Base Naval de Val-de-Cães PDF Print E-mail
Written by Wellington Góes   
Monday, 21 September 2009 16:51

 

 Base Naval de Val-de-Cães

"Aqui se garante a presença naval na Amazônia" 
Após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa – END, ficou explicita a decisão do Ministério da Defesa – MD, na criação de uma segunda Esquadra na Marinha do Brasil – MB, sendo que a mesma deverá ficar situada próxima a Foz do Rio Amazonas. ALIDE foi a Belém do Pará, conhecer a Base Naval de Val-de-Cães – BNVC, um dos locais prováveis para hospedar a futura segunda Esquadra. 
A Segunda Esquadra
A decisão da criação da Segunda Esquadra a despeito de estar consolidada dentro do Ministério da Defesa, ainda é tratada com alguma reserva por muitos dos altos oficiais da Marinha do Brasil. Se o número de navios da Marinha não for expandido significativamente, uma segunda esquadra seria apenas um aumento importante de custos, e uma diluição geográfica de meios navais e de terra, sem um correspondente aumento de poder marítimo. Uma contraproposta à criação de uma segunda Esquadra seria o uso de algum porto no norte como “base de desdobramento” da esquadra atual, com os navios se alternando em períodos regulares, operando desde lá. Até agora, o Ministério da Defesa não parece ter se sensibilizado com as idéias dos almirantes. 
Mapa da região da Base Naval
Mapa da região da Base NavalMapa da região da Base Naval
Portão de entrada da Base
Portão de entrada da BasePortão de entrada da Base
Portão de entrada da Base
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Área central da BNVC
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A Índia, dona de cerca de 4.500 quilômetros de costas, é um país com que o Brasil (com 5.700 quilômetros de costas) está se correspondendo cada vez mais no âmbito naval. Como nós, eles tem uma costa oceânica em forma de cunha, optando por colocar uma Esquadra independente em cada uma delas. Mas, bem diferente do Brasil, a Índia percebe ameaças claras em ambas as costas, na figura do Paquistão e da China. No nosso caso, a Argentina já deixou, há muito, de ser ameaça, virando nosso principal aliado na região. Ao norte, apenas a Venezuela bolivariana e ao oeste, no Oceano Pacífico, o Chile com uma Marinha reequipada, poderiam ser enxergadas como potenciais “rivais” regionais, enquanto os medos velados de uma interferência direta norte-americana na região por via marítima possam parecer meio exagerados, pelo menos no atual estágio das relações entre nossos países. 
No entanto no Caribe, a participação brasileira no comando da Força de Paz da ONU no Haiti chamou a atenção do governo brasileiro de como aquela região é politicamente instável e com grande possibilidade de demandar uma futura intervenção nossa, sempre sob a égide da ONU. Porto Príncipe, no Haiti, fica a 7.700 quilômetros do Rio de Janeiro por mar, enquanto, de Belém até a ilha caribenha a distância não passa de 3.700 quilômetros. Olhando sob a ótica do tempo, podemos vislumbrar que um GT saído do Rio levaria entre 17 e 22 dias para chegar lá, enquanto um partindo de Belém tomaria apenas entre sete e nove dias neste trajeto. O PEAMB – Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil prevê a substituição e a complementação das atuais nove fragatas, das classes Niterói e Greenhalgh, por novos navios de 6000 toneladas, assim como, por uma nova classe de escoltas menores, possivelmente derivadas da corveta Barroso, caso os testes deste navio apontem terem sido curados os vícios de projeto da anterior classe Inhaúma. É neste cenário de expansão da frota que o Ministério da Defesa imagina a demanda pela nova Segunda Esquadra.
Área central da BNVC
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Vista superior da BNVC
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Área central da BNVC
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Maquete do dique seco
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Maquete do dique seco
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Fotos Históricas da BNVC
Fotos Históricas da BNVCFotos Históricas da BNVC
Fotos Históricas da BNVC
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Fotos Históricas da BNVC
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Fotos Históricas da BNVC
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Um imperativo geográfico
A cidade de Belém fica estrategicamente posicionada às margens do rio Guamá, um dos afluentesbem na boca do Rio Amazonas, E do Rio Tocantins/Araguaia. O Rio Amazonas este é “porta de entrada e saída” para uma região de mais de 6,1 milhões de km², a Bacia Amazônica. Esta imensa área abrange desde o Brasil, passando pela Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, ligando os Andes ao Oceano Atlântico.
