N/T Almirante Gastão Motta: Levando a Esquadra mais longe PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Friday, 05 November 2010 00:00

 

 

 

 

 

Introdução

Ele esta sempre presente nas grandes viagens da Marinha do Brasil. Sejam estas missões nacionais ou internacionais, ele vive atravessando os mares. Às vezes até muda seu percurso planejado para poder dar apoio à Marinha do Brasil. Ele é um navio importantíssimo dentro da Esquadra, quando a Marinha planeja uma comissão em que alguns de seus navios podem ficar dias ou até meses no mar, pode apostar, ele também estará lá participando. Pode ser que saia depois ou que volte antes, mais ele nunca deixa de se fazer presente. Ele é diferente dos outros navios, ele é um navio militar que não possui armamento, suas paradas no porto são sempre rápidas, às vezes mal chega e já tem data marcada de partida. Seu dever é reabastecer com combustíveis embarcações e aeronaves durante as viagens realizadas pelo mundo.

A Marinha do Brasil tem apenas dois navios destinados unicamente para reabastecimento dos demais navios durante as viagens. Eles são os chamados Navios Tanques, nesta edição da Base Militar Web Magazine, iremos conhecer mais de perto o Navio Tanque Almirante Gastão Motta G-23, que recentemente chegou da África, após viagem para auxiliar à Corveta Barroso. Não deixe de Conferir também mais esta incrível aventura da Alide.

Vista da proa do navio
Vista da proa do navio Vista da proa do navio
Brasão do navio
Brasão do navioBrasão do navio
Lateral do Gastão Motta
Lateral do Gastão MottaLateral do Gastão Motta
Gastão Motta na África
Gastão Motta na ÁfricaGastão Motta na África
Gastão Motta em alto mar
Gastão Motta em alto mar   Gastão Motta em alto mar

astão Motta em alto mar
astão Motta em alto mar   astão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar   Navio Gastão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar   Navio Gastão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar
Navio Gastão Motta em alto mar   Navio Gastão Motta em alto mar
Vista do Convés
Vista do Convés Vista do Convés
 

O Homem

O Navio Tanque Almirante Gastão Motta, recebeu o seu nome em homenagem ao Vice-Almirante Gastão Motta, nascido no dia 14 de março de 1897. Ele estudou ciências contábeis em instituições particulares. Ingressou na Marinha, por concurso, como Sub-Comissário da Armada em 24 de dezembro de 1917.

Durante sua trajetória militar, embarcou em 15 navios, entre eles o Vapor Carlos Gomes, e o Navio Escola Almirante Saldanha. Passou pela Escola Naval, foi Chefe de Departamento de Intendência, passando também pelo Corpo de Fuzileiros Navais e a Diretoria-Geral de Intendência da Marinha.

 Ele foi designado, em 1952, chefe de uma Comissão de Estudos, que visitou as instalações do Serviço Intendência da Marinha dos Estados Unidos da América, visando propor um programa para a criação de implantação de um serviço similar na Marinha do Brasil.

Vista do Convés
Vista do Convés Vista do Convés
Vista do Convés
Vista do ConvésVista do Convés
Tubulação do sistema de respiro dos Tanques
Tubulação do sistema de respiro dos TanquesTubulação do sistema de respiro dos Tanques
Convés externo na Proa
Convés externo na ProaConvés externo na Proa
Vista externo na proa
Vista externo na proaVista externo na proa
 

Vista da proa com estação de Reabastecimento
Vista da proa com estação de ReabastecimentoVista da proa com estação de Reabastecimento
Vista do convés principal com superestrutura ao fundo
Vista do convés principal com superestrutura ao fundoVista do convés principal com superestrutura ao fundo
Mangotes
Mangotes Mangotes
Canhão de espuma de combate incêndio
Canhão de espuma de combate incêndio Canhão de espuma de combate incêndio
Vários cabos, cada vez mais grossos, são passados pelos navios
Vários cabos, cada vez mais grossos, são passados pelos naviosVários cabos, cada vez mais grossos, são passados pelos navios

Gerou a Diretoria de Intendência da Marinha, o Centro de Controle de Estoque de Material e os diversos Depósitos; passou então a controlar e conhecer o estoque do Material da Marinha criou-se a especialidade de “Paioleiro” e, por fim, foi implantado o Centro de Instrução Almirante Newton Braga, destinado, especificamente, à formação de pessoal qualificado para Serviços de Intendência.

