NRP D. Francisco de Almeida PDF Print E-mail
Monday, 14 November 2011 23:34

 

A classe Karel Doorman

Visão do passadiço a partir do extremo da proa
Visão do passadiço a partir do extremo da proaVisão do passadiço a partir do extremo da proa
Passadiço, canhão de proa e sistema de retração da âncora
Passadiço, canhão de proa e sistema de retração da âncoraPassadiço, canhão de proa e sistema de retração da âncora
Visão geral da proa do navio
Visão geral da proa do navioVisão geral da proa do navio
Canhão Oto Melara
Canhão Oto MelaraCanhão Oto Melara
Detalhe do sistema de retração da âncora
Detalhe do sistema de retração da âncoraDetalhe do sistema de retração da âncora

Detalhe do canhão
Detalhe do canhãoDetalhe do canhão
Proa a partir da asa do passadiço
Proa a partir da asa do passadiçoProa a partir da asa do passadiço
Canhão disparando
Canhão disparandoCanhão disparando
Canhão disparando
Canhão disparandoCanhão disparando
Visão da suíte de radares
Visão da suíte de radaresVisão da suíte de radares

A fragata D. Francisco de Almeida (F-334) é a segunda da classe Bartolomeu Dias. Na verdade não é um navio de fabricação portuguesa. Trata-se na verdade da fragata Van Galen, classe Karel Doorman, comissionada em 1994 e vendida à Marinha Portuguesa em 2006. A tripulação que recebeu a fragata (que ainda é aquela que a opera) foi até a cidade de Den Helder, na Holanda, e lá passou um ano, no qual foi adestrada nos aspectos operacionais da embarcação que recebeu; procedimento relativamente comum nesse tipo de aquisição. É curioso notar que das oito Doorman construídas, apenas duas ainda se encontram em operação na Marinha Real da Holanda, as outras foram vendidas a Portugal, Bélgica e Chile, duas para cada Estado.

Proa a partir da asa do passadiço
Proa a partir da asa do passadiçoProa a partir da asa do passadiço
Visão lateral da superestrutura
Visão lateral da superestruturaVisão lateral da superestrutura
Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Comandante, oficial navegadora e imediato
Comandante, oficial navegadora e imediatoComandante, oficial navegadora e imediato

Trata-se de um projeto dos anos 80. Não traz, portanto, as hoje tão valorizadas soluções de engenharia para diminuição de eco radar. Ainda assim é uma fragata bastante versátil, construída diligentemente e planejada cuidadosamente para durar. É um navio de 3.320 toneladas de deslocamento quando totalmente carregado, com uma boca de 14,4 metros e 6,1 de calado. Sua tripulação é de 20 oficiais, 40 sargentos e 98 praças, perfazendo um total de 158 tripulantes. Sensivelmente menos do que o normal para uma fragata, mesmo uma de seu porte. Seu armamento consiste em um canhão Oto Melara 76mm.; dois canhões Oerlikon de 20mm.; dois lançadores quádruplos de Harpoons (embora a F-334 carregasse lançadores duplos); dois tubos duplos lançadores de torpedos MK-46; oito lançadores verticais MK-48 para Sea Sparrows; e uma Goalkeeper, que é uma metralhadora de 30mm. com sete canos e uma suíte própria de radares (um para detectar, outra para seguir o alvo), cujo funcionamento é inteiramente automatizado e projetado para defender o navio do ataque de um míssil.

Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Carta náutica em papel; na tela, navios participantes do exercício
Carta náutica em papel; na tela, navios participantes do exercícioCarta náutica em papel; na tela, navios participantes do exercício
Carta náutica em papel
Carta náutica em papelCarta náutica em papel
Carta náutica eletrônica
Carta náutica eletrônicaCarta náutica eletrônica
CheOp na console do Comandante no passadiço
CheOp na console do Comandante no passadiçoCheOp na console do Comandante no passadiço

Seu Centro de Operações de Combate (COC) é disposto em forma de “L”. Entra-se pela lateral da “perna” menor; Ali há uma mesa de briefing e suportes para crachás e pequenezas afins. No braço maior situam-se os consoles, ainda fora do chamado “padrão Windows”. Na parte maio do “L” ficam, ao centro, as consoles do comandante, do imediato, do chefe de operações e do chefe do departamento de armas e eletrônica, quando este é requerido no COC. Ao redor destes consoles situam-se os consoles alimentados pelos sensores, que passam então sua informação para o comandante. O mais interessante é que todos os consoles podem dar acesso ao comando dos sistemas de armas da embarcação. O que delimita o nível de acesso do usuário é um cartão magnético que ele possui e insere na plataforma que pretende operar. Esse cartão é uma espécie de chave que só abre as portas necessárias às funções de cada operador. O comandante e o CheOp são os únicos oficias com acesso irrestrito ao sistema. Esse sistema foi pensado para o caso de haver algum dano ou avaria em uma situação de combate, o navio jamais ficar impossibilitado de usar todos os seus recursos porque o console do comandante foi danificado.

A D. Francisco de Almeida não foi construída usando o método dos blocos estruturais. Sua construção antecede a disseminação dessa técnica. O projeto do navio, embora majoritariamente holandês, contou com participações pontuais de nacionais de outros Estados, como é praxe nessa área. No entanto, quase como regra, demais países envolvidos serão sempre membros da OTAN.

