Fragata Lübeck (F-214) PDF Print E-mail
Monday, 14 November 2011 15:01

 

 

 

Placa originalmente da sala de estar dos sargentos
Placa originalmente da sala de estar dos sargentosPlaca originalmente da sala de estar dos sargentos
Rebocador desatracando a Lübeck
Rebocador desatracando a LübeckRebocador desatracando a Lübeck
Faina de desatracagem
Faina de desatracagemFaina de desatracagem
Rebocador desatracando a Lübeck
Rebocador desatracando a LübeckRebocador desatracando a Lübeck
Lübeck vista do Castilla
Lübeck vista do CastillaLübeck vista do Castilla

Lübeck vista do Castilla
Lübeck vista do CastillaLübeck vista do Castilla
Lübeck vista do Castilla
Lübeck vista do CastillaLübeck vista do Castilla
Lübeck vista do Castilla
Lübeck vista do CastillaLübeck vista do Castilla
Passadiço
PassadiçoPassadiço
Dois G-36 sobre a entrada do passadiço
Dois G-36 sobre a entrada do passadiçoDois G-36 sobre a entrada do passadiço

Fragata Lübeck (F-214)

 

Dois G-36 sobre a entrada do passadiço
Dois G-36 sobre a entrada do passadiçoDois G-36 sobre a entrada do passadiço
Passadiço
PassadiçoPassadiço
Console das comunicações
Console das comunicaçõesConsole das comunicações
Passadiço
PassadiçoPassadiço
Passadiço
PassadiçoPassadiço

Praça d'Armas
Praça d'ArmasPraça d'Armas
Praça d'Armas
Praça d'ArmasPraça d'Armas
Praça d'Armas
Praça d'ArmasPraça d'Armas
Camarote de Chefe de Departamento
Camarote de Chefe de DepartamentoCamarote de Chefe de Departamento
Camarote de Chefe de Departamento
Camarote de Chefe de DepartamentoCamarote de Chefe de Departamento

 

Durante o exercício da OTAN Noble Mariner 2011, ALIDE teve a oportunidade de passar um dia a bordo da fragata Lübeck, último exemplar construído das oito fragatas que compõem a classe Bremen (F122). Essa classe está em vias de ser substituída pelas vindouras fragatas (ou Contratorpedeiros, diriam alguns) classe F125. A matéria que segue é um relato de nossa experiência a bordo dessa velha guerreira.

 

Acomodações de ALIDE
Acomodações de ALIDEAcomodações de ALIDE
Vista Lateral da Superestrutura
Vista Lateral da SuperestruturaVista Lateral da Superestrutura
Canhão Mauser BK-27
Canhão Mauser BK-27Canhão Mauser BK-27
Canhão Mauser BK-27
Canhão Mauser BK-27Canhão Mauser BK-27
Canhão Mauser BK-27
Canhão Mauser BK-27Canhão Mauser BK-27

Mastro principal
Mastro principalMastro principal
Lateral da Superestrutura
Lateral da SuperestruturaLateral da Superestrutura
Mastro principal - Detalhe
Mastro principal - DetalheMastro principal - Detalhe
Torre Radar
Torre RadarTorre Radar

A Classe Bremen

Lateral da Superestrutura
Lateral da SuperestruturaLateral da Superestrutura
Chaminé
ChaminéChaminé
Torre Radar
Torre RadarTorre Radar
Torre Radar
Torre RadarTorre Radar
Torre Radar - Detalhe
Torre Radar - DetalheTorre Radar - Detalhe

Torre Radar
Torre RadarTorre Radar
Chaminé
ChaminéChaminé
Torre Radar - Vista de baixo
Torre Radar - Vista de baixoTorre Radar - Vista de baixo
Radar
RadarRadar
Radar
RadarRadar

A classe Bremen foi projetada na segunda metade da década de 1970. O primeiro exemplar da classe, também chamado “Bremen”, teve sua construção concluída em 1979. A Lübeck foi concluída em 1987, tendo sido comissionada em 1990. Os outros exemplares da classe são a F-208 (Niedersachsen), F-209 (Rheinland-Pfalz), F-210 (Emden), F-211 (Köln), F-212 (Karlsruhe) e F-213 (Augsburg), todos batizados em homenagem a cidades e/ou estados alemães, como manda a tradição da marinha desse país.

