USCGS Northland, a "Ovelha Branca" da UNITAS PDF Print E-mail
Saturday, 13 September 2008 13:40

 Texto: Felipe Salles

A USCG no Brasil

USCGC Northland, a “Ovelha Branca” da UNITAS

Para esta UNITAS XLIX a US Navy trouxe junto com seu grupo tarefa um navio da Guarda Costeira, o que a princípio poderia ser visto como apenas uma “Ovelha Branca” no meio de muitos navios cinzas reflete de forma clara as mudanças postuladas pela nova “A Cooperative Strategy for 21st Century Seapower” conforme documento conjunto publicado em outubro de 2007 pelo Chefe de Operações Navais da US Navy e pelos Commandants da Guarda Costeira e dos Fuzileiros Navais americanos. Durante a UNITAS 2008, ALIDE foi a bordo do USCGS Northland para entender como, exatamente, esta força de natureza policial agrega valor ao modo de operação global da US Navy.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
USS Northland atracado na BNRJ ao lado do USS Kalffman e USS FarragutUSS Northland atracado na BNRJ ao lado do USS Kalffman e USS FarragutUSCG Northland sendo sobrevoado pelo Aerospatiale AS 355F Esquilo (Bi-Turbina) do HU-1Helicóptero Aerospatiale AS 355F Esquilo (Bi-Turbina) do HU-1 trazendo a Alide à bordo do USCG Northland

 

Introdução

Um navio diferente, tripulado por marinheiros e oficiais que se vestem e falam diferente, essa é a primeira impressão que se sente abordo de um “cutter” da Guarda Costeira americana. O termo “cutter”, originalmente um tipo de veleiro de menor porte, com o passar dos anos historicamente acabou sendo associado às funções navais do serviço, britânico, e posteriormente americano, alfandegário. Com a fusão, em 1915, do Serviço de Salvamento com o U.S. Revenue Cutter Service, nasceu a Guarda Costeira Americana, que manteve em uso esta terminologia. A Guarda Costeira a partir deste momento foi fundada como serviço um militar naval dos EUA e pronto para entrar em atividade a qualquer momento. Atualmente são chamados de “cutter” apenas os navios de patrulha maiores, aqueles que contam com uma tripulação permanente alocada a ele, o que informalmente indica navios com mais do que 17 metros de comprimento.

Preparando para baixar a lanchaPrôa do navioHangar

O US Revenue Cutter Service foi instituído em 1790 sendo assim um das unidades navais mais antigas do novo mundo. Em 1939, o The United States Lighthouse Service se fundiu à USCG introduzindo novas missões e a tarefa de cuidar dos faróis e auxilios à navegação para esta força. Em caso de declaração de guerra ou quando o presidente americano assim comandar, a Guarda Costeira operará sob a autoridade do Departmento da Marinha. Em 1967 a Guarda costeira passou a ser subordinada ao Departmento de Transportates, e em 2003 passou a fazer parte do recém criado Departmento de “Homeland Security”, uma expressão que poderia ser traduzido em português como “Segurança da Pátria”.

Interior do Hangar2ª lanchaCombustivel armazenado na pôpa do navioEquipamento de CAV

Atualmente 40.150 militares servem na US Coast Guard, sendo o seu esquema de patentes rigorosamente as mesmas utilisadas pela US Navy.

O Medium Endurance Cutter Northland

O navio que visitamos, identificado pelo designador WMEC-904 é um dos 13 cutters de médio alcance – os “WMEC”s - de 270 pés ( 82,35 m metros) e regularmente fica baseado no Integrated Support Command da USCG, na cidade de Portsmouth, no estado americano da Virgínia. O navio é bastante moderno, com batimento de quilha em 1981, lançamento ao mar em 1982, e comissionamento em 1984. A classe MEC de 270 pés é conhecida como classe “Famous Cutters” uma vez que re-utiliza nomes com grande tradição entre os navios da Guarda Costeira. O Northland foi construído em 1984 no Estaleiro Tacoma Boatbuilding Company na cidade de Tacoma, estado de Washington.

