Paris Airshow 2011: Rafale contra Eurofighter! PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Saturday, 13 August 2011 02:23

Aqueles "visionários" que decretaram a iminente morte dos Salões Aéreos de Paris e de Farnborough há apenas alguns anos, devem ter ficado sem palavras em 2011. No ano de seu 102o aniversário era improvável que o mais otimista de seus apoiadores pudesse sequer imaginar que o salão pudesse demonstrar tamanha vitalidade. E em todos os segmentos!

Mapa dos pavilões, aeronaves e chalés
Mapa dos pavilões, aeronaves e chalésMapa dos pavilões, aeronaves e chalés
Vista dos stands
Vista dos standsVista dos stands
Vista dos stands
Vista dos standsVista dos stands
Vista dos stands
Vista dos standsVista dos stands
Maquete do T-50 da KAI
Maquete do T-50 da KAIMaquete do T-50 da KAI

ALIDE foi a Paris para entender o que tinha mudado e quais eram as tendências que dominariam as conversas nos próximos anos. Obviamente não daria para fazermos um Raio-X completo do salão com apenas um correspondente, mas as nossas centenas de fotos levarão vocês o mais perto possível deste espetáculo, acompanhe-nos!

Não deixe de ler também as duas entrevistas especiais de ALIDE falando das novidades da Embraer e da Thales no Paris Air Show 2011.

Um grande evento

O Paris Air Show é a maior e mais antiga exposição aeronáutica do mundo tendo sido realizada pela primeira vez no ano de 1909. Atualmente ela é realizada de dois em dois anos no Aeroporto Le Bourget no norte de Paris, França. A edição de 2011 foi a de número 49.

Vista dos stands
Vista dos standsVista dos stands
Jaguar da coleção do Museu
Jaguar da coleção do MuseuJaguar da coleção do Museu
Jaguar da coleção do Museu
Jaguar da coleção do MuseuJaguar da coleção do Museu
Vista da rua de acesso entre os halls
Vista da rua de acesso entre os hallsVista da rua de acesso entre os halls
Chalé da Rolls-Royce
Chalé da Rolls-RoyceChalé da Rolls-Royce

A exposição é principalmente um evento comercial, o seu principal objetivo é fazer a demonstração de aeronaves civis e militares para os potenciais clientes. Ela é amplamente considerada a exposição de aeronaves de maior prestígio do mundo, tradicionalmente, contratos de vendas de grandes empresas aéreas são anunciados por elas mesmas durante o evento.

Vista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalésVista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalésVista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalésVista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalés
Vista da rua de acesso entre os chalésVista da rua de acesso entre os chalés
Maquete do MQ-1 Avenger Drone da General Atomics
Maquete do MQ-1 Avenger Drone da General AtomicsMaquete do MQ-1 Avenger Drone da General Atomics

A edição de 2011 foi uma das maiores e melhores ja vistas, atraindo mais de 2.100 expositores internacionais, entre eles, a grande novidade do ano, foi a presença pela primeira vez de uma empresa chinesa, a COMAC. De acordo a opinião de vários analistas da indústria, o novo C919 desta empresa em breve deve se tornar um grande concorrente dos aviões menores da Airbus e da Boeing.

Curiosamente, logo no início da exposição foi anunciado que quem está servindo como maior "garantidor", e potencial primeiro cliente ocidental, para este importante programa chinês é justamente o dono da gigante empresa aérea low-fare irlandesa, Ryanair, que acena com a potencial colocação de um pedido inicial de centenas dos novos aviões. Outro avião em desenvolvimento que não perde nenhuma das grandes feiras é o russo Sukhoi SuperJet 100.

Ele junto o modelo maior MS-21 da empresa Irkut, são as maiores apostas russas para tentar reconstruir do zero a indústria de aviões comerciais que foi dizimada com o colapso da União Soviética.

Maquete do MQ-9 Reaper Drone da General Atomics
Maquete do MQ-9 Reaper Drone da General AtomicsMaquete do MQ-9 Reaper Drone da General Atomics
Conceito de UCAV no stand chinês
Conceito de UCAV no stand chinêsConceito de UCAV no stand chinês
Maquetes de foguetes do stand chinês
Maquetes de foguetes do stand chinêsMaquetes de foguetes do stand chinês
Fabricante de componentes : Trem de pouso do Learjet
Fabricante de componentes : Trem de pouso do LearjetFabricante de componentes : Trem de pouso do Learjet
Nacele do A380 no stand da Safran
Nacele do A380 no stand da SafranNacele do A380 no stand da Safran

Os números da edição de 2011 não foram nada modestos, foram mais de 2.100 expositores em 28 pavilhões internacionais, 290 delegações oficiais de 100 países, com cerca de 150 aeronaves em exposição estática e 45 em exibição de vôo. A feira também contou com a presença de 145.000 visitantes comerciais, 200.00 visitantes públicos e 3.176 jornalistas.

Muitas estréias

O ano de 2011 também marcou a estréia do novo 787 Dreamliner e também dos novos modelos do 747, os "traço 8", na Europa, tanto em seu modelo de passageiros quanto no cargueiro.

Infelizmente na última hora os paquistaneses resolveram não mandar a Paris o seu novo caça leve JF-17 Thunder construído em parceria com a indústria chinesa.

Maquetes do MC-21 e do SSJ no stand da Irkut
Maquetes do MC-21 e do SSJ no stand da IrkutMaquetes do MC-21 e do SSJ no stand da Irkut
Nacele do A380 no stand da Safran
Nacele do A380 no stand da SafranNacele do A380 no stand da Safran
Trem de pouso do novo 787
Trem de pouso do novo 787Trem de pouso do novo 787
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380

No mundo dos helicópteros os holofotes estavam sobre o inusitado Eurocopter X-3 com dois motores e hélices montadas lateralmente como forma de se obter a máxima velocidade possível. O X-3 é a resposta européia ao desafio representado pelo demonstrador de tecnologia X2 apresentado pela Sikorsky há alguns meses.

Também foi apresentado o helicóptero civil de 8 toneladas focado no mercado SAR e de apoio a plataformas de petróleo Agusta Westland AW189. O novo modelo é um bimotor que transporta entre 16 e 18 passageiros tem um cockpit digital moderníssimo e tem uma série de modernizações para aumentar a segurança dos passageiros em suas operações sobre o mar e outros ambientes inclementes.

Nossa última cobertura de um grande show aeronáutico ocorreu em 2008 (http://www.alide.com.br/joomla/component/content/article/74-ed38/220-farn08) e alí já dava pra se perceber, por todo canto, o impacto da crise global que restringia os investimentos tanto na área comercial como no mundo da defesa e da aviação de negócios. Paris 2011 foi o exato inverso daquele quadro.

Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380
Vôo de exibição do Airbus A380Vôo de exibição do Airbus A380

Durante as 103 semanas existentes entre cada Air Show de Le Bourget aquele aeródromo se ocupa primariamente de receber o trafego aéreo executivo da Cidade Luz. E também fica ali o maior museu aeroespacial da França, o Musée de l`Air. Mesmo nesta sua Semana de Gala, a coleção externa do Museu ocupa seu espaço. A coleção de grandes aviões normalmente fica disposta logo do lado de fora das alas cobertas, mas nesta semana alguns destes aviões históricos, para abrir espaço para osb modelos da esposição estática, são colocados em outros pátios, como aquele existente do outro lado da pista de pouso. Ironicamente foi ali onde ficou, ao lado do imaculado 707 particular do ator John Travolta, e de um Caravelle, o veterano KC-137 "2401" que trouxe até aqui a comitiva da FAB. A presença destes aviões clássicos na feira, de forma impecável, salienta os grandes saltos que a tecnologia aeronáutica deu nas últimas décadas.

A semana do evento realizado entre 20 a 26 de junho se iniciou chuvosa e escura, mas a cada novo dia a cidade mostrava mais e mais sol e céu azul. Não poderia haver assim melhor metáfora para o que ocorria dentro dos chalés e pavilhões em Le Bourget.