Console de comunicações
Console de comunicaçõesConsole de comunicações
Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Cartas náutcas em papel
Cartas náutcas em papelCartas náutcas em papel
Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Console do comandante
Console do comandanteConsole do comandante

A maior parte dos componentes críticos e sensores da fragata foi fabricada pela subsidiária holandesa da Thales. Hoje, os quatro países que operam a classe caminham para a formulação de um Protocolo de Compra unificado que harmonize suas políticas de compra de sobressalentes e peças de reposição. O passo seguinte é a criação de uma common pool of spares que atenda a todos eles e permita a criação de uma maior massa crítica de encomendas, de modo a baratear os custos unitários das peças a serem adquiridas. É uma decisão particularmente significativa à luz do fato de que a Real Marinha Holandesa teve que se desfazer de suas embarcações por questões de déficit orçamentário. A fragata foi construída de acordo com o NATO Military Standart, de tal modo que ela pôde ser certificada e integrada aos quadros das forças tarefa e grupos permanentes da OTAN. Portugal, ao que tudo indica, não tem um sistema próprio de padronização para construção de equipamentos militares. O CMG Salvado de Figueiredo, comandante da D. Francisco de Almeida, acredita, todavia, que a Holanda o possua.

Interior do passadiço
Interior do passadiçoInterior do passadiço
Vista da câmera posta à ré
Vista da câmera posta à réVista da câmera posta à ré
Console do sonar
Console do sonarConsole do sonar
Fuzileiro guarnecendo o canhão Oerlikon de 20 mm
Fuzileiro guarnecendo o canhão Oerlikon de 20 mmFuzileiro guarnecendo o canhão Oerlikon de 20 mm
Vista da lateral da superestrutura
Vista da lateral da superestruturaVista da lateral da superestrutura

As Karel Doorman têm a capacidade de reconhecer e influenciar os três ambientes; aéreo, marinho e submarino. Além disso, são navios perfeitamente capacitados para fazer transporte logístico e evacuação pessoal.

 

A Classe Bartolomeu Dias na Marinha Portuguesa

Detalhe no radar da superestrutura
Detalhe no radar da superestruturaDetalhe no radar da superestrutura
Vista da lateral da superestrutura
Vista da lateral da superestruturaVista da lateral da superestrutura
Asa do passadiço, equipamento de reconhecimento visual
Asa do passadiço, equipamento de reconhecimento visualAsa do passadiço, equipamento de reconhecimento visual
Lançador de mísseis Harpoon
Lançador de mísseis HarpoonLançador de mísseis Harpoon
Tubos lança torpedos
Tubos lança torpedosTubos lança torpedos

As duas fragatas classe Bartolomeu Dias (a homônima e a D. Francisco de Almeida) substituíram a classe João Belo. Estas últimas tiveram quatro exemplares fabricados, que foram comissionadas entre os anos 60 e 70 e cujos últimos dois exemplares; a própria João Belo e a Sacadura Cabral, só foram descomissionadas em 2008. Essas duas embarcações foram vendidas à marinha do Uruguai, que provocou um pequeno acidente em que dos navios colidiram a caminho de um ATLASUR.

Em relação às João Belo, as Bartolomeu Dias representaram uma verdadeira revolução. Nada ficou igual na transição de uma classe para outra. As capacidades de combate e sobrevivência sofreram grande incremento. A outra novidade foi a possibilidade de operar helicópteros. De fato, chamar as João Belo é um exagero de gentileza. Eram navios que deslocavam pouco mais de 2.000 toneladas, sendo mais adequado chamá-las de corvetas.

Tubos lança torpedos
Tubos lança torpedosTubos lança torpedos
Lancha de bordo
Lancha de bordoLancha de bordo
Lancha de bordo
Lancha de bordoLancha de bordo
Lançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssiesLançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssiesLançador de fogos de desvio de míssies

Muito mais relevante para o processo que culminaria com a chegada da D. Francisco de Almeida à marinha de Portugal foi a compra da classe Vasco da Gama. Essas fragatas, que foram incorporadas à marinha em 1991 verdadeiramente “prepararam-na” para a chegada de navios mais modernos e capazes. Por conta das Vasco da Gama, a Marinha de Portugal aprendeu a lidar com novas tecnologias, notavelmente na área de sensores e sistemas de armas. Ela teve de aprender a operar helicópteros e integrar sistemas, o que antes não acontecia. Foram as primeiras embarcações da marinha a contar com um COC e um sistema de gerenciamento de plataforma, ambos, como era de se esperar, exigiram um grande esforço de reformulação de doutrina.

Lançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssiesLançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssies
Lançador de fogos de desvio de míssiesLançador de fogos de desvio de míssies
Vista da suíte de radares
Vista da suíte de radaresVista da suíte de radares
Metralhadora .50
Metralhadora .50Metralhadora .50
Detalhe da estrutura do hangar
Detalhe da estrutura do hangarDetalhe da estrutura do hangar

O Navio da República Portuguesa (NRP) D. Francisco de Almeida

Antena radar
Antena radarAntena radar
Lançador de Harpoons
Lançador de HarpoonsLançador de Harpoons
Superestrutura lateral
Superestrutura lateralSuperestrutura lateral
Mastro princiapl
Mastro princiaplMastro princiapl
Detalhe do mastro
Detalhe do mastroDetalhe do mastro

Exercícios como o Noble Mariner 2011 tem a clara diretriz de preparar as marinhas para operações de não-guerra. Para esse fim, a F-334 agrega as capacidades de evacuação de não combatentes (até 100 deles em último caso e por curto período de tempo), prestação de assistência médica e, evidentemente, proteção a outros meios empregados na operação. Justamente por ser uma fragata multifunção, a F-334 não foi projetada pensando em um cenário operacional específico; ela está adaptada a qualquer ambiente. Todavia, o projeto já dá alguns sinais de idade. A fragata Karel Doorman, a primeira da classe homônima, já esta passando, na Holanda, pela sua modernização de meia vida. A Marinha Portuguesa ainda está estudando a possibilidade e viabilidade de, no médio prazo, submeter a D. Francisco de Almeida ao mesmo processo; curso de ação cada vez mais improvável considerando a situação cada vez mais delicada da economia portuguesa. Os holandeses trabalham na modernização dos sistemas de combate e gestão da plataforma, de modo a incrementar as capacidades de comando e controle do navio. Outro plano é a adaptação do convoo para que ele passe a operar helicópteros modelo NH-90.

Mastro principal visto de baixo
Mastro principal visto de baixoMastro principal visto de baixo
Radar
RadarRadar
Antena radar
Antena radarAntena radar
Lançador de Harponn
Lançador de HarponnLançador de Harponn
Tubos lançadores de Hrpoons
Tubos lançadores de HrpoonsTubos lançadores de Hrpoons

Além do Noble Mariner 2011, a D. Francisco de Almeida já participou da Operação Swordfish 2010 e de alguns outros junto à costa portuguesa e no Mediterrâneo.

Alguns aspectos chamam atenção quando à vida a bordo do navio. Primeiro, as acomodações são bastante confortáveis. O comandante, o imediato e os chefes dos departamentos (nomeadamente: operações; administração; máquinas; e armas e eletrônica) possuem acomodações próprias, com um sofá-cama, armários e um computador. Os camarotes de cada dois chefes de departamento partilham banheiro. O comandante e o imediato têm banheiros exclusivos. Os demais camarotes, tanto de oficias, quanto de sargentos e praças (curioso, ao contrário da MB, a Marinha Portuguesa diferencia sargentos e praças, tal qual o EB) dispõem de excelente padrão e não ultrapassam quatro camas por cômodo. A Praça d’Armas e as demais salas de estar são bastante confortáveis e estão equipadas com televisores de alta polegagem. Havia, inclusive, no rancho dos praças um Play Station 2.

Visão da superestrutura a partir do convés superior
Visão da superestrutura a partir do convés superiorVisão da superestrutura a partir do convés superior
Visão da superestrutura a partir do convés principal
Visão da superestrutura a partir do convés principalVisão da superestrutura a partir do convés principal
Mastro principal com bandeiras
Mastro principal com bandeirasMastro principal com bandeiras
Lançadores de Sea Sparrow a partir da escada lateral
Lançadores de Sea Sparrow a partir da escada lateralLançadores de Sea Sparrow a partir da escada lateral
Lançadores de Sea Sparrow a partir do convés principal
Lançadores de Sea Sparrow a partir do convés principalLançadores de Sea Sparrow a partir do convés principal

Outro aspecto digno de nota é o elevado padrão da comida de bordo. Todas as sextas-feiras come-se bacalhau na D. Francisco de Almeida, e a cada sexta é preparada uma receita diferente. Aos domingos serve-se um doce típico português, como folhados de creme e pastéis de feijão. Os pães são frescos e, assim como os doces, são preparados na padaria da fragata, que conta com dois padeiros, um cabo e um soldado. Fazem-se quatro grandes refeições por dia, além de lanches servidos para o quarto de serviço. Não obstante, a cozinha fica aberta para aqueles que tiverem fome e desejarem prepararem um lanche mais simples para si próprios. Os portugueses têm um ditado que diz “quem não é para a comida, não é para o trabalho”. A sabedoria popular definitivamente é levada muito a sério a bordo da D. Francisco de Almeida.

Compartimento de bote salva-vidas inflável
Compartimento de bote salva-vidas inflávelCompartimento de bote salva-vidas inflável
Lancha de bordo
Lancha de bordoLancha de bordo
Pôr do Sol em alto mar
Pôr do Sol em alto marPôr do Sol em alto mar
Guindaste para descer e subir a lancha de bordo
Guindaste para descer e subir a lancha de bordoGuindaste para descer e subir a lancha de bordo
Mastro principal com os radares
Mastro principal com os radaresMastro principal com os radares

Ainda visando ao conforto e saúde da tripulação, a F-334 dispõe de uma academia pequena, porém bastante funcional, no último convés.

Nos conveses inferiores há sacolas com martelos de madeiras e espécies de prismas do mesmo material. Próximos a esses kits ficam grandes estacas de madeiras amarradas de modo a não atrapalhar o trânsito de pessoas. Esse conjunto fica espalhado ao longo de todas as regiões passíveis de alagamento, isto é, dos conveses abaixo da linha da água, e se destinam à vedação de frestas e selamento de compartimentos inundados. Várias vezes a tripulação passa por exercícios de combate a alagamentos injetados pela Flotilha, da qual falaremos melhor adiante.

