FIDAE 2012: Um show de estréias PDF Print E-mail
Written by Wellington Góes   
Tuesday, 08 May 2012 00:00

 

 

Com a colaboração de Felipe Salles e Diogo Band

 

Sediada em Santiago, Chile, entre os dias 37 de março e 1 de abril de 2012, a 17a Feira Internacional Del Aire y del Espacio  (FIDAE) mostrou mais uma vez o motivo pela qual ela é a feira de aviação militar e tecnologia aeroespacial mais importante da América Latina. É uma das mais importantes do mundo, reunindo aproximadamente 40 (quarenta) países e cerca de 480 (quatrocentas e oitenta) empresas. Agregou estandes que abordaram diversos setores da aviação civil e militar, sendo palco de exibições de produtos e grandes negócios.

Os Principais Destaques

Dentre as presenças marcantes na FIDAE 2012, o Airbus A400M Grizzly 2, o Alenia C-27J Spartan e o KAI T-50 Golden Eagle se destacaram dos demais, os três fizeram suas estreias em terras latino americanas – “A América Latina é de grande importância estratégica para a Airbus Military e a FIDAE é uma plataforma essencial” – disse Antonio Rodriguez Barberán, Vice Presidente Comercial Sênior da Airbus Military.

FIDAE-2012 - Panorama
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FIDAE-2012 - Panorama
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FIDAE-2012 - Panorama
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Boeing 787
Boeing 787Boeing 787
Boeing 787
Boeing 787Boeing 787

Boeing 737 da Fuerza Aerea de Chile
Boeing 737 da Fuerza Aerea de ChileBoeing 737 da Fuerza Aerea de Chile
Boeing 737 da Fuerza Aerea Mexicana
Boeing 737 da Fuerza Aerea MexicanaBoeing 737 da Fuerza Aerea Mexicana
Airbus A380
Airbus A380Airbus A380
Airbus A380
Airbus A380Airbus A380
Airbus A380
Airbus A380Airbus A380

Entre as principais características do novo cargueiro militar turboélice A400M, evidenciam-se os MFDs de múltiplas funções no cockpit que mostram, em tempo real, as informações de todos os sistemas da aeronave e o sistema fly-by-wire, um sistema que aumenta a velocidade de reação e de manobra da aeronave, sem permitir que se ultrapasse os seus limites físicos e estruturais. Soma-se a estas características o fato de que o A400M, graças à sua grande capacidade de carga (37 toneladas), pode transportar quase todo tipo de carga militar, desde tropas até blindados de combate 8x8 e ainda dispor de espaço para outros suprimentos. Ele transporta a mesma carga que um C-130J, por exemplo, por distâncias muito maiores. Especula-se que no futuro outras variantes possam ser desenvolvidas, como aeronaves para missões especiais de inteligência além do já planejado reabastecedor em vôo.

Airbus A380
Airbus A380Airbus A380
Airbus A380
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FAirbus A380
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Airbus A380
Airbus A380Airbus A380
Airbus A380
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FIDAE-2012-016
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Outra aeronave de carga militar que debutou na Feira deste ano foi C-27J, o Spartan da Alenia, que mais uma vez impressionou o público com sua grande capacidade de manobra, fazendo apresentações de tirar o fôlego dos espectadores sul-americanos, algo raro em uma aeronave deste tipo. A italiana Alenia pretende, com a vinda do modelo, quebrar a hegemonia da sua maior rival no ocidente, a CASA  (Airbus Military). A companhia já possuiu no subcontinente 03 (três) operadores da versão anterior do atual modelo, o Ejército de Argentina, que voava 03 (três) unidades do G-222, a Aviación Militar Bolivariana (antiga Fuerza Aérea de Venezuela) que voou 02 (duas) aeronaves e o Ejército de Venezuela que operava 06 (seis) aparelhos.

Apesar de alguns países da região já terem optado pelo Airbus Casa 295 e outros terem escolhido aeronaves de outra procedência (chinesa e russa), os representantes italianos ainda acreditam haver espaço para venda de algumas unidades, principalmente para aqueles países que pretendem substituir as aeronaves mais antigas, em especial os antigos aparelhos de origem russa que ainda voam no continente. O Peru está neste momento fazendo um processo de seleção. Não é impossível que na próxima edição do evento tenhamos a definição disto. Resta saber o quão impactante foi a decisão da USAF (Força Aérea dos EUA) de cancelar o seu programa de aquisição do C-27J.

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No segmento comercial, o gigante da aviação comercial, o Airbus A380-800 reapareceu no principal evento da aviação do hemisfério sul e, como há quatro anos atrás, não fez feio. Ele voltou a impressionar a todos com o seu descomunal tamanho. Aliás, como é de costume, se destacou de todos ali presentes. Não à toa, toda vez que a aeronave se dirigia para a pista de decolagem uma multidão o acompanhava atentamente por todo o trajeto. Mas como aconteceu em 2008, quando a aeronave alçava vôo, provocada pelos motores externos de cada asa que por serem muito grandes ficavam de fora da pista, uma cortina de poeira atrapalhava um pouco o brilho do espetáculo. Os organizadores da Feira ainda tentavam diminuir essa situação, molhando as laterais da pista. Infelizmente não foi o suficiente. Mesmo assim, ninguém deixou de ver a evolução da aeronave. O ponto fraco foi terem trazido a mesmíssima aeronave, ou seja, uma aeronave de teste que contava com o interior inacabado.

