O CVN-73 USS George Washington e o CAW 17 PDF Print E-mail
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Saturday, 13 September 2008 13:33

Texto: Felipe Salles

O USS George Washington na América do Sul

Apenas de muitos em muitos anos, e geralmente por razões externas à geopolítica da nossa região, é que os imensos porta-aviões americanos passavam pela América do Sul. Mas isso pode vir a mudar com o anúncio da criação da Quarta Frota americana em julho deste ano. Coube ao CVN-73, o USS George Washington, participando da UNITAS XLIX, a honra de simbolizar esta mudança de importância da América do Sul para os planos geopolíticos do governo americano.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
USS George Washington fundeado na Baia de GuanabaraClose da Ilha do GWGW durante a FotexGW durante a Fotex

 

Introdução

No primeiro semestre de 1987 veio ao Rio o USS Nimitz, em sua viagem de transferência para a base naval em Bremerton, no noroeste dos EUA. Em fevereiro 1990 foi a vez do USS Enterprise, retornando do Golfo Pérsico para sua Base Naval em Norfolk. Depois , apenas em 2004, passou o USS Ronald Reagan, novinho em folha, em sua viagem de inaugural, a caminho de sua primeira base, em San Diego. Em 2008, foi a vez do CVN-73 ser enviado da costa leste dos EUA para substituir o USS Kitty Hawk como o porta-aviões americano permanente da base naval de Yokosuka no Japão. A Sétima Frota é a única frota da US Navy que tem um porta-aviões permanentemente baseado fora do território americano.

GW durante a FotexGW durante a FotexGW durante a FotexGW durante a Fotex

 

O CVN-73

O USS George Washington, comissionado em quatro de julho de 1992, é o sexto porta-aviões de propulsão nuclear da classe Nimitz. Apenas um estaleiro nos EUA, o Newport News Shipbuilding and Dry Dock Company [GE: 37° 0'7.14"N 76°27'1.81"W], tem condições de construir e de docar para manutenção os navios desta classe. Só lá existe um dique seco específico para isso, medindo impressionantes 660 por 90 metros .

Passadiço do GWTela com o mapa da Baia de Guanabara com a posição aonde o GW está fundeado.Cabrestante do GWMock up de um F-18 para treinamento da tripulação
Cabides para as aeronavesCabides para as aeronavesTanques armazenados no teto do HangarFuzileiro atento cumprindo plantão no convôo

Os porta-aviões da classe Nimitz medem mais de 330 metros de comprimento, com uma boca de quase 41 metros e calado de 13 metros . Por esta razão, é que eles no Rio de Janeiro são obrigados a ficar fundeados no meio da baía da Guanabara, pois o porto aqui não tem nenhum de seus cais dragado tão profundamente. A Base Naval do Rio de Janeiro, por sua vez, fica localizada em Mocanguê, do outro lado da Ponte Rio Niterói, e os mastros dos CVN americanos não os permitem passar por debaixo do vão central com segurança. Estes gigantes apresentam um deslocamento, quando totalmente carregado, de cerca de 97.000 toneladas, ou seja, praticamente três vezes maior que o deslocamento do NAe São Paulo da Marinha do Brasil. Esta classe carrega entre 70 e 80 aeronaves em condições operacionais normais, e atinge velocidades superiores a 30 nós, movido por seus dois reatores nucleares Westinghouse A4W e quatro conjuntos de turbinas a vapor GE. Este sistema de propulsão produz, no total, mais de 280.000 shp, divididos entre seus quatro eixos.

Espelho de pouso do GWCIWS RAMCIWS PhalanxLançador de misseis Sea Sparrow
SH-60FSH-60FSH-60FSH-60F

O Convés de Vôo dos classe Nimitz é imenso, maior do que três campos de futebol colocados ponta a ponta. A “ilha”, como é chamada a superestrutura nos porta-aviões, fica posicionada a boreste do navio, apresentando na sua face frontal três conveses amplamente envidraçados. O localizado mais em baixo abriga o Controle de Convôo, o do meio, o Passadiço, de onde de dirige o navio, e no superior, fica a cabine do Air Boss e do Mini-Boss de onde se controla as operações aéreas de decolagem e pouso. Neste mesmo convés, existe uma grande varanda a céu aberto de onde se pode observar a movimentação no convôo em total segurança, e, principalmente, sem atrapalhar sua condução. Este lugar tem o apelido bem humorado de “Vultures's Row”, ou, em bom português, o “Poleiro dos Abutres”.

