Mumbai e Karmuk: Os navios indianos na IBSAMAR PDF Print E-mail
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Wednesday, 27 August 2008 17:57

 

 

A Marinha da Índia no Exercício IBSAMAR

 

Um dos principais pólos de desenvolvimento naval atualmente, a Índia junta uma nação com apenas 60 anos de independência, com uma tradição cultural e política milenar, somada à participação destacada em conflitos militares modernos dentro do arcabouço do British Comonwealth, ao longo de todo o século XIX e de metade do século XX. Após sua independência, a Índia nunca descuidou de sua defesa e inclusive conseguiu ser um dos poucos países a operarem simultaneamente meios militares ocidentais e soviéticos/russos, como estratégia básica de soberania nacional. Venha abordo dos navios indianos conosco.

 

Introdução. 

 

Como nação independente, a Índia só existe desde 1947, mas a tradição naval, militar e comercial daquele povo, segundo a literatura indiana, remonta à mais de 4000 anos atrás. Um sinal desta pujança é que desde a época das invasões macedônicas de Alexandre o Grande, já existe referência à uma indústria naval na Índia. Mais tarde, o significativo comércio marítimo ao redor do Mar da Arábia foi diretamente responsável pela integração comercial do Império Romano com todo a região ao redor do Índico. Com a chegada do navegador português Vasco da Gama à Índia em 1498, começou um longo declínio na atividade naval local, a despeito de algumas insurreições lançadas contra os navios e portos da super-potência européia. Mumbai (Bombaim), uma das maiores cidades da presença portuguesa na Índia acabou sendo dada aos ingleses como parte do acordo de casamento da Infanta Catarina de Bragança com o Rei inglês Charles II em 1662. Mesmo com o ocaso dos reinos indianos independentes e o crescimento da presença européia naquele país, a industria naval indiana manteve sua atividade ao ponto de vários navios construídos na Índia foram colocados em serviço na Royal Navy para frustração dos estaleiros britânicos da época.

 

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A presença britânica na Índia se fez marcante com a fundação da empresa comercial East India Company em 1600, e com derrota dos navios portugueses pelo Capitão Best em 1612. A partir daí a East India Company tratou de montar uma flotilha que pusesse defender seus interesses naquela parte do mundo, tanto contra os portugueses, franceses e holandeses quanto contra piratas. Em 1830 com a captura de Aden pelos britânicos a East India Company’s marine acabou se tornando formalmente a Her Majesty’s Indian Marine. Em 1892, com mais de 50 navios na frota, em reconhecimento por sua participação direta em várias campanhas militares britânicas houve uma nova mudança de título, agora para Royal Indian Marine. Durante a primeira guerra mundial a Royal Indian Marine participou ativamente com navios varredores, transportes e barcos patrulha ao longo do Mar da Arábia. Suas principais funções eram a patrulha e o transporte de soldados, armamentos, e víveres; da Índia para o Iraque, Egito e a África Oriental. Em 1934 a força foi re-estruturada como Royal Indian Navy. Contando com apenas oito navios no início da Segunda Grande Guerra, a Royal Indian Navy alcançou um total de 117 navios de guerra e 30.000 militares no seu final. Dois anos depois a frota tinha encolhido para apenas 32 navios de patrulha praticamente obsoletos. O prefixo “Royal” foi abolido em 1950, assim que o país virou uma república. Nos primeiros anos os comandantes da Indian Navy sempre foram oficiais de carreira britânicos, o primeiro indiano a assumir o posto de Chief of Naval Staff da Marinha da Índia tomou posse apenas em 1958.

