USS Farragut estalando de novo! PDF Print E-mail
Saturday, 13 September 2008 13:35

 Texto: Felipe Salles

O USS Farragut - DDG99 - estalando de novo!

ALIDE cobriu as três últimas UNITAS, e em todas elas, sem exceção, o navio que mais preocupava os planejadores do partido oponente foram sempre os destróieres americanos da classe Arleigh Burke. Um navio grande com mais de 9.000 toneladas de deslocamento, movido por quatro poderosas turbinas GE LM2500, ostentando os mais modernos e letais armamentos para fazer todos os tipos desafios militares encontrados no ar, no mar e na terra. Sensores revolucionários como o sistema AEGIS de defesa aérea e ainda por cima com todos estes sistemas integrados num grande e espaçoso Centro de Operações de Combate.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.

Neste ano, coube ao USS Farragut, um dos mais modernos e atualizados Arleigh Burke em operação na US Navy, apresentar-nos os saltos tecnológicos adicionados desde o lançamento do USS Ross (DDG77) que visitamos em 2005.

Introdução

O projeto dos destróieres Arleigh Burke é incontestavelmente um grande sucesso. Esta classe teve tanto êxito que pode até fazer sombra sobre os programas que estão sendo criados para substituí-lo e aos cruzadores da classe Ticonderoga.

Equipe da Alide chegando à bordo do USS FarragutEquipe de convôo prontaSuper Lynx peiado no convôo do USS FarragutConvôo do USS Farragut visto de cima
silo de lançamento de VLSMetraladora coberta e Probe de reabastecimento

US Navy encomendou um total de 64 unidades desta classe em três grandes grupos. O Arleigh Burke, que deu nome à classe foi lançado em 1991. Os primeiros 21 navios (DDG51/DDG71) compõem a “Flight I” sem hangar para os helicópteros Sikorsky SH-60B SeaHawk. A despeito desta restrição, o navio é equipado com toda a eletrônica do sistema LAMPS o que os capacita para exercer papel de destaque na guerra ASW.

Lançadores de Chaff/Flare Prôa do navioSilo dos VLS
Probe e ECM do navio acimaPassadiçoPassadiçoPassadiço

Em seguida foram fabricados sete navios da chamada Flight II, (DDG 72-78) que receberam o Processador de Comando e Controle dos sistema de comunicação militar JTIDS (Joint Tactical Information Distribution System), o sistema Combat Direction Finding, o sistema de intercambio de dados táticos Tactical Information Exchange System (TADIX B), o MAGE SLQ-32(V)3, e a capacidade de lançar e controlar o míssil SM-2 Block IV Extended Range. Os 24 navios dos Flights I e II ships serão equipados no futuro com equipamento para controlar veículos aéreos não tripulados para reconhecimento. Os navios do Flight I e II não tem instalado o sistema CEC (Cooperative Engagement Capability) da Raytheon, nem a versão mais recente do sistema AEGIS, não podem disparar as últimas versões do míssil Standard, ou operaram o sistema NULKA de despistamento automático contra mísseis anti-navio, desenvolvido na Austrália.

PassadiçoPassadiçoPassadiçoPassadiço
Eq. de CAVCorredor internoEq. de CAVCorredor interno

O USS Oscar Austin (DDG79) inaugurou a versão definitiva desta classe de destróieres, a Flight IIA, ao ser lançado no mar no final de 1997. O DDG passava, agora, a ter um convôo 1,5 metro mais comprido com um hangar duplo. Para isso, o seu lançador vertical de mísseis Mk. 41 de ré (VLS), assim como boa parte da superestrutura, teve que ser reposicionado. O casco desta classe é bem largo assim o lançador VLS fica localizado exatamente no espaço entre os dois novos hangares. Para completar, o sistema elétrico do navio foi tornado mais robusto e houve uma melhora nos sistemas de purificação de água a bordo.

Praça D'ArmasPraça D'ArmasRancho dos Sub-OficiaisRancho dos Sub-Oficiais
CCMCCMCCMTurbina RR de geração de energia elétrica

A falta de hangar na primeira versão dos destróieres AB refletia o pensamento dominante na US Navy de que isso poderia ser deixado para navios menores. Com um total de 50 fragatas classe OHP em operação, cada uma com capacidade de operar um par de helicópteros ASW, estas fragatas poderiam facilmente transportar e assumir a guerra anti-submarino dos task-groups norte-americanos com seus Sikorsky SeaHawk. Entretanto, com a perspectiva da aproximação do final da vida útil das OHP, foi julgado prudente a inclusão do hangar a bordo das últimas unidades da classe Arleigh Burke.

