FANG: Os Eagles da Florida Air National Guard PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Wednesday, 23 September 2009 16:24

A UNITAS de 2009 foi a primeira da História em que os EUA participaram de forma “conjunta”. Entre as unidades aéreas da USAF alocadas ao exercício naval, estava o 159º Esquadrão de Caça da Guarda Aérea Nacional da Flórida com seus F-15 Eagle. ALIDE não poderia deixar de contar a história da UNITAS Gold sem detalhar este ângulo tão importante. Nossa visita foi rápida por ter sido foi agendada um tanto em cima da hora, mas as fotos ficaram espetaculares! Confiram.

Emblema do esquadrão
Emblema do esquadrãoEmblema do esquadrão
Time da ALIDE no briefing da FLANG
Time da ALIDE no briefing da FLANGTime da ALIDE no briefing da FLANG
Time da ALIDE com o Operações do Esquadrão
Time da ALIDE com o Operações do EsquadrãoTime da ALIDE com o Operações do Esquadrão
Recebendo instruções
Recebendo instruçõesRecebendo instruções
Pilotos saindo para mais um dia de treinamento
Pilotos saindo para mais um dia de treinamentoPilotos saindo para mais um dia de treinamento

Introdução

A 125ª Ala Aérea da Florida Air National Guard, e sua unidade subordinada, o 159º Esquadrão de Caça, ficam baseada ao lado da cabeceira oeste da pista do Aeroporto Internacional de Jacksonville (IATA: IAP). Para atender seus compromissos com o NORAD (North American Aerospace Defense Command) esta unidade mantém um destacamento permanente de F-15s para a alerta de defesa aéreo do sudeste dos EUA desde a Base da Reserva de Homestead, ao sul de Miami.

O 159th Fighter Squadron foi ativado em 9 fevereiro de 1947 com apenas dezoito militares e alguns veteranos P-51 Mustang. Já em 1948, o 159º virou uma dos primeiras unidades da Air National Guard a receber os então novos caças a jato Lockheed F-80C Shooting Star. Desde então a unidade serviu na Guerra da Coréia e na Guerra do Golfo.

Linha de vôo
Linha de vôoLinha de vôo
Manutenção cuidadosa
Manutenção cuidadosaManutenção cuidadosa
Pássaro bonito em qualquer ângulo
Pássaro bonito em qualquer ânguloPássaro bonito em qualquer ângulo
Pássaro bonito em qualquer ângulo
Pássaro bonito em qualquer ânguloPássaro bonito em qualquer ângulo
Pássaro bonito em qualquer ângulo
Pássaro bonito em qualquer ânguloPássaro bonito em qualquer ângulo

Linha de vôo
Linha de vôoLinha de vôo
Taxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôoTaxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôoTaxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôoTaxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôoTaxiando para mais um vôo

A Guarda Nacional nos Estados Unidos

O conceito de Guarda Nacional tem a sua origem nos tempos da Guerra Civil americana onde cada estado financiava a sua própria milícia. Esse conceito foi trazido para os dias atuais aonde cada estado financia a sua unidade da Guarda Nacional ficando o governo encarregado somente de custos adicionais como combustível. Mas o início desta unidade de aviação militar independente da estrutura da USAF foi bastante turbulento. As National Guards dos estados americanos chegaram a montar um total de 29 unidades de observação aérea próprias no período do entre guerras, antes mesmo da separação da USAF do Exército Americano.

No pós-guerra a visão dominante na nova Força Aérea era que as guerras do futuro seriam rápidas demais para que fosse possível a mobilização das unidades da reserva em tempo hábil. Também se percebia que o aumento da complexidade das aeronaves com a chegada dos caças a jato se tornaria uma barreira intransponível para que os reservistas recém ativados pudessem ser considerados “combat capable” em tempo de serem úteis ao esforço de guerra. Literalmente abandonadas pela USAF, as Guardas Nacionais Aéreas foram relegadas a operar aeronaves obsoletas com os poucos e raros recursos que os estados tinham para dispor. A Guerra da Coréia demonstrou o quão mal preparado estavam estas unidades no final da década de 40.

