UNIFIL Maritime Task Force - O Brasil como 'player' no Oriente Médio PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Thursday, 15 March 2012 00:00

 

Introdução: Porque o Líbano interessa ao Brasil?

Neste momento, um dos aspectos mais comentados do projeto em curso de relações exteriores do Brasil é seu desejo de se fazer presente em todos os principais fóruns mundiais. No plano econômico isto já uma realidade, com o Brasil e seus colegas BRICs sendo peças chave em qualquer debate relevante. Mas na área do "hard power" ainda temos um longo caminho adiante de nós. O comando da MTF na UNIFIL e a consequente inserção nossa de forma definitiva nas graves questões do Oriente Médio é, certamente, um importante passo inicial neste novo posicionamento do Brasil perante a comunidade internacional.

Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)

Outra característica que une fortemente Brasil e Líbano é a longa tradição de imigração de libaneses para o nosso país. Este foi um fenômeno que se iniciou ainda nos tempos do Segundo Império e só cresceu desde então. Há alguns anos atrás, em sua visita ao Líbano, o presidente Lula fez uma brincadeira com o presidente libanês dizendo, que devido aos imigrantes, ele presidia mais libaneses do que seu colega. Em sua maioria os libaneses-brasileiros estão concentrados na Grande São Paulo e Foz do Iguaçu na região da Tríplice Fronteira, junto à Argentina e ao Paraguai. Inclusive, após o 11 de setembro, o governo americano por muito tempo pressionou o governo brasileiro para localizar pretensas fontes de financiamento de extremistas islâmicos no Brasil.

Foi o anarquista russo Mikhail Bakunin quem primeiro alertou em 1870: "Cuidado com os pequenos estados!" Parecia que ele já tinha o Líbano em mente. Num território de menos de 10.500 quilômetros quadrados, menos de um quarto do estado do Rio de Janeiro, residem pouco mais de 2 milhões de habitantes. O grande problema aqui reside no fato de que esses libaneses se encontram divididos em diversos grupos, de acordo com suas etnias e segundo sua religião, fazendo do país uma verdadeira panela de pressão social. São justamente estes grupos, ao serem manipulados e/ou alavancados por grandes players externos, que tornam este país um nexo crítico de impacto muito maior na região do que apenas suas estaturas geográfica e demográfica podem sugerir de início. Comunidades de cristãos maronitas e diversas de muçulmanos: xiitas, sunitas e drusos brigam (literal e figurativamente) há décadas no Líbano. As fidelidades são voláteis e imprevisíveis. No início da guerra de 2006 os cristãos apoiaram Israel em seu ataque dirigido ao coração do grupo xiita Hezbolá, no momento em que a aviação israelense começou a acertar alvos próximos a Beirute o apoio se transformou imediatamente em oposição. O que está claro é que qualquer desestruturação no Líbano pode servir de faísca para incendiar qualquer um de seus vizinhos ou mesmo dar inicio a outra guerra entre árabes e judeus, esta com consequências inimagináveis. O que quer que venha a acontecer aqui no futuro, o Brasil quer ser parte de sua solução.

A pioneira participação brasileira na UNIFIL

Em meados de janeiro de 2012, ALIDE entrevistou pela segunda vez o Almirante Luiz Henrique Caroli, comandante brasileiro da MTF (Maritime Task Force – Força Tarefa Naval) da UNIFIL, desta vez a bordo da Fragata União ao largo da costa do Líbano. Quase um ano após sua primeira entrevista, retomamos o tema para saber como as expectativas existentes antes de seu embarque para o Oriente Médio corresponderam ao dia-a-dia da operação sob o comando da ONU.

Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)
Fragata União (F-45)Fragata União (F-45)
Fragata União no Porto de Beirute
Fragata União no Porto de BeiruteFragata União no Porto de Beirute
Fragata União no Porto de Beirute
Fragata União no Porto de BeiruteFragata União no Porto de Beirute
Gerador externo alugado
Gerador externo alugado Gerador externo alugado

Caroli começou a conversa contando sobre o processo por trás da formação da Maritime Task Force da UNIFIL. “Esta área do globo é única em termos de instabilidade, uma prova disso é o fato de que no Líbano, e nos países imediatamente à sua volta, operam nada menos que quatro missões de paz na ONU. Além da UNIFIL, que monitora a região de fronteira do sul do Líbano, a UNDOF opera na Síria, a UNFICYP em Chipre e a UNTSO dentro do território Israelense. Fora estas, existem ainda a UNRWA, uma agência da ONU que não é ligada à área de Manutenção da Paz, que cuida dos campos de refugiados palestinos no Líbano, Jordânia e Síria”.

Em todo o mundo, a UNIFIL é a única das Operações de Paz da ONU a contar com sua própria Força Tarefa Naval, entendendo-se por isso uma estrutura robusta, com muitos navios capazes de operar em “águas azuis”. Na MINUSTAH, por exemplo, existem algumas lanchas em uso pela ONU, mas nada que sequer se aproxime da escala e da realidade operacional da UNIFIL. Atualmente, a Fragata União é a Capitânea da “flotilha” da MTF, sendo acompanhada na sua missão por uma fragata turca, um navio patrulha grego, dois varredores e um navio de apoio logístico alemães, uma fragata indonésia e uma fragata e um navio patrulha de Bangladesh (a primeira de origem chinesa e o segundo sul-coreano).

Fragata União no Porto de Beirute
Fragata União no Porto de BeiruteFragata União no Porto de Beirute
Osman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de BangladeshOsman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de BangladeshOsman - Marinha de Bangladesh
Osman - Canhão de Proa
Osman - Canhão de ProaOsman - Canhão de Proa
Osman - Ilha
Osman - IlhaOsman - Ilha

Ele continuou: “A UNIFIL nasceu em 1978 visando a criar uma zona tampão controlada por tropas internacionais entre os dois países que permitisse a Israel ter a tranquilidade de que a retirada das suas tropas do Líbano para dentro de seu território não significasse abrir uma nova janela de oportunidade para que os seus inimigos retomassem a fustigação das cidades israelenses na fronteira. Em 2006, com a eclosão de um novo conflito entre o Hezbollah e o exército de Israel, o governo libanês fez um pedido de alteração nos termos do acordo que criou a UNIFIL, ampliando o número de militares na fronteira para quinze mil. Este é o número de militares autorizados para a missão, o número efetivo, porém, gira mais propriamente em torno dos treze mil”.

Uma das ações israelenses neste último conflito foi o bloqueio completo de Beirute, Trípoli e Sidon, os três maiores portos do Líbano. Para permitir que este bloqueio naval fosse levantado, a ONU lançou mão de navios da força naval permanente da OTAN. Inquestionavelmente, a única entidade que teria como mobilizar esta frota naval plenamente adestrada dentro dos prazos necessários para a implementação dos acordos de cessar-fogo. Outra vantagem desta solução é que as marinhas dos países da OTAN já dispunham de um completo sistema próprio de comunicação e de comando e controle em operação, o que facilitaria sobremaneira a coordenação das operações no mar. O comandante marítimo designado pela OTAN passava, desta maneira, a se subordinar temporariamente ao quartel-general da UNIFIL, localizado na cidade sul-libanesa de Naqoura. Caroli seguiu falando que: “Como a estrutura de força de paz da ONU não tinha ainda uma tradição de operar suas forças navais, a MTF, nesta fase inicial, operou exclusivamente com navios de países membros da OTAN, sob normas padrão da OTAN”. A posteriori, os navios da OTAN foram substituídos por meios da EUROMARFOR, a força marítima da União Europeia, estes, porém, operam seguindo os mesmo códigos e procedimentos da OTAN.

O ano que precedeu à chegada do Almirante Caroli se caracterizou pela intenção dos países europeus de reduzirem seu comprometimento com o Líbano e com a MTF. O Almirante italiano Sandali devolveu sua nau capitânea em agosto de 2010 e se relocou para o QG de Naqoura até completar os últimos três meses de seu comando. Ao deixar o Líbano, ele e seu Estado Maior carregaram toda a história operacional da missão até então, deixando a MTF sob o comando direto do próprio Force Commander (FC) da UNIFIL, o Major General espanhol Roberto Asarta Cuevas.

