Visita do Navio-Veleiro “Cisne Branco” ao Porto de Fortaleza PDF Print E-mail
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Thursday, 12 April 2012 11:16

 

O Navio-Veleiro “Cisne Branco” zarpou do Rio de Janeiro no dia 31 de março de 2012 para uma viagem no qual representará o Brasil em um grande encontro de “Grandes Veleiros”. O encontro faz parte das comemorações do bicentenário da guerra de 1812 ocorrida nos EUA. Ao todo serão visitados cinco portos nacionais e 9 portos estrangeiros, como explicitado abaixo. - Maceió 06 a 10/ABR - Boston 30/JUN a 05/ JUL - Fortaleza 14 a 18/ABR - New London 07/ a 09/JUL - Belém 23 a 27/ABR - Ponta Delgada 24 a 27/JUL - San Juan 10 a 14/MAI - Mindelo 04 a 07AGO - New York 23 a 30/MAI - Natal 17 a 21/AGO - Norfolk 07 a 12/JUN - Salvador 25 a 28/AGO - Baltimore 13 a 19/JUN - Rio de Janeiro 02/ SET - Newport 23 a 27/JUN VISITAÇÃO PÚBLICA Nos dias 14 e 15 de abril, sábado e domingo próximo, haverá visitação pública no período das 14h às 18h. O Navio-Veleiro “Cisne Branco” estará atracado no Porto de Fortaleza. CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DO NOSSO NAVIO A Marinha do Brasil incorporou seu novo navio veleiro, uma galera de três mastros, em 04 de fevereiro de 2000. Batizado “Cisne Branco”, teve sua construção baseada nos projetos dos últimos ”Clippers” do século XIX. Foi construído em Amsterdã, Holanda, sob a supervisão da Marinha do Brasil. Com 76 metros de comprimento, 32 velas e 51 tripulantes, tem a capacidade de embarcar até 31 tripulantes em treinamento. A concepção de construção e emprego de um navio de treinamento mudou consideravelmente, principalmente devido aos avanços tecnológicos e sofisticados nos navios de guerra. Os navios veleiros “Guanabara”, até 1962, e “Almirante Saldanha”, até 1964, foram os últimos que navegaram com a bandeira brasileira. O “Cisne Branco” foi construído baseado na idéia de que tivesse todos os sistemas de tecnologia avançada, realizando, porem, todas as manobras de convés e vela exatamente como ocorriam no século XIX, mantendo assim as mais antigas tradições da marinharia. O “Cisne Branco” é utilizado no treinamento do pessoal em formação na Marinha do Brasil principalmente os Aspirantes da Escola Naval. Após formados na Escola Naval, os Guardas- Marinha complementam a sua formação embarcados a bordo do Navio Escola “Brasil“, que teve sua construção baseada no Fragata Niterói. Também podem embarcar alunos de universidades e do ensino de nível médio que tenham interesse em saber um pouco mais sobre a Marinha e o mar. Em 2000, o “Cisne Branco” participou das comemorações relativas aos 500 anos de descobrimento do Brasil, realizando a travessia do Oceano Atlântico, exatamente como Pedro Álvares Cabral havia feito. Alem de ser um dos motivos para a aquisição do navio, foi um bom exemplo de como o “Cisne Branco” pode ser utilizado para desenvolver e promover as tradições navais brasileiras. Grades eventos náuticos ocorrem freqüentemente em diversos países ao redor do mundo. Tais eventos têm a capacidade de reunir grande parte da comunidade marítima internacional. A participação de um navio de época, como o “Cisne Branco”, nesses eventos proporciona ao Brasil uma ótima oportunidade de mostrar sua cultura, tradições e capacidades. O navio também é utilizado para treinamento. Apesar de toda a tecnologia empregada na Marinha moderna, a essência da marinharia continua a ser um requisito fundamental para todos aqueles que têm o mar como seu ambiente de trabalho. A bordo do “Cisne Branco” as mais diversas atividades relativas à vida no mar são desenvolvidas. Manobras de velas, tarefas nos conveses, navegação e marinharia são somente algumas delas. A constante interação com a natureza ensina aos tripulantes em treinamento a respeitar o mar e também lhes dar confiança que só os que já o enfrentaram podem ter. Os exercícios de subida na mastreação exercitam a capacidade de vencer desafios e reforçam a auto estima. Trabalhar nos conveses e as fainas nas vergas ensinam o valor do trabalho em equipe e a importância em desenvolver a confiança no companheiro. Em sumo, o “Cisne Branco” é um veleiro completo, que contribui para o endoutrinamento dos homens do mar. A MOEDA ASSENTUADA NA BASE DO MASTRO GRANDE Uma moeda de 100 Réis cunhada em 1939 com a imagem do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil, foi assentada na base do mastro principal do navio durante a sua construção. Esta tradição naval tem sua origem em uma antiga lenda grega, no qual a moeda serviria para o pagamento da figura mitológica encarregada de realizar o transporte das almas dos tripulantes para o paraíso. A ORIGEM DO NOME “CISNE BRANCO” Cisne Branco é o nome do hino da Marinha do Brasil, a canção do marinheiro. A letra do hino faz uma analogia entre a beleza e graça de um cisne branco e uma galera navegando. Sendo um navio veleiro armado em galera e um símbolo das mais caras tradições navais, naturalmente o nome foi definido. A figura do cisne também representa “boa sorte” e “feliz travessia” na simbologia heráldica. O “Cisne Branco” foi construído com o propósito de representar a Marinha do Brasil em grandes eventos náuticos, tanto nacionais quanto internacionais, fomentar a mentalidade marítima em nossa sociedade, cultuar as tradições navais e contribuir para a formação marinheira do pessoal da Marinha do Brasil. Com sua silhueta inspirada na dos “Clippers” do século XIX, o “Cisne Branco” foi construído em 1998 e entregue à Marinha do Brasil em 04 de fevereiro de 2000. No Rio Tejo, foi incorporado à Marinha do Brasil em 09 de março de 2000, exatamente 500 anos após a partida de Pedro Álvares Cabral. Laboram as velas, cerca de 18 km de cabos manobrados manualmente em trabalho de equipe, fainas profissionais de elevado conteúdo que preserva as antigas tradições dos heróicos e históricos veleiros. CARACTERISTICAS GERAIS DIMENSÕES Comprimento Total: 76,0 m / 249 pés Boca (largura): 10,5 m / 34,5 pés Calado: 4,8 m / 15,7 pés Altura do Mastro Grande: 46,4 m / 152,2 pés Deslocamento: 1.038 ton PESSOAL Comandante: Capitão-de-Mar-e-Guerra Nelson Nunes da Rosa Oficialidade: 9 Guarnição: 41 Tripulantes em treinamento: 31 PROPULSÃO Armação: Galera Área Vélica (máxima): 2.195 m² Velas redondas: 15 Velas latinas: 10 Velas auxiliares: 6 Vela de mau tempo: 1 Velocidade máxima à vela: 17,5 nós (32 km/h) Propulsão auxiliar: 1 motor Diesel 1001 hp Velocidade máxima: 11 nós (20 km/h)

 

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