O navio também conta com uma oficina com um grande torno mecânico, destinada a reparos de rotina e emergenciais. Há depósitos espalhados por todo o navio (ALIDE visitou quatro deles) destinados à armazenagem de uma série de itens, desde sobressalentes como lâmpadas e parafusos, passando por eletrônicos mais simples e chegando a produtos de limpeza. O frigorífico de bordo tem três ambientes segregados, mantidos a diferentes temperaturas para armazenagem de itens com necessidades específicas. Engenhosamente, há um elevador de carga posicionado próximo ao frigorífico que leva diretamente à cozinha principal. Há ainda uma solução de segurança que se repete na praça de máquinas. Na entrada de ambas as câmaras há uma placa de velcro, aquele que entra retira sua plaqueta de identificação e a prega nele, de modo que, caso ocorra um acidente e o militar demore a retornar a seu posto, a determinação de sua posição é muito mais simples.

Lançadores de Sea Sparrow
Lançadores de Sea SparrowLançadores de Sea Sparrow
Hangar a partir do convoo
Hangar a partir do convooHangar a partir do convoo
Hangar a partir do convoo
Hangar a partir do convooHangar a partir do convoo
Goalkeeper
GoalkeeperGoalkeeper
Sonar passivo Anaconda
Sonar passivo AnacondaSonar passivo Anaconda

A praça de máquinas, aliás, é bastante interessante. A despeito do alto nível de ruído, seu sistema de refrigeração é impecável. A temperatura mantém-se em torno de agradáveis 25°. A propulsão da fragata é do tipo CODOG, padrão para navios de escolta do porte de fragatas. Ela é constituída de dois motores Stork-Werkspoor a diesel que geram 4.895 cavalos de potência e duas turbinas Rolls Royce Spey 1ª que geram 16.700 cavalos. As turbinas ficam dentro de câmaras separadas e vedadas acusticamente. ALIDE entrou em uma dessas câmaras para fotografar a turbina, evidentemente enquanto ela estava desligada.

Sonar passivo Anaconda
Sonar passivo AnacondaSonar passivo Anaconda
Sonar passivo Anaconda
Sonar passivo AnacondaSonar passivo Anaconda
Faina de reabastecimento
Faina de reabastecimentoFaina de reabastecimento
Faina de reabastecimento
Faina de reabastecimentoFaina de reabastecimento
Faina de reabastecimento 0 F-334 e Etna
Faina de reabastecimento 0 F-334 e EtnaFaina de reabastecimento 0 F-334 e Etna

A fragata possui ainda uma enfermaria com um banheiro exclusivo, quatro leitos e uma cadeira que se converte em mesa cirúrgica. Seus equipamentos lhe garantem a capacidade Hall 1, isto é, ela dispõe de meios para estabilização da condição de um paciente e realização de microprocedimentos cirúrgicos, como suturas. Embora possa comportar até um cirurgião e um anestesista, na ocasião de nossa visita F-334 dispunha de duas enfermeiras, uma experiente e uma em treinamento. Umas das principais funções delas é garantir que os kits de primeiros socorros espalhados pelo navio estejam completos. Além disso, são elas que supervisionam o desempenho das equipes de bordo trinadas para assistência e prestação de socorro inicial. Outro fato interessante; no bar dos praças há uma grande armário multigavetado que pode ser transformado em enfermaria, no caso do navio receber não combatentes ou durante exercícios de Postos de Combate.

Interior do Hangar
Interior do HangarInterior do Hangar
Interior do Hangar
Interior do HangarInterior do Hangar
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero

Multifunção, mas acima de tudo, antisubmarino

Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero

Embora clame, merecidamente, ser uma fragata multifunção, a D. Francisco de Almeida tem uma nítida vocação maior para guerra anti-submarino. Além de seus dois conjuntos gêmeos de tubos lançadores de torpedos, a fragata possui um sonar ativo PHS-36 localizado à proa e um sonar passivo DSBV 61B, também conhecido como Anaconda. Trata-se de um cabo que é desenrolado e posto na água na tentativa de capturar sons emitidos por um submarino. Seu alcance é de algo em torno de 150 quilômetros. Não apenas isso, a fragata carrega um helicóptero SH-14D pensado para guerra antisubmarino. Ele leva dois torpedos MK46 e ainda é usado para espalhar sonoboias por uma área em que haja suspeita de atividade de submarinos. Mas o mais sintomático de sua vocação de caçador de submarinos são as adaptações que a própria tripulação faz no navio. Não há metais em choque nos conveses inferiores, todos os locais em que poderia haver um atrito gerador de ruído há um acolchoamento. Mesmo os cadeados são cobertos de espuma e fita isolante para que não batam em superfícies metálicas. A própria guarnição, quando nos conveses mais baixos, evita fazer barulho. O mestre do navio mostrou à ALIDE várias das adaptações feitas para diminuição de ruído. Mesmo mesas e equipamentos da oficina e do Paiol do Mestre ficam firmemente amarrados, de modo a não deslizarem com o jogo do navio e gerarem ruído. Com o resultado de tanto empenho e uma boa dose de um “jeitinho” que os portugueses também clamam possuir, a D. Francisco de Almeida identificou três dos quatro submarinos que caçava no exercício de trânsito sob ameaça do Noble Mariner 2011. Escapou-lhe apenas o moderno 212-A alemão.

Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante Quadrillero
Visita do Almirante QuadrilleroVisita do Almirante Quadrillero

 

A Flotilha

Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóisExercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóisExercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóisExercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóisExercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis
Exercício de abordagem dos fuzileiros espanhóisExercício de abordagem dos fuzileiros espanhóis

 

Um navio é um conjunto integrado de sistemas e plataformas de uma arquitetura muito complexa e, por isso mesmo, cara. Uma fragata moderna não custa menos de meio bilhão de euros; não é, portanto, um sistema descartável. Perder um navio por conta de um incêndio ou alagamento é um verdadeiro pesadelo para qualquer administrador que pense a relação custo-benefício de manutenção de uma embarcação. Por conta disso, as marinhas gastam muito dinheiro adestrando oficias, sargentos e praças no combate a sinistros, mais comumente incêndios e alagamentos. A Marinha Portuguesa tem um órgão destinado exclusivamente a essa tarefa; trata-se da Flotilha.

Exercício de resgate "Homem ao Mar"
Exercício de resgate Exercício de resgate
Exercício de resgate "Homem ao Mar"
Exercício de resgate Exercício de resgate
Exercício de abordagem dos fuzileiros portugueses
Exercício de abordagem dos fuzileiros portuguesesExercício de abordagem dos fuzileiros portugueses
Exercício de abordagem dos fuzileiros portugueses
Exercício de abordagem dos fuzileiros portuguesesExercício de abordagem dos fuzileiros portugueses
Lancha sendo içada pelo guindaste
Lancha sendo içada pelo guindasteLancha sendo içada pelo guindaste

A Flotilha na verdade atende ao Departamento de Treino e Avaliação, localizado fisicamente no Centro de Instrução de Tática Naval (CITAN), e este está subordinado ao Comando Naval, equivalente na Marinha do Brasil ao Comando de Operações Navais (CON) e de igual maneira subordinado ao Estado-Maior da Armada.

Briefing no hangar antes de resgate a navio sinistrado
Briefing no hangar antes de resgate a navio sinistradoBriefing no hangar antes de resgate a navio sinistrado
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Bandeira de Portugal no mastro principal
Bandeira de Portugal no mastro principalBandeira de Portugal no mastro principal
Bandeira de Portugal no mastro principal
Bandeira de Portugal no mastro principalBandeira de Portugal no mastro principal
Bandeira de Portugal no mastro principal
Bandeira de Portugal no mastro principalBandeira de Portugal no mastro principal

Os membros da Flotilha elaboram Planos de Treino, que tem três “modalidades”: Plano de Treino Básico; de Segurança; e Operacional. Eles embarcam em um navio sem, contudo, fazer parte da tripulação, com a função de elaborar uma APP: Avaliação de Padrões de Prontidão. Ela envolve que se desenhe um plano de treino para situações emergenciais e se confeccione auxiliares de memória (listas de procedimentos) que devem ser seguidos em caso de sinistro. Em última análise, eles avaliam o desempenho da guarnição no cumprimento dessas listas de procedimento.

Praça d'Armas
Praça d'ArmasPraça d'Armas
Equipamento médico na Praça d'Armas
Equipamento médico na Praça d'ArmasEquipamento médico na Praça d'Armas
Equipamento médico na Praça d'Armas
Equipamento médico na Praça d'ArmasEquipamento médico na Praça d'Armas
Praça d'Armas transformas em enfermaria de emergência
Praça d'Armas transformas em enfermaria de emergênciaPraça d'Armas transformas em enfermaria de emergência
Camarote dos chefes de Departamento
Camarote dos chefes de DepartamentoCamarote dos chefes de Departamento

Esse tipo de procedimento de combate a sinistros dentro da Marinha Portuguesa surgiu em 1991 com a incorporação das fragatas Vasco da Gama (já havíamos sinalizado o quão importantes elas foram em termos de modernização da marinha). Após a compra dessas fragatas, a MP passou a frequentar o Centro de Treino da Royal Navy, local destinado a reuniões para intercâmbio de doutrinas de combate a sinistros a bordo de navios. As marinhas alemã, norueguesa, holandesa, portuguesa, grega, polonesa e espanhola freqüentam esse centro. Vários operativos da MP fizeram cursos nesse CT e passaram a disseminar e experimentar doutrina no curso de vários exercícios da marinha. Hoje, os portugueses que, de início, eram apenas ouvintes, passaram a ser membros ativos das reuniões do CT e já partilharam com outros membros da OTAN uma série de novos procedimento no combate a sinistros baseados em sua própria experiência.

Sofá-Cama do camarote dos chefes de Departamento
Sofá-Cama do camarote dos chefes de DepartamentoSofá-Cama do camarote dos chefes de Departamento
Banheiro
BanheiroBanheiro
Acomodação de ALIDE
Acomodação de ALIDEAcomodação de ALIDE
Padaria de bordo
Padaria de bordoPadaria de bordo
Padaria de bordo
Padaria de bordoPadaria de bordo

Na Base Naval de Lisboa fica o CITAN. Dentro dele encontra-se o Centro de Treino de Calamidades, que além de centro de adestramento, funciona também como um simulador para operações de ajuda humanitária. Operações que envolvem desde a construção pontes improvisadas à evacuação de feridos. Lá também ocorrem os adestramentos mais comuns, não embarcados, de combate a sinistros. Como já assinalamos, o Departamento de Treino e Avaliação (DTA) fica no CITAN.