Osman - Antena Mecânica
Osman - Antena MecânicaOsman - Antena Mecânica
Osman - Seção Intermediária
Osman - Seção IntermediáriaOsman - Seção Intermediária
Osman - Canhão de Popa
Osman - Canhão de PopaOsman - Canhão de Popa
Osman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de BangladeshOsman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de BangladeshOsman - Marinha de Bangladesh

Este período em que a MTF ficou sem um Almirante coincidiu com a chegada dos navios das marinhas da Indonésia e de Bangladesh, duas marinhas que, obviamente, não se integravam ao sistema de comando e controle da OTAN que funcionara tão bem até então. O CA Caroli é enfático em expressar a difícil situação em que se encontrou quando assumiu a MTF: “Eu assumi a missão com uma mesa, quatro canetas e um computador pessoal com o disco rígido formatado”. O Estado-Maior do Almirante Sandali tinha 28 pessoas, quando ele passou o comando ficaram apenas seis pessoas, suficiente para manter a MTF “num estado vegetativo”. O Almirante Caroli somou a estes, os nove membros do seu próprio Estado Maior brasileiro, perfazendo um total de quinze militares, o que ainda é um número muito abaixo do recomendado para realizar uma missão deste porte.  A partir daí, este grupo se iniciou no duro processo de recompor os procedimentos em todos os níveis, desde o burocrático ao operacional. Evidentemente, muitos desses procedimentos derivam daqueles que já eram utilizados pela OTAN.

A MTF (como a própria ONU, por sinal) não dispõe de satélites próprios para comunicação. Muito da troca de informações feita entre Naqoura e os navios ainda passa pelos sistemas próprio da OTAN. Isto quer dizer que: para passar comandos aos navios da Alemanha, Turquia e Grécia a mensagem sai do QG da UNIFIL para a central de comunicações da OTAN na Europa, sendo repassada em seguida para os sistemas de comunicação particulares de cada uma destas marinhas. Obviamente, esse trânsito “indireto” de informação é mais lento do que seria o ideal, por isso a ONU estuda a possibilidade de uma eventual criação de um sistema próprio de comunicações e por consequência de C2 (Comando e Controle). Por enquanto, até mesmo o numeral da denominação da Task Force naval segue sendo a mesma utilizada anteriormente pela OTAN: “Task Force (Força Tarefa) 448”. Isso foi mantido de modo a não alterar, ou comprometer, a circulação das mensagens e informações pelos sistemas de comunicação e Comando e Controle da OTAN.

Tudo na MTF da UNIFIL, portanto, funciona como se ela se tratasse de um “projeto piloto”, um rascunho, para quaisquer outras eventuais futuras missões da ONU com componente naval. “Temos uma meta secundária de criar um guia de procedimentos para missões da ONU que contenham uma força naval desse porte. Hoje, por exemplo, se encontra em estudos a criação de uma missão nestes moldes lá na Somália”. Atualmente as diversas missões anti-pirataria realizadas por lá são verdadeiramente fragmentadas. Uma delas está sob a responsabilidade da US Navy, outra subordinada à OTAN e uma terceira controlada pela União Europeia, isso sem mencionar as diversas operações nacionais independentes de países como Índia e China. A ideia aí seria otimizar os esforços antipirataria de muitos países a fim de cortar os custos para todas as partes interessadas.

Regras de engajamento

A coordenação dessas operações com navios de muitos países é especialmente complexa e depende de uma complicada harmonização das regras de engajamento dos diversos países participantes por parte do comandante do MTF e do seu Staff.