Airbus A380 taxiando
Airbus A380 taxiandoAirbus A380 taxiando
Estrutura aerodinâmica em teste para AWACS num C295
Estrutura aerodinâmica em teste para AWACS num C295Estrutura aerodinâmica em teste para AWACS num C295
Airbus A400M em exibição estática
Airbus A400M em exibição estáticaAirbus A400M em exibição estática
Rampa trazeira do Airbus A400M
Rampa trazeira do Airbus A400MRampa trazeira do Airbus A400M
Porta de paraquedistas do Airbus A400M
Porta de paraquedistas do Airbus A400MPorta de paraquedistas do Airbus A400M

O confronto da década: Rafale contra Eurofighter

No segmento de aeronaves militares as duas estrelas foram inegavelmente o Dassault Rafale e o anglo-ítalo-teuto-espanhol Eurofighter. Ambos os projetos se exibiam no Salão turbinados por dois eventos independentes mas muito significativos: a seleção para a finalíssima no gigantesca concorrência MMRCA da Força Aérea da Índia para 126 caças médios multimissão, e o seu debut operacional em guerra, ambos os modelos eram a ponta de lança das Forças Aéreas ocidentais no conflito iniciado contra o Kadhafi na Líbia.

Os demais concorrentes do MMRCA ainda estavam lambendo as feridas decorrentes da desclassificação, especialmente os dois modelos americanos, Lockheed F-16 e Boeing F-18, que tinham como certa suas chances naquela concorrência.

A400M com sistema de instrumentação de testes no interior
A400M com sistema de instrumentação de testes no interiorA400M com sistema de instrumentação de testes no interior
Motor TP400 do Airbus A400M
Motor TP400 do  Airbus A400MMotor TP400 do  Airbus A400M
Faróis de pouso do Airbus A400M
Faróis de pouso do Airbus A400MFaróis de pouso do Airbus A400M
Grizzly é o callsign usado nos testes de certificação do A400M
Grizzly é o callsign usado nos testes de certificação do A400MGrizzly é o callsign usado nos testes de certificação do A400M
Trem de pouso dianteiro do Airbus A400M
Trem de pouso dianteiro do Airbus A400MTrem de pouso dianteiro do Airbus A400M

O Eurofighter EF2000

Diferentemente do Rafale que ainda luta por um cliente de exportação, o programa europeu,alé das unidades vendidas para os quatro membros já conseguiu exportá-los para a Austria e para a Arábia Saudita de onde recebeu um pedido para 72 aeronaves deste tipo. Para Marco Valério Bonelli da área de comunicação da Eurofighter, a pré-seleção na concorrência indiana não é a única boa notícia para se contar por aqui. A Eurofighter já entregou 280 aviões, número quase igual ao total de encomendas atuais do rival francês, contou com um sorriso. A produção do Eurofighter é dividida em lotes chamados de "tranches". Cento e quarenta e oito aviões formam o primeiro tranche, 236 o segundo e metade do terceiro (o chamado "tranche 3a") envolve 112 aeronaves. Fora estes todos, tem ainda o pedido firme saudita e os 15 entregues aos austríacos. A próxima autorização deve ser da tranche 3b com mais 124 aviôes.

A frota deste avião cruzou o número de 10000 horas em janeiro passado e logo em seguida estreiou no combate na Líbia. Ainda neste ano, o EF2000 concluiu a primeira fase de testes do míssil Meteor e foi assinada uma carta de intenções para a integração de um novo radar com antena de varredura for feixe eletrônico AESA com previsão para entrar em serviço em 2015. Para Marco Valério "a combinação do míssil Meteor com o novo radar AESA dará ao EF2000 uma capacidade de combate similar ao do caça stealth americano F-22 Raptor".

Interior do A400M
Interior do A400MInterior do A400M
Rampa de carga do A400M
Rampa de carga do A400MRampa de carga do A400M
Caminhão militar pesando entrando no A400M pela rampa de carga
Caminhão militar pesando entrando no A400M pela rampa de cargaCaminhão militar pesando entrando no A400M pela rampa de carga
Bolacha da equipe de testes do A400M
Bolacha da equipe de testes do A400MBolacha da equipe de testes do A400M
Exibição estática do A400M
Exibição estática do A400MExibição estática do A400M

Na Líbia, Eurofighters britânicos e italianos se encontram em plena operação, com os últimos se focando  primariamente na defesa de alvos de maior valor, como aviões de reabastecimento e os AWACS. Na data da entrevista, os britânicos já tinham acumulado umas 1500 horas de vôo naquela campanha, enquanto os italianos que iniciaram suas atividades naquela operação apenas depois deles já tocavam na marca das 1000 horas. Em termos de perspectivas futuras o time de vendas do Eurofighter coloca suas fichas na concorrência japonesa que deve ser anunciada segundo eles esperam até o fim deste ano.  Outra possibilidade identificada é a Força Aérea do Qatar e também Malásia e Bulgária que devem abrir suas próprias concorrências. Marco Valério contou que a interferência americana na área operacional é um problema sério para as forças aéreas e pode ser perfeitamente percebida na não "liberação" dos Lockheed F-16C Block 50 turcos para que tomassem parte de exercícios bilaterais com a Força Aérea Chinesa.

Tripulante do A400M se preparando para vôo de exibição
Tripulante do A400M se preparando para vôo de exibiçãoTripulante do A400M se preparando para vôo de exibição
Cauda do A400M
Cauda do A400MCauda do A400M
ATR 72 da empresa brasileira Azul se preparando para vôo de exibição
ATR 72 da empresa brasileira Azul se preparando para vôo de exibiçãoATR 72 da empresa brasileira Azul se preparando para vôo de exibição
ATR 72 da Azul em vôo de exibição
ATR 72 da Azul em vôo de exibiçãoATR 72 da Azul em vôo de exibição
ATR 72 da Azul taxiando
ATR 72 da Azul taxiandoATR 72 da Azul taxiando

Só por causa disso, a Força Aérea Turca foi obrigada a empregar apenas os velhinhos F-16 Block 15 e os F-4E modernizados. Em paralelo a Turquia segue adiante com seu programa de caças próprios, e a Eurofighter gostaria muito de ser selecionada como o parceiro tecnológico nele. Marco Valério demonstra a confiança da empresa ao declarar que "o Eurofighter EF2000 é o melhor caça multimissão do mundo".

C-27J da Alene pousando
C-27J da Alene pousandoC-27J da Alene pousando
C-27J da Alene em vôo de exibição
C-27J da Alene em vôo de exibiçãoC-27J da Alene em vôo de exibição
C-27J da Alenia em vôo de exibição
C-27J da Alenia em vôo de exibiçãoC-27J da Alenia em vôo de exibição
C-27J da Alenia em vôo de exibição
C-27J da Alenia em vôo de exibiçãoC-27J da Alenia em vôo de exibição
Boeing 787 Dreamliner em exposição estática
Boeing 787 Dreamliner em exposição estáticaBoeing 787 Dreamliner em exposição estática

Dassault Rafale

Depois de meses de virtual silêncio rompido apenas por sua participação na LAAD os franceses da Dassault montaram um tour guiado do chalé para jornalistas brasileiros dedicado ao avião na área de exibição estática. Bem ao lado de um modelo em escala real do avião não-tripulado de combate nEUROn duas unidades do Rafale, um da Marinha e outro da Força Aérea Francesa foram exibidos aos visitantes. colocados assim um ao lado do outro dá pra notar as suas diferenças e peculiaridades. O Modelo "M", o Rafale de emprego naval, tem um trem de pouso principal claramente mais curto e mais robusto que seu primo terrestre. Associado a um trem de pouso dianteiro igualmente reforçado e também alongado, o "M", mesmo parado no solo, apresenta uma postura muito mais "cabrada", com o nariz apontando para o céu, do que a versão terrestre.