Turbina RRPainel de controlePainel de controlePainel de controle
Entrada de ar da turbina GEControle Painel de controle da turbina GEFiltros de combustivel

O emprego dos lançadores verticais neste navio dificulta sobremaneira a vida dos encarregados de inteligência nas forças que se opõem à US Navy. Quando um destes navios parte para o mar, ele certamente é fácil de ser identificado por observadores, em terra ou no mar, a olho nu. No entanto, não há como determinar, com precisão, a mescla dos armamentos que ele está transportando. Quantos dos silos do lançador VLS Mk. 41 estão armados de Tomahawks, que é uma mortal arma de ataque a alvos em terra? Ou de mísseis Standard SM-2/3 que são excepcionais contra alvos aéreos, ou mísseis Harpoon que atacam navios ou ainda de ASROCs que são empregados contra submarinos. Para o horror de seus oponentes esta dúvida só será saciada quando já for tarde demais, e os mísseis tiverem sido lançados.

Um passadiço do século XXI

O Farragut se destaca do Ross também em função da modernidade dos sistemas instalados em seu passadiço. A Manobra agora se apóia integralmente num sistema integrado de Passadiço (Integrated Bridge System) onde se pode ver de maneiram excepcionalmente clara tudo o que esta se passando com o navio sobre o mar. O IBS inclui um piloto automático que pilota o navio com uma margem de erro de não mais que dez metros para qualquer lado. Se os oficiais do turno tiverem plena confiança nos dados de latitude e longitude usados para identificar os pontos ao longo da derrota, eles podem deixar para o sistema a função de levar o navio adiante sem qualquer intervenção humana. A despeito do uso deste sistema moderno, todos os elementos tradicionais de navegação seguem existindo e estão disponíveis no passadiço em caso de alguma emergência. O domínio destes conhecimentos “tradicionais” são indispensáveis para permitir que tripulantes saídos do USS Farragut possam vira servir em navios que não tenham ainda o passadiço modernizado. Segundo o oficial “Este é o passadiço mais moderno da US Navy, o que incorpora a tecnologia mais atual. Agora todos neste navio tem a visão completa do que esta ocorrendo ao seu redor, tanto no plano da Manobra quanto no do Combate”.

Eixo saindo da caixa de engrenagem
Caixa de engrenagensCaixa de engrenagensCaixa de engrenagens

O sistema principal de navegação é o Voyage Management System – VMS - da firma Sperry. Este computador recebe e combina informações diversas oriundas do radar, do receptor GPS, do sistema de navegação e da agulha giroscópica e do hodômetro do navio, para montar um display digital com mapa eletrônico que identifica a posição e o movimento de cada obstáculo existente na superfície ou sob o mar. Um radar comercial da Sperry é usado no dia a dia da navegação é muito preciso contra alvos de superfície, sendo capaz de identificar um galão plástico, daqueles de quatro litros, flutuando na superfície do mar até a 12 milhas de distância do navio. A alteração estrutural da inclusão dos hangares nos Arleigh Burke Flight II impede que se possa caminhar for fora e por trás de uma asa do passadiço para a outra. O sistema de defesa aproximado Enhanced Sea Sparrow Missile (ESSM), agora lançado verticalmente desde os casulos do VLS Mk 41 substituíram o sistema de canhão rotativo anti-míssil Phallanx, que, por tanto tempo, foi um padrão nos navios da US Navy.

Combustivel caindo por gravidadeVisão geral da sala de máquinasVisão Geral da sala de máquinasEixo principal com a bandeira dos Estados Unidos pintada nele
Comodoro Laco e o Comandante do USS Farragut Scott DuganOficiais na asa do Passadiço durante faina de light line com o ARA PatagôniaOficiais na asa do Passadiço durante faina de light line com o ARA PatagôniaFaina de light line com o ARA Patagônia
Faina de light line com o ARA PatagôniaFim de fainaFim de faina, aceleração máximaPrôa do DDG-99

O Comandante do navio, Scott Dugan comentou que “Esta foi a primeira viagem para fora dos EUA do Farragut, e atividades como esta de estimular continuamente a melhoria das relações internacionais é hoje em dia uma das funções mais importantes dentro da US Navy.” O Farragut é baseado em Mayport, na Flórida, a sede do NavSouth, o comando navalsul dos Estados Unidos. O USS George Washington partiu de sua base em Norfolk um pouco mais ao norte e foi escoltado pelo Farragut até o Rio de Janeiro, numa viagem de duas semanas, sem paradas intermediárias. O Farragut, durante sua construção, antes mesmo de ser comissionado na US Navy, foi o primeiro navio a ter como “comandante pré-comissão”, uma mulher, a Commander Diedre McLay, entre 2005 e setembro de 2007. Na US Navy a primeira tripulação do navio é imortalizada com o título de “Plank Owners” daquele navio.