Osman - Marinha de Bangladesh
Osman - Marinha de BangladeshOsman - Marinha de Bangladesh
Osman - Chaminé
Osman - ChaminéOsman - Chaminé
Osman - Canhão de Popa
Osman - Canhão de PopaOsman - Canhão de Popa
Osman - Canhão de Popa
Osman - Canhão de PopaOsman - Canhão de Popa
Madhumati - Marinha de Bngladesh
Madhumati - Marinha de BngladeshMadhumati - Marinha de Bngladesh
  
Madhumati - Marinha de Bngladesh
Madhumati - Marinha de BngladeshMadhumati - Marinha de Bngladesh
Madhumati - Marinha de Bngladesh
Madhumati - Marinha de BngladeshMadhumati - Marinha de Bngladesh
Madhumati - Ilha
Madhumati - IlhaMadhumati - Ilha
Madhumati durante adestramento do GVI da União
Madhumati durante adestramento do GVI da UniãoMadhumati durante adestramento do GVI da União
Madhumati durante adestramento do GVI da União
Madhumati durante adestramento do GVI da UniãoMadhumati durante adestramento do GVI da União

Aqui cabe uma explicação. As regras de engajamento são as delimitações do emprego da força. Há um manual, o chamado San Remo Rules of Engagement (ROE) Handbook, que atribui um código para cada “tipo” de operação (abordagem consentida, abordagem com oposição, desembarque utilizando helicópteros e uma infinidade de outras). O Conselho de Segurança avalia as situações que podem surgir ao longo do cumprimento da missão e delimita as ROE para cada missão (que podem ser alteradas mais tarde em função daquilo que se encontra no ambiente operacional). A autorização para a realização daquela determinada operação pode ficar ao cargo do Force Commander ou ser delegada ao comandante do navio. Acontece, porém, que cada navio deve obediência à sua autoridade nacional. Assim, o navio de um determinado país pode não estar autorizado a realizar uma operação cujo desígnio tenha sido atribuído pelo CS ao Force Commander. De tal feita, o Force Commander pode vir a ordenar que um navio cumpra uma ordem que não será cumprida simplesmente pelo fato de sua autoridade nacional não lhe permitir isso. Equilibrar essa situação durante uma operação real, como a UNIFIL, é uma tarefa complexa. “É preciso que o Force Commander tenha uma planilha, ou matriz, que indique o que cada navio da missão já está pré-autorizado a fazer, de modo a não dar uma ordem que não será cumprida”. Ele continua: “até agora não tivemos nenhum problema com uma marinha que seja especialmente ‘restritiva’. Até tivemos boas surpresas. As marinhas da Indonésia e da Turquia se mostraram extremamente bem preparadas e muito profissionais. A marinha alemã, então, nem se fala. Mas eles nós já conhecíamos”.

Não é exagero pensar que esse intercâmbio com marinhas “pouco usuais” sejas um dos maiores benefícios que a MB obtém da participação nessa missão. “Por exemplo, nós reformamos completamente os exercícios de abordagem para deixá-los o mais verossímeis possível. Eu já fiz um relatório e mandei para o Brasil relatando todas essas mudanças. Mas é evidente que eu sozinho não mudo nada. É preciso criar uma massa crítica de oficiais brasileiros que tenham tido essa vivência em uma operação real e que coletem estas múltiplas experiências, de modo a poder aperfeiçoar os nossos procedimentos na MB”.

Madhumati durante adestramento do GVI da União
Madhumati durante adestramento do GVI da UniãoMadhumati durante adestramento do GVI da União
Tender Werra - Marinha Alemã
Tender Werra - Marinha AlemãTender Werra - Marinha Alemã
Werra - Marinha Alemã
Werra - Marinha AlemãWerra - Marinha Alemã
Werra - Marinha Alemã
Werra - Marinha AlemãWerra - Marinha Alemã
Werra - Visão a partir da Popa
Werra - Visão a partir da PopaWerra - Visão a partir da Popa

Werra - Visão a partir da Proa
Werra - Visão a partir da ProaWerra - Visão a partir da Proa
Werra - Proa
Werra - ProaWerra - Proa
Werra - Chaminé com marcação da ONU
Werra - Chaminé com marcação da ONUWerra - Chaminé com marcação da ONU
Werra - Guincho do Convés Principal
Werra - Guincho do Convés PrincipalWerra - Guincho do Convés Principal
Werra - Ilha
Werra - IlhaWerra - Ilha

