Cruzex 2008: Fogo no Nordeste PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Monday, 13 April 2009 12:47

 

Em novembro de 2008, pela quarta vez a Força Aérea Brasileira foi anfitriã de um grande exercicio aéreo internacional em território brasileiro. A Cruzex (Exercício Cruzeiro do Sul) IV ocorreu no Nordeste brasileiro com as "forças de coalizão da ONU", os "Azuis", operando desde Natal e as unidades vermelhas, antagonistas, voando desde Fortaleza. Para que os grandes aviões de reabastecimento não lotarem ainda mais a Base Aérea de Natal, eles operaram desde a Base Aérea de Recife e atenderam indistintamente " Azuis " e "Vermelhos".

Os participantes desta edição

Neste ano estavam previstos participar na Cruzex aeronaves e pilotos Brasileiros, Argentinos, Chilenos, Franceses, Uruguaios e Venezuelanos.

Os Argentinos

Membros fundadores da Cruzex, sempre presentes, desde a primeira edição da cruzex, os argentinos acabaram sendo a grande frustração do evento de 2008. Por razões de divergências políticas internas, o Congresso daquele país não conseguiu ter tempo para apreciar a solicitação para a saída das aeronaves de combate do país, e, por isso, os A-4Ar não puderam voar ao Brasil em tempo de participar do exercício. 

Os Franceses 

Terceiro no grupo de "fundadores" do evento, a Força Aérea Francesa, a "Armée de l'Air", veio da Europa com caças Mirage 2000C e Mirage 2000N. Na vinda para o Brasil e depois na partida, dois KC-135FR franceses vieram ao Brasil para acompanhar os caças gauleses.

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Chilenos.

A Fuerza Aérea de Chile, que na edição anterior trouxe apenas modestos aviões de ataque leve A-37, desta vez deu um 'upgrade' nos seus meios e trouxe X F-5E daqueles que passaram pelo upgrade da Israeli Aerospace Industries (IAI), os Tiger III. Um KC-137 chileno acompanhou os caças e permaneceu em natal durante todo o evento.

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Uruguaios

Novamente os nossos vizinhos orientais vieram à Cruzex com um mix de Cessna A-39 e de turboélices COIN IA-58 Pucará. 

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Venezuelanos

A despeito das alegadas dificuldades causadas pelo embargo do governo americano ao suporte e fornecimento peças  para a frota de General Dynamics (hoje Lockheed)  F-16A/B venezulanos, foram estes e não os Sukhoi, Mirages 50V e VF-5s que vieram ao Brasil.

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Entrevista com um militar venezuelano

Os Sukhoi Su-30MK2 venezuelanos ao contrário deo que se imaginou inicialmente não estão alocados unicamente ao Grupo 13 que foi reativado para recebê-los, mas já se encontram em serviço também no Grupo 11 que até agora operava exclusivamente os Mirage 50V na missão anti-navio. Os caças franceses foram aposentados especialmente pelo seu alto custo de manutenção. O Grupo 13 transicionou do bombardeiro inglês Canberra para o treinador brasileiro Tucano, para o treinador a jato T-2V Buckeye e finalmente para o Sukhoi. A mudança de doutrina causada pela adoção dos caças russos foi um choque no início mas agora já foi devidamente internalizada pela FAV. Os treinadores chineses JL-8 (também conhecidos como K-8) estão para chegar e a aquisição dos cargueiros e reabastecedores Ilyushin Il-76/78 é dada como fato dentro da força. As aquisições de novas células de Sukhois, dos modelos Su-30MK2 e Su-35, no entanto ainda não foram devidamente formalizadas junto aos russos. 