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A organização da Marinha Indiana

 

Diferente do Brasil que tem uma densidade populacional muito concentrada no sudeste, toda a costa indiana é muito povoada. Por isso a Marinha da Índia tem que estar presente por toda ela, sem exceção. A Marinha da Índia é dividida em quatro “Naval Commands”: Leste, Oeste e Sul (essencialmente dedicado a treinamento). Além destes, existe ainda um quarto para os estratégicos arquipélagos Nicobar e Andaman. Aqui se trata de um “Joint Command”, com a responsabilidade alternando-se repetidamente entre o Exército, Força Aérea e Marinha. Estas são ilhas estratégicas localizadas próximas à costa da Birmânia que são usadas na importante função de patrulhar o Estreito de Malacca. Os dois Naval Commands operacionais, Leste e Oeste, incluem sob sua atenção esquadrões de escoltas e de submarinos. Na costa leste a principal base da Marinha Indiana é no porto de Mumbai e no Leste a Base fica no porto de Vishakapatnam. Recentemente uma nova base naval num porto exclusivamente militar foi inaugurada em Karwar, a 100 Km de Goa. Esta base foi construída dentro do programa de investimento de muitos bilhões de dólares. Em breve deve ser iniciada a construção de uma outra base deste porte, agora na costa leste. 

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O destróier da classe Delhi.

 

Fruto do programa de construção naval conhecido como “Project 15”, os destróieres da classe Delhi são um modelo exclusivo da Indian Navy, sendo construídos pelo estaleiro Mazagon Dock Ltd em Mumbai. O projeto da classe foi de responsabilidade da própria marinha indiana, ainda que o estaleiro tenha ficado responsável pelo detalhamento do projeto visando sua fabricação. O primeiro dos três navios, INS Delhi foi comissionado em 1997 seguido em junho de 99 pelo INS Mysore e pelo Mumbai em janeiro de 2001.

 

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Esta classe é equipada com sistemas, sensores e armas muito sofisticadas, tanto para a arena anti-navio, quanto nas anti-aérea e anti-submarino. Deslocando 6,700 toneladas, com um comprimento total de 163 metros, e uma boca de 17 metros, os navios da classe Delhi são os maiores navios construídos até hoje na Índia. O coração do navio é o sistema de automação de combate fornecido pela empresa Bharat Electronics Ltd (BEL) da cidade de Hyderabad.

 

Na proa fica uma grande torreta automática de 45,5 toneladas acomodando um canhão russo AK-100 de 100mm. Este canhão é capaz de disparar até 60 projetis por minuto. Complementarmente, existe quatro canhões de canos sêxtuplos rotativos tipo gatling do tipo AK-650. este é o equivalente russo dos Phallanx americanos.

 

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No exterior pode se ver claramente os quatro lançadores quádruplos dos mísseis russos anti-navio Uran. O sistema Uran lança os mísseis de cruzeiro 3M-24E (SS-N-25), que é guiado por uma plataforma de guiagem inercial até a área do alvo quando então a cabeça de guiagem ativa é acionada para a fase terminal do ataque. O alcance mínimo e máximo do míssil são, respectivamente, 5 km e 130km.

 

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O sistema de míssil anti-aéreo selecionado para esta classe é o “Shtil” russo (SA-N-7), mais conhecido pelo nome-código ocidental “Gadfly”, os dois lançadores 3S-90 são localizados um a vante e outro à ré do navio. O alcance máximo deste míssil é de 25 km.

 

Tanto o INS Delhi quanto o INS Mysore receberam o sistema de defesa aérea de ponto Rafael Barak. O míssil Barak apresenta um sistema der lançamento vertical com oito células e o sistema de guiagem radar é do tipo Command-to-Line-Of-Sight (CLOS) funcionando de 500m a 10km. Os dois lançadores verticais do sistema Barak substituem dois dos canhões AK-630 do navio. O INS Mumbai está no processo de receber este sistema de míssil.

 

O navio tem um, lançador quíntuplo de torpedos de 533mm que também pode ser usado para lançar mísseis anti-submarino SS-N-15 'Starfish' ou possivelmente os SS-N-16 'Stallion'. O míssil SS-N-15 apresenta um alcance médio de 50km, e o SS-N-16, 120km.