Vindo a falecer em 21 de outubro de 1954, no cargo de Diretor-Geral de Intendência da Marinha, no posto de Contra-Almirante. Sendo promovido “post-mortem”, na mesma data, a Vice Almirante. Por tudo isso, o Almirante Gastão Motta, tornou-se patrono do Corpo de Intendentes da Marinha.                                        

O Navio Gastão Motta

O NT Almirante Gastão Motta foi o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, é um navio de reabastecimento único de sua classe na Marinha brasileira. Apelidado carinhosamente de “São Bernardo”, seu lema é: “Nós fazemos a Esquadra ir mais longe!”.

Retinida
RetinidaRetinida
Bandeira de posição para manter distância dos navios no reabastecimento
Bandeira de posição para manter distância dos navios no reabastecimentoBandeira de posição para manter distância dos navios no reabastecimento
Placas de sinalização para o reabastecimento
Placas de sinalização para o reabastecimentoPlacas de sinalização para o reabastecimento
Placas de sinalização para o reabastecimento
Placas de sinalização para o reabastecimentoPlacas de sinalização para o reabastecimento
Brigada pronta para atuar em caso de vazamento
Brigada pronta para atuar em caso de vazamentoBrigada pronta para atuar em caso de vazamento
 

Terminal Robb
Terminal RobbTerminal Robb
Terminal Robb
Terminal RobbTerminal Robb
Terminal Robb
Terminal RobbTerminal Robb
Metódo Close-in
Metódo Close-inMetódo Close-in
Terminal Robb
Terminal RobbTerminal Robb
 

O navio Tanque Gastão Motta teve sua construção ordenada em 15 de dezembro de 1987, sendo construído pelo estaleiro Ishibras -Ishikawajima do Brasil S/A, no bairro do Caju na cidade do Rio de Janeiro, para substituir o NT Marajó (G-27) e o Navio de Apoio Logístico que haveria de ser Almirante Gastão Motta (G-29), mas teve sua conversão para uso naval cancelada, sendo vendido em 1987. O novo Gastão Motta teve seu batimento de quilha no dia 11 de Dezembro de 1989, seu lançamento ocorrendo em 1° de Junho de 1990, com sua incorporação em 26 de Novembro de 1991. Depois de realizar as provas de mar, ele foi submetido à mostra de Armamento.

O Gastão Motta foi equipado com um moderno Sistema de Reabastecimento no Mar da empresa canadense Hepburn, projetado para realizar, mesmo sob condições meteorológicas adversas, diurnas ou noturnas, transferências de combustível com eficiência e segurança. Totalmente automatizado, o sistema instalado permite que a operação possa ser comandada as duas estações à meia nau, simultaneamente por ambos os bordos, ou ainda pela estação de popa. O navio apresenta ainda recursos para transferência no mar para outros navios de água, pessoa e carga. Dentro da organização da Marinha o Gastão Motta está Subordinado ao Primeiro Esquadrão de Apoio, na Base Naval do Rio de Janeiro, criado no dia 04 de março de 1996. E extinto em 31 de janeiro de 2001 o Comando do 1° Esquadrão de navios Anfibios, sendo absorvido pelo comando do 1° Esquadrão de Apoio.