Varredor Passau - Marinha Alemã
Varredor Passau - Marinha AlemãVarredor Passau - Marinha Alemã
Varredor Ensdorf - Marinha Alemã
Varredor Ensdorf - Marinha AlemãVarredor Ensdorf - Marinha Alemã
Corveta (Aviso) Bafra - Marinha Turca
Corveta (Aviso) Bafra - Marinha TurcaCorveta (Aviso) Bafra - Marinha Turca
Canhoneira grega Starakis
Canhoneira grega StarakisCanhoneira grega Starakis
Sultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da IndonésiaSultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia

O outro lado da missão da MTF é treinar a Marinha Libanesa, este seria, aliás, o aspecto central da missão, segundo o Almirante. Ele nos conta que essa etapa está bem avançada. “Não acredito que a operação da MTF vá se estender indefinidamente por muitos anos mais. A Marinha do Líbano está, a cada dia, mais próxima de ter a plena capacidade de monitorar e controlar suas próprias águas” e acrescenta: “o Comandante da Marinha do Líbano já visitou o Brasil para estudar a compra de navios de patrulha, ele se interessou especialmente pela Classe Grajaú”. ALIDE ouviu do Almirante Marcélio Pereira, da Emgepron, em dezembro, que se chegou a cogitar um programa de treinamento de fuzileiros aos moldes do que a MB desenvolve na Namíbia, confira aqui: O Almirante Caroli, porém, comentou que ele não está ciente dessa negociação. “Até aonde vejo, o objetivo do Governo do Líbano é o de formar uma Marinha habilitada para as funções de Guarda Costeira”. Agora será dado mais um passo adiante nesta direção: “Até o presente momento nós estivemos diretamente treinando pessoal. Estamos em vias de fechar um acordo para passar a treinar apenas os instrutores libaneses que por sua vez terão a tarefa de treinar os próprios marinheiros da Marinha Libanesa. Devemos fechar esse acordo até julho desse ano”, contou o almirante brasileiro da MTF.

A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
 
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de Beirute O Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
A Linha de Conteineres
A Linha de ConteineresA Linha de Conteineres
A Linha de Conteineres
A Linha de ConteineresA Linha de Conteineres
  
Humvee do Exército Libanês
Humvee do Exército LibanêsHumvee do Exército Libanês
A porta do Humvee
A porta do HumveeA porta do Humvee
Humvee do Exército Libanês
Humvee do Exército LibanêsHumvee do Exército Libanês
Cabine para os militares de serviço no Porto
Cabine para os militares de serviço no PortoCabine para os militares de serviço no Porto
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
  
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute

Sob todos os aspectos, a missão aqui é um sucesso. A despeito de todas as dificuldades da fase inicial, hoje a MTF mantém uma excelente relação com as autoridades libanesas. O Almirante Caroli contou que a confiança mútua entre as partes aumentou bastante. “Hoje, a marinha local passou a nos dar feedback sobre o resultado das suas ações de busca nos navios. Eles nos reportam até mesmo dados sobre a chegada de armas destinadas às Forças Armadas do Líbano, e não somente sobre as contrabandeadas”, completou Caroli.

A atuação da Força Tarefa tem impactos de dimensões tanto políticas quanto econômicas. Pelo lado político, a MTF contribui enormemente para a dissuasão de qualquer um que tente levar armas ilegalmente para o Líbano. Pelo lado econômico, a presença da Força tornou a região mais estável e segura, o que estimulou o fluxo de navios mercantes por meio da redução dos custos com seguro, que em alguns casos se tornavam proibitivos ao comércio.

