Thundercity - A "Casa do Trovão" PDF Print E-mail
Tuesday, 12 August 2008 19:59

A imensa maioria das aeronaves de caça do mundo, ao chegar ao final das suas vidas úteis acaba virando sucata, ou na melhor das hipóteses sendo armazenados por longo prazo no deserto para servirem de depósito de peças a céu aberto para o restante da frota ainda em operação. Poucos terminam suas existências em museus, mas sem qualquer perspectiva de voltar a voar novamente. Mas, algumas, pouquíssimas, tem um fim muito mais nobre, sendo mantidas em operação como praticamente museus vivos, dando aos aficionados (com bolsos bem “forrados”, diga-se bem) a chance deles experimentarem na primeira pessoa um vôo muito diferente do que a maioria dos mortais pode usufruir nas companhias aéreas comerciais. ALIDE foi à África do Sul conhecer uma destas operações. Bem vindos a “Thunder City”, a Cidade do Trovão!

Introdução

A primeira visão que se tem dos escritórios do Thunder City é um imenso e imponente “gate guardian”. Um Gloster Javelin FAW1, XA553, ainda nas cores de seu único operador, a Royal Air Force britânica indica que atrás dele muitas outras aves históricas nos aguardam. Existe também um segundo “gate guardian” ali, um deHavilland Vampire, um dos primeiros caças a jato da hístória, resplandecente na padronagem de pintura que a South African Air Force usava na década de 50. Passando por debaixo destes monumentos, em mais sentidos que apenas o literal, tem-se acesso ao hangar que fica na lateral oeste da pista do aeroporto internacional da Cidade do Cabo, a cerca de um quilômetro do terminal doméstico.

A Origem de Thunder City

O mundo empresarial nem sempre evolui a partir de planos cuidadosamente detalhados, muitas vezes situações inesperadas ocorrem, abrindo novas oportunidades, forçando decisões de oportunidade e desta forma criando novos e espetaculares empreendimentos. Assim foi para Thunder City. Em 1994 Mike Beachy Head era um empresário de sucesso do ramo de carga aérea na África do Sul. Ele tinha, por força da sua atividade uma forte relação comercial com grupos no Reino Unido do ramo da aviação. Foram estes que, sabendo de sua paixão pela aeronaves de competição, o alertaram quando apareceu no catálogo do leiloeiro britânico Sotheby’s dois belos caças Hawker Hunters. Cada um deles, oferecido pelo preço de apenas 10.000 libras esterlinas. Mike não resistiu, ele não sabia o que faria com os aviões, mas arrematou os dois assim mesmo. O preço pedido lhe pareceu à época como irrelevante, e se houvesse mais deles, certamente ele teria comprado também. As aeronaves estavam em locais distintos, o monoplace em RAF Scampton [GE: 53° 18 15N 00° 33 00W] e o biplace na base da Royal Navy em Yeovil.

Gloster Javelin como Gate Guardian!
Gloster Javelin como Gate Guardian!Gloster Javelin como Gate Guardian!
Rabo do Gloster Javelin
Rabo do Gloster JavelinRabo do Gloster Javelin
Gloster Javelin como Gate Guardian!
Gloster Javelin como Gate Guardian!Gloster Javelin como Gate Guardian!
Gloster Javelin como Gate Guardian!
Gloster Javelin como Gate Guardian!Gloster Javelin como Gate Guardian!
de Havilland Vampire ex-SAAF
de Havilland Vampire ex-SAAFde Havilland Vampire ex-SAAF

Ele viajou para o Reino Unido onde participou de várias reuniões a respeito do transporte destes aviões para a África do Sul. A idéia dos ingleses era simplória, desmontá-los e enviar os componentes em containers num navio. Mas Beachy Head, que não é “simplório” fez a pergunta de milhão de dólares: “porque não voamos as próprias aeronaves até à África”? Os burocratas do Civil Aeronautical Authórity britânico responderam com apenas uma frase: “Você não pode voar eles até lá”! Os pilotos destes aviões precisariam no mínimo de uma licença de piloto de Hunter, e isso não era das coisas mais simples, mas através do “Hunter Convention” Beachy Head consiguiu ser certificado como piloto e lá foram os aviões voando tendo chegado na sede da empresa em Cape Town em maio de 1995. A idéia dele era usar os aviões como transportes pessoais para pessoas com bolsos forrados que não mais se impressionavam com jatos executivos.

