Imperial War Museum de Londres PDF Print E-mail
Wednesday, 19 November 2008 14:52

 

 

O Imperial War Museum em transição: De tributo aos mortos e às conquistas militares britânicas, a um ícone pacifista moderno.

A Orígem do IWM

O edifício é grande e imponente, cercado por jardins e com dois imensos canhões navais de 15 polegadas (381mm) plantados na sua frente, um deles retirado do HMS Ramilies, e outro, do HMS Resolution. O Imperial War Museum foi construído originalmente em 1917 para tentar ajudar às centenas de milhares de famílias dos mortos britânicos da 1a Grande Guerra a processarem a perda de seus queridos maridos, pais e filhos. No seu inicio, o museu existia para expressar a “Glória” da vitória alcançada nos campos militares da Europa. Posteriormente, ele foi expandido para continuar sua nobre missão, agora para as famílias dos caídos em outra guerra, a de 1939.

Nascido de dentro do Imperial College, o Museu Imperial da Guerra passou brevemente pelo Cristal Palace e finalmente, em novembro de 1936, foi transferido para o prédio atual, um ex-hospital psiquiátrico, localizado na Lambeth Road, no bairro londrino de Southwark.

A partir de 1939, o Museu começou a realizar exposições referentes à 2a Guerra Mundial, até que, finalmente, em 1953 foi iniciada a política atual de apresentar veículos, aeronaves uniformes e outros itens militares de todos os conflitos modernos por qual passou o Império Britânico.

Vista geral do saguão principal do IWM
Vista geral do saguão principal do IWMVista geral do saguão principal do IWM
Biplano da i Guerra BE.2c
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Balão de barragem contra bombardeios
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Tanque britânico Matilda II
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Informações detalhadas e claras sobre os itens expostos
Informações detalhadas e claras sobre os itens expostosInformações detalhadas e claras sobre os itens expostos
SdKfz 173 Jagdpanther
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SdKfz 173 Jagdpanther
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Holofote antiaéreo - II GM
Holofote antiaéreo - II GMHolofote antiaéreo - II GM

O Imperial War Museum hoje

O edifício do Museu em Londres é a sede de cinco museus, independentes, mas, interligados, dispostos por todo o Reino Unido:

O Museu Churchill e as Salas do Gabinete de Guerra: Bunker de onde o governo britânico administrou o seu esforço de guerra durante a Segunda Guerra Mundial.

O navio HMS Belfast: um cruzador leve atracado no Tamisa.

O Imperial War Museum em Duxford, na cidade de Cambridge: Um museu aeroespacial.

O Imperial War Museum no norte, na cidade de Manchester: Inaugurado em 2002 para levar as coleções do IWM para o público do norte do país.

O Museu londrino é composto de um imenso saguão ao redor do qual ficam seis andares de galerias e de exposições permanentes e temporárias. Neste saguão, o Large Exhibits Gallery, estão dispostos as maiores peças da coleção, os aviões, os blindados e os canhões. Pendurados no teto podem ser vistos: Da Primeira Guerra Mundial, um avião de reconhecimento BE2c, um caça biplano Sopwith Camel 2FI e a cabine de observação de um Zeppelin. Da outra guerra existe um P-51 Mustang nas cores da USAAF, um Spitfire Mark IA, um caça alemão Focke Wulf 190, um caça a jato Heinkel 162 e uma bomba voadora V-1.

Submarino anão alemão
Submarino anão alemãoSubmarino anão alemão
Informação sobre o mini-submarino alemão Biber
Informação sobre o mini-submarino alemão BiberInformação sobre o mini-submarino alemão Biber
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Tanque M3 Grant
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Tanque americano Sherman
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As galerias permanentes

Todos os conflitos com participação britânica do século 20 estão representados aqui em grande detalhe: a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Grande Guerra e a Guerra Fria.

