O clássico cruzador grego Georgios Averof. PDF Print E-mail
Written by Rafaela Duarte   
Sunday, 23 May 2010 13:32

 

 
 

 

Introdução

Na mitologia grega o deus Posseidon era considerado o Senhor dos Mares. Mas este título poderia muito bem ser dividido com um dos mais fascinantes navios militares da história militar daquele país, o cruzador encouraçado Georgios Averof que é, certamente, uma das jóias da Marinha Grega. Hoje, ele é um navio museu aberto à visitação pública. O Averof serviu como nau-capitânia da força naval grega, durante a maior parte da primeira metade do século XX, constituindo-se, ainda, no único cruzador encouraçado daquele período a ter sido preservado.

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O navio foi totalmente restaurado em 1984, a Marinha grega resolveu transformá-lo em museu, e neste mesmo ano foi rebocado e ancorado na Baía Faliron, [GE: 37°56'1.97"N 23°41'3.30"L] um porto localizado num dos subúrbios à beira mar de Atenas, a apenas 8 km ao sudeste do centro da capital grega. O museu flutuante foi criado para consolidar e divulgar a memória da tradição naval grega. Na a Marinha Grega, o cruzador Averof, a despeito de ser um navio-museu, ainda consta como um navio em serviço ativo. Carregando a flâmula de comando de contra- almirante, um quadrado azul com a cruz branca, com duas estrelas brancas em cada um dos dois quadrados no topo do mastro principal, uma bandeira triangular azul com uma cruz ortogonal branco da Grécia. Por isso todos os navios que trafegam próximo ao Georgios Averof, saúdam com um toque de apito a historia marítima viva da Grécia.

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A história do cruzador Georgios Averof

Até hoje os maiores rivais geopolíticos dos gregos foram seus vizinhos no Mar Egeu, os turcos. A despeito da civilização grega clássica se constituir num dos pilares da civilização ocidental, durante mais de 300 anos a Grécia foi dominada pelos turcos otomanos, formando parte integral de seu império. Foi apenas em 1832 é que com a decadência dos otomanos e da interferência direta de franceses, britânicos e russos, maiores potências daquele período, é que foi possível finalmente aos gregos conquistar sua independência, ainda, que, a maioria das ilhas do Mar Egeu seguisse nas mãos dos turcos.

No início do século 20, continuava tensa a situação entre gregos e turcos. Por isso, a Marinha Grega decidiu reforçar sua frota, por perceber que, devido à rápida evolução ocorrida no armamento naval naquela época, seus navios tinham se tornado tecnologicamente defasados. O processo começou com a aquisição de quatro destróieres da Alemanha e outros quatro do Reino Unido. Porém, o mais importante investimento neste processo foi o próprio cruzador Averof, um navio de 10200 toneladas da classe “Pisa”, como suas irmãs italianas Amalfi e Pisa.

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O navio se encontrava no meio de sua construção no estaleiro Orlando, em Livorno, na Itália, quando os italianos decidiram cancelar a compra do terceiro navio devido a preocupações orçamentais. O governo grego imediatamente interveio e adquiriu este navio, dando de entrada um terço do valor total da compra, cerca de 300.000 libras esterlinas em ouro, pago com a ajuda de um rico benfeitor grego chamado justamente de George Averoff, razão pela qual seu nome foi conseqüentemente dado ao navio.

O Averof foi equipado com uma combinação de caldeiras francesas, motores italianos, canhões Armstrong britânicos e geradores alemães. Lançado ao mar no dia 12 de março de 1910, o capitão Ioannis Damianos assumiu o comando da embarcação apenas quatro dias depois. O Averof navegou do estaleiro italiano para a Grã-Bretanha, para participar das festividades da coroação do rei George V e para receber seu primeiro carregamento de munição. Porém ele veio a ter uma estadia conturbada na Grã-Bretanha, encalhando em 19 de junho na baía de Spithead perto do estreito Solent no sul da Inglaterra, obrigando assim o navio a realizar uma imprevista parada para reparos.  Na época, ele era o mais poderoso e moderno que qualquer navio de combate das marinhas da Liga dos Bálcãs ou do Império Otomano.