Radar
RadarRadar
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon

As fragatas possuem 130 metros de comprimento, com uma boca de 14,60 metros e um calado de 6,30m. Seu deslocamento à capacidade máxima é de 3.680 toneladas. A propulsão dos navios da classe segue o modelo CODOG, isto é, dois motores a diesel e duas turbinas a gás combinados. Os motores são do modelo 20V956 TB92, fabricados pela alemã MTU. Já as turbinas são do modelo LM2500, da General Eletric. Sua velocidade máxima funcionando apenas com os motores é de 20 nós, embora sua velocidade “padrão” de cruzeiro seja de 18 nós. Utilizando as turbinas a fragata tem um desempenho de até 30 nós. O armamento da fragata consiste em um lançador de oito células localizado na proa para mísseis Sea Sparrow; dois lançadores MK 49, com capacidade para 21 mísseis RAM modelo RIM-116; dois lançadores de 4 células (embora a Lübeck na ocasião do Noble Mariner estivesse com lançadores 3 células) nos bordos para lançamento de Harpoons; um canhão OTO-Melara de 76mm; dois canhões Mauser MLG27 27 mm nas asas do passadiço; e dois lançadores de torpedos gêmeos que disparam os modelos Mark 32, Mark 46 ou DM4A1. As fragatas ainda podem operar até dois helicópteros Lynx por vez, seu convoo comporta até um Sea King, caso seja necessário fazê-lo em uma operação, muito embora seu hangar não esteja adaptado para recebê-lo. As Bremen utilizam o sistema FL 1800S de guerra eletrônica e possuem um sistema SLQ-25 Nixie como contramedida para torpedo.

Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon
Casulo dos Harpoon
Casulo dos HarpoonCasulo dos Harpoon

A classe Bremen substituiu a classe Köln (F120) na marinha alemã. Estas últimas foram construídas ao longo dos anos 50 e início dos anos 60, tendo sido descomissionadas ao longo dos anos 80. Em relação às suas antecessoras, as Bremen trazem um sensível incremento na capacidade de guerra anti-submarino, em grande parte em função do uso de helicópteros, tendo sido os primeiros navios da Kriegsmarine a operar aeronaves de asa rotativa. Não obstante, em relação às suas antecessoras, as F122 também trouxeram sensores muito superiores e inauguraram uma nova era em relação à integração de sistemas na marinha da Alemanha.

Instruções de segurança dos Harpoon
Instruções de segurança dos HarpoonInstruções de segurança dos Harpoon
Deck dos Almirantes
Deck dos AlmirantesDeck dos Almirantes
Deck dos Almirantes
Deck dos AlmirantesDeck dos Almirantes
Tripulante retornando ao passadiço
Tripulante retornando ao passadiço Tripulante retornando ao passadiço
Lateral da superestrutura
Lateral da superestruturaLateral da superestrutura

A Fragata Lübeck – A OTAN, o século XXI e novas demandas operacionais

Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D
Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D
Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D
Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D
Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D

A Lübeck já soma 21 anos de serviço à Alemanha. Isso se reflete em vários aspectos do navio. Sua tripulação normal é de algo em torno de 200 militares, podendo chegar a 225, contando uma tripulação “completa” mais a tripulação de vôo. Segundo seu comandante, o mínimo necessário para operar a fragata em uma situação emergencial seriam 120 pessoas. Em função de sua idade, a construção da embarcação não foi feita utilizando o método da construção em módulos estruturais (bloc building technique, no original). Interessante notar que o projeto da classe Bremen foi feito dentro do programa NFR (NATO Frigate Replacement), um programa de reposição que visava a desenvolver um projeto comum para uma fragata a ser utilizada por vários países da OTAN. Pretendia-se, com isso, baratear o custo da unidade e facilitar a integração operacional dos navios de diferentes bandeiras. Alemanha e Holanda levaram a cabo essa idéia conjuntamente, de tal modo que o projeto da Lübeck é alemão, mas teve grande participação de holandeses, que também fizeram modificações a posteriori no projeto. Como resultado dessa integração, os sensores da fragata, que podemos considerar um componente crítico, são de origem holandesa. Suas armas, contudo, são alemãs, embora todos os lançadores estejam adaptados para o uso dos armamentos tanto alemães quanto os tidos como “padrão” para os países membros da OTAN (em sua maioria, de fabricação americana, inglesa, francesa ou italiana). O projeto da F-214, em função de sua concepção estar inserida na lógica de um sistema regional de segurança, não foi feito segundo o United States Military Standart (vulgo Mil-Spec). Foi usado um sistema próprio de padronização de origem alemã. Deve-se notar, porém, que esse sistema é baseado no sistema OTAN de padronização, o qual é uma versão modifica do USMS, feita para adequá-lo aos pré-existentes padrões de diferentes países europeus.