Taxiando para mais um vôo
Taxiando para mais um vôoTaxiando para mais um vôo
Aguardando liberação para acionar os motores
Aguardando liberação para acionar os motoresAguardando liberação para acionar os motores
F-15 em stand-by
F-15 em stand-byF-15 em stand-by
Aguardando liberação para acionar os motores
Aguardando liberação para acionar os motoresAguardando liberação para acionar os motores
F-15 em stand-by
F-15 em stand-byF-15 em stand-by

F-15 em stand-by
F-15 em stand-byF-15 em stand-by
Membro da ALIDE recebendo o crachá
Membro da ALIDE recebendo o cracháMembro da ALIDE recebendo o crachá
Taxiando
TaxiandoTaxiando
F-15 em stand-by
F-15 em stand-byF-15 em stand-by
Em minutos este F-15 estará voando
Em minutos este F-15 estará voandoEm minutos este F-15 estará voando

Para poderem ser mobilizadas para o oriente elas tiveram que receber novas aeronaves, Para se qualificar as ANGs acabavam gastando tempo demais na conversão dos pilotos e dos mecânicos. Isto fazia com que a unidade, quando chegasse no Teatro de Operações, ainda estaria incapaz de entrar em combate. Para agravar a situação, a USAF como forma de recompletar rapidamente suas próprias unidades aéreas, começou a avançar sobre os parcos quadros de pilotos experientes das ANGs. Esta prática colidia frontalmente com os esforços das Guardas Aéreas em se reestruturar adequadamente.  Finalmente durante a década de 50 foi encontrado um modelo que permitisse que os membros da Guarda Aérea Nacional operasse aeronaves modernas e tivessem a oportunidade regular de se exercitar junto com as unidades ativas da USAF.

Em minutos este F-15 estará voando
Em minutos este F-15 estará voandoEm minutos este F-15 estará voando
Em minutos este F-15 estará voando
Em minutos este F-15 estará voandoEm minutos este F-15 estará voando
Belo pássaro
Belo pássaroBelo pássaro
Pronto para voar
Pronto para voarPronto para voar
Piloto embarcando para mais um vôo
Piloto embarcando para mais um vôoPiloto embarcando para mais um vôo

Taxiando
TaxiandoTaxiando
Taxiando com decolagem ao fundo de um 737
Taxiando com decolagem ao fundo de um 737Taxiando com decolagem ao fundo de um 737
Taxiando com decolagem ao fundo de um 737
Taxiando com decolagem ao fundo de um 737Taxiando com decolagem ao fundo de um 737
Taxiando
Taxiando Taxiando
Taxiando
Taxiando Taxiando

Taxiando
Taxiando Taxiando
Taxiando
Taxiando Taxiando
Linha de vôo
Linha de vôoLinha de vôo
Pátio do esquadrão com hangar ao fundo
Pátio do esquadrão com hangar ao fundoPátio do esquadrão com hangar ao fundo
Hangaretes
HangaretesHangaretes

A partir daí começou o processo de integração do pessoal e dos meios das ANG dentro da estrutura operacional regular da USAF. Atualmente quase todas as unidades de defesa aérea dos EUA, atividade foco do antigo Comando de Defesa Aéreo, pertencem às Air National Guards. Antes de receber seus primeiros F-15 o Esquadrão 125 usava o Lockheed F-16 ADF e antes dele, o Convair F-106 Delta Dart. Desde 1983 o 125th Fighter Squadron é responsável pela defesa aérea dos EUA a partir de Homestead Air Force Reserve Base. Nesta operação de “Quick Reaction Alert” os aviões devem estar prontos para decolar no máximo cinco minutos após ser dado o alerta. Este destacamento efetivamente protege as unidades militares localizadas do estado da Carolina do Sul até o do Alabama contra qualquer aeronave atacante.

Taxiando
Taxiando Taxiando
Taxiando
Taxiando Taxiando
Estes 2 serão os últimos com direito a Pós Combustor
Estes 2 serão os últimos com direito a Pós CombustorEstes 2 serão os últimos com direito a Pós Combustor
Taxiando
Taxiando Taxiando
O 1º a decolar
O 1º a decolarO 1º a decolar

F-15 decolando
F-15 decolandoF-15 decolando
F-15 decolando
F-15 decolandoF-15 decolando
F-15 decolando
F-15 decolandoF-15 decolando
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa

O 159th FS conta atualmente com uma dotação de 900 homens e mulheres e dezoito aeronaves F15 dos modelos A e C. Neste momento as aeronaves do modelo A estão sendo substituídas progressivamente pelas do modelo C. Até meados do fim deste ano, o esquadrão estará operando unicamente os Eagle do modelo C. O próximo destino destes F-15A/B de primeira geração será o AMARC (Aerospace Maintenance And Regeneration Center – Centro de Manutenção e Regeneração Aeroespacial, em português) na cidade de Tucson no Arizona. Este centro é informalmente chamado de "boneyard" (cemitério) onde as aeronaves que não mais são necessárias para o serviço ativo são armazenadas em diversos estágios de proteção aguardando sua desativação definitiva, ou alternativamente servir de fonte para peças de reposição ou mesmo serem vendidas para outros países ou doadas a museus.

2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
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2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa2 F-15 decolando. Uma visão maravilhosa
  

Muito perto!
Muito perto!Muito perto!
Bem perto!
Bem perto!Bem perto!
Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
 

A organização da Guarda Aérea Nacional

Nos EUA cada unidade da Guarda Aérea Nacional fica subordinada ao governo do estado a que pertence. No dia-a-dia, estas unidades, especialmente as do Army National Guard, atuam como apoio e proteção, funções semelhantes à tarefa de GLO - Garantia da Lei e da Ordem, aqui no Brasil – dentro de cada estado. Excepcionalmente, numa situação de crise ou guerra internacional, o controle das unidades é transferido ao Governo Federal para que estas unidades possam atuar de forma integrada com as unidades da ativa.

O 159th Fighter Squadron é formado por pilotos bastante experientes muitos deles ultrapassando as 3000 horas de voo. Ser um piloto da Guarda Aérea Nacional traz algumas vantagens, pois, os seus membros por estarem subordinados ao estado e não ao Departamento de Defesa não estão sujeitos as mesmas regras de transferência para outras localidades, característica que é vista como muito interessante para aqueles que já têm famílias constituídas. Essa mesma oportunidade é dada aos estudantes locais que podem, dependendo do estado, obter vantagens como ter sua educação financiada pelo governo estadual (como é no caso da Florida).

Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
Outro elemento decolando
Outro elemento decolandoOutro elemento decolando
Outro elemento decolando
Outro elemento decolandoOutro elemento decolando
Outro elemento decolando
Outro elemento decolandoOutro elemento decolando

Subindo para a área de treinamento
Subindo para a área de treinamentoSubindo para a área de treinamento
F-15 decolando solo
F-15 decolando soloF-15 decolando solo
F-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor acesoF-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor acesoF-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor acesoF-15 decolando solo com pós combustor aceso
 

Esse modelo favorece muito ao governo federal, pois assim se reduz os custos de manter mais unidades ativas, além de ser mais fácil reter pilotos mais experientes no serviço. Sendo assim é bastante comum encontrar pilotos da ativa voando em unidades da Guarda Aérea Nacional para capturar a experiência dos pilotos dessas unidades.

A Nossa Visita

Fomos instruídos para chegar cedo para que pudéssemos receber um briefing antes dos caças começarem a decolar para suas missões do período da manhã. As aeronaves aqui estavam sendo lançadas regularmente pela manhã e pela tarde, às 08h00 e às 14h00.

Do lado direito da estrada que dá acesso à base, próximo à cancela de entrada, podia-se do lado direto, uma série de aviões anteriormente usados pelo esquadrão local. Havia um F-15A, um Convair F-102 Delta Dagger, um F-106 Delta Dart e um F-80C. A equipe da ALIDE foi recebida pelo Ten Coronel Bitterman da comunicação social.

F-15 decolando solo com pós combustor aceso
F-15 decolando solo com pós combustor acesoF-15 decolando solo com pós combustor aceso
Curvando com o pós aceso
Curvando com o pós acesoCurvando com o pós aceso
Curvando com o pós aceso
Curvando com o pós acesoCurvando com o pós aceso
Curvando com o pós aceso
Curvando com o pós acesoCurvando com o pós aceso
Curvando com o pós aceso
Curvando com o pós acesoCurvando com o pós aceso

A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor
 

Chegamos bem cedo para observar o Briefing e o voo de seis aeronaves F-15. No momento de nossa visita a base vivia na expectativa da sua inspeção “Phase 2”, nessa inspeção a base tem que funcionar como se estivesse deslocada no teatro de operações. Assim sendo havia sacos de areia e bunkers temporários espalhados pela base.

