A aventura da União no Mediterrâneo oriental PDF Print E-mail
Written by Felipe Medeiros   
Thursday, 15 March 2012 00:00

 

Em 2010, pela primeira vez na sua história, o Brasil mandou um almirante para comandar uma unidade de paz da ONU com seu Estado Maior e, em seguida, enviou uma fragata para lá também. Para contar o que exatamente foi esta experiência pioneira para a o Brasil, para a Marinha e para os militares que viveram esta incrível aventura, ALIDE mandou dois correspondentes até o Líbano.

O envolvimento do Brasil nas Missões de Paz da ONU

Há várias décadas o Brasil participa de Missões de Paz da ONU, tendo mandado tropas e observadores para operações em diversos países. No ano de 2004 houve uma grande mudança, o Brasil foi convidado pela primeira vez a comandar o contingente militar da missão da ONU no Haiti. Este fato inaugurou uma nova etapa do processo brasileiro de participação em missões de paz da ONU. A experiência no Haiti ainda propiciou uma série de modificações nos paradigmas operacionais e no equipamento individual das forças armadas brasileiras. Precisamos montar uma nova linha de apoio logístico, um Centro Conjunto de Operações de Paz e toda uma série de procedimentos no âmbito da ONU, do nosso próprio Ministério da Defesa e das forças individuais.

A participação da Marinha do Brasil na UNIFIL representa a continuação destas mudanças de paradigma a se acrescentar a tudo que fazíamos até então. Diferente do Haiti, que fica nas Américas, em teoria a área mais central das prioridades geoestratégicas brasileiras, a UNIFIL situa-se no Líbano, um pequeno país localizado na costa leste do Mar Mediterrâneo, a mais de 12.000 km do Rio de Janeiro.

Por ser a única operação da ONU com um significativo componente naval, ela demanda a criação de novas doutrinas e procedimentos operacionais. O envio da fragata União para essa missão foi algo completamente inédito em termos de comprometimento das forças armadas brasileiras, tanto com as operações de paz da ONU quanto com o processo de paz no Oriente Médio.

Esta missão é basicamente de patrulha, algo relativamente simples. Ainda assim, a Marinha do Brasil fez questão de mandar um navio "completo". Ele foi munido de toda a sua carga de mísseis e torpedos, com um helicóptero e um destacamento de Fuzileiros para segurança orgânica, e, principalmente, levando seu ás na manga, um grupo de Mergulhadores de Combate, a tropa de elite da MB que tão bom resultado já proporcionou em exercícios internacionais anteriores.

Entrevista com o Comandante Ricardo Gomes

Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Sob a luz do por do sol
Sob a luz do por do solSob a luz do por do sol
Operando escoteira na sua área de patrulha
Operando escoteira na sua área de patrulhaOperando escoteira na sua área de patrulha
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45

 

“Em uma missão como essa, que dura oito meses e doze dias (são seis meses a serviço da MTF e mais de dois meses de deslocamento, um para cada pernada), é inevitável que haja um grande desgaste, tanto do pessoal quanto do equipamento. As nossas maiores comissões no Brasil duram, quando muito, entre quatro e cinco meses, nas quais os navios atracam em vários portos e passam, comparativamente, poucos dias no mar. Isso difere radicalmente da realidade da União na UNIFIL”, começou explicando o comandante da fragata União. Desde a primeira participação brasileira na MINUSTAH, missões desta duração já são comuns para as unidades dos Fuzileiros, mas até aqui não o eram para os navios da Esquadra.

A completa capacidade de manutenção do navio e de seus sistemas foi uma preocupação constante no planejamento desta missão. “Em algumas coisas tivemos muita sorte, por exemplo: justo quando fomos solicitar o reforço no estoque dos itens de reposição para nossa viagem, os estoques da Marinha tinham acabado de receber os mesmos itens encomendados no início do ano. Por estarmos longe de casa, mudamos alguns dos nossos procedimentos, como o caso dos resfriadores usados nos motores. No Brasil eles seriam removidos, reparados e, no final, reinstalados. Aqui, optamos por substituir os itens quebrados por unidades novas, ficando o reparo da peça original para depois”, explicou Ricardo Gomes. Ainda no Brasil, havia algumas dúvidas sobre o quão fácil seria receber componentes enviados dos estoques da Marinha durante a missão, mas, neste caso, a surpresa foi positiva: “descobrimos que o trâmite alfandegário em Beirute é muito ágil. Há alguns dias precisamos pedir uma ventoinha para um gabinete do SICONTA via carga aérea comercial e tudo correu perfeitamente. Além disso, durante nosso planejamento, não estava claro que disponibilidade as aeronaves da FAB teriam para nos apoiar aqui no Oriente Médio. Hoje, sabemos que está sendo montada uma programação de apoio lá para apoiar nosso contingente aqui. Com uma programação regular de voos no futuro, a fragata Liberal, que nos substituirá, poderá deixar o Rio de Janeiro com uma dotação mais normal de materiais de reposição, a despeito da longa duração desta missão”. O Imediato da fragata União, Capitão-de-Fragata Ozório, credita ao “planejamento detalhado e à disposição da Marinha de ceder boa parte dos seus estoques de peças ao navio, a excepcional confiabilidade verificada na embarcação até aqui, a despeito dos seus mais de 30 anos de serviço”.

Missões longas, especialmente aquelas que ocorrem longe de casa, geram profundas preocupações com a manutenção dos sistemas de bordo e da capacidade do navio de permanecer operativo sem o apoio das OMs do Arsenal de Marinha. No caso da União, a situação foi simplificada pelo fato do navio se encontrar justamente saindo do seu Período de Manutenção Geral quando foi designado para a comissão. O planejamento pré-partida incluiu um plano de manutenção calendarizado que vem sendo aplicado cuidadosamente durante a viagem. Até mesmo os dois motores principais foram completamente revisados pela equipe do CHEMAQ durante a viagem, um procedimento não muito tradicional dentro da Marinha do Brasil. Enquanto os mecânicos trabalhavam num dos motores, o navio era impulsionado pelo outro, ao final da primeira revisão o motor passava a assumir a propulsão e o outro entrou em revisão.

“Temos programado para março de 2012 uma parada para manutenção que deve durar uns 15 dias. Isso faz parte do contrato com a ONU e provavelmente uma equipe de manutenção da Marinha do Brasil virá até o Líbano só para nos ajudar”, contou o Comandante Ricardo Gomes.

Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Detalhes da superestrutura
Detalhes da superestruturaDetalhes da superestrutura
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45

 

Mudando o paradigma de segurança

No serviço da Maritime Task Force da UNIFIL (MTF), a fragata brasileira atraca quase exclusivamente no Porto de Beirute. Embora os mais de um milhão de moradores desta cidade vivam normalmente, trabalhando, estudando e seguindo suas rotinas diárias, atentados à bomba, por aqui, infelizmente não são raros. A tripulação do navio brasileiro compara a reação dos libaneses às bombas à reação do carioca às balas perdidas; elas são um “fato comum”, ao qual as pessoas acabaram se habituando, mas que não deixam de ser perigosas por causa disso. Por isso, a estadia na cidade, ainda que proveitosa para a tripulação, não é completamente tranquila. A preocupação com Segurança Orgânica do navio e dos militares brasileiros é uma constante, o que levou à criação de uma série de novos procedimentos. Adicionalmente, copiou-se um procedimento de segurança empregado pela Marinha Alemã, que alugou contêineres vazios para criar uma linha de isolamento (verdadeiros muros) para o navio no porto. Atualmente, há uma linha assim isolando a União no Porto de Beirute. A fim de prolongar a estadia da União no Líbano e não sobrecarregar os geradores de bordo, foi alugado um gerador elétrico que fica em um caminhão e atende à fragata sempre que ela está no porto. Evidentemente, o reparo ou substituição desse gerador externo é muitíssimo mais simples do que a operação equivalente nos geradores da União. Outras medidas foram a inclusão de quatro metralhadoras .50 na superestrutura da União: duas à vante e duas à ré. Elas são guarnecidas por um destacamento de fuzileiros navais, o que simboliza uma mudança radical na organização do pessoal do navio. A embarcação está sempre guarnecida por pelo menos um terço da tripulação, até mesmo os pilotos navais entraram na escala de serviço, de modo que ela está sempre apta a suspender. Evidentemente, deixar o porto com um déficit de dois terços da tripulação seria uma ação emergencial tomada apenas em uma situação de ameaça extrema. Outras medidas para incremento da segurança orgânica foram o aumento do adestramento com armas de uso pessoal e a delimitação de uma área da capital a qual os militares brasileiros estão autorizados a visitar.

Para o Comandante Ricardo Gomes, algumas coisas são importantes para o sucesso desta comissão de longa duração: “Em primeiro lugar vem a certeza de que como esta já é uma missão desgastante, devemos fazer o possível para não criarmos mais stress do que o rigorosamente necessário. Segundo, é preciso atentar para que em uma missão essencialmente repetitiva como essa, nossos militares não acabem relaxando nos cuidados que devem tomar e se coloquem em situação de risco por negligência."

Daqui até lá...

A viagem até o Líbano se dividiu em duas grandes fases. A primeira foi a viagem do Rio a Recife e a segunda, mais longa, foi de Recife a Beirute. A fragata União suspendeu no dia seis de outubro do Rio de Janeiro junto com o resto da Esquadra para realizar o Tropicalex, uma série de exercícios regulares da Marinha do Brasil que acabou funcionando como processo de qualificação adicional para a sua tripulação. No porto de Recife, a fragata foi visitada por dois inspetores do Departamento de Operação de Manutenção da Paz da ONU (DPKO), um russo e um tailandês. Essa visita visava a averiguar dois aspectos principais. Em primeiro lugar, a disponibilidades de equipamentos, pessoal e sensores que constavam do Memorandum of Understanding (MoU- Memorando de Entendimento) firmado entre o Brasil e a ONU; o segundo, o conforto de que dispõe a tripulação. Esses dois itens determinam o tamanho do reembolso que a Marinha receberia da ONU por disponibilizar seu navio. O resultado da inspeção foi favorável e uma versão preliminar do relatório foi entregue ao navio.

A segunda fase da viagem começou com a partida solitária da União de Recife, chegando à Base Naval espanhola de Las Palmas de Gran Canaria nove dias depois e permanecendo três dias por lá. Ainda que Las Palmas normalmente não abrigue navios de grande porte como as fragatas, é aqui que fica o novíssimo Navio de Patrulha Oceânica (“B.A.M.”) Meteoro, além de sete outros patrulheiros menores. Para a Marinha do Brasil este é um ótimo ponto de apoio para os navios da UNIFIL e para qualquer outro navio brasileiro que se destine a exercícios na Europa. Por isso a União recebeu em um coquetel a bordo o almirante espanhol Comandante Naval das Canárias, acompanhado pelo Embaixador brasileiro e pelo nosso Adido Naval e Aéreo em Madri.

A etapa seguinte da viagem da União a levou por seis dias até Nápoles. Dois dias antes de sua chegada a esse porto, o navio enfrentou uma fortíssima tempestade em que o mar alcançou entre os graus oito e nove na Escala Beaufort. A fragata brasileira atracou no porto comercial porque Nápoles não tem Base Naval própria, existindo aqui apenas uma capitania dos portos. A tripulação passou quatro dias na Itália recompondo as forças, para partir em seguida para a sua última etapa, de sete dias, até Beirute, aonde chegaram no dia 14 de novembro. Segundo o planejamento, a União só deve voltar à Base Naval do Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 2012, concluindo uma das mais notáveis missões da história da Marinha do Brasil.

Começa a missão real

O Comandante Ricardo Gomes contou que os seus primeiros dias na capital libanesa foram ocupados com um programa conhecido como “Induction Training”. É através dele que a tripulação dos navios que entram para a MTF são apresentados aos oficiais da MTF/UNIFIL, o navio recebe as vistorias e inspeções finais e são feitas apresentações sobre o dia-a-dia da operação na zona costeira do Líbano”. “O contrato assinado com a ONU estipula para navios do porte da União uma permanência mínima de 20 dias por mês no mar”, continuou o Comandante da fragata brasileira, “são cerca de 70% dos dias em patrulha no mar. Se mantivéssemos esse ritmo pelo ano todo, passaríamos algo como 240 dos 365 dias no mar!”

A data mais importante nesta fase inicial em Beirute foi o dia 21 de novembro. Nela, ocorreu a visita ao navio do Vice Presidente brasileiro. Descendente de imigrantes libaneses, Michel Temer foi o convidado do governo libanês para as cerimônias da data de independência do país, comemorada no dia 22 de novembro. Além dele, veio conhecer a União o embaixador brasileiro em Beirute, vários políticos brasileiros também de origem libanesa e o presidente do país, Michel Sleiman. Neste evento, o anfitrião, pela Marinha do Brasil, foi o então Comandante de Operações Navais Almirante Prado Maia. Em pouco mais de uma hora, Michel Suleiman visitou o Passadiço e o COC da União antes de participar de um coquetel a bordo. No próximo dia 23 de novembro, a União partiu para sua primeira patrulha de nove dias, agora já sob o comando do Almirante Caroli da MTF.