F18-FF18-FF18-F do lider do Esquadrão Jolly RogersF18-F do lider do Esquadrão Jolly Rogers
Detalhe da tubeira do F18-FGancho - HookS-3B Viking e um motor acidentado ao ladoS-3B Viking

A ALIDE pode visitar o USS George Washington em duas oportunidades durante este exercício. Na primeira, o navio ainda estava fundeado dentro da Baía da Guanabara e chegamos nele num barco de transporte de pessoal da Base Naval do Rio de Janeiro. Esta visita foi programada para que os oficiais e praças da Marinha do Brasil e da Armada Argentina pudessem compreender na primeira pessoa a “escala” de um CVN americano e seu potencial operacional. Partimos da BNRJ às 9:00 num dia de tempo perfeito, ideal para as nossas fotos. Para receber os “liberty boats”, que transportam os tripulantes americanos de e para o terminal de passageiros no Píer Mauá, foi posicionada na popa do porta-aviões uma chata na qual as grandes lanchas se amarram. Isso certamente previne danos ao casco em função do balançar natural do mar. Adicionalmente, esta chata aumenta a segurança do processo de embarcar e desembarcar o pessoal, tendo em vista o grande número de tripulantes envolvidos. Ao longo da parede exterior da popa existe uma escada que dá acesso ao hangar, por onde todo visitante, independente de quem seja, tem que passar por um sistema de Raios-X, como se fosse num aeroporto. A parte traseira do hangar abriga uma série de oficinas usadas no reparo das aeronaves, neste dia, toda esta área estava escondida por detrás de grandes cortinas de lona que iam do teto ao chão. Enquanto nós passávamos pelo check de segurança, uma imensa fila de militares americanos aguardava a sua hora de embarcar no barco para finalmente visitar o Rio de Janeiro.

S-3B VikingDetalhes do S-3B Viking Trem de pouso do S-3B VikingECM do S-3B Viking
Chaff/Flare dispenserS-3B VikingE-2C HawkeyeDomo do radar do E-2C Hawkeye

No segmento central do hangar, foi montado um “stand” promocional para apresentar a US Navy aos visitantes leigos. Ali estavam explicitadas suas filosofias e princípios operacionais, além de conter fotos e detalhes técnicos de seus navios, aeronaves, etc. Nosso grupo de 60 pessoas, para simplificar, foi dividido em três sub-grupos, cada um realizando sua própria visita guiada em paralelo. Vários oficiais da Marinha do Brasil foram convidados pela US Navy para embarcar como “shipriders” (observadores), permanecendo a bordo do George Washington até a conclusão da UNITAS XLIX. Neste caso estavam o CF Noga, Comandante do VF-1 e o Cte Alvarenga, atual Air Boss do NAe São Paulo e piloto mais antigo de asa fixa da MB. Além deles, vários outros praças e oficiais da aviação naval brasileira tiveram esta oportunidade de experimentar essa vivência profissional única. Nosso tour nos levou primeiro ao compartimento das âncoras na proa, seguindo para o Convôo onde estavam posicionadas todas as aeronaves embarcadas. Em seguida, fomos ao passadiço e finalmente retornamos ao hangar.

E-2C HawkeyeEntrada de ar na fuselagem do E-2C HawkeyeMotor do E-2C HawkeyeEA-6B Prowler
EA-6B ProwlerEA-6B ProwlerEA-6B Prowler

Tudo nesta classe é gigante, praticamente fora de proporção. Cada uma das suas duas âncoras pesa 30 toneladas, o navio apresenta seu interior dividido em um total de 3360 compartimentos e pode, em circunstâncias extremas, acomodar até 6250 militares.

Super Lynx da Marinha do Brasil pousado no GWSuper Lynx da Marinha do Brasil pousado no GWPilotos caminhando para as aeronavesSH-60F em manutenção
Visão do hangarVisão do hangarF18-E em manutençãoSala de áudio e video do GW

A nossa segunda visita foi bem diferente. No dia 28 o SuperLynx da Niterói nos levou até o George Washington aonde chegamos por volta do meio dia.a Este foi o primeiro pouso de um AH-11A da Marinha do Brasil num CVN americano. O local nos porta aviões da US Navy dedicado ao pouso de helicópteros fica do lado esquerdo, no extremo dianteiro e final da pista inclinada. Foi lá, que o SuperLynx do HA-1 pousou para nos deixar. Devidamente autorizados, deixamos a cabine pela porta da direita e caminhamos perpendicularmente, e de cabeça abaixada, em direção à porta que da acesso à ilha do navio desde o convôo. Em seguida fomos levados diretamente a uma “sala de embarque e desembarque” onde nossos anfitriões foram avisados de nossa chegada. Como os C-2 Greyhound permitem o transporte de grupos de até 26 passageiros, esta sala é uma forma inteligente de manter toda essa gente fora dos corredores do navio e em segurança. Aqui , fomos recepcionados pelo pessoal de RP de bordo, que nos levou para almoçar e em seguida para visitar o navio com mais calma do que da primeira vez. Nesta ocasião, dentro do hangar havia um EA-6B Prowler e mesmo tendo visto fotos destes aviões por décadas, não pude me deixar de surpreender com seu tamanho. Esta impressão foi magnificada pelo enorme trem de pouso dianteiro que dá a nítida impressão de que o avião está “cabrado”, inclinado para trás, pronto para decolar dali mesmo.