Uma conversa inicial com o Lt Col Bitterman

ALIDE: O que está acontecendo no momento na base com as barreiras de areia e outras proteções?

LtCol Bitterman: No momento estamos treinando e nos preparando para a inspeção Phase#2 aonde é simulado o nosso deslocamento para o teatro de operações (Iraque). Durante a inspeção Phase#2 85 inspetores acompanham o dia a dia da base observando o comportamento e operações como se estivéssemos no teatro de operações. Todos os diferentes aspectos do dia a dia deslocados são simulados, comida, abrigo, segurança, operações aéreas, manutenção.

ALIDE: Qual a atual dotação do Esquadrão?

LtCol Bitterman: No momento temos em torno de 18 aeronaves F-15 Eagle dos modelos A e C e esperamos até o fim do verão (julho/agosto) termos todas as nossas aeronaves do modelo A substituídas pelo modelo C. Somos atualmente a última unidade da Guarda Aérea Nacional a substituir os F-15A pelo F-15C.

ALIDE: O que acontecerá com estes aviões mais antigos?

LtCol Bitterman: As aeronaves do modelo A assim que substituídas serão repassadas para o AMARC.

O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor
Outro F-15 decola solo
Outro F-15 decola solo Outro F-15 decola solo
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso

F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
Curvando em direção a área de treinamento
Curvando em direção a área de treinamentoCurvando em direção a área de treinamento
Sala de Operações com o Esquadrão sendo monitorado
Sala de Operações com o Esquadrão sendo monitorado Sala de Operações com o Esquadrão sendo monitorado
Tela de LCD com todas informaçoes dos aviões
Tela de LCD com todas informaçoes dos aviõesTela de LCD com todas informaçoes dos aviões

ALIDE: Qual é a função atual da Guarda Aérea Nacional na realidade americana?

LtCol Bitterman: Nós somos um elemento de milícia no nosso caso do estado da Flórida. Ao mesmo tempo fazemos parte da Força Aérea Americana, mas somos comandados e mantidos pelo estado da Flórida. Estamos preparados para agir sempre que necessário. Por exemplo, nós fomos acionados durante o Furacão Katrina para providenciar apoio à população.

Na sua distribuição possuímos muitos reservistas e um dos nossos maiores benefícios é que quando você faz parte da ANG, você normalmente fica no seu próprio estado e você recebe diversos benefícios do Governo Estadual para as famílias como escola e bolsas de estudo para universitários.

ALIDE: Como vocês realizam o seu processo de recrutamento de pessoal?

LtCol Bitterman: Nossos membros vem principalmente de duas categorias básicas da população: Pessoas jovens que querem continuar os seus estudos sem ter que deixar o estado, e, por outro lado veteranos recém saídos do serviço ativo. Um outro beneficio é que muitos pilotos veteranos possuem 2000 horas de vôo no F-15 e sempre recebemos oficiais "novinhos" recém qualificados para o F-15. Com isso a troca de experiências sempre acontece e os custos são reduzidos pois as aeronaves são mantidas pelo estado da Flórida e não pelo Governo Federal.

ALIDE: Existe problemas com a retenção de pessoal?

LtCol Bitterman: Não, principalmente levando em consideração os benefícios que comentei na resposta anterior.

ALIDE: Como funcionam os deslocamentos para o teatro de operações remotos como o Iraque, por exemplo?

LtCol Bitterman: Normalmente constituem em 90 dias de deslocamento e tanto aviões como equipamentos de manutenção vão com a unidade deslocada e voltam. Para Oficiais como relações publicas o deslocamento é de até seis meses.

A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor que sai das tubeiras
A imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeirasA imagem fica turva pelo calor  que sai das tubeiras
O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor

O piloto desliga o pós combustor
O piloto desliga o pós combustorO piloto desliga o pós combustor
Outro F-15 decola solo
Outro F-15 decola solo Outro F-15 decola solo
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor aceso
F-15 decolando com o pós combustor acesoF-15 decolando com o pós combustor aceso

ALIDE: Qual a proporção entre homens e mulheres dentro do esquadrão?

LtCol Bitterman: Em torno de 50/50.

ALIDE: Como a Flórida fica numa área muito sujeita a furacões, como é que o esquadrão se prepara para isso?