Impressionantes quarenta e dois por cento do território brasileiro se localizam dentro da Bacia Amazônica, tornando o pleno controle desta gigantesca rede de transporte fluvial, um passo crítico para a manutenção da soberania sobre uma imensa faixa do nosso território. Além da Bacia Amazônica a Bacia dos rios Tocantins/Araguaia também tocam o Atlântico perto de Belém aumentando mais ainda o valor da localização desta Base Naval. O Tocantins e o Araguaia se deslocam paralelamente na direção sul-norte nascendo a poucos quilômetros de Brasília, bem no meio do Planalto Central brasileiro.
Fotos Históricas da BNVC
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Fotos Históricas da BNVC
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Fotos Históricas da BNVC
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Fotos Históricas da BNVC
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Dique seco
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Os precedentes históricos
O interesse militar pela efetiva defesa da Amazônia Brasileira não é novidade e data desde a época da colonização portuguesa. Durante a primeira metade do Século 20 a borracha se tornou uma das mais valiosas commodities produzidas no país, exatamente o tipo de riqueza que chamava a atenção de muitos aventureiros e nações pelo mundo afora.
O Pará, devido a sua posição Geográfica, foi alvo de várias tentativas de invasões piratas, obrigando, os portugueses a estabelecerem o seu dispositivo de defesa. Este dispositivo de defesa repousava fundamentalmente na ação das canoas de guerra, que seria tanto mais efetivas quanto maior fosse à capacidade das oficinas para executarem os reparos demandados pelas canoas.
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Já em 1729, foram construídas as primeiras oficinas e telheiros em frente ao Palácio do Governador e Capitão General do Estado do Maranhão e Grão Pará; estas oficinas destinavam-se à construção e reparo das canoas de guerra e os telheiros para armazenar as munições dos canhões. Este conjunto era conhecido na época pelo nome de "Casa das Canoas".
Em 1761, para melhor cumprir sua missão, as oficinas das casas das canoas foram transferidas para o Convento São Boaventura, onde fica, atualmente, a sede do Comando do 4º Distrito Naval. O local passou a se chamar Arsenal de Marinha do Pará, tendo atribuições cada vez mais amplas, entre elas a construção de navios de guerra de maior porte para operarem em mar aberto. No seu período áureo, entre outras embarcações, foram construídas uma nau armada com 74 canhões, cinco fragatas de 44 canhões, quatro charruas, sendo 12 artilhadas. Entre as fragatas construídas, destacou-se a "Imperatriz", embarcação que serviu gloriosamente no Rio da Prata, onde sustentou e repeliu vitoriosamente a abordagem de 11 navios inimigos.
Daí em diante, o Arsenal de Marinha do Pará limitou-se apenas a fazer reparos nos navios de guerra que, posteriormente, vieram a constituir a Flotilha do Amazonas.
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No início do século 20, nos anos do entre - guerras, o Estado-Maior da Armada (EMA), com a experiência advinda do 1ª Guerra Mundial, foi  induzido a estudar e planejar a defesa da costa brasileira e das suas linhas de comunicações marítimas em moldes mais adequados à luz da recente evolução da guerra moderna no mar. Em decorrência daqueles estudos, foi constatada a necessidade de se instalar algumas novas Bases Navais ao longo do litoral brasileiro. Entre elas, constava uma na costa paraense, e em 7 de julho de 1922, um Decreto do Presidente da República a criava. Contudo, somente oito anos depois, em 1930, é que foi de fato seria definida a localização da Base Naval do Pará, no porto de Belém. 
Prevaleceram na seleção, aquelas mesmas razões que convenceram o Governador Alexandre Souza Freire a construir a sua Casa das Canoas em 1729, isto é, a posição estratégica e geográfica da cidade de Belém ao apoio de uma Força Naval incumbida da defesa do litoral norte do Brasil e da Bacia Amazônica. E precisamente porque, já então, se constatava a relevância de uma Base Naval autêntica, sediada em Belém, para apoio as operações navais no norte do Brasil. Assim, o então Ministro da Marinha (MM) aprovando a proposta do EMA, baixou o Aviso n˚0830, de 23 de março de 1948,determinando providências para o planejamento da construção da Base Naval de Val-de-Cães, com a recomendação de que se fizesse isso “com visão larga e confiança no futuro do Brasil”.