Bandeja contra vazamento
Bandeja contra vazamentoBandeja contra vazamento
Bandeja contra vazamento
Bandeja contra vazamentoBandeja contra vazamento
Processo de Reabastecimento Close-In com Robb
Processo de Reabastecimento Close-In com RobbProcesso de Reabastecimento Close-In com Robb
Processo de Reabastecimento Close-In com Robb
Processo de Reabastecimento Close-In com RobbProcesso de Reabastecimento Close-In com Robb
Terminal Probe
Terminal ProbeTerminal Probe
 

Sela que sustenta os mangotes
Sela que sustenta os mangotesSela que sustenta os mangotes
Metódo de reabastecimento stream com Probe
Metódo de reabastecimento stream com ProbeMetódo de reabastecimento stream com Probe
Cabo de sustentação span-wire
Cabo de sustentação span-wireCabo de sustentação span-wire
Terminal probe
Terminal probeTerminal probe
Sino
SinoSino

O Comandante do Gastão Motta o senhor Moura informou que nos últimos dois anos o Gastão Motta tem sido o único navio tanque da Esquadra, já que o navio tanque Marajó encontra-se em processo de manutenção profunda. Apesar do Gastão Motta atualmente ser o único tipo a reabastecer navios, não existe um sobrecarga grande de serviço. O Comandante relembrou que pelo menos neste ano todas as comissões que foram realizadas já estavam previstas com exceção a missão África com a Barroso. O Comandante Moura falou que o navio tinha planejado para 60 dias de mar neste ano uma carga de trabalho que o navio já faz rotineiramente.

O Comandante Moura enfatizou que o Navio Gastão Motta foi planejado pela Marinha desde sua origem para ser um navio tanque e não um navio de foi apoio logístico. Sobre os grandes reabastecimentos do Gastão Motta, o navio reabasteceu o Mistral que é o navio francês que participou do SAR do Airfrance 447, nesta ocasião foram 800 mil, porém o maior reabastecimento realizado pelo Gastão foi para o navio Italiano Cavour, que de uma só vez foi abastecido com 1.240.000 litros na sua passagem por Fortaleza a caminho do Haiti. Para nossa Esquadra ele normalmente reabastece cerca de 90 mil litros de combustíveis para as fragatas e 45 mil para as corvetas, o que os navios costumam gastar de três em três dias.  

 A formação dos militares que embarcam no Gastão Motta é feita dentro do próprio navio, através de instruções, aulas prontas, filmes. Todas as instruções já vêm prontas do CAMML. A transferência do Gastão Motta segue estruturalmente os padrões da OTAN.

Sino
SinoSino
Probe conectado ao sino
Probe conectado ao sinoProbe conectado ao sino
Tubulação de ar comprimido para limpar o mangote
Tubulação de ar comprimido para limpar o mangoteTubulação de ar comprimido para limpar o mangote
Terminal menor usado para transferência de combustível de aviação
Terminal menor usado para transferência de combustível de aviação Terminal menor usado para transferência de combustível de aviação
Bóia de posição para reabastecimento pela popa
Bóia de posição para reabastecimento pela popaBóia de posição para reabastecimento pela popa
 

Roletes de popa que guiam o desenrolar do mangote da faina pela popa
Roletes de popa que guiam o desenrolar do mangote da faina pela popaRoletes de popa que guiam o desenrolar do mangote da faina pela popa
Reabastecimento feito pela Popa
Reabastecimento feito pela PopaReabastecimento feito pela Popa
Mangotes para reabastecimento pela popa
Mangotes para reabastecimento pela popaMangotes para reabastecimento pela popa
Carretel de popa que guia o desenrolar do mangote da faixa pela popa
Carretel de popa que guia o desenrolar do mangote da faixa pela popaCarretel de popa que guia o desenrolar do mangote da faixa pela popa
Mangotes de reabastecimento pela popa
Mangotes de reabastecimento pela popaMangotes de reabastecimento pela popa
 

 Em relação à posição do navio no momento de reabastecimento o Cte diz que o navio que esta recebendo e que deve manter a posição, somente no caso do Nae São Paulo em que o Gastão foi o “aproximador”.