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Embora a Boeing não tenha realizado vôos de exibição para o público presente, apenas para as companhias aéreas, o Boeing 787 DreamLiner marcou presença na exibição estática. Seu interior de passageiros pôde ser visitado e fotografado. Este define, realmente, um novo padrão em acabamento e conforto, muito acima dos seus atuais concorrentes no mercado; desde novos materiais até uma nova iluminação - uma pensada para dar um melhor descanso para os olhos principalmente em viagens longas - tudo contribua para se alcançar um novo patamar de comodidade. Entretanto outras partes do avião permaneceram restritas aos convidados pela companhia.

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Várias outras aeronaves se fizeram presentes. Os argentinos da Fábrica Argentina de Aviones – FAdeA, por exemplo, levaram dois aviões IA-63 Pampa II, uma versão substancialmente melhorada em comparação ao primeiro modelo daquela aeronave. Ficava em exibição estática uma aeronave camuflada da própria Fuerza Aérea Argentina – FAA, enquanto a outra, com o tradicional esquema de pintura branco, preto e uma faixa vermelha, fazia as evoluções aéreas. Logo após o termino da Feira, a FAdeA e Grob Aircraft AG assinaram um acordo de comercialização pelo qual a empresa alemã apoiará a comercialização da aeronave com a nova motorização. O objetivo é oferecer ao mercado a formação de pilotos de alta qualidade. A FAdeA já possui um acordo com o governo argentino para a modernização das atuais 16 (dezesseis) unidades da FAA, bem como para a produção de mais 40 (quarenta) aparelhos. Com a assinatura desse acordo com a Grob, fala-se na produção e comercialização de mais 100 (cem) unidades.

Aviação Comercial, Particular e Parapública

Outra aeronave que também se fez ver na feira foi o Pilatus PC-12 NG, o turbo hélice monomotor mais popular do mercado. O suíço PC-12 estava presente em duas versões, executivo e ambulância; modificado para transporte aéreo de equipe médica e de vítimas. Uma aeronave muito semelhante ao avião suíço também esteve por lá, um Socata TBM 850, discreto, mas presente.

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Mirage 2000 da FAB
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Mirage 2000 da FAB - Cauda
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Mirage 2000 da FAB
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E-99 da FAB
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E-99 da FAB - Cabine
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Brasão do 2º/6º GAv
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E-99 da FAB - Cauda
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Mirage 2000 da FAB
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Apresentação da Esquadrilha da Fumaça
Apresentação da Esquadrilha da FumaçaApresentação da Esquadrilha da Fumaça

A Bombardier apresentou seus jatos executivos Challenger 300 e LearJet 45XR e o turboélice comercial Q 400, este último levando os jornalistas “para dar uma volta” nos arredores de Santiago. Não podemos nos esquecer do venerável DHC-6 Twin Otter. A Cirrus levou o seu SR 22, com um equipamento especial, no dorso da aeronave, para a realização de operações policiais.

A Cessna apresentou três aeronaves, dentre elas um Citation CJ4, um Citation Mustang e um Citation Excel. Já a Hawker Beechcraft apresentou pelo menos cinco aeronaves. Entretanto, a que mais chamou atenção foi um King Air 350 ER Special Mission equipado com um radome dorsal na fuselagem.

Uma gama de aeronaves parapúblicas se apresentaram, seja de forma estática, seja com evoluções aéreas. Foi o caso de 02 dois helicópteros Robinson R44, um Bell Jet Ranger, um Eurocopter BO–105 de resgate aeromédico e um Esquilo AS 350 B3e da Polícia de Investigaciones de Chile. Toda equipada, esta aeronave realizou diversas apresentações aéreas durante o evento.

As novidades das Asas Rotativas

Da Bell Helicopter podemos destacar a apresentação do helicóptero Bell 429 para o mercado civil, como também o Bell 407–AH, uma aeronave artilhada com uma metralhadora mini-gun fixa e um lança foguete de 70 mm, recheada com vários equipamentos de guerra eletrônica, FLIR, RWR, Chaff/Flare, etc. É uma solução barata e bem equipada para forças armadas que queiram substituir os antigos modelos Jet Ranger, ou equivalentes, por um moderno helicóptero sem ter que desembolsar uma grande quantia. Outros helicópteros da marca estavam presentes sob a bandeira de operadores civis chilenos.

Apresentação da Esquadrilha da Fumaça
Apresentação da Esquadrilha da FumaçaApresentação da Esquadrilha da Fumaça
EC-725 da FAB
EC-725 da FABEC-725 da FAB
Eduardo Marson, Presidente da Helibras
Eduardo Marson, Presidente da Helibras Eduardo Marson, Presidente da Helibras
Eduardo Marson, Presidente da Helibras
Eduardo Marson, Presidente da Helibras Eduardo Marson, Presidente da Helibras
Eduardo Marson posa em frente a um EC-725
Eduardo Marson posa em frente a um EC-725Eduardo Marson posa em frente a um EC-725

EC-725 da FAB - Cabine
EC-725 da FAB - CabineEC-725 da FAB - Cabine
Militares da FAB posam em frente ao EC-725
Militares da FAB posam em frente ao EC-725Militares da FAB posam em frente ao EC-725
Comandante da FAB - Brigadeiro Juniti Saito
Comandante da FAB - Brigadeiro Juniti SaitoComandante da FAB - Brigadeiro Juniti Saito
Militares da FAB em visita à FIDAE
Militares da FAB em visita à FIDAEMilitares da FAB em visita à FIDAE
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Já a Eurocopter/Helibras montou, próximo aos seus produtos, um conjunto de tendas para recepcionar as delegações presentes. Quase toda a sua linha de aeronaves civis esteve presente em exposição estática, um modelo AS 365 Dauphin, dois EC-135, um EC-130 B4, um EC-120B Colibri. Apenas uma aeronave AS 350 B3 realizou exibições aéreas. O helicóptero que se destacou no estande foi o EC-725, aeronave da FAB, que se deslocou em vôo de Belém para Santiago, com algumas escalas técnicas e para descanso da tripulação. Este modelo debutou no evento e, por ser novidade, chamou atenção de vários operadores das versões anteriores.