Porta de acesso ao interior do navio pressurizadaEquipe na torre de controle do convôoEquipe na torre de controle do convôocabine de orientação de pouso espotada no convôo
Grupo de intervenção da Fragata Grennhalgh subindo à bordo para exercício de MIOGrupo de intervenção da Fragata Grennhalgh subindo à bordo para exercício de MIOInstrutor americano mostra como proceder na abordagemInstrutor americano mostra como proceder na abordagem
Militar brasileiro executa a abordagemNa simulação, foi encontrado material terroristaUm dos hangaresCaixas com Drones

O Commander Dugan contou que : “A classe Arleigh Burke, refletindo as realidades econômicas atuais foi projetada para estar em operação para além dos próximos 35 anos, um período consideravelmente mais longo que o dos destróieres que a antecederam. Para isso o programa de modernização das unidades iniciais já se encontra em andamento.” Uma missão nova que será em breve adicionada à frota de Arleigh Burkes é a Defesa contra Mísseis Balísticos (AEGIS BMD) que foi iniciada nos cruzadores da classe Ticonderoga que como os AB são navios equipados com o sistema AEGIS e os mísseis anti-aéreos Standard SM-3.

O sistema AEGIS, na sua mais recente versão, a 7.1 instalada no Farragut, foi criado para controlar o espaço aéreo estendido ao redor do Grupo Tarefa no mar. Ele consegue controlar centenas de objetos no espaço aéreo simultaneamente, identificar ameaças, “traquear” alvos e abatê-los com os Standard. No cenário previsto pelo BMD os novos alvos seriam os módulos de reentrada dos mísseis, ICBM e SLBM, dirigidos contra os EUA. Como oestes módulos se movem em velocidades muito mais rápidas e altitudes maiores do que qualquer aeronave o trabalho dos computadores do AEGIS é muito maior. Enquanto navegávamos a 150 milhas ( 280 KM ) da costa, os radares AEGIS enxergavam o trafego aéreo que passava por cima de Petrópolis, cidade localizada a cerca de 30 milhas náuticas ( 55 KM ) da costa. No exterior do casco, um pouco acima da linha d´água estão os transdutores do Kingfisher mine avoidance system, um upgrade do sonar AN/SQS- 53C que permita a localização precisa de minhas submarinas ao redor do navio.

A modernização da Classe Arleigh Burke

Antes mesmo do último destróier ser entregue à US Navy as primeiras unidades da classe já iniciaram seus programas de modernização de meia vida. Neste programa elementos usados nos navios mais recentes serão retrofitados nos navios mais antigos, mantendo o plano da US Navy de operar sua frota por no mínimo 35 anos. A modernização dos DDG reduzirá o numero de tripulantes e os custos de operação ao atualizar e automatizar os sistemas de casco, mecânicos e de eletricidade dos navios (HM&E – Hull, Mechanic and Electrical Systems) neste conjunto estão cobertos o sistema integrado de passadiço, propulsão e CAV melhorados, comunicação interna wireless, monitoramento por vídeo digital, melhorias na qualidade e cozinhas modernizadas. Para melhor (e de forma mais barata) poder receber os futuros sistemas de combate, de defesa aérea e contra mísseis balísticos uma rede de arquitetura aberta com novos sistemas de processamento de dados de tecnologia commercial (COTS - Commercial-off-the-shelf). A instalação da aualização dos sistemas HM&E se iniciará com dois navios da Flight I no ano fiscal 2010, evoluindo para três por ano nos anos subsequentes. As atualizações do sistema de combate se iniciarão no ano fiscal 2012 naqueles navios que já tiverem passado pela atualização HM&E.

Estaleiro: Bath Ironworks, Bath , Maine

Comprimento (Total): 155.4m ( 509.5 pés ) ; Boca: 20,1m ( 66 pés ) ; Calado: 4,45m ( 31 pés ) ;

Deslocamento: 9,300 Tons ; Velocidade: superior a 30 Nós

Tripulação: 341 (DDG 51-71); 356 (DDG 72-78); 383 (DDG 79-90); 369 (DDG 91-1O6); 314 (DDG 107-112) Com a evolução da classe Arleigh Burke e a inserção e remoção de sistemas o número total de tripulantes foi se alterando com o passar do tempo.

