HMCS Montréal: O navio que veio do frio PDF Print E-mail
Friday, 10 July 2009 02:08

O Canadian Forces Maritime Command A Marinha do Canadá, responde atualmente pelo nome oficial de Canadian Forces Maritime Command. Embora relativamente "jovem" a Marinha Canadense é, em sua origem, uma das herdeiras diretas da longa e rica tradição marítima da Royal Navy.

 

Uma Marinha no Topo do Mundo

A Marinha Canadense tornou-se independente apenas no ano de 1910, porque antes disso a própria Royal Navy era responsável pela proteção das água territoriais canadenses. Em 1968 a marinha que então era chamada de Royal Canadian Navy passou por uma forte reorganização, adquirindo o nome e a estrutura atual. Seu QG fica na capital canadense Ottawa, na província de Ontário.   

A Organização se divide em três comandos principais: 

  • Força Marítima do Atlântico, tendo seu QG localizado em Halifax, na Nova Escócia, é responsável pela proteção das águas canadenses e pelo leste do Oceano Ártico.
  • Força Marítima do Pacifico, com sede em Esquilmalt, Vitória, na Columbia Britânica e sua função é proteger o Pacifico e o Ártico canadense.
  • O terceiro comando é o Comando da Reserva Naval, em Quebec City, Quebec, responsável pelo controle das divisões navais e é também a sede da Canadian Fleet School.

O ano de 1968 marcou profundamente a história militar canadense. Neste ano toda a estrutura militar canadense foi consolidada sob uma única força, uma decisão controversa que visava otimizar os custos e o emprego pessoal na defesa nacional. Até os uniformes passaram a ser comuns aos três comando militares, com poucas variações.

Esta padronização de uniformes é uma das decisões que já foram desfeitas desde então.

Montreal atracada em Mayport
Montreal atracada em MayportMontreal atracada em Mayport
O porta-ló da Montreal
O porta-ló da MontrealO porta-ló da Montreal
A bandeira canadende é de alta visibilidade
A bandeira canadende é de alta visibilidadeA bandeira canadende é de alta visibilidade
Sem o helicóptero orgânico, o hangar vira depósito.
Sem o helicóptero orgânico, o hangar vira depósito.Sem o helicóptero orgânico, o hangar vira depósito.
Rancho de marujos com jogo de baseball na TV
Rancho de marujos com jogo de baseball na TVRancho de marujos com jogo de baseball na TV
 

O camarote da ALIDE
O camarote da ALIDEO camarote da ALIDE
Os heads
Os headsOs heads
Lavadora e secadora ficam no banheiro
Lavadora e secadora ficam no banheiroLavadora e secadora ficam no banheiro
Banheiro
BanheiroBanheiro
guardanapos dos oficiais e visitantes ilustres
guardanapos dos oficiais e visitantes ilustresguardanapos dos oficiais e visitantes ilustres
 

Cozinha do rancho de marinheiros
Cozinha do rancho de marinheirosCozinha do rancho de marinheiros
Um jantar bem humorado
Um jantar bem humoradoUm jantar bem humorado
A turma do rancho
A turma do ranchoA turma do rancho
A copa
A copaA copa
Jacuba chique e leite nas refeições.
Jacuba chique e leite nas refeições.Jacuba chique e leite nas refeições.
 

A Praça dArmas
A Praça dArmasA Praça dArmas
Os presentes recebidos ao longo da vida do navio estão na antepara
Os presentes recebidos ao longo da vida do navio estão na anteparaOs presentes recebidos ao longo da vida do navio estão na antepara
O quadro da Praça dArmas
O quadro da Praça dArmasO quadro da Praça dArmas
Uma salada reforçada
Uma salada reforçadaUma salada reforçada
Rancho de sargentos e subs
Rancho de sargentos e subsRancho de sargentos e subs
  

O Canadá foi o primeiro país no mundo a exibir este modelo administrativo. A mudança foi tão radical que peças chaves da doutrina naval canadense, como o porta-aviões MHCS Bonaventure, acabaram sendo desativadas, sem haver uma substituição por outra nave do mesmo porte. 

A evolução da frota canadense

Em 1972 entraram em serviço os novos destróieres da classe Iroquois, que desde aquela época já contavam com dois CH-124 Sea King como parte do seu arsenal padrão. Durante os anos 80 e em meados desta década começou o plano de modernização das fragatas Classe Iroquois. A aquisição dos barcos-patrulha Classe Kingston, ampliou a defesa costeira, além de prover um novo patamar de treinamento aos marinheiros mais novos, pois são nestas embarcações que eles recebem boa parte de seu treinamento. 

