MAKS 2011 A indústria aeronautica russa acelera em direção ao futuro PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Tuesday, 15 November 2011 14:26

 

Introdução

Painel descritivo dos pavilhões
Painel descritivo dos pavilhões Painel descritivo dos pavilhões
Uma feira cada dia mais internacionalizada
Uma feira cada dia mais internacionalizadaUma feira cada dia mais internacionalizada
O acesso principal aos pavilhões de exibição
O acesso principal aos pavilhões de exibiçãoO acesso principal aos pavilhões de exibição
Conferencia de imprensa do VP da Rosoboronexport
Conferencia de imprensa do VP da RosoboronexportConferencia de imprensa do VP da Rosoboronexport
Muitos dos aviões em Zhukovsky não voarão mais
Muitos dos aviões em Zhukovsky não voarão maisMuitos dos aviões em Zhukovsky não voarão mais

Il-76 usado para testes do motor do SuperJet
Il-76 usado para testes do motor do SuperJetIl-76 usado para testes do motor do SuperJet
Yak-42 da empresa Interavia
Yak-42 da empresa InteraviaYak-42 da empresa Interavia
Antonov An-24
Antonov An-24Antonov An-24
Il-96-400: em busca de um desempenho ocidental
Il-96-400: em busca de um desempenho ocidentalIl-96-400: em busca de um desempenho ocidental
Il-476: uma promessa para o futuro
Il-476: uma promessa para o futuroIl-476: uma promessa para o futuro

Uma coisa é certa: a grande feira aeroespacial bianual da Rússia não é nem Farnborough nem Le Bourget. Não é pior nem melhor, num planeta cada dia mais homogeneizado, MAKS é ainda "algo diferente". Mas isso se dá muito mais pelas diferenças históricas e geopolíticas da Rússia com Reino Unido e França, do que por qualquer deficiência particular da feira russa.

Aviões americanos e russos no mesmo 'lineup'
Aviões americanos e russos no mesmo 'lineup'Aviões americanos e russos no mesmo 'lineup'
An-124 com a 'boca aberta' e limpa-gelo
An-124 com a 'boca aberta' e limpa-geloAn-124 com a 'boca aberta' e limpa-gelo
Cabine e engrenagem da porta dianteira do An-124
Cabine e engrenagem da porta dianteira do An-124Cabine e engrenagem da porta dianteira do An-124
An-124
An-124An-124
Instruções de carregamento do An-124
Instruções de carregamento do An-124Instruções de carregamento do An-124

Um claro atestado da imensa capacitação tecnológica da indústria e dos técnicos e engenheiros soviéticos, e posteriormente, russos, pode ser percebida nos inúmeros bilhões de dólares que os governos ocidentais foram obrigados a investir nas suas próprias indústrias, visando a contrapor-se ao avanço tecnológico russo. Nas décadas de 70 e 80 procedeu-se uma radical mudança de avaliação por parte da imprensa ocidental. De um "perigo a ser combatido"  a indústria soviética se transforma na "fina flor do atraso e da ineficiência da organização industrial". Neste período, todos nós observadores passamos a acreditar que, uma vez caido o comunismo, nada, absolutamente nada, sobraria destes "dinossauros" da indústria estatal.

Tu-95: o rabo do 'urso'.
Tu-95: o rabo do 'urso'.Tu-95: o rabo do 'urso'.
Tu-95 com o disco do radar do A-50 no fundo
Tu-95 com o disco do radar do A-50 no fundoTu-95 com o disco do radar do A-50 no fundo
O casco hidrodinâmico do Beriev Be-200
O casco hidrodinâmico do Beriev Be-200O casco hidrodinâmico do Beriev Be-200
dianteira do bombardeiro Tu-160
dianteira do bombardeiro Tu-160dianteira do bombardeiro Tu-160
Todo o rabo do Tu-160 se mexe
Todo o rabo do  Tu-160 se mexeTodo o rabo do  Tu-160 se mexe

Porém, o grande choque a esta visão do mundo veio com o inesperado surgimento de dois modelos de caças, o Sukhoi Su-27 Flanker e o MiG-29 Fulcrum no final da década de 70. Não somente eles eram perfeitamente comparáveis aos modelos mais recentes dos EUA, o McDonnell Douglas F-15 e o General Dynamics F-16, respectivamente, mas também seguiram obtendo sucesso no mercado de exportação. Sem o apoio da ideologia, os novos clientes dos caças russos passaram a ser os países "não alinhados", praticamente substituindo a França que, com sua prolífica família de Mirages, teve tanto sucesso neste segmento. Índia, Malásia, Indonésia, Argélia e até mesmo a antiga rival China, juntas, conseguiram sustentar a indústria russa durante a difícil década de 90. Naquele período não havia qualquer dinheiro para que a própria Força Aérea Russa pudesse comprar os melhores produtos criados por sua indústria em décadas.

Sukhoi Super Jet de produção
Sukhoi Super Jet de produçãoSukhoi Super Jet de produção
MAKS2011-022
MAKS2011-022MAKS2011-022
Tu-214 do programa 'Open Skies'.
Tu-214 do programa 'Open Skies'.Tu-214 do programa 'Open Skies'.
MiG-29 se dirige à pista para demonstração
MiG-29 se dirige à pista para demonstraçãoMiG-29 se dirige à pista para demonstração
Il-76, um gigante!
Il-76, um gigante!Il-76, um gigante!

Exportação, por si,  não era nenhuma novidade para a URSS. Agora, exportar caças de ponta em troca de valiosas divisas, isso era algo verdadeiramente novo. Não se pode esquecer que a grande maioria dos milhares de MiG-15/17/19/21/23 "exportados" nas décadas de 50, 60 e 70 não passaram de transferências governo-a-governo, com seu custo bancado unicamente pelo estado soviético. Caças pesados como o Su-15 Flagon, por exemplo nunca seriam exportados, devido principalmente ao medo de que sua tecnologia avançada caísse nas mãos dos "inimigos do povo soviético".

Tu-154 de testes Future Aircraft Control Testbed
Tu-154 de testes Future Aircraft Control TestbedTu-154 de testes Future Aircraft Control Testbed
MiG-29
MiG-29MiG-29
MiG-31
MiG-31MiG-31
Sukhoi Su-25
Sukhoi Su-25Sukhoi Su-25
MAKS2011-030
MAKS2011-030MAKS2011-030

Pois bem, não somente a indústria russa sobreviveu ao colapso do comunismo, como ela também conseguiu manter-se à tona durante os anos de caos do governo Yeltsin na década de 90. Com o avento do primeiro governo Putin, a estabilidade retornou e a indústria aeroespacial da Rússia começou o longo e árduo trabalho de se recompor após ser atingida por estas duas calamidades econômicas e estruturais.

 

A Feira MAKS

Sukhoi Su-34
Sukhoi Su-34Sukhoi Su-34
Mil Mi-8MTV-1 do Ministério de Situações de Emergência da Rússia
Mil Mi-8MTV-1 do Ministério de Situações de Emergência da RússiaMil Mi-8MTV-1 do Ministério de Situações de Emergência da Rússia
Detalhe do cubo do rotor do Mil Mi-8MTV-1
Detalhe do cubo do rotor do Mil Mi-8MTV-1Detalhe do cubo do rotor do Mil Mi-8MTV-1
Mil Mi-2 da Central Base of Forest Aviation Protection
Mil Mi-2 da Central Base of Forest Aviation Protection Mil Mi-2 da Central Base of Forest Aviation Protection
O moderno Mi-38 - 2° protótipo
O moderno Mi-38 - 2° protótipoO moderno Mi-38 - 2° protótipo

Gunship Mil Mi-28 Havock
Gunship Mil Mi-28 HavockGunship Mil Mi-28 Havock
detalhes da frente do Mi-28
detalhes da frente do Mi-28detalhes da frente do Mi-28
Projetis 30mm do canhão Shipunov 2A42 do Mi-28
Projetis 30mm do canhão Shipunov 2A42 do Mi-28Projetis 30mm do canhão Shipunov 2A42 do Mi-28
Mi-8 da Alfândega da Rússia
Mi-8 da Alfândega da RússiaMi-8 da Alfândega da Rússia
Mil Mi-8AMT
Mil Mi-8AMTMil Mi-8AMT

A edição de 2011 marcou o décimo aniversário desta feira aérea, apresentando a participação de 800 expositores, tanto russos quanto estrangeiros que vieram de quarenta países diferentes. Na exposição estática e na linha de voo, havia mais de duzentas aeronaves entre aviões, helicópteros e UAVs. Os primeiros três dias da feira foram dedicados unicamente à indústria. Neles, apenas as delegações militares oficiais, os convidados do governo e da indústria e a imprensa podiam entrar, nos demais dias o evento em contraste foi, basicamente, uma grande festa cívica para o povão russo. Na sexta-feira, o primeiro dia aberto ao público, visitaram a feira 105mil pessoas, enquanto no dia seguinte vieram impressionantes 150mil. O show aéreo do domingo, o último dia, acabou sendo cancelado devido à chuva. Ao todo, visitaram a MAKS um público de 600mil pessoas.

