Cavour: o mais novo navio-aeródromo europeu PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Monday, 03 May 2010 00:00

 

 

 

Neste ano a Marinha do Brasil e a Marinha Militar da Itália, realizaram pela primeira vez conjuntamente a "Missão Garça Branca" [White Crane], uma operação humanitária de grande porte em apoio aos flagelados do terremoto ocorrido no Haiti.

Atendendo ao convite do Ministério da Defesa Italiana o Brasil embarcou no navio aeródromo Cavour dois helicópteros e médicos. Os helicópteros brasileiros enviados nesta missão foram um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo, além de duas equipes do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da forca aéreo naval, uma equipe médica, da Esquadra Brasileira, especializada em Evacuação Aeromédica (EVAM). O contingente brasileiro somava um total de 15 oficiais, 44 praças além de cerca de 2,2 toneladas de carga. A Operação Garça Branca foi primeira missão real do Cavour, curiosamente uma missão de natureza humanitária.

O Cavour se aproxima do cais no porto de Fortaleza
O Cavour se aproxima do cais no porto de FortalezaO Cavour se aproxima do cais no porto de Fortaleza
Oficial da MB diante de SeaKing italiano
Oficial da MB diante de SeaKing italianoOficial da MB diante de SeaKing italiano
SH-3 SeaKings italianos
SH-3 SeaKings italianosSH-3 SeaKings italianos
Detalha da câmara hiperbárica conteinerizada
Detalha da câmara hiperbárica conteinerizadaDetalha da câmara hiperbárica conteinerizada
Exterior do container da câmara hiperbárica móvel
Exterior do container da câmara hiperbárica móvelExterior do container da câmara hiperbárica móvel

Veículos de engenharia italianos transportados na proa do navio
Veículos de engenharia italianos transportados na proa do navioVeículos de engenharia italianos transportados na proa do navio
Ilha do Cavour
Ilha do CavourIlha do Cavour
Painel da câmara hiperbárica móvel
Painel da câmara hiperbárica móvelPainel da câmara hiperbárica móvel
A descida da rampa atrasou o carregamento em 50 min
A descida da rampa atrasou o carregamento em 50 minA descida da rampa atrasou o carregamento em 50 min
Rebocadores guiam o gigante em direção ao pier
Rebocadores guiam o gigante em direção ao pierRebocadores guiam o gigante em direção ao pier
 

Setenta e quatro brasileiros, sendo 63 Militares da Marinha do Brasil, 11 civis voluntários, indicados pelo Ministério da Saúde.

O Hospital do Cavour tem uma alta capacidade de atendimento médico. Sua estrutura conta com duas salas de cirurgia, 12 vagas de UTI, 40 leitos esterilizados, 100 leitos para casos onde não houver necessidade de uso de oxigênio, um aparelho de radiografia e tomografia.

Estes detalhes foram fornecidos durante uma entrevista coletiva das duas marinhas que ocorreu na cidade de Fortaleza. Para o Almirante Aloysio, Subchefe de operações do Comando de Operações Navais, esta foi uma importante oportunidade de união da Marinha do Brasil com a Marinha Militar da Itália em solidariedade ao Haiti. A triagem de atendimento a bordo foi designado pelas equipes que realizavam o atendimento inicial em terra. A previsão mínima era de um mês no Haiti. Ao final, a missão “Garça Branca” só terminou no dia 14 de Abril, com o retorno do porta-avião Cavour para Civitavecchia. Comandado pelo capitão Gianluigi Reversi, ele ficou dois meses no Haiti fornecendo toda ajuda necessária possivel ao povo local.

