Palestra Israelense sobre Gaza no Rio de Janeiro PDF Print E-mail
Wednesday, 28 January 2009 03:07

 

No dia 24 de janeiro, no saguão de um hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi ministrada uma palestra por um oficial das IDF (Israel Defence Forces) visando esclarecer a comunidade judaica e mesmo a não judaica, dos eventos que transcorrem atualmente na Faixa de Gaza. Esta iniciativa de Relações Públicas deriva do fato de que dentro da comunidade e da imprensa internacionais as operações militares perpetradas pelas IDF tem sido alvo de severas críticas, no momento em que o mundo mais uma vez volta seus olhos para o Oriente Médio.

ALIDE teve oportunidade de acompanhar à palestra feita pelo major Davi* da Força Aérea Israelense. De passagem pelo Rio de Janeiro, ele contou como tem sido o dia a dia da população israelense nestes quase dois meses de operações, motivadas pelos oito anos de ataques de foguetes ao território do Estado de Israel.

Nessa oportunidade foram mostrados slides e vídeos das movimentações da Forças de Defesa de Israel e a maneira pela qual, sendo a única democracia do Oriente Médio, tem tentado evitar ao máximo a perda de vidas civis.

A inteligência israelense chegou ao requinte de, ao descobrir uma casa que abriga mísseis ou terroristas, ligar para a casa e chamar pelo nome o morador e avisá-lo para ele e sua família a evacuem. É comum que quem atende o telefonema, desligar na hora, na cara de quem ligou. Com a insistência, o ocupante da casa acaba ouvindo. De modo a convencer os ocupantes da casa, a Inteligência diz a quem atendeu, o número de moradores da casa e seus nomes. Caso os ocupantes não queiram sair, é lançado um artefato não letal (produz apenas fumaça e barulho). Normalmente os ocupantes abandonam o local após essa demonstração, mas ás vezes não. No vídeo exibido, os moradores de uma casa abandonaram-na e em seguida, a casa foi atingida por uma bomba guiada. Após a explosão da bomba lançada pela FAI, seguiram-se explosões secundárias o que prova a posse de material bélico. Quando o Hamas percebe que moradores estão abandonando suas casas porquê foi descoberto que esta abriga mísseis ou foguetes, os executam em plena rua.

Além disso Israel já obteve provas de que o governo do Irã paga, diretamente ao Hamas, um valor por cada foguete lançado. Como o Irã não pode atacar Israel diretamente, financia qualquer forma e oportunidade de agressão.

As forças armadas de Israel, inclusive, já tiveram que desviar em vôo, mísseis atirados pela Força Aérea contra alvos, geralmente móveis, que entraram em áreas povoadas. O Hamas tem claramente um horário preferido para atacar. Os mísseis são disparados preferencialmente ás 7h45 da manhã e 17h00 horas. Em Israel, são nestes horários que as pessoas se deslocam entre seus lares e seus locais de trabalho. Nas áreas fronteiriças com Gaza há famílias judias que estão morando em bunkers há mais de um ano.

Nas escolas que estão dentro do raio de ação dos foguetes e mísseis disparados pelo Hamas, as crianças foram instruídas a ao ouvir o alarme, entrar debaixo das mesas imediatamente. Nestas cidades a população desenvolveu métodos para evitar morrer ao sair na rua. Qualquer trajeto feito seja para ir comprar pão, ou ir ao mercado, deve ser feito de modo que se encontre um abrigo em no máximo 40 segundos após o alarme.

Ao contrário do que se pensa, os homens-bomba que atacam Israel, não são analfabetos ou pessoas ignorantes. Por vezes são professores e já houve caso de um PHD. No caso do ataques as mesquitas e ao prédio das Nações Unidas, Israel, justificou o ataque, informando que mísseis foram lançados desses lugares. Do ponto de vista israelense, a partir do momento em que mísseis são disparados destes lugares, ambos tornaram-se alvos militares e em muitos casos, já houve, imediatamente após o lançamento dos mísseis, de prédios serem ocupados por crianças. As intenções são óbvias.

A invasão da Faixa de Gaza já custou aos cofres israelenses 2,5 bilhões de dólares.

No meio deste caos todo o capitão relatou um estória que dá um toque de humor:

Um homem bomba falhou num ataque, mas ficou gravemente ferido e foi hospitalizado. Ao despertar no quarto do hospital, viu um homem sentado numa cadeira diante da cama. O homem era um agente da inteligência israelense que estava lá para interrogá-lo e tentar conseguir o máximo de informações possíveis.

O terrorista fez então a primeira pergunta que foi: - “Estou no Paraíso?”.

- “Não” - respondeu o agente. “Você está num hospital em Israel”.

Mas o homem não se convenceu. Achou que estava no paraíso.

- “Onde estão minhas virgens?”.

“Não há virgem nenhuma. Você está num hospital israelense!”.

“E tem sionista no paraíso?”.

Last Updated on Thursday, 13 August 2009 10:25
 

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