CorreioCorreioTripulante realizando um saque num dos vários caixas eletrônicos existentes à bordo.Corredor de passagem
Um dos ranchos do GWA tripulação tem a sua disposição vários tipos de sucos, sorvetes, café e refrigerantes à bordo.Cardápio bem variadoUm dos ranchos do GW

No dia anterior, quando, infelizmente, nos encontrávamos bem distantes, a bordo do Northland, houve o “Sea Power Demonstration”. Um evento essencialmente voltado para relações públicas, ele foi inserido na programação a pedido da US Navy. Nele, vários aviões do George Washington sobrevoaram em formação, repetidamente e a baixa altitude, o porta-aviões e os demais navios participantes desta UNITAS, para a apreciação pela comitiva de VIPs, militares e civis, brasileiros que passaram todo aquele dia a bordo do George Washington.

Por dentro da “Cidade flutuante”

O USS George Washington conta com nove cozinhas (“galleys”) para alimentar seus mais de 5000 tripulantes, embora, nesta viagem, apenas 4000 estejam embarcados. Segundo nosso guia, deste total, aproximadamente 20% são mulheres. O grande número de camarotes facilita a presença de mulheres a bordo, muito diferente do que se vê numa fragata OHP, onde cerca de 30% da tripulação teria que ser de mulheres para que os espaços de acomodação existentes pudessem ser alocados adequadamente.

Consultório GinecológicoSala de Raio XCTICentro Cirúrgico
Centro CirúrgicoTripulante fazendo fisioterapiaCartaz com as localizações do GWLuiz Padilha, Mr Herring e Felipe Salles

Outro sinal inequívoco do tamanho do porta-aviões é a existência de uma agência completa dos Correios a bordo. A correspondência chega diariamente nos Grumman C-2 toda vez que o navio se encontra próximo de grandes cidades, foi assim no Rio, no Chile e será também quando o navio chegar a San Diego.

Prowler vindo para o pousoProwler não engancha e vai arremeterProwler arrementendoProwler arrementendo
Prowler arrementendoProwler arrementendoF18-F pousandoF18-F pousando
F18-F pousandoF18-F pousandoF18-F pousandoF18-F pousando
F18-F pousandoF18-F pousandoF18-F pousandoProwler pousando

O hospital do George Washington é bem grande, contando com um total de 45 leitos, farmácia, laboratório de exames clínicos, ala de fisioterapia e uma UTI completa para tratar três pacientes de forma simultânea. A equipe permanente do hospital é composta de oito médicos e uma psicóloga. Cabe à enfermeira-chefe a tarefa permanente de treinar o pessoal do navio para atuar em caso de ocorrência de qualquer situação catastrófica, onde todas as mesas do convés de rancho passariam a ser usadas como área de triagem e de atenção médica de emergência.

Prowler pousandoProwler pousandoProwler pousandoF18-E vindo para o pouso
F18-E desiste do pouso e inicia a arremetidaF18-E arremetendoF18-E arremetendoF18-E arremetendo
F18-E arremetendoProwler vindo para o pousoProwler tocando o convôoProwler enganchado

Por dia são preparadas três refeições completas (café da manhã, almoço e jantar), complementadas pelas “midnight rations” ou “midrats”, como é chamada a ceia no linguajar da US Navy. No total, são servidas mais de 18.000 refeições por dia no navio. A tripulação realiza suas refeições em vários locais, quatro bandejões com seis “sit down areas” equipados com mesas dobráveis atendem aos cabos e marinheiros. Os sargentos e subs usam exclusivamente o “Chief's Mess”, e os oficiais comem numa de duas Praças d'Armas existentes no navio. O Capitão e o Almirante, comandante da força tarefa realizam suas refeições nas suas próprias câmaras.

Prowler enganchadoProwler enganchadoViking vindo para o pousoViking vindo para o pouso
Viking pousandoViking enganchadoViking enganchadoViking enganchado
Viking enganchado e parado, soltando o caboViking dobrando as asas para o taxiViking dobrando as asas para o taxiViking dobrando as asas para o taxi

Os sistemas de destilação de água do navio produzem 1,5 milhão de litros de água potável a partir da água do mar. A despeito de não precisar transportar combustível fóssil para seu próprio uso, o GW carrega impressionantes 13,2 milhões de litros de combustível para atender às aeronaves e também para seus escoltas.

A defesa do NAe

A principal arma de proteção do porta-aviões americano, naturalmente, é a ação de suas próprias aeronaves, uma vez que estas existem para manter os potenciais vetores de ataque inimigos seguramente à distância do Carrier Strike Group. Além deles, a proteção final contra os mortíferos mísseis de cruzeiro, lançados de navios, submarinos ou aeronaves, é tarefa cumprida por dois sistemas independentes. No anel exterior, entre 8 e 0,8 quilômetros , cabe aos mísseis Sea Sparrow, interceptar o míssil inimigo. Mais próximo que isso, o ataque final é feito com os canhões Vulcan de 20mm dos quatro sistema Phallanx instalados a bordo. Esta arma é efetiva entre 1.800 e 150 metros ao redor do navio, disparando entre 3,000 e 4,500 projéteis assim que seu radar começa a acompanhar o alvo.

