Os novos navios uruguaios na ATLASUR PDF Print E-mail
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Wednesday, 13 August 2008 11:13

 

 

ROU Uruguai e ROU Cte Pedro Campbell: os mais recentes navios de linha recebidos pela Armada da República Oriental del Uruguay

Manter uma Marinha de Guerra é sempre uma proposta muito cara, especialmente se a nação é um dos menores países da América do Sul. Membro fundador do Mercosur o Uruguai fica espremido entre os dois maiores países do continente, Brasil e Argentina e por isso tem obrigações internacionais que demandam efetividade de sua Armada.

Introdução

Recentemente, tanto na UNITAS 2005 quanto no último exercício Atlasur, realizado lá mesmo no Uruguai, a Alide visitou os navios então em operação naquela marinha  entrevistando seus oficiais para traçar um quadro inicial da situação vivida pela Armada Uruguaya. Agora, refletindo a intenção do seu governo de manter a sua efetividade nos mares, a Armada está recebendo dois novos navios para substituir os seus três veteranos “Commandant Riviere” que já deram baixa. A troca foi por navios da mesma classe, mais novos e em muito melhor estado. Recebidos de Portugal os dois navios seguiram direto para o exercício Atlasur VII que ocorreu em seguida à IBSAMAR na mesma África do Sul.

Proa e canhão de 100mm do ROU Uruguay
Proa e canhão de 100mm do ROU Uruguay Proa e canhão de 100mm do ROU Uruguay
ROU Uruguay
ROU Uruguay ROU Uruguay
ROU Uruguay
ROU Uruguay ROU Uruguay
ROU Uruguay
ROU UruguayROU Uruguay
Canhão de 100mm
Canhão de 100mmCanhão de 100mm
 
Canhão defesa aérea manual
Canhão defesa aérea manualCanhão defesa aérea manual
Lançadores de torpedo
Lançadores de torpedoLançadores de torpedo
Popa do ROU Uruguay
Popa do ROU UruguayPopa do ROU Uruguay
Pavilhão Uruguaio ao vento
Pavilhão Uruguaio ao ventoPavilhão Uruguaio ao vento
Canhão 100mm
Canhão 100mmCanhão 100mm
 
CF Filardi, comandante do ROU Uruguay, ao lado da antena de comunicação via satélite
CF Filardi, comandante do ROU Uruguay, ao lado da antena de comunicação via satéliteCF Filardi, comandante do ROU Uruguay, ao lado da antena de comunicação via satélite
Área marcada para VertRep, estes navios não contam com convôo para helicópteros
Área marcada para VertRep, estes navios não contam com convôo para helicópterosÁrea marcada para VertRep, estes navios não contam com convôo para helicópteros
Painéis de controle dentro da torreta do canhão de 100mm
Painéis de controle dentro da torreta do canhão de 100mmPainéis de controle dentro da torreta do canhão de 100mm
Salva-vidas já com o novo nome do navio
Salva-vidas já com o novo nome do navioSalva-vidas já com o novo nome do navio
Radar de controle de tiro do canhão de 100mm
Radar de controle de tiro do canhão de 100mmRadar de controle de tiro do canhão de 100mm
 

Os antigos Uruguay (01) e General Artigas (02) e o Montevidéo (03) foram navios construídos originalmente como “avisos” (fragatas de patrulha colonial) para a Marinha Francesa sendo posteriormente vendidos para o Uruguai. Um “aviso” na terminologia naval francesa, denota uma fragata de longo alcance, com motorização diesel, mas relativamente pouco armada. Como seu principal papel seria o de exclusivamente manter a ordem nos mares ao redor das possessões de além mar da França, no Caribe, África, Oceano Indico, sudeste asiático e Pacífico. Não se esperava que estes navios tivessem qualquer capacidade de se defrontar com esquadras e aeronaves modernas como a soviética, chinesa, ou de qualquer país maior europeu. Uma grande diferença chave estava na falta de armamento anti-navio moderno ou mesmo de defesas anti-aéreas, cruciais em qualquer cenário de guerra moderna nos mares. No “além mar” os seus mais prováveis “antagonistas” se resumiriam a pesqueiros ilegais ou imigrantes ilegais. Se qualquer crise real viesse a se materializar, estes navios de guerra simplificados dariam conta do recado até que os navios de ponta, devidamente armados, chegassem da Europa para tomar seu lugar.