Boeing 787 Dreamliner em exposição estática
Boeing 787 Dreamliner em exposição estáticaBoeing 787 Dreamliner em exposição estática
Cauda do novo Boeing 747-8
Cauda do novo Boeing 747-8Cauda do novo Boeing 747-8
Turbina GE-90 do Boeing 747-8
Turbina GE-90 do Boeing 747-8Turbina GE-90 do Boeing 747-8
Versão cargueira do Boeing 747-8
Versão cargueira do Boeing 747-8Versão cargueira do Boeing 747-8
Dianteira do Boeing 747-8
Dianteira do Boeing 747-8Dianteira do Boeing 747-8

Esta característica aumenta a força aerodinâmica para cima durante a curta decolagem assistida pela catapulta do navio-aeródromo. Além disso, as diferenças se resumem ao gancho de parada e à estrutura reforçada do modelo marinizado e aos armamentos característicos de cada versão, como o Exocet AM-39, por exemplo, que é exclusivo da versão naval. O Rafale M é atualmente a única aeronave européia especificamente criada para operar em porta-aviões, apresentando uma enorme comunalidade com a sua versão de emprego desde terra, os Rafale C/B.

Eurocopter X3 em vôo de exibição
Eurocopter X3 em vôo de exibiçãoEurocopter X3 em vôo de exibição
Eurocopter X3 em vôo de exibição
Eurocopter X3 em vôo de exibiçãoEurocopter X3 em vôo de exibição
Eurocopter X3 em vôo de exibição
Eurocopter X3 em vôo de exibiçãoEurocopter X3 em vôo de exibição
Exposição estática do Eurofighter EF 2000
Exposição estática do Eurofighter EF 2000Exposição estática do Eurofighter EF 2000
Exposição estática do Eurofighter EF 2000
Exposição estática do Eurofighter EF 2000Exposição estática do Eurofighter EF 2000

Dentro do stand havia um completo simulador digital de missão com telão para explicar aos jornalistas como os avançados sistemas do seu avião simplificam a missão do piloto dentro da cabine. O Rafale recebe de forma automática informações sobre alvos identificados por outras aeronaves como outros caças, UAVs ou mesmo aeronaves de alerta antecipado, os chamados "AWACS". Segundo os especialistas da empresa francesa, neste caso o importante é a perfeita integração dos diversos sensores utilizados de forma que não sejam criados "alvos fantasmas" múltiplos, fruto da falta de uma adequada sincronização dos sensores.

Um apresentador guiou passo a passo narrando esta "missão" para a platéia, mudando arbitrariamente a situação do cenário e permitindo que o piloto, no mesmo momento, reconfigurasse sua aeronave para reagir às mudanças no cenário.

Eurofighter EF 2000 taxiando
Eurofighter EF 2000 taxiandoEurofighter EF 2000 taxiando
Eurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolar
Eurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolarEurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolar
Eurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolar
Eurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolarEurofighter EF 2000 aguardando autorização para decolar
Eurofighter EF 2000 com os queimadores acesos
Eurofighter EF 2000 com os queimadores acesosEurofighter EF 2000 com os queimadores acesos
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição

O caça francês emprega um sistema de navegação altamente automatizado cuja programação pode ser alterada com grande facilidade pelo piloto acomodando quaisquer novas informações que lhe chegue, em tempo real, durante o decorrer da missão. A atual experiência da Força Aérea e da Marinha Francesas nos céus da Líbia revelou que o modelo F3, versão que se encontra atualmente em uso, logrou realizar, perfeitamente, tanto missões antiaéreas, quanto ar-solo e de reconhecimento, com igual sucesso. O patamar de software do F3 permite que o Rafale atue tanto como designador dos alvos usando o casulo Dámocles, quanto como o lançador do armamento, dispensando a participação de outros modelos de aeronaves. Exemplo desta flexibilidade ampliada foi a destruição no solo de um treinador a jato líbio.

Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição

Devido ao atraso na autorização de abate, acabou sendo destruído não por um míssil ar-ar, mas por uma munição guiada ar-solo do tipo AASM. Das 7000 surtidas lançadas até aqui pela OTAN contra as forças de Kadhafi, cerca de 10% delas foram realizadas pelos Rafales, metade das quais ocorrendo durante o período da noite. Ambos os aviões exibidos traziam mísseis de curto-médio alcance nas pontas das asas, tanto na versão de guiagem infra-vermelha quanto na guiagem por radar. Foram mostrados, ainda, bombas guiadas por laser GBU-12, o míssil ramjet Meteor, o pod de designação de alvos Dámocles, os mísseis ar-terra Brimstone, e, montados em um lançador múltiplo AUF-2, os mísseis ar-terra guiados por INS/GPS SAGEM AASM (Armement Air Sol Modulaire), agora conhecidos comercialmente como "Hammer".

Eurofighter EF 2000 com os queimadores acesos
Eurofighter EF 2000 com os queimadores acesosEurofighter EF 2000 com os queimadores acesos
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 em vôo de exibiçãoEurofighter EF 2000 em vôo de exibição
Eurofighter EF 2000 levantando vôo
Eurofighter EF 2000 levantando vôoEurofighter EF 2000 levantando vôo
Dassault Rafale com pintura comemorativa de 30.000 horas de vôo
Dassault Rafale com pintura comemorativa de 30.000 horas de vôoDassault Rafale com pintura comemorativa de 30.000 horas de vôo
Dassault Rafale em vôo de exibição
Dassault Rafale em vôo de exibiçãoDassault Rafale em vôo de exibição

O AASM foi desenvolvido para ser usado contra carros blindados a uma distância de até 67km (se disparado obliquamente desde 20000 pés) ou a 50km de disparado em linha reta. Um lançador de foguetes não guiados LR68 e casulos externos de canhões representavam o lado "leve" do armamento, enquanto o míssil de cruzeiro Storm Shadow/SCALP simbolizava exatamente o outro extremo do arsenal do Rafale.

Jean-Marc Merialdo, diretor da Dassault Internacional no Brasil, contou aos jornalistas brasileiros que o avião francês na operação na Líbia já havia voado mais de 3500 horas voadas. Trezentas das surtidas tinham sido feitas levando o novo casulo de reconhecimento Reco NG e entre 150 e 200 delas levavam as bombas guiadas a  laser e as bombas propulsadas a foguete da SAGEM. Em junho, alguns dos Rafales naquela operação chegaram a voar 140 horas.

O armamento AASM é uma arma desenvolvida para ser usada contra tanques que acerta alvos a 67km de distância (se disparado obliquamente desde 20000 pés).

Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo

Merialdo contou ainda que na Líbia os Rafales franceses alcançaram uma disponibilidade de 95%. Foram disparados pelos Rafales, de 19 de março até o dia da entrevista, 200 mísseis AASM, 150 bombas guiadas a laser e dez mísseis de cruzeiro SCALP.  Os Rafales foram os primeiros aviões a entrar na Líbia, onda de Exclusão Aérea. Inicialmente os Rafales da Força Aérea Francesa partiam da Base Aérea de Saint Dizier (BA113) [GE: 48°37'54.79"N   4°53'55.92"L], e só posteriormente eles se mudaram para uma base de apoio - de desdobramento na terminologia da FAB – de Solenzara (BA126) na Córsega [GE: 41°55'3.48"N   9°25'10.76"L]. Perguntado se os Rafales operando na Líbia já estavam designando seus próprios alvos, Merialdo explicou que no desdobramento para o Afeganistão a Armée de l’Àir mandou os Rafale F.2 que não tinham ainda esta capacidade, mas que, agora na Líbia, os F3 já podem fazer ambos os papeis, tanto o de "Killer" (designador do alvo)  quanto de "Shooter" (disparador do armamento).