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As Guerras do Averof

Com a eclosão da primeira guerra do Bálcãs, entre 1912 e 1913, o Averof sob o comando do capitão Sofoklis Doumanis serviu como capitânia da frota, e participou da libertação das ilhas gregas ao norte e a leste do mar Egeu do domínio otomano. Nas batalhas navais em Elli, em 3 de dezembro de 1912, e em Lemnos, em 5 de janeiro de 1913, contra a Marinha Otomana ele garantiu praticamente sozinho a vitória e o controle absoluto do Mar Egeu para a Grécia. Devido à sua superior velocidade, blindagem e armamento, em ambas as batalhas ele deixou sua linha de frente e perseguiu a frota turca independentemente. Seu então comandante frustrado com a lentidão dos três navios mais velhos gregos, na batalha de Elli hasteou a bandeira da letra “Z” e cruzou, sozinho, a frente de batalha numa velocidade de 20 nós dispersando a frota turca. Nesta ocasião ele conseguiu “cruzar o T” da frota turca concentrando seu fogo contra o principal navio otomano, forçando a retirada dos navios turcos em total desordem. O mesmo acontecendo, em seguida, na batalha de Lemnos.

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Durante estas duas batalhas, a embarcação sofreu apenas danos leves, causando graves danos a vários navios turcos. Esses feitos fizeram de seu almirante um personagem lendário na Grécia. Após Lemnos, a tripulação apelidou carinhosamente o Averof, por sua sorte, de “Tio George”, enquanto os turcos o chamavam de “o Diabo”. Devido aos atrasos na entrega de munição, seus canhões só foram disparados pela primeira vez na batalha de Elli.

Na Primeira Guerra Mundial, o Georgios Averof, não viu muito serviço ativo, já que a Grécia permaneceu neutra durante os primeiros anos de guerra. Em 1916, o navio foi apreendido pelos franceses após a rebelião de Noemvriana, sendo devolvido depois da entrada formal da Grécia no lado dos aliados, em junho de 1917. Após a rendição dos otomanos, o Averof navegou junto com outros navios aliados para a capital turca, Constantinopla, recebendo uma calorosa recepção da população grega daquela cidade. Como o principal navio da Real Marinha Helênica, ele participou ativamente dos desembarques no leste da Trácia, e do bombardeio aos turcos no Mar Negro, durante a guerra Grego-Turca nos anos de 1919 a 1922. Em 1925 e 1927 ele passou por um período de reforma na França, no qual recebeu o moderno armamento antiaéreo, novos mastro e equipamento de controle de fogo, enquanto foram removidos os seus tubos lançadores de torpedos.

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Mesodomos Oficiais
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Em 1941, após a invasão alemã, a Grécia entrou em profunda crise. Desobedecendo às ordens de vigiar o navio para evitar a sua captura por parte dos alemães, a tripulação rumou para a baía Souda, em Creta, sob constante ameaça de ataque aéreo alemão. Daí continuou para Alexandria, no Egito, chegando lá em 23 de abril. De agosto de 1941 até o final de 1942, ele foi designado para a escolta de comboios e patrulha no Oceano Índico, com base em Bombaim. Posteriormente, voltou ao Egito, ficando ancorado em Port Said. No dia 17 de outubro de 1944, o principal navio da Marinha Helênica, levou o governo grego no exílio de volta para Atenas. O navio serviu como sede da frota até ser descomissionado em 1952, permanecendo ancorado na base de Salamis, até ser rebocado para Poros, onde ficou de 1956 ate 1983.

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Conclusão

Atualmente, ele é uma das paradas obrigatórias para qualquer aficionado da história naval que visita Atenas. Em Faliron, o Averof está atracado ao lado do destróier grego Velos (D16, o ex-USS Charrette DD-581) um exemplar da Classe Fletcher, construído nos EUA. O Velos, “flecha” em grego, serviu na Marinha Helênica ininterruptamente entre 1959 e 1991.

