USS Makin Island: O último, será o primeiro PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Friday, 25 September 2009 15:16

 

USS Makin Island - O último será o primeiro 

Em sua viagem inaugural, desde o Golfo do México , onde foi construído, para San Diego no Pacífico onde ficará baseado, o LHD,  ou “Navio de Assalto Anfíbio Multipropósito com Convés Corrido”, USS Makin Island passou alguns dias pelo porto do Rio para permitir um breve descanso para sua tripulação. Alide foi convidada a conhecer esse gigante dos mares que, dependendo da vontade do governo americano poderia, mesmo, vir a ser o substituto do NAe São Paulo dentro da Marinha do Brasil.

Introdução

Os LHDs da US Navy existem para nuclear os Expeditionary Strike Groups americanos. Sua função mestra é o de transportar caros de combate, caminhões e tropas da portos amigos até a frente de batalha. Sua tarefa é complementado por outros navios também especializados como os LSDs e os novos LPDs  da classe San Antonio, recentemente descritos por ALIDE.

Vista da proa
Vista da proaVista da proa
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
vista diantera do convoo
vista diantera do convoovista diantera do convoo

Comandante apresenta navio aos visitantes
Comandante apresenta navio aos visitantesComandante apresenta navio aos visitantes
Vista da ilha
Vista da ilhaVista da ilha
Detalhe da ilha
Detalhe da ilhaDetalhe da ilha
Detalhe da ilha
Detalhe da ilhaDetalhe da ilha
Detalhe da ilha
Detalhe da ilhaDetalhe da ilha
 

O LHD-8 Makin Island foi o último navio da classe Wasp a ser completado pelo estaleiro Ingalls pertencente à corporação Northrop, em Pascagoula, no estado americano do Missouri. No entanto, as circunstâncias fizeram com que este navio acabou se transformando numa classe em si. A planta de  propulsão a vapor, usada nos demais navios da sua classe foi substituída por um novo sistema que em cada uma dos dois compartimentos de máquinas combina uma turbinas GE LM2500+ com um imenso motor elétrico que. Estes dois motores, alternadamente, são capazes de girar cada um dos dois eixos do navio. Segundo o comandante do navio, Cdr Bob Kopas, “O motor elétrico usado no Makin Island é de um modelo que já foi usado em outros navios de emprego civil anteriormente”. Esta tecnologia sendo uma grande novidade entre os navios da conservadora US Navy".

Chamine com design steath
Chamine com design steathChamine com design steath
Chamine com design steath
Chamine com design steathChamine com design steath
Vista a ré do convoo
Vista a ré do convooVista a ré do convoo
Vista a ré do convoo
Vista a ré do convooVista a ré do convoo
Sistema automatizado do navegação
Sistema automatizado do navegaçãoSistema automatizado do navegação

 

Sistema automatizado de controle de máquina
Sistema automatizado de controle de máquinaSistema automatizado de controle de máquina
CHEOP do Makin Island
CHEOP do Makin IslandCHEOP do Makin Island
Vista do compartimento da doca
Vista do compartimento da docaVista do compartimento da doca
Doca com uma EDCG
Doca com uma  EDCGDoca com uma  EDCG
Compartimento de controle de operações da doca
Compartimento de controle de operações da docaCompartimento de controle de operações da doca

 

Preparando a primeira viagem

Antes de sua partida de Pascagoula, o navio e sua tripulação foram certificados pela US Navy como capacitados a fazer a viagem de um oceano ao outro, navegando pela Passagem de Drake em completa segurança. Outro procedimento realizado antes da viagem foi o “de-perming”. Cabos elétricos grossos foram passados por todo o casco no navio e eletrizados. Isso gera um campo magnético que “apaga” a assinatura característica da região onde o navio fois construído, no caso a região ao redor de Pascagoula. Depois disso, o sinal magnético do navio passa a ser “genérico” e não mais poderá ser usado por inimigos para fazer uma identificação positiva dele. O Makin Island fez paradas intermediárias  porque eles ainda não estão certificados para executar reabastecimentos no mar (TOM). O navio partiu de tanque cheio, com 800.000 galões de combustível (3.200.000 litros!). Na chegada ao Rio havia mais de 200 tripulantes no convôo.  Para essa viagem a tripulação está quase que completa, com 1085 militares e 15 especialistas civis ligados aos fabricantes do navio e de sistemas  embarcados. Com um sorriso o comandante disse que “A nossa tripulação adorou o Rio, pois nada menos que 971 deles contrataram passeios turísticos  para conhecer a Cidade Maravilhosa”. Só estes passeisos lhes custaram cerca de US$74.000,00.

