| Mostra de Armamento do Alte.Maximiano |
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| Escrito por Noticiário Naval |
| Qua, 04 de Fevereiro de 2009 08:12 |
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BREMERHAVEN,RFA Em 3 de fevereiro de 2009. Mostra de Armamento do Navio Polar "ALMIRANTE MAXIMIANO". Cumprindo o disposto na Portaria nº 389, de 19 de dezembro de 2008, alterada pela Portaria nº 4, de 12 de janeiro de 2009, do Comandante da Marinha, e em conformidade com o previsto na Ordenança Geral para o Serviço da Armada (OGSA), em seu artigo 1-3-1, realiza-se, na presente data, a Mostra de Armamento do Navio Polar "ALMIRANTE MAXIMIANO". A aquisição de oportunidade desse Navio Polar é o resultado da persistência de nosso Comandante, Almirante-de-Esquadra JULIO SOARES DE MOURA NETO, com o apoio do Ministro da Defesa, Dr. NELSON JOBIM e do nosso Presidente da República LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, cabendo destacar que o Navio foi adquirido no decorrer de 2008, coincidentemente quando a comunidade científica participava do "Ano Polar Internacional". A sua incorporação à Armada concretiza nova etapa do Programa de Reaparelhamento da Marinha, dotando a nossa Força com mais um meio capaz de realizar pesquisas científicas na Antártica e levantamentos hidroceanográficos; apoiar logisticamente a Estação Antártica Comandante Ferraz e acampamentos utilizados pelo Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR); e coletar dados para apoio à previsão meteorológica. O Navio Polar "ALMIRANTE MAXIMIANO", H-41, ex-"MV Ocean Empress", originalmente navio de apoio, depois convertido em navio pesqueiro e agora adaptado pelo estaleiro BREDO, em Bremerhaven, Alemanha, de modo a atender os requisitos para operar em condições de gelo amenas, é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ter a honra de ostentar esse nome. Sua denominação é um justo tributo a um dos mais destacados e ilustres Chefes Navais do século XX: o Almirante-de-Esquadra MAXIMIANO EDUARDO DA SILVA FONSECA. Nascido na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, em 6 de novembro de 1919, assentou praça de Aspirante em 5 de abril de 1937, sendo declarado Guarda-Marinha em 24 de dezembro de 1941. No início de sua carreira tomou parte em escoltas de nossa Esquadra, no patrulhamento do Atlântico Sul durante a 2ª Guerra Mundial, sendo um dos heróicos 25 Oficiais de nossa Marinha com mais de 300 dias de mar em operações de guerra e, por isso, laureado com a Medalha de Serviços Relevantes. Cursou Hidrografia e Navegação para Oficiais em 1949. Como hidrógrafo, participou das maiores efemérides da História da Hidrografia de nosso país, dentre elas o Primeiro Levantamento da Barra Norte do Rio Amazonas em 1952, como Comandante do Navio-Hidrográfico "RIO BRANCO", comissão com mais de 340 dias de duração. Teve a oportunidade de comandar, ainda, os Navios- Hidrográficos "CARAVELLAS", "SIRIUS" e "CANOPUS" e o Navio- Oceanográfico "ALMIRANTE SALDANHA", além de dirigir o Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego. Participou de estágios no "United States Hydrographic Office" e no "Coast and Geodesic Survey", ambos afetos às técnicas aplicadas à hidrografia e à construção de carta náutica, tendo especial importância sua proposta de aquisição do sistema "Raydist" de posicionamento eletrônico, equipamento de coleta de dados geodésicos muito utilizado nos levantamentos hidrográficos até a década de oitenta. Como oficial- general, foi Diretor de Administração da Marinha, Comandante do 1º Distrito Naval e Diretor-Geral do Material da Marinha. Por fim, ocupou o cargo de Ministro da Marinha, quando, de forma empreendedora, implementou doutrinas e idéias que iriam se refletir na eficiência de nossa Força Armada em anos vindouros. Homem visionário, percebeu a relevância estratégica para a Marinha em dominar a tecnologia da energia nuclear, sendo um dos idealizadores do Programa Nuclear Brasileiro, e também a grande importância da nossa Força ter capacidade tecnológica para o projeto, construção e manutenção de submarinos, criando o programa para construção de submarinos, que resultou em transferência de tecnologia para o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Ainda, priorizou recursos visando tornar o Brasil membro do Tratado Antártico, viabilizando a compra do Navio de Apoio Oceanográfico Barão de Teffé, que permitiu a realização da Primeira Ao incorporar à Armada Brasileira o Navio Polar "ALMIRANTE MAXIMIANO", com orgulho, formulo ao Comandante, oficialidade e guarnição os melhores votos de felicidades em suas futuras singraduras e pleno êxito na missão que ora lhes é confiada. A partir de hoje os senhores serão os responsáveis pela formação e preservação da alma marinheira desse Navio. Sejam dedicados, profissionais e extremamente zelosos com esse imenso patrimônio que lhes é entregue pela Nação brasileira e, acima de tudo, sigam o exemplo de seriedade, patriotismo e destemor daqueles marinheiros brasileiros que honram e defendem o invicto Pavilhão Nacional que, de agora em diante, tremulará, altaneiro e sobranceiro, em seu mastro de combate, pois o mar, com seu trabalho diuturno, está sempre a indicar o valor dos navios, dos marinheiros e das tradições navais para os destinos do Brasil como país livre e soberano, orgulhoso do digno passado e com inabalável fé num futuro de esplendor impactante e vocação operativa. Neste momento solene, congratulo-me, pois, com os tripulantes desse Navio, exortando-os a manterem sempre presentes os mais distintos valores e princípios da cultura marinheira, como o denodo, o elã, a perseverança, a coragem, a lealdade, o entusiasmo e a tenacidade própria dos homens do mar, atributos que fazem da nossa Marinha uma instituição secular forte, honrada e respeitada. Tenho certeza de que a atual e as futuras tripulações do Navio Polar "ALMIRANTE MAXIMIANO" empenhar-se-ão, com afinco, tanto nas atividades antárticas como nas demais comissões que lhe forem atribuídas, para obter um desempenho operativo à altura do insigne Chefe Naval cujo nome está gravado no seu espelho de popa. NPo "ALMIRANTE MAXIMIANO", bons ventos e mares tranqüilos. Máquinas adiante toda força!
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