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F-16 da FACH
F-16 da FACHF-16 da FACH
Pampa II argentino
Pampa II argentinoPampa II argentino
Pampa II argentino
Pampa II argentinoPampa II argentino
Pampa II argentino
Pampa II argentinoPampa II argentino
 
Pampa II - Gerador elétrico de emergência
Pampa II - Gerador elétrico de emergênciaPampa II - Gerador elétrico de emergência
Pampa II - Detlahe da fuselagem
Pampa II - Detlahe da fuselagemPampa II - Detlahe da fuselagem
Pampa II - Vista traseira
Pampa II - Vista traseiraPampa II - Vista traseira
Pampa II argentino - Cauda
Pampa II argentino - CaudaPampa II argentino - Cauda
FIDAE-2012-095
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Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50
Treinador avançado coreano T-50Treinador avançado coreano T-50

O traslado da aeronave foi custeada pela empresa construtora do aparelho, porém tripulada por militares da FAB. Já a apresentação diante das delegações estrangeiras era realizada por dois pilotos de teste da Eurocopter. A diferença deste evento foi a presença do nome Helibras e do seu CEO, Eduardo Marson Ferreira, que, durante uma conversa de poucos minutos, questionado sobre a presença da empresa franco-brasileira e dos projetos desta, comentou: “Hoje a Helibras está passando por um processo de reestruturação para atender não só o mercado brasileiro de helicópteros civis e militares, mas de todos os países da América do Sul que querem e possam ser atendidos por nós, com exceção o mercado chileno que já é atendido pela Eurocopter Chile”. Questionado ainda do porquê a atual estrutura da Helibras não poder realizar manutenção, revisões e modernizações de outros modelos da empresa européia que são utilizados pelos países da região como os modelos militares do Super Puma argentino e do Écureuil (Esquilo) equatoriano, que serão revitalizados e modernizados na França, ele respondeu: “Hoje não temos espaço físico e nem pessoal qualificado para realizar tais procedimentos. Para se ter uma idéia, se recebêssemos pedidos de pelo menos um único Esquilo hoje, demoraríamos de um ano e meio a dois para poder entregá-lo. Estamos com uma carteira de pedidos cheia, justamente pela demanda aquecida do mercado interno brasileiro, pela indisponibilidade dos recursos que falei. Entretanto, na medida em que avançamos com o projeto H-XBR, com a construção da nova fábrica em Itajubá e a contratação e treinamento de mais mão de obra especializada, poderemos nos qualificar para fornecer tais serviços. Mas isso virá com o tempo”.

T-50 durante demonstração de voo
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T-50 durante demonstração de voo
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T-50 durante demonstração de voo
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KC-10
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A AgustaWestland não podia ficar de fora da festa. Como de costume apresentou seus modelos civis e parapúblico. São eles os AW-109 Grand e Power, modelo civil e dos Carabineiros de Chile, respectivamente. Um AW-119Ke civil e um helicóptero do leste europeu, hoje sob a bandeira da marca italiana, pouco visto pelo subcontinente, o PZL W-3A Sokól, um helicóptero na classe de 06 (seis) toneladas e capacidade para 12 (doze) passageiros e 02 (dois) tripulantes, operado pela Corporación Nacional Florestal de Chile – CONAF. Fontes de ALIDE indicaram que a compania européia chegou neste ano a entrar em contato com a Embraer visando a montagem de uma linha de seus helicópteros no país em Joint Venture, mas que, aparentemente, a Embraer não se mostrou interessada em levar adiante as conversas.

A Águia Americana

A grande decepção na feira ficou por conta dos norte-americanos. Primeiro porque, apesar da muita especulação, o caça de 5a geração Lockheed F-22A Raptor da USAF acabou não se fazendo presente no evento, o que deixou a mídia e o público frustrados. Segundo porque, diferente de edições anteriores, o número de aeronaves presentes foi reduzido e as que lá estavam não fizeram qualquer apresentação aérea, deixando os espectadores com uma sensação de que faltou algo. Estavam presente dois caças Lockheed Martin F-16, um McDonnell Douglas KC-10 Extender e um Lockheed Martin C-130H. Mesmo assim, não podemos de deixar comentar, a especial atenção dos integrantes da United States Air Force – USAF a todos que passavam e perguntavam sobre as respectivas aeronaves, pessoal educadíssimo.