Lateral da superestrtura
Lateral da superestrturaLateral da superestrtura
Símbolo da OTAN no convés
Símbolo da OTAN no convésSímbolo da OTAN no convés
Lancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindasteLancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindasteLancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindasteLancha de bordo no guindaste

Dentro de um Task Group, a Lübeck pode desempenhar as funções de escolta anti-superfície e, especialmente anti-submarina. Essa ênfase em guerra anti-submarina deriva do fato da fragata ser sido projetada para o ambiente operacional da Guerra Fria, quando os submarinos soviéticos (de projetos extremamente criativos, reconheça-se) eram a mais séria ameaça aos países Aliados no tange ao ambiente marítimo. Como sabemos, porém, as marinhas modernas vivem a dicotomia terem que estar prontas não somente para uma guerra convencional, mas também para todo um novo espectro de missões e demandas que cabem ao Poder Naval. Seguindo essa diretriz da OTAN, a Lübeck e sua tripulação estão capacitadas e adestradas para missões de controle de tráfego civil de navios (tanto em situações normais quanto de embargo e em operações antipirataria) e para operações de auxílio humanitário. O preparo para operações desse último tipo agora faz parte do treinamento padrão de todos os militares da marinha.

Lancha de bordo no guindaste
Lancha de bordo no guindasteLancha de bordo no guindaste
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Lançador de fogos para desviar mísseis
Lançador de fogos para desviar mísseisLançador de fogos para desviar mísseis
Corredor lateral
Corredor lateralCorredor lateral

A Lübeck (e os navios da Kriegsmarine de modo geral) não foi submetida a grandes programas de modernização aos moldes daquele pelo qual passaram as nossas fragatas classe Niterói. Em lugar disso, ela passa por uma espécie de revisão geral em dique seco a cada três anos. Nessa revisão vários pequenos ajustes, adaptações e modernizações são feitas. Afora isso, todos os sistemas com maior grau de obsolência são trocados como parte de sua rotina de manutenção.

Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Superestrutura
SuperestruturaSuperestrutura
Radar TRS-3D
Radar TRS-3DRadar TRS-3D
Superestrutura lateral
Superestrutura lateralSuperestrutura lateral
Corredor na superestrutura lateral
Corredor na superestrutura lateralCorredor na superestrutura lateral

Ao longo de seus mais de 20 anos de serviço a Lübeck integrou tantos grupos quanto possível para um navio europeu. Ela participou de todos os exercícios exclusivamente europeus; já integrou a UNITAS Gold; foi membro de todas as Standing NATO Response Forces, tanto as que atendem o Mediterrâneo quanto as do Atlântico; e, por fim, já participou da UNIFIL, a missão da ONU no Líbano atualmente comandada pelo Contra-almirante Caroli e qual se juntará em breve a fragata brasileira União. Confira a matéria exclusiva da ALIDE sobre a saída da União aqui (inserir hiperlink)

Corredor na superestrutura lateral
Corredor na superestrutura lateralCorredor na superestrutura lateral
Metralhadora .50 no fim do convoo
Metralhadora .50 no fim do convooMetralhadora .50 no fim do convoo
Metralhadora .50 no fim do convoo
Metralhadora .50 no fim do convooMetralhadora .50 no fim do convoo
Metralhadora .50 no fim do convoo
Metralhadora .50 no fim do convooMetralhadora .50 no fim do convoo
Convoo
ConvooConvoo

A bordo do navio – Os alemães não são tão sérios quanto parecem

Convoo
ConvooConvoo
Convoo
ConvooConvoo
Hangar a partir do convoo
Hangar a partir do convooHangar a partir do convoo
Detalhe do hangar com as RIM-116
Detalhe do hangar com as RIM-116Detalhe do hangar com as RIM-116
RIM-116
RIM-116RIM-116

Apesar de ALIDE ter passado menos de 24 horas a bordo da Lübeck, muitas coisas interessantes podem ser ditas da fragata e sua tripulação. Primeiramente, o imediato do navio à época do Noble Mariner 2011 é filho de um industriário alemão do ramo de calçados e, por conta disso, morou, enquanto criança em Santa Catarina, sendo fluente em português, para grande surpresa do repórter embarcado.