O canhão de 4,5 pol é muito potente nesse teatro
O canhão de 4,5 pol é muito potente nesse teatroO canhão de 4,5 pol é muito potente nesse teatro
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45
Convoo e hangar da F-45
Convoo e hangar da F-45Convoo e hangar da F-45
Fragata União - F45
Fragata União - F45Fragata União - F45

Convoo da União
Convoo da UniãoConvoo da União
Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo
Mar pesado antes de chegar em Nápoles
Mar pesado antes de chegar em NápolesMar pesado antes de chegar em Nápoles
Ondas passam por cima da proa
Ondas passam por cima da proaOndas passam por cima da proa
Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo

 

Um raio X da missão sob o comando da ONU

Segundo o definido pela ONU para esta missão, a cada momento pelo menos três navios da Maritime Task Force devem estar em patrulha ao longo da costa do Líbano. A MTF utiliza três portos como suas bases, Beirute (Brasil, Bangladesh e Indonésia), Mersin (Turquia) e Limassol (Grécia e Alemanha). Os navios que compõem a Maritime Task Force da UNIFIL têm portes bem distintos e, consequentemente, limitações de emprego muito particulares. No início de 2012 a fragata União, devido ao seu porte, saía para o mar em patrulhas de seis dias, seguidos por dois dias no porto para descanso da tripulação. Os navios menores, ao contrário, só saem para o mar se as ondas não ultrapassarem os quatro metros.

Os dois maiores navios a serviço da MTF, hoje, são a fragata União e a corveta KRI Sultan Iskandar Muda, da Indonésia (excluindo-se o navio tender (logístico) alemão FGS Werra, que se ocupa unicamente com o treinamento dos libaneses, e não faz patrulhas). As demais embarcações são, grosso modo, navios de patrulha de maior ou menor porte e alguns varredores alemães. Em função da discrepância do alcance dos sensores da fragata e da corveta em relação aos dos demais navios, uma delas sempre tem que, necessariamente, estar em patrulha enquanto a outra está atracada no porto. A montagem dos cronogramas de patrulha de todas as embarcações (o chamado “roster”) leva em conta isso, sem desconsiderar as demais restrições operacionais. As áreas de patrulha descritas no mar são pequenas e o radar desses dois navios alcança muito além de seus limites, permitindo a identificação e a interrogação de navios, via rádio, mesmo que eles naveguem em outras áreas de patrulha. Diferente dos exercícios da Esquadra, onde os escoltas precisam fazer bruscas mudanças de rota entre acelerações e frenagens, a missão aqui exige menos da propulsão, minimizando o desgaste. Em patrulha, raramente se passa dos 7 a 8 nós. "Nosso tipo de corrida por aqui é maratona, não sprints", pontuou o comandante da fragata União. "Aqui temos que ter é endurance, não propriamente velocidade", completou ele.

As áreas de patrulha naval na costa do Líbano

Segundo seu "charter", a Força Tarefa Marítima (MTF) da UNIFIL tem duas tarefas básicas: treinar a Marinha Libanesa e monitorar/impedir a entrada de armas ilegais no país. Para o monitoramento, optou-se por recortar as águas territoriais do Líbano em três grandes áreas, "I", "II" e "III". As áreas I e III são subdivididas em outros três quadrantes; "Norte", "Centro" e "Sul". A área II cobre o litoral do extremo Sul do Líbano bem na fronteira com o mar territorial de Israel. Adicionalmente, a MTF mantém uma política de evitar mandar navios de países mulçumanos para patrulhar a área II, justamente por ela ser a mais próxima da fronteira com Israel. As áreas I e III cobrem o restante do litoral, sendo que a área III cobre uma faixa de seis a doze milhas do litoral e a área I uma de doze até trinta e seis milhas.

Embora ela tenha autoridade para realizar abordagens, o padrão da missão é passar regularmente um reporte sobre os navios de comportamento suspeito para a Marinha Libanesa deixando a ela a tarefa de realizar, ou não, uma inspeção da sua carga. Uma abordagem direta pelos tripulantes dos navios internacionais é possível de ocorrer, mas depende, fundamentalmente, de um pedido das autoridades do Líbano. Isso não aconteceu aqui até agora.

A interrogação dos navios no mar

A principal atividade dos navios da MTF consiste em identificar com a máxima precisão cada um dos navios que se aproxima dos portos e da costa do Líbano. Via rádio, as embarcações da ONU entram em contato com todos os navios, militares ou civis, que entram no alcance de seus radares. Surpreendentemente, os navios militares americanos, via de regra, não respondem às chamadas via rádio aberto da MTF, provavelmente por questão de segurança contra possíveis ameaças assimétricas. Comprovando essa teoria, em uma ocasião, ao ser interrogado durante a noite via mensagem de holofote, um dos CTs americanos respondeu ao questionamento da mesma forma. O tráfego marítimo desta região se divide basicamente em dois tipos: grandes mercantes realizando rotas regulares operadas por grandes armadores, e navios de menor porte, atuando regionalmente.

WOW!
WOW!WOW!
Bonito de se ver mas muito desconfortável!
Bonito de se ver mas muito desconfortável!Bonito de se ver mas muito desconfortável!
Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo
Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo
Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo

Tempestade no Mediterrâneo
Tempestade no MediterrâneoTempestade no Mediterrâneo
Recepção na União nas Canárias com o Embaixador brasileiro na Espanha
Recepção na União nas Canárias com o Embaixador brasileiro na EspanhaRecepção na União nas Canárias com o Embaixador brasileiro na Espanha
Cte Ricardo Gomes e o Adido Naval brasileiro recebem os espanhóis
Cte Ricardo Gomes e o Adido Naval brasileiro recebem os espanhóisCte Ricardo Gomes e o Adido Naval brasileiro recebem os espanhóis
Quebra-Mar no Porto de Beirute
Quebra-Mar no Porto de BeiruteQuebra-Mar no Porto de Beirute
Porto de Beirute
Porto de BeirutePorto de Beirute

O trafego marítimo é considerável
O trafego marítimo é considerávelO trafego marítimo é considerável
Bairros cristãos ao norte de Beirute
Bairros cristãos ao norte de BeiruteBairros cristãos ao norte de Beirute
Farol perto do Porto de Beirute
Farol perto do Porto de BeiruteFarol perto do Porto de Beirute
Cargueiro chegando ao Porto de Beirute
Cargueiro chegando ao Porto de BeiruteCargueiro chegando ao Porto de Beirute
Centro de Beirute visto do mar
Centro de Beirute visto do marCentro de Beirute visto do mar

