O Programa Hermès: O patrulheiro do Futuro nasce na França PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Monday, 09 May 2011 00:00

 

Há anos que a DCNS francesa trabalha arduamente para deslanchar sua revolucionária família de navios militares leves desenvolvida sob a bandeira “GoWind”. Atenta à futura necessidade da Marine Nationale e também de diversas outras marinhas pelo mundo afora por navios menores do que fragatas, a empresa francesa apresentou em 2006 três novos navios de uma nova família variando entre 1100 e 2500 toneladas que abrangia desde navios patrulha oceânicos (NPaOc/OPV) até corvetas armadas de mísseis com um visual externo revolucionário claramente reminiscente do visual das FREMM.

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Da "novela bulgara" ao inesperado "l'Adroit"

As grandes GoWind-200 tinham capacidades que as aproximavam das corvetas tradicionais, com equipamento para guerra anti-submarino e a capacidade de receber lançadores verticais dos mísseis antiaéreos Aster 15, Crotale VT-1 ou Mica-VL. As Gowind-120 e -170 eram menores e bem mais simples, sendo mais focadas na missão de patrulha marítima. Em outubro de 2006 as Gowind-200 conquistaram seu primeiro cliente na forma da Marinha Búlgara, força que buscava uma forma de substituir seus velhos navios de origem soviética por novos modelos ocidentais. Simultaneamente Em contrapartida os estaleiros búlgaros passariam a fazer parte da cadeia logística da empresa francesa gerando empregos de alta tecnologia e receita recorrente em moeda forte para o governo local. Algumas fontes garantiam que a primeira unidade seria construída em Lorient, com as três outras sendo fabricadas em Varna pelo estaleiro Bulyard Shipbuilding Industry, além de outros equipamentos que seriam instalados pelo estaleiro de reparo naval búlgaro Terem-KRZ Flotski Arsena. A Marinha Francesa, o cliente da “casa”, para frustração da DCNS considerava que seus atuais navios patrulheiros ainda tinham bastante a dar, não sendo prioritária a sua substituição.

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Em 2008 a DCNS decidiu reorganizar a família GoWind, trocando os três modelos originais por quatro novos. Os “genéricos” números identificadores foram substituídos por nomes em inglês mais representativos de suas características operacionais. O modelo menor, mas armado de mísseis, passou a se chamar “Control”, as duas seguintes que compartilham o mesmo casco, variando apenas a missão e a presença de armamento de mísseis: “Presence” e “Action”. À maior variante de todas, a “Combat”, coube substituir diretamente a corveta 200 da “Geração” anterior. O sistema de combate escolhido para estes navios é um novo sistema, criado pela DCNS exatamente para esta família, o Polaris.  Abrigado completamente no interior do mastro, o radar é um Terma Scanter. À ré, todas as variantes da família apresentam um espaçoso convoo capaz de receber helicópteros e drones de até 10 toneladas como o NH-90. Mais para trás e sob o piso do convoo foram instaladas duas rampas com portas independentes para a rápida colocação no mar de lanchas infláveis de casco rígido de alta velocidade (RHIB na sigla em inglês).

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Com o colapso total do negócio búlgaro, pela segunda vez, em dezembro de 2009 e com o consistente feed-back de vários clientes potenciais, insatisfeitos com a necessidade de se comprometerem profundamente com um “navio de papel”, em 9 de maio de 2010 a DCNS tomou a iniciativa inusitada de autorizar o início da construção no estaleiro de Lorient de uma única “Gowind control corvette” deslocando 1,410 toneladas e medindo 87 metros de comprimento. Para realizar sua missão o novo NPaOc francês será equipado com um canhão de 20mm, de metralhadoras de 12.7mm e de canhões de água. O objetivo era de cedê-la à Marine Nationale sem ônus para que ela os operasse num ambiente real. Previsto para ser comissionado no final de 2011, este navio receberá o nome “L'Adroit”, conforme anunciou o almirante Pierre-François Forissier, chefe do Estado Maior da Marine Nationale em dezembro de 2010. Com este primeiro “cliente” operacional, a empresa acreditava que o mercado de exportação se abriria finalmente.

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A visita de ALIDE

Em março deste ano, dentro do “hangar” onde ocorre a construção deste navio, toda a estrutura da popa do navio já se encontrava perfeitamente alinhada e pronta para ser soldada ao restante do casco. A propulsão já estava devidamente instalada no interior do navio, mas, os motores ainda estavam cobertos para protegê-los de possíveis danos durante a faina de conclusão da construção da praça de máquinas. Logo abaixo do passadiço, existe um amplo compartimento onde, se pretende, ficarão oficiais observadores ou aspirantes em viagem instrução. Esta é uma configuração inusitada,  não sendo comum para os navios patrulha existentes no Brasil, por exemplo. Uma vez concluída sua construção o navio será transportado por caminhões-reboques especializados até a beira do Rio Scorff para ser colocado na água, de uma só vez, por um guindaste pesado. Estes caminhões são semelhantes àqueles usados pela Marinha do Brasil para a manobra de Load Out/Load In de seus submarinos no Arsenal de Marinha.

 

 

A configuração do navio atualmente em construção se aproxima do modelo “Presence” e por isso não levará mísseis antinavio ou antiaéreos. A tripulação normal prevista é de cerca de 30 militares, com capacidade suplementar para levar outros 30 passageiros. O passadiço do l’Adroit, seguindo o exemplo dos modernos navios de apoio às plataformas de petróleo, permite uma visão 360º, o que permite a visibilidade plena das operações aéreas e de lanchas pelo comandante do navio. A DCNS espera que com o lançamento do l’Adroit, e a sua entrada operacional, os pedidos desta nova linha comecem a aparecer. Quem sabe até mesmo de cinco unidades para a Marinha do Brasil dentro do seu programa Prosuper de aquisição de novos meios navais.

 

Last Updated on Monday, 23 May 2011 10:56
 

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