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A ilha do Cavour tem design claramente stealth
A ilha do Cavour tem design claramente stealthA ilha do Cavour tem design claramente stealth
O elevador de boreste do NAe tem também finalidade de rampa para veículos
O elevador de boreste do NAe tem também finalidade de rampa para veículosO elevador de boreste do NAe tem também finalidade de rampa para veículos
Mastro de ré
Mastro de réMastro de ré
A lateral da proa
A lateral da proaA lateral da proa
A escada do portaló retrai para reduzir o eco radar
A escada do portaló retrai para reduzir o eco radarA escada do portaló retrai para reduzir o eco radar

A Marina Militare

A Marinha Militar Italiana, originalmente conhecida como Regia Marina, foi fundada em 17 de março de 1861, após a proclamação do reino da Itália. Após o final da Segunda Guerra Mundial, através de um referendo popular, a monarquia italiana foi abolida em 2 de junho de 1946 e a marinha italiana recebeu finalmente seu nome atual.

As marinhas dos diversos estados que formaram a Itália moderna tem uma longa tradição e ininterrupta de navegar e combater no Mediterrâneo e nos seus mares desde a época do Renascimento. As frotas de Veneza e Gênova contestaram com bastante sucesso o poder naval turco no durante muito tempo.

Pioneiros com os navios aeródromos

Os italianos no início do século XX já dispunham de uma das mais avançadas indústrias navais do planeta. Não sendo de se estranhar que dela viesse um dos primeiros modelos de porta-aviões operacionais do mundo. Os estaleiros italianos construiram para a Regia Marina, em 1923 com o nome de Giuseppe Miraglia. Tendo sua conversão em porta-aviões finalizada em 1927, o Giuseppe Miraglia participou de diversos conflitos como a Segunda Guerra Italo-Etíope, Guerra Civil Espanhola, e na Batalha de Taranto, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo, finalmente, sucateado em 1950.

Lateral de boreste
Lateral de boresteLateral de boreste
Popa do Cavour com duas lanchas
Popa do Cavour com duas lanchasPopa do Cavour com duas lanchas
Veículos camuflados são bem visiveis contra o cinza do navio
Veículos camuflados são bem visiveis contra o cinza do navioVeículos camuflados são bem visiveis contra o cinza do navio
A ilha
A ilhaA ilha
Guindaste diante das entradas de ar das turbinas do navio
Guindaste diante das entradas de ar das turbinas do navioGuindaste diante das entradas de ar das turbinas do navio
 

Radar aéreo na ré da ilha
Radar aéreo na ré da ilhaRadar aéreo na ré da ilha
Lanchas
Lanchas Lanchas
Detalhe da lancha
Detalhe da lanchaDetalhe da lancha
Janelas do passadiço tem uma coloração laranja
Janelas do passadiço tem uma coloração laranjaJanelas do passadiço tem uma coloração laranja
A popa do Cavour
A popa do CavourA popa do Cavour
 

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha Italiana teve ainda outros dois porta-aviões chamados Aquila e Sparviero. O porta-aviões Aquila teve o início de sua produção em 1941, porém, após a assinatura de um tratado armistício entre a Itália e os aliados, esta obra foi paralisada e, em 1953, foi sucateado. O porta-aviões Sparviero, originalmente, seria um navio de passageiros, o MV Augustus, mas, em 1942, ainda no meio de sua construção, foi iniciado, no estaleiro Ansaldo, em Gênova, o programa de sua reconversão em navio aeródromo. O Sparviero jamais chegou a ser entregue em definitivo à marinha italiana, os alemães afundaram o seu casco incompleto na entrada do porto de Gênova visando bloquar o acesso dos aliados. Apenas em 1946 o casco foi recuperado e o navio acabou sendo apropriadamente sucateado.

A Itália tinha uma marinha que, antes de 1939, era conhecida como a quarta maior potência naval no mundo, foi totalmente devastada pela guerra, tendo que iniciar um grande processo de reconstrução. Toda sua estrutura militar, bases e portos, ficou totalmente inoperante, muitos terminando o conflito minados, inclusive, com alguns navios propositadamente afundados bloqueando suas entradas e saídas. Entre o grande número de navios que, em estado precário, sobreviveram a guerra, os italianos ainda possuíam o sonho de operar dois porta-aviões: os herdeiros do Aquila e do Sparviero.