 

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A outra arma anti-submarino embarcada são os dois sistemas lança-morteiros RBU-6000 com 12 tubos cada. O alcance é de 6km e a profundidade máxima de engajamento é 500m.

 

O INS Mumbai tem um imenso convôo à ré, que mede, nada menos, que 500m² . Nele, o navio pode operar simultaneamente dois helicópteros AgustaWestland Sea King Mk.42. A Marinha da Índia comprou cerca de 40 unidades deste helicóptero, a partir de meados da década de 80, sendo assim a maior exportação para um só país dos Sea Kings fabricados sob licença no Reino Unido. Havia a previsão de substituição destes helicópteros pelo novo modelo indiano HAL Dhruv, mas em junho de 2008 a Indian Navy anunciou que não compraria maiores quantidades deste modelo, indicando como razão, a sua pouca potência dos motores e falta de confiabilidade em geral.

 

Os Sea Kings são equipados com o radar Thales Defence Super Searcher, o sonar de mergulho H/S-12 da Thales Underwater Systems com um processador acústico AQS-902B, e o sistema MAGE Hermes da BAE SYSTEMS. O Sea King é capaz de lançar minas edois mísseis anti-navio Bae Dynamics (hoje MBDA) Sea Eagle.

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Para defesa contra mísseis anti-navio inimigos o navio tem  quatro sistemas ejetores de chaff além do sistema interceptor de radar Ajanta desenvolvido pela Bharat Electronics Limited de Bangalore. O sistema interferidor (jammer) TQN-2 é um produto da empresa italiana Elettronica.

 

A coleção de radares do navio é ampla, incluindo: o radar de navegação em banda I Rashmi da Bharat Electronics, os radares russos para controle de tiro dos canhões Kite Screech and Bass Tilt , Garfun B fire control radar for the Kh-35 Uran SSM, Front Dome fire control radar for the SA-N-17 SAM, radar de busca aérea de matriz plana R-775 Fregat MAE (OTAN: Half Plate). De origem ocidental são o radar de busca aérea Bharat RALW (versão fabricada na Índia sob licença do radar Signaal/Thales Nederland LW08 usado nas Meko 360 argentinas) e o radar de busca de superfície Bharat /Thales RAWS - DA05.

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O Mumbai se destaca dos seus navios gêmeos por usar o sonar de casco TSM2633 da Thales Underwater Systems enquanto o INS Delhi e o INS Mysore usam o APSOH da firma Bharat. O radar de profundidade variável do Mumbai é o Model 15-750 desenvolvido e fabricado na Índia pelas empresas Indal e Garden Reach.

 

A propulsão do navio é um sistema combinado diesel e turbina a gás (CODAG). A turbina russa é do modelo AM-50. Os motores a diesel KVM-18 são fornecidos pela empresa Bergen associada à empresa indiana Garden Reach. A propulsão move dois eixos produzindo uma velocidade máxima de 28 nós.

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Especificações técnicas

 

Tripulação: 340

 

Comprimento: 63m

Boca: 17m

Calado máximo: 5.6m

Deslocamento: 6,700 toneladas

 

Performance:

Velocidade 28 nós

 

Mísseis:

Superfície-Superfície: 16x SS-N-25 (quatro lançadores quádruplos)

Superfície-Ar: 2x lançadores SA-N-7

 

Canhões: 1x canhão 100mm na proa e 4x canhões de 30mm AK650

Torpedos: lançador quíntuplo de torpedos de 533m

Morteiros Anti-submarinos: 2x RBU-6000, com 12 tubos cada um

 

Contramedidas Eletrônicas: Interceptador de radar Bel Ajanta,

Interferidor TQN-2 Elettronica

Lançadores de chaff quádruplo

 

Radar:

Navegação: Bel Rashmi I-band

Controle de tiro: Kite Screen e Bass Tilt, Garfun B (para o míssil Uran), Front Dome

