CVW17 - A arma mais terrível do USS Carl Vinson PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Thursday, 20 May 2010 16:11

 

 

 

CVW17

Um dos principais objetivos desta nossa visita ao Carl Vinson era a de tentar compreender exatamente como se organizam e operam as Carrier Air Wings (Alas Aéreas Embarcadas) da US Navy. Mesmo que o NAe americano ao visitar o Rio não se encontrasse em estado de plena capacidade operacional, um número reduzido de aeronaves pertencentes aos esquadrões do CAW17,  veio a bordo para aproveitar a oportunidade para exercitar seus membros nas operações aéreas desde um Navio Aeródromo.

Comandante Andy Whitson
Comandante Andy WhitsonComandante Andy Whitson
Símbolo do CVW-17
Símbolo do CVW-17Símbolo do CVW-17
F-18 em miniaturas
F-18 em miniaturasF-18 em miniaturas
HH-60H
HH-60HHH-60H
Simbolo do esquadrão HS-15
Simbolo do esquadrão HS-15Simbolo do esquadrão HS-15

SH-60
SH-60SH-60
SH-60
SH-60SH-60
HH-60H
HH-60HHH-60H
Vista lateral do SH-60
 Vista lateral do SH-60 Vista lateral do SH-60
SH-60 de costas
SH-60 de costas SH-60 de costas
 

HH-60H de costas
HH-60H de costas HH-60H de costas
Flir Sensor infra vermelho de TV
Flir Sensor infra vermelho de TVFlir Sensor infra vermelho de TV
SH-60
SH-60SH-60
SH-60
SH-60SH-60
HH-60H vistas lateral
HH-60H vistas lateral HH-60H vistas lateral

Como se organiza uma  Carrier Air Wing

A Carrier Air Wing é uma unidade permanente, existindo quando está em terra e também quando  suas aeronaves embarcam num NAe americano. A configuração das Carrier Air Wings mudou muito nos últimos anos. Houve um forte processo de redução de tipos a bordo que viu o F-18 substituir inicialmente, os A-7 Corsair, A-6 Intruder, F-4 Phantom, e mais recentemente os Super Hornet F-18E/F substituíram o clássico Caça naval F-14 Tomcat e finalmente o S-3 Viking na sua última missão embarcada, a de reabastecimento.

No modelo atual cada Carrier Air Wing é composta de oito esquadrões independentes, sendo quatro destes equipados comcaças Boeing (McDonnell Douglas) F-18 (11 aviões em cada esquadrão). Nesta viagem apenas um único dos quatro esquadrões de F-18 veio a bordo. Algumas destas unidades ainda usam os F-18C/D mais antigos, enquanto outras já receberam os novos Super Hornet.  Os planos atuais da US Navy prevêem que os F-18 mais antigos serão substituídos pelos novos caças Stealth Lockheed F-35, mas o atraso neste programa somado ao aumento seguido dos custos forçaram a US Navy a colocar uma encomenda extra de 124 aeronaves Super Hornet F-18E,F e G a serem recebidas antes da operacionalização dos primeiros caças de 5ª geração F-35.

Painel de controle dentro do HH-60H
Painel de controle dentro do HH-60HPainel de controle dentro do HH-60H
Interior do HH-60H
Interior do HH-60H Interior do HH-60H
Interior do HH-60H
Interior do HH-60HInterior do HH-60H
SH-60
SH-60SH-60
HH-60H
HH-60HHH-60H

HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60HH-60H e SH-60
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
 

HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
 

Além dos caças existem ainda um esquadrão de aviões de alerta Antecipado (AEW), um esquadrão de helicópteros, um de transporte (COD – Carrier Onboard Delivery) com os Grumman C-2 Greyhound, e um de Ataque Eletrônico (que se encontram em processo de substituir os EA-6B Prowler pelos novos EF-18G Grizzly, mais um derivado do onipresente Super Hornet. A padronização de modelos na Ala Aérea facilita sobremaneira a tarefa da manutenção e também ajuda no plano operacional já que os pilotos de uma unidade sabem exatamente as capacidades e limitações daquela aeronave usada pelas demais unidades no momento de planejar a missão. Hoje quaisquer aviões e unidades de F-18 são capacitados para realizar toda sorte de missão. Um sistema elaborado de logística “permite” que os esquadrões emprestem peças uns para os outros sem que isso seja um tipo de” improviso extra-oficia”l.