Porto de Beirute
Porto de BeirutePorto de Beirute
Saída rodoviária do Porto de Beirute
Saída rodoviária do Porto de BeiruteSaída rodoviária do Porto de Beirute
Este navio transporta bois vivos do Brasil para abate
Este navio transporta bois vivos do Brasil para abateEste navio transporta bois vivos do Brasil para abate
Pier da União em Beirute e parede de conteiners
Pier da União em Beirute e parede de conteinersPier da União em Beirute e parede de conteiners
União no Porto de Beirute
União no Porto de BeiruteUnião no Porto de Beirute

 

O radio-operador do navio da ONU se identifica como sendo um “United Nations Warship” (navio de guerra da ONU) atuando sob o mandado da resolução 1701 do Conselho de Segurança, sem especificar de que marinha ele procede. Em seguida, são solicitados o nome do navio, seu armador, seu agente em Beirute, o porto de onde vem, o porto para onde ele se destina e qual o seu destino posterior. Os navios da MTF têm receptores de AIS (Automatic Identification System), um sistema criado para navios mercantes que transmite indiscriminadamente mensagens indicando a identidade da embarcação, sua posição, direção e velocidade. Em contrapartida, para não alertar os navios "suspeitos", os navios da MTF não emitem seus próprios dados via o sistema AIS.

Comparando as informação do AIS com as da interrogação, o navio da ONU pode concluir se aquele navio apresenta algum tipo de comportamento anômalo. Se apesar dos dados conferirem, o navio inesperadamente alterar seu curso enquanto está sendo seguido pelos sensores do navio da ONU, isso produzirá um alerta para a Marinha Libanesa de que ele foi marcado como "suspeito" e acabará, assim, sendo selecionado para inspeção pelos libaneses assim que entrar em um porto do país. Conforme ressalta o Alte. Caroli: "uma abordagem em alto mar seria uma estratégia contraproducente. É muito mais simples inspecionar o navio quando ele estiver em terra, onde se dispõe de mais pessoal e de melhores condições. Fora o problema jurídico que se pode criar caso sejam encontradas armas em um navio que ainda não atracou."

Nesta patrulha, que foi a sua quinta no Líbano, a Fragata União começou cobrindo os três quadrantes da área III, que, apesar de ser menor, é de importância crítica por ser justamente aquela mais próxima do litoral. A partir do terceiro dia, entramos na área I a partir do quadrante central e passamos a circular dentro da mesma. Como a maior parte do tráfego se dirige a Beirute, a União dificilmente vai até a área II, concentrando-se na I e III.

A área II, em particular, é extremamente sensível devido ao fato da fronteira marítima entre Israel e Líbano ainda ser uma zona de litígio. Cada um dos países defende critérios diferentes para a delimitação da linha de fronteira marítima comum. A Marinha Israelense instalou uma linha de boias ao longo da linha de fronteira que eles pleiteiam; desde a praia até a faixa das 12 milhas. Aconteceu, porém, que pescadores libaneses descobriram que essas boias viraram uma região rica em vida marítima e passaram a concentrar seus esforços de pesca na imediação da linha. Em resposta, os militares israelenses passaram a detonar cargas de profundidade ao longo da faixa das boias com o exclusivo intuito de espantar os peixes e os pescadores libaneses, por consequência. Recentemente, as tensões em torno da fronteira se agravaram ainda mais devido à descoberta de consideráveis reservas de gás natural na área marítima entre Israel, Líbano e a ilha de Chipre.

Os céus, a origem das ameaças

No Líbano, o grupo islâmico Hezbolá, justamente a organização cujas armas a UNIFIL pretende interceptar, é também um partido politico amplamente reconhecido e apoiado, atualmente com a maioria das cadeiras no parlamento. Segundo seus porta-vozes, eles são "a resistência". Ao sul das zonas de patrulha da UNIFIL fica a fronteira com Israel. Sobre o mar, supostamente em águas internacionais (dependendo de para quem se pergunte), existe uma área demarcada de treinamento de UAVs (aeronaves não tripuladas), caças supersônicos e aviões de reabastecimentos de Israel. Em várias ocasiões, o pessoal do COC (Centro de Operações de Combate) do navio brasileiro, utilizando-se primariamente da alça optrônica, conseguiu acompanhar na sua tela imagens destas "aproximações". Para evitar incidentes, a MTF negociou com os israelenses uma separação mínima de três milhas náuticas no mar e de mais de 5000 pés na vertical entre seus aviões e os navios da ONU. Na manhã de sexta-feira, 20 de janeiro, o céu estava tomado de caças israelenses realizando exercícios, tanto sobre o mar quanto sobre território libanês. Se a olho nu eles não passam de finos riscos brancos de condensação no céu azul, no COC, ao contrário, cada um deles estava devidamente identificado e sendo acompanhado na tela do console do Siconta.

União no Porto de Beirute
União no Porto de BeiruteUnião no Porto de Beirute
União no Porto de Beirute
União no Porto de BeiruteUnião no Porto de Beirute
Manutenção de Rotina no Sistema de Atracação
Manutenção de Rotina no Sistema de AtracaçãoManutenção de Rotina no Sistema de Atracação
Passadiço visto da Proa
Passadiço visto da ProaPassadiço visto da Proa
Passadiço a partir da Proa
Passadiço a partir da ProaPassadiço a partir da Proa

Canhão Trinity 40mm
Canhão Trinity 40mmCanhão Trinity 40mm
Conteiners velhos forma barreira de segurança
Conteiners velhos forma barreira de segurançaConteiners velhos forma barreira de segurança
União no Porto de Beirute
União no Porto de BeiruteUnião no Porto de Beirute
União com o gerador externo alugado
União com o gerador externo alugadoUnião com o gerador externo alugado
O uso do gerador poupa os sistemas do navio no porto
O uso do gerador poupa os sistemas do navio no portoO uso do gerador poupa os sistemas do navio no porto

União com o gerador alugado
União com o gerador alugadoUnião com o gerador alugado
União com o gerador alugado
União com o gerador alugadoUnião com o gerador alugado
União com o gerador alugado
União com o gerador alugadoUnião com o gerador alugado
Lançadores Albatros para mísseis Aspide
Lançadores Albatros para mísseis AspideLançadores Albatros para mísseis Aspide
Lançadores Albatros para mísseis Aspide
Lançadores Albatros para mísseis AspideLançadores Albatros para mísseis Aspide