LtCol Bitterman: Ao primeiro aviso de furacão deslocamos imediatamente as nossas aeronaves para outras bases aéreas longe da área de risco. Em cima disso temos acordos pré-estabelecidos com outras unidades para deslocar as nossas aeronaves em caso de necessidade.

ALIDE: Qual é a experiência que o Esquadrão de Caças 149 traz para a Força Aérea?

LtCol Bitterman: Aqui nossos pilotos tem na média 2000 horas de vôo, alguns chegando até a 3000 horas. Assim, diversos pilotos dos esquadrões operacionais vem treinar conosco e como possuem normalmente bem menos horas de vôo eles acabam se beneficiando muito da experiência dos pilotos da nossa unidade. Além do fato de sermos normalmente mais baratos de operar, o que beneficia em muito o treinamento também.

ALIDE: Como é organizada infra-estrutura da Base?

LtCol Bitterman: Como unidade da Guarda Aérea Nacional possuímos uma infra-estrutura menor do que uma base aérea normal, porém somos completamente independentes e funcionais e contamos com Bombeiros, Departamento de Engenharia para obras, Hangar, operações, Comando da Base, Departamento Médico, Rancho, suprimentos, departamento logístico, paiol de armas (a base está passando por reformas no momento da nossa visita pois diversas estruturas são da década de 60 ainda).

ALIDE: O quanto frequentemente são disparados mísseis reais?

LtCol Bitterman: Como contamos com o ACMI, não existe a necessidade de dispararmos mísseis a todo o tempo e realizamos campanhas normalmente quando os mísseis estão a ponto de expirar. Acabamos com o nosso estoque de AIM-7 Sparrow quando realizamos diversos disparos dois anos atrás, por exemplo.

ALIDE: Qual a participação do esquadrão 149 nesta UNITAS?

LtCol Bitterman: Estaremos praticando treinamento de combate aéreo contra os F-18 do Porta Aviões USS Truman, e também exercitaremos a interceptação controlada pelos destróieres e cruzadores da US Navy equipados com o sistema de defesa aérea AEGIS. Além disso, estaremos realizando exercícios tanto como elementos "Blue" (amigos) quanto Red (adversários).

Após a explicação sobre as tarefas executadas na base, fomos levados a linha de vôo aonde observamos 13 aeronaves F-15 prontas para decolar. Eram uma mistura de modelos A e C e na sua maior parte estavam armadas com AMRAAM de treinamento assim como com AIM-9X e um pod ACMI contendo datalink para retransmissão de informação de voo. Segurança é uma parte importantíssima em uma base aérea e no caso desta, existem várias marcações no chão que fomos instruídos a não atravessar de nenhuma maneira, pois comprometem a segurança de voo e da base.

Orientados pelo Lt Col Bitterman, vimos o procedimento utilizado para a decolagem das aeronaves e vimos dois pilotos se dirigindo para os seus respectivos caças. Fomos então para a linha de voo aonde assistimos a todo o procedimento que levou a partida dos motores e o taxi do primeiro elemento de três aeronaves de quatro programadas. A aeronave número quatro apresentou uma pequena pane e o seu piloto prosseguiu para a aeronave reserva que decolou após todas as aeronaves programadas decolarem.

Enquanto andamos para uma posição melhor para acompanhar a decolagem das aeronaves as três aeronaves do primeiro elemento se posicionaram prontas para decolar e as duas aeronaves do Segundo elemento foram para a área de espera.

Ficamos posicionados em frente aos hangares de alerta e pudemos observar as três primeiras aeronaves decolarem com full pós-combustão no melhor estilo do F-15.

Estar no lugar certo na hora certa.

Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15
Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15
Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15
Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15Tela de LCD com timagem do HUD virtual de um dos F-15
Inimigos Azuis na tela
Inimigos Azuis na telaInimigos Azuis na tela
Curvatura
Curvatura Curvatura
Caça ao "inimigo"
Caça ao Caça ao

Alto nível de detalhamento
Alto nível de detalhamentoAlto nível de detalhamento
Alto nível de detalhamento
Alto nível de detalhamentoAlto nível de detalhamento
Pode-se selecionar qualquer um para observação individual
Pode-se selecionar qualquer um para observação individualPode-se selecionar qualquer um para observação individual
O último a decolar
O último a decolarO último a decolar
Mais um show!
Mais um show!Mais um show!