Dassault Rafale em exibição de vôo
Dassault Rafale em exibição de vôoDassault Rafale em exibição de vôo
Simulador de missão do Rafale no chalé da Dassault
Simulador de missão do Rafale no chalé da DassaultSimulador de missão do Rafale no chalé da Dassault
Simulador de missão do Rafale no chalé da Dassault
Simulador de missão do Rafale no chalé da DassaultSimulador de missão do Rafale no chalé da Dassault
Painel de cargas externas do Dassault Rafale
Painel de cargas externas do Dassault RafalePainel de cargas externas do Dassault Rafale
Turbinas M-88 SNECMA do Dassault Rafale
Turbinas M-88 SNECMA do Dassault RafaleTurbinas M-88 SNECMA do Dassault Rafale

Merialdo contou ainda que em 2012 deverá ser entregue o primeiro Rafale "F304" um F3 equipado com o radar AESA, o próximo passo na evolução desta família. Perguntado sobre o status so degrau seguinte o "F4", Meriado explicou que este programa todavia ainda não foi iniciado e que por enquanto só se fala com clientes sobre os modelos "F3" e "F304". No Brasil o Rafale disputa contra o americano F-18E/F e com o sueco Gripen NG uma encomenda inicial de 36 aviões para a FAB. O Rafale que se exibiu nos céus de Paris este ano envergava uma vistosa pintura em tons de cinza comemorativa das 30.000 horas de voo da frota de Rafales franceses. A frota de Rafales total naquele momento era de 66 aviões da Armée de l’Air (Força Aérea Francesa) e outros 32 da Marinha francesa.

Radar AESA RBE 2 do Dassault Rafale
Radar AESA RBE 2 do Dassault RafaleRadar AESA RBE 2 do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault RafaleExposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault RafaleExposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault RafaleExposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault RafaleExposição estática do Dassault Rafale

"Concept Visions" da MBDA propõe pensar em substituto para o Exocet

Repetindo um padrão cada dia mais comum entre as empresas francesas de defesa, a MBDA aproveitou a feira de Le Bourget para apresentar suas idéias mais avançadas e conceituais para a substituição futura de um sistema icônico, o míssil anti navio Exocet, imortalizado por seu sucesso operacional na Guerra das Malvinas em 1982. Não se trata de um novo programa, com metas e especificações emitidas pelas forças armadas de um dos países sede da MBDA (Reino Unido, França, e Alemanha),  mesmo as idéias apontam para uma solução que somente estaria viável daqui a 20 anos. A maquete é vermelha, como carro de bombeiro, e se chama Perseus, sendo difícil não notá-lo em meio de vários mísseis normais exibidos no stand na sua cor normal branco ou cinza.

Exposição estática do Dassault Rafale
Exposição estática do Dassault RafaleExposição estática do Dassault Rafale
Trem de pouso do Dassault Rafale
Trem de pouso do Dassault RafaleTrem de pouso do Dassault Rafale
Missil antinavio Exocet AM 39 do Dassault Rafale M
Missil antinavio Exocet AM 39 do Dassault Rafale MMissil antinavio Exocet AM 39 do Dassault Rafale M
Trem de pouso robustecido do Dassault Rafale M
Trem de pouso robustecido do Dassault Rafale MTrem de pouso robustecido do Dassault Rafale M
Dassault Rafale M
Dassault Rafale MDassault Rafale M

Este é o segundo exercício "Concept Vision" da MBDA, o primeiro apresentado em Farnborough 2010 envolveu uma família de "mísseis urbanos" ultraleves integrado a redes de dados um dos quais (o de 1kg) seria capaz de aposentar o fuzil de 30mm de alta precisão dos atiradores de elite (os “snipers”). O impacto do míssil seria completamente distinto, causando um dano no inimigo muito superior que qualquer projétil de 30mm já o míssil maior, com 5 Kg, poderia ser letal contra qualquer alvo que não tenha a blidagem de um Carro de Combate principal. O sistema seria ultra preciso, com alcance de 2-4 km, transportável pelo próprio militar e causando um mínimo dano colateral.

Este ano o objeto do estudo é um míssil antinavio e para ataque contra alvos em terra de longo alcance com reconhecimento automático do alvo e que possa virar o novo míssil naval padrão das marinhas da França e o Reino Unido.

Tubeiras das M88 do Dassault Rafale
Tubeiras das M88 do Dassault RafaleTubeiras das M88 do Dassault Rafale
Detalhe dos pósqueimador do Rafale
Detalhe dos pósqueimador do RafaleDetalhe dos pósqueimador do Rafale
Trem de pouso mais leve do Dassault Rafale C
Trem de pouso mais leve do Dassault Rafale CTrem de pouso mais leve do Dassault Rafale C
Canhão-metralhadora do Dassault Rafale com munição
Canhão-metralhadora do Dassault Rafale com muniçãoCanhão-metralhadora do Dassault Rafale com munição
Canhão-metralhadora 30-791 do Dassault Rafale
Canhão-metralhadora 30-791 do Dassault RafaleCanhão-metralhadora 30-791 do Dassault Rafale

O conceito chamado de Perseus CVS 401 mede cinco metros de comprimento, tem uma estrutura em material composto e pesa apenas 800 kg no total. Sua velocidade de aproximação seria Mach 3 em altitude, e opcionalmente  Mach 2+ no nível do mar. O seu alcance seria de 300 km e ele teria a capacidade de realizar um mergulho direto no trecho final do ataque para atrapalhar os sistemas de defesa de ponto dos navios alvo. Ele seria muito mais flexível permitindo diversas trajetórias de ataque e não apenas o previsível perfil de voo rente ao mar. A soma de uma fuselagem desenhada levando em conta os princípios stealth e a alta velocidade farão este um alvo bem difícil de ser atingido pelos defensores. Para achar e reconhecer o seu alvo o míssil conta com um radar de abertura sintética (SAR) AESA combinado com um sensor LADAR (Laser Radar) este grau de inteligência permitirá a redução do risco de danos colaterais.

MICA IR e RF, 2x Meteor, Exocet AM39
MICA IR e RF, 2x Meteor, Exocet AM39MICA IR e RF, 2x Meteor, Exocet AM39
Casulo designador de alvo Damocles
Casulo designador de alvo DamoclesCasulo designador de alvo Damocles
Bombas guiadas a laser e GPS Raytheon GBU-49
Bombas guiadas a laser e GPS Raytheon GBU-49Bombas guiadas a laser e GPS Raytheon GBU-49
Lançador de mísseis LR68
Lançador de mísseis LR68Lançador de mísseis LR68
Míssil ar-ar MICA/IR da MBDA
Míssil ar-ar MICA/IR da MBDAMíssil ar-ar MICA/IR da MBDA

 

Para acomodar seus diferentes cabeças de combate (os explosivos) o míssil apresentará um compartimento especial (o "payload bay") que poderá ejetar antes do impacto outro módulo explosivo/penetrante que aumentará dramaticamente o dano no alvo. A idéia é que este míssil possa ser disparado indistintamente de um navio equipado com lançador vertical americano Mk.41, ou europeu Sylver A70. A sua propulsão seria um motor ramjet complementado por um foguete booster de dois estágios. A sua integração com as redes de comunicação serão feitas via satélite, viabilizando o ataque além da linha do horizonte. Isso permite a atualização da posição do alvo durante o voo do míssil.

parte traseira das bombas Raytheon GBU-49
parte traseira das bombas Raytheon GBU-49parte traseira das bombas Raytheon GBU-49
Pod de reconhecimento digital Reco-NG da Thales
Pod de reconhecimento digital Reco-NG da ThalesPod de reconhecimento digital Reco-NG da Thales
Armamentos usados pelo Dassault Rafale
Armamentos usados pelo Dassault RafaleArmamentos usados pelo Dassault Rafale
Tubeira do míssil MICA
Tubeira do míssil MICATubeira do míssil MICA
Bombas guiadas AASM da Safran
Bombas guiadas AASM da SafranBombas guiadas AASM da Safran
Este tipo de ajuste em tempo real é crucial para a destruição de alvos móveis, pois, devido a sua alta velocidade, o alcance máximo do míssil seria atingido em não mais de 6 ou 7 minutos de voo.