Radar de controle de tiro do canhão de 100mm
Radar de controle de tiro do canhão de 100mmRadar de controle de tiro do canhão de 100mm
Tripulantes da Marinha Portuguesa acompanhando os navios até o Uruguai
Tripulantes da Marinha Portuguesa acompanhando os navios até o UruguaiTripulantes da Marinha Portuguesa acompanhando os navios até o Uruguai
ROU Pedro Campbell
ROU Pedro CampbellROU Pedro Campbell
ROU Pedro Campbell
ROU Pedro CampbellROU Pedro Campbell
Praça d'Armas: ROU Uruguay
Praça d'Armas: ROU UruguayPraça d'Armas: ROU Uruguay
  
Praça d'Armas: ROU Uruguay
Praça d'Armas: ROU Uruguay  Praça d'Armas: ROU Uruguay
COC do ROU Uruguay
COC do ROU UruguayCOC do ROU Uruguay
Sistemas de comunicação modernos no ROU Uruguay
Sistemas de comunicação modernos no ROU UruguaySistemas de comunicação modernos no ROU Uruguay
COC do ROU Uruguay
COC do ROU UruguayCOC do ROU Uruguay
Sistemas de comunicação modernos no ROU Uruguay
  Sistemas de comunicação modernos no ROU Uruguay    Sistemas de comunicação modernos no ROU Uruguay
Console digital no COC
Console digital no COCConsole digital no COC
ROU-H-31
ROU-H-31ROU-H-31
ROU-H-32
ROU-H-32ROU-H-32
ROU-H-33
ROU-H-33ROU-H-33
Passadiço
PassadiçoPassadiço
 

Igual à França, nas décadas de 50 e 60, Portugal ainda tinha colônias na África, para cuidar: Moçambique, Angola, Guiné Bissau, além dos arquipélagos de São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Para esta aplicação os “avisos” franceses pareciam perfeitamente dimensionados e por isso, entre 1964 e 1967, quatro unidades foram compradas novas nos estaleiros franceses.

Os Commandant Riviere originais do Uruguai foram sendo aposentados, um após o outro, particularmente por questões de problemas estruturais que seriam caros demais de consertar para navios daquela idade. Aparentemente, os mares mais pesados do Atlântico Sul tinham se provado mais exigentes do que o que os projetistas franceses esperavam para seu novo rebento. Já na última Atlasur, em 2006, apenas a Montevideo se encontrava ainda em operação, as demais já tendo dado baixa, mas ainda mantidas na Base Naval de Montevideo como fonte de peças.

Posto do timoneiro , num local rebaixado em relação ao resto do passadiço
Posto do timoneiro , num local rebaixado em relação ao resto do passadiçoPosto do timoneiro , num local rebaixado em relação ao resto do passadiço
O posto do timoneiro tem uma única escotilha para lhe dar visão para o exterior
O posto do timoneiro tem uma única escotilha para lhe dar visão para o exteriorO posto do timoneiro tem uma única escotilha para lhe dar visão para o exterior
Posto do timoneiro
Posto do timoneiroPosto do timoneiro
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente. Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente. Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente. Central de rádio atual, com rádios controlados digitalmente.
Rancho de praças
Rancho de praçasRancho de praças
Camarote de praças
Camarote de praçasCamarote de praças
Rancho de praças
Rancho de praçasRancho de praças
     

Do outro lado do Atlântico a Marinha Portuguesa tinha ainda duas fragatas da classe Comandante João Belo, que a despeito de terem passado por uma grande modernização entre 2002 e 2003, se encontravam prestes a dar baixa, exatamente naquele momento. Esta parecia ser uma bela oportunidade para ambas as marinhas. Antes de se decidir pelos dois navios portugueses, os Uruguaios examinaram, na Itália, as fragatas da classe Lupo, e, na Espanha, as da classe Descubierta. Mas seus prazos de retirada de serviço e conseqüente disponibilidade para venda não eram adequados às necessidades de  mais curto prazo deles.

Como as João Belo eram projetos evoluídos da classe Commandant Riviére que a Armada Uruguaya tinha operado por tanto tempo, a transição seria quase que indolor. O re-treinamento dos tripulantes seria mínimo, e ainda poderiam comprar de uma só vez todo o estoque de peças de reposição para aqueles navios existente nos estoques da Marinha Portuguesa. Um item que encheu d’água a boca dos uruguaios foi que ambos os navios estavam impecavelmente mantidos, seguindo as mais rígidas políticas e práticas da OTAN para meios navais militares. E que tinham sido recentemente equipados com um sistema de comunicação digital moderno, contando inclusive com datalink tipo Link 11, um salto tecnológico muito importante para a Armada do Uruguai.

As João Belo são consideradas universalmente no Uruguai como uma compra “tapa buraco”. A próxima geração, muito provavelmente algumas fragatas de segunda mão da classe Bremen da Marinha Alemã, caberá a tarefa de introduzir a Armada na tecnologia de mísseis anti-navio e anti-aéreos.