Entretenimento no rancho de sargentos e subs
Entretenimento no rancho de sargentos e subsEntretenimento no rancho de sargentos e subs
Quadro para familiarização de observadores
Quadro para familiarização de observadoresQuadro para familiarização de observadores
Toras de madeira usadas durante o Combate a Avarias.
Toras de madeira usadas durante o Combate a Avarias.Toras de madeira usadas durante o Combate a Avarias.
Mangueiras, postos e armários de CAV (Controle de Avarias)
Mangueiras, postos e armários de CAV (Controle de Avarias)Mangueiras, postos e armários de CAV (Controle de Avarias)
Sala de briefing do DAE (notem o símbolo da FA canadense)
Sala de briefing do DAE (notem o símbolo da FA canadense)Sala de briefing do DAE (notem o símbolo da FA canadense)
 

Enfermaria
EnfermariaEnfermaria
Enfermaria
EnfermariaEnfermaria
Compartimento de mergulho
Compartimento de mergulhoCompartimento de mergulho
TV é usada para apresentações nos briefings
TV é usada para apresentações nos briefingsTV é usada para apresentações nos briefings
MAterial de combate a incêndio durante exercício
MAterial de combate a incêndio durante exercícioMAterial de combate a incêndio durante exercício
 

No tocante a força submarina, os planos dos militares canadenses foram frustrados no fim dos anos 80, quando houve um corte severo no orçamento militar. O plano original de ter uma frota de doze SSN foi substituído por um modelo mais ortodoxo. Foram adquiridos à Grã-Bretanha, quatro submarinos diesel-elétricos (SSK) da Classe Upholder, previamente usados, que operacionalmente deixaram bastante a desejar no que se refere a manutenção.

O Comando Marítimo Canadense tem visto ação nas últimas décadas. Além das responsabilidades como membro da OTAN, patrulhando o Ártico, o Canadá enviou navios e homens para o Golfo Pérsico que tomaram parte na Operação Tempestade no Deserto e também para o Mar Adriático, quando do esfacelamento da Yugoslávia. A contribuição canadense na luta contra o terrorismo se traduziu nos mais de 20 navios que participam do patrulhamento do Mar da Arábia. 

Projetis de 57mm do canhão Bofors na proa
Projetis de 57mm do canhão Bofors na proaProjetis de 57mm do canhão Bofors na proa
Roupa e capacete para operador da metralhadora de .50
Roupa e capacete para operador da metralhadora de .50Roupa e capacete para operador da metralhadora de .50
hmcsmontreal_033
hmcsmontreal_033hmcsmontreal_033
Material de CAV armazenado
Material de CAV armazenadoMaterial de CAV armazenado
Alerta de segurança anti-radiação para tripulação
Alerta de segurança anti-radiação para tripulaçãoAlerta de segurança anti-radiação para tripulação
 

Passadiço da Montréal
Passadiço da MontréalPassadiço da Montréal
Passadiço da Montréal
Passadiço da MontréalPassadiço da Montréal
Comandante no Passadiço
Comandante no PassadiçoComandante no Passadiço
Sistema digital de controle de rota
Sistema digital de controle de rotaSistema digital de controle de rota
Posto do controlador aéreo
Posto do controlador aéreoPosto do controlador aéreo
  

A fragata HMCS Montréal

A HMCS (Navio Canadense de Sua Majestade Montréal - em homenagem à rainha Elizabeth II do Reino Unido ainda hoje a Chefe de Estado do Canadá) é uma fragata multi-missão da classe Halifax. Elas constituem a linha de frente da marinha canadense, num total de 12 navios projetados e construídos no próprio país. Todos estes navios foram comissionados entre 1992 e 1996.  A Montréal foi construída pelo estaleiro St John Shipbuilding, localizado na província de New Brunswick. Sua quilha foi batida em 8 de fevereiro de 1991, sendo o casco lançado ao mar em 28 de fevereiro de 1992 e o navio comissionado em 21 de julho de 1994. 