Armas, uniformes, mapas, itens de uso pessoal de combatentes de todos os lados são complementados com ambientes de imersão como o ambiente de trincheiras da guerra de 1914. Aqui na meio-escuridão, manequins “feridos”, vestidos em esfarrapados e sujos uniformes da época, montam guarda contra um iminente ataque alemão. Esta exposição é “temperada”com ruídos e sons de tiros, além de cheiros que a tornam muito realista e, sem dúvida, desconfortável para o visitante do início do século XXI. As exposições são organizadas temporalmente, o que demonstra didaticamente e com grande clareza, o passo-a-passo da evolução política e militar, destes conflitos. Não é preciso ser um aficionado dos temas militares para apreciar uma visita à sede londrina do Imperial War Museum.

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Uma galeria é dedicada à vida e conquistas militares do Marechal de Campo Bernard Montgomery, um dos mais importantes oficiais generais britânicos. Montgomery é famoso por ter derrotado as tropas do general alemão Rommel em El Alamein no norte da África em outubro de 1942, esta sendo a primeira grande vitória terrestre aliada naquele conflito. Depois disso Montgomery teve participação destacada na invasão da Itália e posteriormente na Invasão da Normandia. As medalhes e uniformes deste ícone militar assim como o detalhamento de seus principais combates podem ser apreciados nesta galeria.

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As outras galerias permanentes do museu são:

A Exibição do Holocausto

A Guerra Secreta

Crimes contra a Humanidade: Uma exploração do genocídio e da violência étnica

As Galerias de Arte do Museu

A Galeria da Victoria Cross e da George Cross

As exposições temporárias 

For Your Eyes Only: Ian Fleming and James Bond

17 de abril de 2008 a 1o de março de 2009

Celebrando os cem anos do nascimento de Ian Fleming, criador de um dos mais  famosos personagens britânicos do cinema, o espião James Bond.  

 From War to Windrush

13 de junho de 2008 a 29 de Março de 2009

Marcando a importante contribuição dos negros britânicos oriundos do Caribe na 1a e 2a Guerra mundial.

 In Memoriam: Remembering the Great War

30 de setembro de 2008 a 6 de setembro de 2009

Comemorando o 60o aniversário do Armistício através das histórias pessoais dos sobreviventes da Primeira Guerra Mundial.

 Unspeakable: The Artist as Witness to the Holocaust

5 de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009

Uma exibição de arte mostrando como diversos artistas responderam ao horror do Holocausto.

The Children`s War: A Experiência das crianças na Guerra

O Imperial War Museum abriga até 1º de janeiro de 2010 uma exposição temporária que traduz para as gerações atuais o que foi viver na Inglaterra, como criança, durante o período do ataques aéreos alemães. Aqui se compreende a dureza que foi a separação das famílias, a mudança forçada de mulheres e crianças para o interior, e o racionamento de comida e de outros produtos. As mensagens assustadoras da guerra, sempre via o rádio, completam o quadro de experiências desta imperdível exposição.

O IWM conseguiu realizar a difícil transição de glorificar a guerra para hoje em dia simultaneamente honrar os que deram suas vidas pelo Reino Unido e mostrar a loucura, a dor e o alto preço humano e material a ser pago pela decisão política de se dar inicio às guerras. Mais do que um mero depósito de tanques e aeronaves históricas o Imperial War Museum consegue transmitir ao público das mais diversas idades o imenso impacto que os conflitos militares tem sobre a vida das pessoas normais, tanto aquelas que foram lutar no front, quanto para aquelas que ficaram para trás. 

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HMS Belfast visto da margem oposta do Tâmisa
HMS Belfast visto da margem oposta do TâmisaHMS Belfast visto da margem oposta do Tâmisa
HMS Belfast em pintura camuflada
HMS Belfast em pintura camufladaHMS Belfast em pintura camuflada
Close da popa do HMS Belfast
Close da popa do HMS BelfastClose da popa do HMS Belfast

 

O HMS Belfast

No Tâmisa, rio que corta Londres, um gigante cinzento, deslocando 11.553 toneladas, está permanentemente aberto à visitação pública. Preservado em 1972, e hoje parte do acervo do Imperial War Museum, o HMS Belfast é um museu flutuante dedicado a mostrar às novas gerações as conquistas tecnológicas da indústria naval na primeira metade do século 20. O navio mede 187 metros de comprimento, com uma boca de 21 metros e um calado de 6,1 metros, um colosso mesmo para os dias modernos. Suas quatro caldeiras a vapor triplas, fabricados pela Admiralty, junto com turbinas Parsons giravam seus quatro eixos num total de 80.000 shp. O Belfast era rápido, operando em velocidades na casa dos 32 nós sua tripulação oscilando entre 750 e 850, este último número refletindo as ocasiões em que ele servia como nau capitânia.