PassadiçoPassadiçoPainel de controle da antena de comunicação via satélitePassadiço

Munido de um grande convôo, que ocupa praticamente metade do comprimento do navio, o Northland conta com um hangar telescópico com teto móvel que se desloca para ré de jeito a encobrir o helicóptero que se encontra espotado. Este sistema é praticamente idêntico ao implementado nas corvetas Meko 140 da Armada Argentina. O Convôo é muito resistente sendo certificado para o pouso de uma grande variedade de aeronaves, entre elas o Eurocopter HH-65A/B Dolphin, o Agusta MH-68A Stingray, o Kaman SH-2 Seaprite, Bell OH-58 Kiowa e UH-1N Huey.

Praça D'ArmasPraça D'ArmasPraça D'ArmasRancho dos Sub-Oficiais

O complemento padrão do Northland é de 13 oficiais e 85 praças. O Comandante explicou: “por termos apenas umas 100 pessoas a bordo, a exaustão física acaba sendo o maior limitador sobre o tempo que podemos permanecer no mar de cada vez.”. O navio pode até parecer pequeno para padrões da US Navy mas ele é bastante bem equipado. No passadiço a navegação é toda feita cartas eletrônicas apoiada em um receptor GPS. Dentro do navio existe um “cybercafé” com quatro PCs ligados via satélite à Internet numa conexão de 128kbps, ou: “absurdamente lenta” segundo nosso guia no navio o Ten Nicholas Porta. Lento ou não os tripulantes puderam ver, no site da ALIDE, as fotos do seu navio contra o Pão de Açúcar na sua chegada ao Rio.

Rancho dos Sub-OficiaisSala de pequenos reparosDormitório dos Sub-oficiaisQuadro elétrico

Dois motores ALCO V-18 turbo-diesel cada um gerando 3500shp, impulsionam e dirigem o navio através de dois eixos, dois hélices de passo variável e dois lemes. A velocidade máxima da classe é de 19,5 nós. Dois motores Caterpillar V12 diesel movem os geradores elétricos. O Medium Endurance Cutter leva 337,000 litros de combustível o que permite atingir um alcance total de até 10.250 Milhas Náuticas, também são carregados a bordo 78.214 litros de combustível de helicóptero (JP-5) e 31.213 litros de água potável.

CCMCCMSala de MáquinasSala de Máquinas

Como armamento o Northland carrega um canhão OTO Melara Mk75 de tiro rápido de 75mm que é controlado pelo Sistema de Controle de Tiro MK-92. Adicionalmente duas metralhadoras .50” (12.7mm), montadas em cada bordo, são empregadas contra ameaças superfície de pequeno porte. Ele tem dois radares de busca de superfície, transponder e interrogador IFF (Identification Friend or Foe). A classe de patrulheiros usa um sistema de navegação TACAN (Tactical Air Navigation) e um MAGE Ratheon AN/SLQ-32 Electronic Surveillance Receiver. Um sistema ótico com gravador registra os dados gerados pela câmera de infravermelho e de baixos níveis de iluminação. Em termos de comunicação o Northland faz voz e dados via satélite, além dos tradicionais MF, HF, VHF, e UHF. Os datalinks permitem troca de informação superfície-superficie e superfície-ar. O sistema de navegação computadorizado compila informações produzidas pelo radar, SATNAV, LORAN, OMEGA, e informações manuais para plotar e acompanhar a posição do navio a qualquer momento além de identificar e seguir até 64 alvos independentes na superfície e no ar.

Sala de máquinas

Na realidade a participação da tripulação do Northland na UNITAS começou antes mesmo do navio deixar o porto do Rio de Janeiro. No dia 23 foi organizado um evento em terra onde os especialistas da USCG deram demonstrações para militares brasileiros e argentinos sobre os seus procedimentos padrão durante as operações VBSS – “Visit, Board Search and Seizure”, ou, como são conhecidas na Marinha do Brasil: Grupo de Visita e Inspeção/ Grupo de Presa (GVI/GP). A Guarda Costeira americana realiza regularmente mais deste tipo de missão que qualquer força naval do planeta, mais até mesmo que a US Navy.