Os códigos de fonia dos navios mudavam todo dia
Os códigos de fonia dos navios mudavam todo diaOs códigos de fonia dos navios mudavam todo dia
O Comandante na asa de boreste
O Comandante na asa de boresteO Comandante na asa de boreste
Uma Arleigh Burke a boreste
Uma Arleigh Burke a boresteUma Arleigh Burke a boreste
Revelada a voz doce da Montreal no rádio!
Revelada a voz doce da Montreal no rádio!Revelada a voz doce da Montreal no rádio!
Exercitando a comunicação por bandeiras
Exercitando a comunicação por bandeirasExercitando a comunicação por bandeiras
 

O canhão de proa de 57mm aberto
O canhão de proa de 57mm abertoO canhão de proa de 57mm aberto
Manobrando a lancha rápida do GPI/GV
Manobrando a lancha rápida do GPI/GVManobrando a lancha rápida do GPI/GV
Saídas de chama do módulo de chaff
Saídas de chama do módulo de chaffSaídas de chama do módulo de chaff
O sistema BAE Systems Shield lança chaff
O sistema BAE Systems Shield lança chaffO sistema BAE Systems Shield lança chaff
O escudo e o sino
O escudo e o sinoO escudo e o sino
 

hmcsmontreal_051
hmcsmontreal_051hmcsmontreal_051
O convoo pronto para ação
O convoo pronto para açãoO convoo pronto para ação
Cabine blindada do controlador de vôo
Cabine blindada do controlador de vôoCabine blindada do controlador de vôo
Armazenamento de torpedos Mk46
Armazenamento de torpedos Mk46Armazenamento de torpedos Mk46
Armazenamento de torpedos Mk46
Armazenamento de torpedos Mk46Armazenamento de torpedos Mk46
 

Tubos de torpedo embutidos na antepara exterior
Tubos de torpedo embutidos na antepara exteriorTubos de torpedo embutidos na antepara exterior
Tubos de torpedo vistos por fora
Tubos de torpedo vistos por foraTubos de torpedo vistos por fora
Sächsen, Lübeck, Almirante Padilla e Oaxaca
Sächsen, Lübeck, Almirante Padilla e OaxacaSächsen, Lübeck, Almirante Padilla e Oaxaca
Carregando o sistema de chaff
Carregando o sistema de chaffCarregando o sistema de chaff
O convôo
O convôoO convôo
 

A classe Halifax é armada com mísseis Harpoon para defesa antisuperfície e mísseis Sea Sparrow para defesa antiaérea, além de um sistema de defesa de ponto (CIWS) Phalanx Block 1. Na proa tem instalado um canhão Bofors 57mm e ao redor da amurada ficam oito metralhadoras pesadas calibre “.50”. Para defesa contra submarinos a Montréal tem quatro lançadores fixos para torpedos MK46.  Embora o navio tenha uma velocidade máxima declarada de 29 nós, durante o exercício foi possível ver no mostrador, por um curto espaço de tempo, uma velocidade de 32 nós.   Em termos de sensores a fragata Montréal conta com dois radares de controle de fogo Thales Nederland SPG-503 (STIR 1.8) além do Raytheon AN/SPS-49(V)5 operando em banda C e D, e de um radar de busca aérea e de superfície Ericsson HC150 Sea Giraffe de médio alcance operando em bandas G e H. Para navegação discreta o navio canadense usa um radar de civil Kelvin Hughes Type 1007 na Banda-I.  Seu sistema de propulsão é CODOG (combined diesel or gas) com duas turbinas GE LM2500 e um motor diesel SEMT-Pielstick 20PA6 V280. 

Toda a classe Halifax está passando pelo HCM/FELEX, um programa grande de modernização semelhante em escopo ao que a MB fez na MODFRAG. Em julho de 2007 o governo aprovou o início deste programa para esta classe, e a Montréal será uma das primeiras da fila. O navio já recebeu novas hélices e as coberturas anecoicas que reduzem o retorno radar da superestrutura. Novos mísseis Evolved Sea Sparrow já foram testados e estão prontos para serem integrados.  A classe Halifax foi uma das primeiras no Canadá a dispor de um controle computadorizado integrado para a propulsão. Uma clara impressão era que estes navios foram construídos com o conforto e praticidade em mente.

mergulhadores em bote com granada fumígena
mergulhadores em bote com granada fumígenamergulhadores em bote com granada fumígena
A caixa de munição da metralhadora .50
A caixa de munição da metralhadora .50A caixa de munição da metralhadora .50
As balas da .50
As balas da .50As balas da .50
O canhão de proa em ação
O canhão de proa em açãoO canhão de proa em ação
Lübeck lançando flares
Lübeck lançando flaresLübeck lançando flares
 