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A FAV sofre de dificuldades derivadas da perda de grandes números de pilotos desde o início do primeiro governo Chavez e da decorrente rápida promoção de inúmeros oficiais mais novos para cobrir estas lacunas. O fato dos novos Sukhoi Su-30 demandarem dois pilotos para sua operação também não ajudou em nada esta situação de escassez humana.  A decisão de vir no F-16 deriva em principio do fato de que para ir a Natal os caças americanos demandavam um C-130 Hercules para transportar o seu material de solo e de apoio de manutenção, enquanto o Flanker e seus equipamentos de apoio maiores demandariam um cargueiro do porte do Ilyushin Il-76. Mas isso não era percebido pelos militares venezuelanos como um problema maior, uma vez que "com o grande alcance do Su-30, qual seria a real necessidade de terem que operar deslocado de suas bases? Aligação venezuelana com a indústria russa começou com a avaliação dos MiG-29, mas isso não os encantou muito, pois o novo avião oferecia muito pouco em termos de melhora operacional e de desempenho, sobre os atuais F-16A/B. Os vendedores russos já tinham iniciado o programa de venda de Sukhois para a Venezuela antes mesmo da decisão americana de embargar as peças e serviços para seus F-16. Os Sukhoi foram comprados ciom a idéia de capacitar TODA a FAV, tampando o buraco até que todos os esquadrões de caça possam receber aeronaves modernas.

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A opinião do Comandante das forças francesas na Cruzex

" A Cruzex é feita para o sucesso"! Começou logo dizendo o General de Brigada Aérea Patrick Pacorel, Comandante da Brigada Aérea da Aviação de Caça.

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Animado, ele continuou: "O melhor lugar para o aprendizado é sempre o lugar novo. Nós, como força aérea, aprendemos muito na África, no Afeganistão, mas exercícios como o Cruzex são indispensáveis também. Aqui temos muitas novidades, é um país novo, aviões "aliados" e "oponentes" novos, forças aéreas novas e, especialmente, ambições operacionais novas. Posso garantir que aprendemos muito aqui. O General Pecorel passou pelo Brasil apenas uma vez antes, "em Recife, no ano de 1986, a caminho de Red Flag."

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Perguntado sobre quais suas principais preocupações antes e durante um exercicio como a Cruzex Pecorel respondeu: "Somos uma Força Aérea muito experiente, para nós, o evento Cruzex não é um grande problema. O importante mesmo é absorver as condições específicas do exercício, mas para os pilotos a coisa toda é bem familiar. Existem duas coisas muito importantes: o trajeto, este ano caças francesas já cruzaram o Atlântico várias vezes, e o Teatro de Operações [de mais de 220 mil Km2] aqui no Brasil é imenso, quase do tamanho de um país Europeu Grande [o ReinoUnido tem cerca de 244 mil Km2]. Na Europa é muito difícil dispor de espaço livre para grandes operações aéreas como esta. Além do mais em boa parte da Europa o tempo não ajuda, tão diferente daqui. Exercícios na Europa nesta época do ano tem que conviver com o risco de que a metade das surtidas tenham que ser canceladas devido ao mau tempo.

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O Armée de l'Air mandou Mirages apenmas pelo fato de que a maioria de seus caças e de seus pilotos hoje ainda são/voam o modelo mais antigo. Além do mais a existencia de Mirages 2000C na FAB simplifica a resolução de qualquer pane mais séria. Neste momento o foco principal das unidades de Rafale é o Afeganistão." Antes do início do evento estava previsto que um pequeno numero de Mirages F-1 de reconhecimento poderia vir ao Brasil com os demais caças, mas iusso não ocorreu, assim a missão de reconhecimento ficou exclusivamente nas maos dos RA-1 (AMX) do Esquadrão Poker da FAB.