O resgate dos Drones

Após o exercício de tiro contra alvo aéreo, realizado na tarde do dia 26, coube aos marinheiros, na lancha de alta velocidade da Northland, a tarefa de resgatar as duas aeronaves não tripuladas e restituí-las ao navio lançador, o USS Farragut. Nosso fotografo foi na lancha e acompanhou passo a passo esta complexa faina.

Luiz Padilha - Fotógrafo da Alide preparado para o resgate do DroneEquipe do navio pronta para baixar a lancha de resgateTripulação à bordo da Lancha para o resgate do Drone
O Comandante e o Cheop atentos a tudoQuase livre para sairA caminho do USS Farragut para buscar o mergulhador que também é o cozinheiro do navio.USS Farragut

Esta lancha, conhecida como “Over the Horizon Boat” - “Barco Além do Horizonte” – tem como missão principal levar e buscar os grupos que realizam as inspeções aos navios suspeitos no meio do mar, acomodava um máximo de seis pessoas. Ela é equipada com confortáveis assentos de fibra de vidro, equipados com um sistema pneumático para absorver os fortes impactos causados pela corrida em alta velocidade. Cada tripulante e passageiro deve usar capacete e um robusto colete salva-vida inflável, como forma de garantir sua segurança individual.

Embarque do mergulhador-CozinheiroA caminho do Drone vetorados pelo SH-60B do USS FarragutMergulhador passando o caboMergulhador na água e cabo preso para reboque OK!
Detalhe do dispositivo inflável de segurança do DroneDrone sendo rebocado para o USS FarragutDrone sendo preso ao cabo do navio para ser içado

O primeiro passo, após abaixar a lancha até à superfície do mar, foi apanhar os mergulhadores no destróier que se encontrava navegando em paralelo ao cutter. Em seguida a lancha partiu em alta velocidade em direção ao ponto do mar que tinha sido marcado pela granada fumígena lançado pelo SH-60 da USS Kauffman, que, naquele momento, ainda se encontrava em vôo sobre os pontos de queda. O drone cai normalmente de pára-quedas quando seu combustível se esgota e assim fica flutuando junto a um grande inflável de cor laranja, para auxiliar na sua identificação em meio às ondas do mar.

Drone sendo içadoLancha se afastando para retorno ao USCG NorthlandComandante e seu Cheop observando o retorno da Lancha

O primeiro destes a ser recolhido foi o segundo a ser lançado, aquele que se encontrava em melhor estado geral. O outro, o que se precipitou contra a água quando sua turbina falhou, acabou quebrado em vários pedaços, e que inclusive, acabaram sendo doados à tripulação do Northland, como “souvenir” de seu esforço para recolhe-lo. Ao encostar na fuselagem do drone com a lancha, um mergulhador saltou na água para auxiliar os militares na lancha a erguerem o mini-avião para dentro. Um tripulante que observava o movimento em alta velocidade da lancha desde o convés da Northland não se conteve e, com um sorriso, disse: “andar nesta lancha aí é, sem dúvida alguma, a parte mais divertida de servir num navio patrulha da USCG”.O drone bom foi retornado à Farragut e a lancha, após algumas voltas num zigue-zague em alta velocidade sobre as marolas de um mar relativamente tranqüilo, foi re-erguida por seu guindaste localizado à boreste do navio da USCG.

A Missão da USCG nos EUA

Os focos principais de atuação da Guarda Costeira americana são definidos como:

•  Policiamento marítimo

•  Busca e Resgate (SAR)

•  Operações de Defesa (sob o comando da US Navy)

•  Quebra-gelos

•  Auxílios à navegação

•  Proteção de recursos marinhos

•  Limpeza de derramamento de óleo no mar

Na missão de defesa a US Navy contribui com informação apurada desde seus imensos recursos técnicos, e de comunicação, desde sensores avançados em navios, em aeronaves e até mesmo nos satélites espiões do Departamento de Defesa. Com esta indformação cabe à USCG a tarefa de realizar a captura de navios criminosos e de seus tripulantes. Em território americano as missões da USCG tendem a não precisar do envolvoimento da US Navy, se restringindo ao ambiente e recursos próprios do Departamente de Homeland Security.