Viking taxiandoViking taxiandoF18-E pousandoF18-E pousando
F18-E pousado e enganchadoF18-F pousandoF18-F pousado e enganchadoF18-F pousado e enganchado
F18-F soltando o cabo e dobrando suas asasF18-F soltando o cabo e dobrando suas asas e iniciando o taxiTripulante escora o cabo na hora do retorno Tripulante escora o cabo na hora do retorno
F18-F do lider do Esquadrão Jolly Rogers F18-F do lider do Esquadrão Jolly Rogers enganchadoF18-F do lider do Esquadrão Jolly Rogers enganchadoF18-F do lider do Esquadrão Jolly Rogers pousado

A tripulação normal do George Washington é de 3.200 homens e mulheres, a Ala Aérea do Porta-Aviões (Carrier Air Wing – CAW) adiciona a este número, outros 2.480 militares.

Dentro do hangar, alinhado com o elevador dianteiro de bombordo, se encontra uma inusitada célula esgotada de F/A-18A. Hoje em dia, esta “Crash Recovery Airframe” não é mais capaz de voar, sendo usada, unicamente, para o treinamento dos procedimentos de resgate do piloto em caso de acidente no convôo. Numa situação extrema como esta, o risco permanente de explosão do combustível faz com que a remoção de um tripulante preso dentro da cabine se revista de imensos riscos, tanto para ele, quanto para o pessoal de resgate do convés.

Hawkeye taxiando em direção a catapultaHawkeye taxiando em direção a catapulta com um Viking se preparando para ser lançado tambémHawkeye taxiando em direção a catapulta e o Defletor da catapulta lateral já está acionado para o lançamento do Viking Viking taxiando
Hawkeye taxiando em direção a catapultaHawkeye desdobrando as asas para a catapultagemHawkeye pronto para ser catapultadoHawkeye lançado
Hawkeye lançadoHawkeye em vôoF18-FF18-E
Viking pronto para ser lançadoViking sendo lançadoViking sendo lançadoViking sendo lançado
Viking sendo lançadoViking sendo lançadoViking em vôoTorre de controle do GW

Esta célula apresenta uma peculiar camuflagem em tons de azul, simulando um padrão normalmente usado pelos caças russos MiG-29 Fulcrum. Até mesmo suas pontas das duas empenagens foram, inclusive, pintadas de maneira a sugerir o formato clássico das superfícies verticais dos aviões russos. Muito provavelmente este avião voou até o fim da vida útil estrutural no VFC-12, os “Fighting Omars”, unidade “aggressor”, para o treinamento de manobras e combate aéreo dissimilares (DACT - Dissimilar Air Combat Training), baseada em Estação Aérea Naval de Oceana, Virgínia, estado na costa leste dos EUA[GE 36° 49 21.8775N 076° 01 54.8051W].

O Carrier Air Wing

Um Carrier Air Wing, ou “Ala Aérea Embarcada”, em português, é a unidade permanente que agrupa e coordena taticamente os esquadrões aéreos da US Navy a bordo de um porta-aviões. O Comandante do Carrier Air Wing tem o mesmo nível hierárquico do comandante do porta-aviões, sendo ambos subordinados ao comandante do Carrier Strike Group.

Oficiais da Marinha do Brasil embarcados no USS george Washington, presentes na torre de controle.Pilotos do Esquadrão Jolly Rogers na torre de controle do GWF-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers taxiandoF-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers taxiando
F-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers na esperaF-18E do Esquadrão Wildcats sendo lançadoF-18E do Esquadrão Wildcats sendo lançadoF-18E do Esquadrão Wildcats sendo lançado
F-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers na esperaF-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers sendo lançadoF-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers sendo lançadoF-18F do Lider do Esquadrão Jolly Rogers sendo lançado

Curiosamente, no George Washington, os Super Hornets embarcados pertenciam ao CAW número 7 e desta forma ostentavam o código “AG” no rabo. Por alguma razão, os F-18C/D permanentes do CAW-17 não embarcaram para este cruzeiro. As aeronaves chegaram a bordo nos dias 8 e 9 de abril, quando o George Washington já se encontrava entre 60 e 100 milhas náuticas de Norfolk, ao largo da costa do estado da Virgínia. Eles devem deixar o navio pouco antes dele aportar em San Diego. Todos os aviões e helicópteros devem retornar para suas bases na costa leste dos EUA voando. Segundo o oficial do VFA-103 que nos levou para visitar o navio, nesta missão, a Ala Aérea se encontra “half manned”, ou seja, operando com apenas parte do pessoal normal. O complemento normal de um CAW inclui um total de quatro esquadrões de F-18.

F-18E do Esquadrão Wildcats pousandoF-18E do Esquadrão Wildcats pousandoF-18E do Esquadrão Wildcats não pegou o gancho e vai arremeterF-18E do Esquadrão Wildcats não pegou o gancho e vai arremeter
F-18E do Esquadrão Wildcats não pegou o gancho e vai arremeterF-18E do Esquadrão Wildcats não pegou o gancho e vai arremeterF-18E do Esquadrão Wildcats não pegou o gancho e vai arremeterF-18E do Esquadrão Wildcats arremetendo

Os demais aviões eram de esquadrões do próprio Carrier Air Wing 17 - CAW-17 – ostentando, no rabo, seu “tail code” característico, o “AA”. Os seguintes esquadrões estavam a bordo do George Washington durante essa passagem pelo Brasil:

F-18E/F: VFA-103 Jolly Rogers e VFA-131Wildcats

S-3B: VS-22 Checkmates

E-2C: VAW-121 Bluetails

SH-60F/HH-60H: HS-15 Red Lions

EA-6B: Scorpions

C-2A VRC-40 Rawhides.