Constituição e Oak Hill na popa
Constituição e Oak Hill na popaConstituição e Oak Hill na popa
Constituição e Oak Hill na popa
Constituição e Oak Hill na popaConstituição e Oak Hill na popa
A folha de Maple também se destaca no mar.
A folha de Maple também se destaca no mar.A folha de Maple também se destaca no mar.
O GVI/GP da Constituição vem a bordo da Montreal
O GVI/GP da Constituição vem a bordo da MontrealO GVI/GP da Constituição vem a bordo da Montreal
O GVI/GP da Constituição
O GVI/GP da Constituição O GVI/GP da Constituição
 

Apesar de não ser um navio de escolta grande como os americanos, a classe Halifax exibe corredores largos, Portas estanques grandes, e escadas não tão íngremes como em outras classes.  Os alojamentos são confortáveis e dotados de sofá e televisão, além de um desumidificador.  Os três grandes ranchos contam com um home theater completo e com televisão via satélite (com canais canadenses, claro), e bar que serve cerveja (limitado a duas por tripulante por dia).  Comida, lanchinhos e sucos são liberados, mas as cervejas e refrigerantes são cobrados a parte. 

Ginástica para os personagens do exercício de MIO
Ginástica para os personagens do exercício de MIOGinástica para os personagens do exercício de MIO
O GVI/GP da Constituição
O GVI/GP da Constituição O GVI/GP da Constituição
O GVI/GP da Constituição em ação
O GVI/GP da Constituição em açãoO GVI/GP da Constituição em ação
O GVI/GP da Constituição em ação
O GVI/GP da Constituição em açãoO GVI/GP da Constituição em ação
O GVI/GP da Constituição no Passadiço da Montreal
O GVI/GP da Constituição no Passadiço da MontrealO GVI/GP da Constituição no Passadiço da Montreal
 

Verificando a documentação do navio mercante simulado
Verificando a documentação do navio mercante simuladoVerificando a documentação do navio mercante simulado
O GVI/GP da Montreal se preparando para sair
O GVI/GP da Montreal se preparando para sairO GVI/GP da Montreal se preparando para sair
O GVI/GP da Montreal se preparando para sair
O GVI/GP da Montreal se preparando para sairO GVI/GP da Montreal se preparando para sair
Heckler & Koch MP5
Heckler & Koch MP5 Heckler & Koch MP5
Duas Heckler & Koch MP5, espingarda e pistola
Duas Heckler & Koch MP5, espingarda e pistola Duas Heckler & Koch MP5, espingarda e pistola
 

O GVI/GP canadense partindo para cima!
O GVI/GP canadense partindo para cima!O GVI/GP canadense partindo para cima!
Eis o alvo do GVI!
Eis o alvo do GVI!Eis o alvo do GVI!
Iniciada a inspeção
Iniciada a inspeçãoIniciada a inspeção
Passem para cá a papelada!
Passem para cá a papelada!Passem para cá a papelada!
Sempre alertas contra emboscadas
Sempre alertas contra emboscadasSempre alertas contra emboscadas
 

A Montréal vista da Thetis
A Montréal vista da ThetisA Montréal vista da Thetis
Documentando todos os passos.
Documentando todos os passos.Documentando todos os passos.
Pelos corredores dentro da Thetis
Pelos corredores dentro da ThetisPelos corredores dentro da Thetis
Missão cumprida!
Missão cumprida!Missão cumprida!
Objeto não identificado achado boiando no mar
Objeto não identificado achado boiando no marObjeto não identificado achado boiando no mar
  

Subindo a bordo

Em nossa chegada à Montréal, ela estava atracada no píer com a fragata mexicana ARM Mina instalada a contrabordo. Seu capitão, o comandante Chris Sutherland que vinha logo atrás de nós, aproveitou a oportunidade de ele mesmo nos receber e nos dar as boas vindas a bordo, uma honraria, sem dúvida.  Durante este primeiro papo informal no convôo, soou o alarme de homem ao mar, mobilizando a tripulação canadense a despeito do marinheiro envolvido no incidente ser de uma fragata OHP americana atracada do outro lado da base de Mayport.  Só isso já indicava uma previsão de “aventura” para os próximos dias.  Durante nosso período a bordo ALIDE teve acesso livre à ponte, aos refeitórios e à praça d’armas (Wardroom) onde o café da manhã sempre reforçado, almoço e o jantar eram servidos aos oficiais individualmente pela simpática equipe da cozinha. Aliás, o cozinheiro principal do navio veio de um renomado restaurante no Canadá, nos proporcionando diariamente saborosíssimas refeições. Talvez o pessoal mais animado a bordo fossem os oficiais intermediários, numa sexta-feira, depois de um longo dia de caça ao Tikuna, fui convidado para tomar vinho e assistir a um jogo de hóquei.  Ficamos alojados num camarote de oficiais intermediários em um beliche.  Minha preocupação maior era a de tentar fazer o mínimo barulho possível, para não atrapalhar o sono das equipes dos turnos da madrugada, principalmente os da engenharia e de máquinas. 