MAKS2011-041
MAKS2011-041MAKS2011-041
MAKS2011-042
MAKS2011-042MAKS2011-042
Kamov Ka-32A11BC
Kamov Ka-32A11BCKamov Ka-32A11BC
MAKS2011-044
MAKS2011-044MAKS2011-044
Um segundo Mi-28
Um segundo Mi-28 Um segundo Mi-28

Os números apresentados pelos organizadores são realmente impressionantes, de uma expectativa inicial de fechamento de contratos da ordem de 3 bilhões de dólares na quarta feira, foram anunciadas vendas de cerca de 7, 5 bilhões de dólares para 174 aviões divididos entre os MS-21 e os menores SSJ100. Estas encomendas vieram de empresas aéreas russas e da Indonésia. A empresa Gazpromavia, ligada à gigante de energia fóssil russa Gazprom, encomendou 10 unidades do Sukhoi SuperJet 100, enquanto a linha aérea indonésia SkyAviation adquiriu outros 12 deste mesmo modelo.

Kamov Ka-52 Alligator
Kamov Ka-52 AlligatorKamov Ka-52 Alligator
O helicóptero leve Ansat
O helicóptero leve AnsatO helicóptero leve Ansat
Maquete do Mi-28 com pintura 'comercial agressiva'
Maquete  do Mi-28 com pintura 'comercial agressiva'Maquete  do Mi-28 com pintura 'comercial agressiva'
Maquete do Mi-26-T2 também com pintura 'comercial'
Maquete do Mi-26-T2 também com pintura 'comercial'Maquete do Mi-26-T2 também com pintura 'comercial'
Exemplo em escala real do interior da configuração VIP do Mi-26
Exemplo em escala real do interior da configuração VIP do Mi-26Exemplo em escala real do interior da configuração VIP do Mi-26

Vários eventos da época soviética, embora não fossem verdadeiras "feiras aeronáuticas" ao estilo ocidental, serviram a propósitos políticos bem semelhantes aos atuais. A comemoração do Dia da Esquadra Aérea na Base Aérea de Tushino em 1955 e 1956 e posteriormente no aerodromo de Domodedovo, em 1967, foram essencialmente exercícios na arte da dissuasão, um teatro cuidadosamente coreografado exibindo as mais avançadas conquistas da indústria aeronáutica russa. Os "clientes", neste caso, eram o pessoal das áreas de inteligência das forças aéreas ocidentais e os comandantes de potenciais clientes estrangeiros. Nestas ocasiões os aviões eram vistos unicamente em voo, com os anfitriões descrevendo suas capacidades sempre nos termos mais genéricos ou, até mesmo, lacônicos possíveis.

Turbina Aviadvigatel PS-90A2 de 35,300 lbf
Turbina Aviadvigatel PS-90A2 de 35,300 lbfTurbina Aviadvigatel PS-90A2 de 35,300 lbf
117S a nova turbina do PAK/FA (T-50)
117S a nova turbina do PAK/FA (T-50)117S a nova turbina do PAK/FA (T-50)
UAV israelense IAI Searcher / 'Forpost' em russo
UAV israelense IAI Searcher / 'Forpost' em russoUAV israelense IAI Searcher / 'Forpost' em russo
Console controlador do IAI Searcher
Console controlador do IAI SearcherConsole controlador do IAI Searcher
Lançador de mísseis antiaéreos Klub-K disfarçado de container
Lançador de mísseis antiaéreos Klub-K disfarçado de containerLançador de mísseis antiaéreos Klub-K disfarçado de container

Nesta época em que a URSS era uma realidade completamente fechada por trás da "Cortina de Ferro", para ir além do show aéreo e obter informações detalhadas e fidedignas sobre o estado do desenvolvimento dos novos caças e bombardeiros, os serviços de informação ocidentais estavam sempre prontos a pagar regiamente a qualquer um que tivesse coragem de correr o risco de vir a ser condenado a realizar trabalhos forçados por tempo indeterminado num Gulag na Sibéria. Hoje, a indústria russa precisou mudar e passou a ser mais aberta para poder aumentar suas exportações. A maior "ameaça", atualmente, aos segredos dessa indústria reside nos milhares de spotters, russos e estrangeiros, que alimentam os bancos de dados de fotos na internet unicamente para divulgar suas fotos digitais. Não há como se livrar deles ou interromper seu trabalho de "formiguinha".

 

O Centro de Pesquisas Aeronáutivas M. M. Gromov em Zhukovsky

A sala de comando também fica no conteiner
A sala de comando também fica no conteinerA sala de comando também fica no conteiner
Consoles de controle do sistema Klub-K
Consoles de controle do sistema Klub-KConsoles de controle do sistema Klub-K
UAV russo Inspector 601
UAV russo Inspector 601UAV russo Inspector 601
UAV russo Inspector 301
UAV russo Inspector 301UAV russo Inspector 301
Inspector 201
Inspector 201Inspector 201

UAV de mão da Inspector
UAV de mão da InspectorUAV de mão da Inspector
UAV médio Vega Lutch BLA
UAV médio Vega Lutch BLAUAV médio Vega Lutch BLA
Detalhe da asa dobrável do UAV Vega Lutch BLA
Detalhe da asa dobrável do UAV Vega Lutch BLADetalhe da asa dobrável do UAV Vega Lutch BLA
Sistema móvel de defesa aérea Tunguska M1
Sistema móvel de defesa aérea Tunguska M1Sistema móvel de defesa aérea Tunguska M1
Tunguska M1
Tunguska M1Tunguska M1

Alide deixou o centro de Moscou de carro às 06h45. Dirigindo para o sudeste em autoestradas relativamente vazias, chegamos à região onde se realizaria a MAKS. As estradas vicinais que serpenteavam por entre o bosque de pinheiros apresentavam um congestionamento totalmente incomum para o local. Em meio a isso, os guardas de transito faziam o possível para tentar manter os carros em movimento com seus bastoes giratórios. No final, só após três horas de viagem é que conseguimos entrar no aeródromo de Zhukovsky.

Sistema de defesa aérea de longo alcance Antey 2500
Sistema de defesa aérea de longo alcance Antey 2500Sistema de defesa aérea de longo alcance Antey 2500
O Antey 2500 é conhecido também como S-300VM
O Antey 2500 é conhecido também como S-300VMO Antey 2500 é conhecido também como S-300VM
Containers duplos de mísseis pesados do Antey 2500
Containers duplos de mísseis pesados do Antey 2500Containers duplos de mísseis pesados do Antey 2500
O Antey 2500 atinge alvos localizados a 400km de si
O Antey 2500 atinge alvos localizados a 400km de siO Antey 2500 atinge alvos localizados a 400km de si
Veículo transporta, levanta e dispara mísseis do sistema Antey 2500
Veículo transporta, levanta e dispara mísseis do sistema Antey 2500Veículo transporta, levanta e dispara mísseis do sistema Antey 2500

Zhukovsky é uma pequena cidade localizada a 40km a sudeste da capital russa, logo na borda do rio Moskva. A região é coberta por florestas de pinheiros e as casas e construções são raras e espaçadas entre si. É o lugar ideal para se abrigar um avançado centro de testes de aeronaves modernas. O Centro Gromov é o equivalente russo da Base Aérea de Edwards na Califórnia. Já a cidade de Zhukovsky, com seus cerca de 102 mil habitantes, até certo ponto, exerce lá o mesmo papel de São José dos Campos no Brasil, unindo ao redor da base um número de outros centros de pesquisa e laboratórios avançados da engenharia aeroespacial como o TsAGI (Instituto Central de Aero-Hidrodinâmica e os bureaus de projeto Sukhoi, Tupolev e Ilyushin, entre outras empresas ligadas ao tema aeronáutico.

Mas o futuro aqui parece que está logo ali na esquina. Em sua visita à feira MAKS na quarta-feira, Vladimir Putin, o Primeiro Ministro russo, afirmou que “nosso centro nacional de construção aeronáutica está sendo construído aqui em Zhukovsky. Ele será composto dos principais centros de pesquisas, dos departamentos de design e dos centros de testes. Esperamos que este venha a ser um centro de pesquisa e de fabricação de classe internacional”. Ele também falou que apenas nos últimos dois anos "o governo russo investiu 10 bilhões de dólares na indústria aeroespacial russa para apoiar os programas-chave porque este é um setor estratégico e tecnologicamente vital para o futuro da Rússia".