Lançadores Albatros para mísseis Aspide
Lançadores Albatros para mísseis AspideLançadores Albatros para mísseis Aspide
Fuzileiros desmontando as .50 da segurança orgânica
Fuzileiros desmontando as .50 da segurança orgânicaFuzileiros desmontando as .50 da segurança orgânica
Fuzileiros desmontando as .50
Fuzileiros desmontando as .50Fuzileiros desmontando as .50
Fuzileiros desmontando as .50
Fuzileiros desmontando as .50Fuzileiros desmontando as .50
Metralhadora .50
Metralhadora .50Metralhadora .50

 

A enfermaria de bordo: Nova preparação para novas necessidades

A UNIFIL não é um exercício, ela é uma missão real e, por isso, os riscos são muito reais. Sabendo disso, a Marinha preparou uma enfermaria em um padrão inédito na força até então. A equipe médica é composta por um cirurgião vascular (a especialidade cirúrgica mais necessária na hipótese de um ferimento derivado das operações regulares da missão), um médico anestesista, um cirurgião dentista e três enfermeiros (dois instrumentistas e um circulante; que é, mal comparando, uma espécie de "hover" na sala cirúrgica), além de 34 socorristas treinados entre os membros da tripulação.

A aparelhagem de que eles dispõem não poderia ser mais completa. Na enfermaria de bordo há: uma mesa cirúrgica; um aparelho de anestesia com um respirador artificial e um monitor de acompanhamento das funções vitais; um kit de instrumentos para cirurgia; um aparelho esterilizador para o instrumental; um aparelho portátil para exames de sangue (nada maior do que uma máquina leitora de cartão de crédito); um dispositivo para hemogramas; e demais equipamentos médicos “menores”, encontráveis em qualquer ambulatório. A enfermaria conta ainda com dois leitos - além da mesa de cirurgia – perfeitamente adaptados à internação. Em uma situação emergencial, a enfermaria pode comportar até três pacientes, embora o ideal sejam mesmo dois, um em cada leito. Em termos de medicamentos, a enfermaria está completa; desde medicamentos para um quadro sintomático leve até antibióticos para bactérias de alta resistência, ela dispõe de praticamente tudo. Além disso, vários cuidados foram tomados no âmbito do pessoal. Toda a tripulação foi vacinada no trajeto Rio-Recife contra hepatite, febre tifoide, influenza, tétano e demais doenças endêmicas nos países do trajeto.

A equipe médica contou a ALIDE que se sente perfeitamente segura para fazer face a qualquer emergência que surja ao longo da missão. É positivamente impressionante a confiança e segurança que os médicos e enfermeiros demonstram nos meios que têm à sua disposição e no preparo e qualificação de todo o pessoal. Ao longo da viagem eles já realizaram diversos procedimentos, tendo atendido um caso de abcesso infectado e de um traumatismo crânio-encefálico, ambos sem risco de vida ou danos graves. Também foi atendido um oficial que sofreu uma contusão na perna. Embora o atendimento em si não tenha sido nenhum grande desafio, foi necessário comprar uma muleta e alguns outros aparelhos ortopédicos, como a "bota de robocop", isso porque os médicos haviam se preparado para prestar atendimento emergencial grave, mas não consideraram a hipótese de uma lesão que fosse leve, mas que requeresse acompanhamento. Isso, porém, em nada depõe contra a capacidade e o preparo da equipe médica, apenas confirma a máxima militar de que o ambiente operacional real sempre impõe situações inesperadas e apenas a experiência do campo é capaz de preparar totalmente a tropa.

A enfermaria conta, ainda, com um kit sempre aprestado para atendimento emergencial no convoo, de modo que uma vítima de acidente de helicóptero ou que tenha sido transportada até o navio sequer precise chegar à enfermaria para ser atendida. Segundo nos conta o cirurgião de bordo, Capitão Tenente (Md) Coutinho, a enfermaria está apta a prestar "suporte avançado à vida", isto é, estabilizar um paciente que tenha sofrido uma lesão gravíssima até que haja meios de evacuá-lo para uma instalação médica em terra. Por lesão gravíssima, entenda-se que até mesmo um caso de membro amputado pode ser atendido pela equipe. Nessas instalações, mesmo uma cirurgia de apendicite é considerada um procedimento simples.

Um "lince" com os dentes mais afiados que o normal

O Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) na Fragata União foi composto por quatros oficiais pilotos e onze praças; mecânicos, fiéis e armamentistas. Aqui o Esquadrão HA-1 inaugurou aquela que deve ser uma de suas principais armas para missões de patrulha e combate a ameaças assimétricas no futuro, uma metralhadora .50 montada na porta do helicóptero. Embora metralhadoras nesse calibre sejam velhas conhecidas dos militares do mundo inteiro, a versão usada em helicópteros demanda um pedestal específico, fabricado pela Augusta Westland, do qual a MB já comprou dois exemplares. A metralhadora em si também sofreu várias modificações; ela ganhou uma mira laser e toda uma série de amortecedores internos que diminuem o recuo da arma e reduzem o impacto sofrido pela aeronave.

Metralhadora .50
Metralhadora .50Metralhadora .50
Projéteis da .50
Projéteis da .50 Projéteis da .50
Fuzileiros com a bandeira da ONU
Fuzileiros com a bandeira da ONUFuzileiros com a bandeira da ONU
Marinheiro de serviço numa manhã de frio
Marinheiro de serviço numa manhã de frioMarinheiro de serviço numa manhã de frio
Fuzileiros guarnecendo a .50
Fuzileiros guarnecendo a .50Fuzileiros guarnecendo a .50

.50 e bandeira da ONU ao fundo
.50 e bandeira da ONU ao fundo.50 e bandeira da ONU ao fundo
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Rebocador puxa a União do cais
Rebocador puxa a União do caisRebocador puxa a União do cais
Recolhendo a escada
Recolhendo a escadaRecolhendo a escada

Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Arrumando os cabos recolhidos
Arrumando os cabos recolhidosArrumando os cabos recolhidos
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem

Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Faina de destracagem
Faina de destracagemFaina de destracagem
Reconhecimento visual permanente do tráfego
Reconhecimento visual permanente do tráfegoReconhecimento visual permanente do tráfego
Código internacional da União
Código internacional da UniãoCódigo internacional da União

 

A história da chegada dessa metralhadora ao DAE é inusitada. Já há algum tempo, o Comando da Força Aeronaval estudava a compra desse armamento, tendo efetivado uma encomenda de dois exemplares à fábrica belga FN Herstal. O prazo de entrega das armas, porém, não era compatível com a necessidade da MB, que pretendia usar o equipamento já durante a UNIFIL. Existe uma Conferência Semestral dos Operadores de Lynx que é um evento regular para troca de experiências entre várias forças armadas que usam o helicóptero e que conta com o apoio da Agusta Westland. Numa delas, militares da Marinha souberam que durante o período em que os portugueses capitanearam os esforços da União Europeia contra a pirataria na costa da Somália, a Marinha Alemã já havia lhes emprestado um exemplar deste tipo de arma. A partir deste precedente foi iniciado, ainda durante aquela Conferência, um entendimento entre as duas marinhas, que depois virou um acerto formal entre o Comando de Operações Navais e a Adidância de Defesa alemã no Brasil. A arma foi emprestada à União logo após sua chegada ao Líbano sem qualquer ônus para a Marinha do Brasil.