Armamento

Canhão MK45 MOD 1 5”/62 Caliber

2x Vertical Launching Systems (VLS) MK 41 com mísseis Evolved Sea Sparrow, Vertical Launch ASROC, Standard, e Tomahawk

2x Reparo triplo para torpedo de 324mm MK 32 MOD 14 com torpedos MK 46 e MK 50

MK-53 Nulka Decoy Launching System

Lançadores de foguete de chaff de abertura super rápida

Sensores

Radar de busca 3-D Lockheed Martin AN/SPY-1D operando nas bandas E/F

Radar de busca de superfície DRS Technologies, Inc. AN/SPS-67(V)3 banda G

Radar de navegação Sperry Marine BridgeMaster

Radar de tiro 3 x AN/SPG-62 operando na banda I/J

Sistema de Guerra Submarina Lockheed Martin AN/SQQ-89(V)15

Sistema de Guerra Eletrônica Raytheon AN/SLQ-32(V)2

Propulsão

4 turbinas GE LM2500 (100,000 HP)

3 geradores a turbina Rolls Royce de 3000 kW

2 eixos com helices de paço variável

Aeronaves embarcadas

Até 2x Sikorsky SH-60 Light Airborne Multi-Purpose System (LAMPS III)

Datas Marcantes

Batimento de quilha: 7 de janeiro de 2004

Lançamento: 9 de julho de 2005

Comissionamento: 10 de julho de 2006

A ativação da 4ª Frota Americana

No dia 1º de julho deste ano foi anunciada a decisão de reativação da 4ª Frota, uma unidade que existira previamente entre 1942 e 1946, inclusive com a incorporação de navios e marinheiros brasileiros no Nordeste do Brasil, na guerra contra os submarinos alemães que operavam no Atlântico Sul durante a Segunda Grande Guerra. Caberá ao Comandante do US South Command, Almirante James Stavridis, acumular o comando da 4ª Frota, pelo menos no seu início. Segundo o Commodore Rudy Laco, comandante do Desron 40: “A US Navy está implementado o conceito de Global Maritime Partnership (Parceria Marítima Global) conforme declarado inúmeras vezes pelo nosso Chief of Naval Operations anterior, o Almirante Mike Mullen. Isso não é muito diferente do que a Marinha do Brasil tem feito recentemente com várias das marinhas na África. O principio básico de ser capaz de montar grandes Forças Tarefas internacionais, de acordo com a necessidade do momento, é bem representada pelo lema ‘Let's work Together' (‘Vamos trabalhar juntos')”

Laco continuou suaobservação dizendo: “O exercício Unitas, assim como os demais que compõem o Partnership of the Americas, é uma parte central deste conceito na América Latina. Através deles, nós damos forma concreta à idéia da “Marinha de 1000 Navios” postulada pelo Almirante Mullen. Esta seria uma grande armada multinacional operando de forma quase que transparente, com o objetivo de derrotar o terrorismo, o contrabando a pirataria além de outros ilícitos internacionais em prol do benefício de todos os povos. Um belo exemplo disso foi a recente viagem da Kauffman à África, visitando Angola, Gabão, São Tomé e Príncipe entre outros países, no primeiro trimestre do ano passado”

E ele continuou, entusiasmado: “No ano que vem teremos a UNITAS 50, o que é, obviamente, um grande marco nas nossas relações militares regionais. Para marcar esta data tomamos a decisão de suspender a fase Atlântica e a Fase do Pacífico e as substituir por um único e grande evento a ser realizado na costa dos EUA. Nesta ocasião todos os tradicionais participantes estarão presentes além de inúmeras marinhas convidadas, vindo da região do Caribe, da América Central e da Europa. Ao realizarmos o evento nas águas americanas queremos aproveitar para incluir também a participação de muitas unidades aeronavais e navios da US Navy, realizando operações grandes de SAR, desembarques anfíbios, e, quem sabe, sendo possível, até mesmo bombardeios com munição real. Certamente podermos adicionar um número muito maior de aeronaves táticas mais do que um Carrier Strike Group (caso estejam disponíveis na época e na localidade) e também submarinos americanos.”

A Estratégia Marítima americana é abrangente e complexa, envolvendo não apenas a participação da US Navy mas também a dos Marines e da Guarda Costeira Americana (USCG). A presença da Northland neste evento aqui no Brasil apenas salienta este visão multifacetada, à Guarda Costeira cabe principalmente a função de “law enforcement”, o emprego do ‘poder de polícia', que a USNavy não tem por restrições legais.

