Os museus da SAAF: Swartkop e Ysterplaat PDF Print E-mail
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Wednesday, 13 August 2008 11:10

 

 

A história da South African Air Force é longa e rica. Sendo membro do Commonwealth Britânico, o país começou muito cedo a equipar sua arma aérea independente. Seus primeiros aviões eram ingleses, no entre guerra a linha aérea nacional, então o braço civil da SAAF, recebeu alguns Junkers Ju-52/3m e também alguns Ju-88, a versão de transporte do famoso bombardeiro alemão. Com o início da Segunda Grande Guerra, chegaram mais aviões ingleses e com o tempo um grande número de novos tipos americanos. Na década de 50 ao tomar parte na Guerra da Coréia e na ponte aérea de Berlim vieram os novos Mustangs, Sabres e C-54. A SAAF adentrou o clube dos aviões supersônicos com os Mirage III e depois com os Mirage F-1. Finalmente, durante o embargo imposto pela ONU à venda de armamento ao governo racista, muitos projetos aeroespaciais próprios nasceram e cresceram naquele país. Para contar toda essa história, foi fundado o Museu da Força Aérea Sul-africana com uma sede em Pretória e duas filais em Cape Town e em Port Elisabeth. Nesta viagem à África do Sul, ALIDE visitou os dois primeiros e traz para seus leitores muitas fotos de sua coleção, junto com um quadro completo do que se pode ver e aprender neles.

Introdução

O primeiro South African Air Force Museum foi estabelecido em 1973 na base aérea localizada ao sul da capital Pretória. A Base Aérea de Swartkop equivaleria no Brasil ao Campo dos Afonsos. Foi aqui em 1920 que a Força Aérea Sul-Africana deu seus primeiros passos, logo após ter sido composta para receber o “Imperial Gift”, a doação de 100 aeronaves modernas excedentes dos estoques da Royal Air Force após o fim da Primeira Guerra Mundial. Foi aqui que se iniciou a formação dos quadros da nova Força Aérea, a segunda a ser constituída independentemente do Exército e da Marinha no mundo.

A SAAF de hoje tem uma grande ligação com sua história, os seus principais comandantes apresentando fortes ligações com o Museu. Desde a fundação do Museu Nacional de História Militar em Johannesburg uma coleção informal de aeronaves clássicas da SAAF acabou achando por lá seu lar definitivo, e principalmente uma verba certa para a recuperação e a manutenção destas aeronaves.

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A SAAF entregou as seguintes aeronaves ao SANMMH

 

Supermarine Spitfire MK. IX

Messerschmitt Me109E

Messerschmitt Me109F

Messerschmitt Me 262 B-1a (U1)

Fw 190

De Havilland Mosquito

Airco DH9

British Aircraft Factory SE5

Hawker Hart

Hawker Hurricane

Atlas Impala Mk.1

 

Atualmente o Museu Nacional de História Militar conta com o um orçamento de cerca de 20 milhões de rands (aproximadamente 3 milhões de dólares) apenas para despesas com infra-estrutura.

 

SAAF Museum Swartkop

 

Em 1991, após abandonar a idéia de construção de uma infraestrutura específica para o Museu da SAAF no aeroporto civil de Lanseria, apenas 30 quilômetros a sudoeste de Pretória, o comando da Força Aérea acabou se convencendo que ali perto havia uma base aérea sem muita valia para as necessidades operacionais futuras da força. Assim, metade da antiga base aérea de Swartkop, a primeira base aérea da SAAF acabou virando a sede oficial do principal museu da Força Aérea Sul-Africana, uma feliz coincidência histórica.

 

No pátio de estacionamento de aeronaves, havia um Douglas DC-4 pintado com camuflagem de deserto, para operações na Namíbia, curiosamente sem maiores identificações individuais, um Douglas C-47 em camuflagem tática, um Lockheed Lodestar (camuflado) e um patrulheiro marítimo Lockheed Ventura G.R.V. (todo em cinza). Naquela área um dos aviões mais chamativos era um Canberra T.4 azul, de treinamento.

 

Podemos dizer que neste museu existe um verdadeiro “banquete de deltas”, só aqui no exterior dos hangares estão um Atlas Cheetah-C, em dois tons de cinza; um Mirage IIIRZ, de reconhecimento, com uma “boca de tubarão”; e um Mirage IIIDZ, bi-place, completando o time. Além destes Mirages havia também um outro modelo IIICZ estacionado num dos corredores externos do museu, neste, pode-se perceber o dano que o sol e a chuva causam na pintura quando os aviões ficam expostos ao tempo. Peculiar também é o Mirage F-1AZ que foi usado anteriormente em sua carreira operacional como “Advanced Avionics Demonstrator”, exibindo uma pintura não-militar de azul claro e branco. Entre os transportes os destaques são um Transall C-160Z em pintura de deserto e um Boeing 707 (1419) pintado em cores civis, mas, com títulos e insígnias da SAAF que chegou a usar usou cinco destes aviões operacionalmente.