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Segundo o Gen Pecorel "em novembro de 2008 o Armée de l'Air dispunha de um único esquadrão completo de Rafale e outro ainda incompleto." Para ele "a velocidade de recebimento de novos Rafale é uma derivação direta da disponibilidade de verbas para este programa. Os primeiros Rafale a serem entregues foram os F1 da Aeronavale, seguidos de perto, em 2005, pelos F2 para a Armée de l'Air. Em 2008 os F-3, a versão terrestre definitiva foi certificada." OI General enfatizou que " a Armée de l'Air precisa dos Rafale e que o rítmo de produção atual de 12 aeronaves por ano pode rapidamente ser dobrada, caso novos clientes sejam conquistados. A nossa rota até o Brasil foi a mesma criada pelo [pioneiro da aviação francesa Jean] Mermoz: nos juntamos todos em Ystres, cidade no sul da França e de lá decolamos junto com os aviões-tanque para Dakar e em seguida cruzamos o Atlântico em direção a Natal. Depois da Cruzex os Mirage 2000C irão para a Guiana Francesa para tomar parte no 'Exercício Urubu' enquanto os Mirage 2000N retornam ao Sengal para executar o exercício regular Amitié ["Amizade"].

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Perguntado sobre o futuro da força de aviões de reabastecimento da França o General disse que em breve os KC-135 deverão ser trocados pelos novos aviões de carga/tanque Airbus A330MRTT. O general concluiu sua entrevista declarando que: " tinha ficado muito impressionado com a capacidade e habilidade da FAB para organizar e administrar um exercício daquele porte. O Armée de l'Air certamente tem o que aprender, neste tema, com os brasileiros.

As observações do Comandante do contigente chileno na Cruzex

O General de Brigada Ricardo Gutierrez, comandante da V Brigada Aerea foi entrevistado num dos dias mais movimentados da "Guerra Aérea", por isso ele não teve como dedicar muito tempo para falarmos de temas mais amplos.

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Respondendo à pergunta de o que a Cruzex representava para a FACh o General falou que "a cruzex é muito importante para nós, especialmente por sermos forças aéreas pequenas. Aqui estamos expoosto a um cenário de grande complexidade o que torna a experiência muito exigente para todos nós. Os Exercícios Salitre, realizado no Chile e a Cruzex, no Brasil são equivalentes em termos de cenário tático, mas apenas o compromisso político sério dos dois governos é que é indispensável para uma presença garantida das duas forças aéreas é que cria a massa crítica necessária para que o exercício seja uma oportunidade muito rica para todos os envolvidos. Talvez seja possível unificar a Salitre, a Cruzex e a Seibo argentina um único circuito cíclico com repetição a cada ano. Como no caso do Brasil foram os exercícios com unidades aéreas francesas, aqui chamadas de "Mermoz", que colocaram o Chile no mundo dos exercícios internacionais. 

Durante a Cruzex, um pequeno número de missões de REVO foram passados ao KC chileno, duas mesmo naquele dia, este meio não é usado mais simplesmente por dificuldades burocraticas para a compra e venda do combustível de avoação entre as forças aéreas envolvidas, desta forma caberá ao Brasil a realização de quase todas as missões de reabastecimento usando os KC-137 dela. 

A Fuerza Aérea de Chile se encontra num momento de grande mudança na questão meios aéreos. Aposentamos todos os nossos Mirage, estamos agora começando a retirar de uso os Cessna A-39, e em pouco tempo faremos o mesmo com os nossos Northrop Tiger III.  No momento não temos previsto mais compras de F-16, ou qualquer outro avião, e nossos F-5 deverão ser substituídos somente entre 2010 e 2015.

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Para O General Gutierrez, o Tiger III é o melhor F-5 do mundo por ele dispor operacionalmente do míssil Python IV e do sistema de designação de alvo "helmet mounted display". Nesta Cruzex os aviões chilenos foram incumbidos de realizarem as missões Defensive Counter Air (DCA) e posteriormente o Ofensive Fighter Sweep para os azuis.   

Ele seguiu adiante, "estes exercícios comuns nos permitem o desenvolvimento de uma linguagem comum do ponto de vista administrativo. No rádio o espanhol poderia ater ser nossa lingua franca, mas isso de quase nada nos adiantaria na preparação para a participação em exercícios internacionais no futuro. Os pilotos de uma mesma força aérea podem, sem qualquer problema,  falar sua propria lingua sempre que o tema for restrito entre eles, mas aparentemente é mais produtivo aproveitar a ocasião para desenvolver o inglês que certamente será uma competência  importante mno futuro.