O USS Kauffman FFG-59

O outro navio da US Navy que participou daz UNITAS foi a USS Kauffman, curiosamente nomeada em homenagem a dois oficiais de destaque na US Navy, pai e filho. Este navio é extremamente semelhante à fragata USS Samuel B. Roberts que a ALIDE vistou na última UNITAS. Clique aqui para conhecer esta importante classe de escoltas americana. http://www.alide.com.br/artigos/unitas48/index1.htm Durante este exercício a Kauffman levou embarcado um SH-60B do Destacamento 7 do Helicopter Anti-submarine Squadron Light (HSL) 42.

Batimento de quilha 8 de abril de 1985

Lançada ao mar em 29 de março de 1986

Comissionada: 28 de fevereiro de 1987

Fabricante: Bath Iron Works, Bath , Maine

Tripulação: 17 Oficiais e 198 praças

A aventura americana segue adiante

Novamente neste ano as duas UNITAS fazem parte de um conjunto de exercícios regionais que englobam, além das fase atlântico, a fase pacífico, que neste ano contou com a presença de navios americanos, peruanos, chilenos e colombianos. Do Chile veio a fragata FF15 Blanco Encalada, da Colômbia, a ARC Caldas (FM-52); do Equador, a corveta missileira BAE Loja (CM-16); da US Navy, os destróieres USS Forrest Sherman (DDG-98) e USS Farragout (DDG-99) além da USS Kauffman (FFG-59).

Os anfitriões agregaram à UNITAS Pacífico uma impressionante armada composta dos seguintes navios: Cruzador leve BAP Almirante Grau (CLM-81), as fragatas BAP Carvajal (FM-51), BAP Villavisencio (FM-52), BAP Montero (FM-53), BAP Palacios (FM-56) e BAP Bolognesi (FM-57). As corvetas BAP Velarde (CM-21), BAP Herrera (CM-24) e BAP Larrea (CM-25). Os barcos de desembarque anfíbio BAP Paita (DT-141) e BAP Eten (DT-144). Os submarinos BAP Antofagasta (SS-31), BAP Pisagua (SS-33) y BAP Chipana (SS-34). Duas aeronaves de patrulha Beech B-200, um AB 212, um Bell 206, um Fokker F27 e quatro patrulheiros marítimos.

Entre o final da UNITAS atlântico e a UNITAS Pacífico o USS Farragut foi a Montevideo e os demais navios americanos seguiram para águas argentinas onde o USS George Washington apoiou o treinamento de toques e arremetidas para os pilotos dos Super Etandarts e Trackers da Aviação Naval Argentina, [http://www.gacetamarinera.com.ar/nota.asp?idNota=159&idSec=7 ] em seguida os navios americanos seguiram pelo Estreito de Magalhães para, em seguida, realizaram uma parada nos portos militares chilenos de Valparaíso e Iquique (apenas a Kauffman). No dia 22 de maio, um incêndio sem vítimas em um dos compartimentos de popa do USS George Washington, acabou fazendo com que este navio interrompesse seus compromissos com o programa “Partnership of the Américas” e seguisse diretamente para a Base Naval de San Diego, nos EUA, para iniciar o quanto antes os reparos. O atraso causado pelo incêndio fez com que a cerimônia de substituição do USS Kitty Hawk pelo o USS George Washington na Sétima Frota passe a ocorrer em San Diego , ao invés de Pearl Harbor, no Havaí, como estava previsto inicialmente.

Entre 3 e 6 de junho, na companhia de algumas unidades chilenas, a Kauffman e o Farragut participaram de um exercício anti-submarino, medindo suas forças contra os Scorpene chilenos. Após uma parada no porto peruano de Callao, no dia 12 de junho foi a vez de se iniciar o exercício de guerra anti-submarino Silent Forces (SIFOREX), o mais longo exercício anti-submarinho da US Navy neste ano. Aqui todas os navios de escolta americanos participando do Partnership of the Américas enfrentaram numa série crescente de exercícios, quatro submarinos diesel-elétricos peruanos, o BAP Antofagasta, (SS 31), o BAP Arica (SS 32), o BAP Pisagua (SS 33) e o BAP Chipana (SS 34).

Em agosto todo este grande programa regional do US Southcom culmina com a realização do Panamax 2008. Este exercício de foco essencialmente anti-terrorista contará com a participação de 20 países do continente americano, o Brasil enviará uma fragata da classe Niterói. Este evento será observado por delegações militares provenientes da França, Espanha, Paraguai e México.

 

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Last Updated on Saturday, 04 April 2009 07:26
 

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