Estava previsto que quando o George Washington efetuasse sua parada no Havaí, em meados de agosto deste ano, ele assumiria suas novas funções como o porta aviões da 7ª Frota, embarcando nele as aeronaves do Carrier Air Wing 5, que atualmente operam no USS Kitty Hawk.

S-3B Viking do Esquadrão Checkmates sendo lançado pela catapulta lateralS-3B Viking do Esquadrão Checkmates sendo lançado pela catapulta lateralS-3B Viking do Esquadrão Checkmates sendo lançado pela catapulta lateralS-3B Viking do Esquadrão Checkmates em vôo após lançamento
EA-6B Prowler do Esquadrão Scorpions  sendo lançado pela catapulta lateralEA-6B Prowler do Esquadrão Scorpions  sendo lançado pela catapulta lateralEA-6B Prowler do Esquadrão Scorpions  sendo lançado pela catapulta lateralEA-6B Prowler do Esquadrão Scorpions  sendo lançado pela catapulta lateral
E2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails chegando para o pousoE2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails chegando para o pouso E2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails chegando para o pousoE2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails pousado e enganchado

A pintura das aeronaves embarcadas da US Navy é hoje praticamente toda exclusivamente em padronagem “Low Viz”, de baixa visibilidade, cinza médio sobre fundo cinza claro. Existe, no entanto, algumas honrosas exceções, os “Air Show Bird”. Estas são as aeronaves dos comandantes do esquadrão, que em contraste, são pintadas em “full colors”, e que, quando é necessário, fazem aparições de relações públicas em eventos e comemorações. Nas fuselagens dos F-18 podem ser facilmente identificados alguns prêmios sob a forma de letras e palavras pintadas. O “M” é um premio de manutenção e o “S”, o prêmio de segurança em vôo. O “E” pintado com duas barrinhas ao lado indica que o esquadrão ganhou, por duas vezes, uma das honras anuais mais cobiçadas dentro da US Navy, o “Battle Efficiency Award”, ou simplesmente o “Battle E”. Cada barrinha inclinada identifica uma conquista deste prêmio. Já a palavra “MUTHA” representa o prêmio informal do “Espírito da Caça”, sendo entregue anualmente para o esquadrão de F-18 que melhor preservar e divulgar sua história, valores e cultura organizacional dos caçadores. Este “prêmio” iniciou-se entre os pilotos de F-8 Crusader em 1964, com o fim das operações deste modelo de caça a comunidade dos pilotos de Tomcat assumiu a propriedade deste prêmio, e com o fim das unidades do F-14 e a migração de suas unidades para o Super Hornet, ele agora tem uma nova casa. Mais detalhes sobro o MUTHA podem ser achados aqui: [ http://whileyouweredeployed.com/squadron_histories_the_mutha.php ]

E2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails pousado e enganchadoE2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails pousado, liberando o caboE2-C Hawkeye do Esquadrão Bluetails iniciando o taxi já com as asas dobradasS-3B Viking do Esquadrão Checkmates chegando para o pouso
S-3B Viking do Esquadrão Checkmates chegando para o pousoS-3B Viking do Esquadrão Checkmates chegando para o pousoS-3B Viking do Esquadrão Checkmates pousado e enganchado S-3B Viking do Esquadrão Checkmates pousado e enganchado
S-3B Viking do Esquadrão Checkmates já com as asas dobradas, inicia o taxiS-3B Viking do Esquadrão Checkmates taxiando Num momento em que cessam os lançamentos e pousos, as aeronaves rapidamente iniciam o taxi para serem posicionadas corretamente no convôo do GWSH-60F sobrevoando o GW

Nesta UNITAS, por um total de 121 horas corridas havia pelo menos uma ou mais aeronaves da US Navy em vôo. Nas 72 horas que durou o Final Battle Problem houve 67 horas com operações de vôo em curso.