Perguntado sobre as funções que existem dentro do navio O Cte Moura afirmou ter três maiores desafios dentro do navio é: a manutenção, o adestramento e a operação. “A principal diferença em termos de pessoal do nosso navio é só guarnecermos transferência de óleo no mar, que pode ser feito tanto na popa como pelos dois bordos”. Relatou o comandante.

O navio tanque Almirante Gastão Motta conta com uma tripulação normal de 115 homens, se houver necessidade de mais militares para cumprir alguma missão, o navio solicita imediatamente a Esquadra pessoal extra, o navio conta ainda com uma brigada para atuar em caso de vazamento.

O sistema de manutenção do Gastão Motta segue um planejamento, que ocorre de acordo com o seu tempo de funcionamento ou com tempo de funcionamento do equipamento, ou ainda com o tempo consumido partir da última revisão. Em viagem, a conservação do navio continua sendo feita nos equipamentos pela tripulação. Para manutenções de grande monta exige em alguns casos que o navio fique docado ou com algum equipamento indisponível. O navio conta com diversos equipamentos duplicados para o caso de alguma eventualidade. O fato de o navio conter às vezes três ou mais equipamento permite que o navio não pare se funcionamento, apenas interrompe a máquina com defeito.

Histórico

As muitas viagens do navio Gastão Motta, começaram no ano de 1994, participando da UNITAS XXXV realizada em águas argentinas, entre os dias 09 e 21 de setembro daquele ano. Ao longo destes anos o Navio Tanque Almirante Gastão Motta já participou de seis Operações UNITAS. Participações estas referentes aos anos de 1994, 1996, 2000, 2001,2002. No ano de 2001 participou também da Operação Pré-UnitasXLII, ocorrida no litoral do Paraná e Santa Catarina.  

Mangotes de reabastecimento pela popa
Mangotes de reabastecimento pela popaMangotes de reabastecimento pela popa
Conector usado no reabastecimento pela popa
Conector usado no reabastecimento pela popaConector usado no reabastecimento pela popa
Pig usado para limpeza do mangote da popa
Pig usado para limpeza do mangote da popaPig usado para limpeza do mangote da popa
Terminal para Reabastecimento pela Popa
Terminal para Reabastecimento pela PopaTerminal para Reabastecimento pela Popa
Placa de sinalização para reabatecimento pela popa
Placa de sinalização para reabatecimento pela popaPlaca de sinalização para reabatecimento pela popa
 

Pá extra de hélice
Pá extra de hélicePá extra de hélice
Âncora extra
Âncora extraÂncora extra
Cabos usados no reabastecimento
Cabos usados no reabastecimentoCabos usados no reabastecimento
Mangotes
MangotesMangotes
Cabos de amarração pela popa sobre o cabeço
Cabos de amarração pela popa sobre o cabeçoCabos de amarração pela popa sobre o cabeço

O Gastão Motta participou de duas Operações ATLASUR, a primeira no ano de 1995, e no ano de 2002, sendo realizado na África do Sul. Em 1998, o Navio Gastão Motta participou da operação ADEREX-II/98. O Navio Tanque Almirante Gastão Motta, participou no ano 2000 da Operação TROPICALEX/ASPRESTX00. Ainda neste mesmo ano participou entre os dias 20 e 25 de outubro da Operação FRATERNO XX.

No ano 2001 participou da Operação ADEREXII/01, realizada na área marítima entre o Rio e São Paulo. Em 2002 o Navio Tanque Almirante Gastão Motta, participou da Operação TEMPEREX. Em outubro deste mesmo ano, teve início a Operação FRATERNO XXI realizada no trecho Salvador–Rio de Janeiro.

Em 2003, o Almirante GM participou da Operação ASPIRANTEX 03. Participou ainda no ano de 2003, da Operação TROPICALEX 03, integrando a FT-705.