Padaria de bordo
Padaria de bordoPadaria de bordo
Rancho dos praças
Rancho dos praçasRancho dos praças
Desfibrilador com instruções de uso para leigos
Desfibrilador com instruções de uso para leigosDesfibrilador com instruções de uso para leigos
Enfermaria
EnfermariaEnfermaria
Enfermaria
EnfermariaEnfermaria

O DTA tem uma equipe residente de 27 militares, mas convoca militares de outros navios/OMs para integrar os grupos que embarcam em navios para treino da tripulação. Esses grupos têm em torno de seis pessoas, dois oficias e quatro sargentos. O chefe do destacamento da Flotilha na Don Francisco d’Almeida durante o Noble Mariner 2011 era o Capitão-de-Fragata Ribeiro da Silva. A função desses militares era “injetar” incêndios, alagamentos e avarias as mais diversas: no leme, na propulsão, nas armas, nos sensores, na navegação, além de problemas na plataforma e com feridos. Outro tipo de avaria bastante comum são as no sistema de ar condicionado, nominalmente, soldaduras em canos e reparos no cabeamento.

Sala de estar dos Praças
Sala de estar dos PraçasSala de estar dos Praças
Enfermaria montável da sala de estar dos Praças
Enfermaria montável da sala de estar dos PraçasEnfermaria montável da sala de estar dos Praças
Enfermaria montável em preparo
Enfermaria montável em preparoEnfermaria montável em preparo
Enfermaria montável simula atendimento
Enfermaria montável simula atendimentoEnfermaria montável simula atendimento
Depósito de sobressalentes
Depósito de sobressalentesDepósito de sobressalentes

Os tipos de avarias, evidentemente, dependem das especialidades dos militares da Flotilha. As equipes do DTA contam com oficias de operações, de planejamento, engenheiros mecânicos e engenheiros de armas e eletrônica, além de sargentos maquinistas e eletricistas (na seção seguinte explicaremos o sistema de formação e qualificação de oficias e sargentos). Injetam-se avarias na medida em que se dispõe de pessoal com qualificação equivalente. O CF Ribeiro da Silva, por exemplo, é da engenharia mecânica, por isso, durante o embarque de ALIDE, tivemos muitos exercícios de avaria no leme e na propulsão, mas somente um de avaria nos sensores.

Depósito de sobressalentes
Depósito de sobressalentesDepósito de sobressalentes
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Centro de Operações de Combate
Centro de Operações de CombateCentro de Operações de Combate

Em função dos custos, não há treino de rotina contra avarias, nem exercícios destinados somente a eles. A Flotilha trabalha, por isso, com o conceito de Mobile Training Team, que é, em última análise, um destacamento de militares de diferentes qualificações destinados à injeção de exercícios do DTA concomitantes a outros exercícios, seja exclusivos da Marinha Portuguesa, seja da OTAN.

 

Central de Controle da Plataforma
Central de Controle da PlataformaCentral de Controle da Plataforma
Central de Controle da Plataforma
Central de Controle da PlataformaCentral de Controle da Plataforma
Preparo para combate a incêndio
Preparo para combate a incêndioPreparo para combate a incêndio
Central de Controle da Plataforma
Central de Controle da PlataformaCentral de Controle da Plataforma
Central de Controle da Plataforma
Central de Controle da PlataformaCentral de Controle da Plataforma

 

A Marinha Portuguesa

Central de Controle da Plataforma
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Central de Controle da Plataforma
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Interior do canhão Oto Melara
Interior do canhão Oto MelaraInterior do canhão Oto Melara
Interior do canhão Oto Melara
Interior do canhão Oto MelaraInterior do canhão Oto Melara

 

O ingresso na Marinha Portuguesa ocorre somente por via de concurso. Há concurso tanto para praças quanto para oficias, sendo que nas duas modalidades é possível candidatar-se a um modelo de contrato temporário (por pelo menos dois anos, podendo haver renovação) ou permanente.

Interior do canhão Oto Melara
Interior do canhão Oto MelaraInterior do canhão Oto Melara
Frigorífico
FrigoríficoFrigorífico
Frigorífico
FrigoríficoFrigorífico
Frigorífico
FrigoríficoFrigorífico
Elevador do frigorífico
Elevador do frigoríficoElevador do frigorífico

Há concursos separados para praças da Armada e dos fuzileiros. Os fuzileiros passam por um curso de nove meses, depois são alocados em um dos dois batalhões de fuzileiros navais; no 1º, de forças de proteção (que fazem, além do curso básico, um estágio de três semanas de operações de abordagem, o que os qualifica para missões como a que desempenharam a bordo da F-334 durante o Noble Mariner), ou no 2º, de operações anfíbias propriamente ditas. Os sargentos, tanto fuzileiros quanto da Armada, para graduarem-se sargentos, fazem um curso de nove meses.