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Complementando essa medida, pleiteou junto ao Governo e conseguiu, invocando as razões de defesa nacional, plenamente justificadas pelos eventos da última guerra, a transferência para a Marinha da área, pertencente àa então autarquia estadual, o Serviço de Navegação da Amazônia e Portos do Pará (SNAPP), destinando-a para a construção da BNVC, com o todo o acervo nele existente, incluindo o dique em construção. Como consequência, foi elaborado um Plano de Obras (chamado plano primitivo da Base). Quando concluídas as construções previstas nesse plano, a Base ocuparia uma área de 4.506.000 m² e nela trabalhariam 28.000 pessoas. Desde modo, a MB estaria passaria a ter condições de oferecer apoio logístico a uma Força Naval composta de quatro unidades de 12 mil toneladas, seis unidades de três mil toneladas e dez unidades fluviais de 1.000 toneladas, permitindo a sua atracação em um cais de 700 metros e em píeres totalizando 645 metros. Este era, evidentemente, um plano por demais audacioso e de custos elevadíssimos para 1948. Orçado em 2,5 bilhões de cruzeiros - mas sem dúvida, de acordo com a recomendação ministerial - com visão larga e confiança no Brasil.
Finalmente, em 25 de julho de 1949, com a posse de seu primeiro Comandante, foi oficialmente criada a Base Naval de Val-de-Cães. Em 23 de dezembro de 1949 foram concluídos os trabalhos de transferência para a Marinha dos terrenos cedidos pelo SNAPP e a mudança das oficinas pré-existentes no Arsenal de Marinha do Pará para aqueles novos terrenos.
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Dique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Dique flutuante Almirante Manoel CarneiroDique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Dique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Dique flutuante Almirante Manoel CarneiroDique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Dique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Dique flutuante Almirante Manoel CarneiroDique flutuante Almirante Manoel Carneiro
Carreira de encalhe de até 120 ton
Carreira de encalhe de até 120 tonCarreira de encalhe de até 120 ton
Carreira de encalhe de até 120 ton
Carreira de encalhe de até 120 tonCarreira de encalhe de até 120 ton
 
Em maio de 1955, o EMA para ajustar-se à realidade da conjuntura econômico-financeira do País e com ela conciliar a responsabilidade da MB quanto ao desenvolvimento dos Estabelecimentos de Apoio às Forças Armadas ao longo do litoral, emitiu uma diretiva a ser seguida em relação às Bases Navais baseada na missão atribuída a cada uma delas. Essa diretiva foi consubstanciada em um Plano Diretor da construção da Base Naval de Val-de-Cães, onde, mantendo-se o plano inicial,atribuía-se, porém, prioridade às obras para a sua consecução, mas sem mais determinar limite de tempo.
O antigo Vale dos Cães deu o nome pitoresco da BNVC. Aquela região mais isolada da cidade, cerca de seis quilômetros ao norte do famoso Mercado do Ver-o-Peso, era repleta de cães sem dono no início do século XX. O Aeroporto Internacional de Belém, vizinho da Base Naval também é conhecido por este nome. Aeronaves civis e militares cumprindo o circuito de pouso sobrevoam as instalações da Base Naval na perna final para o pouso. A BNVC é a única Base Naval da MB que apresenta um aeródromo militar construído ao seu lado, uma inegável vantagem operacional e um verdadeiro “hub” de logística multimodal no seu sentido mais moderno. Cargas aerotransportadas podem ser facilmente desembarcadas na Base Aérea e colocadas com grande facilidade a bordo de navios da Marinha, ou vice-versa. Esse tipo de instalação permitiria o despacho de navios militares brasileiros em direção a qualquer Teatro de Operações - TO localizado na região com um tempo de alerta prévio mínimo. Meios vitais, como peças de reposição ou suprimentos médicos sendo agilmente encaminhados diretamente até Belém por via aérea.