Comandante (esq.) e Imediato da União
Comandante (esq.) e Imediato da UniãoComandante (esq.) e Imediato da União
Detalhe dos bonés da ONU
Detalhe dos bonés da ONUDetalhe dos bonés da ONU
Comandante no Passadiço
Comandante no PassadiçoComandante no Passadiço
Comandante no Passadiço
Comandante no PassadiçoComandante no Passadiço
Navegação durante a desatracagem
Navegação durante a desatracagemNavegação durante a desatracagem

Navegação durante a desatracagem
Navegação durante a desatracagemNavegação durante a desatracagem
Console do SCMPA
Console do SCMPAConsole do SCMPA
Console do SCMPA
Console do SCMPAConsole do SCMPA
Console do SCMPA
Console do SCMPAConsole do SCMPA
Passadiço
PassadiçoPassadiço

Convoo a partir da câmera colorida do Passadiço
Convoo a partir da câmera colorida do PassadiçoConvoo a partir da câmera colorida do Passadiço
As áreas de Patrulha da Missão
As áreas de Patrulha da MissãoAs áreas de Patrulha da Missão
As áreas de Patrulha da Missão
As áreas de Patrulha da MissãoAs áreas de Patrulha da Missão
Esquema de saída do Porto de Beirute
Esquema de saída do Porto de BeiruteEsquema de saída do Porto de Beirute
Placa da visita das autoridades líbano-brasileiras
Placa da visita das autoridades líbano-brasileirasPlaca da visita das autoridades líbano-brasileiras

Bar dos Oficiais com telefone VoIP liberado
Bar dos Oficiais com telefone VoIP liberadoBar dos Oficiais com telefone VoIP liberado
Camarote da ALIDE
Camarote da ALIDECamarote da ALIDE
Sala de internet e telefone para praças
Sala de internet e telefone para praçasSala de internet e telefone para praças
Sala de internet e telefone
Sala de internet e telefoneSala de internet e telefone
MeCs na academia de bordo
MeCs na academia de bordoMeCs na academia de bordo

 

Uma tripulação reforçada

Além da tripulação normal do navio, a União veio ao Líbano com um destacamento de 19 fuzileiros navais para incremento da segurança orgânica do navio no porto, assim como sua defesa no mar contra ameaças assimétricas como lanchas explosivas suicidas.

O destacamento de fuzileiros de bordo integra o GRAA, Grupo de Reação a Ameaça Assimétrica. Grosso modo, eles guarnecem as metralhadoras .50 quando for detectada a necessidade de fazê-lo. Em alto mar, isso ocorre quando da aproximação de veículos suspeitos ou para dar cobertura ao GVI (Grupo de Visita e Inspeção) quando este aborda outra embarcação. Quando o navio esta atracado, as metralhadoras ficam sempre guarnecidas, o que implica que os fuzileiros também integram o quarto de serviço.

Comandante da União, CF Ricardo Gomes
Comandante da União, CF Ricardo GomesComandante da União, CF Ricardo Gomes
Alto-Falante LRAD adquirido para a Missão
Alto-Falante LRAD adquirido para a MissãoAlto-Falante LRAD adquirido para a Missão
Tripé do LRAD
Tripé do LRADTripé do LRAD
Montando o LRAD
Montando o LRADMontando o LRAD
Pronto para falar MUITO alto!
Pronto para falar MUITO alto!Pronto para falar MUITO alto!

O LRAD tem mensagens pré-gravadas em árabe
O LRAD tem mensagens pré-gravadas em árabeO LRAD tem mensagens pré-gravadas em árabe
Hangar e Convoo
Hangar e ConvooHangar e Convoo
FLIR no nariz do Lynx
FLIR no nariz do LynxFLIR no nariz do Lynx
.50 do Lynx veio da Marinha Alemã
.50 do Lynx veio da Marinha Alemã.50 do Lynx veio da Marinha Alemã
Garras novas e bem letais
Garras novas e bem letais Garras novas e bem letais

.50 será usada contra ameaças assimétricas
.50 será usada contra ameaças assimétricas.50 será usada contra ameaças assimétricas
Manutenção de rotina
Manutenção de rotinaManutenção de rotina
Cauda dobrada do Lynx
Cauda dobrada do LynxCauda dobrada do Lynx
Manutenção de rotina
Manutenção de rotinaManutenção de rotina
Reabastecimento do Lynx
Reabastecimento do LynxReabastecimento do Lynx

Reabastecimento do Lynx
Reabastecimento do LynxReabastecimento do Lynx
Reabastecimento do Lynx
Reabastecimento do LynxReabastecimento do Lynx
Manutenção de rotina
Manutenção de rotinaManutenção de rotina
Preparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast RopePreparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast RopePreparação dos MECs para o Fast Rope

 

Sua outra função a bordo é fazer a segurança do Almirante Caroli e seu staff nos deslocamentos feitos em terra. Para tanto, quatro desses fuzileiros são egressos do Curso Especial de Segurança e Proteção de Autoridades, ministrado pela Companhia de Polícia do Batalhão Naval. Muitos dos navais integrantes desse destacamento, a despeito de suas diferentes especialidades, já tiveram passagem pelo Haiti, tendo sido esse, inclusive, um dos critérios para sua seleção. Haja vista, porém, a necessidade de constante aperfeiçoamento, a Marinha já estuda maneiras de melhorar o preparo dos próximos fuzileiros a integrarem esses destacamentos.

Preparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast RopePreparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
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Preparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação dos MECs para o Fast RopePreparação dos MECs para o Fast Rope
Preparação para o Fast Rope
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Preparação para o Fast Rope
Preparação para o Fast RopePreparação para o Fast Rope

Preparação para o Fast Rope
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Preparação para o Fast Rope
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Preparação para o Fast Rope
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Preparação para o Fast Rope
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Preparação para o Fast Rope
Preparação para o Fast RopePreparação para o Fast Rope

Preparação para o Fast Rope
Preparação para o Fast RopePreparação para o Fast Rope
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Decolagem para o Fast Rope
Decolagem para o Fast RopeDecolagem para o Fast Rope
Decolagem para o Fast Rope
Decolagem para o Fast RopeDecolagem para o Fast Rope
Decolagem para o Fast Rope
Decolagem para o Fast RopeDecolagem para o Fast Rope

 

A contribuição dos Mergulhadores de Combate na MTF

Além de serem usados para treinar os militares da Marinha do Líbano, os nove mergulhadores de combate (MeCs) do Destacamento de Abordagem (DA) embarcado na fragata União realizaram outras atividades durante esta missão. Uma das mais importante, uma inspeção completa do casco do navio em busca de potenciais explosivos por ocasião da visita do presidente do Líbano Michel Suleiman e do Vice Presidente brasileiro, Michel Temer, ao navio brasileiro.

No dia da visita, os Mergulhadores iniciaram, por volta das 07h00 da manhã, a varredura do casco. Oito mergulhadores realizaram a inspeção a partir da popa, que é basicamente um processo manual e depende do reconhecimento tátil e visual. Eles nadaram até a proa e retornaram à ré. Todo o procedimento durou em torno de uma hora, muito em função do fato dos militares já estarem habituados ao desenho e peculiaridades do casco da nossa fragata. Fosse o alvo um navio mercante ou uma embarcação militar com a qual eles tivessem pouca familiaridade, o procedimento provavelmente teria demorado mais. Durante a visita propriamente dita, os MeCs fizeram a segurança dos visitantes da prancha para dentro. Os dois snipers do DA guarneceram o tijupá, prontos para responder a quaisquer ameaças, enquanto dois outros mergulhadores de combate estavam paramentados para uma operação de mergulho emergencial, caso isso fosse necessário.

Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Todos os MeCs presentes na União eram membros do GERR (Grupo Especial de Resgate e Retomada), grupo dedicado a operações de resgate de reféns e retomadas de plataformas petrolíferas, principalmente. Sua preparação para essa missão incluiu exercícios extras dos tipos de operações que se previu para a UNIFIL. Foram realizados treinos de incursão em ambiente fechado, operações de visita e inspeção entre outros. Em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o DA participou de instruções sobre o emprego e manutenção do fuzil AK 47 e vários dos seus derivados, haja vista ser essa a arma de uso pessoal mais comumente encontrada nas mãos de combatentes no Oriente Médio.

Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Todavia, a rotina de treinamento de um grupo de operações especiais tende a sofrer seriamente com o confinamento do ambiente do navio, especialmente quando se leva em conta os longos oito meses de duração. Para não perderem o condicionamento físico e o adestramento, os MeCs seguem um rigoroso programa próprio de exercícios físicos na academia de bordo e realizam constantes treinos para a manutenção de seu adestramento. ALIDE acompanhou vários desses exercícios, principalmente de fast rope e de tiro. Os treinos de fast rope foram realizados durante as operações de voo do Super Lynx, com descidas sendo realizadas tanto no convoo quanto na proa. Esta última, por apresentar uma área livre bem menor, permite treinar a execução de desembarques em ambientes bem mais complexos. Os exercícios de tiro foram realizados no convoo. Esta área, todavia, apresenta uma grande limitação de espaço, não ultrapassando os vinte metros de um extremo ao outro. Dessa feita, embora suficientemente grande para treinar os possíveis tiros com os quais os Mergulhadores se deparariam em uma incursão a um navio, ele não é grande o bastante para o treinamento de tiro de precisão dos combatentes. Assim, os MeCs buscaram treinar outros aspectos do tiro, além da precisão. ALIDE presenciou treinos de reconhecimento de alvo, engajamento rápido, troca de carregadores, troca para arma secundária e "nega de tiro".

Exercício de Fast Rope
Exercício de Fast RopeExercício de Fast Rope
Exercício de Fast Rope
Exercício de Fast RopeExercício de Fast Rope
Exercício de Fast Rope
Exercício de Fast RopeExercício de Fast Rope
Exercício de Fast Rope
Exercício de Fast RopeExercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Exercício de Fast Rope
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Foto pós-Fast Rope
Foto pós-Fast RopeFoto pós-Fast Rope

 

O Fiel do Helicóptero
O Fiel do HelicópteroO Fiel do Helicóptero
Câmera do FLIR desligada
Câmera do FLIR desligadaCâmera do FLIR desligada
Câmera do FLIR em operação
Câmera do FLIR em operaçãoCâmera do FLIR em operação
Primeiro exercício de tiro com a .50 no SLynx
Primeiro exercício de tiro com a .50 no SLynxPrimeiro exercício de tiro com a .50 no SLynx
Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50Exercício de tiro com a .50

 

Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50
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Exercício de tiro com a .50
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Exercício de tiro com a .50
Exercício de tiro com a .50Exercício de tiro com a .50

 

O Destacamento de Abordagem (DA) da União era composto por nove militares, um Capitão Tenente, um Suboficial, seis Sargentos de todas especialidades e um cabo. Todos possuem o curso de formação de Mergulhadores de Combate (com duração de nove meses, feito no próprio GruMeC), o curso de salto de paraquedas (feito no Exército) e o curso de Salto Livre (feito com os Fuzileiros Navais). Esses militares, porém, possuíam qualificações diversas. Havia um negociador (que também possui o curso BUD/S - Basic Underwater Demolition/Explosivos submarinos - dos US Navy Seals), um desarmador de artefato explosivo e dois snipers (um dos quais também fez o treinamento de caçador no Exército). Além deles, compunham ainda o grupo, um precursor de salto, um arrombador ("breecher"), um Guerreiro de Selva, um militar com treinamento em operações de resgate pela SWAT, entre uma série de outras qualificações aprendidas na Marinha do Brasil, no Exército Brasileiro e em diversas instituições policiais e militares de outros países do mundo. Esse grupo, além das missões de incursão, verificação e inspeção de barcos e navios suspeitos, também tinha a importante atribuição de contribuir com a instrução da tripulação "regular" da União. Eles participam do adestramento e da avaliação do Grupo de Visita e Inspeção (GVI) de bordo e ministram instruções de tiro com pistola e defesa pessoal para a tripulação.