 

Uma perspectiva russa

 

Sistema de mísseis 9K33-Osa
Sistema de mísseis 9K33-OsaSistema de mísseis 9K33-Osa
Sistema de mísseis 9K33-Osa
Sistema de mísseis 9K33-OsaSistema de mísseis 9K33-Osa
Sistema Tor M2E, veículo comando, lançador e radar.
Sistema Tor M2E, veículo comando, lançador e radar.Sistema Tor M2E, veículo comando, lançador e radar.
Míssil Tor M2E em posição de lançamento
Míssil Tor M2E em posição de lançamentoMíssil Tor M2E em posição de lançamento
Os mísseis Tor M2E são acomodados nestes 'cartuchos'
Os mísseis Tor M2E  são acomodados nestes 'cartuchos'Os mísseis Tor M2E  são acomodados nestes 'cartuchos'

Posto de comando do Tor M2E
Posto de comando do Tor M2EPosto de comando do Tor M2E
Posto do motorista do veículo Tor M2E
Posto do motorista do veículo Tor M2EPosto do motorista do veículo Tor M2E
Painel do veículo é uma tela digital
Painel do veículo é uma tela digitalPainel do veículo é uma tela digital
Câmera mostra o que ocorrere a ré do veículo
Câmera mostra o que ocorrere a ré do veículoCâmera mostra o que ocorrere a ré do veículo
Lançador de mísseis pesados Antey 2500
Lançador de mísseis pesados Antey 2500Lançador de mísseis pesados Antey 2500

Na terça-feira a primeira apresentação para a imprensa foi a de Mikhail Pogosian, o diretor-geral da UAC (United Aircraft Corporation), a holding estatal que controla praticamente todos os bureaus de projeto e as fábricas de aviões e helicópteros da Rússia. Pogosian chegou a este importante cargo tendo sido anteriormente diretor geral da Sukhoi e, com o sucesso internacional do Su-27/30, ele passou a ser  também o diretor geral do o grupo MiG RAC, ironicamente o rival histórico da Sukhoi. Infelizmente, neste primeiro dia não havia tradução simultânea, o que afetou o trabalho dos jornalistas não-russos na feira.

Lançador de mísseis anti eéreos Buk
Lançador de mísseis anti eéreos BukLançador de mísseis anti eéreos Buk
Lançador de misseis pesados do Antey 2500
Lançador de misseis pesados do Antey 2500Lançador de misseis pesados do Antey 2500
MAKS2011-083
MAKS2011-083MAKS2011-083
MAKS2011-084
MAKS2011-084MAKS2011-084
Míssil antinavio Klub-N 3M-54E
Míssil antinavio Klub-N 3M-54EMíssil antinavio Klub-N 3M-54E

Perguntado por ALIDE sobre o impacto do lançamento do KC-390 nos planos do programa russo-indiano MTA Il-214 Pogosian comentou que "hoje em dia a Rússia prefere olhar para Brasil, talvez, mais como parceiro do que como um concorrente. A competição é o 'motor' por trás da criação de novos e melhores produtos e será esta mesma competição que irá ajudar o futuro MTA a se tornar um produto ainda melhor. No momento os parceiros industriais do MTA estão trabalhando junto aos seus clientes potenciais pelo mundo para desde o início poder se lançar para além dos mercados iniciais internos da Índia e da Rússia". E ele completou a resposta contando que "a consolidação da indústria aeronáutica russa debaixo da holding UAC irá dinamizar as vantagens competitivas deste produto em desenvolvimento com os nossos parceiros indianos". Um observador russo não ligado à indústria comentou com ALIDE, depois da apresentação, que o Embraer KC-390 se encontra num ritmo e num estágio de desenvolvimento muito superiores ao do MTA e que ele deve realizar seu primeiro voo enquanto os engenheiros russos e indianos ainda se encontram na fase de estudos de engenharia.

Lançador de misseis pesados do Antey 2500
Lançador de misseis pesados do Antey 2500Lançador de misseis pesados do Antey 2500
MAKS2011-083
MAKS2011-083MAKS2011-083
MAKS2011-084
MAKS2011-084MAKS2011-084
Míssil antinavio Klub-N 3M-54E
Míssil antinavio Klub-N 3M-54EMíssil antinavio Klub-N 3M-54E
Míssil antinavio Klub-N 3M-54E
Míssil antinavio Klub-N 3M-54EMíssil antinavio Klub-N 3M-54E

Pogosian disse ainda que pelos próximos 10 anos as encomendas do Ministério da Defesa russo deverão totalizar mais de 50% da produção das fábricas que compõem a United Aircraft Corporation" e emendou que "esperamos iniciar a entrega de mais de 20 aeronaves por ano para o Ministério da Defesa russo no futuro próximo.”

 

 

O Sukhoi Su-35

 

Míssil antisubmarino Klub-S 91RE1
Míssil antisubmarino Klub-S 91RE1Míssil antisubmarino Klub-S 91RE1
Alvo supersônico Saman simula míssil AGM-45 Shrike
Alvo supersônico Saman simula míssil AGM-45 ShrikeAlvo supersônico Saman simula míssil AGM-45 Shrike
Helicóptero resgate Kamov Ka-226T
Helicóptero resgate Kamov Ka-226THelicóptero resgate Kamov Ka-226T
Porta traseira do Kamov Ka-226T
Porta traseira do Kamov Ka-226TPorta traseira do Kamov Ka-226T
Amplo espaço para paciente e paramédicos
Amplo espaço para paciente e paramédicosAmplo espaço para paciente e paramédicos

Mi-34C1
Mi-34C1Mi-34C1
Mi-34C1
Mi-34C1Mi-34C1
Painel do Mi-34C1
Painel do Mi-34C1Painel do Mi-34C1
Entrada de ar/compartimento do motor do Mi-34C1
Entrada de ar/compartimento do motor do Mi-34C1Entrada de ar/compartimento do motor do Mi-34C1
Assentos traseiros do Mi-34C1
Assentos traseiros do Mi-34C1Assentos traseiros do Mi-34C1

Na festa que em teoria rodava ao redor do novíssimo Sukhoi T-50, coube ao já conhecido Sukhoi Su-35 "01", a versão mais evoluída dos caças da família Flanker, dar o show definitivo nos ares. O primeiro protótipo com sua chamativa camuflagem em tons de amarelo e verde iniciou o show estacionado no pátio do lado oposto da pista principal do Centro Gromov. Na tarde do primeiro dia ele decolou na companhia de um Su-34, bort "04", o bombardeiro de médio porte derivado do Flanker, passando os dois em seguida a baixa altitude sobre a pista para deleito do público russo. Após um pilofe para a esquerda o Su-35 iniciou uma sequência de manobras impressionantes. Na primeira, o piloto, sem inclinar as asas, deixava a aeronave girar 180° no plano XY, ao fim de uma curta subida, fazendo-o retornar pela exata mesma trajetória da ida. Mais adiante o avião subiu novamente até gastar seu impulso, caindo em seguida literalmente para trás, o eixo da rotação totalmente contido dentro da sua fuselagem, uma "pirueta" pós-stall para trás que faria os motores de qualquer outro avião simplesmente apagar causando uma perda total da célula. Mas, aparentemente, as regras da aerodinâmica pouco importam para este Flanker do futuro. No entanto, a exibição mais impressionante ocorreu quando, ao fim de uma subida, o piloto parou a aeronave no ar, com o nariz sempre apontando para o alto e deixou-a escorregar para baixo, como se o avião estivesse pousado em uma ladeira empinada e que a gravidade o fizesse lentamente descer de ré. Depois de alguns segundos, o piloto acelerou novamente e o avião voltou a subir lentamente, sempre no mesmo angulo de inclinação, apenas para em seguida recuar as manetes e voltar a "escorrer" para trás naquela "ladeira imaginária". Mais uma aceleração e o Su-35 voltou a subir um pouquinho. Desta vez o avião ensaiou uma queda para o lado direito, apenas para ver a potência assimétrica aplicada nos motores pelo piloto voltar a alinhar o seu bico para o alto, a queda agora era para a esquerda seguida por mais motor e a volta ao centro uma vez mais. Quando nossa arrogância ocidental achava que nada de novo viria da indústria russa eis que vem os engenheiros da Sukhoi com sua criatividade e engenhosidade e calam-nos a todos com uma família de aeronaves de caça capazes de voar de novas formas absolutamente impossíveis o pelo menos inimagináveis até aqui.

Painel simples do Mi-34C1
Painel simples do Mi-34C1Painel simples do Mi-34C1
O Boeing 787 Dreamliner em sua estréia em Moscou
O Boeing 787 Dreamliner em sua estréia em MoscouO Boeing 787 Dreamliner em sua estréia em Moscou
A Boeing cobiça pedidos das empresas aéreas russas
A Boeing cobiça pedidos das empresas aéreas russasA Boeing cobiça pedidos das empresas aéreas russas
O 787 veio equipado com Head Up Display
O 787 veio equipado com Head Up DisplayO 787 veio equipado com Head Up Display
Tanques d'água simulam diversas cargas pagas no interior do 787
Tanques d'água simulam diversas cargas pagas no interior do 787 Tanques d'água simulam diversas cargas pagas no interior do 787

O Sukhoi Su-35 atual é o segundo tipo a carregar este número. O primeiro foi um modelo desenvolvido nos estertores da União Soviética que apresentava uma configuração "triplano em tandem", com três superfícies aerodinâmicas (canard, asas e profundores na cauda) agindo cooperativamente para dar ao avião a capacidade de manobra superior ao de seus rivais naquela época. Toda a aviônica, incluindo o radar foi atualizada de um "Su-35" para o outro.