A Base Aérea de Belém
A Força Aérea Brasileira – FAB, instalou a sua Base Aérea de Belém - BABE, do outro lado da pista com o aeroporto civil. Tal proximidade facilita a interação operacional entre a FAB e a MB, nas missões conjuntas de patrulha marítima realizadas pelos navios da marinha e pelos P-95 (EMB-111 “Bandeirulha”) do 3°/7° Grupo de Aviação, o Esquadrão Netuno. Além dos empregos dos aviões de patrulha marítima também ficam baseados ali o 1°/8° Grupo de Aviação, Esquadrão Falcão, com os seus veneráveis Bell UH-1H (Bell-205), carinhosamente chamados de “Sapão”. A terceira unidade aérea a ser baseada em Belém é o 1º Esquadrão de Transporte Aéreo, conhecido como o “Esquadrão Tracajá”  operando C-95 Bandeirante e C-98 Cessna Caravans na missão de transporte.
Carreira de encalhe
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Carreira de Encalhe
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Área central da BNVC
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Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugiaDivisão de oficinas de estruturas e metarlugia
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugiaDivisão de oficinas de estruturas e metarlugia
 
As primeiras operações da FAB na localidade datam de 1936, como mais uma base de apoio ao Correio Aéreo Nacional, o CAN. Em 1942, dentro do escopo dos acordos de cooperação militar assinados por Getúlio Vargas com os americanos, Belém passou a ser um de uma longa lista de aeródromos que ligavam o sul dos EUA ao norte da África, o chamado  “Trampolim para a Vitória”. Apenas em 1939 é que chegariam os primeiros aviões do 7º Regimento de Aviação do Exército criado ali três anos antes. Em 1944 os PBY-5 Catalina chegaram a Belém para patrulhar o mar brasileiro ao longo de sua fronteira norte.
MISSÃO
Atualmente a Base Naval de Val-de-Cães se destina a “prestar apoio logístico às Forças e unidades navais da Marinha do Brasil que operem nas águas marítimas, fluvial ou ribeirinha, sob jurisdição do Comando do 4˚ Distrito Naval, contribuindo para a defesa da navegação de interesse nacional e para o controle dessas áreas”. Para cumprir esta missão, a BNVC dispõe dos seguintes meios:
1. Dique seco Almirante Raul Barros com 225m de comprimento, 27m de boca e 40.000 toneladas de capacidade. Até hoje, o maior navio a ser docado ali foi o N/M Titipor, com 38.000 toneladas, 176m de comprimento, 26,17m de boca e 4,90m de calado;
2. Dique flutuante Almirante Manoel Carneiro com 60m de comprimento, 14m de boca e 1.000 ton. de capacidade;
3. Quatro carreiras para embarcações de até 150 ton.;
4. Oficinas de Máquinas, Mecânica Naval, Estruturas e Metalurgia, Eletricidade, Motores e Refrigeração, Carpintaria e Fundição;
5. Grupo de Reparos de Eletrônica e Armamento (GRETARM); 
6. Píer para atracação de navios com facilidades de apoio; e
7. Heliporto, permitindo o pouso de todas as aeronaves de asas rotativas existentes na Marinha do Brasil.
Capacitação Tecno-Industrial
A BNVC é, atualmente, um importante pólo de indústria naval do país, pois possui oficinas, infraestrutura, equipamentos e capacitação técnica, sem similares no Norte do Brasil. Realiza serviços de qualidade nos mais diversos campos da construção e do reparo naval, como reparos estruturais navais diversos, docagem, usinagem, reparos de eixos de até 20 metros, reparos de hélices e lemes, serviços de carpintaria naval, revisão de balsas de salvamento e infláveis, entre outros.
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugiaDivisão de oficinas de estruturas e metarlugia
Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
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Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
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Divisão de oficinas de estruturas e metarlugia
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BNVC
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Lancha ação rápida
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Lancha ação rápida
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Lancha apoio médico
Lancha apoio médicoLancha apoio médico
 
Em parceria do seu corpo técnico com a Empresa Gerencial de Projetos Navais – EMGEPRON, a BNVC possui uma vasta gama de serviços disponíveis para outros Órgãos Governamentais e empresas privadas. Assim, esta Base Naval busca a excelência em reparos navais, não somente, para a MB, mas, também, para as Secretarias de Segurança Pública e de Saúde dos Estados da Região Norte-Nordeste, a Petrobrás e o MD, pois aproveitando a sua infraestrutura e a capacitação técnica disponível do seu parque industrial, desenvolveu e vem aperfeiçoando projetos de embarcações em alumínio para emprego no patrulhamento,fiscalização e apoio médico. Tal parceria veio coroar a capacidade industrial da Base Naval, viabilizando os projetos destas embarcações em alumínio:
• LAM – Lancha de Apoio Médico
Lancha de Apoio Médico com capacidade de semi-UTI, para o transporte de pacientes e assistência pré-hospitalar móvel em águas interiores, podendo abicar em margens e praias ribeirinhas, atendendo às urgências·de natureza traumática, clínica pediátrica, cirúrgica,·gineco-obstétricas e psiquiátricas. Feita em alumínio naval ASTM 5052, a LAM possui 7,80 m de comprimento, 2,80 m de boca, calado de apenas 0,60 m, uma propulsão de motor de 230 HP de potência, velocidade máxima de 35 nós, raio de ação a 25 nós de 400 milhas náuticas, rádios VHF, GPS, Eco-sonda, agulha magnética, dentre outros equipamentos.