Tripulante aproveitando seu tempo livre
Tripulante aproveitando seu tempo livreTripulante aproveitando seu tempo livre
Tripulantes em jogo amigável de basquete no hangar
Tripulantes em jogo amigável de basquete no hangarTripulantes em jogo amigável de basquete no hangar
Tripulantes em jogo amigável de basquete no hangar
Tripulantes em jogo amigável de basquete no hangarTripulantes em jogo amigável de basquete no hangar
Hangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveis
Hangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveisHangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveis
Hangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveis
Hangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveisHangar funcionando como depósito de sobressalentes e não perecíveis

De modo mais genérico, porém, há mais a ser dito. Contrariando o senso comum de que os alemães são ríspidos e até um pouco rabugentos, observamos uma série de cartazes bem humorados por todo o navio. Um deles parafraseava a imagem clássica do Tio Sam convocando os jovens para o serviço militar, acrescentando, em alemão, que eles devem saber prestar primeiros socorros. Outro era uma charge que instruía a tripulação a jogar sal nas feridas de seus companheiros de modo a obter um alarme vocal de emergência extremamente eficiente (!). Como não havia helicóptero destacado para o exercício, o hangar da Lübeck foi convertido em uma espécie de depósito onde ficavam alguns mantimentos não perecíveis (como garrafas de água mineral). Além desses suprimentos, porém, havia bicicletas ergométricas, halteres, bicicletas normais para serem utilizadas quando o navio atraca e até mesmo uma tabela de basquete. ALIDE teve a oportunidade de presenciar um amigável jogo de alguns marinheiros fora de seus turnos. A coroação, porém, foi feita por uma espécie de mini estúdio, também próximo ao hangar, no qual havia dois violões, uma guitarra e uma bateria! Os alemães definitivamente não são tão mal humorados quanto se supões.

Pequena academia no hangar
Pequena academia no hangarPequena academia no hangar
Hangar visto de dentro
Hangar visto de dentroHangar visto de dentro
Hangar visto de dentro
Hangar visto de dentroHangar visto de dentro
Hangar visto de dentro
Hangar visto de dentroHangar visto de dentro
Hangar visto de dentro
Hangar visto de dentroHangar visto de dentro

Nem tudo, porém, são flores a bordo da Lübeck. O projeto do navio é de uma época em que o conforto da tripulação e alguns “pequenos agrados” não eram tão relevantes. Os marinheiros ficam em quartos para quatro pessoas, sempre com uma espécie de vestíbulo separando dois deles e um banheiro para cada conjunto desses. Em compensação cada quarto dispõe de uma pequena televisão e dificilmente eles ficam totalmente ocupados. O normal é que haja dois marujos por quarto. Os oficias também não escapam desses pequenos inconvenientes. Seus quartos são sempre para dois e não tem um banheiro exclusivo, cada um destes atende duas câmaras de oficias. Os únicos a dispor de quartos exclusivos são o imediato e o comandante, mas mesmo o deste útil não é muito grande ou luxuoso, especialmente em comparação ao padrão das acomodações atuais. Não há uma “sala de internet”. Na câmara dos oficiais há um laptop de uso coletivo com conexão via satélite, e apenas ele. Talvez de forma compensatória, o rancho de bordo é de excelente. Para além das muitas opções de petiscos e afins do bar dos oficias, o rancho propriamente dito sempre é servido em forma de buffet, contemplando muitos tipos de legumes, saladas, embutidos e geléias. Além de outros pratos tipicamente alemães.