Um papel protagonista para o Brasil

Sultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da IndonésiaSultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da IndonésiaSultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
Sultan Iskandar Muda - Marinha da IndonésiaSultan Iskandar Muda - Marinha da Indonésia
A Força Tarefa Naval
A Força Tarefa NavalA Força Tarefa Naval
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute
 
Monte Líbano
Monte LíbanoMonte Líbano
Mesquita Azul
Mesquita AzulMesquita Azul
Mesquita Azul
Mesquita AzulMesquita Azul
Mesquita Azul
Mesquita AzulMesquita Azul
A Cidade de Beirute
A Cidade de BeiruteA Cidade de Beirute

Hoje, a UNIFIL é efetivamente a maior missão da ONU em termos de orçamento e a segunda maior em pessoal, tendo sido apenas recentemente superada pela missão em Darfur, cujo efetivo foi aumentado há pouco (as duas têm em torno de treze mil homens, com uma variação na casa das centenas). Nesse contexto, a chegada do navio brasileiro teve grande peso. Como o Almirante define: “O que verdadeiramente garante prestígio para um país participante em uma operação de paz da ONU é sempre quantidade de tropas, de meios”, e acrescenta: “quando eu tinha o Comando, mas não o navio, eu era tratado com muito respeito, muita cortesia, mas era sensível que faltava alguma coisa. Depois que a fragata União chegou, houve uma mudança radical neste quadro, foi algo muito perceptível. As pessoas passaram a levar o papel do Brasil aqui muito mais a sério. Elas viram que nós efetivamente estávamos assumindo um compromisso com a resolução dos problemas do Líbano. A diferença de tratamento é nítida. O Embaixador do Brasil por aqui, já comentou que ele (e eu também) passou a ser convidado para participar de vários eventos locais para os quais antes ele não era chamado”.


O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute

O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
 
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
O Porto de Beirute
O Porto de BeiruteO Porto de Beirute
Cargueiro se aproximando do Porto
Cargueiro se aproximando do PortoCargueiro se aproximando do Porto
Cargueiro se aproximando do Porto
Cargueiro se aproximando do PortoCargueiro se aproximando do Porto
 
Cargueiro se aproximando do Porto
Cargueiro se aproximando do PortoCargueiro se aproximando do Porto
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa

Um dos fatores que mais atrasou a autorização do envio da União ao Líbano, para além das tramitações no Congresso, era a questão financeira. Neste caso, foi aprovada uma verba especial para atender a essa missão. “Não tenho certeza, mas acredito que essa verba foi passada diretamente para a Marinha, sequer passando pelo MD”. Abriu-se agora a perspectiva de vender navios de patrulha para o Líbano, conforme dissemos antes. Para além disso, o país vê descortinar-se diante de seus olhos um oceano de novas perspectivas e de oportunidades, não somente na esfera puramente econômica, mas também na política. São novas zonas de influência que se abrem para um país que cresce em um momento em que os antigos centros de poder decrescem em sua influência. Sem sombra de dúvida, este é um dinheiro muitíssimo bem gasto.

Uma operação de âmbito regional

Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa

Oficial de Ligação das FFAA libanesas (Camuflado)
Oficial de Ligação das FFAA libanesas (Camuflado)Oficial de Ligação das FFAA libanesas (Camuflado)
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
 
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha Libanesa
Lancha da Marinha LibanesaLancha da Marinha Libanesa
As zonas de patrulha
As zonas de patrulhaAs zonas de patrulha
As zonas de patrulha
As zonas de patrulhaAs zonas de patrulha
As zonas de patrulha
As zonas de patrulhaAs zonas de patrulha

Nem todos os navios da Maritime Task Force da UNIFIL ficam baseados em Beirute. Os turcos, por exemplo, preferiram manter seus navios operando desde o porto de Mersin no sudeste da Turquia. Escolha essa que simplificou muito as suas questões logísticas e que reduz os custos operacionais. Gregos e alemães, por sua vez, optaram pelo porto cipriota de Limassol, uma região considerada por eles mais segura do que Beirute, deixando-os longe de suas várias facções étnicas, religiosas e políticas constantemente em atrito. Os gregos e turcos tem contribuído primariamente com navios menores como corvetas, varre-minas e lanchas lança-mísseis. Como existe uma relativa proximidade das suas bases permanentes até a zona de patrulha, seus navios acabam sendo rotacionados para a MTF quase que mensalmente. Pela razão exatamente inversa, os países mais distantes optam por realizar deployments de maior duração. O Brasil, por seu lado, optou por trocar as suas fragatas a cada seis meses, mas, diferentemente, Bangladesh se comprometeu com a ousadia de manter seus dois navios na UNIFIL por um período contínuo de dois anos, se limitando a trocar as tripulações regularmente, em prazos menores.