de Havilland Vampire ex-SAAF como Gate Guardian
de Havilland Vampire ex-SAAF como Gate Guardiande Havilland Vampire ex-SAAF como Gate Guardian
Capacetes para os clientes...
Capacetes para os clientes...Capacetes para os clientes...
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Carta de vias aéreas da África do Sul
Carta de vias aéreas da África do SulCarta de vias aéreas da África do Sul

 

O Hawker Hunter

Um dos programas mais exitosos e que produziu uma das aeronaves mais elegantes da história da aviação militar. Um total de 1972 aeronaves foram produzidas no Reino Unido e sob licença no exterior. A primeira encomenda britânica foi oficializada em março de 1950, um aamno antes do início do seu primeiro vôo. O primeiro modelo entrou em operação em julho de 1954. Este avião foi o maior sucesso de exportação entre os caças a reação britânicos. Foram geradas vendas para Abu Dhabi, Arábia Saudita, Bélgica, Chile, Cingapura, Dinamarca, Iraque, Índia, Jordânia, Kuwait, Líbano, Holanda, Oman, Peru, Qatar, Quênia, Rodésia, Somália, Suécia, Suíça, e Zimbábue. A Suíça se destacou entre ois cliente apenas aposentar este modelo em 1994.

Velocidade máxima (vôo horizontal): Mach 0.97 – supersônico em um mergulho raso

Taxa inicial de subida: 17,000 pés por minuto

Teto de serviço: 52,000 feet

Raio operacional: 713km em uma missão “hi-lo-hi” com dois tanques externos e armamento típico

Peso máximo de decolagem: 11,300 kg (25,000 lb)

Dimensões

Envergadura: 10.25m

Comprimento: 13.93m

Altura: 4.02m

Área Alar: 34.43 m(2)

Alcance: 2,960 km

Tripulação: 2

Uma boa lista de contruction numbers de Hawker Hunters pode ser achada aqui http://www.cnapg.org/hunter.htm

 

Carta de aerovias da região de Cape Town
Carta de aerovias da região de Cape TownCarta de aerovias da região de Cape Town
Hawker Hunter monoplace
Hawker Hunter monoplaceHawker Hunter monoplace
Detalhe da frente de um dos BAC Lightning
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Rabo de um dos Hawker Hunter
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O BAC Lightning

Este caça interceptador para todo tempo tem a dúbia honra de ter sido o único programa aeronáutico militar britânico a sobreviver os cortes do temerário White Paper de defesa de 1957. Também é o único caça no planeta a usar dois motores dispostos verticalmente, um sobre o outro. Seu protótipo, o “P-1B” voou pela primeira vez em 1957. O Lightning entrou em serviço no final de 1965 e sua produção continuou até setembro de 1972, após alcançar o número de 337 construídos com 54 destes exportados para a Arábia Saudita e Kuweit.

Na cidade britânica de Exeter havia um grupo de ex-pilotos da RAF que tinham dois Lightnings F.6, a versão definitiva deste modelo. Em Cransfield um grupo de entusiastas tinha um Lightning biplace que não voava mais. Seus proprietários tinham usado óleo pesado (“Bunker”) para girar a turbina e cobravam entrada de interessados para visitarem o avião estático. O Lightning Flying Club de Plymouth era o dono de outro destes gigantes e Beachy Head queria todos eles! Para trazer eles da Inglaterra para a África outro desafio, só que desta vez o Lightning tinha uma vantagem sobre o Hunter, ele tinha um probe REVO...

Ainda surpreso com a persistência do empresário sul-africano, o CAA britânico (equivalente local à nossa ANAC) acabou lhe concedendo um “certificado restrito de aero-navegabilidade”, determinando que eles eram aeronaves fora do padrão ICAO, e válido apenas para o vôo de traslado até a África. E ponto final. Os aviões foram qualificados pelo CAA como modelos “experimentais”, quando, tendo em vista sua longa carreira na RAF, eles eram qualquer coisa menos “experimentais”.