Lançamento de alvo para a .50
Lançamento de alvo para a .50Lançamento de alvo para a .50
Lançamento de alvo flutuante para a.50
Lançamento de alvo flutuante para a.50Lançamento de alvo flutuante para a.50
Exercício de tiro com a .50
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Exercício de tiro com a .50
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Pós-Exercício de tiro com a .50
Pós-Exercício de tiro com a .50Pós-Exercício de tiro com a .50
Projéteis calibre .50
Projéteis calibre .50Projéteis calibre .50
Projéteis calibre .50
Projéteis calibre .50Projéteis calibre .50
Cesto para as capsulas dos rpojéteis
Cesto para as capsulas dos rpojéteisCesto para as capsulas dos rpojéteis
Mira laser da .50 (centro)
Mira laser da .50 (centro)Mira laser da .50 (centro)

Desmontagem da .50
Desmontagem da .50Desmontagem da .50
Desmontagem da .50
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Desmontagem da .50
Desmontagem da .50Desmontagem da .50
Verificações de rotina para o pós-exercício
Verificações de rotina para o pós-exercícioVerificações de rotina para o pós-exercício
MECs dão apoio de fogo ao GVI
MECs dão apoio de fogo ao GVIMECs dão apoio de fogo ao GVI

GVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeçãoGVI sai para exercício de inspeção
Lancha do GVI preparada para exercício de inspeção
Lancha do GVI preparada para exercício de inspeçãoLancha do GVI preparada para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeção com um MEC como supervisor
GVI sai para exercício de inspeção com um MEC como supervisorGVI sai para exercício de inspeção com um MEC como supervisor
GVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeçãoGVI sai para exercício de inspeção
GVI na direção da corveta Madhumati
GVI na direção da corveta MadhumatiGVI na direção da corveta Madhumati

 

Seu equipamento é surpreendentemente variado e adaptado para operações de diversos perfis. Seu macacão operativo é o mesmo utilizado pelos aviadores e mecânicos de aeronave da Marinha do Brasil. Suas armas nesta missão eram: a carabina M4 com trilhos picatinny para acoplagem de miras holográficas, "red dots", marcadores laser infravermelhos, entre outras. Eles usavam ainda a pistola Taurus PT 92 no calibre nove milímetros; submetralhadoras Mini UZI no mesmo calibre; lança-granadas de 40 mm; uma espingarda calibre 12; e fuzis Ultima Ratio (calibre 7.62) e Barret M107 (calibre .50 – 12.7 mm, cuja luneta conta com um dispositivo que calcula pressão atmosférica e velocidade do vento, indicando as correções necessárias) para os snipers. Seu kit de equipamento inclui, ainda, uma serra circular com capacidade de cortar chapas de aço de até 125 milímetros (o suficiente para qualquer antepara encontrada em navios) e equipamentos óticos para visão noturna e espectro infravermelho. Obviamente, os MeCs precisam contar com tanques de mergulho de circuito fechado, granadas de efeitos moral, kits de arrombamento, escudos balísticos, tasers, dispositivos de escalada de costado de navios, entre outros meios menos sofisticados. Cabe ainda menção às suas botas e coletes à prova de balas, ambos nacionais.

GVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeçãoGVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeçãoGVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeção
GVI sai para exercício de inspeçãoGVI sai para exercício de inspeção
.50 para apoio de fogo ao GVI
.50 para apoio de fogo ao GVI.50 para apoio de fogo ao GVI
Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50
Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50

Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50
Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50Fuzileiros dão apoio de fogo ao GVI com a .50
GVI retorna do exercício de inspeção
GVI retorna do exercício de inspeçãoGVI retorna do exercício de inspeção
GVI retorna do exercício de inspeção
GVI retorna do exercício de inspeçãoGVI retorna do exercício de inspeção
GVI retorna do exercício de inspeção
GVI retorna do exercício de inspeçãoGVI retorna do exercício de inspeção
Preparação para troca de Oficial de Ligação
Preparação para troca de Oficial de LigaçãoPreparação para troca de Oficial de Ligação

Preparação para troca de Oficial de Ligação
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Preparação para troca de Oficial de Ligação
Preparação para troca de Oficial de LigaçãoPreparação para troca de Oficial de Ligação
Preparação para troca de Oficial de Ligação
Preparação para troca de Oficial de LigaçãoPreparação para troca de Oficial de Ligação
Apoio de fogo para troca de Oficial de Ligação
Apoio de fogo para troca de Oficial de LigaçãoApoio de fogo para troca de Oficial de Ligação
Lancha libanesa com o novo Oficial de Ligação
Lancha libanesa com o novo Oficial de LigaçãoLancha libanesa com o novo Oficial de Ligação

Lancha libanesa com o novo Oficial de Ligação
Lancha libanesa com o novo Oficial de LigaçãoLancha libanesa com o novo Oficial de Ligação
Primeiro Oficial de Ligação
Primeiro Oficial de LigaçãoPrimeiro Oficial de Ligação
Troca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de LigaçãoTroca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de LigaçãoTroca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de LigaçãoTroca de Oficial de Ligação

 

O colete sofreu várias modificações a partir de avaliações práticas dos próprios mergulhadores. Ele agora possui um tanque de oxigênio emergencial que garante uma sobrevida de até 7 minutos (o suficiente para evadir-se de um compartimento tomado por gás, ou, escapar de um helicóptero que tenha sofrido um acidente), um “rabo de macaco” para acoplagem ao interior de uma aeronave e uma série de bolsos para tipos variados de equipamentos e estojos de munição. Tanto o rabo de macaco, quanto o colete em si, possuem dispositivos de soltura rápida, que permitem que o militar se desvencilhe rapidamente deles em caso de necessidade. Ainda estão lá: cordames para prender as armas, um case para faca e outro para um aparelho de rádio único nas forças armadas. Este funciona normalmente mesmo após ser submergido. As botas dos MeCs foram fabricadas pela empresa brasileira Guartelá e são de excelente qualidade. O primeiro lote delas foi devolvido ao fabricante após os mergulhadores constatarem que seu solado não estava adaptado às necessidades operacionais do Grupamento. A sola foi completamente refeita se aproximando do solado de outro modelo da empresa, que os MeCs julgaram como o mais adequado às suas necessidades. Hoje, essa bota constitui um modelo único, não disponível no mercado, e funciona perfeitamente dentro de todas as hipóteses de emprego dos nossos Mergulhadores de Combate.

Troca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de LigaçãoTroca de Oficial de Ligação
Troca de Oficial de Ligação
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Segundo Oficial de Ligação
Segundo Oficial de LigaçãoSegundo Oficial de Ligação
Postos de Combate - Exercício de combate a incêndio
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Last Updated on Wednesday, 26 March 2014 17:22
 

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