Academia de bordo no hangar
Academia de bordo no hangarAcademia de bordo no hangar
Hangar visto de dentro
Hangar visto de dentroHangar visto de dentro
Bicicletas no hangar
Bicicletas no hangarBicicletas no hangar
Depósito de sobressalentes no hangar
Depósito de sobressalentes no hangarDepósito de sobressalentes no hangar
Hangar por dentro - Detalhe de uma tabela de basquete
Hangar por dentro - Detalhe de uma tabela de basqueteHangar por dentro - Detalhe de uma tabela de basquete

A Lübeck conta com uma série de adaptações feitas em função de algumas particularidades da Kriegsmarine e das operações de combate à pirataria. Por exemplo, há duas metralhadoras calibre 7.62 na popa, nos vértices do convoo. Elas não contam na lista original de armamentos do navio e foram instaladas após o diagnóstico de que a marinha precisava de contramedidas menores e modulares. Em suma, mais cirúrgicas contra a atuação de grupos de piratas e/ou contrabandistas. Outra particularidade, essas sim realmente sui generis: a marinha alemã não possui um Corpo de Fuzileiros Navais. Por conta disso, o treinamento de toda a tripulação inclui (e é exigente na cobrança de desempenho dos) módulos a respeito de defesa pessoal, tiro com fuzil, tiro com pistola, segurança orgânica e operações de abordagem, inspeção e fiscalização. Assim, não é de se estranhar as grandes quantidades de coletes à prova de balas, óculos balísticos e capacetes em espécie de “varais” dispostos ao longo dos deques superiores da fragata. A última característica do navio, ainda nessa linha, é a presença de fuzis de assalto G36 em algumas partes do navio, a mais visível são dois suportes logo acima da entrada do passadiço.

Pequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulaçãoPequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulaçãoPequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulaçãoPequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulaçãoPequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulação
Pequeno estúdio para lazer da tripulaçãoPequeno estúdio para lazer da tripulação

A Marinha Alemã

Corredor de proa à popa
Corredor de proa à popaCorredor de proa à popa
Banheiro de uso comum
Banheiro de uso comumBanheiro de uso comum
Banheiro de uso comum
Banheiro de uso comumBanheiro de uso comum
Banheiro de uso comum
Banheiro de uso comumBanheiro de uso comum
Banheiro de uso comum
Banheiro de uso comumBanheiro de uso comum

A marinha alemã é bem pequena. Tem, atualmente, em torno de 16.300 militares. Foi feita a opção por uma maior profissionalização, preparando, porém, o militar para uma vida profissional pós-marinha. A carreira do oficial, por exemplo, começa com o concurso de admissão à Marineschule, equivalente à Escola Naval ou à Naval Academy. O aspirante faz 15 meses de treinamento básico, após os quais é mandado para duas universidades civis que atendem especificamente (mas não exclusivamente) a aspirantes, uma delas fica em Hamburgo, a outra em Munique. Nessas universidades ele fará um bacharelado idêntico ao feito por um não militar. Há em torno de 20 opções de graduação entre Ciências Humanas (História, Sociologia...), Ciências Exatas (várias Engenharias) e Sociais Aplicadas (Economia, Ciências Contábeis etc.). Após os quatro ou cinco anos de graduação, o aspirante retorna à Marineschule e um período de 18 a 24 meses de treinamento específico, baseado no bacharelado recebido pelo oficial. Não há, portanto, grande flexibilidade no regime de alistamento na forças armadas. A Kriegsmarine também não enfrenta o problema da evasão de oficias como médicos, pilotos e engenheiros em função dos contratos assinados logo do ingresso do aspirante, que são de pelo menos 13 anos. Graduações mais extensas ou cursos de aperfeiçoamento também modificam os termos do contrato e os anos de serviço obrigatório uma vez finda a qualificação do oficial.

Banheiro de uso comum
Banheiro de uso comumBanheiro de uso comum
Pense sempre à frente - Alarme Vocal
Pense sempre à frente - Alarme VocalPense sempre à frente - Alarme Vocal
Entrada da Praça d'Armas
Entrada da Praça d'ArmasEntrada da Praça d'Armas
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Placa de madeira com todos os navios alemães chamados Lübeck
Placa de madeira com todos os navios alemães chamados LübeckPlaca de madeira com todos os navios alemães chamados Lübeck

A participação de mulheres na marinha é notável. Elas são aproximadamente 10% do efetivo total da força, embora se considere 20% o percentual ideal. Não há, virtualmente, diferenças entre os sexos. Mulheres podem freqüentar as escolas de formações de oficias, onde somam 30% do total, e se candidatar aos cursos de mergulhadores, submarinistas e afins. Embora fraternização não seja crime na marinha alemã, ela é evitada nos navios. Há programas de assistência para as famílias de militares (tanto de homens quanto de mulheres) que passem mais de 200 dias no mar no espaço de um ano. Além disso, as mulheres têm direito a uma licença maternidade de 18 meses.