Boeing F-18E/F

O Super Hornet, originalmente da McDonnell Douglas, agora Boeing, voou pela primeira vez em 29 de novembro de 1995 e tem como seu provável maior mérito, ser o avião que entrou na US Navy para ser o caça “padrão” e ao mesmo tempo substituir os fabulosos F-14 Tomcat. Hoje em dia o “SuperBug”, como o avião é chamado informalmente, continua a tradição de seu antecessor F-18A/C/D, para se tornar o principal, e talvez o único, vetor embarcado dos porta aviões americanos. Na década de 80, era normal um porta-aviões deixar sua base carregado com dois esquadrões de caças, (F-14), dois de aeronaves de ataque pesado (A-6E Intruder) e dois de ataque leve (A-7E Corsair II). O Hornet original sucedeu totalmente os A-6 e os A-7. Agora os F-18E/F substituíram os Hornet de primeira geração, e, além destes, os formidáveis Tomcat. O F-18G, apelidadado pelos pilotos de “Growler”, é uma nova versão do Super Hornet especializada em Guerra Eletrônica. Ele irá em breve substituir os veteranos EA-6B Prowler, usados como plataforma principal da US Navy para ataques contra os radares inimigos. Ficaram de fora desta “substituição em massa” apenas os S-3B Viking, os C-2 Greyhound e os E-2 Hawkeye. Mas existe quem acredite que os dois pilotos do F-18G teriam como eventualmente ser preparados para substituir de forma eficaz os quatro tripulantes do Viking nas missões de reabastecimento aéreo e até mesmo na de guerra anti-submarina. Mas isso ainda não foi fechado, de concreto existe apenas a decisão de retirar os S-3B de serviço.

SH-60F sobrevoando o GW SH-60F  se prepara para o pouso no GW 3 seahawks spotados lado a lado no convôo do GWMecanicos trabalham duro para por o Seahawk de volta ao trabalho
Um Seahawk com a carenagem superior abertaDetalhe do interior da carenagem superiorF-18F do esquadrão Jolly Rogers sendo lançado pela catapulta lateral do GWF-18F do esquadrão Jolly Rogers sendo lançado pela catapulta lateral do GW
F-18F do esquadrão Jolly Rogers sendo lançado pela catapulta lateral do GWF-18F do esquadrão Jolly Rogers sendo lançado pela catapulta lateral do GWF-18F do esquadrão Jolly Rogers sendo lançado pela catapulta lateral do GWF-18F do esquadrão Jolly Rogers  após o lançamento pela catapulta lateral do GW

 

Tripulação: F/A-18E: 1, F/A-18F: 2 ;Comprimento: 60 pés 1¼ pol(18.31m);Envergadura: 44 pés 8½ pol ( 13.62 m );Altura: 16 pés (4.88 m) ;Área Alar: 500 pés² ( 46 m² ) ;Peso Vazio: 30,564 lb ( 13,864 Kg );Peso Carregado: 47,000 lbs (21,320 Kg),configurado para combate aéreo;Peso Máx de Decolagem:66,000 lbs ( 29,900 Kg ) ;Motorização: 2x turbofans General Electric F414-GE-400 ;Potência sem pós-queimador: 14,000 lbf (62 kN) cada ;Potência com pós-queimador: 22,000 lbf (98 kN) cada;Capacidade interna de combustível: F/A-18E: 14,400 lb ( 6,530 Kg ), F/A-18F: 13,550 lbs ( 6,145 Kg );Capacidade Externa de Combustível: 5 × tanques de 480 gal , totalizando 16,380 lbs ( 7,430 Kg )

Performance:

Velocidade Máxima: >Mach 1.8 (1,190mph,1,900Km/h) a 40,000 pés (12,190m);Alcance:1,275 MN(2,346 Km) limpo e com dois AIM-9s ;Raio de Combate: 390 MN ( 449 milhas , 722 Km ) na missão de ataque ao solo;Alcance de traslado: 1,800MN 2,070 milhas,3,330 Km);Teto Operacional >50,000pés (> 15,000 m);Carga Alar: 92.8 lb/pés² (453 Kg/m²) ;Relação Potência/peso: 0.93

Armamento

Canhão: 1x 20 mm ( 0.787 pol .) M61A1/A2 Vulcan;Pontos para armamentos: 11 com capacidade total de 17,750 lb ( 8,050 Kg ), podendo carregar diversas combinações de mísseis e bombas.

Mísseis:

2x AIM-9 Sidewinder, nas pontas das asas;AIM-120 AMRAAM;AIM-7 Sparrow;AGM-84 Harpoon;AGM-88 HARM;AGM-65 Maverick

Bombas:

AGM-154 Joint Standoff Weapon (JSOW) ;Joint Direct Attack Munition (JDAM);Bombas guadas a Laser da família Paveway ;Bombas da série Mk 80 ;Bombas Mk-20 Rockeye II e Bombas-cluster da série CBU

Grumman E- 2C Hawkeye e C-2A Greyhound

Plataformas “irmãs”, estes dois turbohélices bimotores cumprem tarefas muito importantes para a operação dos CVNs americanos pelo mundo afora. O Hawkeye, ou “olho de gavião”, carrega nas suas costas uma estrutura giratória aerodinâmica que esconde uma antena de radar de longo alcance que, uma vez no ar, permite estender significativamente o alcance dos radares do Carrier Strike Group. Através de seu sistema de datalink encriptado as informações detectadas pelos operadores a bordo do E-2 podem ser transferidas em tempo real para o COC dos navios conduzindo a guerra antiaérea. Ao optar por econômicos motores turbo-hélices, a Grumman produziu uma aeronave que tem um alcance mais do que adequado para montar uma barreira defensiva bem longe do corpo principal do GT americano.