O mercado potencial de ser atendido é extenso abrangendo toda a base instalada existente dos sistemas de mísseis ocidentais Exocet, Harpoon, RBS-15 e Otomat/Teseo. Para que o novo sistema esteja pronto para entrar em serviço em 2030 o seu desenvolvimento deve ser iniciado no mais tardar até 2020. O Perseus poderá ser disparado de navios maiores

Bombas guiadas AASM da Safran
Bombas guiadas AASM da SafranBombas guiadas AASM da Safran
Míssil ar-terra MBDA Brimstone
Míssil ar-terra MBDA BrimstoneMíssil ar-terra MBDA Brimstone
Bombas guiadas GBU da Safran
Bombas guiadas GBU da SafranBombas guiadas GBU da Safran
Adaptador de bombas CLB8
Adaptador de bombas CLB8Adaptador de bombas CLB8
Pod de canhão duplo - CC630
Pod de canhão duplo - CC630Pod de canhão duplo - CC630

No entanto, para permitir seu emprego também desde o compartimento interno do caça Lockheed F-35 será necessário construir uma outra versão menor. O que  já se tem certeza é que o design inicial apresentado parece ser bastante razoável para alcançar as metas ambicionadas. Perguntado de o design com uma única entrada de ar não seria vulnerável ao apagamento do motor ramjet durante as manobras mais bruscas o especialista da MBDA disse que esse tipo de risco se resolve com o uso de um sistema de controle de voo avançado.

Pod de canhão-metralhadora 30mm CC420
Pod de canhão-metralhadora 30mm CC420Pod de canhão-metralhadora 30mm CC420
Míssil cruzador de longo alcance Storm Shadow/SCALP da MBDA
Míssil cruzador de longo alcance Storm Shadow/SCALP da MBDAMíssil cruzador de longo alcance Storm Shadow/SCALP da MBDA
Cabeça de guiagem do míssil MICA I/R
Cabeça de guiagem do míssil MICA I/RCabeça de guiagem do míssil MICA I/R
Míssil ar-ar MICA RF
Míssil ar-ar MICA RFMíssil ar-ar MICA RF
Míssil BVR Meteor
Míssil BVR MeteorMíssil BVR Meteor


Gripen NG: devagar mas sempre adiante

Ainda recobrando do impacto de sua desclassificação na megaconcorrência indiana, os suecos acharam por bem trazer o único protótipo do Gripen NG a Paris. Mas como todo mundo sabe que os primeiros dias das feiras são os realmente importantes, no fim da quarta-feira o avião já decolaria de volta para casa. ALIDE falou com o Gerente de imprensa da Gripen, Lasse Jansson, pra saber como anda o desenvolvimento do Gripen NG e suas perspectivas comerciais para o futuro.

Tanque de combustivel alijável supersônico do Rafale
Tanque de combustivel alijável supersônico do RafaleTanque de combustivel alijável supersônico do Rafale
Parte frontal do Falcon 7x da Dassault
Parte frontal do Falcon 7x da DassaultParte frontal do Falcon 7x da Dassault
Falcon 7x da Dassault taxiando
Falcon 7x da Dassault taxiandoFalcon 7x da Dassault taxiando
Falcon 7x da Dassault levantando vôo
Falcon 7x da Dassault levantando vôoFalcon 7x da Dassault levantando vôo
Vôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da DassaultVôo de exibição do Falcon 7x da Dassault

"O programa de testes continua em andamento. No dia 19 de maio último o Gripen Demo voltou a voar, agora com seus novos painel digital e aviônicos. Estes equipamentos que já tinham sido testados anteriormente à exaustão em terra, foram instalados na cabine traseira do Gripen Demo com equipamentos originais mantidos na dianteira. Até agora, já ocorreram mais de 200 voos, vinte dois quais com os novos sistemas eletrônicos embarcados. O Demo passou assim a dispor de dois sistemas de aviônicos totalmente independentes.

Vôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da DassaultVôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da DassaultVôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Vôo de exibição do Falcon 7x da DassaultVôo de exibição do Falcon 7x da Dassault
Parte frontal do SAAB Gripen
Parte frontal do SAAB GripenParte frontal do SAAB Gripen
Exposição estática do SAAB Gripen
Exposição estática do SAAB GripenExposição estática do SAAB Gripen
Essa metodologia de teste que os próprios americanos devem usar nos voos previstos para o programa de modernização do F-22 Raptor. Ainda não foi anunciado uma data prevista para o anuncio da compra dos novos Gripen E/F pela Força Aérea Sueca, mas a Suécia esta plenamente comprometida com este programa até pelo menos 2040. Contrariando uma informação anterior, Jansson contou que a Força Aérea da Suécia tem sim demanda para que seus caças fiquem por mais tempo em voo, assim os tanques maiores do NG na ótica dos suecos não se traduziriam necessariamente em um alcance maior como seria no Brasil. A Força Aérea Sueca pode esperar, por isso eles estão aguardando a formalização de um pedido estrangeiro antes de colocar seus próprios pedidos do novo avião. Mas está claro que o desenvolvimento simultâneo do modelo nacional e daquele para exportação faz todo o sentido. O ritmo de desenvolvimento poderia se acelerado mas na falta de clientes com pressa não existe qualquer razão para esta pressa.

Bolacha da The Society of Experimental Test Pilots
Bolacha da The Society of Experimental Test PilotsBolacha da The Society of Experimental Test Pilots
Bolacha da equipe de testes do SAAB Gripen Demo
Bolacha da equipe de testes do SAAB Gripen DemoBolacha da equipe de testes do SAAB Gripen Demo
Trem de pouso do SAAB Gripen
Trem de pouso do SAAB GripenTrem de pouso do SAAB Gripen
Detalhe do novo trem de pouso do Gripen Demo/NG
Detalhe do novo trem de pouso do Gripen Demo/NGDetalhe do novo trem de pouso do Gripen Demo/NG
Trem de pouso do SAAB Gripen
Trem de pouso do SAAB GripenTrem de pouso do SAAB Gripen

Sobre as lições aprendidas nas operações na costa da Líbia, Lasse Jansson contou que por lá a missão de reconhecimento é uma missão das mais importantes, que os suecos estão realizando muito mais reabastecimentos em voo do que o que estão habituados na Suécia, e que estão aprendendo o que é operar desde bases aéreas estrangeiras.

Missil ar-ar infra-vermelho Iris-T no Gripen NG
Missil ar-ar infra-vermelho Iris-T no Gripen NGMissil ar-ar infra-vermelho Iris-T no Gripen NG
Pintura especial do prototipo Gripen NG
Pintura especial do prototipo Gripen NGPintura especial do prototipo Gripen NG
SAAB Gripen NG em esposição estática
SAAB Gripen NG em esposição estáticaSAAB Gripen NG em esposição estática
Vôo de exibiçao do SAAB 2000
Vôo de exibiçao do SAAB 2000Vôo de exibiçao do SAAB 2000
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibiçãoF-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
A empresa Saab, por sua vez, não está de forma alguma envolvida no apoio a esta missão no exterior. Quando dois F-16 se envolveram em acidentes fechando por um dia inteiro a pista da base usada pelos suecos, os Gripens operaram normalmente, decolando da taxiway paralela à pista. A Força Aérea Sueca está aprendendo muito nesta operação e este aprendizado será posteriormente repassado à Saab. De maneira a não desgastar apenas alguns poucos aviões da frota de Gripens os aviões e os tripulantes vem sendo rotacionados de forma contínua entre a Suécia e a base aérea de Sigonella [GE: 37°24'25.71"N  14°54'48.53"L] na Itália.