Neste local também se encontra a réplica do trirreme grego “Olympias” realizado por um construtor naval no Pireu entre 1985 e 1987.

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Horário de abertura do navio

As visitas ao três navios custam apenas dois euros por pessoa, mas cuidado: as horas de abertura são pela manhã e depois, pela tarde, com uma grande interrupção na metade do dia.

Período de Verão : de junho a setembro

2ª/3ª/4ª/5ª e 6ª feiras: 09:00 - 13:00

2ª/4ª e 6ª feiras 18:00 - 20:00

Sábados, domingos e feriados 10:00 - 14:00 e 18:00 - 20:00

Período de Inverno: de outubro a maio

2ª/3ª/4ª/5ª/6ª feiras: 09:00 - 13:00

2ª/4ª/ e 6ªs  feiras: 15:00 - 17:00

Sábados, domingos e feriados 10:00 - 14:00

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Os turistas podem aqui conferir dois dos principais navios da Marinha Real Helênica numa região da cidade que é agradável, segura e recém-recuperada como parte dos investimentos realizados pelo governo para as Olimpíadas de 2004. PAea chegar ao Averof a forma mais prática é tomar o “Tram”, um moderno veículo leve sobre trilhos desde a praça central Syntagma, no coração de Atenas, seguindo na direção sul, para o terminal “Stadio Irinis”. A estação mais adequada para chegar ao Averof é a “Trokantero/Trocadero”. Daí é só caminhar um pouco até a Marina Flisvos, sem maiores dificuldades.

Várias agências de turismo no Brasil oferecem pacotes de viagens para a Grécia. Contudo não existe mais, do Brasil, vôos diretos para a Atenas, sendo necessário realizar pelo menos uma escala em outras capitais européias.

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Características técnicas do Cruzador Georgios Averof

Classe/tipo: Pisa, cruzador blindado

Deslocamento:   Plena Carga: 10.200 toneladas

                        Padrão: 9.956 toneladas

Comprimento:    140,13m (459,74 pés)

Boca:                21m (68,90 pés)

Calado:             7,18m (23,56 pés)

Propulsão:         Caldeiras: 22 do tipo “Belleville”, de tubo de água,

                        Motores: 2 motores a pistão de quatro cilindros a vapor,

                        Eixos: 2 (dois hélices),

                        Potência: 19.000 shp (14,2 MW)

Velocidade:        Máxima:  25,3 nós

                        Operacional: 20 nós 

Autonomia:       2.480 milhas náuticas (4.590Km) a 17,5 nós (32 km/h)

Complemento:  670, capacidade máxima de 1200 homens

Armamento:      Configuração original:

                        4x Canhões de 234 milímetros (9.2 polegadas) montados 2x2

                        8x Canhões de 190 mm (7.5Pol) montados 4x2

                        16x Canhões de 76 mm (3 Pol)

                         4x Canhões de 47 mm (1.85Pol)

                         3x Tubos de torpedo 430 milímetros (17 Pol)

 

Após modernização:

                          4x Canhões  234 milímetros (9.2 polegadas) (2x2)

                          8x Canhões 190 mm (7.5 Pol) (4x2)

                          8x Canhões 76 mm (3 Pol)

                          4x Canhões anti-aéreos  76 mm (3 pol)

                          6x Canhões anti-aéreos  36 milímetros (1.42Pol)

 Blindagem:     Cinta: 200mm (7,9 pol) a meia-nau,

                          80mm (3,15Pol) nas extremidades

                          Convés: até 40 mm (1,6 Pol)

                          Torres: 200 mm (7,9 Pol) para os canhões de 234 milímetros,  175 mm (6,9 Pol) para os de 190 milímetros

                          Barbeta: até 180 mm (7,1 Pol)

                          Torre de Comando: até  180 mm (7,1 Pol)

 

Last Updated on Monday, 28 June 2010 11:30
 

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