Por sua vez, o Greyhound é o “carteiro” da US Navy. Enquanto os navios podem passar meses sem ir a terra, durante alguma crise militar, em alguma parte do mundo, os Greyhounds, ou “Galgos”, em português, voam regularmente entre o CVN e aeródromos em terra para levar e trazer correspondência, peças, tripulantes. Para muitos marinheiros, o C-2 é uma ligação permanente com seus lares. Depois do advento da Internet, muitos militares passaram a fazem suas compras pessoais on-line, e, assim, cabe ao C- 2 a dura tarefa de as entregar no meio do mar, onde quer que o “cliente” se encontre.

E-2C Hawkeye

Tripulação: 5 (2 pilotos, 3 “naval flight officers” – oficial do Centro de Operações de Combate, oficial de controle aéreo, operador de radar) ;Comprimento: 57 pés 7 pol(17.56m) ;Envergadura: 80 pés 7 pol(24.58m);Altura: 18 pés 4 pol(5.58m) ;Área Alar: 700 pés²(65m²) ;Peso Vazio: 37,678 lbs(17,090 Kg);Peso Carregado: 55,000 lbs ( 23,391 Kg ) ;Peso Máx de Decolagem: 55,000 lb ( 23,391 Kg )

Motorização

2× turbo-hélices Allison T56-A-425 -427, 5100 shp (-427) (3,800 kW) cada

Performance

Velocidade Máxima: 375 mph ( 604 Km/h ) ;Alcance: 1,605 milhas ( 2,583 Km ) ;Teto Operacional 30,800 pés ( 9,390 m ) ;Taxa de Subida: 2,515 pés/min (13 m/s) ;Carga Alar: 72.7 lbs/pés² (355 Kg/m²) ;Potência/Massa: 0.19 hp/lb (0.32 kW/Kg)

C-2 Greyhound

Tripulação: 2 pilotos, 2 tripulantes ;Capacidade: 26 passageiros, 12 pacientes em macas ;Carga Paga: 10,000 lbs ( 4,536 Kg ) ;Comprimento: 56 pés 10 pol . ( 17.30 m ) ;Envergadura: 80 pés 7 pol . ( 24.60 m ) ;Altura: 15 pés 10½ pol. ( 4.85 m );Área Alar: 700 pés² ( 65 m² ) ;Peso Vazio: 33,746 lbs ( 15,310 Kg ) ;Peso Carregado: 49,394 lbs ( 22,405 Kg ) ;Carga Útil: 20,608 lbs ( 9,350 Kg ); Peso Máx Decolagem: 60,000 lbs (24,655 Kg) ;Motorização: 2x turbo-hélices Allison T56-A-425 4,800 shp (3,400 kW) cada.

Performance

Velocidade Máxima: 343 nós ( 345 mph , 553 Km/h ) at 12,000 pés ( 3,660 m ) ;Velocidade de Cruzeiro: 251 nós (289 mph,465 Km/h) a 28,700 pés (8,750m) ;Velocidade de Estol: 82 nós (94 mph,152 Km/h) sem aplicação de potência ;Alcance: 1,300 MN(1,496 milhas, 2,400 Km);Teto Operacional: 33,500 pés (10,210 m);Taxa de Subida: 2,610 pés/min (13.3 m/s) ;Carga Alar: 77.6 lb/pés² (378.9 Kg/m²)

Sikorsky SH- 60F e HH-60H Sea Hawk

Dois importantes membros da tradicional família de helicópteros navais derivados do Sikorsky BlackHawk original, respectivamente chamados de “OceanHawk” e “RescueHawk”.

O primeiro realiza primariamente missões de defesa anti-submarina e o outro é idealmente configurado para a realização de missões de resgate atrás das linhas inimigas, o Combat SAR – C-SAR. Estes helicópteros cumprem também regularmente a tarefa de “Pedro”, o resgate de tripulantes de aeronaves acidentados no mar.

SH-60F

Tripulação: 4 (Piloto, Co-piloto e 2 engenheiros de vôo/atiradores); Motorização: 2x turboeixos General Electric T700-GE-401-C de 1,900 shp cada; Comprimento: 17.1m; Largura (disco do rotor): 14.1m;Altura: 4.4m; Peso Vazio: 6,114 Kg ;Peso Máximo de decolagem: 9,967 Kg ;Velocidade Máxima: 333 Km/h (180 nós);Velocidade cruzeiro 222 Km/h (120 nós); Alcance: 777 Km (420 MN)

Armamento

2x metralhadoras montadas em ambas as portas;Metralhadoras/miniguns de 7.62mm e/ou metralhadoras.50;Míssil ar-terra Boeing/Lockheed Martin AGM-114 Hellfire; Metralhadoras GCAL-50 ;Mísseis ar-terra: Raytheon AGM-65 Maverick ;Casulos de foguetes de 70mm (FFAR); Mísseis ar-ar Raytheon AIM-92 Stinger

Aviônicos

FLIR Raytheon AN/AAQ-16 ;Sistema de navegação Omega/VLF Tracor AN/ARN-148; Lançadores de chaff/flare ALE-47 ;Jammer infra-vermelho BAE Systems Electronics & Integrated Solutions (ex-Sanders Associates) AN/ALQ-144(V)1; Sistema de alerta anti-míssil AN/AAR-47 ;Receptores/Alerta Radar/Laser;APR-39A(V)2 Radar Warning Receiver; AVR-2 Laser Detecting Set; Kit corta-cabos (Wire Protection Kit) blindagem melhorada.