A Carrier Air Wing 17 é comandada pelo Commander Air Group (CAG) Cdr Andy Whitson, um ex-piloto de F-14 que, entre outras coisas, pode vivenciar durante sua carreira operacional de mais de 20 anos a radical mudança de função do seu esquadrão, de uma missão ar-ar pura, para outra com ênfase também no bombardeio de precisão. O “CAG” (Comandante da Ala Aérea), além de seu próprio staff, tem subordinado a si os comandantes dos diversos esquadrões componentes de sua Ala. Curiosamente, embora apenas um esquadrão de F-18s estivesse a bordo naquele momento, dois dos F-18 embarcados estavam marcados apenas com as cores do CVW-17, o “100”, do próprio Cte Whitson, e o “101” de seu Imediato. Os F-18 só são empregados na atividade de reabastecimento aéreo caso não exista qualquer outro meio de REVO de maior porte baseado em terra no teatro operacional.

HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
 

HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H

HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H
HH-60H
HH-60HHH-60H

Whitson contou que “cada esquadrão de caça da US Navy tem entre 16 a 18 pilotos que normalmente tem 24/25 anos de idade. Essa juventude toda se percebe no esquadrão VF-81 que embarcou com sete novos pilotos, cada um com apenas sete meses de experiência, ou, cerca de 300 horas de vôo cada um.”Para ele o grande desafio da Aviação Naval americana é a seleção dos melhores talentos que se engajam na US Navy a cada ano. Segundo ele mesmo com as guerras do Iraque e do Afeganistão em curso, eles ainda não conseguiram perceber uma queda nos números ou na qualidade dos candidatos que passam no processo de recrutamento. “O que sabemos é que fatores como casamento e nascimento de bebês fazem com que os deslocamentos de 6-7 meses embarcado passam a ser bem menos interessantes para os pilotos na casa dos 30 anos.” Mas ele enfatiza que, na sua opinião: “não existe qualquer outro emprego que seja tão recompensador como este, demandando, simultaneamente, um nível tão alto de profissionalismo.”

Mas os esquadrões não são feitos somente de pilotos, o pessoal de convôo, diz Whitson: “São ainda mais jovens, variando entre 18 e 19 anos de idade, o só que comprova a qualidade do treinamento que eles recebem antes de vir a bordo.”E ele completa, outra mudança é a crescente presença de mulheres nas unidades de caça da US Navy, atualmente existem entre uma e três mulheres piloto em cada um dos esquadrões. A primeira oficial comandante de esquadrão da US Navy acabou de entregar seu comando passando para a função no staff de um Comandante de Ala Aérea. A diversidade está cada dia mais presente dentro da Marinha e por isso temos que olhar cada vez mais como responder aos novos desafios, como períodos de `formação familiar`, dentro da comunidade de porta-aviões.”

HH-60H
HH-60HHH-60H
C-2 taxiando no Galeão
C-2 taxiando no GaleãoC-2 taxiando no Galeão
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18

F-18 levantando Vôo
F-18 levantando VôoF-18 levantando Vôo
HH-60H e SH-60
HH-60H e SH-60HH-60H e SH-60
C-2
C-2C-2
C-2 e E-2C Hawkeye
C-2 e E-2C Hawkeye C-2 e E-2C Hawkeye
F-18
F-18F-18
 

F-18
F-18F-18
F-18 preparando para decolagem
F-18 preparando para decolagem F-18 preparando para decolagem
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18

Uma das funções do comando da Ala Aérea, por existir tanto em tempo de guerra quanto de paz, é  cuidar dos gastos não ligados diretamente ao combate das unidades sob seu comando. A Ala também cuida da implementação do “Fleet Readiness Plan”, um ciclo de planejamento e execução que dura entre 2, 5 e três anos. Ele prevê todos os passos para o recompletamento humano e material da unidade assim como seu treinamento até atingir um nível de proficiência que lhe permita embarcar num navio-aeródromo para um deployment de longa duração (mais de seis meses). Duas vezes ao ano existem grandes conferências de planejamento que acompanham a evolução constante do “Fleet  Readiness Plan”.

Whitson disse que embora no papel existam dez Alas Aéreas ativadas, apenas existem esquadrões para mobiliar nove e meia destas Alas. Como exemplo, ele comentou que, por esta razão, antes deste embarque a CVW17 ficou um total de 18 meses sem embarcar num CVN. Comentando mais um pouco sobre a experiência vivida nas operações no Haiti, ocorrida logo antes da passagem do navio pelo Brasil, Whitson comentou que: “A assistência humanitária é uma atividade em crescimento dentro da US Navy. Nós chegamos ao Haiti apenas 72 horas após termos sido mobilizados. As `Major Combat Operations`, as típicas missões de guerra, jamais perderão sua importância, mas, realizamos muitas missões humanitárias com os nossos 19 helicópteros embarcados (dos quais apenas cinco sendo orgânicos ao CVW17). Estes outros helicópteros que foram temporariamente designados para o CAW 17 vieram originalmente das Alas Aéreas oito e doze, do Helicopter Sea Combat Wing Atlantic . Sua missão principal era o de transportar gente e material entre a terra e o Carl Vinson. Quando receberam ordem de deixar o Haiti e seguir para o Brasil estes helicópteros foram transferidos para o LHD USS Bataan.