No Ártico, o degelo causado pelo processo de aquecimento global, está aumentando a demanda por serviços de patrulha, resgate e de sinalização numa área que até pouco tempo atrás era intransponível peo acumulo de gelo permanente.

Para atender a todas estas novas demandas a USCG foi redividida agora em “Grupos Operacionais Desdobráveis” ou Deployable Operations Groups em inglês. Estes são:

•  National Strike Force

•  Operações Ligadas ao Meio Ambiente

•  Time de Políciamento Tático - Tactical Law Enforcement Team

•  14 destacamentos (7 em Miami e 7 em San Diego ) cada um com 8 militares

•  Time de Segurança Marítima - Maritime Safety and Security Team

•  Anti-terrorismo

•  Abordagem de navios dirigidos aos portos americanos

•  Segurança em grandes eventos públicos

•  Time Anti-Narcóticos - Counter Drug

•  Operações de Interceptação de Imigração Ilegal - Alien Migrant Interdiction Operations

•  CIC seis pessoas operando consoles e outros quarto para substituí-los

Para o Comandante do Northland a transferência para o Departamento de Homeland Security representou uma notável “mudança de ritmo, mas as missões no mar seguem sendo uma fantástica aventura”.

Ele continua: “Normalmente cada uma destas patrulhas deixa o porto com uma missão específica principal.”Uma patrulha da USCG pode se focar, por exemplo, em controle de pesca, sob o comando do 1° Distrito da Guarda Costeira em Massachussets ao nordeste dos EUA. Já a seguinte pode ser, por exemplo, para atender a missão anti-drogas do “Joint Interagency Task Force South”, um componente do Departamento de Defesa americano (Pentágono) através da coordenação do 7° Distrito da Guarda Costeira em Miami. O controle pesqueiro é uma atividade importante para a USCG, segundo o Comandante Christopher Austin: “98% dos pesqueiros operam dentro da lei, os 2% restante são aqueles que violam as regras.”

A Missão da USCG pelo mundo

Segundo o comandante, a USCG pode policiar águas não-americanas sempre que um acordo bilateral cobrindo suas atividades tenha sido assinado entre os EUA e este país. A presença internacional da Guarda Costeira, quase sempre reprimindo o contrabando e o tráfico de drogas e de pessoas, é particularmente evidente no Caribe e em breve deve se dar também nas costas da África. Estes acordos bilaterais podem cobrir não apenas as operações dentro das águas territoriais daquele país, como também, o direito de inspecionar navios daquele país navegando em mar aberto ao redor do globo. Curiosamente, o México, além de Cuba, estão entre os países da região que não assinou acordos bilaterais com os EUA neste campo. “Além das 24 milhas marítimas estamos em ‘Alto Mar' (‘Open Seas') e aí podemos inspecionar navios americanos, navios de nações parceiras e também navios que navegam sem bandeira alguma.”

USCG Northland durante o exercício UNITAS 49-2008USCG Northland durante o exercício UNITAS 49-2008 USCG Northland durante o exercício UNITAS 49-2008 sendo sobrevoado pelo Super Lynx 4009 do HA-1 pilotado por seu comandanteUSCG Northland durante o exercício UNITAS 49-2008 sendo sobrevoado pelo Super Lynx 4009 do HA-1 pilotado por seu comandante

No Caribe, as patrulhas da USCG tendem a durar cerca de dois meses, com intervalos de dois meses entre as patrulhas. Este ritmo de operações tem sido acelerado assim desde o ataque terrorista de 11 de setembro.

Cada um destes acordos bilaterais define termos específicos do que pode, ou não, ser feito com barcos e tripulantes detidos no mar. Pode ser, por exemplo, leva-los de volta para o porto americano mais próximo e entregar à justiça, ou mesmo, simplesmente, deixá-los em custódia da lei na capital do país dono do território onde se deu a captura. Cada acordo assinado com os EUA indica um procedimento próprio a ser seguido.