Navios que participam ou já participaram da MTF da Unifil

(Entre 16 de fevereiro de 2011 e 11 de janeiro de 2012.)

Nesta lista percebe-se bem a grande variedade de navios menores que Turquia e Grécia utilizaram na missão da ONU. Percebe-se que quanto menor o navio, menos tempo ele passa alocado à UNIFIL.

Guia de saída do Porto
Guia de saída do PortoGuia de saída do Porto
GVI de bordo
GVI de bordoGVI de bordo
Controle visual na saída do Porto
Controle visual na saída do PortoControle visual na saída do Porto
Militar paramentado no padrão da ONU
Militar paramentado no padrão da ONUMilitar paramentado no padrão da ONU
Fuzileiros após desmontar a .50
Fuzileiros após desmontar a .50Fuzileiros após desmontar a .50

Teste da .50 do Lynx
Teste da .50 do LynxTeste da .50 do Lynx
Teste da .50 do Lynx
Teste da .50 do LynxTeste da .50 do Lynx
Teste da .50 do Lynx
Teste da .50 do LynxTeste da .50 do Lynx
Teste da .50 do Lynx
Teste da .50 do LynxTeste da .50 do Lynx
Teste da .50 do Lynx
Teste da .50 do LynxTeste da .50 do Lynx

Navio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulhaNavio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulhaNavio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulhaNavio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulha
Navio interrogado durante uma patrulhaNavio interrogado durante uma patrulha
CT classe Arleigh Burke passando pela região
CT classe Arleigh Burke passando pela regiãoCT classe Arleigh Burke passando pela região

Brasil

Fragata

F-45 BNS União

Helicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em BeiruteHelicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em BeiruteHelicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em BeiruteHelicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em BeiruteHelicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em Beirute
Helicóptero da ONU em BeiruteHelicóptero da ONU em Beirute
 
Almirante Caroli
Almirante CaroliAlmirante Caroli
Tripulação da União
Tripulação da UniãoTripulação da União
Tripulação após incorporação à ONU
Tripulação após incorporação à ONUTripulação após incorporação à ONU
MECs dando apoio de fogo a uma inspeção
MECs dando apoio de fogo a uma inspeçãoMECs dando apoio de fogo a uma inspeção
MECs dando apoio de fogo a uma inspeção
MECs dando apoio de fogo a uma inspeçãoMECs dando apoio de fogo a uma inspeção

MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco

Alemanha

Fast Attack Craft (Lancha missileira) Classe Gepard

P-6125 FGS Zobel

P-6130 FGS Hyaene

Varre-Minas

M-1094 FGS Ensdorf

Caça-Minas

M-1096 FGS Passau

Navio Tender

A-516 FGS Donau

A-512 FGS Mosel

A-514 FGS Werra

MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de casco
MECs se preparando para inspeção de cascoMECs se preparando para inspeção de casco
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
 
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
 
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da União
MECs inspecionado o casco da UniãoMECs inspecionado o casco da União
Visita de Michel Suleiman e Michel Temer
Visita de Michel Suleiman e Michel TemerVisita de Michel Suleiman e Michel Temer

Bangladesh

Fragata

F-18 BNS Osman

Ocean Patrol Vessel (Navio Patrulha Oceânico)

P-911 BNS Madhumati

Indonésia

Fragata Damen SIGMA 9113

367 KRI Sultan Iskandar Muda

368 KRI Frans Kaisepo

Turquia

Fragata MEKO 200TN/Yavuz

F-243 TCG Yildirim

Corveta B-Class (Ex-classe d`Estienne Orves da Marinha Francesa)