Depósito de sobressalentes
Depósito de sobressalentesDepósito de sobressalentes
Oficina mecânica
Oficina mecânicaOficina mecânica
Oficina mecânica
Oficina mecânicaOficina mecânica
Oficina mecânica - detalhe no torno
Oficina mecânica - detalhe no tornoOficina mecânica - detalhe no torno
Academia de bordo
Academia de bordoAcademia de bordo

No caso dos sargentos da Armada, faz-se um curso de ordem bastante técnica, mais voltado para as áreas de máquinas e eletrônica, porém com várias áreas de especialidade. Anteriormente, esse curso equivalia ao Nível Técnico 4 da União Européia, hoje o currículo desses cursos foi modificado e “enxugado”, de modo que equivale agora ao Nível 3. Esses níveis são determinados pelo chamado “Processo de Bolonha”, furto do Acordo de Bolonha, que tinha como princípio, se não padronizar, garantir equivalência (ou uma espécie de tabela de convertibilidade) entre a educação oferecida em todos os países da UE. Esses protocolos alterarem substancialmente a formação dos oficias da Marinha Portuguesa, como veremos adiante.

Academia de bordo
Academia de bordoAcademia de bordo
Depósito de sobressalentes
Depósito de sobressalentesDepósito de sobressalentes
Depósito de químicos
Depósito de químicosDepósito de químicos
Depósito de químicos
Depósito de químicosDepósito de químicos
Paiol do Mestre
Paiol do MestrePaiol do Mestre

Todo Aspirante que freqüenta a Escola Naval já sai com o mestrado. As áreas que escolhe são: Marinha, ou curso “normal de marinha”, (equivalente ao curso dos oficias do Corpo da Armada da MB); Fuzileiros; Administração Naval (o mesmo que a intendência); Engenharia Naval Mecânica; Engenharia Naval Armas e Eletrônica; e Medicina Naval (embora o curso de Medicina propriamente dito seja feito da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa).

Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndio
Equipamento de combate a incêndioEquipamento de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio

O oficial deixa a Escola Naval com o título de Mestre em uma dessas áreas; adicionalmente ele ainda pode optar por fazer um curso extra, escrever uma dissertação e sair também com o mestrado em História Marítima. Originalmente, os oficias saiam com um bacharelado nessas áreas, porém, com o Processo de Bolonha, viu-se que bastavam apenas algumas pequenas alterações curriculares para que o diplomado na Escola fosse titulado mestre. E assim é feito hoje.

Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndio
Exercício de combate a incêndioExercício de combate a incêndio
Pós-exercício de combate a incêndio
Pós-exercício de combate a incêndioPós-exercício de combate a incêndio

Mesmo com essas facilidades, a MP não enfrenta o problema da evasão de jovens oficias. Eles só tendem a deixar a marinha em estágio mais avançado da carreira, especialmente os engenheiros navais, após fazerem os cursos de especialização que fazem ao longo de sua carreira como oficias superiores. Mas mesmo aí não há problema, ao contrário do que se vê na MB com seu déficit de CMGs, porque a maior parte desses oficiais só deixa realmente a Marinha Portuguesa às vésperas do momento em que concorreriam ao almirantado.

Pós-exercício de combate a incêndio
Pós-exercício de combate a incêndioPós-exercício de combate a incêndio
Briefing na central de controle da plataforma
Briefing na central de controle da plataformaBriefing na central de controle da plataforma
Exercício de vedação de avaria no casco
Exercício de vedação de avaria no cascoExercício de vedação de avaria no casco
Exercício de vedação de avaria no casco
Exercício de vedação de avaria no cascoExercício de vedação de avaria no casco
Central de controle da plataforma
Central de controle da plataformaCentral de controle da plataforma

A participação de mulheres na Marinha Portuguesa é tátil, nítida. E tende a aumentar. Elas podem frequentar normalmente a Escola Naval, podem se tornar fuzileiras e já há, inclusive, mergulhadoras. Até o momento, só não há mulheres submarinistas. E não porque elas não possam sê-lo, mas porque a maior parte não se sente à vontade com o modo de vida extremamente pouco privativo que se leva a bordo de um submarino.

Central de controle da plataforma
Central de controle da plataformaCentral de controle da plataforma
Preparação para combate a incêndio
Preparação para combate a incêndioPreparação para combate a incêndio
Exercício de primeiros socorros e remoção de ferido
Exercício de primeiros socorros e remoção de feridoExercício de primeiros socorros e remoção de ferido
Exercício de primeiros socorros e remoção de ferido
Exercício de primeiros socorros e remoção de feridoExercício de primeiros socorros e remoção de ferido
Briefing com a Flotilha na CCP
Briefing com a Flotilha na CCPBriefing com a Flotilha na CCP

Fraternização não é crime dentro da Marinha Portuguesa e nem é reprimida. É, porém, política da MP não colocar irmãos, familiares ou cônjuges na mesma guarnição. Sendo um país católico como é, há na marinha um Serviço de Assistência Religiosa que funciona também como um serviço de assistência social, destinado a casais de militares, familiares e parentes em geral, que requeiram aconselhamento ou que tenham perdidos entes queridos em função da profissão.

Preparação para combate a incêndio
Preparação para combate a incêndioPreparação para combate a incêndio
Central de controle da plataforma
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Bomba na Praça de Máquinas
Bomba na Praça de MáquinasBomba na Praça de Máquinas
Motor
MotorMotor
Motor
MotorMotor

A Marinha vive uma situação particular, ambígua até, em termos de moral. Por um lado ela dispõe de navios novos e bons programas de treinamento que motivam os militares. Por outro, o país, e Europa de maneira genérica, vivem um momento extremamente delicado, com perspectivas ruins para o curto prazo. É impossível, para os militares, permanecerem indiferentes ao momento que vive o país como um todo.