F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibiçãoF-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibiçãoF-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibiçãoF-16CJ Fighting Falcon em vôo de exibição
F-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousar
F-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousarF-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousar
F-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousar
F-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousarF-16CJ Fighting Falcon preparando-se para pousar

Perguntado sobre como correram os testes da concorrência MMRCA da Índia, Jansson disse que os testes correram muito bem para a Saab, o Gripen Demo se comportou muito bem nos testes em altitude e também  na base aérea com alta temperatura. O Gripen Demo operou no aeródromo de Leh [GE: 34° 8'3.24"N  77°33'5.07"L], a mais de 3000 metros de altitude por dois períodos dentro das três semanas que o avião passou na Índia. Os avaliadores indianos tiram importantes pontos da proposta sueca devido ao seu radar AESA Raven ES-05 que embora "tenha tido um desempenho operacional melhor do que o radar planejado para o Eurofighter em 2015 ainda gerou duvidas por não estar com o financiamento do seu desenvolvimento totalmente garantido.

Stand da Brazilian Aerospace Cluster
Stand da Brazilian Aerospace ClusterStand da Brazilian Aerospace Cluster
Stand da Brazilian Aerospace Cluster
Stand da Brazilian Aerospace ClusterStand da Brazilian Aerospace Cluster
Airbus A330-200 da China Southern Airlines
Airbus A330-200 da China Southern AirlinesAirbus A330-200 da China Southern Airlines
AW149 da AgustaWestland em exposicao estatica
AW149 da AgustaWestland em exposicao estaticaAW149 da AgustaWestland em exposicao estatica
AW159 Lynx Wildcat da Agusta Westland em exposicao estatica
AW159 Lynx Wildcat da Agusta Westland em exposicao estaticaAW159 Lynx Wildcat da Agusta Westland em exposicao estatica
Por sinal nenhum dos aviões selecionados tem um radar AESA operacional ainda",  alfinetou Jansson, completando que até a data da entrevista "o Gripen era o único caça operacional a já ter disparado um míssil Meteor".

Este período do Gripen Demo na Índia não atrapalhou o andamento do programa de testes, inclusive ele foi útil para reforçar diante dos indianos a determinação sueca de oferecer um verdadeiro pacote de transferência de tecnologia (ToT). Durante o andamento desta concorrência a Saab abriu naquele país, exatamente como fez no Brasil, um centro de pesquisa e desenvolvimento.

Eurocopter EC-135T-2+ em expoxicao estatica
Eurocopter EC-135T-2+ em expoxicao estaticaEurocopter EC-135T-2+ em expoxicao estatica
Eurocopter EC145 T2 em exposicao estatica
Eurocopter EC145 T2 em exposicao estaticaEurocopter EC145 T2 em exposicao estatica
NHI NH-90 NFH em exposicao estatica
 NHI NH-90 NFH em exposicao estatica NHI NH-90 NFH em exposicao estatica
Missil anti-navio Marte Mk2/S da MBDA
Missil anti-navio Marte Mk2/S da MBDAMissil anti-navio Marte Mk2/S da MBDA
Eurocopter EC-175 em configuracao S.A.R. (Search and Rescue)
Eurocopter EC-175 em configuracao S.A.R. (Search and Rescue)Eurocopter EC-175 em configuracao S.A.R. (Search and Rescue)

Voltando ao tema armamento, Jansson contou que a certificação do A-Darter no Gripen C é um tema da Força Aérea sulafricana, inclusive um dos aviões biplaces daquela força aérea foi completamente instrumentado para realizar estes testes adequadamente. No campo de testes de Vidsel, no norte da Suécia [GE: 65°52'34.21"N  20° 8'57.38"L], foi empregado um Gripen D para validar o lançamento das novas Small Diameter Bomb (SDB) pelo caça. Falando sobre o escritório montado no Reino Unido para desenvolver o Sea Gripen o executivo contou que essa atividade deve seguir até o ponto da decisão de "construção" do novo modelo, que deve ocorrer dentro de um prazo de dois anos após seu início.

Eurocopter EC175
Eurocopter EC175Eurocopter EC175
AW-189 da AgustaWestland em exposicao estatica
AW-189 da AgustaWestland em exposicao estaticaAW-189 da AgustaWestland em exposicao estatica
Parte traseira do Eurocopter AS-565MB Panther da Marinha da Bulgaria
Parte traseira do Eurocopter AS-565MB Panther da Marinha da BulgariaParte traseira do Eurocopter AS-565MB Panther da Marinha da Bulgaria
UAV Saab Skeldar V-150
UAV Saab Skeldar V-150 UAV Saab Skeldar V-150
Sikorsky CH-148 Cyclone (S-92) da forca aerea canadense em exposicao estatica
Sikorsky CH-148 Cyclone (S-92) da forca aerea canadense em exposicao estaticaSikorsky CH-148 Cyclone (S-92) da forca aerea canadense em exposicao estatica

A linha de produção do Gripen está garantida até meados de 2015 apenas atendendo os pedidos atuais da Suécia, Tailândia e África do Sul. Sobre a conversão de Gripen A/B para Gripen C/D, Lasse explicou que isso se limitou a um lote de 31 C/Ds suecos que foram construídos usando componentes retirados de 31 A/Bs retirados de serviço. Perguntado sobre a procedência das células dos caças vendidos à Tailândia, Lasse Jansson confirmou que estes Gripen C/D eram 100% novos e não apenas células de A/B modernizadas, e que seis deles ja tinham sido entregues ao cliente até a data. Um segundo lote de mais seis aviões foi encomendado e ainda existe uma oportunidade para a encomenda de um terceiro lote para o país asiático.

Black Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especial
Black Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especialBlack Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especial
Black Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especial
Black Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especialBlack Hawk H 60 I da Sikorsky em pintura especial
Boeing Chinook CH-47F
Boeing Chinook CH-47FBoeing Chinook CH-47F
UAV Guardian do Department of Homeland Security dos Estados Unidos
UAV Guardian do Department of Homeland Security dos Estados UnidosUAV Guardian do Department of Homeland Security dos Estados Unidos
Detalhe do brasão do DHS no Guardian
Detalhe do brasão do DHS no GuardianDetalhe do brasão do DHS no Guardian

Como outras perspectivas de vendas futuras, a Gripen identifica o RFI recém-emitido pela Bulgária, um negócio governo-a-governo que já foi respondido pelos suecos.  Os suíços resolveram retomar a concorrência, que originalmente visava substituir os seus F-5E/F e agora visa uma solução menos pontual, com os suecos disputando o contrato contra o Rafale e o Eurofighter. Neste país a decisão se vai ser ofertado o NG ou o C/D só será tomada assim que os suíços identifiquem o seu prazo esperado para entrega dos novos aviões.

Além disso, ainda existe demanda clara na Croácia e a Romênia, que acabou não comprando os F-16, como anunciado originalmente na imprensa. Do outro lado da Europa, Holanda e Dinamarca ainda não consolidaram sua opção final pelo F-35.

UAV SAGEM S15 Patroller
UAV SAGEM S15 PatrollerUAV SAGEM S15 Patroller
UAV EADS Talarion
UAV EADS TalarionUAV EADS Talarion
Air Tractor AT-802U
Air Tractor AT-802U Air Tractor AT-802U
AT-802A Fireboss da Forca Aérea de Montenegro
AT-802A Fireboss da Forca Aérea de MontenegroAT-802A Fireboss da Forca Aérea de Montenegro
Jato executivo Bombardier Challenger 850
Jato executivo Bombardier Challenger 850Jato executivo Bombardier Challenger 850

No mundo dos aviões de alerta antecipado a Saab vendeu três células de Saab 340 com o radar Erieye para os Emirados Árabes Unidos, dois S-100B Argus de segunda mão (ex-Força Aérea Sueca) para a Tailândia mais algumas unidades baseadas no Saab 2000 para um cliente não identificado.  Outra janela de oportunidade sendo explorada agora é a conversão destes turboélices em aeronave de patrulha marítima, sendo que não existe risco de se ficar sem células porque o braço de leasing da Saab é o proprietário de mais de 100 células de SF-340/S-2000, muitos deles ainda em serviço comercial pelo mundo.  