Compartimento de veículos com rampa de acesso ao convés inferior
Compartimento de veículos com rampa de acesso ao convés inferiorCompartimento de veículos com rampa de acesso ao convés inferior
Escudo do navio pintado no hangar
Escudo do navio pintado no hangarEscudo do navio pintado no hangar
Elevador de carga localizado no hangar
Elevador de carga localizado no hangarElevador de carga localizado no hangar
Teto do hangar decorado para evento
Teto do hangar decorado para eventoTeto do hangar decorado para evento
Trator para movimentação de carga e container
Trator para movimentação de carga e containerTrator para movimentação de carga e container

 

No boné do CHEOP o orgulho de compôr a primeira tripulação do navio
No boné do CHEOP o orgulho de compôr a primeira tripulação do navioNo boné do CHEOP o orgulho de compôr a primeira tripulação do navio
Sala de descanso para pessoal de convoo
Sala de descanso para pessoal de convooSala de descanso para pessoal de convoo
Esquemático do convés. Em amarelo os camarotes
Esquemático do convés. Em amarelo  os camarotesEsquemático do convés. Em amarelo  os camarotes
Porta do elevador de emergência entre o hospital e o convoo
Porta do elevador de emergência entre o hospital e o convooPorta do elevador de emergência entre o hospital e o convoo
Oficial médico descreve fucionamento do hospital
Oficial médico descreve fucionamento do hospitalOficial médico descreve fucionamento do hospital

 

Aproveitando sua parada pelo Rio, o navio foi visitado por grupos de engenheiros da MB , recebendo, também, os almirantes Matias, do CON; e Puntel, do 1o. Distrito Naval.

Como esta é a primeira tripulação eles tem o direito de bordar o termo “plankowner” nos seus bonés para marcar com orgulho este fato.

A sala de triagem pode virar uma segunda sala de cirurgia
A sala de triagem pode virar uma segunda sala de cirurgiaA sala de triagem pode virar uma segunda sala de cirurgia
Compartiemnto radiológico
Compartiemnto radiológicoCompartiemnto radiológico
Equipamento de R-X
Equipamento de  R-XEquipamento de  R-X
Sistema de análise clinica
Sistema de análise clinicaSistema de análise clinica
Sala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principalSala de cirurgia principal

Sala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principalSala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principalSala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principal
Sala de cirurgia principalSala de cirurgia principal
UTI
UTIUTI
Enfermaria
EnfermariaEnfermaria
 

Construindo um novo navio

O Cdr Kopas se mudou para Pascagoula em 2005 para acompanhar a montagem final do seu futuro navio. Ele inclusive já estava lá quando o furacão Katrina devastou toda aquela região, inundando o estaleiro com mais de dois metros de água. Embora os navios em si não tenham sido afetados, todas as instalações eletricas subterrâneas foram comprometidas, causando grandes atrasos. Muitos dos técnicos altamente treinados em construção naval militar foram demitidos imediatamente após a tempestade, para  poder reduzir os custos do estaleiro. Mas esta estratégia aparentemente não deu certo, porque muitos destes profissionais acabaram optando por se relocar junto com suas famílias para outras cidades e outros estados onde houvesse empregos. Quando chegou a hora do estaleiro contratá-los de volta, muitos deles já não mais moravam na região, causando mais atrasos no cronograma e aumentos de custo para o programa.

Enfermaria
EnfermariaEnfermaria
Observação
ObservaçãoObservação
Sala de musculação para tripulção e tropa
Sala de musculação para tripulção e tropaSala de musculação para tripulção e tropa
Sala de musculação para tripulção e tropa
Sala de musculação para tripulção e tropaSala de musculação para tripulção e tropa
Sala de musculação para tripulção e tropa
Sala de musculação para tripulção e tropaSala de musculação para tripulção e tropa