 

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Além de muitos prédios administrativos Swartkop apresenta seis hangares prateados cobertos e com portas, dentro deles, muitas surpresas. O P-51D Mustang é uma delas, imaculado, ainda que acidentado em 2001, mas ainda aguardando a re-inatalção do seu motor no resto da fuselagem. Um helicóptero Aeroespatiale Alouette II com pintura exterior verde escuro, e painéis “day-glo”. Um Harvard (7072) mantido em perfeita condição de vôo difere daquelas células vistas em Cape Town ao ter o amarelo como a cor chamativa por detrás do seu serial, no lugar do laranja. Também aptos a se exibir em vôo o de Havilland Vampire (77) e o Impala Mk.1 (589) totalmente prateado. No extremo norte do pátio se encontra outro Impala nas cores da unidade de demonstração “Silver Fakcons” da SAAF, um helicóptero Super Frelon, um outro Lodestar apresentado destruído, como se tivesse caído após ser abatido e adiante, o 1721 um dos AVRO Shackletons preservados.

 

No pátio do museu também existem exemplos de sistemas de defesa aérea como o míssil Crotale da MBDA. Um sistema de defesa aérea de curto alcance montado sobre um veículo lançador 4X4. Aqui um dos casulos está aberto, permitindo que se veja o míssil em seu interior. Ao lado dele existe um outro lançador, triplo, rebocado do míssil Tigercat, a versão terrestre do míssil Shorts Sea Cat de emprego naval. Na África do Sul este sistema foi chamado de “Hilda”.

 

No interior do hangar “1”, ao lado da réplica do biplano Paterson de 1911, existe mais um Mirage III com uma pintura característica dos seus primeiros anos de operação, detalhes vermelhos sobre superfície em metal natural. Pertinho, outra raridade, um Sikorsky S-51 e atrás dele um Puma AS-330L e o único protótipo do helicóptero XH-1 “Alpha”. Este foi um programa sul-africano para o desenvolvimento de tecnologia de construção de um helicópteros anti-tanque armado, construído ao redor da turbina, rotor e partes dinâmicas do Allouette III francês. O protótipo voou pela primeira vez em 1985, mas, o modelo nunca entrou em produção seriada. O programa serviu primariamente como etapa de redução de riscos antes da empresa Atlas se lançar a desenvolver o modelo Rooivalk, um helicóptero muito maior e mais complexo que o Alpha.

 

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No hangar número dois, uma coleção de aeronaves da segunda guerra mundial, inclusive com um Harvard e um AVRO Anson com painéis exteriores removidos de maneira que o público possa ver como eles eram construídos. Uma carência histórica muito significativa deste museu é a falta de pelo menos um Curtiss P-40 igual aos que foram usados pela SAAF no norte da áfrica. Para marcar esta falta está exibida aqui apenas a cobertura inferio do motor de um destes aviões, com sua inconfundível boca de tubarão. No hangar seguinte, uma exposição dedicada às Bush Wars onde se destaca um Alouette III exposto num cenário de guerra. Ao fundo a exposição da Segunda Grande Guerra com um avião de observação alemão Fieseler Storch disposto ao lado de uma turbina Jumo 004 usada no Messerschmitt 262. Uma maquete aqui chamou-me muita a atenção, um biplano BE2e com a inscrição “Britânicos do Rio de Janeiro Nº 2” na lateral. Este avião foi doado ao Royal Flying Corps com dinheiro arrecadado pela comunidade britânica residente aqui no Rio. Este avião foi usado  entre 1917 e 1918 para vôos em eventos de recrutamento por toda África do Sul. Este esforço produziu nada menos que 8000 candidatos a servir no RFC, dos quais 2000 seriam aproveitados, um número simplesmente espetacular para aquela época de guerra.

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Entrando no próximo hangar se vê um belíssimo Cheetah-C com pintura comemorativa imitando a pele do animal. Também aqui, existe um de Havilland Vampire no meio de sua restauração. A fuselagem deste avião é quase que inteiramente feita de madeira, o que provavelmente explica a dificuldade dele ser reconhecido pelos radares do sistema de tráfego aéreo moderno quando a caminho de um show aéreo. Segundo nosso anfitrião,após este caso nasceu a piada de que seus pilotos passaram a se gabar de ter voado ali a primeira modelo de aeronave stealth em uso operacional na SAAF.