Busca Aérea: RALW/LW08

Busca de Superfície: RAWS/DA05

 

Sonar:

Sonar de proa: Thales Underwater Systems TSM2633 ou Bharat APSOH

Sonar Rebocado de profundidade variável Modelo 15-750

 

Propulsão:

Tipo: CODAG

Turbinas: 2x turbinas a gás AM-50 desenvolvendo 54,000hp

Motores 2x diesels Bergen (Garden Reach) KVM de 9,900hp cada

Aeronaves:

Helicópteros Navais: 2x AgustaWestland Sea King 42B ou HAL light attack helicopters

 

A Corveta AsuW Karmuk

 

A Karmuk  (P64) é a última das quatro corvetas AsuW (anti-navio) da classe Type 25A, ela sucedeu e complementou os navios da Classe Type 25 que exibiam uma bateria de mísseis anti-navio muito mais simplificada. Apenas quatro mísseis SS-N-2C Styx, contra os 16 mísseis SS-N-25 Switchblade da P-25A. Estes mísseis já se encontram em condição de “emprego imediato”, instalados nos seus compartimentos cilíndricos de lançamento que são montados inclinados num ângulo de 30 graus. Estes lançadores não permitem o remuniciamento no mar.

 

O Karmuk , ainda que muito menor que um navio da classe Delhi, carrega exatamente o mesmo complemento de mísseis anti-navio, o que torna ele um vetor muito potente. Em compensação a alta especialização deste modelo se evidencia na falta de uma defesa anti-aérea, ou anti-submarino minimamente adequada. A sua filosofia de emprego está na aproximação discreta e no “tiro fulminante a queima roupa” de toda sua carga de mísseis anti-navio, numa única salva. Depois disso, aproveitando-se do caos gerado por seu ataque maciço, ao navio só resta fugir, o quanto antes, da frente de batalha. Num cenário defensivo, ele seria colocado do lado exterior de um GT, para servir como navio piquete, protegendo os demais navios maiores e mais valiosos. Em situações menos conflagradas, estas corvetas realizam bem suas missões de patrulha marítima de defesa da ZEE, apoiando-se principalmente no seu potente canhão de proa.

 

O INS Kora (P61), primeuiro navio da classe 25A foi equipado com um canhão russo AK-176 de 76mm, com elevação máxima de de 85º, capaz de disparar até 120 projetis por minuto até uma distância de 8 milhas náuticas (15 km). Os navios segintes, P62, P63 e P-64, todos levam uma canhão Otobreda Super Rapid de 76mm, com uma cadência de tiro também de 120 projetis por minuto. Este canhão é fabricado na Índia sob licença.

 

A defesa destes navios se concentra no sistema duplo de defesa de ponto AK-630, que dispara 3000 tiros por minuto, até um alcance máximo de 2 km. Estes são canhões de canos sêxtuplos giratórios, do tipo Gatling, guiados por radar, um de cada bordo. Um sistema Lynx GFCS controla tanto o Otobreda de 76mm quanto os dois AK-630.

 

Embora o navio apresente um amplo convôo, a falta de um hangar confirma que não se prevê o uso de helicópteros permanentemente baseados nele. A cabine do controlador de vôo do navio fica no lado externo de frente para o convôo. Exatamente como nas fragatas e corvetas brasileiras, os helicópteros contam com uma “grelha” de aço no convôo para que o arpão instalado sob o helicóptero possa imobilizá-lo firmemente após o pouso, mesmo em mares mais turbulentos. Atualmente apenas o HAL Chetak está liberado para pouso e decolagem nesta classe, uma vez que o programa de aquisição do novo helicóptero HAL Dhruv pela Marinha da Índia se encontra sob fortes dúvidas neste momento.

