ao fundo

Às 20h30 o USS George Washington deixou o GT para retornar para a área América, onde ele pode realizar pousos e decolagens sem restrições. Às 21h os navios se colocam em coluna para um exercício de tiro contra granada iluminativa (GIL). Nesta oportunidade, coube à Niterói disparar a GIL e disparar contra ela com seu canhão Trinity de 40mm com resultados excelentes, neste aspecto não resta dúvida que após o ModFrag a melhora na precisão de tiro dos canhões das Niterói foi marcante.

Navios em formação para a FotexNavios em formação para a FotexNavios em formação para a FotexFragata Niterói

O dia 27 foi um dia movimentado, pela manhã ocorreu o tiro contra alvo de superfície puxado pelo Tridente, um dos rebocadores oceânicos da MB, a 2000 jardas de distância dos escoltas. Nesta oportunidade, a Niterói deu antes três tiros de calibragem, os “PAC” (Pre-Action Calibration fire) e saiu-se bem. A calibragem é feita pelo radar de tiro ou pelo sistema de acompanhamento eletro-ótico. Mas aqui quem realmente obtreve a marca a ser batida foi a ARA Almirante Brown. O Comandante José Augusto, da DIV-1, comentou: “Este exercício ocorreu de forma exemplar, mesmo tendo começado com 1h30 de atraso ele foi concluído dentro do prazo previsto. Em média, cada navio levou entre 20 e 30 minutos para dar seus tiros.” O Northland não participou deste exercício por pequenos problemas no sistema de retorno no seu canhão principal.

Navios em formação para a FotexSH-60F em vôo pairado realizando fotos da Unitas 49Navios em formação para a FotexNavios em formação para a Fotex

Este também foi o dia em que ocorreu a visita VIP ao George Washington pela manhã e a Photoex pela tarde. Para permitir o vôo simultâneo do SH-60 e do nosso SuperLynx, foi montado um esquema de vôo e de comunicação em que os dois helicópteros ficavam orbitando em direção horária ao redor do GT disposto em formatura. Para garantir a segurança aérea enquanto um dos helicópteros voava “alto”, o outro estava forçosamente “baixo”. As mudanças de altitude eram coordenadas diretamente entre os dois pilotos.

A formatura escolhida tinha a Bosísio na frente com o Brown a Bombordo e a Greenhalgh a boreste, ambas um pouco recuadas. Atrás da Almirante Brown estavam a Niterói e o Farragut, lado a lado, com a Northland logo atrás. Pelo outro lado, vinham atrás da Greenhalgh, o Patagônia e a Kauffman, seguidos pela Gomes Roca. E finalmente, bem no centro, atrás de todos, vinha o imenso George Washington.

Na conclusão do Photex o CVN americano uma vez mais se separou para realizar o primeiro “Sea Power Demonstration”, nesta vez para a platéia VIP que foi trazida num C-2 desde o Galeão. Em paralelo, das 11h às 17h, na área River, o submarino argentino Salta teve sua oportunidade de se enfrentar com o P- 3C Orion da US Navy, que também operou desde a Base Aérea do Galeão.

ARA PatagôniaNavios em formação para a FotexManobras táticasManobras táticas

Nesta noite ocorreu um segundo transito sob ameaça aérea, mas desta vez com aeronaves operando em ambos os lado, atacando e defendendo o GT. Na defesa havia seis F-18 e no ataque Hawkeyes, Prowlers, Vikings e F-18s. Entre 23h00 e 00h00 os navios se reposicionaram para preparar o longo e complexo Final Battle Problem.

Para nós, o primeiro dia do FBP passou longe, à distância. Foi neste dia que nos coube visitar o George Washington, junto com um grupo de repórteres brasileiros que veio a bordo no C-2. Mas enquanto isso...

O Final Battle Problem

Uma tradição nas UNITAS, o exercício de confronto de forças, ou Final Battle Problem, é a culminação dos inúmeros exercícios realizados na fase inicial do exercício. Neste ano se deram algumas novidades bem marcantes, em primeiro lugar, a duração. Com três dias completos, este FBP foi quase que 50% mais longo, em outras UNITAS. Outra mudança foi o foco, com a maior duração, foi decidido permitir que o FBP durasse para além do lançamento dos primeiros mísseis. Em 2008 o exercício foi levado até a sua “conclusão”, com muitos dos navios acabando “destruídos” ou “significativamente danificados”.