Bomba na Praça de Máquinas
Bomba na Praça de MáquinasBomba na Praça de Máquinas
Casulos das turbinas, no meio. o CheMaq
Casulos das turbinas, no meio. o CheMaqCasulos das turbinas, no meio. o CheMaq
Casulos das turbinas, no meio. o CheMaq
Casulos das turbinas, no meio. o CheMaqCasulos das turbinas, no meio. o CheMaq
Cadeado com estofamento para redução de ruído
Cadeado com estofamento para redução de ruídoCadeado com estofamento para redução de ruído
Turbina
TurbinaTurbina

Embora não tenha um programa de reaparelhamento comparável ao ProSuper, por exemplo, a MP possui um projeto de construções de Navios de Patrulha Oceânica. Este, ao contrário da D. Francisco, não é um processo de aquisição internacional, mas sim um de construção naval nacional, o que faz dele um grande gerador de emprego.

Turbina
TurbinaTurbina
Turbina
TurbinaTurbina
Motor
MotorMotor
Motor
MotorMotor
Motores
MotoresMotores

Portugal se relaciona de maneira muito particular com o mar. Como eles mesmos dizem, são “uma nação de marinheiros”. A construção da identidade nacional portuguesa perpassa a evocação de seu passado como potência marítima e desbravadora nos séculos XV, XVI e XVII. Por isso a Marinha tem grande visibilidade junto à sociedade portuguesa, que a reconhece e valoriza. É comum a citação de Miguel Torga, que disse que Portugal é “uma nesga de terra debruada de mar”. Por isso a diretriz para a Marinha de proteger a soberania e os recursos do Estado é muito clara. Mais do que isso, Portugal tem um pedido submetido na Comissão de Extensão de Limites da Plataforma Continental da ONU.

Praça de Máquinas
Praça de MáquinasPraça de Máquinas
Kit para vedação de vasamentos
Kit para vedação de vasamentosKit para vedação de vasamentos
Comporta abaixo da linha d'água; kit no detalhe
Comporta abaixo da linha d'água; kit no detalheComporta abaixo da linha d'água; kit no detalhe
Estacas para vedação de compartimentos alagados
Estacas para vedação de compartimentos alagadosEstacas para vedação de compartimentos alagados
Kit de primeiros socorros
Kit de primeiros socorrosKit de primeiros socorros

A Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores são vistos como parte do território da mesma maneira que a porção continental. Se o pedido de Portugal na CELPC for aceito, a ZEE do país ligará essas três regiões e ganhará dois milhões de quilômetros quadrados, passando de 1,6 para 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

Exercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagadoExercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagadoExercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagadoExercício de vedação de compartimento alagado
Membro da Flotilha orienta o exercício
Membro da Flotilha orienta o exercícioMembro da Flotilha orienta o exercício
Exercício de vedação de compartimento alagado
Exercício de vedação de compartimento alagadoExercício de vedação de compartimento alagado

Por tudo isso, a MP tem a necessidade estratégica de ser capaz de projetar influência no Atlântico e, em outro prisma, assegurar as principais rotas comerciais marítimas que cruzam o Mediterrâneo e a costa Leste da África; não sem motivo navios portugueses estão engajados em praticamente todos os esforços da ONU, UE e OTAN nessas regiões. A cooperação da MP com essas organizações visa ao resguardo dos interesses, digamos, não-Atlânticos de Portugal através do espraiamento de custos. Apesar disso tudo, a marinha sofreu cortes com a Crise Econômica, embora nenhum setor em particular tenha sido afetado. Ainda assim, permanecem os interesses e objetivos além mar e por isso a Marinha Portuguesa não esmorece, afinal, como disse Jaime Cortesão “a História portuguesa pode resumir-se a uma série de esforços para o aproveitamento das possibilidades atlânticas do território”.

Vedação concluída
Vedação concluídaVedação concluída
Membro da Flotilha instrui a tripulação
Membro da Flotilha instrui a tripulaçãoMembro da Flotilha instrui a tripulação
Exercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popaExercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popaExercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popaExercício de vedação de avaria na popa

Exercício de vedação de avaria na popa
Exercício de vedação de avaria na popaExercício de vedação de avaria na popa
Flotilha dá instrução de reparo na rede elétrica
Flotilha dá instrução de reparo na rede elétricaFlotilha dá instrução de reparo na rede elétrica
Flotilha dá instrução de reparo na rede elétrica
Flotilha dá instrução de reparo na rede elétricaFlotilha dá instrução de reparo na rede elétrica
Flotilha dá instrução de reparo no encanamento
Flotilha dá instrução de reparo no encanamentoFlotilha dá instrução de reparo no encanamento
Flotilha dá instrução de reparo no encanamento
Flotilha dá instrução de reparo no encanamentoFlotilha dá instrução de reparo no encanamento

Flotilha dá instrução de reparo no encanamento
Flotilha dá instrução de reparo no encanamentoFlotilha dá instrução de reparo no encanamento

 

 

Last Updated on Wednesday, 21 December 2011 00:20
 

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