Cavour quase atracado
Cavour quase atracadoCavour quase atracado
Cavour quase atracado
Cavour quase atracadoCavour quase atracado
Janelas do passadiço
Janelas do passadiçoJanelas do passadiço
Entradas de ar das turbinas da propulsão
Entradas de ar das turbinas da propulsãoEntradas de ar das turbinas da propulsão
Ré da Ilha
Ré da IlhaRé da Ilha
 

Detalhe da ré da ilha
Detalhe da ré da ilhaDetalhe da ré da ilha
Detalhe da frente da ilha
Detalhe da frente da ilha Detalhe da frente da ilha
Ponto de reabastecimento reparem nos DOIS sinos
Ponto de reabastecimento reparem nos DOIS sinosPonto de reabastecimento reparem nos DOIS sinos
Rampa/elevador retraída
Rampa/elevador retraídaRampa/elevador retraída
Outra rampa para veículos
Outra rampa para veículosOutra rampa para veículos

Após a assinatura do Tratado de Paz, a nova marinha italiana teve que conviver ainda com muitas restrições de natureza militar, dentre elas a proibição à compra ou à construção de porta-aviões e submarinos, sendo também obrigada a ceder seus poucos navios em bom estado aos aliados a título de reparação.

De volta aos navios-aeródromos

O profundo realinhamento politico ocorrido nos cinco anos após o fim da guerra na Europa, a "Guerra Fria" mudou tudo no cenário futuro da Marina Militare. A Itália se tornou um dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 4 de abril de 1949, e, após isso a Guerra Fria sua principal missão foi a de manter o controle do mar Adriático e do estreito de Otranto para defesa das rotas marítimas naquela região.

Em março de 1981, o estaleiro Fincantieri, famoso por construir enormes transatlânticos e navios de guerra, iniciou a construção do porta-aviões Giuseppe Garibaldi (551). O mesmo entrou em serviço em 1985 e continua até os dias de hoje operando junto com o novíssimo Cavour (550). O Giuseppe Garibaldi participou de missões e treinamentos da OTAN assim como de manobras de guerra com a marinha francesa, em 2009, e já operou no mar de Oman no Oriente Médio.

Hoje a marinha italiana é composta por 35.200 militares (2008), tendo em sua frota 85 navios e 123 aviões em serviço. A Marina Militare é considerada uma marinha moderna, sendo composta por vários tipos distintos de navios modernos.

2  porta-aviões

4 destróiers

12 fragatas

6 submarinos

8 corvetas

14 navios de patrulha

3 docas de atracagem

15 auxiliares

Balsas de segurança e rampa de veículos
Balsas de segurança e rampa de veículosBalsas de segurança e rampa de veículos
Atracando
AtracandoAtracando
Atracando
AtracandoAtracando
Radar de Longo Alcance 3D RAN-40L
Radar de Longo Alcance 3D RAN-40LRadar de Longo Alcance 3D RAN-40L
Radar de Longo Alcance 3D RAN-40L
Radar de Longo Alcance 3D RAN-40LRadar de Longo Alcance 3D RAN-40L

Antena de MAGE
Antena de MAGEAntena de MAGE
Popa
PopaPopa
Oficiais e praças observam a atracação
Oficiais e praças observam a atracaçãoOficiais e praças observam a atracação
Popa
PopaPopa
550 é o número do Cavour na Marinha Italiana
550 é o número do Cavour na Marinha Italiana550 é o número do Cavour na Marinha Italiana
 

Oficiais e praças observam a atracação
Oficiais e praças observam a atracaçãoOficiais e praças observam a atracação
Na popa fica o radar de controle de tiro RTN-25X
Na popa fica o radar de controle de tiro RTN-25XNa popa fica o radar de controle de tiro RTN-25X
Detalhe do passadiço
Detalhe do passadiçoDetalhe do passadiço
Domo do radar EMPAR
Domo do radar EMPARDomo do radar EMPAR
Mastro de comunicação
Mastro de comunicaçãoMastro de comunicação
 