O cenário de fundo apresentado, sobreposto à costa do Estado do Rio de Janeiro, envolvia dois países costeiros “Orange” e “Green” que fazem fronteira com dois países sem acesso ao mar, “Red” e “Yellow”. Green e Orange tem um histórico de conflito militar desde sua independência. Em conseqüência diiso, Orange decide investir em armas químicas além de financiar um grande programa de re-equipamento militar. Preocupada com o risco de proliferação de armas de destruição de massa no continente o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu montar uma força tarefa incumbida de realizar atividades de controle de Área Marítima para impedir a chegada de insumos críticos para a entrada em operação da fabrica de armas químicas que aparentemente está sendo construída na cidade de “Carité” (Teresópolis).

Fragata Greenhalgh - F-46USS Farragut - DDG-99SH-60FARA Almte Brown

O Commodore Laco comandou as forças Azuis, as forças navais da ONU, que incluíam os navios USS Farragut, Northland, Greenhalgh, Bosísio, e a ARA Gomes Roca. No lado Orange, sob comando do CGT argentino, estavam a Almirante Brown, a USS Kauffman e a Niterói, além dos dois submarinos. Os navios tanque, Gastão Motta e Patagônia se revezavam fazendo o papel dos navios cargueiros que deveriam ser escoltados por um dos lados e vistoriados pelo outro. O imenso poder aéreo do George Washington foi dividido de forma igualitária entre os dois lados, e o navio em si, acabou ficando de fora do jogo.

Os planejadores da Div-1 gastaram muito tempo elaborando este cenário, segundo o Comandante José Augusto: “neste ano, ao contrário do que ocorreu em 2007, criamos duas diretrizes não-antagônicas. Assim as duas frotas não tinham razão para sair atirando, uma contra a outra, logo ao primeiro contato, tal estratégia fez com que cada hora do evento fosse aproveitada. Os navios de Orange tinham que proteger o seu tráfego mercante e os Azuis apenas tinham que localizar e, eventualmente, apresar, quaisquer cargas proibidas encontradas. O planejamento dos Azuis foi muito efetivo, praticamente criando um “círculo de fogo” ao redor da boca da Baía da Guanabara. Para os Laranjas estava bem claro que a única ameaça real à sua fabrica em Carité, viria dos mísseis Tomahawk do Farragut ou das aeronaves do George Washington.

Um “crash no mar”, virtual, obviamente, de um helicóptero obrigou a Niterói a se deslocar para realizar seu resgate, sendo os tripulantes pela Niterói posteriormente entregues ao Northland.

Na madrugada do dia 30, num momento onde todos os navios já estavam se embolando na parte norte da área de operações; os juízes apelaram para duas informações de “inteligência” distintas, uma para cada um dos lados. Para os Azuis foi disseminada a informação de que “um navio cargueiro com o material proibido tinha sido localizado a sudoeste sendo escoltado por seis fragatas da classe Niterói”. Para responder a esta novidade o comando de Azul deveria responder com “força máxima”. Simultaneamente ao comando de Orange foi passado que o mercante “Rotweiller” levava a bordo itens fundamentais para a conclusão da fábrica de Carité, e por isso, deveria ser escoltado até o porto pelos navios laranjas.

USS George WashingtonUSS George WashingtonFragata Niterói - F-40USS George Washington junto ao GT

Isso fez com que as forças, uma vez mais, se separassem. Azuis indo para o sul e as Orange se dirigindo para a costa. Durante os dois primeiros dias varias escoltas de mercantes foram realizadas pelos laranjas e do outro lado a Bosísio fez três VBSS, a Greenhalgh outras duas, o Farragut, apenas uma. O Northland, teoricamente o navio “expert” em abordagens de inspeção marítima, não realizou nenhuma. Do ponto de vista dos juizes, o nível de controle exercido durante este exercício, foi muito mais intenso do que o ocorrido no ano passado. Desta vez, houve nada menos que sessenta “injeções de inteligência”, informações que os navios recebem de fora, vindo de seus “comandos, de fora teatro de operações”.

O CGT argentino posicionou seus dois submarinos em duas áreas contíguas, lado a lado, bem no meio da área de operações. Nesta posição, inevitavelmente, os navios Azuis teriam que ultrapassá-los para se aproximar da entrada da Baía da Guanabara. As escoltas laranjas, até por questão de segurança, ficavam sempre entre a área de submarinos e a boca da Baía.

Antes da crise escalar, a Niterói chegou a ser iluminada pelo radar diretor de tiro do Farragut, enquanto ela escoltava o mercante “Sagatiba” (Gastão Motta).