Perguntado sobre a mobilidade dentro da carreira da Aviação Naval, Whitson falou: Neste segmento, uma vez que o piloto entre para uma comunidade, seja a de pilotos de caça, seja da aviação de alerta antecipada daí em diante, o militar tende a seguir dentro deste segmento. Existem exceções, mas isto é  bem raro. A carreira de piloto naval começa com um período de três anos voando para uma unidade operacional, seguido por um período em terra, numa função que não o leva a realizar deployments, para finalmente retornar ao comando de uma unidade aérea que irá certamente irá  embarcar em um dos NAes americanos por vários meses.

F-18
F-18F-18
CF-18
CF-18CF-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
 

F-18 em vôo
F-18 em vôoF-18 em vôo
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
 

F-18
F-18F-18
F-18 fazendo um Tunô
F-18  fazendo um TunôF-18  fazendo um Tunô
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
 

“Antigamente um porta aviões americano levava entre 80 e 85 aeronaves, mas recentemente estes aviões e helicópteros, enquanto hoje este número não passa de 65 aeronaves. Os modelos atuais são muitto mais versáteis e letais mas tambám eles são fisicamente maiores ocupando mais espaço no hangar e no convôo.  Pra dificultar mais nossa situação, nós hoje temos muito mais missões do que simplesmente fazer guerra. Há poucos anos atrás nós não tínhamos que treinar para realizar missões anti-drogas, mais isso já está mudando. É natural assumir que no futuro, mais e mais novas missões serão adicionadas ao nosso leque de objetivos.” Concluiu o Cte Whitson.

Os “Sunliners”, as “garras”  do Carl Vinson

Coube ao Segundo Tenente Barnard, de 26 anos, nos briefar sobre o VF-81, o única unidade de caça embarcada no CVN70. Sua unidade é baseada em Oceana, na Virgínia, não existindo planos para sua transferência para a Costa Oeste. Após sua formação como piloto naval, nos McDonnell Douglas T-45 Goshawk, o 2T Barnard foi designado para o VF-81 onde ele transicionou para o F-18C/D, só trocando para o F-18E/F em 2008. Neste momento, sua unidade não esta plenamente certificada para operações de guerra, estando ela ainda situação de “stand down”. Nesta fase, toda a unidade está mergulhada em diversos tipos de treinamento nas mais variadas áreas. Ele contou que sua unidade trouxe para bordo todos os seus Super Hornet, no total de 12 aeronaves. Para ele, esse embarque é um “ótimo treinamento, porque voar ao redor de um Navio-Aeródromo é absolutamente distinto de voar desde bases em terra”. Na sala de briefing da unidade, onde ele nos recebeu, apareciam claramente duas pequenas maquetes de aeronaves usadas pelos pilotos para representar seus encontros com aeronaves distintas: uma era russa (MiG-29) e, naturalmente, a outra representava um F-18.

F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18

F-18
F-18F-18
F-18 em vôo
F-18 em vôoF-18 em vôo
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
F-18
F-18F-18
 

F-18
F-18F-18
F-18 e C-2
F-18 e C-2F-18 e C-2
Apresentação do F-18 e E-2C Hawkeye
Apresentação do F-18 e E-2C HawkeyeApresentação do F-18 e E-2C Hawkeye
Apresentação do F-18 e E-2C Hawkeye
Apresentação do F-18 e E-2C HawkeyeApresentação do F-18 e E-2C Hawkeye
Apresentação do F-18
Apresentação do F-18Apresentação do F-18

A perspectiva dos homens com “olhos de gavião”

O VAW-125 “Tigertails” é  a unidade que opera os aviões de alerta antecipado E-2 Hawkeye da CVW-17. Tratando-se uma aeronave tão especializada e cara, a unidade tem, no total, apenas quatro Hawkeyes, dos quais três embarcaram no Carl Vinson para esta missão. Diferente de outras unidades, os Tigertails não se mudarão para uma nova base na costa oeste após a viagem do CVN-70 para San Diego, eles permanecerão mesmo em Norfolk, contaram os comandantes Pat Mahoney e Ryan Mann desta unidade. Perguntados se o advento dos datalinks de longa distancia queriam dizer o fim do intercâmbio de informações via voz no radio, eles enfaticamente refutaram esta idéia, dizendo que ”a comunicação por voz não vai sumir, pois ela ajuda muito a acabar com a ‘área cinza’ da comunicação. O E-2 é uma aeronave muito peculiar, devido à sua fuselagem estreita os operadores de radar e sensores, além dos pilotos, têm que passar por um treinamento durante duas semanas apenas para saberem como se retirar da aeronave em segurança, caso ela caia no mar. Esta missão ao redor da América do Sul é o caso ideal para que possam acertar todas as últimas questões e pendências operacionais, antes que a unidade tenha que se mandar para uma área de guerra.