Sistema de navegação:

Ring-laser inercial ;Global Positioning System ;Sistema de Navegação Doppler ;TACAN ;Unidade de display de mapa KG-10 ;Radar meteorológico ;Piloto automático

HH- 60H

Peso Máximo de Decolagem: 9.600 Kg ( 21,800 lbs ) ;Duração de missão padrão 4.20 horas (Nível do mar, dia tropical, nenhum vento) ;Velocidade máxima: 133 nós (Nível do mar, dia tropical, potência contínua máxima);Armamento: 2x torpedos Mk46/50;Tripulação: 4 Piloto co-piloto e 2 operadores de sensores;Combustível auxiliar: 1x tanque interno e 1x tanque externo; Sistemas para Guerra Anti-submarino;Sonar de mergulho AQS- 13F (active dipping sonar);Computadores de missão mais ágeis;Cabo com comprimento de 1500 pés; Lançador de sonobóias carrossel de armazenamento; Receptor de sonobóias com 99 canais; Processamento embarcado de sonobóias; Sistema gravador de missão em fita; FLIR

Sistema de comunicações

Rádio duplo UHF/VHF/FM ;Rádio HF ;Datalink Tático ;Navegação TACAN ;TACNAV ;Radar Doppler ;Altímetro Radar ;GPS ;Computadores Táticos duplos redundantes ;Arquitetura digital data bus (MIL-STD-1553B) ;Painel multi-função com entrada numérica ;Displays de vídeo no painel ;Subsistemas de missão ;Guincho de resgate; Aproximação e afastamento automáticos, hover automático

Lockheed S-3B Viking

O modelo “Bravo” é a segunda geração deste avião, que nasceu como plataforma especializada anti-submarino para operar a bordo dos porta aviões americanos. Nesta função ele substituiu diretamente os Grumman S-2 Tracker. Recentemente, com a desintegração da força de submarinos da antiga União Soviética, a US Navy deu partida no processo de desativação desta aeronave. Em 1999 os sistemas de acústicos para guerra anti-submarino foram removidos de toda a frota e suas atividades operacionais passaram a ser concentradas no reabastecimento em vôo dos caças embarcados e como também como plataforma ar-superfície de alta precisão (Precision Strike and targeting - PS&T), complementando os mais limitados Hornet. Nesta nova função o S-3B produzirá uma solução tripulada de reconhecimento e identificação de alvos no mar e em terra operando em tempo real. Nesta função ele também executaria a função de ataque direto desde os CVN. Ele se posicionaria, assim, entre o derivado do Boeing 707 Joint Surveillance Tracking and Reconnaissance (JSTARS) da US Air Force e os veículos aéreos não tripulados (UAV) como os Predator/Pioneer. No centro deste upgrade estava o novo computador (data processing system) AYK-23 que substituiu o atual computador digital multi-função AYK-10. O AYK-23 usa arquitetura aberta com uma função tipo "plug 'n' play" que permite que novos sensores e sistemas de conectividade periféricos possam ser adicionados ao conjunto de aviônicos do S-3B sem que isso implique em custos exorbitantes para sua realização. Com a introdução do F-18E/E a missão REVO em breve passará dos Vikings para eles, estando prevista a retirada total de serviço deste modelo até o fim de 2009. Estas aeronaves excedentes já foram oferecidas às marinhas do Chile, Argentina e Brasil, mas até agora não houve nenhum negócio fechado.

Motorização: 2x turbofans TF-34-GE-400B ( 9,275 lbs cada) ;Comprimento: 53.3 pés ;Altura: 22.75 pés;Envergadura: 68.7 pés; Peso vazio: 26,650 lbs; Peso Máximo de Decolagem: 52,539 lbs; Velocidade: 450 nós/0.79 Mach; Teto Operacional: 40,000 pés; Alcance: mais de 2,300 milhas náuticas; Tripulação: piloto, co-piloto e dois operadores de sistemas (“naval flight officers”)

Armamento:

Mísseis ar-terra AGM-84H/K SLAM-ER ;Mísseis antinavio AGM-84 Harpoon ;Mísseis ar-terra AGM-65 Laser Maverick ;Bombas burras e guiadas por laser ;Torpedos Mk46/Mk50

Final de tarde e hora de retornar ao nosso navio mãe, a Fragata NiteróiUma última foto do F-18F do Lider do esq. Jolly RpgersO Em vôo, à bordo do Super Lynx 4014 para o regresso à Fragata Niterói.

Obs. Os dados técnicos sobre as aeronaves, conforme listados acima, foram incluídos meramente como referência. Estas informações, especialmente no quesito desempenho, não devem ser lidos como valores absolutos, pois além de serem em sua maioria informações basicamente sigilosas, elas variam com um sem número de parâmetros operacionais e ambientais.

 

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