KC-10
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C-130H da FACH
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C-130H da FACH - Entrada
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C-130H da FACH - Cabine
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C-130H da FACH - Cabine
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C-130H da FACH - Compartimento de carga
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C-130H da FACH - Compartimento de carga
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CASA C-295 do Ejército de Chile
CASA C-295 do Ejército de ChileCASA C-295 do Ejército de Chile
CASA C-295 do Ejército de Chile
CASA C-295 do Ejército de ChileCASA C-295 do Ejército de Chile
CASA C-295 do Ejército de Chile - Compartimento de carga
CASA C-295 do Ejército de Chile - Compartimento de cargaCASA C-295 do Ejército de Chile - Compartimento de carga

KC-135 chileno
KC-135 chilenoKC-135 chileno
KC-135 chileno
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KC-135 - Interior
KC-135 - InteriorKC-135 - Interior
C-130H
C-130HC-130H
C-130H
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C-130H
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C-130H - Compartimento de carga
C-130H - Compartimento de cargaC-130H - Compartimento de carga
C-130H - Compartimento de carga
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C-130H - Cabine
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C-27J da Alenia
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Lockheed Martin

Além de divulgar de todas as maneiras possíveis o seu novo caça Stealth F-35, o foco da atuação da gigante americana nesta FIDAE era claramente no cargueiro tático Hércules C-130J. Numa palestra para a imprensa, o gerente para a linha C-130, Jim Grant, argumentou que o Hércules é atualmente, o verdadeiro padrão na área de transporte tático no nosso continente, e que seu modelo mais recente o "Juliet", mantém as características-chave que o tornaram um sucesso: a sua capacidade operacional, a sua flexibilidade e o fato de que ele tem um custo razoável ("affordable", no inglês). O modelo C-130J saltou de um ritmo de produção de 12 unidades por mês, em 2006, ao pico de 36 unidades por ano em 2011. Para este ano, a previsão é de se fabricar trinta novas unidades. O total de pedidos para o C-130J até agora é de 320 aviões para quinze países, com 252 deles já entregues e outros 68 ainda na linha de produção. Para poder aumentar o apelo deste modelo para o futuro e aumentar a duração de sua linha de produção, a Lockheed apresentou no Chile dois novos subprodutos do Juliet: o C-130XJ e o SC-130 Sea Herc.

C-27J da Alenia
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C-27J da Alenia - Compartimento de carga
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Demonstração de voo do Airbus Military A400M
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Demonstração de voo do Airbus Military A400M
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Demonstração de voo do Airbus Military A400M
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Demonstração de voo do Airbus Military A400M
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FIDAE-2012-142
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O primeiro é um C-130J despojado de algumas das características inovadoras, mas caras, que compõem este modelo. O novo "XJ" vem sem ser equipado, por exemplo, com os três sistemas de comunicação avançados, sem os sistemas defensivos e a blindagem, e, principalmente, sem o Enhanced Cargo Handling System (ECHS) do "J", o piso de carga plenamente automatizado que reduz marcadamente o tempo de carregamento da aeronave no solo. A remoção do ECHS reduz o peso vazio do avião dando a ele um alcance e uma carga maiores do que a do J padrão. "O novo modelo é, no entanto, facilmente capaz de readquirir todas estas funções naturais do J no momento em que o cliente achar que chegou a hora para introduzi-las na sua frota. O avião é realmente "plug and play", dizem os representantes da empresa. O primeiro XJ poderia ser entregue rapidamente, apenas 32 meses após o pedido ser aceito.

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Como o nome sugere, o SC-130 Sea Herc é uma tentativa de ocupar parte do mercado que a Lockheed perdeu com a substituição operacional do P-3C Orion pelo P-8 Poseidon da Boeing. Ele basicamente coloca os sensores mais modernos e provados disponíveis para família P-3 dentro da célula, igualmente provada, do Hércules Juliet. Um argumento comercial que ainda precisa ser validado pelos potenciais usuários do modelo seria a capacidade do SC-130 poder ser reconfigurado no campo para passar a realizar missões de transporte tático característicos do Hércules, bastando a rápida remoção dos pallets modulares internos de missão (sala de reunião, área de descanso, sistemas de missão e banheiro/cozinha). Até o radar e o seu radome ventral poderiam ser removidos em missões mais longas, caso o cliente assim desejasse. Na realidade os sistemas mais básicos do SC-130 já estão em operação nos C-130J da Guarda Costeira Americana, o conjunto de capacidades de ataque anti-superfície (ASuW) já existem no modelo Harvest Hawk (variante do KC-130J do US Marines Corps) e os sistemas de guerra anti-submarino já existem na linha P-3, o que, em teoria ao menos, faria deste modelo uma aposta de baixo risco para seus clientes potenciais. Interessante é notar que neste variante os casulos das rodas, item característico em todos os modelos dos Hércules, foram alongados para frente, criando dois grandes compartimentos novos para até seis torpedos.

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Perguntado sobre o impacto da chegada do KC-390 no mercado do C-130J, Grant comentou que ele respeita muito a Embraer e sua capacidade de desenhar modelos competitivos. Disse também que o novo avião parece ser muito bom, mas que é ainda muito cedo para ele poder provar ao mercado que é capaz de atender a todo o leque de missões que o Hércules é capaz de realizar. No entanto, ele salientou que "o KC-390 tem uma vantagem onde quer que velocidade seja um quesito chave. Se a missão for voar alto e rápido os jatos são mais adequados. Nós acreditamos, porém, que os clientes tem seu foco em operações táticas de baixa altitude, por isso o C-130 é do jeito que ele é. Nossas pesquisas dizem que o C-130 é capaz de realizar 95% do que os clientes desta região precisam".