Em 2005, o Gastão Motta participou da Operação ASPIRANTEX 05. Além das unidades de Esquadra, participaram também desta operação aeronaves os Esquadrões HA-1, HU-1 e HU-2 e elementos do GRUMEC. Estiveram distribuídos nos diversos navios, 267 aspirantes da Escola Naval, mais oficiais e Alunos da EFOMM.

No ano de 2009, o Almirante Gastão Motta participou da missão de regaste dos destroços do Vôo Air France 447, no oceano Atlântico. O navio Gastão Motta atuou também no suporte ao salvamento da tripulação de um veleiro que estava indo em São Francisco do Sul em Santa Catarina, direção à África, e afundou no Atlântico.

De todas as comissões pela qual o Gastão Motta já participou o CTe Moura destaca a importância do Aspirantex, pois mostra aos alunos da Escola Naval o primeiro contato com a Esquadra, a parte maior e mais importante da Marinha, explicou o Comandante. E relembrou ainda que o navio recebeu um prêmio como o navio predileto dos aspirantes da Escola Naval. É uma comissão que normalmente os navios da Esquadra fazem em janeiro.

Medidor de distância dos navios
Medidor de distância dos navios Medidor de distância dos navios
Cabos que são passados entre os navios de reabastecimento
Cabos que são passados entre os navios de reabastecimentoCabos que são passados entre os navios de reabastecimento
Ponto de pickup de carga
Ponto de pickup de cargaPonto de pickup de carga
Botes
BotesBotes
Baleeira
BaleeiraBaleeira
 

Baleeira
BaleeiraBaleeira
Vista de ré da superestrutura
Vista de ré da superestruturaVista de ré da superestrutura
Mastro em treliça
Mastro em treliçaMastro em treliça
Baleeira
BaleeiraBaleeira
Codigo internacional de identificação do navio
Codigo internacional de identificação do navioCodigo internacional de identificação do navio
 

A Tarefa de Reabastecimento de óleo no mar /Tom

As fainas de transferência precisam ser conduzidas da forma mais rápida e segura possível. Para que haja uma perfeita coordenação entre os navios, é fundamental definir as responsabilidades de cada um. Para isso foram definidos os quatro conceitos básicos:

Navio Controlador: É aquele que atua como um guia referencial do combustível para o navio que se aproxima. Normalmente é também o navio fornecedor.

Navio Aproximador: é o que efetua a manobra de aproximação e mantém a sua posição relativa constante em relação ao navio controlador. É ele que fornece o cabo de distância/ telefônico entre os passadiços.

Navio Recebedor: é aquele que recebe todos os cabos e mangotes assim como a equipagem para a transferência.

Navio Fornecedor: é o que fornece todos os cabos e mangotes para a transferência.

O oficial de Comando Tático (OCT) determina o rumo e a velocidade de reabastecimento para o navio controlador, levando em consideração a altura e direção das ondas, e as condições do vento. O rumo e a velocidade selecionados para o conjunto de transferência devem permitir que os navios mantenham a posição com o mínimo de esforço para a operação.

O posicionamento do navio recebedor em relação ao navio fornecedor é obtido pelo alinhamento entre as estações, identificados por painéis específicos para cada tipo de transferência, indicando para o navio recebedor o local por onde sairá os mangotes. Durante o dia esta marcação, é feita em painéis pintados e,
à noite, utilizando-se o “Pombal”.

Prêmios do navio
Prêmios do navio Prêmios do navio
Praça d`Armas
Praça d`ArmasPraça d`Armas
Praça d`Armas
Praça d`ArmasPraça d`Armas
Praça d`Armas
Praça d`ArmasPraça d`Armas
Praça d`Armas
Praça d`ArmasPraça d`Armas
 

Painel de controle de máquinas no CCM
Painel de controle de máquinas no CCMPainel de controle de máquinas no CCM
Painel de controle de máquinas no CCM
Painel de controle de máquinas no CCMPainel de controle de máquinas no CCM
Quadro do navio
Quadro do navioQuadro do navio
Quadro do navio
Quadro do navioQuadro do navio
Console de controle de rebastecimento
Console de controle de rebastecimentoConsole de controle de rebastecimento

A manutenção da separação lateral adequada dos navios é de responsabilidade do navio aproximador, especialmente quando sua proa estiver cruzando a popa do controlador. Se a separação lateral entre os navios não estiver bem adequada pode correr risco de colisão.