Camarote de praças
Camarote de praçasCamarote de praças
Rancho de praças
Rancho de praçasRancho de praças
Painel principal do CCM
Painel principal do CCMPainel principal do CCM
Painel principal do CCM
  Painel principal do CCM    Painel principal do CCM
A Marca do Fabricante!
A Marca do Fabricante!A Marca do Fabricante!
  
Motores Diesel SIEM Piestick
Motores Diesel SIEM PiestickMotores Diesel SIEM Piestick
Motores: Verde= Bombordo, Vermelho= Boreste
Motores:  Verde= Bombordo, Vermelho= BoresteMotores:  Verde= Bombordo, Vermelho= Boreste
Praça de máquinas
Praça de máquinasPraça de máquinas
Praça de máquinas
Praça de máquinasPraça de máquinas
Lateral do ROU Uruguay
Lateral do ROU UruguayLateral do ROU Uruguay

A chegada das tripulações portuguesas para receber os novos navios ocorreu em cinco grupos.  O primeiro, composto de 55 militares, chegou a Lisboa no dia 14 de março de 2008, seguido por mais 55 dois dias depois e outros 55 no dia 17. No dia seis de abril chegaram o quarto e quinto contingentes totalizando 210 militares, ou melhor, duas tripulações de 105 pessoas. Já no dia 8 de abril, apenas três semanas após o início dos trabalhos  ergueu-se a bandeira uruguaia nos navios. Houve uma série de cursos na Marinha Portuguesa para os marinheiros uruguaios e no dia 25 de abril os navios já se encontravam no mar, realizando seus testes de recebimento.No total, a transição da Marinha Portuguesa para a uruguaia levou apenas 42 dias, sem dúvida um recorde no mundo naval.

Sistemas auxiliares na praça de máquinas
Sistemas auxiliares na praça de máquinasSistemas auxiliares na praça de máquinas
Painel de Controle de Avarias
Painel de Controle de AvariasPainel de Controle de Avarias
Lateral do ROU Uruguay
Lateral do ROU UruguayLateral do ROU Uruguay
Lateral do ROU Uruguay
Lateral do ROU Uruguay Lateral do ROU Uruguay
O brasão de popa do atual ROU Uruguay veio do navio anterior com este nome.
O brasão de popa do atual ROU Uruguay veio do navio anterior com este nome.O brasão de popa do atual ROU Uruguay veio do navio anterior com este nome.
 
Sistemas de acionamento da torreta do canhão de 100mm
Sistemas de acionamento da torreta do canhão de 100mmSistemas de acionamento da torreta do canhão de 100mm
Vista à vante na passagem externa no convés principal
Vista à vante na passagem externa no convés principalVista à vante na passagem externa no convés principal
Fazendo manutenção no canhão de 100mm
Fazendo manutenção no canhão de 100mmFazendo manutenção no canhão de 100mm
Passagem lateral externa no convés principal, vista à vante
Passagem lateral externa no convés principal, vista à vantePassagem lateral externa no convés principal, vista à vante
ROU Pedro Campbell
ROU Pedro CampbellROU Pedro Campbell
   

Partindo de Lisboa os navios rumaram para o sul, realizando exercícios pré-operativos ao longo do caminho até parar em Cabo Verde, exclusivamente para reabastecimento a caminho de Simon’s Town na África do Sul. Os uruguaios decidiram que apenas a Uruguay participaria da Atlasur, inclusive para que tripulantes mais treinados da Pedro Campbell possam se juntar à sua tripulação para permitir um melhor aproveitamento deste exercício. Segundo o Capitán de Navio (CMG na MB) German Lariau, Comandante da Divisão de Escolta da Armada Uruguaya: "a Atlasur é o maior desafio operacional naval do Atlântico Sul, nos dias atuais, e, por isso, a Armada del Uruguay nunca poderia ficar de fora". Revertendo uma tendência anterior, neste ano, um dos navios uruguaios tomará parte no mega exercício Panamax. Bastou chegarem os novos navios e imediatamente surgiram os convites para a participação em exercícios navais, agora, mais do que nunca, os uruguaios estão prontos a retornar com vontade aos desafios do Atlântico.

 
Câmara do Comandante
Câmara do ComandanteCâmara do Comandante
Boneco mascote do time do CCM
Boneco mascote do time do CCMBoneco mascote do time do CCM
Boneco mascote do time do CCM
Boneco mascote do time do CCM Boneco mascote do time do CCM
  
Last Updated on Saturday, 30 August 2008 03:06
 

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