Prestes a baixar a rampa de veículos
Prestes a baixar a rampa de veículosPrestes a baixar a rampa de veículos
Face traseira da ilha
Face traseira da ilhaFace traseira da ilha
Detalhe do mastro trazeiro
Detalhe do mastro trazeiroDetalhe do mastro trazeiro
Toda a atenção no processo de atracação
Toda a atenção no processo de atracaçãoToda a atenção no processo de atracação
Mastro de ré
Mastro de réMastro de ré

A propulsão do CVH-551 usa duas turbinas FIAT (COGAG), podendo atingir uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h) e uma velocidade de cruzeiro de 20 nós (37 km/h). Seus armamentos são dois lançadores triplos de torpedos ILAS 3, e sua defesa aérea é responsabillidade de quatro lançadores SYLVER com 8 Células cada, disparando modernos mísseis Aster 15 de guiagem ativa (ARH).  O navio conta também com três canhões anti-misseis de curto alcance 40L70 DARDO CIWS, vinte lançadores para chaffs, decoys, flares e  jammers. Na popa fica um sistema ativo despistador de torpedos SLQ-25 NIXIE, além de um sistema  SLAT anti-torpedos e um moderno equipamento ECM. Sua ala aérea embarcada consiste em, no máximo, 16 aviões de decolagem vertical AV-8B Harrier II ou 18 helicópteros Sikorski/Agusta SH-3 Sea King ou uma outra mistura desses dois modelos de aeronaves.

O Projeto Cavour (550)

Em processo de evolução, o maior navio da frota italiana é o moderno porta-aviões Cavour. Inicialmente, era para ser chamado de Luigi Einaudi, sendo, em seguida, nomeado Almirante Andrea Doria para, posteriormente, receber seu nome atual: Cavour. A construção teve início em 17 de julho de 2001 e foi feita em duas partes separadas: a proa e a popa, que uma vez prontas, foram unidas.

Antenas
AntenasAntenas
Domo EMPAR do mastro principal
Domo EMPAR do mastro principalDomo EMPAR do mastro principal
Ilha
IlhaIlha
Janelas na popa
Janelas na popaJanelas na popa
Curiosidade sobre a capital cearense
Curiosidade sobre a capital cearenseCuriosidade sobre a capital cearense
 

550
550550
Detalhe da face inferior rampa/elevador
Detalhe da face inferior rampa/elevadorDetalhe da face inferior rampa/elevador
Reparo automático de canhão Otomelara KBA 25 mm/80
Reparo automático de canhão Otomelara KBA 25 mm/80Reparo automático de canhão Otomelara KBA 25 mm/80
Portaló estendido
Portaló estendidoPortaló estendido
No cento da imagem o sistema de transporte de cargas entre navios
No cento da imagem o sistema de transporte de cargas entre naviosNo cento da imagem o sistema de transporte de cargas entre navios
 

O Cavour foi lançado ao mar pelo estaleiro Riva Trigoso em 20 de Julho de 2004 e seus testes de mar ocorreram em dezembro de 2006. Ele foi comissionado em 27 de março de 2008, alcançando a sua capacidade plena operacional na Marina Militare em 10 de junho de 2009.

O projeto tem capacidade para receber nos seus mais de 2,500 m² de espaço interior e externo, aeronaves e veículos  (24 carros de combate ou veículos blindados 50 Dardo IFV, mais de cem veículos leves Iveco LMV). O navio desloca 27.000 toneladas, medindo 244m de comprimento e apresentando  um hangar de 134 metros de comprimento. As rampas de acesso nas laterais e na popa permitem o embarque de veículos de até 70 toneladas. Podendo operar normalmente como LPH (Landing Platform Helicopter) quabdo os AV8B não são embarcados.  A proeminente rampa na proa foi projetada para pelhorar o desempenho de decolagem dos aviões do tipo STOVL (de decolagem curta e pouso vertical) e, no futuro, permitirá a operação de 24 caças Lockheed F-35B Lightning II, além dos  helicópteros AW-101 e de um contingente de 325 fuzileiros navais.