Mapa da rota do 787 de Seattle a Moscou
Mapa da rota do 787 de Seattle a MoscouMapa da rota do 787 de Seattle a Moscou
C-5M Super Galaxy da USAF 'engole' o A-10
C-5M Super Galaxy da USAF 'engole' o A-10C-5M Super Galaxy da USAF 'engole' o A-10
Interior do C-5M
Interior do C-5MInterior do C-5M
O mecanismo de abertura da porta frontal foi replicado no An-124
O mecanismo de abertura da porta frontal foi replicado no An-124O mecanismo de abertura da porta frontal foi replicado no An-124
A diferença de tamanho entre o C-5M e o C-130J Hercules
A diferença de tamanho entre o C-5M e o C-130J HerculesA diferença de tamanho entre o C-5M e o C-130J Hercules

A falta de encomendas da Força Aérea russa e de clientes no estrangeiro pelo Su-35 original, fez com que os vários aviões deste tipo que chegaram a ser completados tenham sido empregados unicamente como plataformas de teste aqui em Zhukovsky e em Kubinka, terminando suas carreiras como aviões as equipes de demonstração russas, entre eles a famosa Russian Knights. Foi este o modelo que havia sido ofertado pela Rosoboronexport à FAB durante o primeiro F-X, há alguns anos atrás. Como vários dos sistemas usados na família Flanker continuassem a evoluir em paralelo durante este ínterim, o primeiro Su-35 acabou virando apenas uma rua sem saída do design aeronáutico. A escolha do uso do canard, por exemplo, forçosamente cobrava uma significativa penalidade de mais de uma tonelada no peso vazio do avião, o quer naturalmente afetava sua capacidade de carga e seu alcance. Quando se constatou que o projeto tinha ficado obsoleto sozinho com o passar dos tempos, a equipe da Sukhoi retornou às suas estações de desenho 3-D pra reiniciar o programa do zero. Desta vez, boa parte da estrutura que originalmente era feita em ligas metálicas desde o primeiro Su-27 passaram a ser feitas em fibra de carbono, o que reduziu os pesos e aumentou a rigidez estrutural no novo avião. Do outro lado o uso do novo motor 117S no lugar do tradicional AL31F deu ao novo avião a flexibilidade da propulsão vetorada e um aumento de potência de 28.100 lbs para 31.500 lbs. O vetoramento de empuxo do novo motor compensou com sobra a perda da manobrabilidade causada pela remoção do canard.

Republic A-10 Thunderbolt
Republic A-10 ThunderboltRepublic A-10 Thunderbolt
Empenagem direita do A-10
Empenagem direita do A-10Empenagem direita do A-10
Bico do A-10 com vista do canhão GAU-8A Avenger
Bico do A-10 com vista do canhão GAU-8A AvengerBico do A-10 com vista do canhão GAU-8A Avenger
Frente do C-130J 'Jercules'
Frente do C-130J 'Jercules' Frente do C-130J 'Jercules'
Porta traseira e rampa do Hércules
Porta traseira e rampa do HérculesPorta traseira e rampa do Hércules

Neste ano, coube ao Su-35 a realização das manobras mais impressionantes da exibição aérea. O Su-35 decolou na ala do Su-34, o parrudo bombardeiro da família Flanker,. Ambos passaram voando sobre a pista de Zhukovsky, primeiro sós e depois acompanhados de dois dos MiG-29 de nova geração. Todos eles fizeram seus pilofes, deixando o Su-35 livre para realizar seu show individual.

Detalhe do cabide de bombas subalar do B-52
Detalhe do cabide de bombas subalar do B-52Detalhe do cabide de bombas subalar do B-52
Detalhe do casulo de motores do B-52
Detalhe do casulo de motores do B-52Detalhe do casulo de motores do B-52
MDD F-15E da USAF
MDD F-15E da USAFMDD F-15E da USAF
MDD F-15E da USAF
MDD F-15E da USAFMDD F-15E da USAF
Lockheed F-16C da USAF
Lockheed F-16C da USAFLockheed F-16C da USAF

Depois de vários rasantes, tunôs e loopings esperados o piloto fez a sua primeira manobra "exclusiva", um "Cobra". Esta é a manobra onde o avião vem na horizontal, ergue o nariz além de 90° e após perder boa parte da sua velocidade, baixa o nariz novamente e segue reto sem ter ganhado altitude como ocorreria com qualquer caça tradicional. O mais incrível é que nesta manobra o fluxo de ar dentro do avião não se interrompe nem ocorre um stall de compressor que poderia apagar o motor com conseqüências fatais. Na manobra seguinte o avião sai de um mergulho e sobe até gastar sua energia e parar no ar com o nariz para cima. Ao invés de despencar ao perder a sustentação o piloto realiza um giro no lugar para a direita, sem mudar o angulo do plano das asas. Exatamente como um skatista no alto do half-pipe, o giro faz com que o avião volte 180° e retorne pela exata direção de onde veio na trajetória inversa da vinda. Novamente o piloto mergulhou e saiu do mergulho em ascenção até gastar sua energia e parar no ar, desta vez ele deu um verdadeiro "cavalo de pau" ao redor do eixo que liga as pontas das suas asas. Com o nariz apontado para baixo ele colocou manete e acelerou para frente.

Lockheed F-16C da USAF
Lockheed F-16C da USAFLockheed F-16C da USAF
Lockheed F-16C da USAF
Lockheed F-16C da USAFLockheed F-16C da USAF
MDD KC-10, um DC-10 militarizado
MDD KC-10, um DC-10 militarizadoMDD KC-10, um DC-10 militarizado
Motor do KC-10
Motor do KC-10Motor do KC-10
KC-10 com os flaps arriados
KC-10 com os flaps arriadosKC-10 com os flaps arriados

O golpe de misericórdia desta exibição foi a manobra final. Novamente, um mergulho seguido de uma ascensão rápida até o avião parar no ar com o nariz para cima, como na primeira manobra o avião começou a cair para a direita, sem desnivelar as asas, ao alcançar uns 60° com o que deve ter sido uma movimentação dos bocais direcionáveis ele interrompeu a queda e começou a se mover na direção anti-horária até alcançar 60° para a esquerda. Num moto contínuo, o nariz novamente se dirige ao centro, ainda apontando para o céu, e o piloto começa a deixar o avião "escorregar para trás", como se fosse um carro descendo a ladeira de costas... Após alguns segundos, um nova aceleração faz o Su-35 voltar a subir, como se fosse um elevador. Novo corte de potência e mais uma vez o avião pareceu dar uma "ré" no ar. Finalmente, encerrada a exibição o avião sai de sua suspensão e volta a voar como um aeroplano convencional.

Nos 'chalets' uma varanda de observação do show aéreo
Nos 'chalets' uma varanda de observação do show aéreoNos 'chalets' uma varanda de observação do show aéreo
Nos dias abertos ao público este gramado ficou lotado
Nos dias abertos ao público este gramado ficou lotadoNos dias abertos ao público este gramado ficou lotado
Muitas fotógrafas enfrentaram o solão russo
Muitas fotógrafas enfrentaram o solão russoMuitas fotógrafas enfrentaram o solão russo
Antonov An-148 taxiando para sua exibição aérea
Antonov An-148 taxiando para sua exibição aéreaAntonov An-148 taxiando para sua exibição aérea
Antonov An-148 em voo
Antonov An-148 em vooAntonov An-148 em voo

Os críticos da indústria russa são rápidos em apontar que depois dos mísseis BVR "não existe mais combate aéreo a curta distância", descartando estas exibições como "meras firulas de air show, sem qualquer valor militar/operacional", mas tavez haja mais aqui do que vemos, senão qual o sentido da Lockheed e da Força Aérea Americana repetidamente chamarem a atenção para a suposta "alta manobrabilidade" do seu caça de 5a Geração F-22 Raptor?

 

O T-50 PAK/FA a estrela (vermelha) da festa

Um futuro 'Bandeirante' russo!
Um futuro 'Bandeirante' russo!Um futuro 'Bandeirante' russo!
Sukhoi SuperJet 100
Sukhoi SuperJet 100Sukhoi SuperJet 100
Sukhoi SuperJet 100 e Tu-204SM
Sukhoi SuperJet 100 e Tu-204SMSukhoi SuperJet 100 e Tu-204SM
Tu-204SM
Tu-204SMTu-204SM
Tu-204SM
Tu-204SMTu-204SM

Tu-204SM
Tu-204SMTu-204SM
SuperJet 100 e Tu-204SM voando em ala, uma cena rata
SuperJet 100 e Tu-204SM voando em ala, uma cena rataSuperJet 100 e Tu-204SM voando em ala, uma cena rata
O SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa altura
O SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa alturaO SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa altura
Tu-204SM
Tu-204SMTu-204SM
O SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa altura
O SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa alturaO SuperJet mostrou sua manobrabilidade a baixa altura

Os tempos atuais são absolutamente inconcebíveis para aqueles que como o autor começaram a acompanhar os caças russos lá pela década de 80. A primeira foto do Su-27 (na época apelidado de "RAM-K"),  a surgir no ocidente, tirada neste mesmo aeródromo de Zhukovsky, foi apresentada pelo Departamento da Defesa americano apenas em novembro de 1983. E ela não passava de um tosco borrão em preto e branco. Nada poderia ser mais diferente do que se deu desta vez com o seu substituto, o PAK/FA (também conhecido dentro da Sukhoi como "T-50") desde seu primeiro voo em 29 de janeiro de 2010 na cidade siberiana de Komsomolsk-na-Amure, o T-50 foi profusamente fotografado e estas imagens em sua maioria foram parar na internet provocando meses de debates sobre as características e capacidades potenciais do novo modelo.