 

No passadiço, os painéis são bastante modernos e se destaca o periscópio ótico localizado bem no seu centro. Um dos empregos deste sistema é permitir uma aproximação “silenciosa” contra o GT inimigo, o comandante se guiando apenas pelas informações visuais, sem ter que acionar seus radares e se expor ao MAGE dos oponentes.

 

O complemento de sensores é quase a mesma dos navios da classe Type 25. Equipamentos essencialmente de origem russa, ao lado de alguns sistemas desenvolvidos na própria Índia. Uma das melhorias, por exemplo, é o sistema MAGE Ajanta P Mk.2 da firma Bharat Electronics Ltd. (BEL) e o sistema de controle de tiro dos novos mísseis. O sistema de controle de tiro para os mísseis 3M24 (designação russa do SS-N-25) é associado ao radar de busca de superfície russo Garpun-Bal, que também serve na função de MAGE. Num cenário de combate alvos individuais ou grupos de alvos podem ser coordenados pelo sistema de tiro que determina a melhor distribuição dos mísseis, de acordo com as características dos alvos existentes em cada ocasião, em seguida o sistema controla automaticamente a seqüência de tiro dos mísseis. Como as tampas dos compartimentos de mísseis se abrem dobrando-se para baixo, os mísseis inferiores, naturalmente, tem que ser disparados primeiro que os superiores.

 

Outros sensores de origem russa incluem um radar de busca aérea Pozitiv-E (NATO: Cross Dome). O sistema de combate da Bharat Vympel é uma versão local e modernizada do sistema italiano IPN-10, da Selenia. Como na classe Type 25 não existe nenhum sonar instalado no casco, apenas um medidor de profundidade via eco da STN Atlas.

 

O primeiro dos navios desta classe, o INS Kora, foi comissionado em 10 de agosto de 1998, oito anos após o seu batimento de quilha. Seu projeto é originalmente indiano, desenvolvido pelo INDO (Indian Navy Design Office) e fabricados no estaleiro Garden Reach em Calcutá. Seu objetivo é o de substituir as dez corvetas da classe Petya fornecidas pela União Soviética entre 1969 e 1974.

 

Deslocando apenas 1400 toneladas, a classe P25A é também cerca de 50 toneladas mais pesada que a Classe P25, isso ocorre devido à adição de um nova planta de ar-condicionado/trocador de calor e um sistema de purificação de água salgada por osmose reversa capaz de produzir 20 toneladas  de água potável. O INS Kora tem um componente nacional de cerca de 70%. Sua propulsão é composta por dois motores a Diesel SEMT-Pielstick 18 PA6 V280 que mandam 14,400 h.p. para dois eixos com hélices de passo variável. Os motores são montados sob licença na Índia pela empresa Kirloskar Oil Engines. O navio tem uma velocidade máxima de 26 nós e um alcance de 4000 milhas náuticas à uma velocidade econômica de 14 nós. O navio conta com dois estabilizadores nas laterais para estabilizar os sistemas de tiro e permitir pousos e decolagens em mares mais fortes.

Dimensões:

Comprimento - 91.1 metros.
Boca - 10.5 metros.
Calado - 4.5 metros.

 

Type 25

 

P49      Khukri 

P46      Khutar  

P44      Kirpan 

P47      Khanjar

 

Type 25A

 

INS Kora P61

Batimento de quilha - 10 Janeiro 1990,

Lançamento - 23 Setembro 1992,

Comissionamento - 10 Agosto 1998.

 

INS Kirch P62

Batimento de quilha - 31 Janeiro 1992,

Lançamento - 05 Outubro 1995,

Comissionamento - 22 Janeiro 2001.

 

INS Kulish P63

Batimento de quilha - 04 Outubro 1995,

Lançamento - 19 Agosto 1997,

Comissionamento - 20 Agosto 2001.

 

INS Karmukh P64

Batimento de quilha - 27 Agosto 1997,

Lançamento - Abril 2001,

Comissionamento - 04 Fevereiro 2004.
Last Updated on Sunday, 31 August 2008 16:49
 

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