Os leões vermelhos do HS-15

A única unidade de asas rotativas do Carl Vinson é o Esquadrão HS-15, os “Red Lions”. Eles são responsáveis por duas cruciais, mas, muito diferentes tipos demissão: a)o SAR/transporte logístico e b) a guerra antisubmarina aproximada do porta-aviões. No primeiro caso eles usam os HH-60H um helicóptero com uma ampla cabine interna e uma bola FLIR no nariz da aeronave. A segunda tarefa é atendida pelos SH-60F equipados com lançador de sonobóias e com um sonar que pode ser colocada na água com o helicóptero em vôo pairado. Ambos os modelos de helicóptero são derivados do onipresente SeaHawk da Sikorsky. Segundo , Cdr Larry Getz, o comandante do HS-15, futuramente dois esquadrões de helicópteros existirão em cada NAe. Um deles se especializará na função antisubmarina com o novo modelo SH-60R e o outro focará no resgate e na logística com os também novos MH-60S. O “Sierra” como é chamado o MH-60S visa também dar uma mais contundente resposta às novas e desafiadoras demandas operacionais das unidades de Forças Especiais da US Navy.

Ele contou também que sua unidade está de mudança da estação Naval de Jacksonville, na Flórida, para a de San Diego, na Califórnia. Para fazer esta movimentação o pessoal do esquadrão foi reduzido e apenas uma pequena parte foi transferida para a nova casa. Chegando lá, os Red Lions receberão um reforço de pessoal composto unicamente de gente já da nova região. Normalmente, a unidade de helicópteros como esta tem cerca de 200 militares nas suas fileiras, mas, no momento da visita, o HS-15 já contava com apenas com 140 componentes. Destas 20 são pilotos, 20 são mergulhadores de resgate, 15 são administrativos e o resto é composto de fieis e mecânicos. Foram trazidos abordo cinco dos sete helicópteros do esquadrão, os outros dois, junto com 40 militares irão voando para San Diego para começar a estabelecer imediatamente a sua nova base.

E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
 

E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye
C-2 Taxiando no covôo
C-2 Taxiando no covôoC-2 Taxiando no covôo
E-2C Hawkeye
E-2C HawkeyeE-2C Hawkeye

 

Getz explicou ainda que a missão SAR (Busca e Salvamento), para eles, se divide em duas atividades distintas. Uma é a “plane guard” (chamada de “Pedro” na MB), o helicóptero é responsável por retirar da água o mais rápido possível qualquer piloto que venha a ter um acidente na decolagem e que tenha que ejetar. O Combat SAR, por sua vez, visa entrar sobre território controlado pelo inimigo para resgatar tripulantes que tenham ejetado por lá. O Combat SAR é realizado por um pequeno número de helicópteros, que não buscam engajar o inimigo, mas, ao contrário, entrar e sair discretamente navegando ao redor dos “anéis de ameaça”, a área existente ao redor das posições conhecidas da defesa aérea (tanto canhões AAA quanto mísseis SAM). Na sua formação, o próprio piloto abatido já aprendeu, em cada caso, para onde ele se deve dirigir para facilitar a tarefa do time de Combat SAR. O treinamento dos pilotos de helicóptero para este tipo de missão começa aos poucos, voando baixo e dominando a arte de seguir rente ao contorno do terreno. Em seguida, ele aprende a se orientar e a voar em ambientes diferentes como: desertos, florestas e montanhas. Segundo o Comandante Larry Getz, o vôo sobre desertos à noite é particularmente desafiador. Todos os pilotos de helicóptero da US Navy voam com óculos de visão noturna à noite, ainda que os “velha-guarda”, no início, tenham ficado muito reticentes sobre a segurança de seu uso. Hoje toda reserva acabou sobre esta questão.

Conclusão

As aeronaves embarcadas operam num dos ambientes mais agressivos e perigosos do mundo, sua base se move sozinha e cada dia se encontra em um lugar novo. Cada pouso é  uma colisão controlada e o perigo pode se esconder em terra no ar, na superfície ou nas profundezas. Tudo tem que funcionar perfeitamente para que a missão seja cumprida e os pilotos e suas montarias voltem sempre em segurança ao navio. Trabalhando 24h neste sentido está  o Commander da Ala Aérea Embarcada e o seu pessoal. E este foi o pessoal que recebeu os militares da Marinha do Brasil para compartilhar suas experiências e conhecimentos. Uma vez mais interagimos com um antigo aliado para manter e desenvolver nossa cultura aeronaval. Boa viagem CVW 17!

 

Last Updated on Monday, 28 June 2010 11:29
 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.