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Chalés à beira da pista
Chalés à beira da pistaChalés à beira da pista
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Lateral do Chalé da Embraer
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Estande da Eurocopter
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Estande da Eurocopter
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Outdoor do Pavilhão Brasileiro
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Entrada do Pavilhão Brasileiro
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Estande da Embraer
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Uma questão sobre se os fornecedores que colaboram para viabilizar o SC-130 não poderiam acabar ajudando a criar a mesma capacidade em plataformas de competidores, o especialista da Lockheed: "Tenho certeza que os fornecedores vão sim tentar migrar para outras plataformas, é a natureza da nossa indústria". Até hoje setenta países já compraram os aviões da família C-130 ao redor do mundo, "porque ele é um avião que gosta de se sujar", brincou Grant emendando que: "com este anúncio a Lockheed adiciona duas novas versões à família C-130, com risco zero".

Questionado se havia planos para realizar uma modernização que levasse os veteranos modelos H para o patamar do novo C-130J, nos foi respondido que existem diversos upgrades para os C-130H, mas que nenhum deles chega a mexer na propulsão, uma vez que a troca dos valentes Allison T-56 que a certificação deste upgrade exigiria provavelmente sairia cara demais para valer a pena. "Sabemos que existe um apetite para aeronaves com a capacidade dos C-130 na América do Sul, o que não sabemos ainda é se serão aeronaves novas ou usadas". ALIDE perguntou sobre um anúncio anterior de um Hércules com uma fuselagem mais larga, o chamado C-130XL ("extra large"), o executivo contou que este projeto não foi adiante. "As cargas de maiores dimensões são responsáveis por apenas 2 a 3% das missões realizadas, sendo compostas, normalmente por carros de combate ou helicópteros. Na USAF estas missões são sempre da alçada dos cargueiros C-5 e C-17, não dos C-130.

T-50, a carta coreana da Lockheed Martin na América do Sul

Exibido pela primeira vez na América do Sul, o treinador avançado sul coreano T-50 Golden Eagle (Águia Dourada) nasceu no início dos anos 90 como fruto do programa de offsets negociado durante a fabricação de mais de 100 caças Lockheed F-16 naquele país asiático. Os coreanos especificamente exigiram em troca um programa de desenvolvimento de alta tecnologia. A Força Aérea da Coréia do Sul incumbiu o fabricante local Korean Aerospace Industries da tarefa de projetar o KTX-2, o novo avião de treinamento com desempenho supersônico para o mercado local e para exportação. Na Coréia o novo avião substituiu os existentes Northrop F-5F, BAE Hawk e T-38 utilizados no treinamento de seus pilotos.

Representantes das subsidiárias da Embraer
Representantes das subsidiárias da EmbraerRepresentantes das subsidiárias da Embraer
Apresentação da Embraer para a imprense
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Estande da Saab
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Estande da FN Herstal
Estande da FN HerstalEstande da FN Herstal
P-90 (esq.) e lançadores de granada (dir.) no estande da FN Herstal
P-90 (esq.) e lançadores de granada (dir.) no estande da FN HerstalP-90 (esq.) e lançadores de granada (dir.) no estande da FN Herstal

Em 1998 foi concluída a primeira etapa, a fase de Full Scale Development, após oito anos de trabalho. Em seguida veio a etapa da industrialização. A encomenda inicial para 25 unidades foi colocada em dezembro de 2003. No ano de 2005 o desenvolvimento chegou ao seu fim com o roll-out do primeiro de quatro protótipos ocorrendo em outubro. A entrega do primeiro avião de produção seriada se deu 24 meses depois da encomenda, em dezembro de 2005.  O T-50 é um típico programa de treinamento moderno de pilotos que vai bem além de uma simples aeronave. Em paralelo ao desenvolvimento da célula, foi desenvolvido - e entregue - um completo sistema de treinamento virtual que inclui também o planejamento e o debriefing das missões. Este Total Training System já se encontra plenamente operacional na Coréia do Sul e complementa perfeitamente, e por uma fração dos custos, o tempo de vôo real dos cadetes no T-50.

Atualmente cinquenta unidades do T-50 se encontram em operação na base aérea de Gwang Ju [GE: 35°07'33"N 126°48'35"E] com os esquadrões de treinamento de voo 203 e 189. A KAI seguiu o programa criando novas variantes do modelo treinador básico. A primeira destas a surgir foi o T-50B, um lote especial de 10 células otimizada para as atividades acrobáticas dos Black Eagles (Águias Negras), a unidade de exibição da Força Aérea Coreana. Em seguida veio o TA-50, um LIFT/treinador tático com capacidade de avião de ataque leve da qual a Força Aérea Coreana encomendou 22 unidades. Este modelo operará da base de Yecheon [GE: 36°37'55"N 128°21'17"E] no Esquadrão de Treinamento de Voo 115.

Fuzil FN SCAR
Fuzil FN SCARFuzil FN SCAR
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Fuzil FN SCARFuzil FN SCAR
Estande da turca Roketsan
Estande da turca RoketsanEstande da turca Roketsan
Estande da turca Roketsan
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FIDAE-2012-190
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A última variante encomendada foi o modelo FA-50, com novo radar e capacidade ar-ar melhorada, usando datalink Link16 e tendo a capacidade de lançar bombas guiadas por GPS JDAM e do novo kit "Wind Corrected Munitions Dispenser" para bombas cluster já existentes nos paióis da Força Aérea. Este último programa foi iniciado em 2008 e será concluído em agosto de 2012. Os três protótipos do FA-50 foram convertidos dos protótipos originais do T-50. Vinte destes aviões já foram encomendados pelos sul coreanos para entrega entre 2013 e 2014. Os FA-50 substituirão os últimos F-5E Tiger II e F-4E Phantom II ainda em operação naquela força aérea. O modelo deve ser declarado operacional (IOC) a partir de 2020.