Veículos no convôo
Veículos no convôoVeículos no convôo
Dois guindastes auxiliam as atividades logísticas
Dois guindastes auxiliam as atividades logísticasDois guindastes auxiliam as atividades logísticas
Janelas do passadiço vistas de baixo
Janelas do passadiço vistas de baixoJanelas do passadiço vistas de baixo
Almirante Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, fala à imprensa
Almirante Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, fala à imprensaAlmirante Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, fala à imprensa
Características do hangar do Cavour
Características do hangar do CavourCaracterísticas do hangar do Cavour
 

Detalhamento do hospital embarcado do Cavour
Detalhamento do hospital embarcado do CavourDetalhamento do hospital embarcado do Cavour
Descrição do pessoal italiano
Descrição do pessoal italianoDescrição do pessoal italiano
Almte Aloysio do CON explica a parceria Brasil Itália
Almte Aloysio do CON explica a parceria Brasil ItáliaAlmte Aloysio do CON explica a parceria Brasil Itália
Press conference
Press conferencePress conference
Press conference
Press conferencePress conference

O requisito operacional para responder ao interesse da marinha italiana é ser um instrumento de comando e controle naval dando alta capacidade de controle de operações conjuntas e multinacionais. O Cavour é caracterizado por ser capaz de cumprir várias tarefas num amplo espectro de operações de defesa.

 após o terremoto haitiano de janeiro de 2010. Aqui ele transporta apenas um destacamento 4 helicópteros SH-3D e 2 EH-101 italianos.

O Cavour tem 244 metros de comprimento, e um deslocamento carregado de 30000 toneladas, que são colocadas em movimento pela tradicional turbina de gás General Electric LM-2500. Estas turbinas são produzidas em conjunto com uma empresa italiana FiatAvio em Turim. Quatro delas estão montadas no Cavour, gera 88000 shp de força movimentando 2 hélices, que são capazes de levar o Cavour a uma velocidade  máxima de 28 nós, cerca de 54Km/h. O navio tem ainda seis geradores auxiliares a diesel Wartsila 12V200, que produzem 2200KW cada.

Press conference
Press conferencePress conference
Press conference
Press conferencePress conference
Hangar totalmente ocupado por veículos
Hangar totalmente ocupado por veículosHangar totalmente ocupado por veículos
Escavadeira da unidade de engenharia italiana
Escavadeira da unidade de engenharia italianaEscavadeira da unidade de engenharia italiana
Caminhão guindaste militar no hangar
Caminhão guindaste militar no hangarCaminhão guindaste militar no hangar
 

Veículos dentro do hangar
Veículos dentro do hangarVeículos dentro do hangar
Contingente brasileiro formado
Contingente brasileiro formadoContingente brasileiro formado
Contingente brasileiro formado
Contingente brasileiro formadoContingente brasileiro formado
Médicos e enfermeiros civis brasileiros
Médicos e enfermeiros civis brasileirosMédicos e enfermeiros civis brasileiros
Contingente médico militar brasileiro
Contingente médico militar brasileiroContingente médico militar brasileiro

Seu sistema de sensores é composto pelo potente radar tridimensional RAN-40L da Finmeccanica cujo alcance é de 400 Km, e com capacidade de monitorar 500 alvos, simultaneamente, além de uma elevada capacidade de controlar interferências eletrônicas (ECM). Para controle de fogo é utilizado um radar de Selex SPY-790 EMPAR, com um alcance  de 100 Km operando na banda C, e o radar de busca RAN-30X/I que tem como característica principal a eficiência contra misses antinavio com o antinavios ta-se do sistema Oto Melara / Selex SCLAR-H que lança as iscas em forma de foguetes de 105 a 108 mm.