Olhando de perto
Olhando de pertoOlhando de perto
Exercícios de tiro de armas de mão
Exercícios de tiro de armas de mãoExercícios de tiro de armas de mão
Caixa de munição
Caixa de muniçãoCaixa de munição
Disparando uma .50
Disparando uma .50Disparando uma .50
Manutenção do canhão de 57mm
Manutenção do canhão de 57mmManutenção do canhão de 57mm
 

Aguirre e a Constituição na proa da Montréal
Aguirre e a Constituição na proa da MontréalAguirre e a Constituição na proa da Montréal
USNS Arctic reabastecendo a Thetis com a Kauffman a ré
USNS Arctic reabastecendo a Thetis com a Kauffman a réUSNS Arctic reabastecendo a Thetis com a Kauffman a ré
O probe do USNS Arctic na Montréal
O probe do USNS Arctic na MontréalO probe do USNS Arctic na Montréal
Acompanhando a faina do RAS com atenção
Acompanhando a faina do RAS com atençãoAcompanhando a faina do RAS com atenção
Acompanhando a faina do RAS com atenção
Acompanhando a faina do RAS com atençãoAcompanhando a faina do RAS com atenção
 

Os tripulantes recebem um cartão telefônico via satélite individual com 60 minutos por semana, automaticamente renovável no domingo à noite.  Além disso os militares a bordo tem e-mail e acesso à Web regularmente, somente sendo retirado do ar em períodos críticos dos exercícios.  É de costume tirar o boné antes de entrar na praça de armas, do qual quem esquecer de fazer isso tem que pagar uma cerveja a cada pessoa que estiver dentro, acho que saí de lá devendo umas duas dúzias. 

A “casa” da Montréal é a base naval de Halifax e o navio faz parte da Maritime Force Atlantic(MARLANT). Sua missão primordial é a patrulha das águas territoriais canadenses especialmente da sua Zona Econômica Exclusiva.

A equipe do reabastecimento no mar.
A equipe do reabastecimento no mar.A equipe do reabastecimento no mar.
Manuseando as .50
Manuseando as .50Manuseando as .50
O CCM da Montréal
O CCM da MontréalO CCM da Montréal
Controle de CAV no CCM
Controle de CAV no CCMControle de CAV no CCM
A sala de máquinas
A sala de máquinasA sala de máquinas
 

Porta de acesso à sala de máquinas
Porta de acesso à sala de máquinasPorta de acesso à sala de máquinas
interior da sala de máquinas
interior da sala de máquinasinterior da sala de máquinas
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Participou de operações no Golfo Pérsico, Mar da Arábia apoiando a luta contra o terrorismo, como membro da OTAN. O seu armamento consiste de 24 torpedos Honeywell Mk46, 16 Sea Sparrow(SAM), 8 RGM 84 Harpoon SSM, 1 canhão Bofors Mk2 de 57 mm, 1 canhão Vulcan Phanlax de 20 mm CIWS e 6 metralhadoras .50. 1 helicóptero Sea King.

A Montréal veio à Flórida sem um helicóptero orgânico unicamente porque seu hangar se encontra no meio de uma ampla modificação para permitir a operação dos novos CH-148 Cyclone (versão ASW canadense do Sikorsky S-92 militarizado para uso naval). Como o tamanho do novo helicóptero é ainda maior do que o Sea King que ele substitui, o "mezanino" do interior do hangar teve ser bem modificado para acomodá-lo adequadamente. O sistema de movimentação automatizada do helicóptero no convoo também deve ser modificado devido à nova configuração do trem de pouso do CH-148.  