Com seu design fortemente inspirado no desenho do F-16, em voo o T-50 confundiu os olhos de muitos especialistas experientes. Até mesmo o Brigadeiro Saito, Comandante da Aeronáutica brasileira, achou que o T-50 fosse um F-16 durante suas evoluções sobre o aeroporto chileno

No lado da oferta, este segmento está em franca expansão. O T-50 compete diretamente no mercado global contra seu maior rival, o italiano Aermacchi M346 (ou "T-100") Master e terá que cruzar caminhos com os treinadores russo (Yak-130) e chinês (Hongdu L-15). Já do ponto de vista de grandes negócios de exportação, no entanto, o segmento tem deixado a desejar. O Golden Eagle ganhou apenas um contrato na Indonésia para 16 aviões do modelo TA-50, o Master levou a encomenda de 10 unidades para Cingapura e neste ano de outras 30 aeronaves para Israel. O Yak ganhou encomenda para 16  aviões na Argélia, e em seguida de 6 unidades na Líbia (pedido esse cancelado após a recente guerra civil no país). O último contrato anunciado do modelo russo é ainda menos auspicioso: 36 unidades para a Força Aérea Síria. O Hongdu L-15 foi o último a voar deste grupo, mas não foi adotado ainda nem pela própria Força Aérea Chinesa.

Maquete do KC-390 ucraniano
Maquete do KC-390 ucranianoMaquete do KC-390 ucraniano
Maquetes dos KC-390 ucranianos
Maquetes dos KC-390 ucranianosMaquetes dos KC-390 ucranianos
Estande da Beretta
Estande da BerettaEstande da Beretta
FIDAE-2012-194
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IA 2 em demonstração pela Imbel
IA 2 em demonstração pela ImbelIA 2 em demonstração pela Imbel

A grande oportunidade na mesa para este segmento  deve ser mesmo a escolha da USAF para o seu programa T-X, um modelo que substitua os mais de 300 Northrop T-38 em uso atualmente nos EUA. A expectativa dos coreanos é de que este contrato, após o atraso produzido pela difícil situação econômica atual,  envolva entre 300 e 1000 aeronaves. Potencialmente o T-X chegará a valer até 20 bilhões de dólares no seu todo. Nesta concorrência os coreanos devem se bater unicamente contra os italianos, uma vez que produtos russos e chineses naturalmente não tem muita perspectiva de sucesso nas FFAA dos EUA. A vinda ao Chile também se explica pela premente necessidade da FACh em substituir os seus atuais 17 CASA A-36 (C-101) Halcón espanhóis. Para isso o T-50 permaneceu naquele país por uma semana e meia após a conclusão da FIDAE. Os dois aviões foram trazidos da Coréia no interior de um 747 cargueiro padrão com suas asas e empenagem vertical removidos para o transporte. Segundo os executivos da Lockheed Martin, além do Chile eles estão focados em atender as necessidades da Forças Aéreas da Polônia e da Grécia. Como no Brasil ainda não temos uma visão clara sobre a conveniência ou não de se recriar uma unidade dedicada de Lead In Fighter Trainer (LIFT), as perspectivas do T-50 e de seus rivais no Brasil ainda são muito distantes.

O Pavilhão Brasileiro na FIDAE

Co relação à indústria nacional de Defesa, a grande diferença esse ano foi a notável mobilização do governo brasileiro. Nada menos que um pavilhão inteiro foi montado com o apoio do governo brasileiro, sem contar que o próprio Ministro da Defesa, Celso Amorim, o Chefe do Estado-maior Conjunto, General de Nardi, e o Comandante da FAB, Brigadeiro Juniti Saito, estiveram presentes nesta FIDAE. Todos eles cumpriram uma agenda de trabalho voltada ao apoio institucional das empresas nacionais.

Estande da Odebrecht Defesa e Tecnologia
Estande da Odebrecht Defesa e TecnologiaEstande da Odebrecht Defesa e Tecnologia
Míssil A-Darter demonstrado pela Mectron
Míssil A-Darter demonstrado pela MectronMíssil A-Darter demonstrado pela Mectron
Míssil A-Darter demonstrado pela Mectron
Míssil A-Darter demonstrado pela MectronMíssil A-Darter demonstrado pela Mectron
FIDAE-2012-199
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Míssil MAR-1 da Mectron
Míssil MAR-1 da MectronMíssil MAR-1 da Mectron

O apoio governamental brasileiro foi tão grande que nada menos que dois outdoors foram montados chamando a atenção do público no pátio. Dois caças F-2000 (Mirage 2000C) e uma aeronave de alerta aéreo antecipado E-99 (Emb-145 AEW&C), além dos T-27 Tucanos da própria Esquadrilha da Fumaça (Esquadrilha de Demonstração Aérea – EDA), permaneceram durante todo o evento, com exibições diárias.

Havia 39 empresas sob a iniciativa da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) em parceira com a ABIMDE. Compunham o pavilhão brasileiro 37 estandes, que ofereciam aeronaves, componentes e subcomponentes aeronáuticos, armamento pessoal, munições de diversos calibres e softwares para diversas funções, desde controle de tráfego aéreo até de aplicações navais.