 

Aqui também se encontra um exemplar do grandão Blackburn Buccaneer, com vários de seus sistemas opcionais em exibição. Dentro do o amplo “bomb-bay” interno podiam ser acomodados, no lugar das bombas, um tanque de combustível extra, removível para REVO e um casulo interno de canhões. No piso havia ainda um motor foguete para permitir decolagens em locais quentes e altos.

 

Continuando a visita, no hangar seguinte temos mais um Sabre, um Mirage F-1 cinza e um MiG-21PF angolano que em 1988 após se perder e ficar sem combustível acabou pousando numa fazenda localizada em área controlada pelos sul-africanos na Namíbia. Num canto da parede, de forma quase que discreta um avião radio-controlado negro, com design moderno salta aos olhos. O Flowchart 2 é um drone feito localmente pela empresa Kentron (hoje parte da Denel), especialmente para testar os radares de defesa aérea simulando o ataque de aeronaves “stealth”.

 

Neste hangar também fica o foguete de três estágios e combustível sólido chamado RSA-3. Durante a década de 70 e 80 Israel auxiliou o governo racista da África do Sul a criar um programa de mísseis capaz de levar uma ogiva nuclear que era desenvolvida em paralelo. Avaliações da época indicam que como míssil balístico inter-continental o RSA-3 teria capacidade de levar uma ogiva de 350 quilos até Washington D.C. ou de 400 quilos até Moscou. Mas até seu cancelamento o programa atômico sul-africano não conseguiu produzir uma ogiva compacta assim. Com a decisão de abandonar o programa de armas atômicas em 1989 o programa de foguetes continuou por cinco anos mais em busca de uma oportunidade de lançamento de satélites comerciais. 

 

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SAAF Museum Ysterplaat

 

Ysterplaat, é hoje em dia, a base aérea onde se concentra a patrulha marítima e parte da aviação de asas rotativa. É aqui, onde a SAAF opera os C-47TP “Dakleton” na patrulha marítima. É aqui onde ela escolheu basear os recentemente adquiridos Agusta-Westland Lynx 300 que operarão embarcados nas fragatas MEKO 200SAN da Marinha Sul-africana, baseadas em Simon’s Town, poucos quilômetros ao sul de Cape Town. A Patrulha, uma das mais tradicionais atividades da SAAF, sofreu bastante com os vários embargos impostos pela adoção do regime do Apartheid no país. Os veteranos AVRO Shackleton Mk.3, último patrulheiro marítimo movido a hélice da Royal Air Force, por aqui serviu por 27 anos até os três últimos serem retirados de serviço em 1984.

 

Esta filial do Museu data de 1976, sendo dividido em duas sessões separadas. Próximo do portão de entrada, ainda na parte “aberta” da base, existe os três salões de exposição que ficam maquetes, fotos, uniformes e alguns componentes das aeronaves mais importantes da SAAF. Na parte “fechada” está um grande hangar onde são armazenados os aviões da coleção do Museu.

 

Começamos a visita pela parte “aberta”. Logo na entrada existe um display que descreve os ases e aeronaves da SAAF na Royal Air Force, os da Reggia Aeronáutica Italiana, e os da Luftwaffe, que se enfrentaram na África e na Europa, durante a Segunda Grande Guerra. Segundo o curador do museu: “a época dos museus militares ‘unilaterais’ já se acabou, hoje não existe como ignorar, ou deixar de dar o devido valor, à competência e a bravura dos pilotos que se encontravam do lado oposto do conflito”.   

 

Para fazer deste museu um ponto importante de preservação histórica no sul da África foi criado um convênio com a Universidade de Berlim e com o Museu da Luftwaffe, na Alemanha, para treinar um time de museologistas sul-africanos nas práticas mais modernas da área. O Museu de Ysterplaat acredita muito no poder da Internet para trazer atenção dos interessados pelo tema dispersos pelo mundo, e por isso investiu pesado na criação de um site próprio que fosse útil e interessante [www.saafmuseum.org.za]. Segundo o curador, este museu é muito bem conhecido na África do Sul e na Europa e, assim, recebe cerca de 6.000 visitantes por ano.

