Euronaval 2014: DCNS uma empresa com inovação no DNA PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Saturday, 25 October 2014 17:00

Uma das inovadoras características prometidas para o SMX Ocean é a capacidade de lançar UUV (veículos autônomos submarinos) e posteriormente os recuperar com toda a segurança. Para isso a DCNS lançou o programa Unmanned Underwater Vehicles docking que permite não apenas o reencontro do UUV com o submarino como sua aproximação e docagem automática e com toda a segurança sem riscos de colisões que potencialmente revelariam a presença do submarino ou no pior dos casos colocaria a tripulação em risco.

 

Além dos produtos já existentes a DCNS sempre aproveita a Euronaval para demonstrar sua capacidade de inovação. O principal conceito inovador deste ano é o submarino pesado “SMX Ocean” que casa um casco de submarino de propulsão nuclear Barracuda em construção para a Marinha francesa com uma propulsão diesel elétrica convencional o que o permite atender à grandes exigências em termos de raio de alcance previstas pelos australianos para sua nova geração de submarinos que deverão complementar e depois substituir as seis unidades da Classe Collins atualmente em serviço. Alide adiantou esta novidade na nossa cobertura da feira Pacific 2013 onde uma imponente maquete do SNA Barracuda no stand da DCNS chamava a atenção.

A linha “SMX” normalmente não se compõe de navios plenamente desenvolvidos, prontos para o mercado, mas sim de conceitos que pretendem provocar a imaginação dos clientes para novas oportunidades tecnológicas e operacionais que devem se viabilizar no médio prazo. No entanto o caso do SMX Ocean, com sua herança do Barracuda o faz um produto muito mais “concreto”, mesmo que não lançado ainda oficialmente, muito passível de ver a luz do dia caso algum cliente banque seu processo de desenvolvimento até o final.

Em paralelo, foram mostradas outras inovações que abrilhantarão a próxima Euronaval como a mesa interativa de planejamento cooperativo de missão criada para ser usada pelo estado maior do almirante que comanda um Grupo Tarefa. Aproximadamente do tamanho e altura de uma mesa de totó (jogo também conhecido como “pebolim”) a mesa gráfica I2Map criada pela DCNS com auxílio da empresa INTACTILE Design usa uma tela de cristal liquido de altíssima resolução e um ambiente de janelas interativo operado por toque construído sobre uma base Linux para exibir cartas digitais e uma série de informações adicionais fornecida pelo sistema de combate. Ao final do ciclo de planejamento neste “espaço de colaboração” a tela pode ser rebatida para a realização de um briefing. Este protótipo acabou de voltar de um período de teste operacional com resultados muito positivos durante o último deployment da fragata antiaérea Jean Bart. A expectativa da DCNS é que sistemas como este virem padrão nos navios franceses em breve.

Uma das áreas que está em permantente processo de desenvolvimento é a de sistemas de combate, sempre em busca de novas e mais intuitivas interfaces que aumentem a velocidade de compreensão da tripulação do ambiente de combate eaum,entando assim sua capacidade de reagir da forma mais eficiente no curto tempo disponível na guerra moderna.

Outro conceito exibido foi a VIPERE, uma bóia autônoma, simples de fabricar e barata de comprar. Esta bóia opera semisubmergida e usa um sistema de monitoração ótica para permitir que o submarino que a lançou permaneça afastado do alvo e receba as imagens geradas remotamente. Os engenheiros enfatizaram que, naturalmente, a boia-espiã de produção não seria pintada de amarelo.

No campo dos submarinos foram mostradas as “Autonomy Boosting Sections”, uma série de novas tecnologias que poderão ser usadas em breve para aumentar a autonomia dos submarinos da classe Scorpene usando para isso novos módulos cilíndricos de casco. Entre as tecnologias estavam o FC-2, Baterias de Lítio-Íon e o sistema AIP MESMA. O sistema MESMA é o mais antigo e funciona usando a queima de etanol com oxigênio (O2) armazenado sob pressão. O combustível é usado para gerar vapor num circuito de água mantida sob pressão que, por sua vez, move uma turbina gerando eletricidade para os motores do submarino. O MESMA é essencialmente um sistema de propulsão nuclear SEM um reator nuclear.  Este sistema permite que o sub navegue por duas semanas a quatro nós. O FC-2 (Fuel Cell 2ª Geração) dispensa o tanque de hidrogênio sob pressão adicionando a um sistema Fuel Cell normal uma unidade produtora de hidrogênio que usa o combustível diesel do submarino como insumo. O nitrogênio que sai da Fuel Cell é recirculado evitando seu acumulo no interior do navio. A maior vantagem deste sistema é que ele dispensa a existência de planta de fabricação e armazenamento de gás hidrogênio no porto onde o submarino irá ser reabastecido. Com o módulo FC-2, o submarino passa a poder navegar por três semanas à uma velocidade de quatro nós. O módulo de baterias Lítio-Íon se insere na propulsão normal do submarino de forma simples, sem que nada tenhas que ser retirado dele. Com este módulo extra instalado, o submarino passa a poder navegar por um dia a 12 nós ou por sete dias a quatro nós, as baterias Li-Ion podem igualmente serem recarregadas no mar. Este tipo de desempenho é até aqui inédito para a categoria de submarinos AIP. As seções cilindricas podem ser instaladas em submarinos novos ou, alternativamente, durante uma modernização de meia vida.

Um dos grupos de novas tecnologias da DCNS junto com a Academia Naval Francesa estuda como se dá o hacking de um UAV durante sua missão de obtenção de informação. Para isso usaram um quadricopter da firma francesa Parrot como demonstrador. No primeiro exemplo o fluxo de vídeo foi hackeado e pudemos ver as mesmas imagens enviadas para o micro controlador do UAV no micro do hacker. No segundo exemplo o micro do hacker tomou o controle do quadricopter causando sua queda no piso da sala. O objetivo é das aos navios o poder de interferir nas operações de espionagem realizadas por UAVs inimigos e proteger as operações dos drones franceses.

Finalmente uma das mais impressionantes inovações da DCNS que abrilhantarão a próxima Euronaval é a mesa interativa de planejamento cooperativo de missão criada para ser usada pelo estado maior do almirante que comanda um Grupo Tarefa. Aproximadamente do tamanho e altura de uma mesa de totó (jogo também conhecido como “pebolim”) a mesa gráfica I2Map criada pela DCNS com auxílio da empresa INTACTILE Design usa uma tela de cristal liquido de altíssima resolução e um ambiente de janelas interativo operado por toque construído sobre uma base Linux para exibir cartas digitais e uma série de informações adicionais fornecida pelo sistema de combate. Ao final do ciclo de planejamento neste “espaço de colaboração” a tela pode ser rebatida para a realização de um briefing. Este protótipo acabou de voltar de um período de teste operacional com resultados muito positivos durante o último deployment da fragata antiaérea Jean Bart. A expectativa da DCNS é que sistemas como este virem padrão nos navios franceses em breve.

Last Updated on Saturday, 25 October 2014 19:57
 

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