Vários foram os destaques brasileiros, destacando-se o projeto de aeronave para treinamento primário militar T-Xc Pilgrim, com uma versão civil denominada U-Xc Stardream, ambos da NOVAER. Este é o primeiro avião que será feito com estrutura 100% em fibras de carbono, o que o tornará mais resistente e mais leve, superando o Boeing 787 Dreamliner que tem apenas 2/3 de sua estrutura composta por fibras de carbono. Orbisat e RF COM apresentaram sua proposta para o Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAAe), que foi desenvolvido com a participação do Centro Tecnológico do Exercito – CTEx, sobre os veículos Agrale Marruá e integrados com o Radar SABER M60. A IMBEL compareceu com os seus Fuzis de Assalto 7,62 IA2, Fuzil 7,62 IA2 e a Carabina 5,56 IA2, além de pistolas de diversos calibres e modelos.

Diretoria da ABIMDE recebe visita
Diretoria da ABIMDE recebe visitaDiretoria da ABIMDE recebe visita
Mísseis TR-107 e TR-122
Mísseis TR-107 e TR-122Mísseis TR-107 e TR-122
FIDAE-2012-210
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Em relação aos sistemas embarcados e aviônicos, a gaúcha AEL Sistemas (subsidiária da ELBIT) apresentou algumas propostas de aviônicos tipo MultiFunction Displays (MFDs), bem como de um pequeno simulador, que parecia ser de um T-27 Tucano modernizado. Este foi testado, inclusive, pelo Ministro Celso Amorim. Outro sistema que se destacou foi o SICONTA, desenvolvido pela empresa carioca SIEM CONSUB em parceria com a Marinha do Brasil – MB, esse sistema é embarcado em alguns dos principais navios da MB e foi apresentado numa pequena bancada para dar aos visitantes uma noção do seu funcionamento.

No pavilhão A, por falta de espaço no pavilhão das empresas brasileiras, encontrava-se o stand da Odebrecht/Mectron com maquetes em tamanho real de todos os armamentos inteligentes projetados e desenvolvidos. Pode-se notar a boa impressão que as delegações estrangeiras tiveram dessa empresa e seus produtos. Seu estande estava sempre bem movimentado, com pessoas à procura de informações. Lá podíamos ver como será o futuro A-Darter, que está sendo desenvolvido junto à sulafricana DENEL, os mísseis nacionais MAA-1B Piranha, MAR-01 e o MSS 1.2, além da bomba ACAUAN, desenvolvida em parceria com a Britanite, além de outros sistemas de guerra eletrônica. Representantes da empresa explicaram para ALIDE que mesmo com a entrada em serviço do A-Darter ainda existirá mercado para um míssil Ar-Ar guiado por infravermelho como o Piranha B, especialmente por este ser bem mais rústico e mais barato que o produto braso-sulafricano. Ou seja, ele seria ideal para mercados menos "exigentes" e mais sensíveis a preço como são os da África e da América do Sul.

A RSD Desenvolvimento e Tecnologia Ltda, em conjunto com o Centro de Instrução da Aviação do Exército Brasileiro – CIAVEx, desenvolveram e apresentaram um simulador de helicópteros Esquilos. A parceria deu tão certo que já está em andamento o projeto Treinador Sintético de Blindados – TSB, para as VBCs Leopard 1A5. Outros projetos então em andamento, como o desenvolvimento e fabricação dos simuladores para as aeronaves EMB-312 Tucano, EMB-120 Brasília e dois simuladores para as aeronaves EMB-170/190, um para a US Airways e um para a Air Canadá.

Míssil MSS-12 da Mectron
Míssil MSS-12 da MectronMíssil MSS-12 da Mectron
Bomba guiada por GPS SMKB
Bomba guiada por GPS SMKBBomba guiada por GPS SMKB
Pavilhão do Brasil
Pavilhão do BrasilPavilhão do Brasil
Foguetes não guiados de 70mm
Foguetes não guiados de 70mmFoguetes não guiados de 70mm
Pavilhão do Brasil
Pavilhão do BrasilPavilhão do Brasil

O S.M.M.A.T também foi uma novidade apresentada pelo Brasil. Este sistema inédito de monitoramento meteorológico, que se tornará o primeiro modelo móvel em 2013, possibilita a atuação segura de tropas e/ou aeronaves em locais sem acesso a informações meteorológicas e poderá apoiar missões humanitárias em resgates de catástrofes naturais, além de poder auxiliar no combate contra o tráfico de narcóticos na Amazônia.

A empresa brasileira CONDOR exibiu armas não letais utilizadas para controle de tumultos que são exportadas para mais de 40 países e são usadas pelas forças mantenedoras da paz da ONU.

A cada participação do país em feira aeroespacial internacional o número de expositores nacionais, assim como a fatia representada pelos clientes internacionais nas nossas empresas, só aumenta. este é um claro sinal do sucesso da nossa estratégia. Segundo a ABIMDE, as companhias que atuam no mercado de defesa geram juntas, cerca de 30 mil empregos diretos e 120 mil indiretos, movimentando mais de US$ 2,7 bilhões/ano sendo US$ 1 bilhão em exportações. O próximo passo já tem nome e data: será Farnborough em julho, todos a bordo!