Os canadenses na UNITAS Gold

O Commander Chris Sutherland, e seu imediato (Executive Officer ”XO”) Lieutenant Commander Julian Barnard, comandam uma tripulação de mais de 200 homens e mulheres, mas, que, durante os exercícios da UNITAS Gold, estaria reduzida a apenas 180 militares. Isso, provavelmente, pelo fato do navio e não estar carregando os pilotos e mecânicos do destacamento aéreo nesta ocasião. Os tripulantes contaram que na vinda até a Flórida o navio teria encontrado mares pesados com ondas de até sete metros no Atlântico norte. Para participar na UNITAS Gold, o navio deixou sua base em Halifax no dia 14 de abril rumando para o sul até chegar em Mayport.

Fomos um dos últimos a partir de Mayport para os exercícios. No canal de saída um navio de cruzeiro havia suspendido momentos antes e nos parecia que todos os passageiros estavam na popa para nos observar e tirar fotos.  Devido a isso tivemos de acelerar bastante pra alcançar os outros navios do nosso grupo.  Foi ali que presenciamos a velocidade máxima de 30 nós, na qual a Montréal quebrava as ondas como um monstro metálico, balançando muito pouco em relação às ondas (ripples) que este criava em seu percurso.

Neste primeiro dia tivemos o PHOTEX, todos os navios alinhados em colunas posando para as fotos aéreas dos Seahawks da US Navy.  Foi uma trabalheira no passadiço tentar se comunicar com os navios de língua espanhola, e por várias vezes tivemos que reduzir máquinas para esperar pelo reposicionamento do navio colombiano Cartagena de Índias devido à sua baixa velocidade.   Durante os exercícios, por questões de segurança, ALIDE não teve acesso ao Centro de Operações de Combate (COC). Por isso o passadiço acabou sendo o lugar de onde se melhor podia ter uma visão do que está acontecendo. Ali, por diversas vezes tivemos a oportunidade de poder ajudar a identificar navios, aeronaves, pequenos barcos pesqueiros e outros objetos flutuantes.

Dois eventos inusitados ocorreram neste dia. O avistamento de uma bóia coberta de algas por parte de uma marinheira causou um alerta de “homem ao mar”, fazendo a tripulação tomar medidas para seu “salvamento”. Dois marcadores foram jogados na região avistada, e o bote (RHIB) foi lançado com dois mergulhadores para procurar o hipotético homem ao mar.  O outro evento foi o avistamento, enquanto nosso navio seguia atrás dos navios alemães e americanos, de uma plataforma metálica com tampas plásticas alaranjadas.  Talvez tenha sido algo perdido por um deles, mas como ninguém se pronunciou a respeito, o capitão lançou o bote da Montréal para realizar uma verificação de perto e eles concluíram que era algo pesado e arriscado demais para trazer a bordo. Com isso em mente foi decidido pelo seu afundamento via tiros de fuzil M-16 (ou “C-7” como é chamada a sua versão canadense).   

Superfície exterior da turbina GE LM2500
Superfície exterior da turbina GE LM2500Superfície exterior da turbina GE LM2500
Superfície exterior da turbina GE LM2500
Superfície exterior da turbina GE LM2500Superfície exterior da turbina GE LM2500
Eixo de Bombordo
Eixo de BombordoEixo de Bombordo
Eixo de Boreste
Eixo de BoresteEixo de Boreste
Oficina de reparos
Oficina de reparosOficina de reparos
 

Sonobóias AN/SSQ-553
Sonobóias AN/SSQ-553Sonobóias AN/SSQ-553
Fim do exercício de CAV
Fim do exercício de CAVFim do exercício de CAV
Telas do radar e do sistema de navegação no Passadiço
Telas do radar e do sistema de navegação no PassadiçoTelas do radar e do sistema de navegação no Passadiço
Tripulação formada no convoo
Tripulação formada no convooTripulação formada no convoo
Cerimônia no convoo.
Cerimônia no convoo.Cerimônia no convoo.
  

Os navios nos SAGs se revezavam em comandar os grupos, dando instruções de posicionamento, e coordenando as manobras.  Nos dias seguintes tivemos tiros do canhão contra alvos rebocados (aéreos e de superfície), no qual a Montréal se saiu muito bem. À noite testamos as metralhadoras calibre .50 polegadas, o lançamento de flares e chaff, e sinalização noturna por holofotes.  O helicóptero Super Lynx da Marinha do Brasil sobrevoou nossa formação diversas vezes durante os exercícios, tirando belíssimas fotos do GT. 

