Thales I Mast está fora da nova corveta brasileira PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Saturday, 18 January 2014 00:46

 

No evento que marcou o início da fase de seleção do “Prime Contractor” do programa SisGAAz, o Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva contou a ALIDE que “a falta de flexibilidade da Thales para inserir sensores de origem nacional” no seu IMast 100 fizeram a Marinha desistir de incluí-lo no projeto das futuras “corvetas Barroso Modificada” (também conhecidas internamente como “CV3”).

O interesse da Marinha pelo IMast foi revelado por Alide na nossa cobertura da Euronaval de 2012 e em seguida na nossa visita à fábrica da Thales holandesa naquele mesmo ano. E neste ano ele apareceu nas imagens usadas internamente pela MB no refinamento da nova classe.

O IMast embute em um módulo estrutural (única estrutura metálica piramidal) as várias faces de dois radares de varredura eletrônica (AESA) e todos as antenas de comunicação de voz e dados, além de sensores óticos de guerra eletrônica e de IFF. Focada no desenho da nova corveta a MB acreditava que ao selecionar um mastro integrado deste o risco do novo desenvolvimento seria diminuído ao entregar para o fornecedor todo o risco e a responsabilidade de resolver as interferências cruzadas das emissões de um sistema nos demais receptores. Não é surpresa esta preocupação tendo em vista que esta foi uma área que deu bastante trabalho durante o ModFrag da classe Niterói.

Seguindo os preceitos da Estratégia Nacional de Defesa, o desejo da Marinha neste caso é que os radares instalados no IMast das novas corvetas pudessem ser de desenho e fabricação brasileiros, como aqueles que vem sendo estudados pela Bradar (a subsidiária da Embraer antes conhecida como Orbisat). Atualmente, o produto mais desenvolvido da Bradar é o radar Sabre para o Exército Brasileiro.

Segundo o almirante Alípio, infelizmente, a Thales se mostrou inflexível demais para poder acomodar o requerimento da MB por radares brasileiros e por isso o IMast acabou sendo abandonado. O IMast tinha ainda outro problema para a Marinha, seu custo. Por não serem rotativos, cada um dos radares exigia o uso de quatro antenas transmissoras/receptoras fixas no mastro para poder permitir uma cobertura 360 graus ao redor do navio. Alípio concluiu dizendo que não existindo outras opções de mastro integrado operacionais no mercado, o Unimast da Selex italiana só será apresentado nas duas últimas fragatas FREMM italianas,   a Marinha acabou optando por uma configuração convencional de mastro com radares de busca aérea e de superfície rotativos para as novas corvetas.

O almirante revelou ainda que em termos de armamento antiaéreo as cinco opções em estudo (Denel Umkhonto, IAI/Rafael Barak, MBDA CAMM e Mica VL e Raytheon ESSM) seguem no páreo.

Alide apurou ainda de outras fontes que a licitação para escolher uma empresa nacional para realizar o projeto detalhado das novas corvetas está atrasada. Quatro empresas participaram da entrega de documentação que precederia a abertura das propostas de preço Projemar Engenharia e Participações S/A, Vard Niterói S/A, Doris Engenharia e Exactum Consultoria e Projetos Ltda. No dia 11/12/2013 o Diário Oficial publicou informação de que todas as quatro foram desclassificadas por não atender a todos os documentos pedidos no Edital. Novo prazo foi dado para as quatro empresas reapresentarem os documentos pedidos e no dia 10/01/2014 finalmente saiu publicado que apenas as empresas Projemar e Vard Niterói (uma subsidiária do estaleiro italiano Fincantieri) foram habilitadas, passando assim as duas à disputa de preço.

Fonte: ALIDE
 

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