Este site é bem completo e só se atem ao BAC Lightning. http://www.lightning.org.uk/

Propulsão: 2x turbojatos Rolls Royce Avon 30201 com pós-queimador com potência de 16,300 lb.

 

Peso máximo de decolagem 18,900 kg (41,700 lb.)

Velocidade máxima: Mach 2 a 15,000 pés

Dimensões

Envergadura: 10.61m

Comprimento: 16.84m

Altura: 5.97m

Tripulação: 2

Teto: > 60,000 pés

O entendimento das autoridades britânicas era que devido à sua performance supersônica e seu curto alcance, estes aviões jamais poderiam receber autorização para serem operados por civis nos congestionados céus britânicos. O risco que eles ofereceriam ao tráfego aéreo regular seria simplesmente inaceitável. Mas os aviões não iriam ficar nas ilhas britânicas....

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O Blackburn Buccaneer

Agora só faltava um reabastecedor para acompanhar os Lightning, e foi assim que ele acabou comprando dois Buccaneers em 1996-97, que, por acaso, tinham um casulo de reabastecimento buddy-buddy configurado para instalação dentro do seu compartimento ventral de bombas.

Os aviões deste modelo em uso aqui na África do Sul foram exatamente os três últimos a serem fabricados, e foram usados durante toda sua carreira exclusivamente como aeronaves de testes de armamento. O terceiro dos Buccaneer, por sinal, só foi comprado no ano de 2002 da empresa britânica Delta Engeneering que acabou armazenando o seu avião assim que descobriu que não receberia autorização do CAA para voá-lo no Reino Unido. O avião ZU-NIP carrega a vistosa e característica pintura de alta-visibilidade (também chamado de “raspberry ripple”) usadas nas unidades de teste da Royal Air Force e os dois outros usam uma pintura negra brilhante de alta visibilidade.

Propulsão 2x Turbofans Rolls Royce RB.168-1 Spey com 12,600 lb. de potência

Peso máximo de decolagem 24,494 kg (55,000 lb.)

Dimensões

Envergadura: 12.90m

Comprimento: 19.33m

Altura: 5.03m

Alcance: 6,440km

Tripulantes: 2

Carga militar 7,258kg (16,000lb.)

A própria Força Aérea da África do Sul chegou a usar 16 unidades do Buccaneer (somente 15 sendo efetivamente entregues) entre 1965 e 1991. Destes, 10 foram perdidos em acidentes diversos, com quatro deles mantidos nos museus do país e um sendo usado como gate guardian na Base Aérea de Waterkloof.

A escolha deste modelo pela SAAF visava inicialmente a proteção das rotas de navegação que contornam o Cabo da Boa Esperança. Mas devido à mudança de governo no Reino Unido por pouco toda a compra não foi cancelada sumariamente. Um pedido adicional de 20 unidades, no entanto não foi mais aceito pelas novas autoridades britânicas. Com o advento do embargo sobre aeronaves militares estes aviões entregues foram usadas como bombardeiros de mergulho, e depois de ataque a baixa altitude, contra unidades insurgentes de Angola e da Namíbia durante as “Bush Wars”. Mais informações sobre os Buccaneers podem ser encontradas nesta excepcional página dedicada ao modelo. http://www.blackburn-buccaneer.co.uk/0_Contents.html

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Operando aeronaves militares num empreendimento civil

Segundo Mike Beachy Head “as aeronaves militares tem por característica ficarem mais e mais seguras com o passar dos anos”. As principais diferenças para permitir a certificação dos aviões se encontravam na seara burocrática. Por exemplo, no mundo civil os operadores devem manter registros de ocorrências (logs) separados para motores e célula, já nestes aviões, durante sua vida operacional na RAF, o log também era mantido, mas ele era um único para a combinação motor/célula.