Embraer Segurança e Defesa

Este ano a Embraer trouxe para Santiago um Very Light Jet Phenom 100, acompanhado do modelo Phenom 300 em sua estréia na FIDAE. Na própria terça-feira a empresa brasileira reuniu a imprensa para anunciar o status dos programas em andamento e no dia seguinte, uma vez mais, para apresentar três novos clientes do Super Tucano, todos na África, três unidades foram vendidas para a Força Aérea de Burkina Faso, outros dois para a Força Aérea da Mauritânia e seis para a Força Aérea de Angola, que é operadora de vários Tucanos originais. A boa notícia foi contada por um sorridente Luiz Carlos Aguiar, CEO e Presidente da nova empresa dedicada a Defesa, diante de Eduardo Bonino o Chief Operating Officer e de Geraldo Gomes VP Sênior para Marketing e vendas.

Segundo um ex-funcionário da Embraer, com grande conhecimento destas vendas africanas, o número padrão de aeronaves por esquadrão naquele continente é de apenas seis aeronaves. Assim, os dois primeiros clientes compraram cada um meio esquadrão e Angola um esquadrão inteiro. Segundo ele é de se esperar que Angola em breve compre mais um lote de seis aeronaves podendo vir a comprar um terceiro lote mais tarde.

Segundo Aguiar eles estão muito satisfeitos com o crescimento do business de Defesa mas, ao mostrar um slide com um gráfico de vendas por ano, ele alertou que “2008 foi um grande ano para a Embraer na Defesa uma vez que ele acumulou importantes pedidos como o do KC-390, a modernização do A1-M e dos A/F-1, assim como fortes vendas dos Super Tucanos”. Atualmente aproximadamente metade das vendas são feitas para o Brasil e a outra metade para clientes estrangeiros, no entanto a aceleração do programa KC-390 deve aumentar por algum tempo a fatia nacional. E continuou: “2012 é um ano de consolidação na Embraer, vamos reforçar nossas capacitações enfatizando a integração e a sinergia entre as empresas do grupo”.

Para a Embraer as perspectivas futuras são ainda melhores, com a assinatura do MoU para o desenvolvimento do satélite nacional em parceria com a Telebras. Este programa, primeira incursão da empresa na engenharia espacial, segundo Aguiar “não será fácil” e, por isso, deve se alongar por um número razoável de anos. Perguntado sobre como a Embraer esperava realizar este programa sem ter qualquer experiência pregressa no ramo, Aguiar disse que “o foco aqui é o da integração, a Embraer tem boa experiência na área de seleção e aquisição de componentes desenvolvidos por outras empresas”. E ele emendou: “não se esqueça de que existe muita gente que entende de satélites aqui em São Jose dos Campos! Vamos escolher alguns sistemas e produtos específicos para desenvolvimento no Brasil visando futuramente poder exportar eles. No que viermos comprar de fora do país, a boa notícia é que muitos de seus fabricantes já são bem conhecidos nossos por serem atualmente fornecedores de outros programas da Embraer”.

Na área de sistemas de controle, o SisFron, Sistema de Monitoração de Fronteiras do Exército Brasileiro, é um programa muito importante para a Atech, subsidiária da Embraer. Quando estiver completo, seu custo está orçado em nada menos que quatro bilhões de dólares. O primeiro passo no SisFron será um programa piloto numa região menor para prova de conceito, posteriormente ele será expandido para o resto da região de fronteira. É inegável que sistemas poderosos como este devem atrair o interesse dos vizinhos do Brasil naquela região.

Outro negócio que se inicia agora é o programa de modernização da frota de Tucaninhos (T-27) da Força Aérea da Colômbia. Este programa ocorrerá naquele país, mas com bastante participação da fabricante brasileira. Este é o primeiro cliente no mundo para modernização deste modelo.

Sobre o mundo dos UAVs (Aeronaves não tripuladas/VANTs), Aguiar contou que a empresa Harpia, uma Joint Venture com a ELBIT israelense, já está montada e que os novos modelos de VANTs criados por esta empresa serão propriedade da própria Harpia. No momento, a FAB se encontra numa fase de desenvolvimento de doutrina e para isso está empregando dois Hermes 450 adquiridos da AEL. Perguntado sobre o impacto da Medida Provisória 544 na nova empresa, Aguiar contou que “provavelmente algumas alterações terão que ser feitas, mas que antes disso nós estamos aguardando a completa regulamentação da nova lei”.

Além do tradicional quiosque na beira da pista para receber e entreter seus clientes, a Embraer montou um pequeno estande dentro do pavilhão H, junto com as demais empresas da indústria brasileira. Ali estava exibido um VANT leve Carcará desenvolvido pela empresa Santos Lab, parceira da Embraer além de uma série de sistemas da Atech.

Conclusão

A FIDAE 2012 foi um sucesso. Ela contou com a presença de mais de 120 aeronaves de todos os portes e modelos e um total de mais de 130 mil visitantes, além de diversas autoridades de governos e diretores de empresas distribuídos em seis pavilhões, com uma área de 21,800 m2 de espaço interno e 91,000 m2 de espaço externo.

Esses números significantes explicam porque a FIDAE é a maior feira de aviação militar e tecnologia aeroespacial da América Latina e uma das maiores do mundo.

De 1980 em diante, a Feira vem ganhando cada vez mais força e mais visibilidade no cenário internacional, tornando-se uma das mais importantes feiras mundiais dessa área. Certo por ser um período de “entressafra econômica” no mundo, não seria diferente acontecer uma baixa significativa de delegações e apresentações nesse ano. O mercado de aviação, todavia, não parou; pudemos comprovar pelos negócios fechados, ou planejados. Já para 2014 a FIDAE será, certamente, palco de mais inovações tecnológicas e exibições impactantes. Estaremos lá para comprová-las e registrá-las.


Last Updated on Wednesday, 09 May 2012 20:50
 

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