F-501 TCG Bodrum

F-504 TCG Bartin

F-502 TCG Bandirma

F-505 TCG Bafra

F-507 TCG Beycoz

Fast Attack Craft (Lancha missileira Classe Jaguar Ex-Marinha Alemã)

P-330 TCG Firtina

P-336 TCG Karayel

Visita de Michel Temer
Visita de Michel TemerVisita de Michel Temer
Visita de Michel Temer
Visita de Michel TemerVisita de Michel Temer
Visita de Michel Temer
Visita de Michel TemerVisita de Michel Temer
Segurança do Presidente Michel Suleiman
Segurança do Presidente Michel SuleimanSegurança do Presidente Michel Suleiman
Segurança do Presidente Michel Suleiman
Segurança do Presidente Michel SuleimanSegurança do Presidente Michel Suleiman

Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
 
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura

Fast Attack Craft (Lancha missileira)

P-23 HS Troupakis (Combattante III)

P-21 HS Blessas (Combattante III)

P-20 HS Laskos (Combattante III)

P-29 HS Starakis (Combattante IIIb)

P-27 HS Xenos (Combattante IIIb)

P-67 HS Roussen (Classe Roussen/Super Vita)

P-69 HS Kristallidis (Classe Roussen/Super Vita)

Gunboat (Navio Patrulha/Canhoneira)

P-57 HS Kasos (HSY-55)

P-61 HS Polemistis (HSY-55)

P-268 HS Aittitos (HSY-56A)

P-19 HS Navmachos (Osprey 55)

Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura

Conclusão

Na manhã de sexta feira 20 de janeiro, ao deixar a Fragata União a bordo do “Lince 11” em direção do Quartel General das Forças da UNIFIL, o Almirante Caroli certamente ponderava sobre a experiência profissional e de vida que havia sido sua passagem pela MTF. Em fevereiro ele entregará o comando desta missão para seu substituto, o Contra Almirante Zamith, outro brasileiro. Certamente Zamith vai encontrar a “casa” muito mais organizada do que Caroli encontrou, com a missão da Marinha do Brasil cada vez mais clara na cabeça de todos, incluindo da ONU, da OTAN e da classe política brasileira.

No plano pessoal Caroli mostra no rosto os sinais da passagem deste ano no Líbamo. Claras marcas das tantas “semanas sem fim de semana”, uma característica desta missão, especialmente durante o período em que comandava desde Naqoura, junto apenas dos poucos oficiais e praças do seu Estado Maior. A chegada da fragata União com seus mais de 250 tripulantes em novembro do ano passado serviu para amenizar a sensação de isolamento característica vivida no sul do Líbano. Ao longo dos meses, Caroli acabou aproveitando suas viagens a serviço a Nova Iorque e a Londres para poder finalmente reencontrar-se com sua mulher e filhas. Em fevereiro, ele volta para o Brasil com a certeza de missão cumprida e de que na sua bagagem ele carrega uma experiência operacional que poucos tiveram antes dele na Marinha. E esta classe de experiência dominada por Caroli e seus substitutos é que será inestimável para que as nossas forças armadas possam cumprir as novas missões que o futuro reserva para elas. O próprio Almirante falou que: “Não existe hoje nenhuma garantia de que outro almirante brasileiro venha a substituir o CA Zamith no comando da MTF. Mas, se isto for preciso, a Marinha do Brasil estará preparados para assumir essa tarefa.

A alta visibilidade geopolítica desta missão, assim como a sua localização central no conturbado Oriente Médio, fazem dela uma missão cobiçada pelas forças armadas de diversos países com contingentes aqui. Na muito mais “periférica” MINUSTAH do Haiti a liderança brasileira na parte militar é um sucesso inquestionável, sendo passível de ser entregue a outra nação apenas se não houver interesse em seguirmos no comando por lá.

Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura

Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
Base da ONU em Naqoura
Base da ONU em NaqouraBase da ONU em Naqoura
 

Last Updated on Thursday, 15 March 2012 12:24
 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.