• LAR – Lancha de Ação Rápida
Lancha de alta velocidade e calado reduzido, projetada segundo o conceito de casco planador e sistemas de propulsão com motor de torque elevado, visando obter maior velocidade e eficiência hidrodinâmica, projetada para operações de patrulha, policiamento, controle de acidentes ambientais e combate ribeirinho, podendo abicar em margens e praias ribeirinhas. Feita em alumínio naval ASTM 5052, a LAR possui 7,56 m de comprimento, 2,30 m de boca, calado de apenas 0,60 m, uma propulsão de motor de 230 HP de potência, capacidade para 400 litros de combustível, deslocamento leve de 1,35 ton.. Pode transportar até 12 combatentes, além de possuir blindagem leve, velocidade máxima de 35 nós, raio de ação de 400 milhas náuticas a 25 nós, rádios VHF, GPS, Eco-sonda, agulha magnética, dentre outros equipamentos.
• LPF – Lancha de Patrulha Fluvial.
Lancha de alta velocidade e calado reduzido, projetada para operações de patrulha, fiscalização e controle ambiental em águas interiores, com excelente penetração em pontos de difícil acesso, como mata fechada ou área com restrição de calado, tendo como característica a abicagem em margens e praias ribeirinhas. Feita em alumínio naval ASTM 5052, a LAR possui 6,20 m de comprimento, 1,90 m de boca, calado máximo de 0,40 m; uma propulsão de motor de popa de 90 HP de potência, capacidade para 190 litros de combustível. Pode transportar até 06 pessoas, com velocidade máxima de 35 nós, raio de ação a 25 nós de 150 milhas náuticas, rádios VHF, GPS, Eco-sonda, agulha magnética, dentre outros equipamentos.
Além da disponibilização dessas embarcações para os órgãos estaduais, municipais e federais do Norte e Nordeste do Brasil, a BNVC, por meio da EMGEPRON, tem a previsão de exportar, durante o ano de 2009, seis LAR para a Marinha da Guatemala. Essa diversificação dos serviços navais incrementa a viabilidade econômica da Base Naval de Val-de-Cães.
Lancha apoio médico
Lancha apoio médicoLancha apoio médico
Lancha ação rápida
Lancha ação rápidaLancha ação rápida
Lancha de patrulhamento fluvial
Lancha de patrulhamento fluvialLancha de patrulhamento fluvial
Lancha de patrulhamento fluvial
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Lancha apoio médico
Lancha apoio médicoLancha apoio médico
Lancha patrulhamento fluvial
Lancha patrulhamento fluvialLancha patrulhamento fluvial
Depósito naval da BNVC
Depósito naval da BNVCDepósito naval da BNVC
Divisão de carpintaria
Divisão de carpintariaDivisão de carpintaria
Divisão de carpintaria
Divisão de carpintariaDivisão de carpintaria
Divisão engenharia
Divisão engenhariaDivisão engenharia
 
Infraestrutura
Hoje, a BNVC possui uma área construída de 10.000 metros quadrados, com Oficina Mecânica, de Metalurgia e Estrutura, de Carpintaria, com um Departamento Industrial, de Engenharia, de Intendência e além dos setores administrativos e custos. Restaurante de praças e oficiais com capacidade para 800 refeições por dia, Depósito Naval para fornecimento de gêneros, sobressalentes e materiais de expedientes e reparos em geral, Escola de Formação de Reservista e a disponibilização de uma agência bancária para o uso dos servidores militares e civis da Base.