Q400 NextGen da Air Canada Express
Q400 NextGen da Air Canada ExpressQ400 NextGen da Air Canada Express
Treinador Bae Hawk T.2 da RAF
Treinador Bae Hawk T.2 da RAFTreinador Bae Hawk T.2 da RAF
Beechcraft KingAir para missões especiais
Beechcraft KingAir para missões especiaisBeechcraft KingAir para missões especiais
Boeing 737-700 da Air Berlin e
Boeing 737-700 da Air Berlin eBoeing 737-700 da Air Berlin e
Jato Executivo Airbus A318CJ Elite
Jato Executivo Airbus A318CJ EliteJato Executivo Airbus A318CJ Elite


Uma contínua evolução no perfil da Feira

Tanto Le Bourget como Farnborough nasceram inicialmente para serem "vitrines" da capacidade tecnológica aeronáutica de seus respectivos países. No entanto, com o passar dos anos mais e mais empresas estrangeiras se viram atraídas a se fazer presentes ali especialmente pela atraente concentração de clientes em potencial que, por seu lado, naturalmente, aprovaram o crescimento seguido do número de expositores.

Mais recentemente outra transformação tem se dado, a chegada a cada edição de mais fabricantes de motores, sistemas, componentes, subestruturas e variados prestadores de serviços. Desde a década de 80 as grandes empresas construtoras começaram a subcontatar grandes módulos de terceiros.

Boeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estatica
Boeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estaticaBoeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estatica
Boeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estatica
Boeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estaticaBoeing 777-2DZ/LR da Qatar Airways em exposicao estatica
Sukhoi Superjet 100 taxiando
Sukhoi Superjet 100 taxiandoSukhoi Superjet 100 taxiando
Sukhoi Superjet 100 em vôo
Sukhoi Superjet 100 em vôo Sukhoi Superjet 100 em vôo
Sukhoi Superjet 100 se preparando para pousar
Sukhoi Superjet 100 se preparando para pousarSukhoi Superjet 100 se preparando para pousar
Isso se deu por diversas razões, algumas para simplesmente reduzir o custo comprando de empresas de locais com mão de obra mais barata. Era a tal da Globalização provocando a redistribuição dos negócios industriais para além de suas fronteiras iniciais. Em outros casos se deu um processo de diluição do risco de novos produtos, este foi o caso do Embraer ERJ 145 e de seus derivados. Nesta modalidade cada parceiro acaba assumindo sua parte do custo de desenvolvimento do produto final. Mas no final, o que importa é que esta nova "promiscuidade industrial" criou dezenas de novos interessados em se fazer presentes e ativos na Mecas aeroespaciais.  As empresas menores que não tem condição de arcar com os custos desta participação optaram por vir associados a outras empresas pequenas. Disso surgiram os "stands nacionais", geralmente capitaneados por órgãos governamentais de fomento industrial.
Sukhoi Superjet 100 no taxiway
Sukhoi Superjet 100 no taxiwaySukhoi Superjet 100 no taxiway
BE-200 da Beriev em exposição estatica
BE-200 da Beriev em exposição estaticaBE-200 da Beriev em exposição estatica
BE-200 da Beriev sendo retirado da area de exibição estatica
BE-200 da Beriev sendo retirado da area de exibição estaticaBE-200 da Beriev sendo retirado da area de exibição estatica
Vista traseira do BE-200
Vista traseira do BE-200Vista traseira do BE-200
ATR ATR-42-500MP Surveyor da Guardia Costiera (Italia)
ATR ATR-42-500MP Surveyor da Guardia Costiera (Italia)ATR ATR-42-500MP Surveyor da Guardia Costiera (Italia)

Por último, começaram a dar as caras os stands regionais e subnacionais, locais onde orgãos patronais ou de fomento industrial de cidades e regiões passaram a apoiar a vinda de seus industriais buscando expandir a geração de empregos e de impostos.

Do 228NG em vôo
Do 228NG em vôo Do 228NG em vôo
Hawker Beechcraft T-6B Texan taxiando
Hawker Beechcraft T-6B Texan taxiandoHawker Beechcraft T-6B Texan taxiando
Hawker BeechcraftT-6B Texan com sua equipe de exibição no pátio
Hawker BeechcraftT-6B Texan com sua equipe de exibição no pátioHawker BeechcraftT-6B Texan com sua equipe de exibição no pátio
Hawker Beechcraft T-6B Texan em vôo
Hawker Beechcraft T-6B Texan em vôo Hawker Beechcraft T-6B Texan em vôo
M346 da Alenia em exposicao estatica
M346 da Alenia em exposicao estaticaM346 da Alenia em exposicao estatica
Dentro desta lógica, se apresentou aqui, o Cluster Brasileiro Aeroespacial, entidade que reúne mais de 50 empresas, todas ligadas a tecnologia aeroespacial e de defesa, a maioria delas região de São José dos Campos. Repetindo a experiência inaugurada em Paris 2009 e Farnborough 2010, estas empresas seguem dispostas a se apresentar para o mundo, abrindo portas para novos fornecedores e clientes potenciais que podem vir a ser seus parceiros industriais no futuro próximo.
M346 da Alenia em vôo
M346 da Alenia em vôo M346 da Alenia em vôo
M346 da Alenia se aproximando para o pouso
M346 da Alenia se aproximando para o pousoM346 da Alenia se aproximando para o pouso
M346 da Alenia se aproximando para o pouso
M346 da Alenia se aproximando para o pousoM346 da Alenia se aproximando para o pouso
M346 da Alenia pousando
M346 da Alenia pousandoM346 da Alenia pousando
M346 da Alenia taxiando
M346 da Alenia taxiandoM346 da Alenia taxiando
Pelo que se vio de atividade no stand, esta iniciativa só tende a crescer no futuro.

O "Chalé" muda de função

Curiosamente, os chalés que historicamente eram espaços "privés", dispostos de frente para a pista onde empresa e clientes podiam conversar com a devida discrição acabaram se expandindo e até mesmo substituindo os tradicionais stands dos pavilhões. A Embraer entre tantas optou por esta estratégia.

Configurações de armas da MBDA nos principais caças modernos
Configurações de armas da MBDA nos principais caças modernosConfigurações de armas da MBDA nos principais caças modernos
MBDA: Meteor, ASRAAM e Mica/IR
MBDA: Meteor, ASRAAM e Mica/IRMBDA: Meteor, ASRAAM e Mica/IR
MBDA: Storm Shadow/SCALP e Brimstone
MBDA: Storm Shadow/SCALP e BrimstoneMBDA: Storm Shadow/SCALP e Brimstone
Míssil de cruzeiro TAURUS KEPD 350K
Míssil de cruzeiro TAURUS KEPD 350KMíssil de cruzeiro TAURUS KEPD 350K
MBDA: Storm Shadow/SCALP, Brimstone e AARGM
MBDA: Storm Shadow/SCALP, Brimstone e AARGMMBDA: Storm Shadow/SCALP, Brimstone e AARGM
Algumas empresas como a Finmeccanica italiana, a MBDA e a EADS montaram chalés com múltiplos andares com restaurantes próprios que atendem a clientes, parceiros e até a imprensa. Para atender a estes últimos, alguns dos big players acabaram até montando suas próprias áreas de apoio a imprensa com internet WiFi e tudo. Algo bem diferente dos espaços "coletivos" verificados na LAAD e outras feiras menores, por exemplo.

Outras novidades desta feira

Por seu foco primariamente militar as matérias da ALIDE nunca deram muita atenção aos jatos executivos, a não ser que estes sejam jatos VIP/VVIP dos presidentes ou coisa do gênero.

