Câmara aprova verba de R$ 800 milhões para cargueiro militar

 

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São José dos Campos, 7 de Novembro de 2007 - A comissão parlamentar de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada a destinação de recursos para o desenvolvimento do projeto do avião cargueiro da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Foi confirmado no plano plurianual da União o montante de R$ 800 milhões para o novo avião, que será destinado a Força Aérea Brasileira (FAB).

Essa é a primeira vez que o Brasil terá um avião militar cargueiro de fabricação própria.

Detalhes da proposta

A direção da Embraer já esteve em Brasília para esclarecer detalhes da proposta aos parlamentares e aos membros das armadas. A emenda para o plano plurianual, aprovada pelos deputados, estabelecerá uma previsão orçamentária para o aparelho.

Esse tipo de aeronave é uma antiga reivindicação dos militares, pois uma legislação internacional impede que aeronaves utilizadas em sistema de leasing possam transportar tropas militares.

O cargueiro para 20 toneladas será usado pelas três forças brasileiras. Segundo fontes parlamentares, o valor estimado para o projeto, desenvolvimento, produção e aquisição deste novo avião é estimado em torno de US$ 5 bilhões.

O aparelho utilizará a plataforma do jato comercial Embraer 190, terá a denominação de Embraer C-390 e será o avião mais pesado produzido pela companhia brasileira.

Preço final

O projeto terá ainda várias soluções tecnológicas desenvolvidas para seus jatos comerciais de grande porte. Seu preço final ficará em torno de US$ 50 milhões e essa será a primeira vez que a Embraer se lança no mercado de aviões de transporte militar, porém com a versatilidade de se transformar num veículo para evacuação médica.

Reabastecimento em vôo

O C-390 será classificado como cargueiro de médio porte e contará com equipamentos como rampa traseira para receber diversos tipos de carga, inclusive veículos blindados sobre rodas, e modernos sistemas de embarque e desembarque. Ainda terá como opção ser reabastecido em vôo e ser usado para fornecer combustível à aeronaves tanto em deslocamento aéreo e em solo.



(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 3)(Júlio Ottoboni)

 

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