A distância entre os navios depende de diversos fatores como: condição de mar e vento; tamanho e tipo de navio; manobrabilidade dos navios envolvidos; tipo de transferência a ser realizada; profundidade local; e velocidade de reabastecimento.

As distâncias entre o navio recebedor e o fornecedor são indicadas pelo cabo de distância. Esse cabo contém bandeirolas com marcações de 20 em 20 pés, desde zero até 300 pés, as cores verde, vermelho, amarela, azul e branca, e assim sucessivamente. À noite, essas bandeirolas são demarcadas com 60, 100, 140 e 180 pés, que serão iluminadas por dois “cyalume” ou lanternas químicas descartáveis pequenas de cor azul, de modo a facilitar a visualização pelo recebedor, da distância do navio fornecedor.

Naturalmente o reabastecimento noturno ocorre sempre mais lentamente e requer mais cuidado do que quando é realizado de dia. Todas as etapas do tom como a aproximação, a manutenção de distância, a passagem e tensionamento de dispositivo, tornam-se mais difíceis e complicadas durante a noite.

Como preparação para o reabastecimento noturno os navios devem adotar o procedimento de “navegação às escuras” (nenhuma luz branca deve ser exibida) para a realização da transferência noturna. As luzes devem ser reduzidas deste o início da aproximação, até que a manobra esteja clara.  

Painel de controle de reabastecimento
Painel de controle de reabastecimentoPainel de controle de reabastecimento
Painel de controle de reabastecimento
Painel de controle de reabastecimentoPainel de controle de reabastecimento
Sistema de inertização dos tanques
Sistema de inertização dos tanquesSistema de inertização dos tanques
Painel de controle do bombeamento
Painel de controle do bombeamentoPainel de controle do bombeamento
Painel no passadiço
Painel no passadiçoPainel no passadiço
 

Posto do timoneiro no passadiço
Posto do timoneiro no passadiçoPosto do timoneiro no passadiço
Máscaras de oxigênio do CAv
Máscaras de oxigênio do CAvMáscaras de oxigênio do CAv
Sistema de produção de espuma anti-incêndio
Sistema de produção de espuma anti-incêndioSistema de produção de espuma anti-incêndio
Sala de Máquinas
Sala de MáquinasSala de Máquinas
Sala de Máquinas
Sala de MáquinasSala de Máquinas
 

Falando sobre as formas de reabastecimento o Comandante Moura relatou o método stream que utiliza o span-wire que é mais utilizado em navios maiores com distância de 80 a 180 pés e em mares piores e mais agitados. É o método close-in para embarcações menores, mares mais calmos e uma distância menor. E também o Gastão pode realizar transferência pela popa quanto o mar estiver muito ruim.

O navio Gastão pode usar dois tipos diferentes de conectores o probe e o robb, sendo o probe mais rápido para conectar, porém o navio não possui capacidade para duplo probe. Por ter apenas uma estação por bordo.

O navio possui dois mangotes, um para combustível de aviação e outro para óleo diesel,  que são totalmente separados. O Gastão Motta não fornece água, mais transfere carga, muitas vezes é por helicópteros, usando (pickup)  a área de transferência que fica na popa. O Comandante lembrou que o navio acabou de passar por uma inspeção de segurança de aviação, na qual o navio esta capacitado para fazer fainas de transferências com aeronaves até do porte do Super Puma.