Sala de máquinas: motor eletrico (esq) turbina a gás (dir)
Sala de máquinas: motor eletrico (esq) turbina a gás (dir)Sala de máquinas: motor eletrico (esq) turbina a gás (dir)
Sala de máquinas: motor eletrico
Sala de máquinas: motor eletrico Sala de máquinas: motor eletrico
Eixo que conecta mort eletrico a caixa de transmissão
Eixo que conecta mort eletrico a caixa de transmissãoEixo que conecta mort eletrico a caixa de transmissão
Caixa de transmissão
Caixa de transmissãoCaixa de transmissão
Caixa de transmissão
Caixa de transmissãoCaixa de transmissão
  

Recheado de tecnologia de ponta

O navio foi contruído em cinco módulos, quatro do casco e um da ilha. Cada um  destes módulos foi contruído em um estaleiro com todos os seus sistemas internos e tubulações pré-instaladas nesta fase. Todos os pedaços foram transportados em balsas até o Estaleiro Ingals e colocados dentro de um dique seco para serem soldados e ter seus sistemas embutidos conectados aos dos demais blocos.

As paredes internas do passadiço são pintado de azul para reduzir os reflexos nas operações em dias muito claros, como acontece frequentemente na região do Golfo Pérsico. Ainda existe uma mesa de cartas náuticas para uso do pessoal do passadiço, isso porque os navios da US Navy atualmente usam dois sistemas incompatíveis de cartas eletrônicas. Enquanto isso não for padronizado, as cartas de papel seguirão sendo usadas. O sistema de carta digital instalado no Makin Island ainda não encontrava certificado na data de nossa visita. O navio pode normalmente transportar sistemas móveis de de tratamento de água, os Portable Water Electrolitic Disinfectant System, que são desembarcados via LCACS, EDCGs ou mesmo por helicópteros para apoiar a tropa.

Sistema de controle digital da casa de máquina
Sistema de controle digital da casa de máquinaSistema de controle digital da casa de máquina
Novo sistema de máquina deixa espaço na sala
Novo sistema de máquina deixa espaço na sala Novo sistema de máquina deixa espaço na sala
Novo sistema de máquina deixa espaço na sala
Novo sistema de máquina deixa espaço na sala Novo sistema de máquina deixa espaço na sala
Sistema de purificação de água
Sistema de purificação de águaSistema de purificação de água
Rack de sistema eletrico
Rack de sistema eletricoRack de sistema eletrico

Comandante descreve a propulsão
Comandante descreve a propulsãoComandante descreve a propulsão
Quadro de Oficiais e Subs
Quadro de Oficiais e SubsQuadro de Oficiais e Subs
Sino do ex- LHA Tarawa
Sino do ex- LHA TarawaSino do ex- LHA Tarawa
Homenagem ao Segundo Batalhão de RAIDERS do USNC
Homenagem ao Segundo Batalhão de RAIDERS do USNCHomenagem ao Segundo Batalhão de RAIDERS do USNC
 

Como não existe mais a planta de vapor novas soluções tiveram que ser criadas para prover o aquecimento e a produção de água potável como ocorria nos primeiros navios desta classe. O  sistema de tratamento de água permanente do navio é totalmente automático colocando sozinho o cloro, e em seguida testando o resultado para saber se o tratamento eliminou as bactérias. Se a água não estiver potável nesse teste, automaticamente a máquina descarta a água condenada e recomeça o tratamento em uma nova amostra de água. Várias outras alterações foram desenvolvidas exclusivamente para o LHD-8, entre elas o sistema de combate a incêndio por névoa (Watermist Fire Suppression Systems) um sistema de controle digital do compartimento de máquinas integrado aos sistemas de combate a avarias usando fibras óticas. No mastro foi colocado um novo radar de busca Sperry Marine SPQ-9B (Anti-ship Missile Defense - ASMD) e o navio recebeu ainda o sistema de combinação de dados de navios individuais numa unica imagem consolidada do quadro tatico. Combinando os dados de todas as fontes disponíveis e, imediatamente compartilhando isso em tempo real para todos os navios do grupo tarefa, a defesa contra mísseis antinavio fica muito melhor e mais poderosaq. Este sistema foi desenvolvido pela Raytheon e é conhecido como Capacidade de Engajamento Cooperativo (em inglês Cooperative Engagement Capability - CEC).

O Makin Island recebeu muitas das tecnologias que foram desenvolvidas para a futura classe de navios anfíbios sem doca da US Navy, os LHA (R), recentemente batizados de classe América, em razão do nome dado ao primeiro navio desta classe.

 

Last Updated on Sunday, 04 October 2009 15:38
 

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