Esta feira MAKS 2011 foi então apenas a apresentação "formal" do novo modelo ao público russo e internacional. Além do primeiro protótipo (o "01") aqui esteve também o segundo avião do programa de testes que acabava de fazer seu voo inaugural. Ambos aviões não foram colocados na exibição estática, ficando prudentemente estacionados numa taxiway, bem longe da área de acesso livre ao público. Eles não voaram na terça-feira como indicava o programa de voo, mas no dia seguinte, após o encerramento da exibição dos Flankers lá estavam os dois entrando na pista principal de Zhukhovsky, discretamente, quase no seu meio, e decolando para longe do trecho usado pelos demais aviões que ficava diante do gramado e das "varandas" onde ficavam os visitantes com suas câmeras.

A380 no pátio em busca de clientes
A380 no pátio em busca de clientesA380 no pátio em busca de clientes
A380 parte para a pista
A380 parte para a pistaA380 parte para a pista
A380 taxiando
A380 taxiandoA380 taxiando
MAKS2011-144
MAKS2011-144MAKS2011-144
Voando como uma grande pipa de alumínio
Voando como uma grande pipa de alumínioVoando como uma grande pipa de alumínio

As passagens dos dois T-50 juntos, ambos com a mesma camuflagem em três tons de cinza, foram tranquilas sem maiores malabarismos. O segundo protótipo ("52") após algumas passagens fez o seu pilofe deixando o "51" com a tarefa de se exibir perante os convidados. O avião voa normalmente mas sua exibição nem de perto se aproximou dos radicalismos demonstrados pelo Su-35 que veio antes dele. Conforme comentado por um outro fotógrafo, diferente do Super Flanker, os T-50 ainda devem precisar de muitas horas de testes adiante de si para poder expandir totalmente seu envelope de voo. O pouso do "01" foi feito diante do gramado com um pouso lento e longo, garantindo aos presentes belas lembranças e muitas fotos bonitas. Ficou claro que a indústria russa tinha realmente tomado e estava realizando com sucesso sua decisão de desenvolver simultaneamente dois caças, um da chamada 4a++ geração e outro da 5a Geração, um tremendo desafio tecnológico e financeiro.

Ka-226, Mi-26, Mi38 e Mi-8
Ka-226, Mi-26, Mi38 e Mi-8Ka-226, Mi-26, Mi38 e Mi-8
Mil Mi-8AMT da polícia russa
Mil Mi-8AMT da polícia russaMil Mi-8AMT da polícia russa
Mil Mi-8
Mil Mi-8Mil Mi-8
Flypast com todos os modelos da indústria russa
Flypast com todos os modelos da indústria russaFlypast com todos os modelos da indústria russa
Ka-52, Mi28, Mi-8, Mi-26 e Mi38
Ka-52, Mi28, Mi-8, Mi-26 e Mi38Ka-52, Mi28, Mi-8, Mi-26 e Mi38

Aleksandr Zelin, comandante supremo da Força Aérea disse à imprensa russa que : "nossa prioridade é o T-50. Esta é a máquina mais adequada para a Rússia, para suas vastidões, assim como para a manobra e o desempenho das missões. Esperamos os primeiros aviões experimentais em 2013, devendo o modelo começar a ser construído em série a partir de 2015 ou 2016.

Mi-26T2 e Mi-8
Mi-26T2 e Mi-8Mi-26T2 e Mi-8
Mi-38
Mi-38Mi-38
Mi-38 manobrando
Mi-38 manobrandoMi-38 manobrando
Mil Mi-26T2 o maior helicópero deo mundo em produção
Mil Mi-26T2 o maior helicópero deo mundo em produçãoMil Mi-26T2 o maior helicópero deo mundo em produção
Mi-28 e Mi-8
Mi-28 e Mi-8Mi-28 e Mi-8

O programa de desenvolvimento do novo avião vai avançando dentro do cronograma combinado com o Ministério da Defesa. Pelo que se soube na MAKS, deverão ser construídos até o fim do ano mais dois protótipos do caça de quinta geração, os quais se juntarão ao programa de ensaios de voo. Enquanto o T-50 está em testes os bombardeiros táticos Su-34, já sendo fabricados em série, vêm engrossando o arsenal da Força Aérea Russa. Zelin falou também que "Devemos adquirir um total de 120 Su-34s, o que implica que teremos cinco esquadrões com 24 aeronaves cada. Este avião já foi testado ao limite, e ele é uma boa arma de guerra." No último dia da feira o segundo T-50 deu um susto geral ao apresentar uma exposão no motor direito durante a decolagem.  O avião abortou o procedimento abriu os paraquedas de frenagem sendo recolhido para passar por uma avalkiação detalhada.

 

O Sukhoi SuperJet 100 e o Tu-204SM

Dois Kamov Ka-226
Dois Kamov Ka-226Dois Kamov Ka-226
Mil Mi-34C1
Mil Mi-34C1Mil Mi-34C1
Mil Mi-28 Havok
Mil Mi-28 HavokMil Mi-28 Havok
O Havok fez um balé nos ares
O Havok fez um balé nos aresO Havok fez um balé nos ares
Mi-28
Mi-28Mi-28

um 'hipopótamo bailarino'
um 'hipopótamo bailarino'um 'hipopótamo bailarino'
Mi-26T2 tem um painel totalmente eletrônico
Mi-26T2 tem um painel totalmente eletrônicoMi-26T2 tem um painel totalmente eletrônico
Simulação de resgate de batida de trânsito por Ka-226 e Ansat
Simulação de resgate de batida de trânsito por Ka-226 e AnsatSimulação de resgate de batida de trânsito por Ka-226 e Ansat
O design do Ansat parece que ele perdeu sua cauda
O design do Ansat parece que ele perdeu sua caudaO design do Ansat parece que ele perdeu sua cauda
Beriev Be-200 do Ministério de resposta a Emergencias
Beriev Be-200 do Ministério de resposta a Emergencias Beriev Be-200 do Ministério de resposta a Emergencias

A indústria de aviação civil russa aposta a maioria de suas fichas no Sukhoi SuperJet 100, um avião completamente criado depois do fim da União Soviética e desenvolvido desde seu início com a intenção de penetrar nos mercados ocidentais em pé de igualdade com seus rivais (entre eles os E-Jets da Embraer). Com esta perspectiva de exportação, a Sukhoi Civil Aviation Corporation já indicou que ela espera vender um total de 800 unidades do SuperJet 100 até o ano de 2020, uma ambição muito pouco modesta. Para tanto, os russos usaram e abusaram da cooperação técnica ocidental neste programa. Na fase de desenvolvimento conceitual foi a americana Boeing que deu consultoria para tentar garantir que a certificação do novo modelo pudesse der realizada sem maiores dificuldades e/ou custos pelas agências ocidentais. Por suas próprias razões, a Boeing deixou este projeto e posteriormente os italianos da Finmeccanica optaram por se tornar o parceiro principal da Sukhoi nele. Para os italianos, além da entrada em outro nicho com grande potencial de expansão, seu envolvimento no SuperJet 100 é uma postura defensiva contra a esperada obsolescência da familia ATR 42/72. A exibição aérea usou um dos protótipos do SuperJet 100 (matrícula 97004) nas house colors da Sukhoi. Na nossa saída na quarta-feira pudemos ver ainda uma dos primeiros aviões de série, já pintados nas cores da empresa armeniana Armavia (registro EK 95015 e batizado de Yuri Gagarin). A demonstração em voo do SSJ 100 na feira de  Le Bourget, apenas um mês e meio antes, foi feita pelo protótipo 97005. Não deixa de ser irônico que o avião civil de maior potencial de mercado da Rússia tenha sido desenvolvido por um fabricante de caças sem qualquer experiência prévia em aeronaves comerciais. Em contrapartida os antigos "especialistas", Tupolev e Ilyushin, acabaram ficando quase que totalmente de fora deste mercado ressurgente.