Colete à prova de balas
Colete à prova de balasColete à prova de balas
Colete à prova de balas
Colete à prova de balasColete à prova de balas
Coletes à prova de balas no corredor da fragata
Coletes à prova de balas no corredor da fragataColetes à prova de balas no corredor da fragata
Equipamento de primeiros socorros
Equipamento de primeiros socorrosEquipamento de primeiros socorros
Coletes à prova de balas
Coletes à prova de balasColetes à prova de balas

A despeito de desconfianças que a história faz nascer, a marinha alemã é confiante a altamente motivada. “I am happy to be in the armed forces”, nos diz o comandante da Lübeck. Isso sem que a marinha esteja passando por nenhum projeto de modernização de maiores dimensões. Isso não ocorre, entretanto, devido ao fato da marinha promover programas de reaparelhamento em uma base regular; mais ou menos a cada 30 anos, coincidindo com o fim da vida útil de uma das classes de navios que ela opera.

Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Corredor
CorredorCorredor
Nós queremos você, além disso, você deve prestar primeiros socorros
Nós queremos você, além disso, você deve prestar primeiros socorrosNós queremos você, além disso, você deve prestar primeiros socorros
Placa com um poema próxima à Praça d'Armas
Placa com um poema próxima à Praça d'ArmasPlaca com um poema próxima à Praça d'Armas

Evidentemente, grandes programas esbarram sempre em questões financeiras. O alemão médio, nos conta o comandante da Lübeck, não se preocupa com reaparelhamento em si, embora leve Defesa e Segurança a sério. Como um grande exportador, a Alemanha depende pesadamente do comércio marítimo, mas essa questão perde importância quando confrontada com os problemas da imigração, bem estar social ou assistência médica. Daí as grandes diretrizes para a marinha no século XXI são a proteção ao comércio e às rotas comerciais (notavelmente no Cifre da África) e, talvez, o controle da imigração ilegal. A grande necessidade estratégica da Kriegsmarine, fica evidente, é a manutenção da estabilidade de suas fronteiras; não havendo nenhum objetivo estratégico das dimensões e ambições das dos Estados Unidos. A participação na OTAN e seus exercícios é parte integral dessa estratégia alemã. Aprender a operar em conjunto é excelente para incrementar a capacidade de defesa e reduzir custos, tudo isso, evidentemente, baseado na comunidade dos interesses dos Estados europeus.

Chuveiros de uso comum
Chuveiros de uso comumChuveiros de uso comum
Chuveiros de uso comum
Chuveiros de uso comumChuveiros de uso comum
Depósito
DepósitoDepósito
Depósito
DepósitoDepósito
Depósito
DepósitoDepósito

A Crise de 2008 não havia, ao menos até o momento da confecção de nossa entrevista, afetado gravemente a economia alemã. A marinha não sofreu maiores cortes orçamentários em função da crise; nas palavras do comandante da Lübeck: “It’s just a black eye.” ALIDE costuma lembrar uma declaração do Secretário-Geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, na qual ele afirma que a cooperação no âmbito da OTAN é vital para cortar custos e garantir a sobrevivência das forças armadas sem comprometer sua capacidade operacional. Os alemães, embora reconheçam o valor dessa cooperação, são bastante enfáticos ao sinalizar que a Alemanha não está passando por necessidades ou carências. Fica subentendido que essa integração é desejável, mas não indispensável ao cumprimento da missão primordial da Kriegsmarine, que é defender a Alemanha.

Lübeck a partir do Castilla
Lübeck a partir do CastillaLübeck a partir do Castilla
Lübeck a partir do Castilla
Lübeck a partir do CastillaLübeck a partir do Castilla
Lübeck a partir do Castilla
Lübeck a partir do CastillaLübeck a partir do Castilla

A experiência da marinha alemã no combate às novas ameaças ensinou algumas lições e reformou algumas coisas em termos de doutrina. Como já mencionado, os navios alemães passaram a ter mais armas de uso pessoal colocadas em locais estratégicos do navio; criaram procedimentos para se defenderem de barcos pequenos, lanchas e aeronaves que voam a baixas altitudes; aderiram a uma política de “trust no one” em áreas conflagradas; e desenvolveram rotinas de patrulha com suas lanchas de bordo.

Last Updated on Wednesday, 21 December 2011 00:20
 

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