Míssil guiado avançado anti-radiação
Míssil guiado avançado anti-radiaçãoMíssil guiado avançado anti-radiação
MBDA: Mísseis SCALP Naval e Aster 30
MBDA: Mísseis SCALP Naval e Aster 30MBDA: Mísseis SCALP Naval e Aster 30
Míssil naval CVS 401 Perseus da MBDA
Míssil naval CVS 401 Perseus da MBDAMíssil naval CVS 401 Perseus da MBDA
Míssil de cruzeiro Tomahawk Block IV da Raytheon
Míssil de cruzeiro Tomahawk Block IV da RaytheonMíssil de cruzeiro Tomahawk Block IV da Raytheon
Raytheon: Maverick, bomba Paveway IV, míssil HARM e JSOW
Raytheon: Maverick, bomba Paveway IV, míssil HARM e JSOWRaytheon: Maverick, bomba Paveway IV, míssil HARM e JSOW
Mas, inegavelmente, a exibição em vôo do Dassault Falcon 7X foi tão elegante, as longas asas deste modelo fazem ele parecer um gigantesco albatroz em vôo. Parabéns Dassault!

O terceiro protótipo do cargueiro militar Airbus Military A400M representou este que é um dos maiores programa programas industriais militares da Europa na feira.

Raytheon Standard Missile SM-3 e Patriot Missile
Raytheon Standard Missile SM-3 e Patriot MissileRaytheon Standard Missile SM-3 e Patriot Missile
Míssil Barak 8
Míssil Barak 8Míssil Barak 8
Lançador do míssil Barak 8
Lançador do míssil Barak 8Lançador do míssil Barak 8
F-16CJ Fighting Falcon em exposição estática
F-16CJ Fighting Falcon em exposição estáticaF-16CJ Fighting Falcon em exposição estática
F-15E em exposição estática
F-15E em exposição estáticaF-15E em exposição estática

Nas palavras de Jaime Peres-Guerra, VP de comunicações do grupo, o período de testes está chegando ao fim e em breve se iniciará a fase da produção seriada. O primeiro avião de série será entregue no final do ano ou início de 2013 à Força Aérea Francesa onde ele operará primariamente como uma plataforma de testes para preparar a força para usar bem o novo modelo. O nome “grizzly” (tipo de urso marrom norte-americano) foi usado informalmente como callsign pelas tripulações do programa de testes da Airbus Military, e não deve virar o nome oficial/comercial do cargueiro europeu.

Bell UH-1Y Venom em exposição estática
Bell UH-1Y Venom em exposição estáticaBell UH-1Y Venom em exposição estática
Rampa frontal de acesso do C-5 Galaxy
Rampa frontal de acesso do C-5 GalaxyRampa frontal de acesso do C-5 Galaxy
Parte frontal do Boeing C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos
Parte frontal do Boeing C-17 da Força Aérea dos Estados UnidosParte frontal do Boeing C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos
Boeing C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estática
Boeing C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estáticaBoeing C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estática
C-130J da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estática
C-130J da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estáticaC-130J da Força Aérea dos Estados Unidos em exposição estática
O modelo exibido está com uma grande bancada de instrumentação instalada no seu interior. Esta bancada monitora e grava toda uma ampla série de parâmetros técnicos da aeronave, dos seus motores e de outros sistemas importantes.
C-130J em exibição de vôo
C-130J em exibição de vôoC-130J em exibição de vôo
C-130J em exibição de vôo
C-130J em exibição de vôoC-130J em exibição de vôo
Ariane 5 do Musée de l'Air
Ariane 5 do Musée de l'AirAriane 5 do Musée de l'Air
Boeing 747-200 do Musée de l'Air
Boeing 747-200 do Musée de l'AirBoeing 747-200 do Musée de l'Air
O impecável Super Constelation da Breitling
O impecável Super Constelation da BreitlingO impecável Super Constelation da Breitling
Com esta informação devidamente compilada a e analisada a equipe de testes pode validar se tudo nele funciona da maneira que os seus projetistas previram. Só com esta confirmação será possível a certificação do avião.  As portas laterais traseiras tem um painel aerodinâmico que afunda para permitir que os pára-quedistas andem para fora da aeronave. Logo adiante desta porta existe também um aerofólio que abre para desviar o vento em alta velocidade para fora, dando mais conforto e segurança aos pára-quedistas. Mesmo bloqueado pela instrumentação o amplo compartimento de carga foi exemplificado pela presença de um imenso caminhão militar alinhado com a rampa traseira.
Cauda tripla do Super Constelation da Breitling
Cauda tripla do Super Constelation da BreitlingCauda tripla do Super Constelation da Breitling
Super Constelation da Breitling em exibição de vôo
Super Constelation da Breitling em exibição de vôoSuper Constelation da Breitling em exibição de vôo
Tripualção do Connie se despede
Tripualção do Connie se despedeTripualção do Connie se despede
Stearman da coleção da Breitling em exposição estática
Stearman da coleção da Breitling em exposição estáticaStearman da coleção da Breitling em exposição estática
Três Aero Albatros da Breitling
Três Aero Albatros da BreitlingTrês Aero Albatros da Breitling

Na parte dedicada à aviação comercial um tema sempre presente nas últimas feiras e aqui também era a responsabilidade ecológica da indústria do transporte aéreo. Novos motores sempre apresentando marcantes reduções tanto no consumo, quanto na sua emissão de gases estufa e de poluentes.

OV-10 Bronco pertencente ao European Museum of Fighter Aircraft em Montelimar
OV-10 Bronco pertencente ao European Museum of Fighter Aircraft em MontelimarOV-10 Bronco pertencente ao European Museum of Fighter Aircraft em Montelimar
Caravelle da Air Provence pertencente ao Musée de l'Air
Caravelle da Air Provence pertencente ao Musée de l'AirCaravelle da Air Provence pertencente ao Musée de l'Air
Yak 42D executivo da Rosoboronexport russa
Yak 42D executivo da Rosoboronexport russaYak 42D executivo da Rosoboronexport russa
Seafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibição
Seafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibiçãoSeafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibição
Seafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibição
Seafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibiçãoSeafire Mk.XVII da Royal Navy em vôo de exibição
A EADS apresentou o pequenino Cri-Cri, um avião totalmente movido a motores elétricos (quatro!) que visa provar que este tipo de propulsão pode ser viável num futuro próximo. Menor do que muitos UAVs atuais, o Cri-Cri a princípio aparenta ser apenas um grande canopi com asas. Os dois casulos aerodinâmicos presos às laterais do nariz, cada um com dois motores elétricos e duas pequenas hélices, de um lado puxam e do outro empurram o avião.
Ryan Aeronautical ST3KR C/N 1164
Ryan Aeronautical ST3KR C/N 1164Ryan Aeronautical ST3KR C/N 1164
O KC-137 que levou a delegação da FAB ficou com outros veteranos
O KC-137 que levou a delegação da FAB ficou com outros veteranosO KC-137 que levou a delegação da FAB ficou com outros veteranos
NTX BigFrog - F-WNTX
NTX BigFrog - F-WNTX NTX BigFrog - F-WNTX
LH Aviation LH-10 Ellipse
LH Aviation LH-10 EllipseLH Aviation LH-10 Ellipse
O avião 100% elétrico EADS Cri-Cri
O avião 100% elétrico EADS Cri-CriO avião 100% elétrico EADS Cri-Cri
Ele realizou ali vários silenciosos voos de 6 minutos cada. O alcance deste protótipo hoje não passa de 30 minutos (sem acrobacias), mas a velocidade de cruzeiro já está na casa dos 110 km/h. Como não pode deixar de ser além dos vários aviões clássicos a esquadrilha de demonstração francesa Patrouille de l`Air se exibiu deslumbrando os presentes com as evoluções dos seus Alphajets.
Patrouille de france
Patrouille de francePatrouille de france
Patrouille de france
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Last Updated on Thursday, 25 August 2011 10:47
 

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