O Grupamento de Patrulha Naval do Norte – GPNN, também, fica localizado no interior da BNVC, se utilizando da estrutura lá existente, dois prédios para o Comando do GPNN, além da atracação de seus navios nos dois Píers da BNVC, o maior com 150 m e calado de 10 m, o menor com 50 m e calado de 8 m. Além do GPNN, a BNVC também abriga o Serviço de Sinalização Náutica do Norte – SSNN, bem como dos seus navios.
Divisão de oficina mecânica
Divisão de oficina mecânicaDivisão de oficina mecânica
Divisão de oficina mecânica
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A Base Naval Conta também com um Centro de Defesa Ambiental (CDA), dotando a BNVC de meios para enfrentar quaisquer desastres ambientais, como vazamentos de combustível nas águas do rio.
Visão de Futuro
A BNVC conta ainda com uma grande área disponível para expansão, um novo Píer e novas oficinas, permitiriam facilmente um aumento no número de navios apoiados anualmente. Está prevista para breve a instalação nesta Base Naval de um novo Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, operando os AS-332 Super Puma ou ainda os novos EC725 “Super Cougar” dedicado para operações na calha do Rio Amazonas e de seus tributários, essa será uma oportunidade impar para o MD avaliar uma maior integração e padronização dos meios de asas rotativas da FAB e MB, isto porque está previsto que o 1°/8° Esquadrão Falcão seja um dos operadores dos mesmos aparelhos.
Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
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A Base Naval de Val-de-Cães disputa com diversas outras localidades nos estados do Maranhão, Ceará e Pernambuco a oportunidade de ser escolhida para sediar a nova Esquadra. Sua infraestrutura industrial e de atracação já existente a coloca em grande vantagem sobre as demais localidades que não dispõem nem sequer de atracadouros ou edificações.
Mas agindo contrário à escolha da base paraense trabalha a imprevisível variação dos bancos de areia na região, que se criam e se desfazem sob efeito das marés e dos regimes de chuva equatorial. Os governos das localidades em consideração, cientes do importante potencial de fomento da indústria local, gerado pela construção da Base Naval para a nova Esquadra, fazem o possível para atrair a atenção e o interesse da Marinha com propostas que vão desde a cessão de terrenos sem custos, até abrangentes programas de treinamento e de capacitação da mão de obra local. O mesmo tipo de processo ocorreu para a atração dos estaleiros que foram criados para a construção das dezenas de novos navios encomendados recentemente pela subsidiária da Petrobras, a Transpetro.
Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugiaDiivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugiaDiivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
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Diivisão de oficinas de estrutura e metarlugia
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Grua móvel
Grua móvelGrua móvel
Estoque estratégico da BNVC
Estoque estratégico da BNVCEstoque estratégico da BNVC
Escola de formação de revervistas
Escola de formação de revervistas Escola de formação de revervistas
Escola de formação de revervistas
Escola de formação de revervistas Escola de formação de revervistas
Lema da BNVC
Lema da BNVCLema da BNVC
Maquete dique seco
Maquete dique secoMaquete dique seco
 
Conclusão
Mesmo se não acabar escolhida como sede da nova Esquadra o futuro deve trazer para a BNVC muitas oportunidades de crescimento e expansão. Dentro do planejamento atual um total de 19 novos navios de patrulha, apoio logístico e de transporte fluvial deverão ser construídos para inicialmente complementar, e eventualmente, substituir os oito atuais navios do Grupamento de Navios Patrulha do Norte.
Pier da capitania dos portos
Pier da capitania dos portosPier da capitania dos portos
Refeitório da BNVC
Refeitório da BNVCRefeitório da BNVC
ssn
ssnssn
Comandante Benevides - BNVC
Comandante Benevides - BNVC Comandante Benevides - BNVC
Maquetes
MaquetesMaquetes
Sintomaticamente, Val-de-Cães se localiza justamente no meio das duas principais áreas de declarado interesse estratégico do Brasil. Por um lado fica a Amazônia Verde, e por outro, a “Amazônia Azul”. Talvez em breve o seu lema deva deixar de ser, “Aqui se garante a presença naval na Amazônia", para virar “Aqui se garante a presença naval nas duas Amazônias brasileiras”. 
Last Updated on Monday, 05 October 2009 20:38
 

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