Be-200 voando sobre o público
Be-200 voando sobre o públicoBe-200 voando sobre o público
Lançamento de água tingida sovre a pista
Lançamento de água tingida sovre a pistaLançamento de água tingida sovre a pista
Vindo para o pouso
Vindo para o pousoVindo para o pouso
MiG-29OVT, protótipo com turbinas vetoradas
MiG-29OVT, protótipo com turbinas vetoradasMiG-29OVT, protótipo com turbinas vetoradas
Dois MiG-29 e um MiG-35 preparam-se para decolagem em ala
Dois MiG-29 e um MiG-35 preparam-se para decolagem em alaDois MiG-29 e um MiG-35 preparam-se para decolagem em ala

A Yakovlev, outro player, ainda que secundário na seara civil soviética se encontra agora como parceira da indústria privada Irkut no programa MS-21 para um jato mono corredor de até 212 assentos. O primeiro voo deste protótipo está previsto para 2014. Prova desta "perda de espaço" está demonstrada no Tupolev 204, um programa de avião civil nascido ainda na época da União Soviética, mas que ainda se encontra em andamento. Este programa, essencialmente um concorrente direto do Boeing 757, apresentou resultados claramente decepcionantes para a indústria russa. O primeiro avião foi entregue ainda em 1989 e desde então não tem entregado mais do que duas aeronaves em média por ano até agora. Das 40 aeronaves entregues até hoje, quinze já se encontram fora de serviço,  "armazenadas". No entanto, empresas aéreas russas e iranianas se comprometeram a adquirir mais 110 aeronaves do novo modelo Tu-204SM. O "SM" adiciona melhorias por diversas áreas entre elas novos motores e novo painel certificado para apenas dois pilotos. O protótipo do Tu-204 voou junto com o SuperJet na MAKS 2011, realizando até inusitadas "decolagem em ala" e "voo em formatura", coisas raríssimas de se ver em aeronaves comerciais civis. Esta exibição apresentou ainda outro fato inesperado: a decolagem do Tu-204 e do SuperJet 100 foi feita por uma cabeceira e o pouso do Tupolev por outra, e sem mudança do vento.

 

Os helicopteros Mil e Kamov

MiG-35 se exibindo no ar
MiG-35 se exibindo no arMiG-35 se exibindo no ar
MiG-29OVT pousa com auxílio de paraquedas
MiG-29OVT pousa com auxílio de paraquedasMiG-29OVT pousa com auxílio de paraquedas
MiG-29 e MiG-35 no taxi
MiG-29 e MiG-35 no taxiMiG-29 e MiG-35 no taxi
A pintura do MiG-29OVT é muito chamativa
A pintura do MiG-29OVT é muito chamativaA pintura do MiG-29OVT é muito chamativa
MiG-29 simula reabastecimento do MiG-35
MiG-29 simula reabastecimento do MiG-35MiG-29 simula reabastecimento do MiG-35

MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35
MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35
MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35
MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35MiGs acompanhados do Sukhoi Su-34 e do 1° Su-35
Su-35 e MiG-35 fazem break
Su-35 e MiG-35 fazem breakSu-35 e MiG-35 fazem break
Su-35 e Su-34 voando juntos
Su-35 e Su-34 voando juntosSu-35 e Su-34 voando juntos
Su-34 é conhecido como 'Fullback' pela OTAN
Su-34 é conhecido como 'Fullback' pela OTANSu-34 é conhecido como 'Fullback' pela OTAN

A duas grandes projetistas russas de helicópteros, Mil e Kamov se fizeram bem presentes nesta edição da MAKS. Na terça-feira se apresentaram em voo representantes de todas as linhas atualmente em produção: Mil Mi-38, Mi-26T2, Mi-17-1B, Mi-28 NE, Mi-34C-1. Também se exibiram os Kamov Ka-52, Ansat e o Ka-226T.

 

Su-35 realiza seu show particular
Su-35 realiza seu show particularSu-35 realiza seu show particular
Pode-se ver como o trem de pouso do Su-34 difere dos Flankers
Pode-se ver como o trem de pouso do Su-34 difere dos FlankersPode-se ver como o trem de pouso do Su-34 difere dos Flankers
Su-34 no taxi
Su-34 no taxiSu-34 no taxi
A camuflagem do Su-34 fazia ele quase impossível de ser visto no solo
A camuflagem do Su-34 fazia ele quase impossível de ser visto no soloA camuflagem do Su-34 fazia ele quase impossível de ser visto no solo
Treinador Yakovlev Yak-130
Treinador Yakovlev Yak-130Treinador Yakovlev Yak-130

As famílias do tradicionais modelos Mi-17 e Mi-26 estão completamente modernizadas com novos painéis digitais, prevendo muita vida útil adiante deles ainda. O Mi-38, exibido aqui foi a tentativa de uma parceria da Mil com a Eurocopter para fazer um helicóptero civil com custos russos e com padrão internacional. O programa, para criar um helicóptero 100% novo do mesmo porte do Mi-17, sofreu um grande baque em janeiro de 2005 com a saída definitiva do grupo europeu do programa industrial, mas independentemente disso os russos resolveram seguir adiante com o seu desenvolvimento. O interesse da indústria russa pelo segmento civil está cada vez mais evidenciado com as exibições em voo e na exposição estática do Ansat, do Mi-34 e do Ka-226T. Segundo os russos este é o primeiro segmento que eles entram ao abrirem um novo mercado de exportação. Lamentavelmente não nos foi possível encontrar alguém que pudesse, ou quisesse, dar algumas informações sobre o status da entrega dos Mi-35 brasileiros, os helicópteros que na FAB são conhecidos como AH-2 Sabre.

Por outro lado, Viktor Komardin, executivo da Rosoboronexport informou à imprensa russa que a Força Aérea Argentina tinha aceitado adquirir outros três helicópteros Mi-171 além dos três já contratados. os helicópteros foram adquiridos com financiamento governamental russo da mesma forma que foram as vendas para Bangladesh, Indonésia, Jordânia e Sri Lanka.

 

Tor M2E

Os T-50 preparam-se para decolar bem longe do público
Os T-50 preparam-se para decolar bem longe do públicoOs T-50 preparam-se para decolar bem longe do público
A primeira aparição pública do 2° protótipo do T-50
A primeira aparição pública do 2° protótipo do T-50A primeira aparição pública do 2° protótipo do T-50
BREAK!
BREAK!BREAK!
Apenas o 1° protótipo fez uma apresentação elaborada
Apenas o 1° protótipo fez uma apresentação elaboradaApenas o 1° protótipo fez uma apresentação elaborada
O outro apenas saiu de cena sutilmente
O outro apenas saiu de cena sutilmenteO outro apenas saiu de cena sutilmente

Manobrando como um Flanker...
Manobrando como um Flanker...Manobrando como um Flanker...
Um perfil de asa muito peculiar
Um perfil de asa muito peculiarUm perfil de asa muito peculiar
Lá vem ele!
Lá vem ele!Lá vem ele!
O T-50 é menos párecido com o F-22 do que se supunha
O T-50 é menos párecido com o F-22 do que se supunhaO T-50 é menos párecido com o F-22 do que se supunha
Atenção ao pequeno tamanho dos lemes verticais do PAK-FA
Atenção ao pequeno tamanho dos lemes verticais do PAK-FAAtenção ao pequeno tamanho dos lemes verticais do PAK-FA

Entre os displays estáticos e os pavilhões das empresas onde se encontravam as empresas havia um setor muito bem representado, o de mísseis antiaéreos. Lado a lado estavam os sistemas SAM Buk-M2E e Pechora-2M, Tor-M2E, Almaz-Antey 2500, S-400, o sistema de artilharia antiaérea autopropulsada ZSU-23-4M4 Shilka, o MANPADS Igla-S e os lançadores e hardware Strelets para o MANPADS Igla.

PAK-FA quer dizer: Sistema Tático Futuro-Aviação Tática
PAK-FA quer dizer: Sistema Tático Futuro-Aviação TáticaPAK-FA quer dizer: Sistema Tático Futuro-Aviação Tática
T-50 é o código da Sukhoi para sua oferta dentro do PAK-FA
T-50 é o código da Sukhoi para sua oferta dentro do PAK-FAT-50 é o código da Sukhoi para sua oferta dentro do PAK-FA
PAK-FA é o primeiro avião stealth feito fora dos EUA
PAK-FA é o primeiro avião stealth feito fora dos EUAPAK-FA é o primeiro avião stealth feito fora dos EUA
PAK-FA lastimadamente voando contra o sol!
PAK-FA lastimadamente voando contra o sol!PAK-FA lastimadamente voando contra o sol!
O envelope de voo ainda não está totalmente explorado
O envelope de voo ainda não está totalmente exploradoO envelope de voo ainda não está totalmente explorado

Para nós aqui no Brasil, destes, o mais importante é o sistema SAM de curto alcance Tor M2E que, atualmente, disputa a concorrência do Exército para prover defesa aérea dos grandes eventos públicos que ocorrerão em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olimpíada). O Sr.Vyacheslav Kartachov, vice diretor de Atividade Militares e Militares da companhia Almaz Antey de sistemas de defesa aérea contou a Alide que os sistemas de defesa aérea da Rússia foram desenvolvidos em "camadas concêntricas" com o Almaz-Antey 2500, versão do S-300, por exemplo, focando em ameaças "estratégicas" localizadas até 200Km do alvo potencial. Em seguida vem os sistemas intermediários como o Buk que defende contra aeronaves, mísseis de cruzeiro, bombas guiadas voando a até 45Km. Em seguida vem o Tor que é a última linha de defesa contra aeronaves, bombas e mísseis de cruzeiro. Uma das funções do Tor é, inclusive, a defesa dos sistemas de mísseis de maior porte (e, por isso, muito mais caros) contra as armas antiradiação inimigas. Segundo ele: "os sistemas de grande porte são alvos típicos do primeiro dia da guerra".