Além disso, em uma situação de guerra conflagrada, como verificada no Golfo Pérsico, a Guarda Costeira americana acaba por se subordinar ao comando local da US Navy para proteger seus navios em portos avançados naquela região, contra contrabandistas de armas e a ameaça representada por ataques suicidas terroristas.

Todas as bases operacionais da USCG ficam, ou em território americano, ou em alguma de suas possessões ao redor do mundo. A África é claramente um foco de crescente interesse para a USCG, dois anos atrás o próprio Northland realizou um desdobramento para lá, no ano passado foi a vez do USCGS Lagare (WMEC 912) e neste será a vez do Cutter Dallas (WHEC 716).

Ele continua explicando: “A USCG é uma ‘força policial', por isso, muitas vezes, navios da US Navy em patrulha em locais como o Caribe levam embarcados times da USCG, caso seja necessária realizar uma intervenção policial. Neste caso, temporariamente troca-se a bandeira da US Navy pela da USCG no mastro e o navio assume de imediato o poder de polícia atendendo à legislação americana.

No Teatro de Operações do Iraque, no Golfo Pérsico, ss unidades da Guarda Costeiras presentes se subordinam diretamente ao NavCent, o componente Naval do Central Command. As operações revolvem ao redor da Naval Station (NSA) Bahrein onde estão baseados seis patrulheiros de 110 pés , um Cutter de longo alcance e um dos Tactical Law Enforcemente Teams. Ali, além da patrulha regular, uma das principais contribuições da USCG é no treinamento dos militares das marinhas amigas daquela região. São ensinados desde como se aproximar dos navios com segurança até como subir no navio, vasculhar seus conveses e compartimentos internos e como determinar que os tripulantes não se encontram armados. Todos estes procedimentos são indispensáveis para inspeção e captura de barcos suspeitos/criminosos/terroristas no mar.

O Programa “Deepwater” e os meios da USCG

Desde os anos noventa já estava bastante claroque os meios navais e aéreos da Guarda Costeira estavam defasados, por isso, em 1998, foi anunciado uma mega concorrência mundial para resolver estas limitações, com o advento da “Guerra Global ao Terror” e a transferência da USCG para o DoHS apenas aumento a pressão para realizar uma dramática modernização dos meios da Guarda Costeira americana. Neste ponto o programa cresceu passando a ter uma conclusão prevista em 25 anos e um custo de 24 Bilhões de dólares. A compra de novas aeronaves e navios, todos equipados com os sensores mais atualizados e com equipamentos de comunicação muito capazes não sairia barato. As empresas SAIC, Boeing e o consórcio ICGS-Integrated Coast Guard Systems, da Lockheed Martin e Northrop Grumman, disputaram o contrato. Em 25 de junho de 2002 foi anunciada a vitória da ICGS.

As novas aeronaves selecionadas foram o HC-130J Hercules, o HC-144, que deve substituir o veterano HU-25 Guardian, o MH- 65C Multimission Cutter Helicopter, versão modernizada dos Eurocopter Dolphin em serviço e o MH-60T.

Entre os navios, três novas classes foram previstas, o National Security Cutter, o Offshore Patrol Cutter e o Fast Response Cutter.

A Guarda Costeira tem em serviço 211 aeronaves que são divididas entre:

HC-144A CASA (CN235-MP Persuader) “Sentinela Oceânico”

HC-130J Lockheed Hercules Aeronave de patrulha de longo alcance

HC-130H Lockheed Hércules

HU-25 Falcon Jet/Dassault Guardian

HH/MH- 65C Helicóptero embarcado multi-missão

HH-60 Sikorsky Jayhawk

HH-65 US Eurocopter Dolphin (Eurocopter Dauphin)

MH-68A (Agusta A109E Power) Stingray

MH-60T Helicóptero de resgate médio

Veículo aéreo não tripulado de alta e media altitude (HAEUAV)

Veículo aéreo não tripulado de pouso e decolagem vertical (VUAV)

No mar operam os “boats”, as lanchas de tamanhos os cilando entre 7 e 15 metros de comprimento (25 e 47 pés ) e de diferentes motorizações usadas regualarmente para SAR, proteção policial dos portos e outras funções.