A autoridade de aeronáutica civil sul-africana sempre se portou com uma atitude muito positiva à operação civil dos antigos caças. A Força Aérea Sul Africana inicialmente não gostou muito da idéia de ter aeronaves civis supersônicas voando em sue país, porém, logo ela mesma se transformou num cliente especial da Thunder City. Atualmente os caças Lightning são utilizados regularmente para simular atacantes supersônicos direcionados contra alvos militares, gerando um exercício valiosíssimo para as unidades de defesa aérea daquele país. A parceria é tão próxima que, normalmente, os caças de Thunder City usam espaços aéreos militares para executar suas passagens e circuitos em alta velocidade ou em baixa altitude. A Marinha Sul Africana também já os contratou para realizar ataques simulados contra seus navios, testando seus radares e procedimentos de guerra anti-aérea. Por questões de segurança aérea os vôos supersônicos apenas ocorrem em altitudes muito superiores às aerovias comerciais. O número de vôos de caças vendidos a cada ano chega perto cem, o preço por vôo oscilando de acordo com a aeronave escolhida. Um vôo de Lightning, por exemplo, custa cerca de 10.000 euros, o do Buccaneer, fica na casa de 8.000 euros e o de Hunter não passa de 4.000 euros.

O diretor da empresa, Mike Beachy Head é o único dos pilotos que é certificado para voar todos os três modelos de caça de Thunder City. Os demais pilotos que normalmente voam os aviões são terceirizados, nenhum deles sendo funcionário dedicado da Thunder City. Muitos são pilotos comerciais que voam os caças quando sua agenda de descanso permite. Três destes pilotos são sul-africanos, dois são do Reino Unido e outros dois são australianos. Os aviões também são exibem em eventos populares de relevo, por exemplo, em novembro de 2006, durante a importante feira regional África Aerospace Defense (AAD), houve um impressionante sobrevôo de quatro Lightnings dispostos em formação “diamante”.

Mike Beachy Head acredita que o modelo de negócios da empresa é um sucesso, sendo perfeitamente “exportável” para outros países, bastando que o interessado já disponha de uma empresa de manutenção e de reparos aeronáuticos com engenheiros e técnicos especializados. Ele contou que eles chegaram a estudar a aquisição de caças a jatos veteranos de origem americana, mas que depois dos eventos de 11 de setembro de 2001 esta janela de oportunidade foi fechada de vez pelo governo americano. Como uma boa fatia do público que contrata os produtos da empresa é composta de americanos, naturalmente estes consumidores tem maior interesse por tipos que foram usados pelas forças armadas locais, como o Douglas A-4 Skyhawk, Northrop T-38 e F-5 . As restrições mais previsíveis dos órgãos de controle da aviação civil locais, como a experiência com o CAA sul-africano mostrou, são por vezes relaxadas se um número de precauções operacionais forem tomadas. Em novembro do ano passado, na Base Aérea de Bredasdorp, foi-lhes permitido quebrar a barreira do som (cuidadosamente...) durante um show aéreo realizado por lá. Aparentemente, a experiência de voar nos caças é altamente viciante, pois não é raro que clientes que voaram numa aeronave muitas vezes retornem para experimentar vôos nos outros dois tipos.

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Outros clientes, eles mesmos pilotos já com muitas horas de vôo em outros tipos de aviões, compram múltiplas surtidas, para ao final, poderem ser consideradas pilotos habilitados naquele tipo de aeronave clássica. Além dos clientes pessoa física, muitas empresas usam os serviços deles como parte de pacotes de incentivos corporativos. O cartão de crédito American Express Platinum, por exemplo, realizou uma promoção que deu para alguns de seus clientes a oportunidade de voar nos caças. Iniciativas como esta geram muita visibilidade mundial para Thunder City. Ao mesmo tempo, reportagens de canais de TV como o National Geographic e Discovery Channel, também agem como estimulantes para clientes em potencial. Recentemente o “Rough Travel Guide”, um programa da BBC britânica, apresentou o programa de aluguel de caças para novas audiências européias. Celebridades como Sir Richard Branson, dono do império corporativo “Virgin” e o milionário sul-africano Mark Shuttleworth, o segundo turista espacial a visitar a Estação Espacial Internacional, já voaram nas aeronaves de Thunder City.