O Gastão Motta hoje comporta cerca de 6 milhões de litros óleo diesel e 1 milhão de litros de JP5 que é o combustível para aeronaves. Que são separados, cada um no seu tanque com tubulações próprias já que o JP5 é um combustível com requisitos muito mais precisos, não podendo ter qualquer contaminação por água nenhuma, e nenhum tipo de impureza. É um combustível no qual requer muito cuidado, recirculação diária, baterias de filtros.

Para garantir a qualidade do óleo JP5 é feita verificação periódica. Antes de o navio sair para suas comissões, retira-se amostra de cada tanque para verificar como estão os combustíveis. “Temos a honra de fornecer o melhor óleo para as nossas escoltas”. Enfatizou o Cte Moura.

Sala de Máquinas
Sala de MáquinasSala de Máquinas
Sala de Máquinas
Sala de MáquinasSala de Máquinas
Sala de Máquinas
Sala de MáquinasSala de Máquinas
Proa do navio
Proa do navioProa do navio
Asa do Passadiço
Asa do PassadiçoAsa do Passadiço
 

Tripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimentoTripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimentoTripulação preparada para o reabastecimento
Comandante do navio na viagem à África
Comandante do navio na viagem à ÁfricaComandante do navio na viagem à África
Tripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimentoTripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimento
Tripulação preparada para o reabastecimentoTripulação preparada para o reabastecimento

O lugar mais provável para um vazamento seria em torno do mangote, em qualquer derramamento de óleo no mar, a quantidade despejada normalmente muito pouco, cerca de 30 a 40 litros de combustível.  Recolhido por uma bandeja sendo levado ao tanque de óleo contaminado do navio.

 Para aumentar a segurança da operação, o navio conta com um sistema de Inertização dos seus tanques de combustível, após cada transferência de combustível.  O interior dos tanques é pressurizado com gás CO2, fechando-se os tanques evitando a entrada de oxigênio. Neste processo o gás de escape dos motores é resfriado e remover-se à maior parte das impurezas, depois ele vai até a torre de lavagem onde é ventilado tornando-se pronto para o uso no iventizador. Assim evita-se a contaminação por oxigênio dos tanques.

O Método Close-in

Pode ser utilizado com os terminais robb. Nesse método, a sustentação da linha de mangotes é feita por um guindaste, lança ou pau de carga, não havendo cabo de aço para sustentação. Esse sistema é mais indicado quando o navio fornecedor for bem maior que o recebedor. Nele, a linha de mangotes é sustentado por meio de cabos de aço de ½’’meia polegada ou ¾” três quartos de polegadas, ou ainda por cabos de nylon trançado de 3 ½’’, fixados às selas, passando por moitões ligados a um guindaste, lança ou pau de carga.          

 Para a passagem de dispositivos assim que o navio recebedor estiver posicionado pelo través, o navio fornecedor lança a retinida, manualmente ou utilizando o fuzil. O navio recebedor entrará com a retinida, até que o cabo mensageiro tipo “star” do cabo de leva chegue a bordo. A seguir, o navio recebedor continuará entrando com o cabo mensageiro até chegarem a bordo o cabo de retorno que leva o mensageiro do cabo de distância/telefônico interpassadiços e o cabo telefônico interestações.

As comunicações interestações serão estabelecidas tão logo o recebedor conecte, à tomada de sua estação, o terminal enviado pelo fornecedor. Preferencialmente, a posição do cabo telefônico interestações deverá ser avante da linha de mangotes bem como o local de fixação do cabo de retorno do cabo de leva.

