1° Grupo de Aviação de Caça recebe o novo F-5EM

 

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Os dois F-5 vindos da Base Aérea do Galeão taxiam para o local da cerimônia após o pouso O F-5EM do 1º GAvCa taxia para o local da cerimônia O comandante do 1º GAvCa, Ten-Cel. Oliveira, presta continência para as autoridades presentes O comandante do 1º GAvCa, Ten-Cel. Oliveira, discursa durante a solenidade.

O dia 20 de outubro de 2006 tem tudo para ficar marcado na história do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Neste dia a unidade recebeu oficialmente o seu primeiro Northrop F-5E modernizado pela EMBRAER, iniciando uma nova e decisiva etapa na vida operacional do Grupo. A cerimônia de recebimento ocorreu na parte da manhã no hangar de manutenção do 1ºGAvCa, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de diversas autoridades da Força Aérea, entre elas: Brigadeiro Rossato, Comandante da III FAe; Major-Brigadeiro Sandin, chefe do Estado Maior do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR); Tenente-Brigadeiro Rolla, Diretor do CTA; Brigadeiro Machado, chefe do Centro de Coordenação e Controle do Espaço Aéreo (CCCOA); Brigadeiro Souza, da Diretoria de Material Bélico (DIRMAB); Brigadeiro Dias, comandante da Universidade da Força Aérea (UNIFA). Também estiveram presentes o Brigadeiro Rui Moreira Lima e o Brigadeiro José Rebelo Meira de Vasconcelos, ambos veteranos do 1º Grupo de Caça na campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A solenidade foi dirigida pelo Tenente-Coronel Oliveira, comandante do 1º GAvCa, que em discurso salientou a importância para a unidade da chegada da nova aeronave. Ao final, durante o coquetel de confraternização, pilotos atuais e do passado cantaram a Ópera do Danilo acompanhados pela banda da Base.

A chegada dessa primeira unidade do avião modernizado é a coroação de um trabalho que já vem sendo realizado desde 2004. Atualmente todos os pilotos do 1º GAvCa estão aptos a voar o F-5EM, já tendo feito toda a parte teórica e a instrução em simulador, restando apenas ser concluída a conversão operacional, que será completada à medida que os pilotos forem voando a aeronave e efetuando com ela as missões de responsabilidade do Grupo. Apenas os dois pilotos mais antigos do 1º GAvCa já voaram o F-5EM, tendo feito um pacote de cinco vôos no 1º/14º GAv para adaptação ao avião.

Pilotos atuais e do passado, oficiais de outras unidades e Brigadeiros posam para foto na frente do novo avião Brigadeiro José Rebelo Meira de Vasconcelos, veterano do 1ºGrupo de Caça, e o Coronel Osmar, ex-comandante do Grupo Tenente-Coronel Oliveira, atual comandante do 1º GAvCa, Brigadeiro Rui Moreira Lima, veterano da campanha da Itália, e Brigadeiro Russo, comandante da unidade no período de 1998 e 1999 e atual comandante da Escola Preparatória de Cadetes do Ar Brigadeiro Rui Moreira Lima, veterano do 1ºGrupo de Caça, e o Major Rodrigo, atual oficial de operações da unidade

A mudança na doutrina operacional da unidade que irá ocorrer com a chegada dos aviões mais modernos já pode ser sentida no treinamento dos pilotos. Eles já começaram a praticar missões (reais e no simulador) onde as táticas são definidas pela presença de um míssil com capacidade BVR. Esse cenário se deve a definição da Força Aérea pela compra do míssil Derby, da fabricante israelense Rafael. A FAB já iniciou o processo de implementação do armamento e já teve oportunidade de testá-lo durante o exercício CRUZEX III com os F-5EM do esquadrão Pampa, onde este se mostrou extremamente bem sucedido, combinado com o novo radar da aeronave. Também dentro do projeto da modernização dos F-5 existe a previsão do uso de equipamentos HMD (Helmet Mounted Display – Display montado no capacete), que ainda está em fase de estudos e avaliação, e deve começar a ser implementado em meados de 2007.

Uma questão interessante da modernização dos F-5 é que, pelo menos em um primeiro momento, ficará desfeita a divisão em que as aeronaves do 1º lote, compradas no início da década de 70, pertencem ao 1º GAvCa e as aeronaves do 2º lote, compradas na década de 80, pertencem ao 1º/14º GAv. Como o recebimento das aeronaves é definido pelo ritmo de preparação delas pela EMBRAER e pela necessidade da FAB, vai haver uma mistura de aeronaves do 1º e do 2º lote entre os esquadrões. A única diferença entre eles é visual: a barbatana no dorso dos aviões do 1º lote foi mantida para evitar um trabalho estrutural desnecessário, não mais havendo a antena de ADF que ocupava aquela posição. As característica de vôo continuam as mesmas dos F-5 não modernizados, sendo as diferenças nesse sentido mínimas e irrelevantes para o conjunto da performance do avião.
Com a chegada do avião do 1º GAvCa, o ritmo de recebimento da unidade deve aumentar, estando prevista a chegada de mais três aeronaves até o final do ano.

O novo e o antigo Antena de RWR Pilones das asas F-5EM, FAB 4826

O pioneiro F-5EM do Grupo de Caça é o FAB 4826, aeronave original do 1º lote. Ele chegou a Santa Cruz na tarde do dia 19 de outubro pilotado pelo Major Ronconi, vindo direto da unidade da EMBRAER em Gavião Peixoto (SP). O piloto chegou na fábrica no dia 18 para verificar as condições e preparar o translado. Às 14:20h do dia seguinte ele decolou sozinho com proa direta para a Base Aérea de Santa Cruz. As condições meteorológicas na rota não eram das melhores e, apesar de ter saído de Gavião Peixoto em condições visuais, na rota toda até o Rio de Janeiro a camada de nuvens se estendia praticamente do solo até o nível de vôo 210 (21 mil pés de altura). O Major Ronconi se manteve voando no nível 220, acima da formação, e aguardando os dois F-5E que iriam interceptá-lo em rota, para dar as boas vindas. Nesse ínterim o Major detectou os dois aviões que vinham ao seu encontro, a uma distância acima da distância que ele esperava que o radar obtivesse o contato. A interceptação se deu próximo a área da cidade de Resende (RJ), onde os caças realizaram uma simulação de alerta executando todas as medidas de policiamento do espaço aéreo (MPEA). Após 1h e 10 minutos de vôo o 4826 pousou na Base Aérea de Santa Cruz, apesar das condições da meteorologia estarem bem adversas, enquanto os outros dois F-5E alternaram direto para a Base Aérea do Galeão, em função da quantidade de combustível poder ficar muito próxima dos limites de segurança caso eles não conseguissem pousar na primeira tentativa.

Lançador de chaff/flare Tenente-Coronel Oliveira, comandante do 1º GAvCa Major Ronconi, piloto que transladou o 4826 até a Base Aérea de Santa Cruz Major Vieira (no cockpit), Tenente Alba e Tenente Patrícia, da área de intendência da BASC, com o Tenente-Coronel Oliveira

O FAB 4826 foi mandado para o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), a fim de receber os preparativos para a modernização, no dia 10 de setembro de 2004. E no dia 29 de novembro do mesmo ano ele foi enviado a EMBRAER para ser modificado.

Fonte: ALIDE

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