Um ponto alto foi nos exercícios de abordagem MIO (Maritime Interdiction Operations) do qual primeiro recebemos o time GVI/GP (Grupo de Visita e Inspeção/Grupo de Presa) da Constituição, que apenas algumas semanas depois participariam dos resgates do Air France 447. Em seguida nosso proprio GVI foi até a USCG Thetis da Guarda Costeira Americana com 10 homens e mulheres armados até os dentes com fuzis, metralhadoras, revolveres e canivetes suíços.  De lá nosso RHIB seguiu até a Constituição numa viagem turbulenta, apesar do mar calmo e dia ensolarado.  Chegamos ficar virados em 90 graus, “surfando” o tubo de uma grande “onda” que se formava logo atrás do navio brasileiro. 

A Montréal se comportou muito bem no exercício de afundamento do ex-USS Connoly. A contribuição da Montréal para o afundamento do navio americano foi o disparo de 30 projéteis de 57 do seu canhão acertando em 84% seus tiros.

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Depois do “Grand Finale” do Sinkex, houve o tão esperado exercício da guerra simulada, no qual fazíamos parte de um GT de países aliados. Aqui, havia navios americanos nos dois lados, dos agressores e no GT aliado. Numa tentativa de ultrapassar um destróier “inimigo” da classe Arleigh Burke, acabamos esvaziando nossos tanques de combustível.  Eles eram simplesmente muito mais rápidos… mas, no final, nossos tiros de canhões e mísseis os neutralizavam – o capitão fazia questão de esclarecer que nestes exercícios os “good guys”sempre venciam os “malvados”, mas que numa situação real a coisa poderia ficar preta pro nosso lado.  Era inquestionável a superioridade material dos equipamentos americanos e seu alto nível de operacionalidade, especialmente naquilo que tange o índice disponibilidade. A Montréal tem fama de ser uma das melhores fragatas da Marinha canadense em operações ASW. Uma das atribuições da Montréal foi tentar localizar o Tikuna.

O navio canadense cumpriu dois reabastecimentos, um com o navio americano USNS Arctic e outro com o N/T alemão Frankfurt-am-Main, onde se encontrava outro membro da Alide. No rádio, a voz característica da Montréal era feminina, e este foi o “charme extra” canadense nos exercícios, provocando a imaginação dos tripulantes dos outros navios, inclusive dos da Constituição. No penúltimo dia nos uma alerta (Action Stations) simulou, a queda de um helicóptero peruano. Isso instalou uma correria dentro do navio, com gente indo pra todo lado, subindo e descendo as escadas, e eu procurando minhas botas! 

Na volta já em Mayport recebemos a visita do Almirante James Stavridis, comandante chefe do Southern Command (Southcom), e também de um vice-almirante da marinha canadense. 

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O futuro

Apesar de já mostrarem idade, as fragatas da classe Halifax continuam a prover grande capacidade de dissuasão para a marinha canadense.  No futuro, finalizada a modernização e implementados os novos helicópteros, seu desempenho deve melhorar ainda mais. Mas, por agora, fica a certeza de que a fragata Montréal e suas irmãs da classe Halifax, ainda são páreo para qualquer tipo de ameaça, aérea ou de superfície nos oceanos. 

Este ano de 2009 será um ano muito movimentado para a tripulação da Montréal. Em Janeiro o navio se deslocou até o Caribe onde participou de operações antidrogas sob a égide do JIATF South (Joint Inter Agency Task Force South - Forca tarefa conjunta interagencias - Sul).  Esta é uma entidade americana de repressão às atividades de tráfico de drogas, de pessoas e de armas focada na região do Caribe. Nesta oportunidade, a Montréal teve a chance de participar de um programa para determinar a melhor forma de navios de guerra tradicionais identificarem, e interceptarem, os novos veículos semisubmersíveis auto-propulsados que vem sendo empregados pelos traficantes para mover grandes quantidades de drogas da Colômbia até os EUA. Em fevereiro, o navio canadense já havia retornado a Halifax. Passada a UNITAS o próximo passo para a Montreál será cruzar o Atlântico Norte junto com o destróier Athabaskan, a fragata Halifax e o navio tanque Preserver, para participarem do exercício Joint Warrior na Escócia. Lá eles encontrarão a fragata Defensora, a participante brasileira deste evento. 

 

Last Updated on Tuesday, 18 August 2009 14:59
 

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