Marinha vai mandar dois helicópteros e grupo médico ao Haiti num navio italiano. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Felipe Salles   
Qua, 27 de Janeiro de 2010 10:32

No dia 28 pela manhã chegará a Fortaleza o porta aviões Cavour da Marina Militare Italiana a caminho de uma missão humanitária no Haiti. Na capital cearense, dois helicópteros (um Esquilo e um Super Puma) brasileiros pousarão no convoo junto com seus dois Destacamentos Aéreos Embarcados formados por pilotos e mecânicos dos esquadrões HU-1 e HU-2 da Aviação Naval. Estes DAEs serão compostos de 15 oficiais e 44 praças e levarão a bordo 2200 quilos de ferramentas e peças de reposição para os helicópteros.

Adicionalmente, um contingente de médicos civis e militares embarcará no navio que conta com um moderno centro cirúrgico equipado com equipamento de Raios X, de Tomografia Computadorizada e um laboratório de Análises clinicas completo. Os 6 médicos e 8  enfermeiros militares, junto com os 5 médicos e 6 enfermeiros civis se juntarão aos 30 médicos italianos que já se encontram no navio. A maioria da equipe médica militar veio do hospital naval Marcílio Dias enquanto os civis, escolhidos pelo Ministério da Saúde, são gaúchos. A missão tem a duração prevista de 30 dias e poderá ser alongada caso isso seja necessário. Neste caso, novos contingentes seriam enviados ao Haiti de avião para substituir a equipe inicial num sistema de rodízio.

Todos os brasileiros participando desta missão são voluntários. Segundo o Contra Almirante Aloysio, sub-chefe do setor operativo do Comando de Operações Navais:”o número de voluntários para esta missão superou em muito a nossa necessidade”. Os médicos e enfermeiros brasileiros, pelo menos no início, se limitarão a trabalhar exclusivamente embarcados. Subordinado diretamente ao comandante do navio italiano, o Capitão-de-Fragata Flávio Eduardo de Souza Cardoso será o chefe do  contingente brasileiro que embarcará no NAe Cavour, a equipe médica brasileira será chefiada pelo Capitão-de-Fragata (Médico) Álvaro Figueiredo Bisneto  e  a  Ala Aeronaval pelo Capitão-de-Corveta Carlos Renato Benzi Zamprogno.

O navio italiano tem uma tripulação de 445 militares e carrega uma unidade de engenharia do exército italiano com 441 oficiais e praças. Os helicópteros embarcados farão, primordialmente, missões de evacuação aeromédica (EVAM), transportando pacientes doentes e/ou feridos dos hospitais improvisados em terra até o navio para tratamento mais complexo.  Adicionalmente, as aeronaves brasileiras poderão ser usadas para apoiar eventuais necessidades de carga e de transporte de passageiros do Batalhão Brasileiro e da Minustah.

A participação na missão do Cavour foi uma oferta do Ministério da Defesa italiano ao seu homólogo brasileiro. O navio viajou com muito espaço livre em seu interior, o que lhe permitia com facilidade acomodar os meios e o pessoal de alguma nação amiga. O Navio Aeródromo (NAe) Cavour está carregando quatro helicópteros Agusta SH-3 SeaKing e dois modelos menores, provavelmente do tipo Agusta Bell AB212.

Em paralelo, o Navio de Desembarque de Carros de Combate já se encontra pronto para receber sua carga entre 27 e 31 de janeiro, partindo no dia 1º de fevereiro para apoiar os esforços de reconstrução da infraestrutura do Haiti. A previsão é que ele chegue lá no dia 17 levando 700 toneladas entre veículos, víveres e medicamento para as tropas brasileiras, do Exército e dos Fuzileiros Navais, presentes naquele país. O plano noticiado pela ALIDE de se enviar mais uma dupla de helicópteros idêntica a que embarcará no Cavour foi descartada, uma vez que a frota de aeronaves de asas rotativas existentes lá atualmente mais do que atende às expectativas.

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