Os estranhos no ninho de Thunder City

Além da operação de vôos nos caças clássicos, Thunder City também é um centro de manutenção aeronáutica reconhecido na África do Sul, realizando manutenção num sem número de aeronaves diferentes pertencentes aos clientes locais. Além disso, proprietários de outros caças clássicos localizados no país, os contratam para manter suas aves em perfeita condição de vôo. No dia da visita da ALIDE duas destas chamavam atenção, um BAC Strikemaster negro e um Hawker Hunter amarelo, pintado nas cores da MTA, uma das empresas de telefonia celular sul-africanas. Este Hunter, diferente dos demais aviões deste modelo em Thunder City, originalmente operou na Força Aérea Suíça.

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Segundo Puma a passar pela modernização
Segundo Puma a passar pela modernizaçãoSegundo Puma a passar pela modernização

Transmissão do Puma
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Puma durante overhaul...
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Compartimento de motores aberto
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Puma em manutenção
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Um upgrade para os Aerospatiale Puma

Mas não apenas de caças clássicos vive Thunder City. Seus engenheiros e técnicos estão neste momento desenvolvendo um extenso pacote de manutenção e modernização para o Eurocopter Puma, aeronave muito comum no sul da África. O projeto inclui desmontar vários dos sistemas, testar a integridade da célula e dos sistemas (inspeção P-4) e finalmente instalar um cockpit digital moderno, aqui chamado de “glass cockpit”. Os fabricantes Avidyne, Sagem, Garmin e Chelton estão sendo estudados como possíveis fornecedores dos componentes do novo painel.

A Força Aérea Sul-africana é uma usuária dos Aerospatiale, atualmente Eurocopter, SA-330 Puma e uma oferta deste upgrade está sendo costurada junto com a empresa Denel devendo ser anunciada publicamente na próxima AAD a se realizar entre 17 e 21 de setembro deste ano. O Puma foi escolhido porque o Mike conhece bem este helicóptero e os funcionários da empresa já são certificados nesta aeronave. Segundo o Sr. Beachy Head existe uma forte demanda no mercado sul-africano por helicópteros médios de carga. O objetivo da empresa é que 50% de suas receitas venham das operações de vôo com os caças e que o resto venha dos novos serviços técnicos. As aeronaves da empresa carregam o logo da empresa de combustíveis Shell uma vez que as duas empresas assinaram há sete anos um convênio que prevê o uso de combustível e lubrificantes aeronáuticos desta empresa com o pagamento sendo parcialmente feito em iniciativas promocionais e de marketing. Inclusive, um dos Hawker Hunters da empresa foi pintado totalmente de amarelo para se conformar melhor à política/estratégia de imagem da Shell.

 

As Aeronaves da Thunder City

Tipo

Prefixo Civil

C/n

Origem

Hawker Hunter F.6A

ZU-AUJ

41H-674112

RAF XE653; ex-G-BVWV

Hawker Hunter T.8C

ZU-ATH

41H/693836

XL598

Hawker Hunter T.8B

ZU-CTN

41H/695343

XF967

Hawker Hunter T.7

ZU-LEE

41H/695347 (ou 41H/695334)

XL613 Ex-G-BVMB

Blackburn Buccaneer S.2B

ZU-NIP “Raspberry Ripple”

B3-01-72

XW986

Blackburn Buccaneer S.2B

ZU-AVI (negro)

B3-03-72

XW988

Blackburn Buccaneer S.2B

ZU-BCR (negro)

B3-02-72

XW987

BAC Lightning T.5

ZU-BBD

B1-95012

XS452

BAC Lightning F.6

ZU-BEY

B1-95116

XP693, ex- G-FSIX

BAC Lightning F.6

ZU-BEW

B1-95238

XR773

BAC Lightning T.5

ZU-BEX

B1-95011

XS451

Hawker Hunter F.58

ZU-AVC

41H-697426

J-4059 ex- 3D-HUN

BAC Strikemaster MK.83

ZU-PER

161

Ex- FA Kuwait 113 / ex- FA Botswana OJ6

Eurocopter SA-330 Puma

ZU-PUM

1405

Eurocopter SA-330 Puma

?

Last Updated on Friday, 07 November 2008 01:50
 

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