ALIDE falou com o Vice-Comodoro (Ten-Cel) Fernando Rúbio, da Fuerza Aérea Argentina.

O Sr é veterano na Cruzex, tendo participado de todas as quatro edições ate hoje, Quao o valor da Cruzex para as forças aéreas participantes? "Antes de qualquer coisa mudou muito a forma como nos entendemos operacionalmente. Na sua primeira edição foi necessário uma maior quantidade de tempo para que pudessemos realizar a coordenação de todos os envolvidos. Aqui em Natal, após tanto tempo de adestramento combinado podemos vir a Natal para o exercício e nos sentir totalmente em casa."

"Da forma como percebo, tanto a operação Ceibo, quanto a Ñandú são subordinadas à Cruzex, uma vez que esta é realizada numa escala muitíssimo maior. O emprego de jatos ao lado de turboélices mais lentos como o Pucará e o Super Tucano é positivo pois isso insere uma outro grau de complexidade ao processo de planejamento das missões maiores." Para o Vice-Comodoro os A-4AR argentinos, a despeito de não serem caças supersônicos nem serem equipados com mísseis BVR, "ainda se encontram compatível com a realidade da Cruzex. As forças aéreas sulamericanas, submetidas ao dia a dia de exercícios como este tendem a desenvolver elos humanos fortes com oficiais e praças das demais forças aéreas, e isso é indispensável para manter a boa relação pessoal entre todas as nações. 

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 Perguntado se como os caças argentinos não puderam voar até o Brasil, porque existia tantos oficiais em Natal? ele respondeu: "Isso é resultado de nossa decisão de desenvolver na Argentina de um sistema de controle e registro do andar do exercício. Por isso nós estamos aqui acompanhado passo a passo a "guerra real". O software argentino substitui completamente um outro soft francês que foi usado na primeira ediçãso da Cruzex.  Nós acreditamos que os exercícios nos levarão a uma maior integração a uma aproximação economica e industrial, seguindo para um maior alinhamento geopolítico e militar." Chile e Argentina já cooperam em uma força binacional para missões de paz lá no Haiti e este modelo pode muito vem ser reproduzido por mais países da região em mais locais do mundo de acordo com as necessidades da ONU ao mesmo tempo otimizando totalmente o programa de logística. Perguntado sobre quaisquer aproximações com a MB devido ao fato de as duas forças operarem distintas versões do McDonnell Douglas ele comentou que eles ainda não voaram juntos mas que já houve propostas de apoio logístico.  Para o futuro planeja-se integrar digitalmente os controles tanto de planejadores quanto de operadores. Numa sala fora do alcance dos repórteres ficam vários terminais de computador que permitem ao Mission Commander participantes planejar suas missões e correr todo o ciclo de aprovações normal de uma situação destas. A principal tarefa dos Mission Commanders é de integrar centenas de planos individuais num grande plano único sem qualquer dúvida ou ou conflito de eventos.  

Conclusão

Encerrada sua quarta edição, a Cruzex se afirma claramente como o principal exercício aereo multinacional do Hemisfério Sul. Todos as principais forças aéreas do continente são presenças confirmadas para a próxima edição, ainda que não se saiba se ele manterá  a frequencia bi-anual ou se será combinado com Seibo e Salitre numa rotação tri-anual. Independente desta questão na próxima edição tanto os F-16 chilenos quento os Flankers venezuelanos devem estar plenamente operativos, ao ponto de poderem participar. A ultima novidade foi a declarada intenção da USAF de mandar meios à próxima edição, caso eles sejam convidados pelo Brasil, naturalmente.   

 

Last Updated on Tuesday, 21 April 2009 09:47
 

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