Veículos dos Fuzileiros apoiam PMERJ no Complexo do Alemão PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Wednesday, 01 December 2010 08:56

 

Na terça-feira, 30 de novembro, dia da nossa visita, três CLAnfs estavam sendo empregados na missão de apoiar logisticamente a PMERJ, no cerco ao Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo um fuzileiro que nos acompanhou na visita à localidade conhecida como Pedra do Sapo, bem na confluência da Morro da Cruzeiro, da Grota  e o Morro do Alemão: “esta operação matou de vez qualquer mito de que o CLAnf sofra qualquer tipo de dificuldades nas operações em áreas urbanas”. Foi justamente naquela localidade da “Pedra do Sapo” onde o jornalista Tim Lopes foi morto em 2002.

Uma vez que o Complexo do Alemão foi controlado pela polícia, uma imensa rede multi-força (Exército, Fuzileiros, Policia Militar, Civil, Guarda Municipal e Polícia Federal...) foi colocada ao seu redor, cobrindo todos os acessos à região. Dezenas de caminhões do Exército estavam estacionados, com seus militares posicionados a cada esquina, fazendo revistas em todos que entrassem ou saíssem da área cercada. Em paralelo, diversas equipes dos serviços urbanos básicos como as coleta de lixo e de iluminação estava em ação para recompor, o quanto antes, os danos causados pela “guerra”.

O Cel PM Lima Castro, Relações Públicas da PMERJ, comentou com ALIDE que ”bastaria apenas um veículo blindado sobre esteiras, como o CLAnf, para atender às necessidades da Polícia Militar em todo o Estado do Rio de Janeiro”. Ele disse ainda que, se o seu custo real for, conforme recentemente comentado por algumas autoridades, algo na casa dos quatro milhões de dólares, cada, este tipo de meio não seria nem mesmo inviável economicamente para a Policia Carioca”...

Ao assumir uma posição de “limitado apoio logístico”, os Fuzileiros Navais, além da tripulação dos veículos, colocaram abordo deles apenas dois outros militares armados. Estes dois homens extras estando ali, unicamente, para garantir sua segurança. O restante da tropa transportada sendo, exclusivamente, composta por policiais cariocas.

Um membro do BOPE disse à ALIDE que os tiros que feriram pelo menos dois bandidos durante a sua fuga desesperada em direção ao refúgio no Morro do Alemão teriam sido disparados numa trajetória parabólica por atiradores do próprio BOPE postados há uma distância de quase dois quilômetros de distância dali. Como o alvo estava bem além do alcance visual dos atiradores, eles estavam se baseando unicamente nas imagens que eram transmitidas ao vivo pelas câmeras do helicóptero da Globo, o famoso “GloboCop”. Nessas condições extremas, qualquer tiro que eventualmente acertava os bandidos era muito mais uma questão de sorte do que, propriamente, de perícia do atirador ou de precisão do equipamento.  Anonimamente, este membro do BOPE reforçou a idéia de que entre aqueles “traficantes de sandália havaianas” como os vistos na imagem da TV, em fuga morro acima, se encontram pessoas com treinamento militar nas áreas de explosivos, comando e de avançadas técnicas de guerra urbana. Perguntado se aquela localidade da Pedra do Sapo, de onde se pode ter uma visão desobstruída quase de 360 graus da região ao redor, incluindo aí o Aeroporto e a Base Aérea do Galeão, seria um local ideal para a montagem de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o militar do BOPE comentou que uma outra área, mais baixa, chamada de “Areal”, seria muito mais crítica por se encontrar no meio da favela e por ser mais perto do asfalto. Lá no alto do morro, entre as duas maiores comunidades, existe uma grande área de bosque onde os traficantes se escondiam e até montaram uma casamata para atacar veículos da polícia que porventura trafegassem por lá.

 

Fonte: ALIDE

 

Last Updated on Thursday, 02 December 2010 15:21
 

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