Sistemas menores, como o Tor, devem, segundo a teoria de emprego, ser espalhados para defender a peças criticas da infraestrutura civil, como usinas atômicas e hidroelétricas, campos de petróleo, depósitos de combustível, etc. Também devem ser empregados na defesa de postos de comandos e dos edifícios onde moram e trabalham os presidentes e primeiro ministros. O sistema Tor é ainda empregável na proteção de unidades das forças de terra contra o ataque de armas de alta precisão. Para ele, o Tor é um sistema único por sua capacidade de destruir bombas planadoras guiadas a laser ou GPS.

Muitas manobras ocorriam bem para lá da pista de Zhukovsky. Haja zoom!
Muitas manobras ocorriam bem para lá da pista de Zhukovsky. Haja zoom!Muitas manobras ocorriam bem para lá da pista de Zhukovsky. Haja zoom!
T-50 exibindo-se
T-50 exibindo-seT-50 exibindo-se
Uma camuflagem especial e charmosa
Uma camuflagem especial e charmosaUma camuflagem especial e charmosa
Droga de sol, porque os vôos não foram pela manhã?
Droga de sol, porque os vôos não foram pela manhã?Droga de sol, porque os vôos não foram pela manhã?
Um pouso suave
Um pouso suaveUm pouso suave

Cada veículo lançador do Tor transporta numa cavidade central superior dois gabinetes independentes para lançamento vertical de mísseis, cada um deles com quatro mísseis pré-instalados no seu interior. Uma vez disparados os mísseis, são os próprios gabinetes (módulos) quádruplos que serão substituídos por novas unidades, não sendo possível recarregar os mísseis individualmente no campo. Quando o fabricante menciona "meios de combate" ele quer dizer a combinação do veículo lançador com os dois módulos de quatro mísseis. Quando ele se refere a "meios técnicos" ele está falando dos veículos incumbidos de transportar e carregar os módulos quádruplos de mísseis reservas. Cada módulo tem que ser carregado no veículo lançador individualmente. O sistema Tor utiliza um veículo de manutenção para cada quatro veículos lançadores. Para grupos de até 16 veículos, um segundo veículo de manutenção, o chamado Group Spare Parts Accessories and Tools Set, é adicionado.

O 'futuro' diante do 'passado' da aviação russa.
O 'futuro' diante do 'passado' da aviação russa.O 'futuro' diante do 'passado' da aviação russa.
Analistas ocidentais não acreditavam que o stealth russo seria possível
Analistas ocidentais não acreditavam que o stealth russo seria possívelAnalistas ocidentais não acreditavam que o stealth russo seria possível
T-50 é um triunfo da industria aeronáutica russa
T-50 é um triunfo da industria aeronáutica russaT-50 é um triunfo da industria aeronáutica russa
Os T-50 não voaram na seguna-feira, aguardando o dia seguinte.
Os T-50 não voaram na seguna-feira, aguardando o dia seguinte. Os T-50 não voaram na seguna-feira, aguardando o dia seguinte.
T-50 foi a estrela do show em Zhukovsky
T-50 foi a estrela do show em ZhukovskyT-50 foi a estrela do show em Zhukovsky

Uma bateria de quatro veículos de combate do sistema antiaéreo Tor-M2E é capaz de simultaneamente atacar até 16 alvos que se aproximam de qualquer direção num alcance de até 12 km numa altitude que pode variar de 10 m até 10 km, em qualquer tempo, de dia ou de noite. Por isso sua efetividade em combate quase que duplicou em relação ao modelo anterior Tor-M1.

Quase tocando!
Quase tocando!Quase tocando!
Pousa o T-50
Pousa o T-50Pousa o T-50
Pousa o T-50
Pousa o T-50Pousa o T-50
Pousa o T-50
Pousa o T-50Pousa o T-50
Um diamante feito de aviões e unidades diferentes
Um diamante feito de aviões e unidades diferentesUm diamante feito de aviões e unidades diferentes

O executivo contou a ALIDE que cinco países já adquiriram os sistemas Tor até aqui e que eles já se encontram devidamente integrados aos seus sistemas de defesa antiaérea, inclusive usando sistemas IFF (identificação amigo-inimigo) no padrão da OTAN. A solução é compacta com os sistemas de identificação e de destruição do alvo sendo montados no mesmo veículo. Na Rússia uma bateria de Tor é composta por quatro veículos, uma divisão por 12 e um regimento por 16 veículos. Neste último caso, todos os veículos são controlados por um posto de comando externo aos veículos.

 

Os resultados da Rosoboronexport no mercado global de armas

 

Segundo Anatoly Isaikin, diretor geral da Rosobornexport, em 1o de julho deste ano a Rosoboronexport, organização estatal russa para a exportação de produtos militares, passou por uma importante modificação organizacional deixando de ser uma "Joint Stock Company" (uma "empresa de economia mista" aqui no Brasil) e passando a ser uma "State Unitary Corporation" (empresa 100% estatal) subordinada à grande holding Rostekhnologyi. Isso envolve muitas mudanças burocráticas internas, mas não afeta em nada os contratos em execução ou em processo de fechamento.

Neste ano como forma de celebrar o décimo aniversário da MAKS a Rosoboronexport montou um pavilhão exclusivo para suas atividades. Ali foi mostrado um simulador de voo digital capaz de demonstrar uma ampla variedade de aeronaves desde o caça supersônico Sukhoi Su-35 até o helicóptero Mil Mi-171Sh. O sistema interativo pode exibir situações de simples voo sobre um terreno ou até mesmo situações que representem as mais variadas formas de combate aéreo moderno.

Hoje as aeronaves e os sistemas de defesa aérea representam mais de 50% de tudo que a Rússia exporta na área de defesa. A Rosoboronexport, inclusive, lidera o mercado global de armas antiaéreas com produtos de longo alcance como os sistemas S-300 e S-400, além dos Buk-М2E e dos Tor-М2E, Pantsir-S1 e Igla-S.

"Nós trabalhamos neste ano com nossos parceiros tradicionais, – Índia e China. Também ampliamos a parceria com a Indonésia, Vietnam e Myanmar. Além disso, olhamos muito otimistas para a cooperação com alguns países africanos. A Rússia percebe algumas claras oportunidades de crescimento, e nós estamos mudando a njossa postura para uma mais ativa", comentou o diretor geral da Rosoboronexport.

"Inegavelmente, nossos helicópteros militares são os líderes, com o modelo de transporte Mi-17 sendo entregue para a Tailândia, Indonésia, e - em breve - ao Peru. Também estamos iniciando o fornecimento dos Mi-17V-5 para a Índia. Fizemos, ainda, contratos para este tipo de helicóptero com o ministério da Defesa americano para emprego no Afganistão e para o Sri-Lanka", comentou Isaikin. "As nossas linhas de produção de helicópteros mal conseguem dar vazão à demanda." concluiu ele satisfeito.

Russian Knights e Strizhi voando juntos em formação
Russian Knights e Strizhi voando juntos em formaçãoRussian Knights e Strizhi voando juntos em formação
Duas esquadrilhas distintas se exibindo juntas!
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Su-27/30 voando junto com os MiG-29
Su-27/30 voando junto com os MiG-29Su-27/30 voando junto com os MiG-29
ALIDE fotografando em Moscou! Vamos cada dia mais longe!
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Os Russian Knights se despedem.
Os Russian Knights se despedem.Os Russian Knights se despedem.

 

Na primeira metade de 2011 as entregas da Rosoboronexport totalizaram 5,9 Bilhões de dólares, quase 60% a mais do que o previsto inicialmente. No mesmo período do ano passado, o valor entregue foi de 4,8 bilhões de dólares. Em julho deste ano, o portifólio de pedidos da empresa russa, contratos assinados mas ainda não entregues, está orçado em US$ 36 bilhões, um pouco menos que os 37 bilhões verificados em janeiro de 2011. Durante a primeira metade de 2011 a Rosoboronexport recebeu nada menos que 1200 pedidos e assinou 600 contratos. "estamos vendo uma dinâmica muito positiva, esperamos um crescimento em breve dos produtos voltados para os exércitos que hoje respondem por 31% dos nossos pedidos. A área de aeronaves representa uma fatia semelhante a esta, com o segmento de defesa aérea respondendo por outros 18%".