Enquanto estávamos esperando a decolagem do Segundo elemento todos nós estávamos elogiando e apreciando o F-15 e nesse meio tempo um oficial que nos acompanhava via rádio passou algumas instruções para as aeronaves do segundo elemento.

Pouco antes da decolagem do segundo elemento fomos instruídos para ficar com câmeras a postos e veio então a primeira aeronave que decolou com FULL PC e na nossa frente cabrou para leste mostrando toda a parte ventral do F-15 com a  “língua de fogo” característica do pós-queimador das turbinas GE F101 totalmente a mostra para  as nossas câmeras.

Em seguida prosseguiu a outra aeronave desse mesmo elemento que realizou a mesma manobra na nossa frente para a felicidade das nossas câmeras. Foi fantástico ver os dois F-15 manobrando para nós da ALIDE.

Não esperamos a decolagem da última aeronave e prosseguimos em um carro elétrico de volta a base. Antes de retornarmos ao pátio das aeronaves o motorista saltou do veículo para verificar a existência de FOD nas ranhuras dos pneus do nosso carrinho. Este é um procedimeto padrão para qualquer força aérea com uma bem estabelecida cultura de segurança pois a menor pedra pode causar imensos danos caso seja sugada para o interior dos motores de uma aeronave como o F-15.

Após mais algumas fotografias, nos dirigimos para a sala de operações aonde pudemos acompanhar a missão dos F-15 que haviam partido através das informações fornecidas pelo sistema ACMI. 

O Ambiente ACMI de Treinamento

FLANG_101
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FLANG_102
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FLANG_109
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Uma das formas mais modernas e eficientes de treinamento para pilotos de caça é o chamado ACMI (Air Combat Manoeuvering Information). Este sistema é muito usado no exercício Red Flag na base americana de Nellis. O casulo AIS (Airborne Instrumentation Subsystem) tem o formato do corpo e o peso um míssil AIM-9 Sidewinder é montado na ponta da asa dos caças. Este sistema transmite todas as informações sobre a sua aeronave em tempo real. As informações passadas vão desde

O posicionamento do avião, em latitude e longitude, sua velocidade, aceleração e a direção das manobras sendo executadas. Tudo é transmitido para a central, as informações normalmente exibidas no mostrador HUD (Head Up Display) do piloto, os parâmetros e o momento do disparo (simulado) de mísseis e dos tiros de canhão realizados contra alvos em terra e contra outras aeronaves. 

As informações transmitidas pelo casulo ACMI são passadas em tempo real para estações de rádio receptoras em terra e encaminhadas imediatamente para os poderosos computadores que combinam as informações de todas as aeronaves em vôo. Todas as informações são usadas para montar um “filme” com ícones 3D que é exibido num telão na sala de operações do esquadrão. A imagem sintetizada pode ser exibida sob qualquer ângulo e reprisada quantas vezes o avaliador desejar.  Todas as aeronaves, amigas ou inimigas são facilmente distinguidas pelo uso de diferentes cores para cada um.  O desempenho de cada um dos pilotos tanto o individual como o coletivo, posteriormente será ser analisado como parte de um debriefing extremamente rico e detalhado. 

A “Visão de Deus” 

As aeronaves que vimos sendo lançadas há poucos minutos estavam a caminho de um combate simulado contra F-16 sul-coreanos temporariamente baseados 400 quilômetros ao norte de nós na Base Aérea Shaw, na Carolina do Sul. Na tela os F-16 apareciam como aviões azuis, enquanto os F-15 da FANG apareciam em vermelho. A única aeronave “laranja” visível no mapa digital não estava participando do exercício.

 Conclusão.

 A distância de qualidade e de capacitação verificada entre as unidades da USAF e da Air National Guards, dos diversos estados americanos se torna, cada ano mais indistinguível. Em breve chegaremos ao ponto em que será muito difícil separá-las. 

No momento em que o Brasil se encontra debruçado reexaminado profundamente suas próprias estruturas militares, talvez seja conveniente compreender bem as vantagens e os riscos embutidos numa estrutura de poder e, principalmente, com financiamento compartilhado como esta. Se o modelo nos servirá (no seu todo ou em parte) ou, se não de aplica de forma alguma, isso é outra questão. 

 

Last Updated on Monday, 05 October 2009 10:09
 

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