Um dos dois únicos cruzadores da classe Edinburgh, o HMS Belfast foi construído na mesma cidade que lhe deu o nome.  Teve sua quilha batida em 1936, sendo lançado ao mar em 1938 e, finalmente, comissionado em 17 de março de 1938. Os dois Edinburgh eram um novo projeto, aumentado e modernizado, do design básico dos cruzadores leves da classe Southampton. Seu comissionamento em Agosto de 1939 ocorreu poucos dias antes do início das hostilidades na Europa. Após um número de sucessos, como a captura do mercante alemão Cap Norte, o Belfast foi vitima de uma colisão com uma mina magnética no estuário do rio Forth na Escócia, o que lhe causou grandes danos mantendo-o fora de serviço por quase três anos. Neste período de inatividade forçada a Royal Navy aproveitou para equipá-lo com os mais modernos sistemas de radar da época. Em Fevereiro de 1943 o Belfast fez parte da escolta do comboio de mercantes que seguiam pelas águas do Ártico para reforçar a máquina de guerra dos russos.

Mas o ponto alto da carreira do HMS Belfast ocorreu na Batalha do Cabo Norte, no natal de 1943, onde dois grupos-tarefa britânicos, apoiados por valiosas informações obtidas com a quebra do segredo do sistema de encriptação alemão, Enigma, montaram uma armadilha fatal para o temível cruzador alemão Scharnhorst. Atingido por pelo menos três torpedos e inúmeros tiros de canhão a queima-roupa, o navio alemão finalmente afundou na manhã do dia 26 de dezembro deixando vivos apenas 36 dos seus 1963 tripulantes.  Em abril de 1944 o Belfast novamente retornou à costa da Noruega, desta vez, como parte de um GT britânico incumbido de localizar e destruir o encouraçado Tirpitz.  O ataque foi efetuado à distância, pelas aeronaves Fairey Barracuda, dos dois porta-aviões do GT. Não seria ainda desta vez que o navio alemão afundaria, mas apenas em novembro de 1944, vitima de um ataque de bombardeiros Lancaster. 

Em junho de 1944 o Belfast usou seus canhões pesados contra alvos em terra durante a invasão aliada na Normandia. Nau capitânia da “Força de Bombardeio E” o Belfast teve a responsabilidade de proteger o desembarque britânico e canadense nas praias Juno e Gold. Durante cinco semanas, o navio saturou as defesas alemãs, continuamente, com seus tiros de canhão de oito polegadas.

Após um curto período de reparos o Belfast seguiu para o Oriente para enfrentar as forças japonesas, mas devido ao bombardeio atômico de Nagasaki e Hiroshima o ao chegar por lá, o conflito já tinha chegado ao seu fim. Por muitos anos o Belfast foi um dos principais meios da Royal Navy naquele teatro, baseado na colônia britânica de Hong Kong. A Guerra da Coréia fez com que o Belfast novamente entrasse em combate contra alvos em terra. Neste período ele permaneceu nada menos que 404 dias em patrulha, tempo semelhante ao que ele experimentou na guerra anterior na Europa. Em setembro de 1952, finalmente o Belfast partiu de volta ao Reino Unido. Em 24 de agosto de 1963 o navio finalmente deu baixa do serviço ativo e, devido aos esforços de muitos homens dedicados, inclusive seu ex-comandante, agora Almirante Sir Morgan Morgan-Giles, o navio foi rebocado até a margem do Tamisa, onde se encontra preservado hoje.

 

 

Last Updated on Sunday, 07 December 2008 13:53
 

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