Itália e Brasil no topo da lista de parceiros potenciais para o FX da Turquia PDF Print E-mail
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Thursday, 27 January 2011 13:39

 


Por Bekdil Gee Burak e Enginsoy Umit
Publicado em: 23 de janeiro de 2011


Ancara - As autoridades turcas estão em busca de parceiros estrangeiros para ajudar a construir o primeiro caça a jato do país e provavelmente deve iniciar conversações com a Alenia Aeronautica da Itália com a Embraer do Brasil, disseram altos funcionários da área de compras familiarizado com o programa FX turco.

"Esperamos que a TAI, a empresa aeroespacial turca, abra negociações com ambos os fabricantes ainda este ano", disse um funcionário da área de compras. "Em 2012 nós já vamos saber com quem nós vamos pegar a estrada."

O governo pediu à companhia aeroespacial nacional Turkish Aerospace Industries (TAI), para estudar como essa parceria poderia funcionar. A TAI ainda receberá US$ 20 milhões do escritório nacional de compras, ou da Subsecretaria da Indústria de Defesa (SSM), para produzir um "desenho conceitual" para um avião de caça que venha a ser construído depois de 2020.

Nos últimos anos, a iniciativa da Turquia na direção de fazer uma maior fatia dos seus sistemas de armas de ponta de linha tem produzido diversos programas nacionais para atender à sua Força Terrestre e à Marinha. O esforço FX tem como objetivo ampliar o poder aéreo turco de uma maneira cada vez mais independente da tecnologia americana, disseram analistas e funcionários aqui.

Em dezembro passado, o ministro da Defesa Vecdi Gonul disse que a Turquia iria desenvolver e fabricar seus próximos aviões de combate aéreo, por si só ou em cooperação com outro país.

Gonul disse que a Turquia poderia cooperar com a Coreia do Sul, mas indicou que essa não é uma forte possibilidade.

Autoridades da defesa turca disseram que a "opção coreana" fracassou porque Seul insistiu em assumir uma maioria esmagadora no esforço do novo avião.

Se implementado, o programa destina-se a dar à Turquia poder aéreo equivalente à sua frota presente e futura, que são feitos nos EUA.

A Força Aérea turca agora opera caças F-16 e F-4s. A Turquia também é um parceiro no consórcio Joint Strike Fighter (JSF), que está construindo o avião de caça furtivo F-35 Lightning II.

Ancara pretende comprar cerca de 100 F-35 aeronaves no valor de quase US $ 15 bilhões. Muitas empresas turcas são membros do consórcio JSF de nove nações ocidentais, e estão produzindo peças para estas aeronaves. A Turquia também vai receber 30 modernos caças F-16 Block 50 da Lockheed Martin, o mesmo fabricante do F-35, como um paliativo até que se iniciem as entregas do F-35 em torno de 2015.

Funcionários disseram que o novo caça da Turquia "seria um modelo de próxima geração, que substituiria os antigos F-4Es, feitos nos EUA, e que operaria bem com o F-16 e com o F-35."

Eles confirmaram a nova aeronave na maior parte seria primáriamente destinada ao combate ar-ar. O F-4Es são caças ar-ar, enquanto o F-16 e F-35 são projetados principalmente para operações ar-terra.

A atual frota turca de quase 90 aviões F-4 foi modernizada conjuntamente por Israel e Turquia, ficando praticamente fora do controle operacional dos EUA. Mas esses caças da era do Vietnã terão que ser retirados de serviço até 2020.

"O que a Turquia , aparentemente, pretende é ter um poder aéreo parcialmente independente dos controles operacionais EUA", disse um analista turco que pediu para não ser identificado. "A nova aeronave diferentemente do F-16 e F-35s irá servir a este objetivo estratégico. Os turcos estão buscando uma abordagem em duas vertentes: mantendo tanto uma linha dos EUA e outra nacional; EUA, com o upgrade F-16 e a introdução do F-35s, e a nacional com o programa FX. "

O programa FX significa que a Turquia abrirá definitivamente mão de comprar um dos caças europeus. Em dezembro, Gonul descartou qualquer possível aquisição do avião de caça Typhoon construído pelo consórcio Eurofighter.

Mas os funcionários da contratação turco, no entanto, manifestaram a disposição para conversações com a Alenia Aeronautica, uma das parceiras do programa Eurofighter, em negociações separadas visando o caça turco, juntamente com a Embraer.

"Entendemos que ambas as empresas como parceiros adequados para o nosso programa de compra [do caça] nacional ", disse o funcionário da área de aquisições governamentais.

 

 

Tradução: Felipe Salles

 

Fonte: Defense News

E-mail: bbekdil@defensenews.com, uenginsoy@defensenews.com.

 

NOTA DA ALIDE: Dentro do texto da Estratégia Nacional de Defesa existe uma referência a um desejado caça chamado de "FX-BR". Este seria um modelo novo de caça leve que complementaria o vencedor do F-X2 de maneira a se atingir o número total de caças desejados pelo Ministério da Defesa para a defesa do espaço aéreo brasileiro. Com os seguidos atrasos do F-X2 e o gosto amargo deixado na boca da Embraer pelo embargo americano à exportação do Super Tucano e do AMX para a Venezuela, existem muitos céticos da conveniência e da viabilidade econômica e política real de exportação de um novo caça desenvolvido no país. Isso tem que ser ponderado sob a luz das nada desprezíveis dificuldades de venda no exterior do Rafale, Gripen, Eurofighter e até mesmo dos treinadores coreano T-50 e italiano M346 Master.. Pra agravar a situação, o advento dos aviões de 5a geração, inaugurado pelos americanos com o F-22 e F-35, recentemente ganhou um novo impulso com o modelo russo PAK-FA e com o chinês J-20, e isso agrava mais ainda o risco de uma empreitada como esta. Porém, a proposta turca junto com sua potencial grande demanda interna, pode ser um modificador deste quadro de risco. Vejamos como a Embraer (e o Governo Federal brasileiro, especialmente)  irão responder a esta notícia do interesse dos turcos por esta parceria...

Last Updated on Thursday, 27 January 2011 13:40
 

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