 

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O hangar de aeronaves de Ysteplaat

 

Para sair da sede do museu e chegar no hangar, a única forma é ir no carro do pessoal do museu, pois os veículos dos visitantes não podem circular na parte “fechada” da base. Ao abrir-se a grande porta deslizante frontal imediatamente surge um Douglas C-47 “Dakota” (SAAF 6832) que, ainda sem as asas e motore,s está no meio de sua restauração e revisão pesada. Este avião deve estar voando em breve nos shows aéreos com uma pintura característica do período de 1947 a 1957. Ao seu lado estão dois impecavelmente recuperados North American Harvard, nas cores berrantes da Central Flying School, local onde eles operaram até 1995. No Brasil, estes aviões eram popularmente conhecidos como “Tê-meia”. A célula 7231 foi o último Harvard a deixar a CFS. Mais adiante, um helicóptero de transporte pesado francês SA 321L Super Frelon e um caça clássico a reação North American F-86 Sabre. Um pouco mais para o fundo, está um Atlas Impala Mk.1, um projeto italiano que, como no caso do Xavante da FAB, também foi fabricado sob licença na África do Sul.

 

No meio do hangar se encontra o único AVRO Shackleton ainda em condições de vôo nomundo, o SAAF 1722. Para poder sair lateralmente do hangar, este avião está com seus  trens de pouso prinicipais apoiados sobre suportes com rodas dispostas em 90 graus. Bem no fundo do hangar, existe ainda um pequeno bi-motor Piaggio P-166. Ele foi usado durante muitos anos, pela SAAF para esclarecimento da zona costeira. Aqui também existe um helicóptero naval Westland Wasp, dos que operaram embarcados nas fragatas da President-class até sua retirada de serviço em meados da década de 80. Completando o tour por dentro do hangar, dois Mirage F-1, em camuflagem azul claro de superioridade aérea, estão terminando seu processo de restauração e devem logo ser enviados para outro local, muito provavelmente para uma das bases aéreas onde eles operaram. Destes, a aeronave numero “13” traz na lateral esquerda da fuselagem, logo abaixo da entrada da cabine, um símbolo da Força Aérea Angolana com a anotação “MIG-21MF” em cima, indicando uma vitória ar-ar.

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O curador revelou sua “lista de compras” ideal para expandir a coleção, primeiro algum dos Cheetah C/D recentemente aposentados da SAAF, entre os clássicos algumas aeronaves antigas do Royal Fleet Air Arm (Aviação Naval Britânica) seriam muito bem vindos a Ysterplaat. Aeronaves como os Blackburn Skua, mas isso, infelizmente, seria muito difícil de ser conseguido.

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Um planetário de uso militar

 

Ysterplaat também é o destino final do único Planetário Spitz 1923 ainda operacional do Hemisfério Sul. Este sistema foi adquirido, originalmente, para o curso de navegação celestial da base Naval da Royal Navy em Gordon’s Bay. Depois da guerra, ele foi transferido para a SAAF, onde foi, por muitos anos, usado para treinar pilotos e navegadores na Air Navigation School, estabelecida na Base Aérea de Langebaanweg. Com o fim desta unidade na década de 70 o planetário foi finalmente trazido para Ysterplaat onde foi restaurado e preservado. Surpreendentemente, os atuais alunos de sobrevivência da South African Air Force, ainda hoje, usam o Planetário durante o seu curso.

ALIDE gostaria de agradecer o apoio e a colaboração do Adido Naval e de Defesa Brasileiro em Pretória, Cte Jorge Guimarães Dias, sem o qual não haveria como visitar os dois museus em Pretória e Johannesburg em apenas um dia.

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Informações para contato e visitação

 

Cape Town

SAAF Museum, PO Box 23, Ysterplaat, 7425, South Africa

Telefone: (+27) 21 508-6576

Fax: (+27) 21 508-6576

 

Horários

A filial de Cape Town do SAAF Museum  abre de 08h00 a 15h30 de segunda a sexta-feira e de 08h00 a 12h30 nos sábados

O Museu está fechado nos domingos e feriados.

 

Clique aqui para baixar um mapa [http://www.saafmuseum.org.za/contactctn.htm].

 

 

Pretória

SAAF Museum, AFB Swartkop, PO Valhalla, 0137, South Africa

Telefone: (+27) 12 351-2153

Fax: (+27) 12 351-2346

 

Horários

A filial Pretória do SAAF Museum abre de 10h00 a 15h30 de segunda a sexta-feira e de 10h00 a 12h30 nos sábados

O Museu fecha nos domingos e feriados.

  

Clique aqui para baixar um mapa [http://www.saafmuseum.org.za/contactpta.htm].

 

Port Elizabeth

SAAF Museum, Private Bag X6017, Port Elizabeth, 6000

Telephone: (+27) 41 505-1295

Fax: (+027) 41 505-1403

 

Horários

A filial Port Elizabeth do SAAF Museum abre de 08h00 a 15h30 de segunda a sexta-feira e fica fechado nos sábados. Nos domingos, a filial PE abre de 10h00 a 16h00.  

 

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Last Updated on Saturday, 30 August 2008 03:19
 

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