Ele falou ainda que : "esperamos o crescimento da demanda por defesa, mas só teremos uma visão mais clara deste fenômeno mais para o final do ano. Queremos determinar se as crises militares nas regiões dos clientes estão acelerando essa demanda. Nosso trabalho atual visa o estabelecimento de parcerias mais amplas. O que é claro é que a situação da Líbia fez com que vários países reavaliassem suas próprias defesas antiaéreas. A Cooperação é uma das formas de trabalho da Rosoboronexport. Pra nós existem três camadas possíveis na interação com os clientes. A primeira é o da simples venda de equipamentos. A segunda está na estruturação de centros de serviço pós-venda no país do cliente, e, finalmente, a terceira envolve licenças de produção local e eventualmente a produção cooperativa como temos hoje com a Índia, aí é um caso com muitas lições pois tivemos que aprender a interagir com diversas entidades governamentais e privadas naquele país.

F-15E taxiando para exibição
F-15E taxiando para exibiçãoF-15E taxiando para exibição
Uma decolagem para lá de arrojada na casa do 'rival'
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Rafale foi um convidado discreto
Rafale foi um convidado discretoRafale foi um convidado discreto
Rafale foi um convidado discreto
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Um dos aviões tinha a pintura comemorativa de 30.000 horas
Um dos aviões tinha a pintura comemorativa de 30.000 horasUm dos aviões tinha a pintura comemorativa de 30.000 horas

Perguntado por ALIDE se a nova indústria chinesa já representava uma ameaça à indústria russa nos seus mercados primários, Anatoly Isaikin respondeu que "neste caso não há nada que possa ser feito, os produtos chineses já estão presentes no mercado a bastante tempo. A indústria de defesa da China tem uma grande variedade de produtos e melhor patamar de qualidade que a permite competir também com a indústria ocidental. Os russos sempre trabalharam em nichos de mercado, e os nossos resultados comerciais não demonstram qualquer redução devido à expansão chinesa. Estamos vendendo para o Equador e a oportunidade na Venezuela esta crescendo. No Brasil nós vendemos helicópteros de combate e a cada lote entregue abrimos mais contatos com a indústria de defesa brasileira. Temos alguns negócios entabulados com a Síria que são perfeitamente legais pois não existe qualquer embargo das Nações Unidas contra aquele país. A venda de equipamento militar para estes "hotspots" sempre tem esse risco, nós já perdemos cerca de 4 bilhões de pedidos firmados devido a embargos da ONU. Nós temos muito cuidado com a entrega de armamento, mas se não houver um 'banimento de fornecimento' formal nós seguiremos fornecendo. Nossos negócios com o Egito ainda se encontram estagnados desde a saída de Mubarak. Sobre o Iêmen a Rosoboronexport não tem nenhuma grande negociação com aquele governo, e sobre a Síria não recebemos qualquer instrução do governo russo. Este ano entregamos três treinadores para a Síria além de simuladores e de outros equipamentos menores. A receita para compensar as perdas da Líbia virá de outras regiões como a África e o sudeste asiático. O Bahrein, por exemplo é um novo cliente na sua região, e  podemos dizer que hoje temos negócios com todos os países do Golfo Pérsico.".

Yak-42 russo
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Aero Albatross des Baltic Bees
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O "museuzinho" de Zhukovsky
O O
Tu-134 usado para testes do radar do Flanker
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Su-27 Flanker prá lá de surrado!
Su-27 Flanker prá lá de surrado!Su-27 Flanker prá lá de surrado!

Nem todos os clientes desejam interagir através da Rosoboronexport, assim para alguns casos se pode fazer o negócio diretamente com os fabricantes. A Sukhoi, por exemplo, está engajada diretamente com alguns clientes para a prestação de serviço pós-venda às suas aeronaves.

Sobre a questão das cópias de produtos russos pela China, como a recente venda de clones do lançador de granadas RPG para o Paquistão, Isaikin comentou que : "nós assinamos um acordo sobre propriedade intelectual com os chineses em 2008. Fazer este acordo ser implementado, no entanto, é algo mais difícil - muitos países estão desistindo de levar este tipo de coisa a juízo devido ao alto custo dos processos. Especialmente se lembrarmos que as cópias chegam ao mercado sempre de tecnologias com algo entre 8 a 10 anos de atraso em relação ao original. Por isso, elas estarão sempre defasadas em relação ao produto original. O que nos atrapalha de verdade é apenas que estas cópias de baixa qualidade entrando em peso no mercado podem vir a sujar a reputação do produto russo original".

Sukhoi Su-24 fencer
Sukhoi Su-24 fencerSukhoi Su-24 fencer
MiG-21U Mongol
MiG-21U MongolMiG-21U Mongol
MiG-29
MiG-29MiG-29
Sukhoi Su-15 Flagon
Sukhoi Su-15 FlagonSukhoi Su-15 Flagon
Um MiG-25U de treinamento
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Respondendo sobre contratos a serem assinados nesta MAKS, Anatoly Isaikin disse que haveria um contrato assinado com a multinacional francesa SAGEM para a utilização de sistemas de navegação inercial deles em produtos russos. Foi comentado ainda que: "no caso dos sistemas de mísseis antiaéreos, os veículos transportadores não necessitam ser necessariamente russos. Para manter a comunalidade da logística os veículos podem ser trocados por um similar local, sempre que isso for conveniente. Nós respeitamos a padronização dos clientes".

Sobre a concorrência MMRCA na Índia ele afirmou que "a concorrência ainda não foi fechada por completo, mas nós já avaliamos profundamente as razões por trás desta perda. Tenho certeza que o MiG-35 haverá ainda de achar o seu nicho no mercado", e completou: "Uma das principais razões da nossa desclassificação no shortlist foi porque as armas previstas ainda não tinham sido certificadas no MiG-35. Na seara de transportes o Il-476, a versão expandida e modernizada do Il-76 Candid, ainda vai levar algum tempo para entrar em produção em Ulyanovsk. Os casos recentes do desenvolvimento do Airbus A380 e do Boeing 787 demonstram como os aviões de grande porte são programas complexos.

Um dos únicos dois Buran largado ao tempo
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O protótipo do Buran está muito surrado
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Tu-16 Badger
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Será que este bebezinho irá voar os mesmos aviões do seu avô?
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Isaikin comentou, ainda, que não havia qualquer tecnologia russa no novo caça a jato "stealth" chinês J-20, já que a China não demonstrou qualquer interesse no co-desenvolvimento dele. O sistema S-300 de mísseis antiaéreos é um que se encontra chegando ao final de sua linha de produção porque a Rússia não precisa de mais sistemas destes, mas os planos para os S-400 e o S-500 estão avançando. A demanda global por sistemas de longo alcance como o S-300  será atendido pelo novo modelo 2500 da Almaz-Antey, que é uma modificação do sistema S-300V. Em breve a Turquia deve abrir uma concorrência para um sistema de mísseis antiaéreos do porte do S-300, do qual a versão PMU2 é ainda bem popular ao redor do mundo.

 

A presença estrangeira na MAKS

A presença não-russa mais numerosa na feira deste ano, sem dúvida, foi da força aérea americana, que voltou a Zhukovski em 2011 após ficar de fora da última edição. Apresentaram-se estaticamente um F-15E Strike Eagle, um F-16C Fighting Falcon, um A-10 Thunderbolt II e um bombardeiro B-52 Stratofortress, acompanhados dos cargueiros KC-10 Extender e C-5M Galaxy. Este último, com a sua porta frontal erguida fazia um impressionante paralelo com o Antonov An-124 estacionado no outro extremo da taxiway. Pareciam realmente irmãos gêmeos separados no berçário. O F-15 também realizou uma rotina aérea exibindo-se diante do público russo, espertamente o fez antes, e não depois, da espetacular exibição do Su-35.

De vitrine da industria local a feira tem virado cada vez uma importante "porta de entrada" de fabricantes estrangeiros interessados na simples venda de suas aeronaves civis para as companhias russas. Este era o claro caso da Boeing e do seu Dreamliner 787, e da Airbus com seu A380, inusitadamente, justamente as duas primeiras aeronaves visíveis no pátio ao se entrar no local da feira. Além destes havia muitas outras empresas européias em sua maioria interessadas em uma ligação maior com a indústria local visando fornecer motores e sistemas para programas russos que tenham interesse em facilitar sua certificação para operação no ocidente.

Os russos salientaram que sua indústrias já podem se integrar perfeitamente às redes de supply chain da industria aeroespacial global. O exemplo mais forte citado é que os americanos estão preparaddos para gastar US$ 4 trilhões na produção do Dreamliner  até 2020. Destes US$ 27 bilhões serão destinados à compra de componentes feitos de titânio que serão feitos na Rússia. Justo o mesmo Dreamliner que teve iomportantes partes de seu projeto desenvolvido integralmente por engenheiros russos no centro de design da Boeing na Rússia.

Anualmente a indústria e as forças armadas russas compram cerca de 150 milhões de dólares de produtos, sistemas e componentes militares do estrangeiro e este número vem se mantendo estável nos últimos anos. Se este número vier a crescer os europeus, que demonstram não compartilhar das ansiedades geopolíticas dos americanos com uma Rússia que seja novamente potente do ponto de vista militar, querem ser os mais próximos do "cliente" para se dar bem nesta nova e até pouco tempo "impossível" oportunidade de negócios.

 

Last Updated on Tuesday, 28 February 2012 11:56
 

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