Tripulação pronta para reabastecimento
Tripulação pronta para reabastecimentoTripulação pronta para reabastecimento
Reabastecimento do navio Gastão Motta com a Corveta Barroso
Reabastecimento do navio Gastão Motta com a Corveta BarrosoReabastecimento do navio Gastão Motta com a Corveta Barroso
Passagem do telefone interpassadiço
Passagem do telefone interpassadiçoPassagem do telefone interpassadiço
Tripulação realizando reabastecimento
Tripulação realizando reabastecimentoTripulação realizando reabastecimento
Comandante Moura do Gastão Motta
Comandante Moura do Gastão MottaComandante Moura do Gastão Motta
 

Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
 

Recebido o pronto da máquina, a estação do recebedor solicitará ao fornecedor que o inicie o bombeamento. Durante a faina, o fornecedor folgará ou tesará os cabos das selas de acordo com a variação de distância entre os navios, evitando excessivos esforços sobre a linha e mangotes ou que ela toque a água.

Cinco minutos antes de completar a quantidade de óleo a ser transferida, o recebedor alertará ao fornecedor, que se preparará para encerrar o bombeamento. Encerrando o bombeamento, o recebedor solicitará ao fornecedor um jato de ar de 2 minutos. Após o jato de ar, o recebedor folgará a válvula da tomada robb  e desconectará o terminal.   

Método Stream (SPAN-WIRE)

Este método pode ser utilizado com os terminais robb, ou probe. Neste método é empregado um cabo de sustentação de aço (spanwire), mantido tensionado pelo navio tensor automático do tanque. Sua vantagem sobre o método close-in é poder ser utilizado em condições de tempo e mar adversas. O cabo de sustentação Spanwire é projetado para sustentar a linha de mangote de 96m (315 pés) de comprimento. Possibilita uma grande separação entre os navios, permitindo assim a execução da faina mesmo em caso de mau tempo. A distância máxima entre navios é de 200 pés /65m e 80 pés 24m, respectivamente. A distância mínima para tensionamento do spanwire é de 140pés /43m, e a deve ser mantida entre 150 pés/46m e 180 pés 55m durante o bombeamento.

A passagem dos elementos neste dispositivo é semelhante ao método close-in, porém a sustentação do dispositivo será feita por um cabo de aço (spanwire), onde correrão roldanas das selas de sustentação dos mangotes. 

O recebedor passará o cabo mensageiro e o cabo de leva para a estação continuando a entrar com o dispositivo até a chegada da mão do spanwire. A confirmação da correta conexão do terminal probe é indicada por bandeiras do sino quando içados a um ângulo de 30° aproximadamente.

Encerrado o bombeamento, o navio fornecedor enviará um jato de ar pelo mangote. Durante todo o reabastecimento são mantidos abertos os suspiros dos tanques. A seguir, o recebedor desconectará o mangote e libertará o cabo de fixação.    

Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
Gastão Motta no mar
Gastão Motta no marGastão Motta no mar
                       

Características do Navio

Deslocamento: 9.398 padrão 10.300 a plena carga.

Dimensões: 135.0 m de comprimento, 19.0 m de boca e 7.50 m de calado.

Propulsão: Diesel; 2 motores diesel Wärstilä Vasa de 12 cilindros 12v32 de 11.700 hp, acoplado a um eixo com hélice com passo controlável.

Combustível: 600 toneladas

Energia Elétrica: 3 motores diesel Ishibras-Wärstilä 4-R22, 2 geradores de 900 kw, 3 alternadores de 600 kw, gerado um total de 3.600 kw.

Velocidade: máxima de 20.5 nós.

Raio de Ação: 10.000 milhas náuticas a 15 nós.

Armamento: Nenhum

Sensores: 2 radares de navegação tipo Decca.

Capacidade de Carga: 4.400 toneladas de combustível, sendo 5.100.000 litros de diesel MAR-C e 608.000 litros de JP-5, mais 200 toneladas de suprimentos diversos.1.000 de querosene de aviação. É equipado com uma estação de transferência de combustível em cada bordo a meia nau.

Código Internacional de Chamada: PWGM

 Tripulação: 121 homens, sendo 13 oficiais e 108 praças, com 12 acomodações extras.                                           

 

 

 

 

 

 

 

Last Updated on Friday, 05 November 2010 22:10
 

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