A notícia de que os laranjas haviam conseguido contrabandear todos os componentes necessários para a conclusão da fábrica mudou todo o cenário. Fruto disso, no dia 30 às 10h, após ter sido autorizado, um dos submarinos engajou e afundou a Bosísio, em seguida a Greenhalgh foi atingida por vários mísseis anti-navios também.

Do lado laranja, a Kauffman pagou um preço alto e foi colocada fora de ação por mísseis anti-navios inimigos. Mesmo após ser alvejado por quatro “mísseis Exocet” da Almirante Brown, seguidos logo depois por mais dois da Niterói, o USS Farragut, ainda assim, conseguiu disparar vários de seus mísseis SLAM-ER contra o porto de Carioca (Rio de Janeiro) antes que o exercício fosse encerrado. Os laranjas, por haverem tomado a iniciativa de deflagrar o primeiro ataque, conseguiram sair deste conflito com a Niterói e a Almirante Brown incólumes. Neste ponto os juízes se deram por satisfeitos e encerraram o Final Battle Problem da UNITAS XLIX.

A Parada Naval

No dia primeiro de junho, após o grande stress do Final Battle Problem restou aos navios apenas uma atividade, e de uma natureza consideravelmente mais “light”: uma parada naval diante das praias da Zona Sul do Rio de Janeiro. Os navios iniciaram a parada precisamente às 8h00 bem no meio da praia da Barra e seguiram em ‘form uno' (coluna) até alcançarem a entrada da Baía da Guanabara e entrarem na Base Naval do Rio de Janeiro. O George Washington e a fragata USS Kauffman deixaram o grupo após a parada, seguindo em direção à Argentina, onde outros compromissos os aguardavam. Todos os “shipriders” do CVN-73 deixaram o navio e foram deixados no Galeão por um avião Greyhound.

SLynx 4009 pilotado pelo Comandante do Esquadrão HA-1 sobrevoa os navios ao final da Unitas 49 por ocasião das comemorações do dia do trabalhoSLynx 4009 pilotado pelo Comandante do Esquadrão HA-1 sobrevoa os navios ao final da Unitas 49 por ocasião das comemorações do dia do trabalhoSLynx 4009 pilotado pelo Comandante do Esquadrão HA-1 sobrevoa os navios ao final da Unitas 49 por ocasião das comemorações do dia do trabalhoSLynx 4009 pilotado pelo Comandante do Esquadrão HA-1 sobrevoa os navios ao final da Unitas 49 por ocasião das comemorações do dia do trabalho
SLynx 4009 pilotado pelo Comandante do Esquadrão HA-1 sobrevoa os navios ao final da Unitas 49 por ocasião das comemorações do dia do trabalhoFragata NiteróiNT Gastão Motta - G-23 com o ARA Patagônia ao fundoFragata Bosísio - F-48
ARA Almte BrownFragata GreenhalghUSS FarragutFragata Niterói
NT Gastão Motta ARA PatagôniaARA Gomez RocaUSCG Northland fechando a Parada Naval
SLynx 4009O SLynx 4009 sobrevoando o USS KalffmanO SLynx 4009 sobrevoando o USCG Northland

Os demais navios puderam aproveitar mais alguns dias de descanso no Rio de Janeiro. Mas, infelizmente para eles, durante a fase de mar da UNITAS o tempo virou por completo e o sol de verão que havia antes foi substituído completamente por uma chuvinha insistente e um vento frio sob um teto de nuvens negras.

Conclusão

Após os detalhados debriefings, realizados em terra no dia 2 de junho, a Marinha do Brasil confirmou sua impressão de que todos seus navios, comandantes e tripulações alcançaram um resultado muito satisfatório desta vez. Um exemplo disso foi que, de todos, o único navio a executar o VBSS noturno, corretamente e sem pestanejar, durante o Final Battle Problem, foi a fragata Greenhalgh.

A despeito de todos seus méritos ficou patente que para ser integrado e operar como parte de um GT multinacional o Northland, navio da USCG, tem que ser controlado de forma muito próxima, quase como se fosse uma aeronave. Mas sem dúvida, foi a participação deles na fase no porto, durante o treinamento para abordagens, o que mais agradou à Marinha do Brasil. Para este treinamento eles até trouxeram uma roupa especial, acolchoada, chamada de “Red Man”. Vestido nela o instrutor pode ser submetido a uma verdadeira “surra” sem que ele fique com um hematoma sequer que seja.

Ano que vem, haverá a UNITAS 50, e essa sim, será inesquecível. Até lá!

Last Updated on Tuesday, 12 August 2008 19:35
 

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