O armamento do Cavour é relativamente pesado, do que normalmente  se encontram nos porta aviões. O Cavour tem um bom equipamento para se defender sozinho, contra ataques aéreos  o que o diferencial dos demais porta aviões, que costumam precisar de aviões no meio de sua defesa principal. Existem 4 lançadores verticais Sylver A-43 para os 8 misses Aster 15 cada, que é capazes de destruir alvos a 30 Km de distancia, ao todo são transportados 32 mísseis. Este tipo de ,míssil éusado nos destróieres da classe Andrea Doria e serão empregados nas novas fragatas multifunção européias FREMM.

Em termos de armamento de tubo, há dois canhões Oto Melara 76/62 de76 mm capaz de disparar 120 tiros por minuto, granadas que podem atingir 8 de 18 Km de distancia, dependendo do tipo da granada. E há 3 canhões antiaéreos Oerlikon de 25 mm.

Guindaste militar italiano
Guindaste militar italianoGuindaste militar italiano
Conteineres de material militar de engenharia
Conteineres de material militar de engenhariaConteineres de material militar de engenharia
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O Cavour é um moderno navio, que tem sua flexibilidade em transportar veículos blindados e tropas, além de sua ala aéreo o colocando em vantagem quando em missões de apoio a desembarque anfíbio.

Ficha técnica

Tipo: Porta aviões
Tripulação: 1300 (incluindo o pessoal da ala aérea e tropas de fuzileiros embarcados)
Comprimento: 244 m.
Calado: 8.7 m
Boca: 39 m

Deslocamento: 30000 toneladas cheio
Elevadores: 1 central e 1 lateral.
Propulsão: 4 turbinas a gás General Electric/ FiatAvio LM-2500 que produzem 88 Mw e geram 88000 Hp de força.

Velocidade máxima: 54 km/h
Autonomia: 14000 km.

Sensores: Radar Finmeccanica RAN-40L tridimensional com 400 km de alcance; Radar de controle de fogo Selex Spy-790 EMPAR com 100 km de alcance; radar de busca RAN-30X/I.

Armamento: 4 lançadores verticais Sylver A-43 para mísseis antiaéreo Aster-15 com 8 células cada (32 mísseis); 2 canhões Oto Melara 76/62 Rapid Gun; 3 canhões leves antiaéreos Oerlikon 25 de 25mm.


Aviação: Entre 8 e 12 jatos de combate AV-8B Harrier+ ou F-35B Lightining II; 8 a 12 Helicópteros multifunção AgustaWestland AW-101.

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Os helicópteros AW(EH)-101 e o SH-3 Sea King

Um esforço conjunto da Westland Helicopters no Reino Unido com a Agusta na Itália, o helicóptero AgustaWestland AW101 foi desenvolvido para aplicações militares e também para ser utilizado no mercado civil. Este programa se iniciou em 1977, quando o Ministério da Defesa do Reino Unido, expediu uma requisição para compra de um novo helicóptero (ASW) de guerra antisubmarina, para substituir os veteranos Westland Sea Kings da Royal Navy. Enquanto isso, a marinha italiana também estava procurando substituto para os seus próprios Sea Kings.Com três motores o EH-101

O Sikorsky Sea King que o antecedeu é um helicóptero médio que pode realizar missões de transporte, salvamento e resgate, guerra anti-submarina ou anti-superfície. A designação SH-3 se refere especificamente à versão naval, função que esteve presente desde o seu inicio no projeto.

Diversos helicópteros, dos dois modelos, geralmente são transportados a bordo do porta-aviões Cavour. Porém, excepcionalmente, nesta viagem ao Haiti eles ficaram em casa abrindo espaço para que fossem transportados veículos e containers da unidade de engenharia do Exército Italiano no hangar e no convôo do navio. 

 

Last Updated on Wednesday, 05 May 2010 13:58
 

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