Segundo o Comandante Austin a USCG se orgulha de ser atualmente “a quarta maior marinha do mundo”. A frota de cutters atual, no entanto, é muito extensa e variada incluindo os seguintes modelos:

1x 420 pés - Quebra-gelos (WAGB)

(8)x 418 pés - Cutter de Segurança Nacional - National Security Cutter (NSC)

2x 399 pés - Quebra-gelos da classe Polar- Polar Class Icebreaker (WAGB)

12x 378 pés - Cutter de longo alcance - High Endurance Cutter (WHEC)

(25)x 320/360 pés - Cutter de patrulha offshore Offshore Patrol Cutter (OPC)

1x 295 pés - Veleiro oceânico de treinamento - Training Barque Eagle (WIX)

1x 282 pés - Cutter de alcance medio - Medium Endurance Cutter (WMEC)

13x 270 pés - Cutter de alcance médio - Medium Endurance Cutter (WMEC)

1x 240 pés - Navio de serviço de bóias oceânico - Seagoing Buoy Tender/ Icebreaker (WLBB)

16x 225 pés - Navio de serviço de bóias oceânico - Seagoing Buoy Tender (WLB)

1x 213 pés - Cutter de alcance médio - Medium Endurance Cutter Medium Endurance Cutter(WMEC)

14x 210 pés - Cutter de alcance médio - Medium Endurance Cutter Medium Endurance Cutter (WMEC)

14x 175 pés - Navio de serviço de bóias costeiro - Coastal Buoy Tender (WLM)

5x 179 pés Patrulheiro costeiro - Patrol Coastal (WPC)

4x 160 pés - Navio de serviço de construção fluvial - Inland Construction Tender (WLIC)

?x 120 pés -- 160 pés - Cutter de resposta rápida - Fast Response Cutter - B Class (FRCB)

8x 140 pés - Rebocador quebra-gelos - Icebreaking Tug (WTGB)

8x 123 pés - Navio Patrulha - Patrol Boat (WPB)

41x 110 pés - Navio Patrulha -Patrol Boat (WPB)

2x 100 pés - Navio de apoio a bóias fluvial - Inland Buoy Tender (WLI)

1x 100 pés - Navio de serviço de construção fluvial - Inland Construction Tender (WLIC)

65x 87 pés - Barco de patrulha costeiro - Coastal Patrol Boat (WPB)

12x 75 pés - Navio de serviço de bóias fluviais - River Buoy Tender (WLR)

8x 75 pés - Navio de serviço de construção fluvial - Inland Construction Tender (WLIC)

3x 65 pés - Navio de serviço de bóias fluviais - River Buoy Tender (WLR)

6x 65 pés - Navio de serviço de bóias fluviais - Inland Buoy Tender (WLI)

11x 65 pés - Rebocador portuário de pequeno porte - Small Harbor Tug (WYTL)

Obs.: Os números de navios entre parênteses indicam que eles não foram ainda totalmente entregues para o serviço na USCG.

Conclusão

Quando da conclusão da implementação do ambicioso programa “Deepwater”, a tradicional e centenária, US Coast Guard terá se reinventado por completo. Esta transformação pode até implicar nem alterações substanciais nos lemas dos navios e da própria Guarda Costeira. O lema do USCGC Northland que orgulhosamente diz: “Das Costas Astecas à Zona Ártica”, talvez tenha que ser em breve re-escrito para descrever com maior precisão a atuação da USCG dentro da nova realidade da “Guerra Global ao Terror”, e ratificada pelo novo US Maritime Strategy do Almirante Roughead. E será agora, mais do que nunca, que o lema latino da Guarda Costeira americana: “Semper Paratus”, sempre preparados, será, constantemente, testado pelas, cada vez mais complexas, pressões geopolíticas deste surpreendente Século XXI.

 

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